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Uganda, Ruanda, Etiópia e África do Sul: planejando uma aventura na África

Uganda, Ruanda, Etiópia e África do Sul: como planejar uma aventura na África - ou em qualquer outro lugar do planeta!
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Uganda, Ruanda, Etiópia e África do Sul: como planejar uma aventura na África - ou em qualquer outro lugar do planeta!

As pessoas sempre me dizem que não sabem nem por onde começar a planejar uma aventura por conta própria - muito menos uma aventura na África!

Eu sempre penso que gostaria de ajudar essas pessoas, mas acaba que raramente escrevo posts explicando sobre o nosso planejamento para cada viagem - até porque costumamos planejar muito pouco. Gosto de roteiros bemmm flexíveis!

Desta vez, decidi que iria escrever sobre o planejamento da nossa viagem - não para que vocês possam "copiar e colar" - já que imagino que bem poucas pessoas tenham interesse em "copiar e colar" uma viagem para Etiópia, Uganda, Ruanda e África do Sul. 

Tenho plena consciência de que, definitivamente, não são destinos que estão em muitas wishlists por aí, embora tenham estado na minha há já muito tempo!

Mas sim para que vocês possam entender como costumo planejar as nossas viagens - de forma totalmente independente - e passem a adotar o mesmo tipo de planejamento (ou parecido) nas próximas aventuras de vocês!

Leia mais sobre as nossas aventuras na África aqui:

Outros links úteis:

Vistos Etiópia, Uganda, Ruanda e África do Sul
20 filmes sobre a África para inspirar sua viagem
Cuidados de saúde que você precisa tomar antes de uma viagem à África
Vacina contra a febre amarela: agora é válida para a vida toda

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casamento ortodoxo em Adis Abeba, Etiópia

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Lion´s Head Hike em Cape Town

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macaco dourado no Parque Nacional dos Vulcões em Ruanda

Planejando uma aventura na África

Vamos começar com uma listinha de algumas coisas que costumo fazer sempre que começo a planejar uma grande aventura, para qualquer lugar que seja, mais ou menos nesta ordem:

  • Escolher o(s) destino(s), fazer um roteiro, ver qual é a melhor época para conhecer esse(s) destino(s) e o que tem para fazer lá
  • Comprar as passagens aéreas
  • Reservar estacionamento para o nosso carro perto do aeroporto de partida e hotel, se necessário
  • Reservar o passeio que é o grande foco da viagem (no nosso caso atual, o safari em Uganda e Ruanda; na nossa última viagem, o grande foco era o cruzeiro de navio, por exemplo)
  • Comprar simcards para ter internet na viagem da @omeuchip
  • Providenciar os vistos, quando necessário
  • Providenciar o seguro viagem (normalmente uso o gratuito do cartão VISA)
  • Ir aos poucos reservando hotéis, carro alugado e passeios que precisem ser comprados com antecedência
  • Estudar bastante sobre os destinos, baixar mapas offline no Google Maps, aplicativos, fazer roteiros flexíveis dos passeios que queremos fazer nas cidades que vamos visitar, pesquisar as cotações das moedas locais, as temperaturas que vamos pegar durante a viagem, etc
  • Comprar dólares ou euros para levar (em cash e nos cartões de débito Nomad e Wise)
  • Arrumar as malas

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santuário de rinocerontes em Uganda, um dos pontos altos da viagem

A decisão do roteiro: realizando o sonho de ver gorilas na natureza

Um dos grandes sonhos das nossas vidas era ver os gorilas das montanhas na natureza selvagem. Ver um gorila silverback da montanha de pertinho era, junto com a Antártida, um daqueles sonhos de viagem que pareciam quase que irrealizáveis, pelos altos custos envolvidos.

Quando eu era criança, em 1988 (eu tinha 12 anos), vi o filme "Nas Montanhas dos Gorilas", com a atriz Sigourney Weaver, e desde então sonhava com esse momento. 

O filme é adaptado da história real de Dian Fossey, uma antropóloga americana que dedicou sua vida à preservação dos gorilas das montanhas de Ruanda e da República Democrática do Congo, e que foi assassinada em 1985 por caçadores de gorilas. O seu trabalho de conservação de gorilas continua a inspirar pesquisadores até hoje, como pudemos comprovar visitando um museu dedicado a ela em Ruanda.

Eu já tinha um espírito aventureiro desde então, e achava que toda menina de 12 anos sonhava em ser Dian Fossey quando crescesse - só recentemente descobri que muita gente sequer viu o filme - eu acreditava que era uma história de conhecimento quase que universal! 

Mais recentemente, já junto com o Lipe e com o Peg, que também ama ver primatas em geral, vimos gorilas que nos encantaram no Bronx Zoo em Nova York, e me relembraram do fascínio da minha infância.

Sim, sou fascinada por esses animais, assim como pelos orangotangos e chimpanzés - esses últimos já tínhamos tido a oportunidade de conhecer num trekking no Parque Nacional Gombe, na Tanzânia, alguns anos atrás. 

Veja aqui como foi essa experiência:

Então...este ano está super puxado no trabalho para mim, não vou poder tirar férias no 2º semestre, e decidi que merecia aproveitar ao máximo os dias de férias que teria e me presentear com a realização deste grande sonho, que nós vínhamos adiando há muito tempo em razão dos custos, como mencionei antes. 

Chega uma hora em que a gente finalmente cria coragem de chutar o balde!

Afinal, se um dia teríamos que desembolsar essa grana preta de qualquer forma para realizar este grande sonho, então que fosse agora, enquanto ainda temos pernas fortes para nos carregarem montanha acima ao encontro dos gorilas das costas-prateadas!

Lembrei de uma crônica do Carpinejar em que ele escreveu que "nada é tão perigoso para a felicidade quanto achar que tem muito tempo pela frente".

Não se adie!

PS. O único 'problema' é que agora o bastão foi tãooo lá em cima quanto no Everest, e não sei qual próxima aventura vou inventar pra ficar à altura 🤣 tenho algumas ideias em mente...aceito sugestões!!

PS2. Se você nunca leu sobre isso, pesquise as histórias das 3 mulheres que estudaram os primatas na natureza e garantiram a conservação das espécies: Dian Fossey, estudou os gorilas das montanhas de Ruanda e da República Democrática do Congo; Jane Goodall pesquisou os chimpanzés no Parque Nacional Gombe na Tanzânia; e Birutė Galdikas estudou os orangotangos em Bornéu, na Indonésia.

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fascinados pelos gorilas do zoo de Nova York

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tem um gorila me olhando...

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museu dedicado a Dian Fossey e sua história de amor aos gorilas das montanhas em Ruanda

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tem um gorila silverback da montanha me cuidando...e, com essa, zerei a vida!

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a nossa versão de 'Nas Montanhas dos Gorilas', até então, era 'Na Selva dos Chimpanzés'!

Comprando passagens aéreas: voos Porto Alegre - Cape Town

Nosso plano de viagem inicial era Uganda + Ruanda, pois o grande objetivo desta viagem era vermos os gorilas, mas, como iríamos para a África, e Cape Town dava uma boa conexão no caminho, decidimos incluir a cidade no nosso roteiro, pois já queríamos conhecer Cape Town há, pelo menos, 20 anos!

Pois é, na 1ª vez que fomos à África do Sul, em 2004, há exatos 20 anos, focamos nosso roteiro entre Johanesburgo, Pretória, Kruger Park e arredores, e ficou faltando conhecer a lindíssima Cape Town. 

Depois disso, voltamos várias vezes ao continente africano, mas nunca tínhamos conseguido riscar Cape Town da nossa wishlist. Desta vez eu não deixaria a oportunidade passar!

Leia mais sobre a nossa 1ª vez na África do Sul: 6 dias na África do Sul e 1534Km rodados na mão inglesa

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desta vez eu não perderia a oportunidade de finalmente conhecer Cape Town

Pesquisamos em várias companhias aéreas e os melhores horários, tempos de voo e preços que encontramos foram na LATAM, para a época em que queríamos viajar. 

Se você quiser aproveitar para fazer um stopover numa capital européia no "caminho" para a África, vale pesquisar em companhias aéreas como a Turkish Airlines, que é maravilhosa, ou a holandesa KLM, para fazer um combo de Istambul ou Amsterdam com a África. 

Também vale olhar as possibilidades de combos com Doha no Catar (Qatar Airways) ou Dubai (Emirates Airlines). 

Por último, sempre vale pesquisar com a TAAG, companhia aérea angolana, com a qual voamos para Luanda, a caminho da Namíbia.

Veja aqui: Como é voar para a África com a companhia angolana TAAG e o Aeroporto de Luanda

E, obviamente, a melhor opção seria a South African Airways, se ela não tivesse as passagens mais caras de todas essas que eu mencionei acima 😝

Compramos as passagens aéreas num impulso de sábado à noite, 2 meses e meio antes da viagem (que seria em junho de 2024), no site da LATAM, e pagamos R$ 10.723,10 em 04 vezes de R$ 2.680,79 no cartão de crédito pelas 2 passagens.

Os voos ficaram assim:

  • Porto Alegre - São Paulo 12:30 - 14:10 (LATAM)
  • São Paulo - Johannesburgo 17:40 - 7:25 (LATAM)
  • Johannesburgo - Cape Town 9:05 - 11:15 (South African Airways)
  • Cape Town - Johannesburgo 9:20 - 11:25 (4Z Airlink)
  • Johannesburgo - São Paulo 12:55 - 18:15 (LATAM)
  • São Paulo - Porto Alegre 20:35 - 22:20 (LATAM)
Os principais aeroportos da África do Sul são o Aeroporto Internacional da Cidade do Cabo (de sigla CPT) e o Aeroporto Internacional Johannesburg O.R. Tambo (de sigla JNB), considerado o mais movimentado do continente africano. 
Curiosidade: o nome do aeroporto é uma homenagem a Oliver Reginald Tambo, político anti-apartheid sul-africano, figura central no Congresso Nacional Africano (CNA), mesmo partido político de Nelson Mandela. Junto com Mandela e Walter Sisulu, ele fundou a Liga Juvenil do CNA em 1943, propondo uma mudança de tática no movimento anti-apartheid. Até esse momento, o CNA havia tentado avançar a sua causa através de ações como petições e manifestações. A Liga Juvenil do CNA não achava que tais ações fossem suficientes para atingir os seus objectivos, e propôs o seu próprio 'Programa de Ação', advogando por boicotes, desobediência civil, greves e não-cooperação. Ficou mais de 30 anos no exílio e regressou à África do Sul em 1991.
No saguão principal do Aeroporto Internacional de Johannesburg, tem uma estátua desse importante personagem da história sul-africana, bem concorrida para fotos!

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estátua de Oliver Reginald Tambo no saguão principal do Aeroporto Internacional de Johannesburg

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o Aeroporto Internacional Johannesburg O.R. Tambo é o mais movimentado do continente africano

PS. Claro que, com toda a catástrofe das enchentes no RS, e com o fechamento do Aeroporto de Porto Alegre por tempo indeterminado, infelizmente tivemos que remarcar nossos voos, pois não poderíamos voar de Porto Alegre para GRU. E, infelizmente, a LATAM, ao invés de colaborar com os gaúchos, conseguiu dificultar ainda mais a nossa vida. 

Embora houvesse voos disponíveis no trecho Caxias do Sul (bem pertinho da nossa casa) - SP, eles simplesmente decidiram que não poderíamos fazer a remarcação Caxias do Sul - SP. 

Depois de bem mais de 2hs esperando numa ligação, finalmente a LATAM atendeu o telefone e remarcou nosso voo Porto Alegre - SP não para Caxias do Sul - SP, como deveria ser, mas sim para Floripa - SP 🤡

Fiquei me sentindo uma palhaça, pois eles tinham voos Caxias - SP disponíveis para venda - por preços absurdos de R$ 5.000,00 - mas não para remarcação gratuita, que seria o meu direito!

Uma amiga me disse, quando tivemos o problema com os aviões da Copa Airlines que perdiam a porta no ar, que estávamos parecendo com o Forrest Gump, envolvidos em todos os grandes eventos da década. Pois, se é assim, pode parar com esse troço que eu quero desembarcar. 

