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Nova York em tempos de pandemia: fotos chocantes da cidade que nunca dorme

Nova York em tempos de pandemia: fotos chocantes da cidade que nunca dorme durante o surto de Coronavírus
Nova York em tempos de pandemia: fotos chocantes da cidade que nunca dorme

Nova York, como vocês sabem, é atualmente o maior foco mundial da pandemia de Coronavírus - a última vez que conferi, o número de mortos por Covid-19 já chegava aos 14 mil. É como se fossem 5 ataques terroristas às Torres Gêmeas em setembro de 2001, quando morreram quase 3 mil pessoas.

A maioria dos casos de contágio e de mortes por Covid-19 nos EUA se concentra na cidade de Nova York, que se tornou rapidamente o epicentro do surto no mundo.

Mas a situação não era essa no dia em que fizemos nosso check-in para embarcar de férias para Nova York em plena pandemia de Coronavírus.

A decisão de viajar para Nova York em plena pandemia

Para ser bem honesta, decidir embarcar de férias para Nova York não foi uma decisão realmente difícil.

No dia em que fizemos o check-in, as coisas não estavam tão tristes e assustadoras quanto hoje. Todos os voos estavam acontecendo normalmente - no dia em que embarcamos, por exemplo, nenhum voo foi cancelado - e não havia sequer a possibilidade de adiamento.



nosso voo para Nova York foi lotado, e ninguém usava máscaras ainda
Nossas reservas no albergue West Side YMCA, que já estava integralmente pago há 4 meses, não eram canceláveis, e eles não estavam sequer cogitando adiar/cancelar reservas ainda.

Veja também: Onde ficar em Nova York gastando pouco: West Side YMCA

Quando fomos para o aeroporto, com seguro viagem cobrindo pandemia embaixo do braço, todos os museus e pontos turísticos de Nova York ainda estavam funcionando normalmente, assim como as peças de teatro da Broadway e off-Broadway - tínhamos inclusive ingressos confirmados para assistir Wicked e Sleep No More.

Os jogos no Madison Square Garden também estavam acontecendo normalmente - tínhamos comprado ingressos para assistir New York Knicks Vs. Charlotte Hornets no dia 17 de março.

O único evento cancelado em Nova York quando fizemos nosso check-in era a Meia Maratona que o Peg ia correr (motivo maior da nossa viagem), mas até o imenso desfile de St. Patrick's Day na 5ª Avenida, que reune milhões de pessoas entre as ruas 44 e 79 no dia 17 de março, e é considerado o maior desfile do mundo, estava de pé ainda - acabou sendo cancelado depois, pela primeira vez em 259 anos!!!

Imagina como deve ter sido difícil para eles quebrar com uma tradição irlandesa que ocorre anualmente desde 1762 - 14 anos antes da Declaração de Independência, que não foi rompida nem durante as guerras!

Para o Peg, que vinha sonhando e tentando se inscrever nesta corrida há 3 anos (a inscrição depende de sorteio, e ele finalmente foi sorteado para a corrida deste ano), o cancelamento da maratona foi totalmente compreensível, mas isso não leva embora o desapontamento dos 25 mil corredores do mundo inteiro inscritos para a corrida, depois de muitos meses de treinos e preparo.

Será que, além da decepção de perder a corrida, também precisávamos da tristeza de perder tudo o que já havíamos pago em passagens, estadia e ingressos?

Nesse cenário, a decisão de embarcarmos no dia em que foi declarada a pandemia de Coronavírus não foi difícil. Decidimos que iríamos imersos em máscaras, lenços desinfetantes e álcool gel; iríamos com medinho, mas iríamos sim.

O mundo que conhecíamos surtou em poucas horas

Como mencionei, os cancelamentos/adiamentos de passagens aéreas, hotéis e ingressos, naquele dia, ainda não eram uma possibilidade - diferente do que aconteceu rapidamente nos dias seguintes, quando se tornaram uma necessidade.

