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Alaska com crianças (ou não): guia de viagem completo do Leandro

Planejando uma viagem ao Alaska, com ou sem crianças? Aqui você encontra um guia de viagem completo do Alaska: como chegar, melhor época para ir, como se locomover pelo Alaska, como é o 50º estado americano, e um roteiro completo de 12 dias de viagem, com os principais pontos turísticos, para você saber direitinho o que ver e fazer por lá.
Alaska com crianças guia de viagem completo

Planejando uma viagem ao Alaska, com ou sem crianças? 

Aqui você encontra um guia de viagem completo do Alaska: como chegar, a melhor época para ir, como se locomover pelo Alaska, como é o 50º estado americano, e um roteiro completo de 12 dias de viagem, com os principais pontos turísticos, para você saber direitinho o que ver e fazer por lá. 

Adorei o roteiro do Alaska do Leandro & família - seria exatamente o que teríamos feito na nossa própria viagem ao Alaska se tivéssemos uns dias a mais (nosso roteiro lá foi de apenas 8 dias) - e concordo com tudo o que ele escreveu.

Já fiquei morrendo de vontade de voltar ao Alaska, desta vez de motorhome...mas também tenho muita vontade de ir lá no inverno...só sei que quero muito voltar logo! Quem sabe um dia meu maior sonho de viagem se realiza e eu vou do RS até o Alaska de motorhome com a família??? 💕

Se você quiser mais dicas do Alaska para organizar a sua própria viagem e roteiro por lá, não deixe de ler também o relato da Erika aqui no blog:

Roteiro de 17 dias entre as Montanhas Rochosas Canadenses, Vancouver e Alasca

Todos os meus posts sobre o Alaska estão aqui:

* Planejando uma viagem ao Alaska
* Roteiro de 8 dias no Alaska
* Denali National Park, no Alasca: como é o passeio de ônibus pelo parque nacional
* Alaska: vídeo de uma viagem emocionante
* O que fazer no Alaska: 6 passeios pagos que valem a pena
* Como chegar ao Alaska - com direito a perrengue que veio para o bem
* Seward Highway: as atrações da estrada mais bonita do Alaska
* Kenai Fjords National Park: como é o passeio de barco e dicas de Seward
* Guia de Anchorage: onde ficar, comer, comprar, roteiro e dicas
* Museu de Anchorage, Alaska
* Viajando de carro alugado pelo Alaska, EUA: o que você precisa saber
* Como organizar uma viagem independente ao Alaska, EUA e Canadá
* Alaska Wildlife Conservation Center: passeio imperdível na Seward Highway
* Mt Alyeska Aerial Tram: o bondinho aéreo com as melhores vistas dos EUA
* Bent Prop Inn Midtown: hospedagem BBB em Anchorage
* Embassy Suites Anchorage by Hilton: hospedagem bacana no Alaska
* Denali Park Village e Cabin Nite Dinner Theater: onde dormir e comer bem no Denali
* 15 parques nacionais nos EUA para viajar de motorhome


E agora, sem mais delongas, o relato completíssimo do Leandro Tangari:

Alaska com crianças guia de viagem completo
Alaska com crianças: guia de viagem completo


Como chegar ao Alaska

O Alasca é longe, muito mais longe do que nós imaginamos. Mas, é um território americano e bem servido pelas grandonas da aviação (American, United, Delta e outras). Deste modo, a passagem não é das mais caras, levando em consideração a distância percorrida. 

Há voos diretos dos EUA continental para Anchorage (maior cidade de lá) e Fairbanks. Os mais comuns saem de Chicago, Seattle, Portland, Houston e outros. Das cidades que têm voos diretos para o Alasca e para o Brasil, Chicago é a melhor pedida. Outra opção é pelo Canadá, via Vancouver ou Toronto (muito mais caro). 

Consegui um bom negócio com a United Airlines (a que tem mais voos para lá), mas com um voo de ida bem doído: Guarulhos-Houston, Houston-Chicago, Chicago-Anchorage. 