Chega de participar de perto de tudo que é drama que acontece. Deu já 🙏

Claro que também teve chateação com a LATAM depois, na hora do check-in - vou contar em detalhes, num post específico, como foi voar LATAM, South African Airways e 4Z Airlink para a África do Sul - Johannesburgo/Cape Town - mas isso já é assunto para outro post - aqui o tema é PLANEJAMENTO de uma aventura na África, lembra?!

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o voo doméstico de Johannesburgo a Cape Town foi com a South African Airways

4Z Airlink

Na 1ª vez que fomos à África do Sul, voamos South African Airways, e eu adoraria ter voado com eles de novo agora, mas as passagens estavam muito caras. Acabamos fazendo apenas o voo entre Johannesburgo e Cape Town com eles, pois era a conexão oferecida pela LATAM. 

Na volta, o voo entre Cape Town e Johannesburgo oferecido pelo site da LATAM era de uma tal Airlink, companhia aérea sobre a qual eu nunca tinha ouvido falar antes.  

Fui pesquisar e descobri que a Airlink é uma companhia aérea sul-africana com sede em Joanesburgo, na África do Sul. 

A companhia foi fundada em 1992. Em 2021, a Airlink já era a 2ª maior companhia aérea da África em voos regulares. A companhia tem uma extensa frota de 53 aeronaves e opera voos regulares para 63 cidades nos seguintes países, dentre outros: Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Eswatini, Lesoto, Madagascar, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe.

Spoiler: foi ótimo voar com eles, companhia aérea aprovadíssima! Conto mais em breve!

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foi nossa 1ª vez voando com a companhia aérea 4Z Airlink e gostamos muito!

Voos Cape Town - Adis Abeba (Etiópia) - Entebbe (Uganda) - Kigali (Ruanda) - Cape Town

Essa parte da organização do roteiro e compra das passagens aéreas foi a mais complicada. 

Queríamos voar ida e volta de Cape Town para Entebbe (Uganda) ou Kigali (Ruanda). 

Como não havia voos diretos, descobri, pesquisando no Google Flights, quais companhias aéreas faziam essas rotas, e até havia algumas com preços melhores, mas a venda de passagens era separada, e eu detesto comprar passagens separadas para voos na mesma data, pois, se você atrasa um voo, perde todos os voos seguintes, já que, se as passagens foram compradas separadamente, uma companhia aérea não é responsável pelo atraso da outra, entendeu?

Todas essas companhias aéreas operam nestas rotas, então vale dar uma pesquisada no momento da sua viagem:

  • FlySafair
  • Uganda Airlines
  • Kenya Airways
  • South African Airways 
  • Airlink
  • RwandAir
  • EgyptAir
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a companhia aérea FlySafair é uma das que voam para Entebbe e Kigali, mas os horários e conexões eram péssimos

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a Uganda Airlines também voa nessas rotas, não custa pesquisar

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assim como a companhia aérea RwandAir, de Ruanda

Eu não poderia me dar a esse luxo, e nem queria passar toda a viagem preocupada com a possibilidade de atrasar um voo e perder os voos seguintes. Além disso, os horários e tempos de voos de algumas dessas companhias aéreas eram terríveis. 

Fiz todas as pesquisas possíveis no Google Flights, de Cape Town para Entebbe e de Kigali para Cape Town, ida e volta de Cape Town para Entebbe, ida e volta de Cape Town para Kigali, comprando a ida e a volta separadas, comprando como múltiplos destinos, alterando as datas...enfim - todas as pesquisas possíveis para encontrar a melhor opção para nós! 

A melhor opção para o nosso roteiro era voar de Cape Town para Entebbe e de Kigali para Cape Town, pois o trecho de viagem entre Entebbe (Uganda) e Kigali (Ruanda) nós faríamos por terra, num safari. 

E a melhor opção, a única companhia aérea que vendia passagens conjuntas para todos os trechos que queríamos voar, em horários e tempos de voos razoáveis, com preços pagáveis, era a Ethiopian Airlines.

E a Ethiopian Airlines sempre faz conexões em Adis Abeba, capital da Etiópia. Então resolvemos simular para ver quanto ficariam os voos se fizéssemos um stopover de uns dias para conhecer a Etiópia no caminho para Uganda/Ruanda. E foi assim que a Etiópia entrou no nosso roteiro!

Muitas pessoas optam por fazer stopovers gratuitos que a Ethiopian Airlines oferece para os seus clientes, o que é bem conveniente, porque, nesse caso, ouvi falar que eles pagam pelos vistos etíopes, que custam bem caro e, às vezes, até pelo hotel e alimentação - verifique se, no seu caso, é possível fazer isso! 

Leia mais: Vistos Etiópia, Uganda, Ruanda e África do Sul

No nosso caso, não havia essa opção, pois eles têm ofertas de voos com conexões rápidas entre Cape Town - Adis Abeba - Entebbe (Uganda) - Kigali (Ruanda), então eles não oferecem stopovers gratuitos nessas rotas! 

Os stopovers só são bancados pela companhia aérea quando a conexão é muito longa para os passageiros esperarem no aeroporto pelo voo seguinte.  

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fiz todas as pesquisas possíveis no Google Flights

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a única companhia aérea que vendia passagens conjuntas para todos os trechos que queríamos voar era a Ethiopian Airlines

O principal aeroporto da Etiópia é o Bole Addis Ababa International Airport, e o principal aeroporto de Uganda é o Aeroporto Internacional de Entebbe. Em Ruanda, o Aeroporto Internacional de Kigali é a porta de entrada do país via aérea. 

Lembre que, para poder comprar as passagens aéreas, você já tem que ter uma boa ideia do seu roteiro, e de quantos dias quer ficar em cada lugar, para poder simular os voos em determinadas datas, ver os preços e as melhores conexões!

Acabamos comprando todas as passagens aéreas uns 2 meses e meio antes da viagem (que seria em junho de 2024), no site da Ethiopian Airlines, e pagamos R$ 7.187,12 à vista + IOF (R$ 314,78) no cartão de crédito pelas 2 passagens.

Os voos ficaram assim:

  • Cape Town - Adis Abeba - 1:50pm - 9:15pm
  • Tempo de voo: 6h25min non-stop - Voo: ET 844 Boeing 787-9

  • Adis Abeba - Entebbe - 8:50am - 10:55am
  • Tempo de voo: 2h05min non-stop - Voo: ET 332 Boeing 737 Max
O trecho de viagem entre Entebbe (Uganda) e Kigali (Ruanda) nós faríamos por terra, num safari.

  • Kigali - Cape Town - 1:40am - 1:45pm
  • Tempo de voo: 12h05min 1 stop
  • 1º Voo: ET 820 Boeing 737-800 - Tempo de voo: 3h5min - Kigali - Adis Abeba 1:40am - 5:45am
  • Layover: 2h30min
  • 2º Voo: ET 847 Boeing 787-9 - Tempo de voo: 6h30min - Adis Abeba - Cape Town 8:15am - 1:45pm
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o principal aeroporto da Etiópia é o Bole Addis Ababa International Airport, mas a Ethiopian Airlines só banca os stopovers quando a conexão é muito longa para esperar no aeroporto pelo voo seguinte 

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o principal aeroporto de Uganda é o Aeroporto Internacional de Entebbe, para onde nós voamos

Documentos necessários para viajar para a África do Sul

Cidadãos brasileiros não necessitam de vistos até 90 dias (turismo e/ou negócios) para ingressar na África do Sul.

Precisa apresentar apenas:
  1. Passaporte com validade de até 1 mês (da data de retorno ao Brasil), com pelo menos 1 página em branco
  2. Certificado Internacional da Vacina contra febre amarela, que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque
  3. Passagens aéreas de ida e volta
  4. Declaração do viajante preenchida neste site
  5. Permissão Internacional para Dirigir, caso você vá alugar um carro
Outros países que visitamos na África sem precisar de vistos foram o Marrocos e a Namíbia!

Até onde sei - sempre tem que se informar antes de viajar, pois essas informações mudam com frequência - alguns países africanos que não exigem vistos são:
  • África do Sul - 90 dias
  • Botswana - 90 dias
  • Ilhas Seychelles - 30 dias
  • Marrocos - 90 dias
  • Namíbia - 90 dias
  • Senegal - 30 dias
  • Tunísia - 90 dias
Publiquei um post aqui no blog específico sobre os vistos para Tanzânia e Quênia: Vistos para Tanzânia e Quênia: tudo o que você precisa saber

Leia mais:


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carimbo da imigração da África do Sul

Vacina contra a febre amarela
para viajar pela África em geral, é necessário ter a vacina contra a febre amarela no seu Certificado Internacional de Vacinação

Vistos para Etiópia, Uganda e Ruanda

Já contei neste post tudo o que vocês precisam saber para providenciar vistos para viajar para a África Oriental (Uganda e Ruanda) e a Etiópia: Vistos Etiópia, Uganda, Ruanda e África do Sul


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visto da África Oriental, válido para Uganda e Ruanda

Qual dinheiro levar numa viagem pela África

Numa viagem à África, as melhores moedas que você pode levar são U$ dólares e € euros, que você vai poder trocar pelas moedas locais e até usar para fazer alguns pagamentos em qualquer país, inclusive para gorjetas

Já no que toca a cartões de crédito e de débito, aí depende de para onde você vai viajar, já que a África é um continente com 54 países e regiões muito diferentes entre si!

Alguns lugares simplesmente não aceitam cartões de crédito ou de débito, ou cobram taxas de 5 a 10% a mais para pagamentos com cartões. 

De modo geral, cartões de crédito e de débito, como Nomad e Wise, são aceitos na África, mas, como expliquei acima, é fundamental carregar também dinheiro vivo, de preferência em notas pequenas, para emergências com cartões ou para usar em quaisquer situações onde cartões não sejam aceitos, como em mercadinhos ou pequenos comércios, por exemplo, ou onde eles cobram taxas extras para pagamentos com cartões. 

Numa cidade como Cape Town, na África do Sul, por exemplo, você consegue usar cartões de débito em todo lugar. 

Já em Uganda e Ruanda, mesmo nas capitais, quase tudo o que você pagará será em dinheiro vivo, já que muitos locais - mesmo hotéis ou restaurantes - não aceitam cartões.
Sabendo disso, o melhor é levar o dinheiro que você acha que vai precisar para a viagem em dólares ou euros e em notas de 100 que sejam de boa qualidade e novas (pois, se forem velhas ou em mau estado de conservação, eles não aceitarão), e então trocar os seus U$ dólares e € euros pelas moedas locais e carregar a moeda local em notas pequenas.
Friso que, em Uganda, em especial, eles eram MUITO chatos com relação às cédulas de dólares - qualquer risquinho ou cantinho cortado já era motivo para não aceitarem as nossas cédulas - faça questão, quando comprar dólares, de pegar apenas notas BEM novinhas, para não ter problemas!

E não deixe de levar seu cartão de débito internacional, caso um dia precise sacar dinheiro em caixas eletrônicos, e seu cartão de crédito internacional, para uma emergência ou despesa inesperada, e especialmente porque é fundamental em aluguéis de carros.

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máquinas para sacar dinheiro no aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia

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taxas de câmbio em Kampala, Uganda

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casa de câmbio em Kigali, Ruanda

Moedas em Uganda, Ruanda, Etiópia e África do Sul

As cotações das moedas informadas abaixo são de junho de 2024, época da nossa viagem:
  • Moeda em Uganda: Xelim ugandense ou ugandês. O código de moeda para Ugandan Shillings é UGX. O símbolo da moeda é USh.
U$ 1 = UGX 3765
R$ 1 = UGX 733

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notas do Xelim de Uganda

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casa de câmbio em Uganda onde trocamos dinheiro, na capital Kampala
  • Moeda em Ruanda: Franco ruandês. O código é RWF e tem símbolo FRw ou RF.
U$ 1 = RWF 1337
R$ 1 = RWF 252

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cédulas e moedas de Francos ruandeses
  • Moeda na Etiópia: Birr etíope. O código da moeda é ETB e é uma das moedas mais fortes da África. O símbolo para o Birr é Br.
U$ 1 = BIR 57
R$ 1 = BIR 11

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notas do Birr etíope

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comprovante de câmbio feito no hotel de Adis Abeba, Etiópia
  • Moeda na África do Sul: Rand. O código de moeda é ZAR e o símbolo é a letra R.
U$ 1 = ZAR 18,46
R$ 1 = ZAR 3,55
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na África do Sul, usamos os cartões de débito Nomad e Wise para tudo

Melhor época para viajar a Uganda e Ruanda e ver gorilas

Junho!