Foi impressionante testemunhar como o mundo mudou - e nos deixou de cabeça pra baixo - de um dia pro outro. Pior que isso: não foi nem de um dia pro outro - a situação degringolava de uma HORA para outra.

No dia 11 de março, fizemos nosso check-in super tranquilos; no dia 15 de março, apenas 4 dias depois, o mundo já estava se fechando completamente, voos sendo cancelados no mundo inteiro, Nova York, a cidade que nunca dorme, começava a hibernar em plena chegada da primavera, e nós estávamos a caminho do aeroporto para tentar antecipar nossos voos de volta para casa.

Embarcamos no avião numa tarde para viajar e, quando desembarcamos em Nova York na manhã seguinte, o mundo já estava diferente!

Se nossa viagem fosse no dia seguinte, muito, mas MUITO provavelmente, não teríamos embarcado, até porque nos dias seguintes já se tornou mais viável adiar viagens sem grandes prejuízos financeiros, além de as autoridades sanitárias já começarem a fazer recomendações expressas para que as pessoas, podendo, cancelassem suas viagens, pois as coisas estavam saindo completamente fora de controle.

Foi assustador, sim.

Nas ruas, nos primeiros dias, ainda não se sentia tanto esse clima de medo - nada se espalha tanto quanto o medo - havia poucas pessoas usando máscaras, por exemplo, e os transportes públicos funcionavam normalmente. Mas, de um dia pro outro, pontos turísticos famosos como Times Square, a Estátua da Liberdade e a Ponte do Brooklyn começaram a se esvaziar.

Leia mais: Lower Manhattan em Nova York: roteiro pelo sul da ilha

Times Square
Times Square

Estátua da Liberdade
Estátua da Liberdade

Ponte do Brooklyn
Ponte do Brooklyn
Acredito que quem não embarcou de férias para Nova York antes do dia 14, acabou não embarcando mais, mesmo porque todos os voos da Europa para os EUA foram cancelados, e então os turistas pararam de chegar na cidade, outros começaram a ir embora, e a Big Apple começou a ficar deserta, com aquele clima apocalíptico de estações de metrô vazias e a movimentadíssima 5ª Avenida às moscas.

Veja também: Como usar o metrô em Nova York e como ir do Aeroporto JFK para Manhattan

A cidade mais excitante do mundo de repente parecia sonolenta.

As ruas de Nova York, normalmente tão barulhentas, ficaram estranhamente silenciosas. Silêncio que só era quebrado pelas sirenes de ambulâncias e caminhões de bombeiros.

Cenas únicas e provavelmente irrepetíveis nesta vida (assim espero!).

Nova York em tempos de pandemia
uma cena surreal: a 5ª Avenida deserta

Nova York em tempos de pandemia
Chinatown vazia e com o comércio quase todo fechado

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia
a famosa Biblioteca Pública de Nova York, sempre cheia de gente, estava tristemente abandonada aos livros

Nova York durante a pandemia de Covid-19

Nos últimos dias em que ainda estávamos lá, todos os museus de Nova York já estavam fechados, e uns poucos pontos turísticos ao ar livre e lojas permaneciam abertos, visitados pelos desavisados que terminaram lá como nós naquela semana muito louca!

Para entrar em qualquer estabelecimento, precisávamos "lavar" antes as mãos com álcool gel. Dinheiro vivo não era mais aceito na maioria dos lugares - apenas cartões de crédito, para evitar a circulação de dinheiro-papel.

Lojas como a B&H Photo Video, que em tempos normais só fecham nos feriados judaicos, estavam com as portas fechadas para os clientes, realizando apenas entregas de compras feitas online.

Restaurantes e cafés só funcionavam para 'take away' e 'delivery' - a gente comprava a comida/bebidas e ia comer nos parques, praças e espaços públicos, que abundam em NYC.

