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Relato de viagem à Nova Zelândia: Dias 5 e 6 - Waitomo Caves e Rotorua

Viajando pela Nova Zelândia: Waitomo e Rotorua
Waitomo Caves e Rotorua
* Este post é parte de uma série completa sobre a viagem de 38 dias dos amigos Rodrigo e Elis à Nova Zelândia


Veremos, nesta postagem, alguns cenários fascinantes e místicos da Ilha Norte! Natureza exótica e o melhor lugar para conhecer a cultura Maori!

Para rever o que foi publicado antes, deixamos os links a seguir:


5º dia – 30/setembro/2017 – Waitomo Caves 


Acordamos bem cedo, com a ideia de ir logo comprar nossos ingressos para ver as cavernas de Waitomo.

Waitomo Caves e Rotorua
Waitomo Hotel, um hotel histórico, onde dormimos

Passamos no I-Site, e logo depois, fomos para o Centro de Visitação das Waitomo Caves.

Resolvemos fazer um combo dos 3 passeios mais básicos. Tivemos opção de compra-los no I-Site, o information center de Waitomo. Porém, acabamos por preferir comprar direto no Centro de Visitação, pois nos foi informado que somente lá é que poderiam aplicar o desconto do cupom que encontramos na revista Arrival. Lembram da dica dos cupons de desconto???

Os passeios, todos guiados, podem ser comprados em um combo em que o valor individual de cada um acaba saindo mais em conta. Quando fomos, sem o desconto, este combo sairia por 95 NZD por pessoa. Acho que pagamos algo em torno de 76 NZD por pessoa com o desconto.

Centro de visitação em Waitomo Caves

vídeo do Centro de Visitação em Waitomo Caves

Sobre o Centro de Visitação, é um prédio moderno, com arquitetura que se harmoniza com a natureza do local. Tem ótima estrutura, com banheiros, uma lanchonete e restaurante. O estacionamento é amplo e fica do outro lado da pista, havendo um túnel para atravessar e chegar ao Centro.

Mas por que, afinal, as tais cavernas de Waitomo são tão famosas? Além das belas formações geológicas, há a presença de vermes luminosos (glowworms) que formam um efeito de um céu estrelado no interior das cavernas.

Então, comprados os passeios, o pessoal da bilheteria nos informou sobre os horários de cada um, de modo que conseguíssemos fazer todos neste mesmo dia. Eles que escolheram, para nós, a ordem dos passeios, conforme a disponibilidade de horários.

Fiquei tranquilo, pois uma preocupação minha era sobre como iríamos organizar nosso horário neste dia. Então, a partir daqui, foi só aproveitar!

Ruakuri Cave

Fizemos, inicialmente, o passeio para o Ruakuri Cave, que leva, no todo, 2 horas. Este é o único passeio acessível para cadeirantes, já que os outros dois contêm escadas.

Neste primeiro passeio, um veículo nos buscou no próprio centro de visitação onde tínhamos acabado de comprar nossos ingressos.

Entrada para a Ruakuri Cave

Descida em espiral – escuridão total lá embaixo

Chegando ao local, o passeio começa a partir de uma entrada construída e, após, com a descida de um fosso com uma ladeira em espiral.

Lá em baixo, começamos a andar até partes mais interiores da caverna, onde já era possível ver os pontinhos azuis que são os pequenos vermes glowworms.




É um passeio para curtir mais do que fotografar. 

Por melhor que seja a câmera, em geral é assim que se dá para registrar os vermes luminosos no escuro. Ao vivo é bem mais bonito! 

São pequenas luzinhas azuis. Pontinhos bem pequenos, mas que no escuro formam um efeito bem interessante parecendo um céu de estrelas. 

neste passeio, o guia ilumina com a lanterna para podermos ver como é - os vermes tecem esses filamentos nas paredes da caverna

É um passeio bem tranquilo e instrutivo. 

É possível ver como são as cavernas com total escuridão (quando nos encantamos com os pontinhos azuis) e com luzes que iluminam o ambiente para mostrar como é.