Sim, não foi por nada que escolhemos viajar justamente no mês de junho. 

Dizem por aí que, para viajar a Ruanda, a melhor época é de meados de maio a meados de março, para evitar as chuvas prolongadas.

Já para visitar Uganda, a opinião é unânime no sentido de que os melhores meses são janeiro e fevereiro ou junho a setembro, época em que o clima é mais seco e os dias mais ensolarados, com menos chuvas. Mesmo assim, lembre que tanto Uganda como Ruanda estão localizados na altura da linha do Equador e, por isso, as chuvas são muito comuns. Vá preparado!

Viajamos no início da alta temporada - eles nos diziam que, em junho, o movimento estava começando, e ficaria mais intenso em julho, agosto e setembro, meses mais cobiçados por europeus e norte-americanos. 

Durante a nossa viagem, o clima estava perfeito, sem chuvas e sem muito calor - pelo contrário: na maioria dos lugares a temperatura estava bem agradável e, nas montanhas do Parque Nacional dos Vulcões em Ruanda e no Parque Nacional da Floresta Impenetrável de Bwindi em Uganda, fazia bastante frio à noite, tanto que eles faziam fogo nas lareiras e levavam bolsas de água quente para esquentar as camas nos lodges!

Ressalto que nas capitais, como Kigali e Kampala, por exemplo, é fácil encontrar acomodações com ar-condicionado se você fizer questão, mas, no interior, ar-condicionado não é comum, pois a energia elétrica e o gás são, de um modo geral, artigos de alto luxo na África, e eles usam majoritariamente o fogo (lenha e carvão) para aquecimento. 

Mas todos os alojamentos onde nos hospedamos durante essa viagem tinham ventiladores

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tivemos clima perfeito e dias maravilhosos de sol e céu azul tanto em Uganda quanto em Ruanda no mês de junho

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os quartos dos nossos alojamentos raramente tinham ar-condicionado, mas sempre tinham ventiladores de teto

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nas montanhas de Uganda e Ruanda, onde fazia bastante frio à noite, os quartos tinham lareiras - quem imaginaria lareiras na África!?

Melhor época para visitar a Etiópia e a Cidade do Cabo

Notem que falo aqui especificamente sobre a melhor época para visitar a Cidade do Cabo (e não a África do Sul) porque o clima na Cidade Mãe (como a cidade é conhecida na África) é bem diferente do clima no restante do país. 

E tenho que lembrar que junho é um mês bem chuvoso para visitar Cape Town - não é muito recomendado! Só fomos nesta época porque era o melhor mês para encontrar os gorilas em Uganda, foco principal da nossa viagem! Se nosso objetivo fosse visitar principalmente Cape Town, eu escolheria outro mês mais propício, de menos chuvas!

O lado bom de visitar a Cidade do Cabo nesta época do ano é que é a baixa temporada, tudo está vazio (sem filas na Table Mountain!), mais barato, e você consegue ótimos hotéis por preços excelentes - o hotel em que nos hospedamos, por exemplo, custa no mínimo 3x mais caro no verão, de dezembro a março, quando é alta temporada!

Já no que diz respeito à Etiópia, a melhor época para viajar ao país é de outubro a janeiro, quando as terras altas florescem maravilhosamente. 

Como já disse várias vezes, fomos em junho porque o maior foco da nossa viagem eram os gorilas em Uganda, cujo melhor mês para visitar é junho, mas, se o foco da nossa aventura fosse viajar pelo interior da Etiópia, teríamos certamente ido entre outubro e janeiro.

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junho é um mês bem chuvoso para visitar Cape Town - não é muito recomendado

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tivemos muita sorte de pegar 2 dias espetaculares em Cape Town, bem quando precisávamos!

Seguro viagem

Uma coisa que eu nunca esqueço quando estou planejando uma nova viagem é de providenciar o seguro saúde. 

Só compro seguros saúde para viagens quando a aventura envolve algum risco específico, como no Everest, por exemplo, ou quando o Lipe vai junto na viagem e estou com algum receio específico do país que vamos visitar - como no Irã, exemplificativamente, onde o seguro saúde do meu cartão de crédito não tinha validade nenhuma. 

Na maioria das vezes, usamos apenas o seguro viagem gratuito do cartão VISA, ao qual você tem direito quando compra as suas passagens aéreas usando o cartão. 

Como nunca precisei usar esse seguro do cartão de crédito, não sei dizer se, no dia em que for necessário, serei bem atendida por ele. O negócio é rezar para que a gente nunca precise descobrir, assim como qualquer outro seguro!

Mas o que eu acho realmente importante lembrar aqui é que esse seguro viagem NÃO É AUTOMÁTICO, como algumas pessoas podem pensar - e se dar muito mal! 

Não basta você comprar a passagem aérea usando o cartão de crédito e pensando que estará automaticamente coberto pelo seguro viagem do seu cartão VISA! 

Não, você tem que obrigatoriamente entrar no site do seu cartão de crédito e providenciar a apólice do seguro viagem! De preferência leve a apólice impressa, inclusive, caso algum agente de imigração resolva perguntar sobre isso!

No caso do cartão VISA, tem que entrar no site, preencher um formulário, e depois eles mandam a apólice pro seu email cadastrado - é até bem chatinho! A única coisa boa é que essa apólice que você providencia tem validade de 1 ano, então você pode usar a mesma apólice de seguro em mais de uma viagem. 

Não viaje sem providenciar isso, e sem conferir se a sua apólice de seguro viagem ainda está dentro do prazo de validade!

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não viaje para a África sem um seguro viagem!

Melhor chip de celular para usar na África

Uma das dúvidas mais frequentes que sempre chegam por aqui quando viajamos é sobre qual chip de celular nós usamos

Para esta viagem pela África, encomendamos online com antecedência (quando ainda estávamos em casa no Brasil) 2 chips de celular da OMeuChip para termos internet de dados móveis nos nossos telefones celulares assim que desembarcássemos no 1º destino da nossa viagem.

Esses simcards (=chips de celular) são comprados online e eles te enviam via correio. 

Você pode comprar com até um ano de antecedência da sua viagem, então vale a pena aproveitar quando eles têm promoções com cupons de descontos e já garantir a conexão à internet das suas próximas aventuras - ano passado, por exemplo, quando encomendamos os nossos chips da OMeuChip, eles estavam com uma promoção na Black Friday de 30% de desconto!
Quando você vai viajar para um único país, até dá para pensar em chegar no seu destino e sair à cata de um chip de celular local - mas, quando você vai viajar para vários países, como nesta viagem, em que nós íamos visitar 4 países africanos diferentes, não dava nem para cogitar essa possibilidade! 
Seria uma baita perda de tempo andar correndo atrás de chip de celular na África! Precisávamos ter um único simcard que funcionasse nos vários países que íamos visitar 😀

Essa, pra mim, é a grande vantagem do OMeuChip, que me faz acreditar que ele vale o que custa, e não troco por outro!

Tínhamos usado os chips de celular da OMeuChip nas nossas viagens anteriores na Europa (Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda e Escócia), no Peru, nos EUA, na Itália, em Malta e, mais recentemente, no cruzeiro de navio pelo Caribe e na América Central, e eles sempre funcionaram super bem, então, quando decidimos fazer esta viagem pela África, nem pensei 2x.

Leia aqui sobre a nossa experiência com os simcards da OMeuChip na nossa viagem para a Europa em fevereiro/2023: Melhor chip de celular para usar na Europa - OMeuChip


Na Itália e em Malta, em setembro de 2023, não foi diferente: usamos eu, minha mãe e minha irmã os simcards da OMeuChip e eles nunca nos deixaram na mão! Foram fundamentais para usarmos inclusive o Google Maps o tempo inteiro nas estradas maltesas e italianas! Já desembarcamos do avião em Roma e em Malta super conectadas!

O valor do chip depende da quantidade de dias da sua viagem, dos destinos e dos planos escolhidos (dados e telefone/só dados móveis), então, para fazer uma simulação e ver o preço que você vai pagar pelo seu simcard OMeuChip, veja aqui: OMeuChip.

Eu não vendo simcards através do blog, não tenho link de afiliados, nem nenhuma parceria comercial com a OMeuChip, então recomendo que vocês comprem o simcard online direto do site deles, e não posso dar nenhuma informação mais 'técnica' além do que já escrevi aqui, pois a minha experiência com eles é meramente de consumidora, como vocês.

Só uma dica válida: sempre que você receber o seu simcard pelo correio, a 1ª providência é tirar uma foto de ambos os lados do cartão e enviar para os seus companheiros de viagem, assim, se acabar a bateria do seu celular e ele te pedir o 'pin' do cartão para poder religar, você vai ter este número guardado - ele é muito importante, então não jogue o cartão fora! 

Minha mãe conseguiu a façanha de digitar o pin errado várias vezes e bloqueou o simcard dela. Nesse caso, para desbloquear o chip, eu precisei informar por WhatsApp à assistência técnica o número do chip, que você encontra no verso do cartão. Por isso é importante ter fotos dos 2 lados do cartão, e com outra pessoa, pois não adianta nada ter as fotos no seu próprio celular, se você está com ele bloqueado e não consegue acessá-lo!

O plano que usamos foi o GLOBAL 4G +160 Países com dados ilimitados, ou seja, ele oferece cobertura em mais de 165 países mundo afora, incluindo África do Sul, Ruanda e Uganda - países que íamos visitar nessa viagem pela África. Só não inclui a Etiópia, país que tem um problema sério de conexão à internet e não existe simcard internacional que funcione lá, entre todos os que pesquisei!

Esse simcard oferece internet ilimitada, os planos são de 5 até 120 dias, o seu número de WhatsApp permanece o mesmo e você pode fazer roteamento para outros aparelhos dentro da sua franquia diária!

Na África, quando pesquisei, esse chip de celular tinha cobertura em:

Está planejando uma aventura na África? Conta aí se este post ajudou a tirar as tuas dúvidas sobre o melhor chip de celular para usar num safari na África.

chip de celular para usar na África
chip de celular para usar num safari na África

chip de celular para usar na África
logo que chegamos a Uganda já recebemos uma mensagem de texto com as instruções

chip de celular para usar na África
em Uganda, por exemplo, a rede que tinha melhor cobertura era a Airtel

chip de celular para usar na África
em Ruanda, a rede que tinha melhor cobertura era a MTN

Onde ficar em Cape Town

Não costumo reservar hotéis com muita antecedência, mas, como nesta viagem nós teríamos a maior parte das hospedagens incluídas no safari, e eu só precisaria pesquisar hotéis em 4 grandes cidades - Cape Town, Adis Abeba, Kampala e Kigali - acabei me dedicando bastante e fiz uma boa pesquisa para escolher as opções com melhor custo-benefício pra nós. 

Viajar pela África nem sempre é fácil - às vezes a gente passa calor, passa perrengue, chegamos das ruas cansados, todos sujos e empoeirados, e tudo o que queremos é um quarto confortável, fresquinho, com uma cama gostosa, um bom wifi e um chuveiro top. 

Foi isso, em suma, que priorizei nas minhas pesquisas de hospedagem para esta viagem. 

Além disso, como pretendíamos alugar carro durante parte da nossa estadia em Cape Town (considero fundamental para fazer passeios de 1 dia às vinícolas e à Península do Cabo), precisávamos de um hotel que oferecesse garagem. 

