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Relato de viagem à Nova Zelândia: Dias 11, 12 e 13 - Wellington

Lugares para conhecer em Wellington, a linda capital da nova Zelândia
wellington
* Este post é parte de uma série de postagens super completa sobre a viagem de 38 dias dos amigos Rodrigo e Elis à Nova Zelândia

Veremos aqui as muitas atrações de Wellington, a capital da Nova Zelândia, o ponto de chegada desta travessia da Ilha Norte, que começou lá em Auckland, finalizando a primeira etapa desta viagem!

Para ler o que foi publicado antes, deixamos os links a seguir:


Dias 1 e 2 - Auckland

Dias 3 e 4 - Coromandel, Hobbiton, Hamilton


Dias 5 e 6 - Waitomo Caves e Rotorua


Dias 7 e 8 - Rotorua e Taupo


Dias 9 e 10 - Tongariro National Park



11º dia – 06/outubro/2017 – viagem até Wellington

Acordamos, tomamos o café, e saímos do hotel rumo à capital da Nova Zelândia. Foi um dos maiores deslocamentos em um dia, de toda a viagem, e o maior feito com o carro alugado.  320 km! Saímos de National Park Village por volta de 9 horas da manhã, rumo ao Sul.

Fizemos uma rápida parada em Whanganui às 11 horas da manhã para esticar um pouco as pernas. Whanganui é uma cidade que encontra o litoral, e é atravessada por um largo rio navegável com barcos a vapor. Tem uma igreja cristã (St Pauls Memorial Church) com interessantes esculturas maoris e que parece ser belíssima. Pena que não tivemos tempo para visitar.


Whanganui

Precisávamos chegar a Wellington no meio da tarde, e ainda faltavam 200 km. 

Iríamos devolver o carro neste dia, e tínhamos o objetivo de aproveitá-lo um pouquinho na cidade. Reiniciamos, portanto, a viagem. 

Chegamos às 14 horas em Wellington.


chegando à capital da Nova Zelândia! – estrada passando entre os prédios da cidade (uma das poucas cidades da NZ com prédios assim) e o morro onde fica o Botanic Garden

placa com nome da cidade, que avistamos quando estávamos indo para Miramar

Wellington é conhecida como cidade dos ventos. Lá há até um letreiro naquele estilo hollywoodiano, que brinca com isso. Para a gente acabou sendo a cidade das chuvas, pois não conseguimos ter nem um momento com céu azul. 

O Centro é relativamente compacto e a cidade, em boa parte fica localizada entre morros e o mar, o que lembrou um pouco a nossa cidade, Vitória-ES, que, por sinal, também tem muito vento.

Weta Cave


Chegamos e fomos direto à Weta Digital. A sede da empresa fica no bairro tranquilo de Miramar, próximo ao aeroporto. 

É a empresa neozelandesa de efeitos visuais que desenvolveu a parte técnica de O Senhor dos Anéis, o filme que destacou a NZ na rota turística mundial. Também fez efeitos para outras grandes produções, como Avatar, Planeta dos Macacos, dentre outros.






A título de curiosidade: O weta, que inspirou o nome e o logo da empresa, é um tipo de grilo gigante, típico da NZ. É um bicho que dá medo! Vimos alguns em exposição (só) nos museus! Ainda bem!

Voltando a falar da empresa...

A Weta possui uma loja de produtos relacionados aos seus filmes, a Weta Cave Também há tours pelos bastidores da empresa (Weta Workshop), em que é possível ver a equipe trabalhando nas produções recentes e acompanhar todo o processo de produção de artefatos cinematográficos.


por dentro da Weta Cave – diversos produtos para os fãs de filmes. Porém, nada ali é barato!



diversos action figures de todos os personagens dos filmes

Não podia faltar o personagem digital mais legal do cinema, o Smeagol!

A entrada na Weta Cave é gratuita. Os tours do Weta Workshop são pagos. Fomos visitar a Weta Cave apenas, onde assistimos a um vídeo falando da história da empresa, além de poder tirar fotos de vários itens em maquete e de action figures de personagens de filmes em que a empresa trabalhou.