Os glowworms tecem filamentos com gotículas que também são coisas interessantes e que nunca tínhamos visto. É permitido tirar fotos sem flash. Mas é quase impossível conseguir registrar como são os pontos no escuro, exatamente como ocorre com estrelas no céu. Somente indo lá para ver!

muitas formações de estalactites - temos que usar a mochila para frente para não causar nenhum acidente

Terminado o passeio, um veículo levou o nosso grupo de volta ao Visitor Center.

Aranui Cave


O segundo passeio do dia iniciava logo em seguida. 

Foi o Aranui Cave, e iniciou-se ao meio dia. Precisamos ir, primeiro, com o nosso carro, até o local, que ficava a 3 Km do Visitor Center.

entrada para a Aranui Cave - o guia até participou na foto!

Este passeio começa com uma trilha curta. 

Feita a trilha, entramos na caverna Aranui, acompanhados de outro guia.

Entrando na caverna!

Foi o passeio onde pudemos ver as mais bonitas formações geológicas. Parecem coisas de outro mundo! 

Um passeio bonito, que, em minha opinião, se assemelha com outros passeios típicos de caverna, como o que temos em Gruta de Maquiné-Cordisburgo-MG. 

No Aranui não é comum ver tão bem os gloworms. Neste passeio, que durou em torno de 1 hora, também foi possível tirar fotos.




Dica fotográfica: com o flash do celular (que é uma coisa que normalmente não resolve nada em ambientes grandes) as fotos ficam muito mais bonitas, pois aqui a iluminação do local é bem tênue, e aqui é um caso raro em que o flash do celular faz sim a diferença. Não deixe, então, de usar o flash do celular se vier aqui!

Waitomo Glowworm Caves


Voltamos ao Visitor Center. De lá seria a partida para o terceiro passeio, o Waitomo Glowworm Caves. Este é, dos três, o que não é permitido tirar fotos. Também é, com destaque, o passeio em que vemos  a maior quantidade de glowworms!!!

Antes, porém, almoçamos um macarrão ali no restaurante do Visitor Center, pois já estava no meio da tarde e depois esperamos mais um pouco até a hora marcada.

O destaque é um breve passeio de barco por um lago dentro de uma caverna. Essa parte dura pouco. Deve ter sido menos de 15 minutos, mas é encantador, muito tranquilo mesmo. Não tem nenhum risco ou característica radical.

Acho que seria esta a experiência mais próxima de se estar dentro do filme Avatar, com um céu de pontos azuis por toda parte! Uma coisa pra entrar na memória! Pelo menos pudemos comprar uma daquelas fotos que eles fazem para vender pra gente, que exagera um pouco no tamanho dos pontinhos, mas reproduz um pouco da lembrança do lugar.



Como é proibido fotografar, compramos um livro com fotos do lugar. Essa foto aqui dá uma ideia de como é. Mas aí está editado. 

Diferente da foto, os pontinhos são bem pequenos e azuis, mas numa quantidade bem maior do que aparece aí.



lugar onde o barco sai da caverna
Nossa conclusão é que Waitomo Caves é sim uma atração cara na NZ. Mas preenche um dia todo, com a possibilidade de ver uma coisa 100% natural e bem exótica. Achamos que vale a pena, para enriquecer a viagem à NZ como experiência de contemplação da natureza.

Para quem quiser mais emoção (e, claro, tiver um orçamento mais folgado na viagem), pode-se ainda contratar outros passeios mais sofisticados e extensos. Há o Black Labyrinth, que é uma experiência de flutuação sobre bóias, através do rio e lagos que existem dentro das cavernas, uma espécie de rafting. E há, ainda, o Black Abyss, que inclui rapel e tirolesa dentro das cavernas!

Marokopa Falls

Marokopa Falls

Saímos de Waitomo Caves satisfeitos e fizemos um bate-e-volta para ver mais duas atrações naturais da região. Primeiro, seguimos pela Te Anga Road, rumo a oeste, a 37 Km de Waitomo, para ver a segunda cachoeira da nossa viagem.

Parando em um pequeno recuo na beira da estrada, saímos para ver a Marokopa Falls. No local, não há banheiros disponíveis. A partir do estacionamento, uma trilha fácil, de 15 minutos de caminhada e com alguns degraus em descida, leva ao lookout para ver a bela cachoeira de 35 m de altura. Ao chegar lá, ainda havia um belo arco-íris!

vídeo – trilha até a Marokopa Falls – correção: o nome é Marokopa, mas eu falo errado 3 vezes durante o vídeo...a essas alturas, já estava me confundindo com esses nomes difíceis...kkkk...

