11 de maio de 2017

10 conselhos de uma mãe de muitas viagens

Kyoto, no Japão
com o nosso pequeno viajante em Kyoto, no Japão
* Este post faz parte de uma blogagem coletiva (quando vários blogs amigos escrevem sobre o mesmo tema) e, no final do texto, vocês encontrarão a lista completa dos amigos que participam desta! 

Muitas pessoas começam a ler este blog justamente naquela fase dramática - pela qual nós também passamos - de decidir se chegou mesmo a (assustadora) hora de encomendar um pequeno viajante, e de descobrir se um bebezim choronicas e ramelento não vai "atrapalhar" todas as viagens que você planejou para os próximos 10 anos

Bom, se você chegou aqui no #felipeopequenoviajante, já deve saber alguma coisa sobre o "currículo viajante" do nosso pequeno, então dá para afirmar que nós somos a prova viva de que não, um bebê não é capaz de arruinar uma carreira de viajante. Mas pais equivocados podem, sim, acabar com uma vida inteira de lindas viagens em família se não "começarem bem". 

Então aqui vão algumas dicas de uma mãe de muitas viagens - aquelas dicas que são verdadeiros "conselhos de mãe", que só uma mãe viajante pode dar para outra. 

Se você já é uma mãe viajante inveterada, não vai encontrar nenhuma fórmula mágica no texto abaixo - mas somos todos-ouvidos se quiser compartilhar conosco a sua receita milagrosa na nossa caixa de comentários abaixo 😉

Ah, e antes de começar, uma dica prévia para quem tem compulsão por viajar e ainda não é mãe: escolha cuidadosamente um parceiro-viajante para ser o pai do seu filho! Sim, porque encontrar um viajante para casar é fácil, difícil é encontrar um viajante que seja parceiro nas viagens, na vida e nos cuidados com o seu pequeno viajante! 

Claro que isso não é pré-requisito - dá para ser mãe-solteira viajante, mãe-divorciada viajante, mãe-que-viaja-sozinha-com-filho...tudo é possível - mas é inegável que um parceiro-viajante facilita bastante as coisas hehehe...eu não nego que só sou uma mãe-viajante tranquila porque tenho o melhor pai-viajante do meu lado.


não basta ser pai - tem que carregar o pequeno viajante na mochila!

1 Você não precisa se encaixar

Eu não sou o que a maioria das pessoas consideraria uma mãe-padrão

E isso não significa que eu seja uma má-mãe - pelo contrário: ao afirmar que eu não sou uma mãe-na-média eu estou, em verdade, muito desavergonhadamente, me auto-elogiando. 

Então, aqui vai meu primeiro conselho de mãe de muitas viagens: você não precisa se encaixar num padrão, nem como mãe-trabalhadora, nem como mãe-mulher, nem como mãe-do lar, nem como mãe-na escola do filho, e muito menos como mãe-viajante. 

Cada mãe é única, e cada mãe-viajante sabe (ou pelo menos deveria ser responsável o suficiente para saber) o que é melhor para o seu pequeno viajante. 

Permita-se sair da caixinha, da forma. 

Ouça o pediatra da sua confiança, e não deixe o resto do mundo te aterrorizar com milhares de conselhos como os que eu vou te dar neste post

Nenhum bebê vai morrer se você tiver que trocá-lo no porta-malas de um carro ou num banco de praça; nenhuma criança vai ficar traumatizada para sempre se não comer arroz com feijão durante um mês. 

Se você está tranquila de que está sendo a melhor mãe possível, tudo fica mais fácil. Lembre-se: você não precisa se encaixar no molde, ser igual às outras mães - seja a melhor versão de si mesma. 

E ponto. 

comida asiática não arranca pedaço

adquirindo anticorpos na troca no banco de praça canadense

2 A maternidade pouco muda o tipo de viajante que você é

Isso - essa minha falta de padrão - não nasceu junto com a maternidade: eu sempre fui uma viajante light, despreocupada, insaciável e curiosa, e a maternidade simplesmente não me mudou

Sim, depois que o Lipe passou a integrar a nossa trupe, começamos a procurar albergues com banheiro privativo, mas não abandonamos os albergues; sim, passamos a comer melhor durante as viagens, mas não abandonamos um bom McDonald's às vezes; sim, incluímos dezenas de pracinhas nos nossos roteiros, mas continuamos fazendo "programas adultos" também, nem que seja necessário se revezar.  