Todos os preços pesquisados abaixo são para 4 diárias em Cape Town em junho de 2024 em quartos duplos:

House on the Hill estacionamento incluído, Green Point, nota 87 nas avaliações dos hóspedes no Booking, R$ 1007, frigobar, 1,5Km do Victoria & Alfred Waterfront

Urban Elephant 16 On Bree estacionamento incluído, CBD, nota 91, R$ 1100, vista linda, geladeira, 900m do Victoria & Alfred Waterfront

Home Suite Hotels De Waterkant, Green Point, nota 87, R$ 1370, estacionamento incluído, frigobar

12 Greenpoint Guesthouse, R$ 768, nota 91, Green Point, estacionamento grátis, cozinha compartilhada

THE BIG - Luxury Backpackers, Green Point, nota 91, R$ 1309, café da manhã incluído, estacionamento grátis

Avenue One Apartments, nota 91, CBD, estacionamento grátis, apartamento com cozinha, R$ 1124

Mediterranean Style Accommodation in De Waterkant, nota 89, R$ 1186, Green Point, estacionamento pago

Long Street Boutique Hotel, CBD, nota 83, R$ 950, estacionamento pago (caro)

Holiday Inn Express Cape Town City Centre, perto do escritório da City Sightseeing, centro,  estacionamento pago, café da manhã incluído, nota 82, R$ 1352

Amina Boutique Hotel, café da manhã incluído, estacionamento, centro, nota 87, R$ 1188

African Groove Camps Bay, Camps Bay, nota 85, R$ 907, estacionamento incluído (bom para quem quer ficar na praia)

Cape Town Lodge Hotel, CBD, nota 81, R$ 727, estacionamento pago (caro)

Neighbourgood Loop Street, nota 89, CBD, R$ 1043, não tem estacionamento

Habitat Aparthotel by Totalstay, nota 84, CBD, R$ 777, frigobar, não tem estacionamento

Long Street Backpackers, nota 81, CBD, R$ 576, não tem estacionamento, melhor opção econômica

hotel cape town
depois de muito comparar, porque tem muita oferta de hospedagem em Cape Town, escolhemos o Urban Elephant 16 On Bree - ponto maior no mapa

Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town

Depois de muito pesquisar e comparar, porque tem MUITA oferta de hospedagem em Cape Town, finalmente escolhemos o Urban Elephant 16 On Bree.

Endereço: 16 Bree Street, Cape Town CBD. 

Pagamos R$ 1.100,00 = ZAR 3.931,48 = U$ 214,24 por 4 noites. Note que esse é o preço em junho, na baixa temporada. Esse mesmo apartamento, em dezembro/janeiro, deve custar no mínimo 3x mais! Essa é uma das vantagens de viajar na baixa - na alta temporada teríamos que escolher uma hospedagem mais em conta!

Estacionamento incluído, nota 91 nas avaliações dos hóspedes no Booking, vista linda, cozinha completa, a 900m do Victoria & Alfred Waterfront. Só não tem café da manhã, mas tem um café ao lado chamado Mulino e um Starbucks maravilhoso bem pertinho.

Como a cozinha do apartamento era excelente, fizemos várias compras em supermercado (eles têm muitos congelados ótimos!), e muitas vezes tomamos café da manhã ou jantamos no próprio apartamento. Procure os mercados das redes Pick'n'Pay e Spar - são redes grandes com várias filiais, não só em Cape Town, mas também em vários países africanos. 

Ah, e saiba que, para comprar bebidas alcoólicas (vinhos, cervejas), você precisa ir numa liquor store - normalmente esses mesmos mercados que eu citei antes possuem liquor stores anexas aos mercados, pergunte!

O grande charme dessa hospedagem fica por conta do bar e da piscina no 27° andar com vistas incríveis da Table Mountain, para uso dos hóspedes. 

Escolhemos o apartamento 2316, com sala e cozinha compacta, quarto e banheiro. 

Tínhamos também uma sacada com mesinha e cadeiras, vista do mar, do lindíssimo Estádio de Cape Town e de Lion's Head, produtos de higiene pessoal gratuitos, secador de cabelo, roupão, cofre, máquina de lavar roupas com sabão e amaciante, Netflix, sofá, geladeira e freezer, comodidades para passar roupa, máquina de café, microondas, TV de tela plana, muitos utensílios de cozinha, chaleira elétrica, lava-louças, guarda-roupa, forno, fogão, mesa de jantar, varal para secar roupas, ar-condicionado e cama de casal super confortável, além, é claro, de elevadores no edifício, que conta com um super sistema de segurança (você entra com as digitais). 

O atendimento na recepção é simpático, o estacionamento é fechado e seguro, o wifi funciona com perfeição, o banho é excelente e o apartamento veio com 2 garrafas de água filtrada na geladeira e chá e umas cápsulas de café para a cafeteira. 
Na África do Sul a água da torneira é boa nas grandes cidades. Por precaução, dá para ferver água na jarra elétrica e tomar a água da torneira fervida.
Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town
nosso quarto no hotel Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town

hotel Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town
sacada do hotel Urban Elephant em Cape Town

hotel Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town
sala/cozinha do hotel Urban Elephant em Cape Town

Gostamos tanto desta hospedagem que, quando voltamos novamente à Cidade do Cabo, no final da nossa viagem, optamos por nos hospedar lá de novo por 2 noites, e nesta 2ª vez pagamos U$ 109 (ZAR 1.994,24) pelas 2 diárias. 

Pois é, eu tinha pensado em variar de hotel, conhecer outra hospedagem, mas gostamos tannnto desse lugar que não valia a pena arriscar outro! A única diferença foi que, desta 2ª vez, ficamos num apartamento com vista diferente, para outro lado (não tão boa quanto a vista do 1ª), e era um studio com quarto, cozinha e sala conjugados (no 1º, o quarto era separado da sala/cozinha). Mas tinha exatamente os mesmos equipamentos e comodidades do 1º!

Se puder, reserve o quarto nº 2316 (o 1º em que ficamos), mas, se não conseguir, o quarto nº 1317 (o 2º em que ficamos) também é excelente! Tenho certeza que todos os apartamentos do Urban Elephant 16 On Bree são ótimos!

Nenhuma reclamação! 

Sem falar que a localização é ótima tanto para poder ir a pé para o lado do centro (CBD - City Bowl), quanto para o lado do Victoria & Alfred Waterfront.

hotel Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town
studio com quarto, cozinha e sala conjugados no hotel Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town

hotel Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town
banheiro do hotel Urban Elephant em Cape Town

hotel Urban Elephant 16 On Bree em Cape Town
vista da área da piscina do hotel Urban Elephant em Cape Town para a Table Mountain

Aluguel de carro em Cape Town

Antes de viajarmos, um dos itens da minha lista era alugar um carro na Cidade do Cabo, onde queríamos alugar um carro por 2 dias para fazer 2 daytrips: 
  • Vinícolas em Stellenbosch e Franschhoek
  • Península do Cabo
Ocorre que, como já comentei, junho é um mês chuvoso em Cape Town, e para fazer esses passeios de 1 dia, especialmente até o Cabo da Boa Esperança, precisávamos de dias lindos, de sol e céu azul, o que não era possível prever com antecedência, para alugar um carro apenas nos dias de tempo bom. 
Por isso, decidi não alugar carro com antecedência em Cape Town, justamente porque não sabia em quais dias o clima estaria bom para irmos até Cape Point! Teria certamente pago um pouco mais barato pelo aluguel se tivesse reservado online antes, mas teria ido até lá para ver nuvens e fog!
Nesse tipo de coisa, acho que temos que ser pragmáticos e flexíveis nos nossos roteiros - não dá pra ficar querendo reservar tudo com muita antecedência, ter o roteiro todo planejadinho, nos mínimos detalhes.

Depois de uns dias de chuva em Cape Town, eu tinha CERTEZA que São Pedro ia colaborar, e ele nunca me deixa na mão: nos dias em que eu mais queria tempo espetacular, para ir ao Cabo da Boa Esperança e para subir a Table Mountain, ganhamos dias maravilhosos, sem uma nuvem sequer no céu, de muito sol e céu azul! 

Mas o mérito não é todo do santo, não, é meu também! Só se dá bem assim quem planeja roteiros totalmente flexíveis!
Não dá para contar só com a sorte, tem que ter planejamento e sangue frio para montar uma viagem flexível. Quem quer organizar tudo com antecedência, nos mínimos detalhes, paga o preço por essa ansiedade 🤷‍♀️
Depois não adianta vir me dizer "ah, mas vocês têm muita sorte!" 

Não é só sorte 😎

Acabamos pegando um carro alugado no próprio balcão da Europcar no centro de Cape Town (ao lado do nosso hotel Urban Elephant 16 On Bree), com 16.456Km, e devolvemos com 16.824, ou seja, rodamos 368Km em 2 dias. 

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alugamos um carro no próprio balcão da Europcar no centro de Cape Town, ao lado do nosso hotel

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aluguel de carro em Cape Town

Nosso aluguel de carro por 2 dias era com 200Km incluídos por dia, e eu achei que essa quilometragem incluída não seria suficiente, que teríamos que pagar Kms extras, mas 200Km/dia foram mais do que suficientes para fazer as 2 daytrips que nós fizemos: um dia para a região vinícola de Stellenbosch e Franschhoek + Signal Hill e Green Point e outro dia até Cape Point + Waterfront. 

E ainda fomos de carro pro aeroporto no último dia de viagem para devolver o veículo alugado na Europcar do aeroporto (economizando no táxi) - não se paga taxa extra para pegar o carro alugado no centro de Cape Town e devolver no aeroporto.

No aeroporto, foi só seguir as placas de "car rental returns" e chegamos bem facilmente na Europcar. 
O único problema de alugar carro na África do Sul, que tem trânsito na mão inglesa, é que, quando a pessoa começa a se acostumar a dirigir do 'lado errado' da rua, já está na hora de entregar o carro! 😜
Veja aqui como foi a nossa 1ª experiência dirigindo na mão inglesa na África do Sul: 6 dias na África do Sul e 1534Km rodados na mão inglesa

E aqui você encontra algumas boas dicas para alugar carros e dirigir em países de direção na mão inglesa: Roteiros de carro pela Inglaterra: como é dirigir na mão inglesa e quanto custa

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quando a pessoa começa a se acostumar a dirigir do 'lado errado' da rua, já está na hora de entregar o carro

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dirigindo um carro alugado em Cape Town na mão inglesa

Enfim, vamos à informação que realmente interessa: 

Preço do aluguel do carro: U$ 328,90 foram bloqueados no meu cartão de débito Nomad (não exigiram cartão de crédito, foi possível fazer o aluguel com cartão de débito). 

Depois que devolvemos o veículo, sem nenhum dano, com tudo certinho, limpo e de tanque cheio, foram devolvidos U$ 199,85. Ou seja, o aluguel de carro por 2 dias em Cape Town ficou por exatos U$ 129 (com um bom seguro incluído, com franquia pequena). 

Se não tivesse optado por fazer o seguro, teria ficado um valor bem menor, mas, dirigindo na mão inglesa, não é bom arriscar.

E, como comentei antes, teria sido um pouco mais barato alugar o carro online, mas teríamos errado os dias de tempo bom. Como dependíamos imensamente do clima, foi certamente melhor deixar pra alugar 'in loco'.

👉Uma dica importante para QUALQUER aluguel de carro: filme e tire fotos de todo o carro antes de sair da locadora e, principalmente, no momento da devolução do veículo alugado! Se depois eles vierem cobrar por qualquer dano, sempre é bom ter provas de que você devolveu o carro em perfeitas condições, exatamente como o recebeu. Só depois que desbloquearem o valor que fica bloqueado a título de caução no seu cartão de crédito/débito é que você pode deletar os vídeos e fotos!

Alguns custos para quem aluga carro em Cape Town na África do Sul, para vocês terem uma ideia de quanto custam estacionamento, parquímetro, pedágio, gasolina, etc:
  • Parquímetro em Stellenbosch: ZAR 12 (U$ 0,64)
  • Pedágio em Chapman’s Peak Drive: ZAR 61 (U$ 3,23)
  • Estacionamento no Waterfront em Cape Town: ZAR 20
Gasolina: abastecemos ZAR 393,40 (U$ 20,96), que foi o suficiente para rodar os 2 dias e encher o tanque. Deu 16,77 litros. O litro de gasolina custa ZAR 23,46 (U$ 1,25). É bem cara a gasolina em Cape Town! 

Dica: tem um posto de gasolina Caltex bem pertinho (a 350m) do hotel Urban Elephant 16 On Bree: endereço - 5 Somerset Road, De Waterkant. Abastecemos lá e já seguimos pro aeroporto para devolver o carro alugado de tanque cheio.

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posto de gasolina Caltex bem pertinho do hotel Urban Elephant

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é bem cara a gasolina em Cape Town! 

Onde ficar em Adis Abeba

Continuando com as minhas pesquisas de lugares para ficar durante a viagem, era hora de escolher um hotel com bom custo-benefício na capital etíope

Eu tinha lido que o ideal seria ficar hospedado perto de Bole, bairro onde fica o aeroporto, no caminho entre o aeroporto e o centro da cidade, onde ficam situados os pontos turísticos de Adis Abeba. 