Saímos de lá às 17 hs e voltamos pela mesma estrada em que viemos, como se estivéssemos voltando para Waitomo Caves. 

Fomos ver mais uma atração geológica da região.

Mangapohue Natural Bridge Walk


A Mangapohue Natural Bridge Walk é uma trilha em loop de 700 m (20 min), numa caminhada fácil, percorremos um canyon que, ao final, nos presenteia com a visão de um impressionante arco natural de pedra, com 17 m de altura. 

É quase um Arco do Triunfo todo feito de pedra pela natureza!

Onde fica: A trilha começa em Te Anga Rd, a 25 km da Waitomo Village.

 vídeo: chegando ao arco de pedra

a trilha, debaixo do arco de pedra

Saímos de lá rumo ao nosso destino para os próximos dias, a cidade de Rotorua. Chegamos ao anoitecer.

6º dia – 1º/outubro/2017 – 1º dia em Rotorua

Localizada na margem sul do lago com o mesmo nome, Rotorua é o principal destino turístico da Ilha Norte!

I-Site de Rotorua


até a ciclovia tem a pintura de um rio e uma trilha na natureza!

O grande destaque são os fenômenos vulcânicos e termais. Chega a ter um cheiro característico no ar, de enxofre que emana da terra, que parece um pouco com um leve cheiro de ovo cozido (alguns dizem que é cheiro de ovo estragado). Mas nada que chegue a incomodar ou fazer mal.

A cidade também é referência para esportes de aventura e diversões ao ar livre.

Também é o melhor lugar para se ter contato com a cultura Maori. Dedicamos, assim, 3 diárias aqui.

Ficamos no Astray Motel & Backpackers, um hotel bem localizado, bem próximo ao Centro, e com possibilidade de estacionar gratuitamente. O pessoal da recepção nos forneceu vários cupons de desconto, o que nos ajudou a economizar em muitas das atrações pagas de Rotorua!

Te Puia 


O dia amanheceu chuvoso. O primeiro lugar onde fomos foi o Te Puia

Fica um pouco na saída sul da cidade, e precisamos do carro para ir até lá. Fizemos o “day time experience”, e, apesar de parecer, à primeira vista uma atração cara, valeu super a pena! Também já aproveitamos desconto de um cupom aqui.

O nome, em maori, do lugar onde está Te Puia. Pronuncie quem for capaz!

uma canoa maori

típico estoque de alimentos dos maoris

riquíssimos entalhes maoris em madeira

O local tem muita coisa para ver!!! Acabamos ficando lá dentro quase 5 horas!!!

É uma verdadeira aula de cultura maori e oportunidade para ver as forças geológicas da Terra de um modo que não estamos acostumados!

Os maoris são descendentes de povos da polinésia. Foram os primeiros habitantes da NZ. O local contém a reprodução de uma pequena vila maori. Além disso, há uma típica canoa e um monumento em cobre que representa a whatarangi, as estruturas onde os maoris estocavam alimentos. O local ainda conta com restaurante e uma loja bem completa. Saí de lá com um livro de fotos da NZ.

No Te Puia, já entramos aguardando um espetáculo de danças e músicas maoris, que é realizado com horas marcadas num bela casa com arquitetura maori, a Te Aronui-a-Rua.

Eu imaginava que fôssemos ver, em síntese, às danças de guerra dos maoris, que são muito famosas na NZ, a Haka (que é feita até pelos atletas dos times do país - os All Blacks, assim chamados por causa do uniforme preto - antes de jogos, para impor respeito do adversário), em que os guerreiros fazem expressões que dão mesmo medo, arregalando os olhos e pondo a língua para fora!

o palco de apresentações da cultura maori

frente a frente com um guerreiro maori!

Teve as danças de guerra, mas houve muito mais do que isso, e foi realmente muito bonito e emocionante.

vídeo: música Pokerakare Ana, um hino dos Maoris! Muito bonito!


Dica: mais informações da música, com letra traduzida para o inglês: aqui. Há outras versões muito bonitas no You Tube!