Saindo da Weta, ainda tivemos tempo para passar em uma loja de souvenirs, ali mesmo em Miramar, que tem preços mais em conta em relação ao Centro.

Passamos em nosso hostel, descarregamos as malas; e, em seguida, devolvemos o carro, no escritório da Thrift, localizado a poucos metros dali. Super prático!

Nós nos hospedamos, em Wellington, no ótimo YHA Wellington, um albergue. 

Em uma cidade com hospedagem relativamente cara, foi uma ótima escolha, pois é bem limpo, silencioso, muito bem localizado, e com um supermercado logo em frente. Fizemos todos os passeios a pé a partir de lá.


nosso hostel em Wellington, uma ótima escolha!

Tanto que, neste mesmo dia, já aproveitamos para começar a andar para ter o nosso primeiro contato com a cidade.

Cuba Street


Fomos andar na Cuba Street. Lá estão os pontos mais descolados e com artistas de rua. Encontramos movimento por lá, e uma feirinha com vários tipos de comidas.





Depois, andamos um pouco pelo waterfront, mas a chuva e o frio aumentaram. Voltamos ao hostel para descansar.


12º dia – 07/outubro/2017 – Wellington – 1º dia

Museu Te Papa


Neste primeiro dia em Wellington, um dia muito chuvoso, passamos boa parte do tempo visitando o Te Papa Tongarewa Museum

É um dos melhores museus da NZ, localizado no waterfront da cidade e com entrada gratuita!


Visitar o Te Papa foi excelente solução para um dia de chuva em Wellington!


O grande destaque é a exposição sobre a Batalha de Galípoli, em que soldados da NZ lutaram ao lado dos britânicos em uma região da Turquia, em plena 1ª Guerra Mundial.



A exposição apresenta as situações de guerra com bonecos gigantes bastante realistas, que retratam situações terríveis dos soldados da Nova Zelândia que estavam nesta batalha!





Bonecos gigantes feitos pela Weta: Perfeição! Uma exposição emocionante!

Detalhe: A criação desses bonecos ficou a cargo da Weta, e então a gente tem uma amostra da capacidade do estúdio de cinema!

Notável, também, como a Nova Zelândia trata com relevância os seus fatos históricos e as participações em guerras!!

O museu também apresenta exposições que retratam a história dos povos que formaram a Nova Zelândia, exibindo, ainda, informações sobre diversos desastres naturais causados no país; sobre a diversidade animal e vegetal do país, e sobre a cultura Maori.


muitas exposições relativas à história natural



Também há muito da cultura maori aqui

De tarde, ao sairmos do museu, continuava a chover muito. Assim mesmo, andamos um pouco para ter uma noção da cidade.



Wellington tem um waterfront belíssimo, com um parque entre a cidade e o mar!


Parliament Buildings


Em seguida, fomos conhecer os prédios do Parlamento, que se destacam com suas formas arquitetônicas (devido à arquitetura, que parece uma colmeia, é carinhosamente apelidado de Beehive).


Beehive

os prédios do Parlamento

a abelhinha, claro, parece procurar a colmeia!

É possível fazer uma visita guiada e gratuita ao interior do parlamento, mas não o fizemos.

Optamos por voltar ao hotel, pois já chovia muito e as coisas já estavam fechando.





Muitas obras de arte nos lugares públicos! Adoro isso!

mistura harmônica de arquitetura moderna com a clássica!

Sim, mesmo na capital do país, fecha tudo bem cedo. 

A exceção fica para supermercados e uns restaurantes e bares da Avenida Courtenay, perto do hostel onde estávamos.


tudo bem que era um sábado, mas passou das 18 horas, vai fechando tudo!

No centro dessa foto tem uma placa com um bondinho vermelho – é a indicação da entrada para pegar o Cable Car, uma das atrações da cidade, que veríamos no dia seguinte.