Segunda dica, portanto: a maternidade vai mudar muito pouco o tipo de viajante que você é. Se você já não gosta muito de viajar hoje, com filho vai gostar um pouco menos. Se você é uma viajante incurável, não se preocupe: a maternidade só vai exacerbar essa sua característica, pois você vai querer mostrar o mundo ao pequeno e voltar a todos os lugares onde já esteve, desta vez com ele. 

A única coisa que realmente precisa mudar - e isso não só depois de ter um filho na bagagem, mas é um exercício que todos nós, seres viajantes, precisamos fazer a cada viagem - é segurar a ansiedade de querer abraçar o mundo

Eu sou a típica viajante "já que" - já que estou aqui, será que não dá para ir ali, tão pertinho...já que estou na Índia, 'preciso' ver o Taj Mahal. 

Não dá. 

Ou melhor, dá, mas a viagem vira uma maratona. Slow travel é vida, e isso não é verdade só para quem tem um pequeno mochileiro a reboque - é pra todo mundo, uma meta para cada viagem. 

A maior prova disso é que, embora a minha compulsão wanderlústica assumida, eu sei que as nossas melhores viagens foram aquelas em que não tínhamos pressa para nada e que a nossa única obrigação era dormir bem, comer bem, curtir lindas paisagens e ver o pôr do sol juntos todos os dias  😌

levando a vida devagar em Torres del Paine, no Chile

3 Viaje muito com o seu filho

Não lembro de conhecer, pessoalmente, nenhuma outra mãe que tenha arrastado o filho de 7 anos por 50 países espalhados por 5 continentes, 23 deles viajando de motorhome

Ou cujo filhote tenha voado 110 vezes

Com certeza existem muitas mães-destemidas-e-mochileiras mundo afora, e eu só não as conheço pessoalmente, porque isso AINDA não é tão comum. As pessoas ainda acreditam que a maternidade é o fim de uma vida-viajante

Não é. 

A terceira dica, portanto, é: viaje muito com o seu filho. Essas serão as melhores lembranças que você vai ter da infância dele, e COM ele - e quando ele não quiser mais viajar com você

"Ah, mas ele nem vai lembrar dessas viagens!?" 

Se você ainda acredita que as crianças não aprendem viajando, que não guardam os momentos felizes passados com os pais na infância em algum lugar muito especial da memória e do coração, lembre-se que, de qualquer forma, VOCÊ vai lembrar. 

E é isso o que importa agora. 

Veja:


aprendendo juntos em Gent, na Bélgica

4 Viaje para onde VOCÊ quer viajar

Também não lembro de conhecer, ao menos pessoalmente, outra mãe que tenha carregado o filho de 2 anos para a Índia (durante as monções!), ou comemorado um aniversário do filhote no trem transiberiano comendo o peixe defumado omul com vodka russa e celebrado outro aniversário do pequeno em algum lugar entre a Macedônia e o Kosovo

Nós já passamos Natais e Réveillons nos EUA, na Argentina, no Deserto do Atacama, na França e na Alemanha. Foram vários dias das mães mundo afora também (Eslovênia, Escócia, Colômbia, Nova Zelândia e Uruguai, para citar alguns). 

O quarto conselho é, consequentemente, viaje para onde VOCÊ quer viajar. 

Você PODE fazer diferente. Pode ir para outros lugares. Não precisa ser "igual a todo mundo". 

Eu sei que a regra é hotel-fazenda, resort no nordeste ou no Caribe, Disney na Flórida ou Califórnia, talvez o conforto de um navio, ou as capitais européias. Eu sei que você PRECISA colocar atrações para o seu filhote no roteiro, de preferência um parque temático, afinal, não é isso o que todo mundo faz?!? 