A distância entre o Bole Addis Ababa International Airport e o Museu Nacional da Etiópia, por exemplo, é de 10Km, ou seja, o aeroporto não fica situado tão distante do centro da capital. 

Todos os preços pesquisados abaixo são para 3 diárias em junho de 2024, época da nossa viagem, em quartos duplos:
  • Hayes Hotel Addis Ababa, transfer aeroporto, Yeka, R$ 814, café da manhã, nota 87 nas avaliações dos hóspedes no Booking, recepção 24hs
  • Check Inn Hotel, transfer aeroporto, Bole, R$ 864, café da manhã, nota 86, recepção 24hs
  • AYA Addis Hotel, transfer aeroporto, Bole, R$ 881, café da manhã, nota 85, recepção 24hs
  • Goha Addis Hotel, transfer aeroporto, Bole, R$ 927, café da manhã, nota 88
  • Kefetew Guest House, transfer aeroporto, Bole, R$ 978, nota 95
  • Stay Easy Plus Hotel, transfer aeroporto, Gulele, R$ 801, café da manhã, nota 87
  • Elmos Hotel, transfer aeroporto, Kirkos, R$ 927, café da manhã, nota 87
  • Sabon Hotel, Bole, R$ 910, café da manhã, nota 87
  • C Fun Addis Hotel, Bole, R$ 795, café da manhã, nota 86
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em Adis Abeba nós optamos pelo Hayes Hotel Addis Ababa, localizado no coração maior do mapa

Hayes Hotel Addis Ababa

Depois de muito comparar, acabamos escolhendo o Hayes Hotel Addis Ababa.

Eles ofereciam transfer grátis de/para o aeroporto. Me disseram que o motorista do hotel estaria nos esperando no estacionamento de carros de hotéis do aeroporto (airport hotel cars parking lot), saindo do prédio do terminal à minha direita, com uma placa com o meu nome e, de fato, lá estava ele quando chegamos! 

Endereço: Mickey Leland Street 22, 400m de Lex Plaza, Yeka.

Note que esse hotel não fica em Bole, mas sim em Yeka, o bairro vizinho, um pouco mais próximo do centro. Gostei muito dessa localização porque pude ir caminhando de lá até o Shola Market, mas a região de Bole é realmente um pouco mais desenvolvida, com alguns restaurantes de fast food conhecidos e até uma loja de maquiagem da M·A·C, embora eu queira acreditar que quem vai à Etiópia não está exatamente interessado em ver maquiagem e fast food americana, né!?

A localização do hotel é meio 'estranha', porque ele fica a uns 50m da avenida principal que passa por ali, mas o acesso é pela rua de trás, uma estrada de chão toda esburacada kkkkk...mas isso é só porque a fachada do hotel fica virada para a rua de trás, não precisa se assustar 😜

Pagamos R$ 814 = U$ 158 por 3 diárias em quarto duplo com café da manhã incluído. Não, eu não acho que seja necessário ficar 3 dias inteiros em Adis Abeba - na verdade, nós chegamos à noite, e ficamos 2 dias inteiros na cidade, por isso tivemos que reservar o hotel por 3 noites, entendeu?

Tem café da manhã incluído (aproveite para experimentar a injera e outras comidas típicas etíopes!), nota 87 nas avaliações dos hóspedes no Booking e recepção 24hs bem simpática - fizeram reservas em restaurantes para nós, ligaram para o museu para saber o horário de funcionamento, etc.

E uma outra coisa que também achei bem boa no Hayes Hotel Addis Ababa: eles fazem câmbio na recepção, e a cotação que estavam usando para o dólar e para o euro era a mesma de outros locais, então é uma facilidade poder trocar seus dólares já na recepção do hotel!

Nosso quarto tinha banheiro privativo, produtos de higiene pessoal, roupão e chinelos, cofre, mesa de trabalho, cadeiras, televisão com canais a cabo, frigobar, telefone, comodidades para passar roupa e ferro de passar, chaleira elétrica, secador de cabelos, serviço de despertar, guarda-roupas, era acessível para cadeira de rodas, tinha ar-condicionado e cama grande e confortável. 

Super aprovado!

Hayes Hotel Addis Ababa
nosso quarto no Hayes Hotel Addis Ababa

Hayes Hotel Addis Ababa
banheiro do Hayes Hotel Addis Ababa

Onde ficar em Kigali

Quando decidimos ir a Kigali, Ruanda, é ÓBVIO que o 1º hotel que pensei em reservar foi o famoso Hôtel des Milles Collines, cenário do ótimo filme Hotel Ruanda - se você ainda não viu, precisa assistir!

Infelizmente, quando pesquisei, as tarifas desse hotel não estavam pro nosso bico...mas, se você tem um orçamento de hospedagem mais folgado, essa seria sem dúvida a minha 1ª opção de onde ficar em Kigali, pela própria história do lugar! 

Sem falar que é realmente um ótimo hotel, com localização muito boa. Sim, claro que nós fomos até lá conhecer esse lugar que é também um importante ponto turístico da capital de Ruanda!

Não é necessário ser hóspede para frequentar o bar do hotel, num cenário bem gostoso à beira da piscina - pelo contrário: pelo que li, o bar do Hôtel des Milles Collines é um conhecido ponto de encontro de expats na cidade. 

Uma cerveja local Virunga ou Mützig grande custa 6000 francos lá, um suco de maracujá custa 3000 francos - preços bem razoáveis. É uma forma divertida e mais barata de conhecer esse lugar cheio de história. As diárias do hotel eram muito caras, não valiam o custo-benefício pra nós, mas as bebidas no bar a gente podia pagar kkkkk...

Dá para jantar lá também - tem um restaurante junto ao bar.

Foi muito legal sentar lá com o meu suco de passion fruit e tentar imaginar como foi estar no hotel durante os conflitos políticos entre Hutus e Tutsis, que mataram quase um milhão de ruandenses em 1994. Foi ali que Paul Rusesabagina, gerente do Hôtel des Milles Collines, tomou a decisão corajosa de abrigar no hotel mais de 1.200 refugiados!

Hôtel des Milles Collines Kigali Ruanda
Hôtel des Milles Collines, cenário do ótimo filme Hotel Ruanda

Hôtel des Milles Collines Kigali Ruanda
piscina do Hôtel des Milles Collines, em Kigali, capital de Ruanda

Hôtel des Milles Collines Kigali Ruanda
Hôtel des Milles Collines, em Kigali

Mas, se o seu orçamento de hospedagem for mais curto, como o nosso, ou você preferir ficar num hotel de redes hoteleiras mais conhecidas, veja algumas outras boas opções de hotéis que eu pesquisei em Kigali, a capital de Ruanda:


planejar viagem africa
optamos pelo One Click Hotel em Kigali, Ruanda, localizado no coraçãozinho no mapa

One Click Hotel em Kigali

Escolhemos o One Click Hotel em Kigali pelo custo-benefício e pela localização central. 

Endereço: KN 37,ST 9 KIYOVU, Kigali.

Reservamos 2 noites, embora fôssemos dormir lá apenas 1 noite, para podermos permanecer no quarto até as 22hs, horário que tínhamos que ir pro aeroporto, pois nosso voo era de madrugada. Se não tivéssemos pago a 2ª noite, teríamos que fazer check-out ainda de manhã, passaríamos o dia inteiro passeando em Kigali e não poderíamos voltar ao hotel de noite para dar uma descansada e tomar um banho antes de irmos pro aeroporto, seria muito perrengue - às vezes, até nós, que somos viajantes econômicos, temos que nos conceder esses pequenos "luxos", pra viagem não ficar muito cansativa!

One Click Hotel tinha transfer pro aeroporto (que nós usamos e foi muito bom) e café da manhã bem bom incluídos, recepção simpática 24hs, cancelamento gratuito, restaurante no hotel, não tinha frigobar no quarto, mas tinha ar-condicionado, nota 81 nas avaliações dos hóspedes no Booking e preço bom: R$ 554,00 (U$ 108) para 2 diárias em quarto duplo, com o café da manhã incluído (em junho de 2024).

Gostei bastante da localização desse hotel, pois foi possível ir caminhando até o centro da cidade (Imbuga City Walk - Kigali car free zone), até o Hôtel des Milles Collines, até o Belgian Peacekeepers Memorial, até o restaurante indiano Khana Khazana...enfim, várias das coisas que queríamos fazer em Kigali eram 'walking distance' do One Click Hotel, o que foi muito prático!

One Click Hotel em Kigali
nosso quarto no One Click Hotel em Kigali

One Click Hotel em Kigali
café da manhã do One Click Hotel em Kigali

Onde ficar em Kampala: Victoria Mews Hotel

Em Kampala, escolhemos o Victoria Mews Hotel, pela localização no meio da muvuca do centro da cidade, que era exatamente o que eu queria. Como teríamos pouco tempo para explorar a capital de Uganda (dormimos apenas 1 noite na cidade), eu queria ficar hospedada num hotel bem central, perto dos lugares que eu queria conhecer, para poder 'sentir' o famoso caos de Kampala! 😅

E, nesse sentido, não poderia ter feito escolha melhor hahahah...o Victoria Mews Hotel fica situado no lugar mais caótico de cidade, no meio de toda a confusão, mas, assim que você entra no hotel, é como se estivesse num oásis de calma no meio da muvuca. Bem o que eu queria!

Pagamos, por 1 diária em junho de 2024, em quarto duplo, com café da manhã incluído, R$ 227,00 = U$ 47.

Endereço: Nakivubo Mews Road Mews Link Road, Kampala.

O hotel tinha nota 83 nas avaliações dos hóspedes no Booking, recepção super simpática 24hs e uma ótima vista do terraço da muvuca de Kampala - se não quiser nem sair do hotel, dá pra ficar espiando a bagunça da janela kkkkk...mas não deixe de subir para ver a vista do terraço no 9° andar! 

No Victoria Mews Hotel, nosso quarto enorme (35m²) tinha cama de casal, vista da cidade, banheiro privativo, TV de tela plana, produtos de higiene pessoal, mesa de trabalho, ventilador, ar-condicionado, serviço de despertar, elevador e o wifi funcionava bem.

A corrida do Aeroporto Internacional de Entebbe ao hotel custa U$ 40 - Entebbe está para a capital Kampala assim como Guarulhos está para SP, fica distante 40Km/1h! O hotel oferece transfer por esse valor, mas nós não precisamos usar, porque o nosso transfer do aeroporto ao hotel estava incluído no nosso safari.

O café da manhã, que era incluído na hospedagem, nós infelizmente também não experimentamos, porque queríamos sair para o safari às 6hs, antes de o café começar a ser servido, para fugir do (péssimo) trânsito de Kampala antes que piorasse (piora muito às 7hs), e para chegarmos cedo ao santuário dos rinocerontes, que seria nossa 1ª parada do safari!

Mas nós almoçamos e jantamos no restaurante do hotel, de tanto que gostamos do Rollex de lá - recomendamos muito! O Rollex é o fast food mais típico de Uganda, não deixe de experimentar, e o Rollex do Victoria Mews Hotel, embora tenha demorado mais do que deveria, estava delicioso! 

O único problema do restaurante do hotel - que é um problema comum a TODOS os restaurantes de Uganda - é que a cerveja nunca está gelada como deveria 😜

Victoria Mews Hotel Kampala Uganda
em Kampala, escolhemos o Victoria Mews Hotel, pela localização no meio da muvuca do centro da cidade

Victoria Mews Hotel Kampala Uganda
quarto do Victoria Mews Hotel em Kampala, Uganda

Victoria Mews Hotel Kampala Uganda
o Victoria Mews Hotel foi o hotel mais central e bem avaliado que encontrei em Kampala

Victoria Mews Hotel Kampala Uganda
não deixe de experimentar o Rollex do Victoria Mews Hotel em Kampala

Victoria Mews Hotel Kampala Uganda
teríamos pouco tempo para explorar a capital de Uganda, e eu queria ficar hospedada num hotel onde pudesse 'sentir' o famoso caos de Kampala

Victoria Mews Hotel Kampala Uganda
o Victoria Mews Hotel tem uma ótima vista do terraço do 9° andar, de onde se vê o novo estádio Nakivubo todo iluminado 

Onde é melhor ver os gorilas - Uganda ou Ruanda

Um safari de trekking com gorilas é um encontro único com a vida selvagem, um dos grandes sonhos das nossas vidas (meu e do Peg), uma lembrança pra guardar no coração para a vida inteira e pra contar pros netos! 