13º dia – 08/outubro/2017 – Wellington – 2º dia

O segundo dia em Wellington começou chuvoso, mas com menos chuvas que no dia anterior. 

Assim, andamos mais pontos da cidade neste dia.


Wellington Cable Car


Fomos, pela manhã, fazer a subida do histórico funicular, que liga Lambton Quay (a principal rua comercial) até a Kelburn Station.






O bondinho, que é reconhecido como um símbolo da cidade, sobe uma colina em poucos minutos passando, no início, por tuneis iluminados com leds, chegando ao alto do Jardim Botânico, onde se encontra o ponto de partida para outras atrações.

Cable Car Museum


A primeira atração que visitamos, no topo do parque botânico, foi o museu dos bondinhos, gratuito.






Mais interessante ainda do que ver e tirar fotos com os antigos modelos de bondes, foi poder fazer isso vestido com roupas da época, quando os mesmos ainda eram operacionais. 

O museu dispõe de vários trajes e chapéus clássicos, e a gente pode ficar à vontade para vesti-los, também gratuitamente, para fazer aquela foto caprichada!

Space Place


O museu Space Place é outra atração localizada a poucos passos do Cable Car Museum, no Carter Observatory,  que conta com ótimas exposições sobre o universo. 

Uma boa opção para ir com crianças, com muita interatividade e ambiente bem produzido!







Embora seja de entrada paga (12,50 NZD), achamos que vale a pena, tendo em vista a qualidade dos itens em exposição, e também o cinema que existe no planetário. 

O site tem o calendário dos filmes que ficam em exibição. Nós assistimos ao “We are aliens!”

Botanic Garden


Iniciamos, então, a visita do Botanic Garden, fazendo uma caminhada em descida (“downhill path”) pela parte de trás do parque (lado oposto ao que chegamos) passando por diversos jardins, até chegar a um com flores da estação.

O parque tem uma trilha sugerida (em laranja), que nós seguimos até o Lady Norwood Rosegarden. Este jardim não apresentava rosas (não estava na estação). 

Ao lado, havia uma estufa, o Begonia House.


mapa do Botanic Garden

nesta parte próxima ao Cable Car há bons mirantes da cidade

Mais uma vez, o cumprimento Maori





a chuva atrapalhou um pouco o passeio - assim mesmo, gostamos de conhecer este jardim tão bonito, com algumas espécies bem diferentes, e algumas tulipas do outro lado

este é o jardim de rosas, que não estava florido

De lá, andamos para sair do parque, passando, após a saída, pela parte de trás dos prédios do Parlamento.


saímos passando por um daqueles viadutos que havíamos visto quando chegamos na cidade


Old St Paul’s Cathedral


Visitamos, em seguida, a Old St Paul's Cathedral, esta pequena igreja gótica, toda em madeira, construída em 1866, que fica próxima aos prédios do Parlamento.




A entrada aqui é gratuita. 

Seu interior transmite muita paz e é lindo. 

Junto à igreja, há uma loja com belos produtos natalinos.




Museum of Wellington City & Sea


Voltando a andar na cidade pelo lado waterfront, passamos por mais um museu com entrada gratuita na capital da NZ. 

Desta vez é o Museu da Cidade de Wellington e do Mar.





Este museu fica localizado em um prédio histórico, dando destaque para a formação histórica da cidade, em seu contexto marítimo.

Wellington Waterfront


Saímos do museu e continuamos andando pelo belo Waterfront em direção ao sul. 

Parou de chover e era de se notar um bom movimento de pessoas passeando por aquele calçadão. 

Deu pra perceber, com isto, que os kiwis não se intimidam com chuva ou frio, bem diferente do que estamos acostumados no Brasil.





uma cidade bem agradável de caminhar, mesmo em um dia chuvoso. Show de urbanismo à beira-mar!