Fazíamos longas caminhadas ao ar livre por parques e lugares com pouquíssimos turistas e muitos 'new yorkers', que aparentemente ainda se esforçavam para levar "vidas normais".

Veja também: 16 lugares para conhecer em Hudson Yards, Chelsea e no Meatpacking District

Não vimos uma única situação de histeria ou povo correndo para os mercados para estocar PH - e olha que os americanos são famosos por gostarem de estocar comida, compram tudo em fardos enormes nos Walmarts da vida.

O que mais víamos eram pessoas levando cachorros para passear nos parques, se exercitando ao ar livre, respeitando a distância de 1m nas filas e transportes públicos sempre que possível, e até comércios fazendo promoções de álcool gel e lenços desinfetantes por preço de custo!

Cada um cuidando das suas vidas e se respeitando. 'Keep calm and carry on'.

 Isso foi o que nós vimos naqueles dias fatídicos em NYC, uma cidade cheia de cicatrizes, que já sobreviveu a tragédias terríveis.

Pelo visto, os nova iorquinos aprenderam a lição e vão sair de mais essa crise fortalecidos e dando exemplo de civilidade para o resto do mundo.

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia

feiras, como a de Union Square, continuavam acontecendo normalmente, mas estavam estranhamente vazias e silenciosas

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia

Nova York em tempos de pandemia
ônibus de passeios turísticos rodavam às moscas

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia

A ficha da pandemia demorou a cair em Nova York

Se, por um lado, foi algo único na vida estar em Nova York nesses dias pre-epicentro-de-pandemia, quando a quarentena ainda não havia sido decretada e era possível passear tranquilamente por todos aqueles lugares incríveis vazios, e tirar fotos que nunca conseguiríamos tirar em tempos "normais", por outro lado as coisas começaram a ficar assustadoras quando lojas como a enorme Uniqlo e a Apple da 5ª Avenida fecharam as portas e os restaurantes começaram a funcionar apenas para 'take away'.

Nova York em tempos de pandemia
por sorte, fizemos nossas 'comprinhas' na Uniqlo do dia antes deles fecharem as portas por tempo indefinido

Nova York em tempos de pandemia
ver a famosa loja da Apple na 5ª Avenida fechada é como um soco no estômago, um sinal de caos no mundo, e faz cair  a ficha - por sorte, sou #TeamSamsung e não queria comprar nada lá, mas é uma cena que assusta
Assim como para nós, que não assistimos muitos noticiários na televisão e, talvez por isso, acabamos ficando meio alheios ao terrorismo da mídia, em Nova York parece que a ficha também demorou um pouco a cair.

As escolas continuavam funcionando normalmente até 16 de março, e eles demoraram a decretar 'lockdown'.

Ainda hoje os parques continuam abertos ao público para as pessoas se exercitarem por lá, levarem as crianças e os cachorros para correr.

aviso que está no site oficial do Central Park hoje: o Central Park permanece aberto ao público
Foi só no dia em que voltamos para casa que o governo de Nova York determinou o isolamento lá! Ou seja, nem chegamos a estar em Nova York durante a quarentena e, mesmo assim, as cenas que vimos lá durante a nossa viagem - que vocês veem nas fotos que ilustram este post - são chocantes para qualquer pessoa que conheça a metrópole mais movimentada do mundo, que tem o apropriado apelido de "city that never sleeps".

Como disse uma amiga, "olha, tô pra ver um casal mais perrengueiro que esse. Quando formos bem velhinhos, vcs contarão para os netos onde estavam quando estourou a grande epidemia do século!"

Somos perrengueiros confessos, mas pelo menos somos perrengueiros sortudos, e conseguimos antecipar nossos voos e voltar para casa no Dia D, no dia exato em que o governo decretou 'lockdown' em Nova York!

Se o cenário já estava semi-apocalíptico antes da recomendação de quarentena, fico imaginando como não devem estar as coisas por lá agora, depois de tantos dias de isolamento na cidade!