Imagine ficar cara a cara com um gorila da montanha, com um silverback, no seu habitat natural 😜

Uma grande parte do que torna os gorilas tão especiais é que esses grandes primatas estão intimamente relacionados aos humanos - a diferença no DNA é de apenas 1,6%!

O habitat natural dos gorilas está restrito a uma área relativamente pequena do planeta, numa região historicamente turbulenta. Esta região se estabilizou mais recentemente, e o turismo está aumentando por lá, o que torna os passeios com gorilas cada vez mais "possíveis" - e caros!
A perda de habitat é hoje em dia o principal obstáculo à sobrevivência dos gorilas, assim como de várias outras espécies, e o dinheiro gasto no turismo com gorilas contribui muito para garantir a sua preservação. Se você for lá, vai ouvir inúmeras vezes que, se não fosse pelo interesse turístico que estes animais despertam, eles já teriam sido completamente dizimados pelos caçadores e a espécie estaria extinta - se não está, se o número de gorilas na natureza está de fato aumentando nos últimos anos, é justamente em razão do interesse dos turistas e de todo o $$ que o turismo gera à população desta região. 
Até onde eu pesquisei, é possível fazer trekkings para ver gorilas em 3 países diferentes:
  1. Uganda - especialmente no Parque Nacional da Floresta Impenetrável de Bwindi
  2. Ruanda - no Parque Nacional dos Vulcões
  3. Congo - no Parque Nacional de Virunga
Cerca de 1000 gorilas das montanhas vagam hoje em dia pelas florestas das Montanhas Virunga, ao longo das fronteiras da RDC (Congo), Uganda e Ruanda.
A principal diferença entre fazer trekkings (eles preferem usar a expressão 'tracking', de 'rastrear' gorilas) em cada um destes parques nacionais são os preços cobrados pelas taxas e a facilidade/segurança para viajar.
Com relação ao Congo, preciso alertar que o país tem agitação civil contínua, e os turistas não são aconselhados a se aventurar lá atualmente.

Restam na lista, então, Uganda e Ruanda. 

Nestes 2 países, todos os grupos de rastreamento de gorilas estão limitados a 8 pessoas e são liderados por soldados do Exército e guarda-parques/guias dos respectivos parques nacionais, além de alguns rastreadores especializados.

As licenças precisam ser pré-reservadas, e custam:
  • U$ 1500 em Ruanda
  • U$ 800 em Uganda
Acho que agora ficou fácil de entender porque escolhemos rastrear gorilas em Uganda, ao invés de Ruanda, né? Uganda tem um turismo voltado para seres humanos mais - digamos - 'normais'. Ruanda está totalmente focada em atrair turistas de alto nível, eles têm como alvo atrair um público interessado em turismo de luxo, que não se importa de pagar praticamente o dobro (U$ 1500) para fazer rigorosamente a mesma atividade!

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escolhemos rastrear gorilas no Parque Nacional da Floresta Impenetrável de Bwindi, ao invés de Ruanda, porque os custos são bem mais acessíveis em Uganda

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até as regras do rastreamento de gorilas são exatamente as mesmas em Uganda e Ruanda
A única vantagem que Ruanda tem sobre Uganda (mas que, no nosso caso, não justificava pagarmos U$ 700 a mais por isso) são as boas estradas e a facilidade de acesso: enquanto que em Uganda você fica horas sem fim sacolejando por estradinhas de terra infindáveis e cheias de curvas para chegar até o Parque Nacional Bwindi (são 9h30min/472Km da capital Kampala até Rushaga), em Ruanda o Aeroporto Internacional de Kigali fica a apenas 2h45min/116Km da sede do Parque Nacional dos Vulcões, por boas estradas completamente asfaltadas. 
É importante lembrar que grande parte das taxas cobradas vão justamente para conservação, pesquisa, pagamentos de funcionários dos parques nacionais e apoio às comunidades locais.

Graças a diversos projetos de conservação da vida selvagem, à intervenção governamental e ao turismo responsável e estritamente regulamentado, a população de gorilas das montanhas em Ruanda e Uganda está aumentando - passou de 'Criticamente em Perigo' para 'Em Perigo' em 2018. 
O dinheiro gerado a partir deste turismo contribui muito para a sua protecção contínua - fazendo um trekking para ver gorilas, você estará de fato fazendo a sua parte para garantir que nenhum gorila seja novamente colocado em risco.

Considerando que, em Ruanda, o valor da taxa para o trekking com gorilas era praticamente o dobro (U$ 1500) do valor cobrado em Uganda (U$ 800), não tivemos dúvidas em escolher Uganda para o nosso trekking. Até porque, de qualquer forma, iríamos ter que encarar as temíveis estradas de terra de Uganda no restante do safari! 

E decidimos incluir no nosso roteiro uma passagem pelo Parque Nacional dos Vulcões em Ruanda de qualquer jeito, mesmo que não fosse para ver gorilas, pois não tínhamos condições de pagar as salgadíssimas taxas nos 2 países, ou nosso orçamento ia explodir! 

Mas, mesmo que você decida como nós, por ver os gorilas em Uganda, onde a experiência fica mais em conta, eu recomendo demais que você inclua o Parque Nacional dos Vulcões de Ruanda no seu roteiro, porque tem muitas outras atividades legais para fazer lá, que custam mais barato do que ver os gorilas hehehehe...

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Ruanda está totalmente focada em atrair turistas de alto nível, e até a sede do parque nacional é mais "arrumada"

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nossa experiência com os gorilas em Uganda foi nada menos que excepcional!

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um trekking com gorilas é um encontro único com a vida selvagem, uma lembrança pra guardar no coração para a vida inteira e pra contar aos netos

Bwindi Impenetrable Forest em Uganda

Em Uganda, como já mencionei, O LUGAR para encontrar gorilas da montanha é o Parque Nacional da Floresta Impenetrável de Bwindi - nome super sugestivo, né?!

Neste parque, a baixa temporada é de abril a maio e de outubro a novembro (época de muitas chuvas), período em que é mais fácil conseguir os 'permits' (e às vezes eles oferecem até descontos na taxa de U$ 800 nesta época). Mas, na alta temporada, prepare-se para garantir os seus 'permits' com, no mínimo, 2 meses de antecedência!

Este parque nacional é lar de 28 grupos de gorilas, sendo que, destes, 12 estão habituados com humanos. 

Nada menos do que 459 gorilas das montanhas vivem na Floresta Impenetrável de Bwindi (quase metade da população mundial de gorilas), no sudoeste de Uganda, e a região oferece rastreamento de gorilas que atende à quase todos os níveis de condicionamento físico, em terrenos variados. 

O parque é dividido em 4 setores:

  1. Buhoma
  2. Ruhija
  3. Nkuringo
  4. Rushaga

A caminhada mais difícil é uma escalada através de uma floresta íngreme, cercada por plantações de chá, no setor Ruhija da floresta - uma área excepcional também para avistamento de aves. 

Os nossos 'permits' eram para o setor Rushaga do parque nacional, localizado no sudoeste de Bwindi. 

O setor Rushaga tem 5 grupos de gorilas habituados a receberem visitas de turistas:

  1. Nshongi
  2. Mishaya
  3. Kahungye
  4. Busingye
  5. Bweza

Nós (o nosso grupo de 8 turistas) fomos designados para visitar a família Busingye. Foi maravilhoso! Vou contar tudo em outro post, é claro!

Para saber mais sobre os esforços de preservação de gorilas, ou para adotar um gorila, veja aqui:

Para adotar um gorila doando apenas U$ 10 por mês: Virunga

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encontrando gorilas da montanha na natureza selvagem na Bwindi Impenetrable Forest em Uganda

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nós visitamos a família de gorilas habituados Busingye

Safari em Uganda e Ruanda: como escolher empresa, roteiro e quais os custos

Não cheguei a pesquisar quanto custaria para fazer por conta própria, de forma independente, esse roteiro de 8 dias/7 noites que nós fizemos entre Uganda e Ruanda com a Ngoni Safaris Uganda.

Acredito que, se fôssemos somar todos os custos de locação de carro, combustível, 7 noites de hospedagem, toda a alimentação e bebidas, e mais todos os passeios/ingressos que nós fizemos, o valor não seria TÃO menor do que fazendo através da agência, com direito a um guia/motorista - no total, nós pagamos U$ 5000 à agência Ngoni Safaris para 2 pessoas, ou seja, nosso safari custou U$ 2500 por pessoa, com tudo incluído por 8 dias.

Eu sei que U$ 5000 é uma fortuna, mas, quando você vai fazer um safari que inclui um trekking para ver os gorilas da montanha, tem que considerar que grande parte do custo desta viagem será justamente o valor das taxas cobradas para ver os gorilas - no nosso caso, em Uganda, o valor para 2 pessoas era de U$ 1600 - então o preço total do safari, que já inclui essa taxa, não tem como ser muito baixo mesmo. 

Inicialmente, claro que achei o safari caro (mesmo sendo um dos mais em conta que encontrei no site de pesquisas), mas durante a viagem, considerando que os 'permits' de gorilas e chimpanzés são carérrimos (U$ 800 + U$ 200 = U$ 1000), todos os outros ingressos e passeios eram incluídos, a qualidade top de todos os hotéis em que ficamos hospedados e das refeições que nos serviram nos restaurantes...já fiquei achando o preço que pagamos muito bom

Passei até a acreditar que, se fôssemos somar tudo para fazer essa viagem de forma independente, por conta própria, mais o aluguel do carro 4x4, diesel, etc, etc, era capaz de ficar + caro do que pagamos pelo pacote completo da agência Ngoni Safaris Uganda

Ngoni Safaris Uganda
se fôssemos somar tudo para fazer essa viagem de forma independente, era capaz de ficar + caro do que pagamos pelo pacote completo da agência

Pelo que pesquisei no Booking, todos os hotéis incluídos no nosso pacote eram bem caros! Imagino que os hotéis fazem preços melhores para agências nas diárias e também nos valores das refeições do que no Booking para viajantes independentes!

Tenho muita preguiça de pesquisar online os preços de todos os ingressos, as diárias dos hotéis, somar tudo e conferir, mas, hoje, sou capaz de apostar que teríamos gasto mais se tivéssemos ido de forma independente - e ainda teríamos perdido o privilégio de termos um guia e motorista ótimo!

Enfim, é importante dizer que são os permits e ingressos (de trekkings com gorilas, com chimpanzés, com rinocerontes, safaris de barco, etc) que fazem com que o custo deste safari resulte tão caro. Como eu já sabia disso, quando fui pesquisar as agências que fazem esses safaris no site Safari Bookings, nem levei um susto tão grande. 

Como já expliquei nos posts sobre os nossos safaris na Tanzânia, o site Safari Bookings é um agregador de empresas de safaris, assim como o Booking é um agregador de hotéis. 

Resumindo, eu apelidei o site Safari Bookings de "Booking dos safaris" - um site onde centenas de empresas de safaris espalhadas por toda a África oferecem seus serviços, e você pode colocar filtros para escolher o safari que melhor se adapta aos seus interesses. 

O melhor lugar para pesquisar safaris organizados na África inteira é o site Safari Bookings: um site onde dá para comparar e entrar em contato com praticamente todas as companhias e agências que organizam safaris na África - desde as agências mais luxuosas até as mais simples. Eles têm várias opções de filtros, e você consegue ir filtrando ali até encontrar o safari ideal para você - seja em grupo baratex, ficando em campings; seja privativo e chiquérrimo, se hospedando em 'safari camps' luxuosíssimos - ali você encontra de tudo!

Você pode selecionar safaris (e comparar preços) por número de dias, por países, por parques nacionais que gostaria de visitar, pelas espécies de animais que quer ver...enfim, eu passo HORAS navegando no site Safari Bookings, adoro!

Já tínhamos usado o site Safari Bookings para pesquisar nossos safaris na Tanzânia, então, quando decidimos viajar para Uganda e Ruanda, não tive nem dúvidas, fui direto lá!

E, pesquisando lá, depois de muito ler, ver avaliações de inúmeras agências locais, comparar roteiros e valores, o que mais me interessou foi o roteiro de 8 dias da Ngoni Safaris Uganda

Gostei especialmente do fato de que eles têm 144 avaliações no site e mantém as 5 estrelas - das 144 avaliações, 140 são 5 estrelas! E, se você lê as avaliações, vai perceber que todos os clientes falam muito bem deles. 