Ok, se esse é o seu sonho. 

Ter um filho-viajante, contudo, não significa que você está LIMITADO a essas possibilidades que eu mencionei acima. 

Se você sonha em conhecer o Laos, você PODE ir lá com o seu filho - te garanto que ele vai gostar tanto de alimentar os elefantes com abacaxis às margens do Rio Mekong, pés afundados no lodo, quanto curtiria o safári 'fake' do parque da Disney Animal Kingdom; se você gostaria de conhecer Fernando de Noronha, é para lá que deve ir: ver os golfinhos pulando no mar lá é muito, mas muitooooooo melhor do que ver o show deles no Sea World

Juro que é!

o pequeno adestrador de elefantes, Luang Prabang

O seu filho vai crescer e vai ter todo o tempo do mundo para fazer e, principalmente, para PAGAR pelas viagens que ele sonha fazer. 

Agora é a sua vez. 

Você é quem está suando para pagar a conta, você é quem está no comando (ainda!), é o seu sonho. 

Se o seu sonho é a Disney, vá, não só pelo seu filhote, mas, principalmente, por você. 

Mas, se o seu sonho é caçar aurora boreal na Islândia, você pode muito bem ir com o filhote, e de campervan. Eu garanto que dá! 

Lembre-se: excetuadas zonas de guerra, não existe lugar "ruim" para ir com uma criança. 

mais um Natal no motorhome, na Alsácia francesa 

engaiolados na montanha dos macacos, no Japão

completando 2 aninhos num trem transmongoliano

o nosso sagrado banho de chuva de cada dia, durante as monções do Sudeste Asiático

5 Comece cedo 

Na minha experiência, nunca foi mais fácil viajar com o Lipinho do que quando ele era um bebezuco tomador de leite e destruidor de fraldas!! 

Quando ele mamava no meu peito (infelizmente foram só 3 meses de leite), eu sempre tinha comida pronta a qualquer hora, em qualquer lugar, e na temperatura ideal. Quando ele dormia no carrinho, a gente podia passar várias horas tranquilas num museu ou restaurante.

Não tinha nenhuma criança com jet lag chateando às 2 da manhã pela senha do wifi do quarto, recém chegados num riad marroquino; não tinha nenhum pestinha reclamando de comer tajine pela 15° vez; não tinha um pequeno chatinho reclamando em plena Tóquio que está com as pernocas cansadas, ou chorando em Madrid porque perdeu o aniversário de um amigo no 'play'. E, principalmente, não precisávamos nos preocupar em conciliar as viagens da família com a escola

Eu sei que muita gente discorda de mim, que alguns bebês são um porre mesmo e só se tornam viajantes tranquilos mais adiante, mas você não tem como descobrir que tipo de viajante será o seu bebê se não experimentar

Dica número 5: não espere ele crescer para descobrir! Tente, experimente! 

Lembre-se: as viagens que você não fez, você não fez. Pode até eventualmente acabar indo para aquele lugar alguns anos mais tarde, mas estará deixando de ir para outro lugar no futuro porque abdicou de ir para lá anos antes com o seu bebê. 

O tempo não volta atrás, e é sempre melhor se arrepender do que você fez do que se arrancar os cabelos por não ter feito. 

Deu medo? Vá com medo mesmo! 


era tão mais fácil passear por Amsterdam quando o Lipe ainda cabia neste carrinho...

hoje em dia, #aos7, em Gouda, precisamos de muito mais jogo de cintura, e força na peruca!

6 Vida de mãe é uma culpa só

A gente (e os outros também, mas isso é só problema deles) se culpa por tudo, o tempo todo. E vida de mãe-viajante é muito pior. 

Nos culpamos por viajar com um bebê tão pequenininho; nos culpamos porque não levamos a mamadeira; nos culpamos porque esquecemos de trocar o nosso bebê-viajante (o passeio estava tão divertido!), e agora ele está todo assado; nos culpamos porque fomos viajar e deixamos o filhote em casa; nos culpamos porque levamos o filhote na viagem durante o ano letivo e ele perdeu aulas; nos culpamos porque não colocamos o casaco e ele ficou gripado. 