Underground Market


Logo adiante, passamos por um interessante mercado de artesanatos que ocorre todo sábado e domingo no subsolo do Frank Kitts Park

Encontramos muitas coisas bonitas por lá, como chapéus, colares feitos de jade, cartões com incríveis dobraduras artísticas em papel com temas que me pareceram inspirados na NZ, dentre muitas outras coisas.


a entrada para o mercado, embaixo do parque





Oriental Bay Beach (Oriental Parade)


Continuamos andando pelo waterfront até chegar à Oriental Parade, avenida que nos orientou a alcançar, logo à frente, a Oriental Bay, uma praia de Wellington popular entre os habitantes da cidade. 

Estava um tempo nublado mas, mesmo assim, deu pra notar o azul claro das águas. Naquela região pode-se ver belíssimas casas em estilo vitoriano que são muito comuns em Wellington. 

Foi uma coisa que, aliás, chamou a atenção em toda a Nova Zelândia, a beleza das casas feitas em madeira, com ornamentos na fachada.

Oriental Bay Beach


Mount Victoria


Para terminar o dia com uma vista panorâmica de Wellington, fizemos a subida ao Mount Victoria, que permite uma visão em 360 graus da cidade, em um mirante no topo do morro, de 196 m de altitude.

A partir da Oriental Bay, entramos na Hay Street, e, no final desta rua, pegamos a Southern Walkway, que é uma trilha que aparece até no google maps, que continua a subinda em meio à mata, passando pela Palliser Road. Chegando a este ponto, bateu um cansaço. Mas... havia um ponto de ônibus ali...

O PERRENGUE: Esperamos uns minutos por algum ônibus que passasse, mas parece que isso não aconteceria tão cedo. Resolvi, então, seguir subindo pela mesma trilha, que continuava do outro lado da rua, entrando no mato.... Então fui.... Parecia que ali, já estava bem perto de chegar no topo do Mount Victoria. Ocorre que, no meio do caminho, a trilha ficava estreita, e parecia que eu estava indo me perder no meio do mato. Devia ter só uns 20 cm de largura, em um morro bem íngreme... “Ai, meu Deus, se a gente escorrega aqui, acaba tudo!”.... Não dá! Ainda bem que a Elis veio atrás e ainda deu pra perceber de onde a gente estava vindo e retornar. Conseguimos sair dali. Voltamos pro ponto de ônibus! Dica: se a coisa estiver assustando, é bom não insistir. Isso aqui, pra mim, estava mais difícil que o Tongariro!

Voltamos ao ponto de ônibus. Passou um senhor, morador da região. Ele nos animou e nos acompanhou para continuar a subida, desta vez pela calçada, acompanhando a pista. Foram mais 700 m de caminhada, mas numa subida tranquila. Logo chegaríamos à Lookout Road.... Agora sim! Ufa! Chegamos ao topo!


vídeo: visão do topo do Mount Victoria após quase se perder no mato


A vista é realmente bonita! 

Dá pra ver toda a região em que andamos nos dois dias, o Waterfront e a Wellington Harbour. Mais ao longe, podemos ver o cais de onde partem e chegam os Ferrys que fazem a ligação com a Ilha Sul da NZ. 

Do outro lado dá pra ver o aeroporto, onde estaríamos na manhã do dia seguinte.

a vista que tivemos, do alto do Mount Victoria

foto de uma panorâmica da cidade, em dia de céu azul. Não tivemos essa sorte nesses dias. Quem sabe da próxima vez?

Vale a pena ir lá nesse mirante; mas de carro a gente sofreria menos para subir! Há um pequeno estacionamento no local.

Mas, com uma vista bonita assim, fizemos, em grande estilo, a despedida de uma cidade com tanta coisa interessante como Wellington. Mesmo com muita chuva, gostamos de ter conhecido a capital kiwi!

No dia seguinte, começou a segunda grande etapa de nossa viagem: a Ilha Sul!

Na próxima postagem desta viagem pela Nova Zelândia, voaremos para Christchurch, na Ilha Sul, onde embarcaremos em um motorhome, iniciando uma jornada ainda maior e imersiva na natureza!!!

Veja os outros posts já publicados desta série sobre a Nova Zelândia:



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Rodrigo S J

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