Como eu disse, o Alasca é longe: o voo de Chicago para Anchorage demora mais de 6 horas!! E detalhe, é um voo doméstico nos EUA (sim, aqueles 757 velhos com cadeiras espremidas e não servem nem água).  

Deixamos o stopover de alguns dias em Chicago para a volta - sempre preferimos o stopover na ida (quando estamos mais descansados e empolgados), mas no caso de Chicago foi melhor na volta por causa das nossas compras nos outlets, que sempre ocupam bastante espaço (rsrsrsrrsrsrs) e ficaria bem complicado carregar tudo Alasca afora.  

Se for comprar um trecho independente de dentro dos EUA para o Alasca, tem a Alaska Airlines, que faz muitos voos domésticos dentro dos EUA. E tem uma outra dica (essa para os mais empolgados): existem voos baratos do Alasca DIRETO para o Havaí - dá uma olhadinha no mapa, é só voar para o sul que chega lá. Para quem tem tempo e $$$... 

Fica outra dica: tente marcar o assento nas janelas para o trecho que chega no Alasca - o visual lá embaixo é impressionante.  


Alaska com crianças guia de viagem completo

Alaska com crianças guia de viagem completo
Alaska visto de cima

Melhor época para ir ao Alaska

Ponto de extrema importância no planejamento. Não precisa dizer que lá é frio, mas vamos em partes. 

No verão, a temperatura vai oscilar entre 5 e 20 graus, o que muda se for em locais de maior altitude. Acrescente o fato de os dias estarem muito longos. Fomos na primeira quinzena de junho, próximo ao solstício de verão (o período de maior duração do dia), então anoitecia incompletamente, ficava uma penumbra, mas nunca completamente escuro, com o sunset depois de meia noite e o sunrise antes de três da manhã. Assim, às dez da noite ainda era claro e quente (o sol está brilhando há mais de 18 horas). Vai estar frio em alguns momentos, leve um casaco que usaria no inverno de São Paulo. Quando for em lugares de maior altitude, vale a pena uma segunda pele para as crianças. 

A alta temporada no Alasca é em julho e agosto, pico do verão, quando os americanos e canadenses vão em massa nas férias, fica tudo cheio e caro. Fomos na primeira semana de junho, com o clima já menos agressivo e as coisas já abrindo (sim, fecha quase tudo no inverno, começando a abrir em maio, estando tudo aberto em junho). As montanhas estarão ainda com neve bem próxima ao sopé, o que dá um visual bem legal.  

Antes de junho, deve ser complicado, pelo fato de tudo estar fechado, inclusive algumas estradas e, depois de outubro, tem o mesmo problema. 

No inverno, deve ficar difícil dirigir, o dia vai ficar muito curto e muitas estradas devem fechar, não aconselho a fazer o que nós fizemos nessa época. 


Alaska com crianças guia de viagem completo
melhor época para ir ao Alaska

Como se locomover no Alaska

Alugamos um carro de tamanho bom (um sedã) e rodamos uns 2 mil quilômetros. É muito fácil dirigir no Alasca, tudo mapeado no Google Maps e estradas em excelente estado (coisas que o Tio Sam é bom de fazer). 

Tem alguns trechos com poucos postos de gasolina, mas nada que gere estresse não. É fácil de estacionar e o trânsito é inexistente. A locação do carro não é muito mais cara do que no resto EUA. Pegamos nosso carro em Anchorage e devolvemos em Fairbanks, e a taxa one-way não foi tão dolorosa.  

Mas, se tem uma coisa que eu me arrependo nesta viagem, foi de não ter alugado um motorhome. O lugar é P-E-R-F-E-I-T-O para casas sobre rodas, principalmente em junho, fora das multidões. O aluguel do motorhome é beeeem caro lá, mas acho que compensa pela economia nos hotéis e alimentação. 

Eu falo, com toda certeza, que os nossos melhores momentos no Alasca foram na estrada, curtindo o cenário. Alugue um carro (se possível um RV) e rode sem medo de ser feliz.  