Imagina a culpa-monstra da mãe que vai esquiar na Argentina bela e fascinante e deixa o filhote 'sozinho' 2 semanas inteirinhas?? 

E a culpa daquela que deixa o seu pequeno viajante enfiar o pé na roda de uma bicicleta e quase perder o dedinho numa ilha isolada nos confins da Indonésia? 

A culpa é inerente à maternidade e eu sei que não adianta te aconselhar dizendo "não se culpe". O sexto conselho de mãe vem, então, na forma de um "NÃO DEIXE A CULPA TE CONSUMIR OU TE PARALISAR" bem grande, assim mesmo, com letras garrafais. 

Leia também:



na foto, a tragédia anunciada das Gili Islands: ele já não estava com o pé no estribo, mas prestes a enfiar no aro da bicicleta - como é que eu não notei isso naquele momento?

7 Viaje light

Viaje leve. 

Carregue o mínimo de bagagem possível

Sim, viajando com criança, você vai ter que levar ainda MENOS do que levava quando viajava sem crianças. 

Isso incluindo as roupas do seu filho. 

Se ainda não ficou claro, eu desenho: se você costumava levar uma mala de 32kg só para você mesma, agora dê jeito de levar uma mochila de 24kg com todas as coisas do seu pequeno viajante dentro dela, JUNTO com as suas. É mais do que suficiente. 

Palavra de mãe-viajante. 

Dica pessoal: com uma mochila nas costas, você terá sempre 2 mãos livres, seja para empurrar o carrinho ou para segurar a mão do seu melhor companheiro de viagem. Se optar por puxar uma mala, planeje como é que vai fazer para empurrar o carrinho. 

Conselho 7: viaje leve. 

Veja também:


checklist para acampamento com criança



de mochila nas costas pelo Reino Unido - com as mãos livres, é bem mais fácil

8 Aprenda a vestir seu filho em camadas

Não existe época ruim para viajar, existem pais e mães despreparados. 

A melhor época para viajar é aquela em que você tem férias, seu filho não está em aula e o dinheiro está disponível. 

Marrocos no inverno? Perfeito! Patagônia no inverno? Melhor época! Europa de motorhome no inverno? Um sonho! 

Eu não sei porque algumas pessoas implicam tanto com o inverno, poxa! 

No inverno a gente suja muito menos roupa, consequentemente precisa levar menos roupa na bagagem (vide dica 7!), fica muito mais bem vestida nas fotos, sua menos...já percebeu que viajar no inverno é muito mais higiênico?? 

Não tenho nada contra o verão, mas não posso fazer nada se as férias escolares - de dezembro a fevereiro, para a esmagadora maioria das famílias brasileiras - acontecem durante um período em que é inverno nos EUA, Canadá, toda a Europa, norte da África e a maior parte da Ásia, incluindo aí o Oriente Médio, a China e o Japão. 

Por outro lado, nessa época, os preços de QUALQUER COISA no Brasil são sofríveis, abusivos, absurdos. Ou seja, as nossas grandes férias acontecem justamente quando é inverno (e baixa temporada, vivaaaaaa...) na maioria dos lugares mais incríveis (e pagáveis) que todo grande viajante sonha conhecer. 

Não adianta lutar contra o movimento de translação do planeta Terra. Absorva esse fato e jogue de acordo com ele. 

Dica número 8: aprenda a vestir seu filho em camadas e com roupas térmicas adequadas para enfrentar baixas temperaturas e seja feliz viajando no inverno

driblando o inverno alemão vestido no melhor estilo cebola, em Bamberg

9 Existem crianças em todos os lugares do mundo

Sim, por mais incrível que essa constatação possa parecer, existem indiozinhos no meio da Amazônia e até bebês esquimós! 

