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Relato de viagem à Nova Zelândia: Dias 7 e 8 - Rotorua e Taupo

As melhores dicas para curtir Rotorua e Taupo, na Nova Zelândia
* Este post é parte de uma série completa sobre a viagem de 38 dias dos amigos Rodrigo e Elis à Nova Zelândia

Veremos, nesta postagem, mais algumas das muitas opções de passeios existentes em Rotorua

Depois, seguiremos para Taupo, uma cidade menor, também à beira de um lago!



7º dia – 02/outubro/2017 – 2º dia em Rotorua


Acordamos cedo e tivemos mais sorte com o tempo desta vez. Sol em Rotorua!

Em Rotorua há tantas opções de lazer, que a cidade é apelidada de Rotovegas!

Foi neste dia que fizemos algumas atividades que, se não podem ser classificadas como “esportes radicais”, pelo menos dá para garantir que foram bem divertidas!

Lakefront



bom dia natureza!

Iniciamos o dia pegando o carro e passando na Lakefront Drive, parando rapidamente para ver o lago de Rotorua. É um lugar com muito verde, uma área em extensão dos Government Gardens, que tem um calçadão, um parque infantil e uma marina ali perto. Interessante que nesta e em outras cidades com lagos sempre há a presença de muitas aves na NZ. Ali se destacam os cisnes negros.

De lá, pegamos o carro e saímos para os arredores de Rotorua em busca de mais ação!

Esfera de plástico


Não sei como seria o nome disso, mas é uma esfera de plástico transparente, em que entramos e descemos uma ladeira num morro. Como é toda amortecida, não tem impacto e é totalmente segura.

Há duas empresas que oferecem essa diversão. A Ogo e a Zorb.

Ambas ficam na estrada por onde havíamos chegado, saindo de Rotorua rumo ao norte.
Ogo está mais perto, a 5 km do I-Site.

A Zorb um pouco mais distante (9 Km), e perto dos parques Agroventures (com outras diversões ao ar livre, algumas bem radicais ) e Agrodome (este é em estilo fazenda, com passeios para ver bichos de pertinho, chegamos a entrar neste, procurando o Zorb, e parece ser uma opção ótima para levar crianças).

Recepção da Zorb
3 tipos de pista

vídeo: Zorb Rotorua


Há a opção de descida dentro da esfera que vai seca (só pela Ogo - neste caso, a pessoa que está dentro vai girando), ou com um pouco de água dentro (Ogo ou Zorb). Esta última foi a opção que escolhemos, pois é mais tranquilo. A sensação lembra um pouco descer de um toboágua, mas é diferente e recomendável!!! É uma coisa que se deve aproveitar e fazer em Rotorua, já que lá é que surgiu!

Fazendo o comparativo entre Zorb e Ogo, percebemos que a Zorb saía bem mais barato. A descida em dupla (sim! dá pra descer duas pessoas juntas dentro da bola!) saía a 35 NZD para cada um. Ainda tínhamos um cupom de desconto fornecido pelo hotel! Depois disso, cada descida adicional dava um acréscimo de valor menor... Acho que era algo em torno de 29 NZD. Já a Ogo era o seguinte: 80 NZD para duas descidas ou 99 NZD para três, por pessoa.

Ambas têm pista de descida reta e pista com curvas, a escolher. Na Zorb havia a pista reta (fast lane), pista com curvas (zig zag) e ainda uma terceira, que parece que era pra dar umas variações de inclinação para ter ainda mais emoção (the drop).

Uma coisa, no entanto, que se tem que dizer, e tirei essa conclusão observando a foto de satélite do google maps.... a pista do Ogo é sensivelmente maior que a do Zorb, mas também não chega a ser uma diferença tão grande. No caso das descidas retas, dá pra mensurar que a do Ogo deve ter uns 150 m contra 100 m no caso da Zorb. A diversão é garantida em ambas.
Fomos na Zorb, que era o que cabia melhor no nosso orçamento de viagem. O legal é que é permitido levar uma câmera para filmar dentro. Aproveitamos a nossa gopro!

eu, saindo da esfera

diversão molhada!


Há uma hidro de água quentinha para quem desceu

Ao chegar, nos são fornecidas roupas para poder molhar. O lugar tem os vestiários e guarda-volumes. Eles nos levam ao alto do morro dentro de um carro. Primeiro, descemos juntos na pista reta (fast lane).

A água que colocam dentro da bola, antes da gente embarcar, é quentinha, e isso é bom, porque estava uma temperatura de uns 15 graus, apesar do sol. Saindo da esfera, a gente tem à disposição uma piscina de hidromassagem também aquecida.

vídeo: descendo a pista reta do Zorb

Temos que dizer que vale muito a pena a brincadeira. É quase impossível não querer descer de novo. E repetimos mais uma vez. 