Alaska com crianças guia de viagem completo
Alaska com crianças: guia de viagem completo

Como é o Alaska

O território é enorme, não tenha a menor pretensão de conhecer tudo de uma vez. 

Os pontos mais visitados estão na linha que vai de Seward (ao sul no litoral) até Fairbanks, passando por Anchorage. Nesse trecho, estão a Seward Highway, o Denali National Park, o Monte McKinley e muitas outras coisas que vou falar adiante. E, saindo desse roteiro tradicional, tem a imperdível Glenn Highway!  

Quanto à estrutura, lembre-se que está em território americano, encontrará Walmart nas cidades maiores, assim como Burger King, Denny’s, etc. Porém, os habitantes do Alasca são muito, mas muito mais hospitaleiros que os americanos continentais. A maioria dos que conversei se impressionavam de termos vindo do Brasil e sempre agradeciam a visita (sério, sempre a conversa acabava com um “thank you for visiting us!”). 

O Alasca foi incorporado como estado americano há pouco tempo (era considerado um território à parte dos EUA), e seus habitantes passaram a ser considerados cidadãos americanos somente após a década de 50. Como eu disse, são bem humildes e solícitos. 

Uma outra coisa legal que percebi foi o perfil dos americanos e canadenses que vão lá em férias: são gente mais cabeça, não se vê aquele tipo de turista folgado que incomoda quem está em volta. Muitas famílias com filhos pequenos ou adolescentes e muitos casais de idosos. A moçada mais jovem eu vi mais no Denali National Park e em Talkeetna, mas nenhum sinal de confusão. 

O Alasca infelizmente é um estado caro. Os hotéis são especialmente inflacionados, principalmente fora das cidades maiores. Diárias em pequenas pousadas são sempre acima de U$150. Comer também não sai nada barato - a conta do almoço chegava fácil a U$ 90 para nós três, mas o preço é um pouco melhor em Anchorage e Fairbanks. 

Vendo esse cenário, um motorhome pode ser uma solução. O preço do aluguel assusta um pouco, mas vai te poupar a furada de olho dos hotéis e restaurantes. O aluguel de um RV varia muito - se alugar na última semana de maio e primeira de junho, não deve ficar muito caro, mas se alugar em agosto vai pagar muito mais. Não sei ao certo como é achar lugares para free camping lá, não creio que deve ser difícil na baixa temporada. 

O preço dos passeios de barco, entradas de parques e outras coisas do tipo também são de chorar. 

Escute meu conselho: tudo o que você deixar de fazer lá, vai se arrepender, então tira o escorpião do bolso, planeje-se e seja feliz. 


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sobrevoo no Denali: caríssimo, como quase tudo no Alaska

Roteiro no Alaska

Compramos um voo que chegava em Anchorage e voltava por Fairbanks (ao norte). 

Veja no Google Maps o que fizemos:  

Anchorage – Seward – Portage – Anchorage – Glenn Hihgway – Glacier View – Glaciar Matanuska  Talkeetna – Denali National Park – Fairbanks.   

Eu seguiria novamente esse roteiro, com algumas modificações. 

A primeira é o Círculo Polar Ártico. Fica cerca de 230Km ao norte de Fairbainks - tudo bem, são quase 500Km para ir e voltar, uma bela distância para somente fazer uma selfie na placa. Mas FAÇAM!!!!!! Até hoje tenho uma sensação de tijolo no coração quando lembro disso. A estrada é planinha, dá para fazer em 2 horas o trecho... 

Agora terei que esperar meu road tour na Noruega para ver o Círculo Polar (e andar muito mais do que 500Km)!

Outra sugestão que não fizemos por falta de tempo: continue na Glenn Highway até Glennallen e depois desça até Valdez. Em Valdez, coloque o carro num ferry e desça em Seward. Remanejando o trajeto, dá para fazer um roteiro de 15 dias com essa escapada até Valdez.  


Alaska com crianças guia de viagem completo

Alaska com crianças

O Alasca foi um dos lugares mais child friendly onde já fomos. Por menor que seja a cidade, sempre existe um parquinho muito advanced (alguns todos de inox!!!) e muito bem conservado. Conversando com locais, fiquei sabendo que a própria população que constrói, cada família faz um pedacinho.  