A não ser que você vá se socar em algum lugar muito remoto, tipo a Antártida ou o interior da Groenlândia, você certamente vai conseguir encontrar o que o seu filho precisa para sobreviver em praticamente qualquer lugar do mundo

Sim, eu já #fuidessas que pensava que o Lipe não sobreviveria sem leite Nan ou fraldas Natural Baby ou papinhas de potinho da Nestle - pois não é que, em plena Montreal, no Canadá, não consegui encontrar Nan no hipermercado? 

O Lipe sobreviveu, como vocês já sabem. 

quem não tem Nan, caça com Bon Départ no Canadá

Chupeta? Eu tinha certeza que ele ia se finar chorando quando perdeu a última que teve, toda mordida e rasgada, subindo de teleférico a Muralha da China. Se finou, mas não morreu, e hoje posso me exibir contando que meu filhote largou a chupeta na Grande Muralha hehehe...

O Lipe tomou outro tipo de leite em pó canadense, tomou leite fermentado de égua na Mongólia, comeu papinhas russas, teve diarréia com o leite inglês, tomou leite de caixinha colombiano, sobreviveu (sem infecção intestinal) à toda pimenta indiana e à água engarrafada nepalesa, usou fraldas birmanesas, tailandesas, escocesas e paraguaias também. 

Não há lugar no mundo onde você não encontre um ovo cozido, uma massinha, uma bolachinha, um purê de batatas, um arrozinho com bifinho, uma maçã ou uma banana. 

Ah, mas o seu filho não come nada disso? Só come arroz com feijão?? 

Sinto dizer, mas está na hora de você começar a rever os seus conceitos. O problema, aí, não é para viajar - é um problema sério na dieta e na saúde do seu filho que você precisa resolver urgente com o seu pediatra 😉

sobrevivendo aos lacres rompidos e infecções intestinais inerentes a uma viagem à Índia

mandando ver na pimenta indiana em Délhi

Mas, voltando ao que nos interessa para VIAJAR: com exceção de algum remédio específico que o seu pequeno tome (que é melhor você levar em quantidade suficiente para toda a viagem), tudo o que o seu filho precisa para SOBREVIVER, você encontra em qualquer lugar. 

Prometo. 

Tanto que o Lipe sobreviveu. 

A mim. 

E a tudo e todas as "maldades" a que eu o submeti nesses loucos 7 anos. 

É impressionante como as crianças sobrevivem a tudo isso, são muito mais resilientes que nós, adultos. Incrível, mesmo. 

Conclusão número 9: as crianças não precisam de "marcas" específicas, e aquilo que elas realmente precisam para sobreviver existe em qualquer lugar do mundo, porque, onde quer que você esteja, existirão outras mães com as mesmíssimas necessidades de sobrevivência



tentando enganar o guri com um bico de mamadeira, já que o bocaberta perdeu a chupeta na Muralha da China

sim, existem crianças no Laos, e elas também crescem tomando leite!

o Lipe aprovou as papinhas e leites de caixinha colombianos, em Cartagena, Colômbia

até no interior da Mongólia existem pequenos mongolianos...e, consequentemente, mercados com chupetas, fraldas, leite, lenços umedecidos, bola...

experimentando o famoso airag - leite de égua fermentado no interior da Mongólia

10 Você vai cansar

Os dias serão longos e exaustivos. 

Lembra aquela hora do dia em que você só queria engolir alguma coisa qualquer, tomar uma chuveirada rápida para relaxar e cair podre esparramada numa camona de hotel para uma boa noite de sono, depois de postar a #FotoDoDia no Facebook

Pois viajando com o filhote, essa vai ser a hora de procurar algo saudável para alimentar o pestinha que já comeu mal no almoço, depois você ainda tem que chegar no hotel e dar banho na criaturinha podre de suja que passou o dia se arrastando pelo chão nos mais inóspitos lugares turísticos - agradeça se não tiver que cortar e limpar aquelas unhas imundas! 

Aquela enorme camona de hotel e aquela ótima noite de sono também vão ser vagas lembranças do passado - agora você muito provavelmente vai estar dividindo a cama de hotel com um terceiro elemento, que chuta a noite inteira...

Sim, nunca garantimos que seria fácil. 