Como sempre digo, somos reis de fazer limonada dos lemões que as viagens nos oferecem, mas, neste caso, não era só um perrengue, era um drama mundial de saúde pública se desenrolando na frente dos nossos olhos conforme os dias iam passando e, por sorte - depois de muito esforço e stress - conseguimos antecipar nossos voos de retorno.

Se alguém me dissesse, 10 dias antes de embarcarmos para férias em Nova York, que no dia de voltar para casa eu estaria contando os minutos para ir embora de NYC, eu diria para essa pessoa se internar num hospício 😂

Quando eu poderia imaginar que um dia eu estaria em Nova York querendo loucamente voltar para casa?! Eu sou aquela que NUNCA quer ir embora, que nunca sente saudades ou vontade de voltar para casa...oh well, tudo na vida tem uma primeira vez, né!!

E tudo na vida são novas experiências e aprendizados!

Nova York em tempos de pandemia
fazendo limonada num parque do Brooklyn pos-apocalíptico

Passamos ilesos por uma Nova York em surto

O mais incrível de tudo foi que, mesmo estando em Nova York durante o período de maior disseminação do Coronavírus, quando a cidade ainda não estava em 'lockdown', andando de metrô o tempo todo, ficando em albergue com banheiro compartilhado (!!), pegando 2 voos lotados e passando 3 dias no Aeroporto JFK também lotado, não nos contaminamos!

Acho que as medidas de higiene e distanciamento que adotamos com muita disciplina em todos os nossos passeios em Nova York - usando luvas, máscaras e muito álcool gel durante toda a viagem - e optando por passeios em parques ao ar livre, mantendo sempre o máximo possível de distância de outras pessoas, nos ajudaram a permanecer saudáveis.

Pois é, o Peg fez o teste recentemente e deu negativo. Eu já estava até torcendo que o teste desse positivo, o que significaria que tínhamos passado por mais esta aventura "impunes", e já estaríamos criando anticorpos para este bicho, mas agora, com a notícia de que parece ser possível pegar a maldita doença mais de uma vez, já nem sei mais o que desejar!

Nova York em tempos de pandemia
não foi difícil manter o distanciamento numa Nova York completamente esvaziada

Quem turistou em NYC durante a pandemia conheceu uma anomalia

Como já conhecíamos muito bem Nova York, não foi nenhuma grande decepção não podermos visitar os principais museus e pontos turísticos da cidade, que logo fecharam.

Nós já conhecíamos o Empire State, o Metropolitan Museum of Art, o Top of the Rock e o Museu do 11 de Setembro, por exemplo, então o fato de terem fechado no dia seguinte à nossa chegada a Nova York não foi um 'problema' para nós, não chegou a 'atrapalhar' a nossa viagem de férias.

Leia mais aqui:


Ficamos tristes só com o fechamento do novo observatório panorâmico The Edge, recém inaugurado em Hudson Yards, que pretendíamos conhecer (já tínhamos até ingressos!).

Por outro lado, quem não conhecia Nova York e viajou por estes dias certamente não conheceu a "verdadeira" NYC, a metrópole apressada, onde é impossível parar no meio de uma calçada sem ser atropelado pelas multidões, onde somos prensados como sardinhas em lata se insistirmos em pegar um 'subway' na hora do rush.

O que viram foi uma cidade semi-deserta, com lugares tradicionalmente lotados, como a pista de patinação no gelo do Rockefeller Center, estranhamente vazios...

pista de patinação no gelo do Rockefeller Center
pista de patinação no gelo do Rockefeller Center em tempos de pandemia

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia

Nova York em tempos de pandemia
o Memorial do 11 de Setembro, sempre superlotado de turistas de todas as partes do mundo, estava surrealmente vazio
Sabe aquela brincadeira "encontre o erro"?