É muito fácil encontrar qualquer comida que se acha nos EUA “normal”, tem Walgreens/CVS se precisar, além de Walmart/Target com as mesmas eternas seções de brinquedos, a um quinto dos preços do Brasil.  

Mesmo se for em maio, junho ou julho, vale a pena levar agasalhos mais reforçados para as crianças e importante uma segunda pele para os momentos de ventania.  Não precisa exagerar não, o frio vai ser um inverno rigoroso de São Paulo. Em alguns momentos, andamos sobre neve, então, se tiver botas impermeáveis, leve-as, a brincadeira vai ser legal. O que fizemos foi comprar os casacos e o car seat pela Amazon, entregando no hotel. 

Brasileiros sendo brasileiros rsrsrsrsrsrs.  

Vão ver animais na estrada, ursos no parque, baleias vistas do barco... 

A experiência das crianças é melhor que a dos adultos no Alasca. Tirando o fato que tem uma sorveteria por esquina no verão... 


Alaska com crianças guia de viagem completo

Alaska com crianças guia de viagem completo

Alaska com crianças guia de viagem completo
Alaska com crianças

Relato de viagem ao Alaska

Dia 1 - A saída 

Saímos de ônibus de Ribeirão Preto rumo à rodoviária do Tietê, de onde pegamos um transfer para Guarulhos. São 300Km de pista dupla e plana. Foi a última vez que fizemos isso - atualmente vamos de carro e paramos num dos milhares de estacionamentos em Guarulhos, fica mais barato e mais confortável.  

Chegamos no GRU com bastante folga, o check-in da United foi bem rápido e embarcamos no voo para Houston. 

Por mais que falem mal do conforto da United, a viagem não foi ruim, era um 767 novinho e com espaço das cadeiras na média. Dormimos no voo. 

Dia 2 - Chegada no Alaska

Acordamos com o pouso em Houston, chegou no horário. A imigração lá é famosa pela demora e por oficiais criando problemas. Realmente, a fila demorou mais de uma hora. O oficial perguntou sobre nossos planos, ficou com a cara meio desconfiada quando falei que iríamos para o Alasca, me perguntou quais cidades visitaria, pediu para ver as passagens, coçou a cabeça, pensou... e finalmente carimbou a entrada. 

Foi a nossa entrada nos EUA mais tensa de todas, não sei se foi por ser em Houston, ou pela excentricidade do roteiro.  

Como esse voo tem uma conexão dentro dos EUA, redespachamos as malas e fomos atrás do portão do próximo voo, que seria para Chicago. 

O Aeroporto de Houston é gigantesco, muito bem servido de restaurantes - tomamos um café da manhã muito bom na sala de embarque. Ficamos umas duas horas esperando a conexão, que saiu no horário.  

Mais duas horas de voo espremidos no 757 sucatão da United, e pousamos no Chicago O’Hare, onde ficamos mais umas duas ou três horas. O voo para Anchorage saiu sem atrasos. 

Depois de seis horas de voo enlatados em outro avião de voo doméstico da United, pousamos em Anchorage. 

Eram umas 20hs, mas ainda fazia sol quente tipo duas da tarde. 

O Aeroporto de Anchorage é muito confortável, achamos o guichê da Hertz e o aluguel do carro foi bem rápido. Saímos do aeroporto umas 21hs (da tarde, na prática), a Fabiana colocou o chip de celular que tinha comprado no Brasil (da easysim4u), miramos o hotel no GPS e pé na estrada.  

Esse voo de ida com 2 conexões cansa viu... 

No último trecho, o corpo doía bastante. Nós 2 somos altos, eu com mais de 1,85m, naquelas cadeiras apertadas...

Se puder quebrar o caminho com uns dias na cidade de conexão é bom, mas precisa de tempo, que não tínhamos...

Outra sugestão é encontrar voos que tenham escala somente em Chicago ou somente em Houston - no nosso caso, ficavam muito caros. 