Nesta segunda descida, fomos no individual, descendo a pista que faz curvas (zig zag).

vídeo: descendo a pista zig-zag do Zorb


É muito louco! 

A gente se esparrama para um lado e para o outro. Não dá pra ver direito pra onde a bola vai, pois, se pra quem vê de fora parece devagar, pra quem vai dentro é bem animado!


Skyline Rotorua e Luge  


Saindo do Zorb, seguimos para o Skyline Rotorua

É um teleférico que sobe um morro (Monte Ngongotaha) onde se pode ter uma ampla vista para a cidade e o lago de Rotorua. Também há um restaurante e um café lá em cima, e pequenas trilhas.

Teleféricos

Vista de Rotorua e do lago

ótima infraestrutura do local, com restaurante

um pequeno bosque de cerejeiras vindas do Japão!

Comprei o ingresso combo para subirmos o morro e descer no Luge (espécie de carrinho de rolimã). Acho que se fosse hoje, gastaria um pouquinho mais e compraria o combo com mais descidas.

Nestes carrinhos, são permitidas crianças acompanhadas dos pais, o que torna o parque um ótimo programa familiar. Nele, há três tipos de pistas, uma que se aprecia a vista enquanto desce, a segunda que podemos descer com maior velocidade e a terceira para os mais corajosos, pois as curvas e velocidade são para pessoas arrojadas. A pessoa deve ter ao menos 110 cm de altura para descer, e crianças menores devem ir acompanhadas. Para descer na pista mais radical, deve-se obedecer à altura mínima de 135 cm. Descemos apenas na pista mais tranquila (cênica), pois foi nossa primeira experiência. Ao terminar a descida, há um teleférico menor para levar a gente de volta para a pista.

Ponto de saída para os carrinhos. Há 3 opções de pista, conforme o nível de dificuldade


Muitas pistas! Gostamos muito!

É outra atividade que a gente termina e já quer ir de novo! É bem seguro, pois o carrinho anda bem rente ao chão. Há o controle de freio, ao puxar o guidão para trás, tornando a coisa bem tranquila.

Em relação à pista para iniciantes, qualquer um pode ir sem medo, pois a aceleração acontece bem aos poucos e dá pra controlar bem. A pista também tem placas com boa sinalização, de modo que a gente consegue saber, com antecedência, quando tem que reduzir a velocidade.

Também recebemos capacetes, que não impossibilitam de colocar uma câmera gopro na cabeça, como eu fiz. Mas nada de bastão de selfie aqui... O importante é segurar firme com as duas mãos no guidão e se divertir!

Nossa descida pela pista cênica levou uns 7 minutos, pois fomos controlando bem a velocidade. A pista vai passando entre bosques, em meio à natureza.

Fiquei feliz de saber que em Queenstown teríamos nova oportunidade de descer no luge. Embora a vista de Queenstown seja mais bonita, aqui as pistas são mais longas.

Saímos de lá e fomos conhecer o Blue Lake.

Blue Lake


O Blue Lake é um lago de cor azul (não estava tão assim quando fomos), também chamado Tikitapu, localizado um pouco fora da cidade de Rotorua (10 Km do I-Site, a sudeste da cidade, via Tarawera Road), cercado por morros e que tem área pública para churrasco, e uma prainha tranquila.




Mas quando estivemos lá estava ventando forte, o que deu uma sensação térmica de frio e também deixou a água do lago um pouco agitada. Na parte sul do lago há até uma pequena praia, aonde não chegamos a ir. Ficamos pouco por lá.

Retornamos pela mesma estrada, para ver outra atração, mais próxima da cidade.

The Redwoods - Whakarewarewa Forest


Esta atração, de entrada grátis, é um bonito bosque com árvores gigantes da espécie Redwood, encontradas originalmente na Califórnia. 

Estas árvores de tronco avermelhado (motivo do nome dado) foram plantadas em 1901, e já se tornaram imponentes. Algumas têm até 67 metros de altura. 

Existem várias trilhas sinalizadas para uma caminhada.

logo na entrada há um estacionamento, um Information Center e banheiros

a partir do estacionamento, também há a subida para fazer o treewalk

A necessidade de comprar ingressos só se aplica para quem quiser fazer o treewalk, que é uma caminhada acima do solo, no qual se atravessam 21 pontes suspensas entre 22 sequóias. 

Neste caso, há uma opção de caminhada noturna, para a qual há uma iluminação especial, com lanternas ornamentais, e luzes coloridas. Mas não chegamos a fazer esse passeio.

