23 de agosto de 2018

Relato de viagem à Nova Zelândia: Dias 1 e 2 - Auckland

Relato de viagem à Nova Zelândia: Auckland
* Este post é parte de uma série completa sobre a viagem de 38 dias dos amigos Rodrigo e Elis à Nova Zelândia

Começando pela maior cidade da Nova Zelândia e, normalmente, o ponto de chegada ao país para a maioria dos viajantes que vêm de tão longe: Auckland!

Para rever o que foi publicado antes, deixamos o link a seguir:


1º dia – 26/setembro/2017 – Auckland – conhecendo as vistas da cidade.

A chegada – saída do aeroporto


Chegamos a Auckland às 5 horas da manhã, vindos do Rio, com conexão em Santiago.

Desembarque do aeroporto, com o tradicional entalhe em madeira ao estilo maori

Apesar da imensa diferença de fuso horário em relação ao Brasil (14 horas a mais, quando fomos), e da longa jornada desde Vitória, Rio, e Santiago (Chile), a empolgação estava ao máximo, tendo em vista que era o primeiro dia de uma grande aventura, então... Nada de sono!

Fomos super bem recebidos no aeroporto por nossa amiga Andreza, que vive lá na Nova Zelândia há mais de 10 anos, e gentilmente nos hospedou na casa dela.

Dica 1: Uma boa forma de sair do aeroporto de Auckland é usar o serviço SuperShuttle, que usa vans que podem levar as malas diretamente até o endereço desejado. Também chegamos a usar o Uber, em outra ocasião de chegada a Auckland (quase no fim da viagem), que funciona bem por lá, embora seja um pouco caro.

Dica 2: Notamos, também, que o aluguel de um carro pode se revelar interessante, pois uma diária pode ser só um pouco mais que o custo de um desses transportes, se o lugar em que se pretende ir for a mais de 20 Km de distância do aeroporto. Foi o nosso caso.

Graças à carona de nossa amiga, fomos a muitos lugares interessantes só neste primeiro dia, mas que certamente demandariam mais tempo se utilizássemos o transporte público.

Este é mais um motivo para o qual se pode considerar alugar um carro logo ao sair do aeroporto. No nosso caso, alugamos no finzinho da viagem, para ir ao aeroporto, dentre outros objetivos, como contarei no final desse relato.

Hospedagem em Auckland


Ficamos na casa de nossa amiga, em Mission Bay, um lugar bem tranquilo e cheio de casas, servido por ônibus que em meia-hora chegava ao Centro de Auckland.

Hoje penso que um bom local para se hospedar em Auckland, se fosse preciso ficar em hotel, seria em algum lugar não muito longe do Centro, mas que tivesse possibilidade de estacionar um carro.

Embora tenhamos pesquisado e pensado, de início, que as proximidades da principal rua, a Queen Street (no Centro, único lugar de Auckland onde se pode ter um trânsito típico de cidade grande, com certo stress e dificuldade de trafegar em alguns horários) poderia ser também, um bom local de hospedagem, notamos que uma forma ágil de conhecer muita coisa da cidade é mesmo de carro.

Os nossos primeiros passeios em Auckland


Uma proposta muito interessante, e pra quem já quer fazer caminhadas longas em Auckland, é a Coast to Coast Walkway, em que se atravessa a cidade de um lado a outro (e dá pra dizer, com isso, que você atravessou a NZ de um lado ao outro a pé 😃, pois Auckland fica numa das partes mais estreitas do país).

Era uma das minhas ideias, mas nossa amiga nos levou de carro aos principais pontos que se encontram ao logo dessa travessia.

Neste primeiro dia conhecemos alguns dos muitos vulcões adormecidos que estão dentro e ao redor da cidade, e curtimos muitas vistas bonitas, mesmo com o tempo nublado.

Cornwall Park e One Three Hill


O primeiro lugar onde fomos foi o Cornwall Park.

É um parque enorme, com estacionamento gratuito. Ainda tinha algumas cerejeiras florescendo nessa época do ano. Foi diferente de um parque qualquer, pois transmitiu algo que é típico da NZ, que é justamente uma sensação diferente de estar numa fazenda. Aqui encontramos pastos cercados dentro mesmo do parque, com ovelhas e até bois cabeludos!