Quem nunca esteve em NYC talvez nem perceba o absurdo da foto abaixo. Mas, para quem visitou a Big Apple em tempos mais felizes, ver essas escadarias vermelhas de Times Square praticamente às moscas é chocante 😱

Muitas pessoas comentavam conosco que "deve ser ótimo" passear por Nova York assim, vazia. Mas a verdade é que NY não É assim. A graça de NYC é justamente ter que se cuidar para não ser atropelado pela multidão cada vez que o semáforo abre em Times Square.

Ver a cidade assim vazia é uma anomalia...eu simplesmente não consigo ver nenhum "lado bom" nesse momento triste que estamos vivendo 😪

Nós estávamos lá, na chuva, então só nos restava nos molhar. Não sou do tipo que fica se lamentando...já que estávamos lá, íamos aproveitando como podíamos, seguindo todas as recomendações de higiene para nos mantermos seguros. Mas, definitivamente, tudo o que queríamos era voltar a Nova York daqui a um ano, para a Meia Maratona de 2021 - sim, o Peg já ficou automaticamente inscrito para a corrida do ano que vem - e encontrar aquelas escadarias superlotadas, cheias de turistas sem noção se acotovelando para fazer uma selfie. Porque ASSIM é que NYC é!

E assim é que ela tem graça, vibração, energia e excitação!

Nova York em tempos de pandemia
escadarias de Times Square durante a pandemia

Times Square durante a pandemia
Times Square durante a pandemia

Nova York pos-apocalíptica

Na nossa viagem a Nova York durante a pandemia de Coronavírus, várias vezes comentamos que nos sentíamos como se estivéssemos dentro de um filme estilo Contágio

A gente assistia filmes desse tipo e acreditava que estavam longe da nossa realidade, que coisas assim jamais iam acontecer no mundo real. Ver uma pandemia se desenrolar numa das cidades mais importantes do mundo é muito surreal.

Ver Nova York em estado de choque é deprimente.

De fato, as cenas de ruas vazias que vimos pareciam ter saído diretamente de um filme. Quem, em sã consciência, poderia imaginar encontrar Strawberry Fields ou as estátuas da Alice no País das Maravilhas ou da Fearless Girl abandonadas às traças?

Strawberry FieldsFearless Girl

estátua da Alice no País das Maravilhas
já estive várias vezes visitando a estátua da Alice no País das Maravilhas no Central Park, e nunca tinha visto esta escultura sem um monte de crianças encarapitadas nos cogumelos (é permitido 'escalar' a estátua)
Tiramos fotos em que Nova York parece uma cidade fantasma.

As fotos ficam boas, mas a gente sente uma tristeza horrível de ver a cidade que tanto amamos assim, sofrendo tanta dor; uma cidade tão cheia de vida, e de energia, e excitação...parecendo um lugar abandonado.

Dias depois que voltamos da nossa viagem a  Nova York, escrevendo sobre as nossas atrações preferidas no Central Park, e me forçando a esquecer as imagens que vejo na mídia o tempo todo, de barracas brancas de campanha transformadas em hospitais, e caixões empilhados num parque que é sinônimo de vida e de saúde, ainda me sinto estranha.

Não é alienação.

É a minha declaração de amor a Nova York.

É a minha esperança de voltar lá daqui a um ano e encontrar de novo o Central Park florescendo.

A primavera é sempre um novo recomeço...que na próxima primavera o parque renasça de novo junto com as Magnolias e Bradford Pears!

Leia aqui: O que fazer no Central Park: as melhores atrações do parque mais famoso de Nova York

Central Park durante a pandemia
Central Park durante a pandemia

Central Park durante a pandemia
Central Park durante a pandemia

Central Park durante a pandemia
o restaurante mais famoso do Central Park deserto durante a pandemia

Disclaimer do pequeno viajante em tempos de pandemia

E, a quem me perguntou, sim, teve bastante gente ranzinza e que não paga meus boletos me apurrinhando no Instagram durante a viagem.