Se tiver milhas ou $$$, pague por espaço extra no voo para Anchorage (não se arrependerá). 

Fizemos reserva no Inlet Tower Hotel & Suites, e não me arrependo. Um padrão 3 estrelas, com prédio meio velho, mas o quarto era bem amplo, com camas confortáveis. A diária, pelo que era oferecido, foi cara, padrão Alasca, né... 

As nossas compras pela Amazon estavam lá guardadinhas. O hotel tem um estacionamento ao ar livre bem amplo, e está numa localização não muito afastada. Não tinha café da manhã incluído, e o restaurante interno estava fechado quando chegamos. 

Fizemos o check-in e fomos atrás de comida, estávamos famintos. 

Anchorage segue aquele padrão de cidade moderna média americana, com as ruas bem largas, sem muito trânsito, mas com muitos cruzamentos. 

Fomos à uma pizzaria muito recomendada (falo mais dela no dia seguinte), mas estava muito cheia, então deixamos para outro dia, dado o nosso cansaço. Acabamos por comer numa Wendy’s da esquina mesmo. Nem lembro o que comemos, só lembro que foi ruim kkkkkkkkk (mas muito, muito ruim mesmo). É interessante como estes fast foods são piores no Alasca, não comam neles... 

De volta para o hotel, fomos dormir perto da meia noite, com o dia ainda claro. As janelas vedam bem a luz. Pelo cansaço, ao invés de dormir, entramos em coma 😁


Alaska guia de viagem

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Dia 3 - Anchorage

Tiramos esse dia para conhecer Anchorage e fazer as compras necessárias para o nosso tour. 

Anchorage, como disse, é uma cidade média, de uns 200 mil habitantes. Ruas largas e muito limpas. Tudo muito bem cuidado, com um centro de prédios verticais.   

Fomos incialmente para o centro e tomamos café num restaurante. Dali, fomos dar uma caminhada pelo Elderberry Park que dá vista para a Flat Top Mountain. Tem umas calçadas para caminhada, alguns parquinhos bem legais e alguns pontos para fotos.  

Bem próximo dali tem o Captain Cook Monument e o Ship Creek, um rio onde se pescam salmões. Não estava ainda na época dos salmões, então tinha pouca gente pescando. 

Olhando com calma, terminará a visita na hora do almoço. Fomos à praça principal da cidade - Town Square Park - bem movimentada, com algumas lojas de souvernirs, e tem também o Hard Rock Café lá perto. 

Almoçamos um cachorro-quente nesta praça que algum blog nos recomendou, nunca vi coisa mais gostosa!!!!! A dona é uma colombiana, ela faz junto com cebolas, que vai refogando na Coca-Cola (eu também achei estranho), esqueça seu colesterol, coma o que couber, você está de férias, é muito bom.  

Saindo da praça, ainda cheios de endorfinas do cachorro-quente da colombiana, fomos ao Anchorage Museum

Eu particularmente não tenho atração por museus (prefiro a cultura do lugar ao vivo, nas ruas), mas esse vale a pena, principalmente se estiver com crianças. O design externo dele já é uma atração em si. As exposições falam sobre os habitantes pré-históricos e as migrações humanas da Ásia para a América, tem também áreas interativas para crianças com experimentos de física e visitas a animas vivos auxiliadas por funcionários muito bem treinados. Reserve 2hs para visitar esse museu. 

Saindo do museu, fomos ao Lake Hood Floatplane Base. É meio que um parque náutico com marinas e o maior aeroporto de hidroaviões do mundo. Basicamente, uma pista de pouso na água. Há ali muitos locais para crianças brincarem. Ficamos um tempinho ali e vimos várias aterrisagens e decolagens na água. Quando estava na beira do lago, um senhor me deu uma vara para pescar (daquelas chiques, com molinete e tudo) e me disse “just have a good time with your daughter”. Fiquei meio chocado com a empatia, estávamos no primeiro dia, ainda não acostumados com a receptividade dos alasqueanos. Não consegui pescar nada kkkkkk. 