É gostoso, é maravilhoso ver o mundo através dos olhos brilhantes seu pequeno viajante. Mas, para quem aproveita as férias e viagens em família para estar 24hs com o seu filho, para quem não leva babás nas viagens e não acha a menor graça em deixar seu filhote aos cuidados de "kids clubs" de resorts ou navios no único período do ano em que pode estar integralmente com ele, viajar com criança é muito cansativo

Às vezes, a vontade que dá é a de abandonar a cria pelo caminho kkkkk...mas, como só uma mãe que cuida do próprio filho sabe, cuidar de filho é cansativo em qualquer lugar do mundo. E eu, de minha parte, prefiro cansar em Moscou ou numa praia tailandesa do que em casa 😏

Conselho número 10: arme-se de muita energia, tolerância, jogo de cintura, autoconfiança, flexibilidade, ternura e amor. 

E, como me recomendou um maravilhoso pediatra quando, mãe de primeira viagem, eu perguntei o que precisava levar na mala para o Lipe: paciência, muita paciência.


na Nova Zelândia, segurando o pestinha que tentava com empenho cair numa greta de gelo no alto de um glaciar

na Austrália, grudada na criaturinha que tencionava se jogar na Baía de Sydney 

estratégias em Tóquio pro gurizinho aguentar a puxada

Em blogagens anteriores, dentre outros assuntos, já escrevemos sobre: 








Agora é a sua vez: que conselhos de mãe você daria para uma mãe de primeira viagem?? 

Queremos saber! Pode ir contando aí na nossa caixa de comentários!

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57 comentários:

  1. Clau,

    Que coisa mais fofo esse gurizinho gordinho!!!
    Que saudades que dá, né?

    Amei suas dicas !!! Pena que o tempo passa tão rápido.....daqui a pouco estamos nós de carona nas viagens deles!!!
    Beijão e um Feliz Dia das Mães!!

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  2. Claudia, amei todo o seu post, mas a primeira dica já ganhou meu coração! Porque ela é a melhor dica que se pode dar para uma mãe, para qualquer mãe, independente do adjetivo que venha acompanhar depois. E ela vale pra qualquer situação materna : seja quando você decide carregar suas malinhas por aí ou quando até decide que ainda não está na hora.
    Parabéns por esse post e por todo blog. Tem minha grande admiração.

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  3. Cláudia, amei todas as dicas, mas a 9 é a melhor de todas!

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  4. Cláudia, amei!!! Sou apaixonada pelo Lipe.. pequetito então dá vontade de apertar. Vocês realmente são inspiradores.. quando dizem que nós somos loucos (por conta das viagens) digo que eles dizem isso porque não conhecem vocês kkk Feliz dia das mães e muitas viagens sempre

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  5. AMEI!!!!!! Dicas incríveis, e que muito me ajudaram a me lançar no mundo com meus filhotes! E o post está incrível!!! Um Dia das Mães maravilhoso pra você!!!

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    1. Tu já te lançou mais bem preparada, Helen! Eu fui e ainda sou muito inconsequente hehehe

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  6. Concordo: viajar com eles sempre. O tempo passa, e temos realmente que aproveitar enquanto querem viajar conosco..ou nos adaptarmos a eles , quando pensarem em mudar de ideia.kkkkk

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  7. Cláudia, que post lindo! Amei, amei. Concordo 100% - temos de ser a melhor mãe possível. E é isso. Ponto final. As outras dicas foram um bônus, rs. É verdade que temos culpa demais, de tudo e que vamos ter esta culpa viajando ou não. Ou, como você, disse vamos nos cansar viajando ou não. Eu me canso tanto com a Carol aqui em Jacareí mesmo quanto me cansei em outros destinos. Pelo menos, quando viajamos, ela tem beeeem mais coisas para fazer! :)

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    1. Exatamente, guria! Só não se dá conta disso quem não cuida nunca dos filhos, seja em casa ou em viagem!