Eles oferecem roteiros privativos e totalmente personalizáveis, que você pode começar no dia em que quiser. Não são roteiros em grupos. 

O roteiro deles que estava lá no site era apenas em Uganda e, no final do safari, o itinerário terminava na capital Kampala, mas, como era um tour privado, seria possível alterarmos tudo o que quiséssemos, inclusive o roteiro, e escolher as datas que fossem melhores para nós. 

Sendo assim, pedi um roteiro que incluísse também Ruanda (além de Uganda), terminando em Kigali, e ele prontamente me ofereceu uma sugestão de roteiro que achei excelente, pelo mesmo valor, e no mesmo número de dias (7 noites/8 dias). 

Perfeito.

roteiro Uganda Ruanda
o roteiro que estava lá no site era apenas em Uganda, começando e terminando em Kampala

roteiro uganda ruanda
eu pedi que ele alterasse o roteiro para incluir Ruanda e terminar em Kigali

Também incluímos alguns passeios extras e trocamos alguns hotéis do roteiro - enfim, fiquei mais de uma semana trocando emails com o proprietário da agência, o Sedrick (info@ngonisafarisuganda.com), para acertar tudo por escrito - mesmo porque sei bem que, além de ser melhor ter tudo acertado por escrito para evitar mal-entendidos, também sei que, depois que a gente paga a metade do valor, normalmente a comunicação não é mais tão ágil como enquanto eles estão te vendendo o safari. 

Nós pedimos diversas alterações no roteiro original e o Sedrick 'customizou' o roteiro-padrão que a agência oferecia online para deixá-lo exatamente como nós queríamos.

É melhor deixar tudo acertadinho por escrito, via email ou WhatsApp, antes de fazer qualquer pagamento - o que está incluído e o que não está, deixe tudo combinado. Nós não tivemos NENHUM problema quanto a isso, eles entregaram tudo o que foi combinado. E até mais!

Depois de muito barganhar e pedir descontos, acabamos fechando o pacote de safari por U$ 2500 por pessoa, com tudo incluído, por 8 dias/7 noites:

  • Entradas nos parques
  • Todas as atividades descritas no roteiro
  • Todas as acomodações
  • Guia e motorista profissional
  • Todo transporte
  • Todos os impostos e taxas
  • Todas as refeições
  • Água

Pagamos U$ 2500 (50% do preço total do tour completo para nós 2) com cartão de débito Wise 2 meses e meio antes da viagem (que foi em junho de 2024). Os outros 50% nós pagamos em U$ (cash) quando chegamos em Kampala, diretamente ao Sedrick.

Você pode pagar usando cartão de débito Wise - eles não ofereceram opção de pagamento com o cartão Nomad, apenas com Wise. O pagamento é feito por meio deste link

Achei bem fácil e seguro. 

Ou você pode fazer o pagamento na conta bancária deles - os dados que eles me passaram foram estes:

  • Beneficially Account Name: Ngoni Safaris Uganda Ltd 
  • Account number: 1032201244368
  • Bank Name: Equity Bank 
  • SWIFT CODE: EQBLUGKA
  • Address: Room B09, Lico Holdings Building, Kampala 
  • Email: info@ngonisafarisuganda.com
  • Tel: +256 783332332

pagamos o safari depois que já havíamos comprado todas as passagens aéreas.

Ngoni Safaris Uganda
pagamos 50% do preço total do tour com cartão de débito 2 meses e meio antes da viagem

Ngoni Safaris Uganda
foram muitas trocas de emails com o proprietário da agência, Sedrick, para acertar tudo por escrito

Quem nos acompanha pelas redes sociais ou no blog há mais tempo, já sabe que sempre fazemos tudo de forma totalmente independente, por conta própria, e detestamos atividades guiadas. Só usamos serviços de guias quando é proibido fazer o programa sem guia. 

Mas, às vezes, a gente estuda um determinado destino e acaba concluindo que comprar o 'pacote' tem um custo-benefício melhor do que fazer a viagem por conta própria - foi assim na Tanzânia, por exemplo, e em Uganda/Ruanda também era assim.

Então contratamos a @ngonisafaris para organizar a nossa viagem por Uganda e Ruanda e o Sedrick, proprietário da agência, escolheu o guia/motorista Charles para ir conosco. 

Claro que vou contar todos os detalhes desta viagem aqui no blog depois, mas quero registrar aqui que o Charles foi simplesmente PERFEITO! Não temos nenhuma reclamação dele, pelo contrário, só elogios! 

O cara é quieto, nos dava espaço e, ao mesmo tempo, fazia TUDO por nós, nos deu ótimas dicas, nos passou todas as informações importantes, encontrou leões, sugeriu passeios opcionais, parou para todas as dezenas de fotos que eu pedi pra tirar, conseguiu permits de última hora quando mudamos de ideia, comprava mangas e salgadinhos de banana-verde para nós experimentarmos e nunca, em nenhum momento, foi chato ou inconveniente. 

Para vocês terem uma ideia, até o Peg, que tem a paciência ainda mais curta que a minha, achou o Charles ótimo! Se um dia vocês resolverem "copiar e colar" essa viagem, tentem conseguir o Charles como guia! Embora eu tenha lido nas avaliações da agência online comentários com elogios rasgados aos outros guias da empresa também! 

Passar dias a fio grudado com um mesmo guia pode ser um inferno se o cara for inconveniente - e nós não temos palavras suficientes para elogiar o trabalho - tanto do Sedrick, dono da agência, que entregou 101% do que prometeu, quanto do Charles 👌

2 dicas importantes:
  1. Todas as bebidas que você pedir em restaurantes serão por sua conta, mesmo se pedir água. A agência fornece água engarrafada diariamente no carro (e muitos hotéis também deixam água nos quartos). As refeições são todas incluídas no pacote do safari, mas as bebidas em restaurantes não (nem água);
  2. Não esqueça de ter sempre bastante dinheiro trocado na moeda local para gorjetas - como já comentei antes, eles não aceitam notas de U$ se não estiverem muito novinhas - qualquer risquinho ou rasguinho já é motivo para recusarem as cédulas de U$.
Ngoni Safaris Uganda
ter alguém para dirigir o 4x4 e te levar para todos os lados sem que tu tenhas nenhuma preocupação pode ser muito bom hehehe...

Ngoni Safaris Uganda
às vezes o guia fazia as refeições conosco, e noutras vezes ele sumia e nos dava privacidade - na medida certa

Ngoni Safaris Uganda
o guia Charles descascando um abacaxi numa parada de descanso no safari em Queen Elizabeth National Park

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parada para conferir com os guarda-parques se viram leões nas árvores de Ishasha

Ngoni Safaris Uganda
Charles negociando espigas de milho assadas para nós com as mulheres que vendem na beira da estrada

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o nosso guia Charles era sempre o mais empolgado com nossos certificados de trekking

Roteiro entre Uganda e Ruanda: uma viagem ao coração da África

Gorilas, rinocerontes, hipopótamos, chimpanzés, vulcões e muito mais. Esta é uma expedição ao coração da África, a países considerados 'exóticos', que guardam o que existe de mais puro, selvagem e autêntico no continente africano: Uganda e Ruanda. 

Uma viagem de 8 dias que tem tudo para ser uma experiência incrível: safaris a pé, de barco, de 4x4, muita cultura local...

Nesta viagem visitamos 2 países que, para nós brasileiros, ainda são muito remotos e quase desconhecidos, mas, ao chegar lá, você se surpreenderá com a hospitalidade e com tudo o que há para fazer. Poderá desfrutar de tudo isso com muito poucos turistas à sua volta, o que é um luxo tremendo hoje em dia, e terá uma oportunidade extraordinária de conhecer essa região do mundo de uma forma muito mais autêntica.

Esta é uma viagem para aventureiros. Você precisa amar viajar, amar a natureza, sonhar com a África.

Viajar para Uganda e Ruanda é ir ao coração do continente, onde você encontrará tudo de maravilhoso que o nosso planeta abriga: florestas, vulcões, rios, savanas e muitos, muitos animais selvagens em absoluta liberdade.

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você precisa amar viajar, amar a natureza, sonhar com a África

Mas, pra fazer parte disso tudo, você precisa estar disposto a fazer a sua parte. 

Caminhar pelas montanhas, afundar o pé na lama, passar longas horas sacolejando nas estradas. 

Se você estiver realmente disposto a fazer tudo isso, vai obter o prêmio mais inestimável: a oportunidade de experimentar algo com que sempre sonhou, vivências únicas, grandiosas, emocionantes.

Nesta viagem você vai experimentar alguns dos melhores safaris da sua vida no Parque Nacional Murchison Falls, vai aprender sobre a origem do Rio Nilo, o maior rio do nosso planeta, vai caminhar junto de rinocerontes na natureza, terá 3 encontros emocionantes com os nossos ancestrais mais antigos - gorilas, chimpanzés e macacos dourados, fará safaris de barco com centenas de hipopótamos, búfalos e elefantes ao seu redor, caminhará pelas encostas dos Vulcões Virunga, na tríplice fronteira do Congo, Ruanda e Uganda, e aprenderá 'in loco' sobre a história de Ruanda, o que aconteceu durante o terrível genocídio e como vivem Hutus e Tutsis hoje em dia.

Como se não bastasse, ainda viverá muitas experiências culturais, visitando aldeias, conhecendo etnias como a dos pigmeus Twa e muito mais!

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visitando uma aldeia de pigmeus Batwa no sul de Uganda

Veja como ficou - muito resumidamente - o roteiro do nosso safari entre Uganda e Ruanda:

Dia 1 Entebbe airport pick-up 11am - Transfer to hotel in Kampala (reservado por mim - não estava incluído no pacote do safari) - Passeios em Kampala por conta própria - pagar os U$ 2500 (50%) de saldo do safari neste dia. Hotel: Victoria Mews Hotel

Dia 2 Kampala - Ziwa Rhino Sanctuary - Murchison Falls National Park - Top of the falls - Hotel: Fort Murchison Lodge

Dia 3 Morning Game Drive - Boat Trip on the Nile to the base of the fall - Hotel: Fort Murchison Lodge

Dia 4 Tea plantations and banana plantations stopover - Transfer to the Kibale Forest National Park - Hotel: Turaco Treetops

Dia 5 Chimpanzee Tracking - Bigodi Community Walk - Transfer to Queen Elizabeth National Park - Uganda Equator line - Evening game drive at Queen Elizabeth National Park - Hotel: Buffalo Safari Lodge

Dia 6 Morning Game Drive no Queen Elizabeth National Park - Almoço no lodge - Afternoon Boat Cruise at Kazinga Channel - Hotel: Buffalo Safari Lodge

Dia 7 Ishasha Tree Climbing Lions - Fronteira com a República Democrática do Congo - Transfer to Bwindi Impenetrable National Park - Batwa Pygmies Community Walk - Hotel: Rushaga Gorilla Camp

Dia 8 Gorilla Trekking - Cruzamos a fronteira com Ruanda - Transfer to Volcanoes National Park - Ellen DeGeneres Campus of the Dian Fossey Gorilla Fund - Hotel: Da Vinci Gorilla Lodge

Dia 9 Golden Monkey Hike (ou Guided forest hike to Dian Fossey's grave at the old Karisoke Research Center) - Transfer to Kigali hotel (reservado por mim - não estava incluído no pacote do safari) - Passeios em Kigali por conta própria - Hotel: One Click Hotel

Dia 10 Passeios em Kigali por conta própria - Voo de volta a Cape Town à noite

Prometo detalhar tudo isso nos próximos posts aqui no blog!

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elefantes tomando banho junto com uma manada de hipopótamos no Canal Kazinga em Uganda

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caminhada comunitária em Bigodi

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aprendendo 'in loco' sobre a história de Ruanda, o que aconteceu durante o terrível genocídio e como vivem Hutus e Tutsis hoje em dia

É possível fazer safari em Uganda e Ruanda por conta própria?

É claro que é possível fazer safari por conta própria, sem guia, nem agência, em praticamente qualquer lugar: basta alugar um carro, pagar o ingresso para entrar no parque nacional ou reserva e sair fazendo o seu 'game drive'!