Gente que nunca acompanhou nossas viagens, nunca comentaram nas nossas fotos ou nos stories, que não lêem o blog, não sabem nada das nossas vidas, das circunstâncias pelas quais decidimos embarcar, que chegaram com o trem andando querendo sentar na janelinha e impôr suas visões de mundo nas nossas vidas, achando que têm o direito de dar ordens nas vidas alheias sem terem sido sequer convidadas a participar da conversa hehehe...

O mais engraçado era que me xingavam no Instagram por estar "viajando em plena pandemia" (sendo que em Nova York ainda não havia sequer recomendação de isolamento social), aí eu bloqueava as criaturas e as mesmas criaturas vinham no dia seguinte me "reclamar" via Facebook que não estavam conseguindo assistir aos meus stories...só rindo, né!

Os zumbis da internet são ainda mais incansáveis e imparáveis que o surto de Covid-19 😡

Nova York em tempos de pandemia
mesmo nos lugares mais 'Instagramáveis' do Brooklyn, não se via uma viva alma
Para esses chatos de galochas, publiquei o seguinte "esclarecimento" lá no meu perfil, ainda no Aeroporto JFK em Nova York:

Antes de chegar em casa, vou fazer um 'disclaimer' aqui: eu vou continuar falando de viagem.

Quem não quiser ler ou ouvir falar sobre viagem, é super bem vindo para dar um 'unfollow' ali em cima.

Que eu saiba, ninguém aqui me segue para saber da minha vida pessoal. Quem acompanha o meu perfil, está aqui para ler dicas de viagem. Se não quiser mais saber das minhas dicas, é só deixar de me seguir.

Não é a primeira vez que falo isso aqui. Eu não preciso de NÚMEROS. Estou pouco me importando se tenho mais 1000 seguidores ou menos 2000. Isso aqui não é meu trabalho.

Não estamos prestando um serviço. Estamos compartilhando dicas de viagens DE GRAÇA, a troco de nada, com outras famílias que estejam interessadas.

Eu não vendo seguro, não vendo chip de celular, não vendo ingressos de atrações, não vendo viagens. Isso de blog de viagem, para mim, tem que ser prazer, se não perde a graça.

Se escrevem 💩 nos comentários, eu deleto e dou block na hora. Isso aqui não é uma democracia. Isso aqui é o MEU PERFIL e, se não for para trazer carinho e espalhar mensagens do bem, você não é bem vindo aqui.

Se me acham chata, irresponsável, sem noção, para que me seguem? Eu só quero que me siga quem está de fato interessado nas nossas DICAS DE VIAGEM, e não quem está só procurando defeito para criticar e encher o saco alheio.

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia

Nova York em tempos de pandemia
o Pequeno Viajante não é blog de 'lifestyle', não queremos ser 'influencers' de ninguém...
estamos aqui só compartilhando nossas dicas de viagem
Vejo muitos blogueiros de viagem dizendo, nos últimos dias, que não se sentem 'confortáveis' para falar sobre viagens diante do que está acontecendo no mundo. Tirando 0,5% de mensagens de gente má que estava torcendo pelo nosso mal, os outros 99,5% das mensagens que recebi durante a nossa viagem a NYC foram de pessoas dizendo que ficavam tão felizes de ver os stories e nossas fotos, que parecia até que estavam aqui, viajando conosco.

E aqui, em NYC, não havia ordem de isolamento das autoridades sanitárias. Faremos quarentena quando chegarmos em casa, onde há essa orientação.

Não é não estar ciente da situação e ficar alienada. Eu estou muito ciente de tudo o que está acontecendo, e muito triste não só com as mortes, mas também com a quebradeira geral que ainda está por vir e que eu temo será pior ainda do que a guerra contra esse vírus maldito.

Mas eu não sou o tipo de pessoa que gosta de ficar espalhando histeria, coisa ruim, focando na tristeza. EU preciso dar um respiro, fazer a minha mente focar em coisas boas, que me tragam esperança e força para passar por esse momento ruim.