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  8. Cláudia, adorei o post. Concordo plenamente quando diz que nossos filhos terão muitas lembranças dessas viagens e desses momentos em família e que eles aprendem muito com isso. O meu pequeno ama viajar e sempre tem alguma história nova para contar. Feliz dia das mães

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    1. Isso é uma certeza, Ana, mas, mesmo que não lembrassem, nós lembraríamos, e isso é mais do que suficiente!

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  9. Claudia, AMEI teu post! Concordo em gênero, número e grau com o que você escreveu! Temos mais é que apresentar esse mundão para nossos filhos, sem medo de ser feliz.

    Vocês são uma família inspiradora!

    Beijos pessoa linda! :*

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  10. Claudia, que máximo!!! Mãe maravilha não existe mesmo!!! Nossos filhos vão se lembrar para sempre dos bons momentos que passamos juntos. Feliz Dia das Mães. Um bj

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  11. "Você vai cansar" é ótima!!! várias vezes voltei de viagem querendo férias hahahaha! Mas viajar com os pequenos é bom demais, mesmo cansando. E conforme eles crescem vai ficando menos cansativo, pelo menos pra mim.
    Adorei as fotos e as dicas! Feliz dia das mães!

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    1. É verdade, né Cintia?? Me acusam de dourar a pílula, que eu digo que é fácil viajar com crianças, e eu nunca disse isso - sempre disse que é exaustivo. O que não tem nada a ver com valer ou não a pena! Ginástica também é exaustivo, porque as pessoas fazem, então??

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  12. Claudia, mais do que dicas, reflexões! Adorei! E o seu jeito de descrever o Lipe, dei risada hahahaha. Coisas de mãe de menino! Beijos e um feliz dia das mães!

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  13. Claudia, estou apaixonada pelo seu post! Sincero, direto e muito bem humorado! Engraçado como, apesar de termos "estilos" diferentes para viajar, pensamos muito parecido sobre aquilo que é essencial! Quanto às comidas, vc me fez lembrar de um leite que tive de improvisar numa viagem (Dudu com 3 anos). Depois de provar, ele me falou: Mamãe, estou muito chateado com vc. Eu perguntei por quê, e ele rebateu: Porque o papai faz leitinhos bons, e vc só faz esse que parece água! kkkk Mas ele certamente sobreviveu! Beijo grande e feliz dia das mães!!!

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    1. Renata, deve ser por isso que sempre gosto tanto dos teus posts também!

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  14. Cláudia:
    Passei anos adiando a maternidade pq achava que não era possível fazer isso com filhos, até que encontrei o seu blog, comecei a seguir e fui descobrindo que era possivel sim.
    Penso exatamente como vc! Concordo com todas as dicas!
    Qdo me falam que o William não irá lembrar da viagem, sempre respondo que ele pode não lembrar, mas eu vou lembrar sempre.

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    1. Ai, tu não imagina como fiquei feliz com o teu comentário! Muito obrigada :)

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  15. Sério, me emocionei com seu post! Lindos conselhos dados pelos viajantes que eu mais admiro, adorei!! (sou tão fã que outro dia minha filha disse: aposto que vc viu no Felipe pequeno viajante, você gosta de tudo que tem lá! rsss)
    Infelizmente não temos essa familiaridade toda com o inverno e sofro bastante com a historia do período de férias escolares em janeiro e por julho ser tudo tão caro no hemisfério norte... Como me arrependo de não ter começado a viajar antes, quando não tinhamos problemas com falta as aulas!
    Excelente post, parabéns!!! Abraços e feliz dia das mães!

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    1. Hahahaha Kelly, a tua filha deve ser uma figurinha! Por isso eu sempre aviso para aproveitar enquanto são bebês! Imagino mesmo que, para quem não é nativo do frio, deve ser bem difícil acostumar, eu adoro!
      Feliz dia também :)

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  16. Vocês são minha família inspiração, não só no quesito maternidade (nem filhos tenho ainda, nem sei se os terei!) mas na forma de levar a vida, nas prioridades e no que importa... Por todas as dicas e incentivos que já peguei nesse blog (especialmente sobre fazer coisas diferentes, fora do comum)... Inspiração MESMO!!
    Queria ser amiga na vida real!!!