Parece uma fazenda, mas é um parque bem no meio da maior cidade da NZ



No topo desse parque está o One Three Hill.

É um morro com um obelisco no topo. Tem uma ampla vista da cidade. O nome desse morro é porque havia um pinheiro solitário que cresceu no cume. A árvore, porém, foi derrubada por operários como ato de manifestação em protestos, em 1852 e todas as tentativas para restabelecê-la não tiveram sucesso.




Desde os anos 1940, no lugar da árvore original, o obelisco é que está lá, construído próximo à sepultura de John Logan Campbell, quem presenteou Auckland com o parque. Interessante que o morro é também nome de uma música da banda irlandesa U2, que a fez em homenagem a um amigo neozelandês da banda.

Mount Eden


Em seguida, fomos ao Mount Eden, ainda mais interessante, pois aqui é um vulcão inativo que também virou parque, e que tem, no topo, sua grande cratera hoje toda coberta de grama.

cratera do Mout Eden


Foi uma coisa bem diferente de se ver, pois não é sempre em que vemos um morro que conserva tão bem o formato de um vulcão, e ainda mais dentro de uma cidade. Também é um local de acesso gratuito, embora tenha menos espaço de estacionamento. Demanda que se caminhe um pouco mais. Mas é uma subida tranquila, também com uma vista muito bonita da cidade, e é mais próximo do Centro em relação ao One Three Hill.

Devonport e Mt Victoria


O terceiro lugar que conhecemos em Auckland foi o agradável bairro Devonport, do outro lado da Baía de Auckland.

Para tanto, atravessamos de carro a bonita ponte Auckland Harbour Bridge. Mas outra forma que parece ser um passeio bem interessante, mas não fizemos, seria atravessar a baía nos barcos ferry, que partem do terminal no Centro, próximo ao terminal intermodal de transportes urbanos, o Britomart.

Centro de Auckland, visto de Devonport

Falando em Devonport, é um bairro muito tranquilo, com um casario histórico e locais ótimos para relaxar, como um parque que encontramos próximo ao terminal de balsas, ao lado da Victoria Road. Um dos lugares mais bonitos e bem cuidados de Auckland!

comércio na Victoria Road, em Devonport

Ali, demos uma pausa para almoçar e experimentar pela primeira vez um dos pratos típicos da Nova Zelândia e dos países de origem britânica, muito fácil de encontrar em todo país, e adoramos: Fish and Chips! O peixe frito com batata frita, que lá eles comem com “tomato sauce” (apesar do nome, não é molho de tomate, mas sim o famoso ketchup).

E pra acompanhar, o refri clássico de lá: L&P (Lemon & Paeroa), um refri de limão muito bom e refrescante! Tome conta do seu lanche, pois os pássaros de lá parecem saber que o prato é muito bom! Dica: Esse foi, logo de cara, um dos melhores Fish and Chips que comemos em toda a viagem. Compramos no Catch 22 (visto na foto aí de cima). Eles têm sempre mais de um tipo de peixe. Sempre pedimos o tipo mais barato, mesmo assim sempre foi gostoso.

Fish and Chips – nossa comida preferida na NZ

Um piquenique típico da Nova Zelândia

Os passarinhos, sempre presentes, ficaram de olho no nosso lanche!

Finalizado o lanche, observamos a vista privilegiada do waterfront de Auckland, ao longo da Queens Parade. É de onde se tem a vista clássica com os prédios altos e a Skytower.

Quer uma vista ainda melhor? Por que não? Aproveitamos que já estávamos ali em Devonport para subir de carro o Mount Victoria. É uma subida bem sinuosa.

Foto do Centro de Auckland (ao fundo), do alto do Mount Victoria

Do outro lado, vista do vulcão Rangitoto, situado dentro do mar, bem perto de Auckland

De lá de cima a vista é espetacular da cidade, e também do enorme vulcão Rangitoto, que se ergue em pleno mar, próximo da cidade, do outro lado (lado do mar). Pena que tivemos que sair logo de lá... Começou a chover forte nessa hora... E optamos por encerrar os passeios do primeiro dia... Mas conseguimos ter uma primeira noção muito boa da cidade!