Escolhemos fazer a Redwood Memorial Groove, com 2 km de percurso. É um passeio muito agradável, pois é raro ver árvores tão monumentais!

a caminhada entre as árvores redwoods foi bem agradável e fácil

as trilhas são bem sinalizadas

árvores de tamanho impressionante!


Kuirau Park


Finalizamos este dia de passeios em Rotorua indo ao Kuirau Park, localizado dentro da cidade, a uma distância possível de se chegar a pé.

o Kuirau Park fica a uma curta distância do Centro de Rotorua

o parque é bem cuidado e tem locais bonitos e floridos

Neste parque público, de entrada gratuita, há várias piscinas de lama fumegante e pequenos gêisers, piscinas termais gratuitas onde podemos mergulhar as pernas para um relaxamento.

O Kuirau é um local onde se pode ver atividade geotermal sem ter que pagar ingresso para entrar. Há locais bem demarcados, de modo a garantir a segurança




Também há áreas para piquenique, jardins bem cuidados, e lago aquecido em que a gente vê bolhas subindo, tamanha a temperatura da água.

ao lado deste lago quente, há uma pequena piscina para relaxar as pernas em uma piscina de água quente!

melhor forma de terminar um dia de muita ação e caminhadas!

vídeo: água quente no Kuirau Park


Para os que estivessem dispostos a mergulhar e desfrutar de águas termais, havia o Polynesian Spa, que ouvimos falar muito bem (entrada paga), mas optamos por não ir, e então voltamos para o hotel.

8º dia – 03/outubro/2017 – de Rotorua até Taupo

Começamos mais um dia de Ilha Norte, pegando a estrada bem cedo, rumo a Taupo.

Saímos cedo do hotel e nos despedimos da cidade de Rotorua, que deixou uma ótima impressão, por ser um lugar repleto de atrações divertidas. Fomos ao encontro de mais água quente, o que seria a primeira atração do dia!

Kerosene Creek


Esta pequena cachoeira de águas quentes, com 2 m de altura e entrada gratuita, fica a cerca de 30 minutos de carro de Rotorua ou a 45 minutos de Taupo.



COMO CHEGAR

De Rotorua viajamos para o sul na estrada SH 5 por 26,5 km, depois viramos à esquerda na Old Waikaremoana Rd (é a primeira entrada à esquerda depois da entrada para a SH 38). Feito isto, basta seguir pela estrada durante os próximos 2 km. Há um espaço de estacionamento. Não há sanitários e outras instalações disponíveis lá.

Do estacionamento, seguimos uma pequena trilha (no lado direito) ao longo do Kerosene Creek por 5 minutos. Após 1-2 minutos, vimos uma pequena cascata no riacho.

Kerosene Creek

 experimentando a cachoeira de águas quentes!





É um riacho tranquilo. Não chega a ter mais de 1 metro de profundidade. Mais uma beleza natural que, sem dúvida, vale a pena ver e dar um mergulho! Saímos de lá, voltamos para o carro após meia hora, rumo a um parque geológico chamado Wai-o-Tapu.

Wai-o-Tapu


Este é um dos principais locais geotermais do planeta. 

O significado do Wai-o-Tapu, em maoiri, é “águas sagradas”. É um parque pago e completou a experiência que já havíamos tido com o Te Puia.

Antes que entrássemos no parque, fomos ver a demonstração de um gêiser, que entra em atividade de forma quimicamente induzida, o Lady Knox Geiser. Fica localizado fora do parque, a aproximadamente 1 Km antes da entrada. Há uma longa apresentação por um funcionário do parque, que entreteve a plateia enquanto o gêiser não entrava em ação.

o funcionário do parque colocou uma substância química para acelerar o processo de ativação do gêiser

Quando entrou, o jorro de água subiu rápido. Esta atração tem hora marcada, e inicia-se por volta das 10 horas da manhã.

em uma passagem de segundos, o gêiser entrou em ação!



Em seguida, pegamos o carro e fomos ver o Wai-o-Tapu.

entrada para o Wai-o-Tapu

O parque oferece 3 trilhas em loop, de modo que cada uma começa em um determinado ponto da trilha anterior. 

Apenas a trilha 1 é plenamente acessível sem escadas, e já tem 1,5 km. 

Fazendo-se as 3 trilhas, como foi a nossa opção, o percurso total é de 3 km.


a trilha é bem demarcada e segura

Nesse belo parque, com boa infra-estrutura, banheiros e gift shop, foi possível ver inúmeros lagos com minerais que os tornam diferentes em suas cores. 

Um espetáculo visual! É só ir seguindo o mapinha que recebemos na entrada, e observar os números das placas. O cheiro de enxofre e a fumaça ajudam a compor o cenário exótico.