Depois, nos restou ir às compras. Achamos um Walmart e compramos comida para levar nos próximos dias. Como estávamos de carro, a compra resumiu-se a biscoitos, chocolate, garrafinhas de suco, croissants, maçãs, peras, etc, que seriam nossos cafés da manhã e nossos lanches no meio da estrada nos próximos dias (sempre levamos hipoclorito em gotas e uma bacia para higienizar frutas nas viagens). 

Engraçado que a comida no supermercado não é mais cara no Alasca, então, num motorhome, a coisa deve ficar bem econômica, como falei antes. 

Compramos também algumas coisas para a festa-surpresa da Mariana, que fez 5 anos no meio dessa viagem. Atendendo a pedidos insistentes, compramos também uma Barbie tamanho família, que virou a melhor amiga da Mariana.  

No final do dia, já à noite, que não era noite (o cérebro se confunde...), fomos à Pizzaria Moose’s Tooth, muito boa - é uma atração de Anchorage. 

Servem pizzas bem grandes - dá uma espiada nas mesas do lado para não pedir comida demais. Só depois eu percebi que todos levam para casa (hábito deve ser comum num lugar onde não se transita na rua por 9 meses), o que torna comum pedir muito mais comida do que se pode comer. 

Como estávamos de carro, ficou no desperdício mesmo. Não chegue muito tarde para jantar, o lugar fica cheio, parar o carro é meio chatinho, e ficamos um tempinho esperando na porta. Não deixe de ir!!! 


Alaska guia de viagem

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Anchorage Museum

Dia 4 - Seward Highway 

Acordamos com tudo já arrumado no carro e, para não perder tempo, tomamos café com nossas compras de mercado (muffin de blueberry e suco de maçã de caixinha). 

Partimos rumo à Seward Highway com destino a Seward. O caminho tem cerca de 250Km de distância, uma estrada cênica cheia de pontos de parada. 

Logo na saída de Anchorage, tem a Alaska Wild Berry Products  - uma loja de souvenirs, doces e chocolates. Dentro da loja, tem uma cascata de chocolate muito grande - a Mariana nunca foi muito chegada em chocolate e não deu muita importância, mas fico imaginando os apreciadores. Como está no caminho para a saída da Seward Highway, vale a pena uma visita.  

Descendo a rodovia, começa a paisagem de montanhas e os braços de mar que penetram no continente. Como era começo de junho, havia muita neve nas montanhas ainda.  

Vou enumerar as nossas paradas com as respectivas informações:

Potter Marsh (milha 117,4) - Um pântano onde várias espécies de aves são vistas, tem um caminho de madeira suspenso, uma estrutura grande mesmo. Tem várias lunetas (daquelas presas no chão) para ver os pássaros. De cima das passarelas, vimos vários mooses e seus filhotes. Rende umas fotos bem legais.  

Chugach State Park Headquarters (milha 115) - Tudo ali faz parte deste parque natural. Tem um pequeno visitor center. No dia que fomos, estava funcionando uma exposição de animais locais. Tinha muita gente fazendo acampamento e saindo para as muitas trilhas de trekking que iniciam ali. 

Beluga Point (milha 110) - Um parque que está à direita de quem está descendo a Seward Highway. Pare o carro no acostamento e dê uma caminhada por ali. A vista é sensacional e as belugas aparecem ali de vez em quando - não deram as caras no dia que fomos lá - mas, mesmo assim, é um ponto alto do caminho. 

Indian Valley Mine (milha 104) - Uma mina de ouro já aposentada. Hoje recebe turistas. É bem interessante, principalmente se estiver com crianças. Pode-se comprar pequenos potes de terra retirada do subterrâneo para garimpar no tanque deles, onde tem as bateias, pinças e os apetrechos para catar os pedacinhos de ouro que aparecem. A dona do lugar, uma senhora bem simpática, te ajuda. Comprei um pote pequeno por U$ 10 e rendeu 20 minutos de brincadeira. Achei algumas pepitas bem pequenas e ela te fornece um frasquinho para guardar. A Mariana ficou mais interessada nos cascalhos coloridos que apareciam do que nas pepitas em si. Você pode comprar todos os tamanhos de potes de terra, vai até 100 dólares (um baldão) - compre o menor, conselho de amigo...Ao lado tem uma casa com os móveis antigos e as ferramentas de mineração, como se fosse um pequeno museu. 