Não é hora de viajar, mas é sim hora de sonhar e planejar.

Eu não vou viajar agora, e nem nos próximos meses. Mas posso continuar pensando e sonhando com os lugares que quero conhecer.

Posso começar a rabiscar meus próximos roteiros.

Quando as coisas voltarem ao normal - e eu posso desejar e torcer com todo meu coração que isso aconteça logo - vou estar com tudo planejado.

A gente pode, e deve, continuar sonhando com o que a gente gosta e planejando, montando roteiros...para quem ama viajar, isso é quase tão bom e divertido quanto estar na estrada.

Isso me anima, e vai ocupar a minha mente na quarentena obrigatória que temos pela frente.

Falar de viagem, para mim, é quase como respirar. Eu não posso e não vou parar. Não me peçam isso 😘

St. Patrick's Cathedral
St. Patrick's Cathedral em tempos de pandemia

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia

Nova York em tempos de pandemia
o bairro de Chelsea é um dos mais movimentados de Nova York em tempos normais...
Aliás, já escrevi muitos posts novinhos sobre várias atrações e bairros de Nova York, vocês viram?

Como usar o metrô em Nova York e como ir do Aeroporto JFK para Manhattan
O que fazer no Central Park: as melhores atrações do parque mais famoso de Nova York
Lower Manhattan em Nova York: roteiro pelo sul da ilha
16 lugares para conhecer em Hudson Yards, Chelsea e no Meatpacking District
Passeio de helicóptero em Nova York

Também já publiquei alguns posts com roteirinhos em Nova York - tem roteiro para quem quer conhecer as principais atrações de NYC com economia com o CityPASS, roteiro de Nova York com crianças e até um roteiro especial para quem ama street art e quer ver os murais do brasileiro Kobra em Nova York:

Onde encontrar murais do Eduardo Kobra em Nova York

Se vocês precisam também de dicas onde ficar em Nova York sem gastar muito, vejam aqui:

Onde ficar em Nova York gastando pouco: West Side YMCA
22 hotéis baratos em New York: dicas testadas e aprovadas

Nova York em tempos de pandemia
Nova York estava tão esvaziada que até nos murais do Kobra conseguíamos fotografar sem ninguém por perto para 'atrapalhar'!
Você já esteve em Nova York? Deixe a sua dica na nossa caixa de comentários, por favor! 

Acompanhe tudo no nosso Instagram @claudiarodriguespegoraro, na hashtag #‎PVemNYC.

Já tem um monte de dicas e fotos lá das nossas viagens à Big Apple!

Mostrei muito mais dos nossos passeios em New York lá nos stories do Instagram - espia lá que está tudo salvo em várias pastas de destaques de New York!

Nova York em tempos de pandemiaNova York em tempos de pandemia


Nova York em tempos de pandemia
um dos pontos turísticos mais visitados do mundo, a Estátua da Liberdade, virou terra de ninguém durante a pandemia de Coronavírus

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia

Nova York em tempos de pandemia
Battery Park durante o surto de Coronavírus em Nova York

Nova York em tempos de pandemia
Nova York em tempos de pandemia

Nova York em tempos de pandemia
Times Square virou cidade fantasma durante a pandemia de Covid-19


Se quiser muito mais dicas de NYC, é só clicar neste link, onde estão todos os posts de Nova York no blog: New York City

* Como usar o metrô em Nova York e como ir do Aeroporto JFK para Manhattan
O que fazer no Central Park: as melhores atrações do parque mais famoso de Nova York


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Nova York em tempos de pandemia: fotos chocantes

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Claudia Rodrigues Pegoraro

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1 comentários:

  1. Adorei o post, as fotos, comentários, percepções, filosofia de viagem, etc etc! Em resumo: AMEI TUDO!!! Mais ainda saber q vcs foram , aproveitaram algo diferente (mais um carimbo no passaporte, desta vez muito especial!!!) e retornaram “safe and sound”! 🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻💖💖💖

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