Voltamos para a casa da Andreza e, de noite, fomos ao nosso primeiro supermercado em terras kiwis. E lá aproveitamos para comprar outra delícia que é comum por lá! Pie! Isso aí! É uma tortinha assada, e existe com recheios variados. A massa não é muito espessa. Então é até uma refeição leve. Basta botar no forno, e pronto! Fim da fome! J

2º dia – 27/setembro/2017 – Auckland – andando pela região central

Neste segundo dia, já estávamos finalmente recuperados do cansaço da viagem. Hora de começar a fazer o tempo render mais! Acordamos cedo e pedimos à nossa amiga Andreza para nos deixar perto do parque Auckland Domain. De lá, iniciamos o nosso roteiro para hoje.

Auckland Domain

Próximo da área central é um dos parques mais antigos de Auckland, contendo esculturas, jardins formais (os Winter Gardens) e o Auckland Museum.


Winter Gardens

Enquanto o museu não abria, visitamos primeiro os Jardins de Inverno, com abertura, naquele dia, às 9 horas da manhã. Entramos lá, então, com ideia de preencher o tempo enquanto não dava para ver o museu. Mas foi uma agradável surpresa, e que, com certeza valeu a pena visitar!







Além de gratuito, tem uma variedade enorme de flores de todas as cores! Também tem um belo jardim externo com esculturas que simbolizam as quatro estações!

Auckland Museum


Às 10 horas da manhã, estávamos na porta do Museu de Auckland. É uma construção que se destaca no topo do Auckland Domain. Foi construído em 1929 para celebrar o fim da 1ª Guerra Mundial, sua fachada neoclássica é inspirada nos templos gregos.



O térreo é dedicado aos povos da NZ, tanto maori como descendentes de europeus.




a riqueza de detalhes nas casas e canoas dos maoris

O 1º andar fornece informações sobre a terra e sua história natural, e o 2º andar focaliza a NZ na guerra e o modo pelo qual se moldou a identidade do país. Em alguns horários, é possível assistir ao Cultural Maori Show, ao qual paga-se à parte.

O kiwi, símbolo do país

memórias de guerra

É um museu que tem entrada paga de 25 dólares neozelandeses (NZD), mas que vale a pena, sobretudo para quem não for ver outros museus do país no mesmo nível, como o Te Papa, em Wellington, ou o Canterbury Museum, em Christchurch. Foi nossa primeira oportunidade para perceber como os kiwis tratam com o devido respeito as informações sobre a cultura dos antigos povos maori; permitindo-se observar a riqueza de detalhes nos entalhes em madeira de suas construções e canoas. Também se percebe aqui, a importância que eles dão à história do país, mesmo que recente, lembrando com dignidade a participação nas Grandes Guerras.

Notamos que o museu é bastante educativo para as crianças, conscientizando muito bem sobre as atividades geológicas comuns no país. Deste modo, conta também com um pequeno simulador de terremoto onde observamos, dentro de uma casa, como seria a visão, em um filme fictício, do vulcão Rangitoto entrando em erupção!


simulador de vulcão

Saindo do museu, descemos rumo à região central da cidade. Na encosta noroeste do parque, praticamente ao lado do Auckland Bowling Club na Grafton Mews Road, havia algumas cerejeiras que estavam florescendo nesta época.

Saímos do Auckland Domain e andamos a pé até a Universidade de Auckland. Lá, aproveitamos para comer um taco, nas mesas junto aos estudantes.

Albert Park

Continuando a caminhada, passamos pelo Albert Park. Localizado na área central da cidade, é um parque urbano gratuito, com árvores nativas, jardins, fonte, estátuas, obras de arte e memoriais.



Uma pena que passamos rápido por ele. Não andamos tudo, pensando no tempo que já estava passando rápido.