    :)

    Beijão!

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    1. Bah Marcela, nós seríamos grandes amigas na vida real, certeza!

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  17. Que lindo!

    Um belo post sobre maternidade! Acho que pensamos muito parecido ;)

    beijos pros 3!


    Pati

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  18. Esse post é puro amor, é vida, é inspiração!
    Feliz dia das Mães!!!

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  19. Perfeito Claudia! Post elaborado para convencer muitas mamães a viajarem para qualquer lugar do mundo. Parabéns! Feliz Dia das Mães!

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    1. Guria, acabei de ler um monte de posts teus! Com o medo que a gente anda de avião, tô pensando em usar alguns roteiros hehehehe...
      Beijão

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  20. Clau, maravilhoso seu texto... Eu sinto como se fôssemos amigas de infância, de tanto que nosso estilo de viagem e criação de filhos é similar!! Parabéns pelo ótimo Post!

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  21. Amém para a Culpa Materna!!! Já que vamos sentir culpa de qualquer jeito (pq não tem o que fazer, ela vem de mãos dadas com a maternidade), que seja andando pelo mundo!!!! Ótimo dia das mães!!!

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  22. oi Clau
    Que dúvida cruel, não é? Por que os brasileiros implicam tanto com o inverno? Ultimamente nem conto exatamente as temperaturas que pegamos no Idaho. hahahaha
    E a mãe culpada? Afff, já que é para conviver com isso, bora lá pra Moscou. #lacrou
    Bjks
    Adriana

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  23. Excelente teu post, Clau. Como sempre, né? Gosto da tua franqueza. Vai cansar? Vai! E como! Fiz todas as loucuras nestes 7 anos e estamos todos aqui. Admiro muito a tua coragem! Tuas dicas são incentivo para nós todos! Bj.

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    1. Não dá pra dourar a pílula, né Andrea?? Quem não cansa cuidando de filho 24hs?? Vai cansar em qualquer lugar, ora!

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  24. Claudia, que delícia de post! Já perdi as contas de quantas vezes troquei fralda da Giovanna no porta-malas do carro ou em praça pública! Super me identifiquei com taaaaanta coisa que vc escreveu e, principalmente, fiquei com ainda mais coragem de viajar para os lugares mais inusitados que já pensei. AMEI! Obrigada por compartilhar tudo! E tô contigo: prefiro cansar em qualquer outro lugar que em casa! Beijos e até uma próxima viagem!

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    Respostas
    1. #quemnunca trocou uma fralda em lugares inusitados?? hehehehe
      Beijokas

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  25. Adorei o post, acho que a frase: "pais equivocados... podem acabar com uma vida inteira de viagens em família", é o ponto chave de tudo! Beijos!

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    1. Tem que começar bem para não ficar com medo e destruir um futuro lindo de viagens em família, né Ana Paula???

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  26. Quando eles não lembram de algum lugar onde estiveram ou de alguma situação passada numa viagem que para nos foi marcante a gente mostra as fotos, aí é como se revivessem o momento, pelo menos aqui em casa e assim :)

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    1. Mesma coisa aqui, Cynara! Nós gostamos de mostrar vídeos das viagens pro Lipe - parece mágica, na mesma hora ele lembra tudo que tinha "esquecido", até coisas que nós já nem lembramos!

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  27. Amei todas as suas dicas e vocês me inspiram muito. Realmente é só pensar que há crianças em todo lugar do mundo e pronto. Elas vão se adaptar. Amei as fotos do Lipe pequenino e parrudo. Fofura!

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    1. Olho essas fotos e morro de saudades, Barbara, eles crescem rápido demais, né???

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  28. Adorei as fotos do Lipe pequenininho. Uma lembrança para sempre em lugares apaixonantes!

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  29. Ótimas dicas! Viajar com crianças é muito mais fácil do que a maioria das pessoas imagina. Elas se adaptam com uma facilidade incrível.
    Troca de fraldas em lugares inusitados? Já tive minha boa cota!

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