Os destaques vão para as piscinas de várias cores como a Artist' Palette, Champagne Pool, e Devil’s Bath (todas estas na trilha 1). 

O Lago Ngakoro, no final da terceira trilha, também é muito bonito!

Artist’s Palette

Champagne Pool

Devil’s Bath

Lago Ngakoro


Em alguns locais, há formações rochosas que desafiam a imaginação!

Ficamos fazendo as trilhas do Wai-o-Tapu das 11 às 14 horas. 

Saímos de lá e fomos para nosso próximo destino, Taupo, uma pequena cidade localizada nas margens do maior lago da NZ. Taupo também tem muitas opções de lazer, mas só pudemos passar poucas horas por lá.


Taupo


Chegando a Taupo, fomos logo conhecer uma lanchonete McDonalds bem bacana! Como assim, conhecer um McDonalds? É que este tem um detalhe que me interessou muito. Você vai andando pela calçada e, de repente, vê um lindo avião antigo DC-3 que tem mesas dentro, onde se pode entrar e sentar para fazer o lanche. Uma coisa diferente e que valeu a pena conhecer.




Deixamos nossas coisas no hotel. Ficamos no simples Adelphi Motel, situado próximo ao Centro. Gostamos, pois o quarto era bem espaçoso. Todavia, uma coisa a se dizer aqui é que a proximidade da região central, para fazer caminhadas, não faz tanta diferença, pois foi bem fácil achar locais para estacionar.

Outra coisa interessante de anotar é que Taupo tem ótimos preços de diária nos hotéis, em comparação a outros lugares que ficamos! Acabamos não nos beneficiando tanto por isso, pois foi apenas um pernoite por lá.

Antes que anoitecesse, deu tempo, porém, de ver a principal atração de Taupo!

Huka Falls, no Rio Waikato


O Waikato River, o rio mais extenso da Nova Zelândia, segue para o norte a partir do Lake Taupo. As Huka Falls não chegam a ser uma cachoeira alta e ampla como as clássicas Iguaçú ou Niágara, mas não deixam de ser impressionantes, pela força e pela cor azulada.

Um pouco antes das Huka Falls, o rio corre em uma ravina estreita formada por rocha vulcânica dura e ganha muita força.

Chegamos por um estacionamento na margem oeste. Há um mirante deste lado, onde se pode ver o belo lago azul onde desemboca o rio.

Huka Falls - visão pelo mirante do lado oeste




Andamos até uma ponte para pedestres no topo da cachoeira, onde a gente ficou até meio assustado com a quantidade de água de um belíssimo tom azulado, estourando logo abaixo dos nossos pés.





A vista a partir da ponte sobre as Huka Falls – impressionante força da natureza!

A caminhada até Huka Falls é bem fácil e curta. 

O estacionamento e o acesso são gratuitos. Do outro lado também tem um mirante.

a queda vista mais de perto, no mirante do lado leste

o grande lago formado após a queda

Outras atrações em Taupo


Uma atração que também tínhamos planejado para ir seria o Spa Thermal Park.

É uma estância termal gratuita e acessível através de um parque. 

Chegando cedo há a possibilidade de achar saídas de água termal que desaguam no rio Waikato, este de águas frias. 

Porém, tendo em vista a necessidade de roupas de banho, e considerando que já havíamos visitado, neste mesmo dia, uma cachoeira de água quente, acabamos desistindo.

Taupo também tem muitas outras atrações, como passeio de barco no lago, e subida de jet boat para ver de perto as Huka Falls. Mas tudo isso requer mais tempo e ficou para, quem sabe, uma nova oportunidade no futuro.


algumas imagens de Taupo, que é menor que Rotorua, mas igualmente muito agradável

Algumas coisas que vimos na NZ - num lugar tão bonito, é possível se distrair tirando fotos.
Só assim para correr perigo com o trânsito local!

Voltamos para a cidade e paramos na beira do lago para andar um pouco por ali. 

O tempo estava frio, mas parecia que não ia mais voltar a chover, o que nos animou para o dia seguinte. 

Das margens do lago Taupo dava pra ver, bem de longe, as montanhas que nos esperavam.




Logo depois, aproveitamos para jantar em um restaurante japonês na beira do lago. 

Fomos, em seguida, ao supermercado, para comprar comidas para levar conosco e, após, voltamos para o hotel para descansar, tudo já na preparação para a travessia do Tongariro, a grande atração do dia seguinte. 

Na próxima postagem desta viagem pela Nova Zelândia, estaremos no centro montanhoso da Ilha Norte! Neve à vista!

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Rodrigo S J

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