Auckland Art Gallery


Em seguida, entramos nesta galeria de arte, adjacente ao Albert Park, e com belíssima arquitetura. O destaque é para a entrada do prédio, com detalhes bonitos e de linhas modernas, em madeira.



A entrada lá é gratuita. Mas não estava havendo, no entanto, nenhuma exposição que se destacasse. Então valeu só pra conhecer rapidamente.

Queen Street

Andamos, então, para conhecer a Queen Street. É a principal via da cidade. Nada de muito amplo comparada com outras grandes avenidas que conhecemos pelo mundo. Tem aproximadamente uns 2 km e em sua parte final é bem enladeirada. Vai descendo bem até metade quando se torna mais plana, até chegar de frente ao waterfront.

região da Queen Street, o coração de Auckland



Conhecemos a ampla Aotea Square, uma praça aberta em 1979 e usada para concertos ao ar livre, assim como para mercados e manifestações políticas. Destaques para a Prefeitura (Town Hall), o Aotea Centre (centro de convenções) e para o Civic Theatre (local de apresentações musicais e de dança).

Quase no final da rua (parte mais alta), achei uma ótima loja de música, a Real Groovy, com destaque para discos de vinil. Na metade da rua, encontramos muitas opções de casas de câmbio. Ali, trocamos os dólares americanos na Travel Money, como já falei.

Na parte mais baixa da avenida, há lojas de souvenirs, como camisas, bonés, imas de geladeira e pequenos enfeites. No entanto, achei as lojas daqui mais caras do que vi em outros lugares do país, e mesmo em Christchurch, na Ilha Sul. Pra mim, isso foi uma surpresa, pois eu estava com a ideia de que tudo na ilha sul seria mais caro.

Feita a caminhada pela Queen Street, descemos em direção ao mar e fizemos então a caminhada por toda a região do waterfront.

Viaduct Harbour & Wynyard Quarter


Nesta região bem agradável de Auckland, fizemos uma caminhada à beira mar. A região do antigo porto comercial até hoje está se transformando, com construções de luxo onde se tem apartamentos, lojas, iates, museus (como o Maritime Museum, que acabamos não conhecendo), hotéis renomados, e muitos barcos deslumbrantes, alguns de corrida, como aqueles que disputaram competições como a America’ Cup.




É uma região por onde vale a pena a gente fazer uma caminhada e relaxar. Até uma pequena biblioteca pública em um contêiner encontramos por lá. Há, também, uma ponte para pedestres que abre para os barcos passarem de e para o mar.




Auckland é certamente uma cidade que interage com o mar, tem um grande número de embarcações. E as pessoas de lá vivem nesse contato com a natureza ao ar livre, faça chuva ou sol. O waterfront é uma região imperdível em Auckland, e um local onde se tem mais uma linda vista da cidade!

Uma dica dessa região é uma sorveteria simplesmente fantástica, a GiapoOs sorvetes são deliciosos! Comemos um de chocolate com grãos de cacau crocantes...Chocolate Evolution! 

sorvete delicioso e muito surreal



Os cones especiais são uma atração à parte, verdadeiras obras de arte, para quem quiser ter uma experiência ainda mais divertida, e há até um cone com moldura de biscoito com chocolate para você fazer foto selfie com o sorvete!






Deixamos de subir a Sky Tower neste dia por causa do tempo. Diferente do primeiro dia, em que choveu forte, hoje ficou o tempo firmou, mas insistiu em continuar nublado. Deixamos essa atração para nosso retorno a Auckland, após o giro que teríamos, nos próximos dias, pelo país.

Próximo à região do Britomart, pesquisei, no Google, um meio de transporte para voltar, e embarcamos num ônibus, já de noite, de volta para a casa de nossa amiga Andreza.

Nas próximas postagens, vamos pôr o pé na estrada e começar a descobrir muito mais da Nova Zelândia!

Veja também os outros posts desta série sobre a Nova Zelândia: 

Introdução


2 comentários:

  1. Esse peixe frito com batatas fritas deve ser uma delícia!

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    Respostas
    1. oi Gladson! Sim! O Fish N Chips é praticamente sem erro na Nova Zelândia! Degustamos essa delícia muitas vezes!

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