Nós já fizemos vários safaris por conta própria no Kruger Park, na África do Sul, no Etosha National Park e na Otjitotongwe Cheetah Farm, na Namíbia, e contei como foram esses safaris aqui no blog:


No sul do Quênia, fizemos safari por conta própria no Amboseli Park, num carro alugado, como já tínhamos feito no Etosha e no Kruger Park, e nos hospedamos num 'safari camp' todo bacana, o Kibo Safari Camp, com vista para o Monte Kilimanjaro.


Adoramos fazer safaris assim, autoguiados - que eles chamam de self drive

Sou uma pessoa que não curte muito ser guiada, prefiro sempre fazer as coisas por conta própria, no nosso tempo, sem ninguém nos dizendo aonde ir ou a hora de ir e, por isso, o nosso perfil de viajantes é muito mais de self drive safari do que de fazer safaris com guia/motorista. 

Claro que eu sei que o lado bom do safari com guia é que os guarda-parques são feras em encontrar os animais (eles estão sempre se comunicando uns com os outros e, quando um deles encontra um Big 5, avisa aos outros), e também em explicar detalhes sobre os costumes deles, mas ainda acredito que os pontos positivos de fazer self drive safari (que são os safaris independentes autoguiados) superam os negativos!
Mas, quando chegou a hora de decidir como faríamos os nossos safaris em Uganda e Ruanda, chegamos à conclusão de que não valia a pena pesquisar e fazer todo um planejamento para fazer self drive safaris lá.

Pois é, eu amo planejar viagens - depois de viajar, é o que eu mais gosto de fazer.  

Mas, como todos vocês sabem, planejar uma viagem do zero dá um trabalhão e demanda TEMPO. Coisa que, infelizmente, esse ano, está escassa para mim. Além das dificuldades que encontrei para organizar tudo sozinha, devido à mínima informação disponível na internet, eu não tinha tempo para pesquisar mais.  

Eu não tinha, como vocês têm agora, esse post aqui todo mastigadinho me explicando como tudo funciona em Uganda e Ruanda 😜

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só de pensar na função que seria alugar um carro em Uganda no início da viagem para devolver em Ruanda no final, já me dá um cansaço...nem cheguei a pesquisar se isso seria possível!

Acabei me convencendo de que, mesmo que pudesse economizar um pouquinho fazendo tudo por conta própria, não valeria a pena o perrengue de ter que pesquisar e organizar tudo sozinha. Sem falar que, eventualmente, é bom ter alguém organizando tudo pra ti, te levando pela mão...né? Não estou acostumada, mas achei bem bom hehehehe... 

Então a conclusão desta pessoa que adora fazer tudo por conta própria é que, no caso do safari em Uganda e Ruanda, compensou pagar pelo conforto de ter alguém organizando tudo pra nós!

E outro ponto que o Peg destacou (já que, normalmente, ele é o nosso motorista): dirigir cansa, e passar o dia todo dirigindo um veículo de safari com um olho na estrada ao mesmo tempo em que você procura pelos animais com o outro olho é bemmm cansativo. Ainda mais na mão inglesa!

Ele achou ótimo ter alguém dirigindo por ele parar variar, e poder manter os 2 olhos nos animais! Passava o dia inteiro com a máquina fotográfica na mão hehehehe...

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o Peg achou ótimo ter alguém dirigindo por ele

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era ótimo chegar nos santuários, reservas e parques nacionais e só me preocupar em fotografar e curtir, sem ter que ir lá, adquirir 'permits', fazer pagamentos, preencher papelada...já que o Charles fazia tudo isso por nós

Em resumo, continuo amando fazer safaris por conta própria, em carro alugado, nós mesmos dirigindo, mas achamos essa experiência de comprar um pacote de safari bem legal! E, como já comentei acima, acredito que acabou sendo econômico também!

Como expliquei, não cheguei a pesquisar quanto custaria para fazer por conta própria, de forma independente, esse roteiro de 8 dias/7 noites que nós fizemos entre Uganda e Ruanda com a Ngoni Safaris Uganda. Mas acredito que, se fôssemos somar todos os custos de locação de carro, gasolina, 7 noites de hospedagem, toda a alimentação e água, e mais todos os passeios/ingressos que nós fizemos, o valor não seria TÃO menor do que fazendo através da agência - na verdade, talvez acabássemos gastando até mais, e sem o luxo de ter um motorista/guia!

Com a preguiça e falta de tempo que eu estava para fazer todo esse planejamento por conta própria - desta vez achei que o conforto de ter alguém planejando tudo por mim, pelo menos em um pequeno trecho da nossa viagem, compensava o eventual custo extra😀

Mas...respondendo à pergunta que me propus a responder neste capítulo, sim, é perfeitamente possível fazer safaris em Uganda e Ruanda por conta própria! Em Uganda e Ruanda não existem os empecilhos que existiam na Tanzânia, por exemplo, para fazer um safari por conta própria, como relatei aqui neste post: Safaris na África: tudo o que você precisa saber para organizar o seu

Além disso tudo, a nossa viagem obviamente não envolvia apenas os safaris em Uganda e Ruanda. Eu também tinha que organizar a parte de Cape Town, de Adis Abeba, Kampala e Kigali - então foi bom que o Sedrick organizasse o safari, e eu pude me dedicar ao planejamento do restante da viagem.

E vocês, gostariam de fazer um safari por conta própria? Ou preferem ir com um guia/motorista/agência?

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não fosse o Charles, não teríamos visto os leões que estavam nesta árvore em Uganda

Guias de viagem para a África

Para pesquisar mais sobre os destinos que íamos visitar nesta viagem, usei os livros e guias que aparecem nas fotos abaixo:

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guias de viagem da Lonely Planet são ótimos para pesquisar viagens à África

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O que levar num safari na África

Já publiquei no blog um post super completo com todas as dicas práticas do que você precisa levar para um safari na África, inclusive equipamentos para fotos e vídeos e dicas do melhor tipo de roupa para usar em um safari.

É um checklist completo para você usar na hora de arrumar a sua mochila de safari na África, não perca: O que levar para um safari na África: dicas de como arrumar a sua mochila

E mais: 


Para este safari especificamente, em Uganda e Ruanda, o checklist que a agência Ngoni Safaris me enviou foi este:

Fazer as malas para um safari em Uganda requer uma consideração cuidadosa para garantir que você tenha tudo o que precisa para uma experiência confortável e agradável. Aqui estão alguns itens essenciais para embalar:
  1. Roupas leves e respiráveis: leve camisas e calças leves de mangas compridas para proteção contra o sol e insetos. Cores neutras são recomendadas para combinar com o ambiente.
  2. Sapatos de caminhada confortáveis: escolha sapatos resistentes e fechados para safáris e caminhadas.
  3. Proteção solar: traga chapéu de aba larga, óculos escuros e protetor solar para se proteger do sol.
  4. Repelente de insetos: mosquitos e outros insetos são comuns em Uganda, portanto, certifique-se de levar repelente de insetos contendo DEET.
  5. Binóculos: Um bom par de binóculos irá ajudá-lo a observar a vida selvagem à distância.
  6. Câmera e baterias extras: não se esqueça de capturar a incrível vida selvagem e as paisagens que você encontrará em seu safari.
  7. Medicamentos pessoais: leve todos os medicamentos necessários e um kit básico de primeiros socorros para ferimentos leves.
  8. Documentos de viagem: leve passaporte, visto, seguro de viagem e quaisquer outros documentos necessários.
  9. Garrafa de água: mantenha-se hidratado durante o safári trazendo uma garrafa de água reutilizável.
  10. Lanches: leve alguns lanches que aumentem a energia, como nozes, barras de granola ou frutas secas, para longos dias na savana. 
Minhas anotações: 

Quanto aos binóculos, não levamos, e o nosso guia Charles tinha um no carro de safari. Confirme com o Sedrick, se for fazer o safari com a agência dele, se ele pode disponibilizar um binóculos no veículo, assim você não precisa adquirir/carregar um, se não tiver!

Levei várias barrinhas de proteína e outros lanchinhos, mas achei bem desnecessário, porque as refeições incluídas no roteiro eram super fartas e as barrinhas voltaram intactas na minha mala 😜

Nesta viagem usamos muito pouco repelente - não sei se foi em razão da época do ano, mas havia muito pouco mosquito em Uganda e Ruanda!

Mas...em quase todos os destinos tropicais, com mato, tem que ter cuidado com as picadas de mosquitos - previna-se usando um repelente bom, de preferência com DEET.

Leve também os demais itens fundamentais em qualquer viagem à África: óculos de sol, boné e muito protetor solar.

Mas a dica mais importante para a mala desta viagem, de longe, é: leve um tênis MUITO bom, de trilha, com agarradeiras, como na foto abaixo. Para a trilha dos chimpanzés, para a trilha dos gorilas, para a trilha dos macacos dourados, para a trilha dos rinocerontes e para a trilha de Lion's Head. Um tênis que seja bom para terrenos escorregadios é fundamental!

Esse tênis da foto abaixo é da Salomon, mas tenho uns Nike de trail run e um Altra que também são ótimos! Não precisa levar bota de trilha - bota é muito pesada e calorenta para andar passeando em Cape Town, Adis Abeba, Kampala ou Kigali - e um tênis como esse serve para tudo: trilhas, safaris, cidades e até para um show de jazz (eu só levei esse tênis e uma papete na viagem).

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a dica mais importante para a mala desta viagem, de longe, é: leve um tênis muito bom!

repelente
previna-se das picadas de mosquitos usando um repelente bom, de preferência com DEET

Bandeiras

Na bandeira nacional da Etiópia, o vermelho significa o poder e a fé, o amarelo representa a igreja e a paz, e o verde significa a terra e a esperança. 

Esta bandeira é a mais influente da África, tendo dado origem a toda uma linhagem de bandeiras verdes, vermelhas e amarelas, na África e fora dela, num movimento chamado Pan-Africanismo (que defende a unidade da África e dos africanos e seus descendentes espalhados pelo mundo, em especial nas Américas) - por isso mesmo se chama a estas 3 cores de 'Pan-Africanas'.

bandeiras africa
bandeira da Etiópia

A bandeira de Ruanda tem 3 cores: azul, amarelo e verde. A faixa azul claro representa felicidade e paz, a faixa amarela simboliza o desenvolvimento econômico e a faixa verde simboliza a esperança de prosperidade. O sol amarelo com 24 raios representa a iluminação.

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bandeira de Ruanda

A bandeira nacional da África do Sul foi adotada somente em 1994, em substituição à antiga 'Oranje, Blanje, Blou'. Apesar de sua pouca idade, essa bandeira se revelou um excelente símbolo nacional, mesmo entre os sul-africanos brancos (que queriam manter a bandeira anterior), e hoje ela é vista por todos os cantos do país. 

O vermelho significa o sangue do povo, o azul representa o céu, as cores preto e branco significam as raças negra e branca, o verde representa as florestas e o amarelo é ouro (a África do Sul é um dos maiores produtores do metal no mundo). A forma de Y da bandeira expressa um importante significado simbólico: traços opostos que seguem o mesmo caminho. Dentro do contexto de derrubada do Apartheid, o símbolo traz a ideia de que brancos e negros, antes separados e distintos, se unem para caminhar juntos.

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hoje em dia a bandeira sul-africana é exibida orgulhosamente até nas fachadas dos prédios

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bandeira da África do Sul

Em Uganda, o nosso guia Charles nos dizia que o Kob Ugandês, um antílope que encontrávamos com frequência nos safaris, era o animal-símbolo do país, representado inclusive na bandeira. Mas aí a gente olhava a bandeira de Uganda e só víamos a ave nacional do país, que é um grou-coroado, e ficamos sem entender o que ele estava dizendo, até que ele nos mostrou o brasão de armas de Uganda e compreendemos o mal-entendido: no brasão do país estão efetivamente representados os 2 animais! Já na bandeira há apenas a ave nacional. 

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brasão de armas de Uganda

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bandeira de Uganda

Tomadas na África

As tomadas na África variam bastante. Leve um adaptador universal para não passar perrengue. 

Eu sempre levo um T: se o quarto do hotel tem apenas uma tomada, a gente conecta o T no adaptador e podemos usar as 3 entradas dele para carregar os nossos equipamentos. Desse jeito, preciso ter e carregar apenas um adaptador.

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tomada do quarto do nosso hotel em Kampala, Uganda

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Claudia Rodrigues Pegoraro

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