No final, chamaram voluntários para tentar aprender os movimentos maoris. E então foi a minha vez de tentar...

vídeo: Saí do Te Puia com o meu treinamento maori completo! Vejam só como é!


O Te Puia, porém, vai bem além...

Em um tour autoguiado (pegamos mapinha na entrada - disponível em português aqui - e fomos seguindo os pontos), nos deu a possibilidade de ver, de pertinho, lama em ebulição, poços de sedimentos que faziam barulho de fervura, e um geiser natural em atividade tempo integral, o Pohutu Geyser. É um fenômeno espetacular! 

Fizemos a volta completa no parque, o tempo todo debaixo de chuva.


vídeo: piscina de lama incandescente – a lama parece viva, borbulhando de vários pontos!


vídeo: Geiser Pohutu – chegando perto, em meio à fumaça... a área ao redor parecia um caldeirão de fumaça!


vídeo: Geiser Pohutu – área com a melhor visão do gêiser, atrás da coluna de fumaça


vídeo: as panelas de vapor onde os maoris cozinhavam

no Te Puia, a gente faz um passeio bem no meio de uma área com atividade geotermal, andamos em meio a lagos fumegantes


os Maoris usavam o vapor quente para construir fornos a vapor, onde assavam os alimentos

sai fumaça de tudo quanto é lugar... até debaixo das pedras! Foi até bom para nos aquecermos neste dia frio e chuvoso!

Government Gardens


Após o Te Puia, voltamos de carro para o hotel e passamos a andar um pouco para conhecer a cidade. 

Nossa impressão de Rotorua foi ótima. Uma cidade de construções baixas e que, na época, estava toda florida, cheia de tulipas. 

Falando em flores, o melhor lugar para vê-las, nesta época foi o Government Gardens, bem perto da região central. E fomos para lá.






Originalmente conhecido como Paepaekumana, os Jardins Governamentais estão situados à beira do lago no centro de Rotorua. 

Possui belos jardins, em geral ficam floridos durante a primavera. 

Dentro dos Gardens está o Rotorua Museum (entrada paga) , que fechou para reformas após um terremoto ocorrido em novembro de 2016.


Rotorua Museum

O museu é belíssimo, e um dos cartões postais de Rotorua. Ficamos ali tirando fotos até as 18hs. Estava fazendo um vento forte e um pouco frio, ameaçando chover mais. Voltamos para a cidade, passando antes no supermercado, para comprar nossa comida, aproveitando que Rotorua é uma cidadezinha, e dispõe de grandes mercados, diferente de Waitomo e Hahei.

Este foi o primeiro momento em que nos atentamos para um fato que é comum em quase toda a Nova Zelândia (acho que a exceção só fica mesmo para Auckland). Era 18:30 hs, ainda dia claro, em uma cidade considerada turística e de médio porte (nos padrões da NZ), mas tudo, tuuudo, estava fechado (exceto os supermercados).

Essa é uma coisa que nos desanimou um pouco em primeiro momento, pois acabamos ficando sem chance de ter um restaurante ou lojinhas para ver algum souvenir. Fecha tudo cedo! Porém, isso ilustra o modo kiwi de viver. Não ficam se matando de trabalhar como no Brasil ou em outros países. E a cidade fica vazia. Parece que o pessoal vai pra casa descansar, ou então sair pra andar de bike, fazer trilha, navegar, etc...Isso nos dá muito o que pensar a respeito de qualidade de vida!!!

Então, como não tinha mais nada para entrar e conhecer, nem restaurante onde pudesse comer, e o frio só aumentava, a Elis resolveu ir para o hotel. Eu quis ainda andar um pouco para ver mais ruas, tirar fotos das belas flores que estavam para todo lado, naquela cidade, já naquela hora deserta...Uma coisa estranha, mas bela! Voltei ao hotel alguns minutos depois, ainda antes de escurecer.


cidade deserta depois das 17 hs! Coisa típica da NZ!

Na próxima postagem desta viagem pela Nova Zelândia, mostraremos muito mais das inúmeras atrações de Rotorua, e prosseguiremos a viagem pelo interior da Ilha Norte até chegar em Taupo!

Veja os posts já publicados desta série sobre a Nova Zelândia:

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Rodrigo S J

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