Bird Point (milha 96) - Um pequeno mirante com vista para o mar. Merece a parada para umas fotos. 

Hotel Alyeska (milha 90) - Hotel bem grande que fica no pé do Monte Alyeska. Ali funciona uma pista de esqui no inverno. No verão, o teleférico que sobe o monte ainda funciona, e vale muito a pena subir. Lá em cima, ainda estava coberto de neve, e foi a primeira vez que a Mariana viu neve na vida dela, imagina a festa. Paga-se cerca de U$ 27 por pessoa (subida e descida). No dia que fomos, estava acontecendo uma quermesse no fundo do hotel, cheio de barraquinhas de comidas. Fizemos um belo lanche ali. Mariana comeu tanto que vomitou tudo 20 minutos depois, já dentro do carro (belo perrengue de viagem, e ela nunca tinha feito isso, ficou arrasada, mas com uma parada no acostamento e muito lenço umedecido, ficou tudo bem). Dentro do hotel tem uma loja da North Face, onde compramos luvas e uma segunda pele para a Mariana. No alto do monte, na estação de esqui, na saída do teleférico, tem um restaurante com uma vista bem privilegiada, tomamos um café lá.  

Alaska Railroad - São os trilhos de trem que acompanham a Seward Highway. Em alguns momentos eles se separam, mas andam juntos a maior parte do tempo. A própria trilha de trem, espremida entre o mar e a estrada, já é uma atração. Um serviço de trem cênico funciona regularmente nessa trilha, iniciando em Anchorage, e terminando em Seward. Vi muita coisa a respeito, mas a logística fica complicada porque o passeio é CARO e, se você desce em Seward, como vai voltar para Anchorage para pegar o carro? Ir e voltar de trem pode ser uma alternativa para quem pode gastar mais, mas você não vai poder ir parando o carro para ver as atrações. Terminamos não fazendo o trecho de trem.  

Depois do Alyeska, já estava ficando tarde (mas ainda claro...) e resolvemos continuar direto até Seward (ainda mais que a Mariana tinha vomitado). Para ter uma ideia de como a Seward Highway é cheia de coisas para fazer, saímos de Anchorage umas 8hs da manhã e chegamos em Seward depois de 21hs, isso para rodar 250Km de estrada, e deixando coisas para serem vistas na volta. Deixe um dia inteiro para esse trajeto, vá com calma, vai dar vontade de parar o carro a cada 10Km para ver alguma coisa.  

Chegamos em Seward depois das 21hs, com sol claro, e logo achamos nosso hotel - Breeze Inn Motel. O hotel é bem simples, os quartos têm portas que abrem direto para o estacionamento e são pequenos, meio apertados. As recepcionistas foram bem simpáticas. O hotel tem lavanderia (daquelas que você usa as máquinas de lavar roupas com fichas, uma boa hora para dar uma lavada nas segundas peles, nas meias, etc). Não tinha café da manhã. O preço é caro, U$ 169 a diária, completamente discrepante do que é oferecido, coisas do Alasca. Mas não me arrependo de ter ficado nesse hotel.  

Seward é um ovo, e o hotel fica praticamente no porto, de onde sairia nosso passeio de barco no dia seguinte. A cidade tem 2 ruas e um centrinho com alguns restaurantes. 

Saímos para jantar e escolhemos o Seward Brewing Co, que é uma cervejaria artesanal (aliás, como tem cervejaria artesanal no Alasca, viu...uma melhor que a outra). Servem uma sopa de frutos do mar, salmão do Alasca, dentre outras coisas. Tem também degustação das cervejas produzidas ali - vem num suporte cheio de copos cheios (o fígado que se vire kkkkkkk). Nós não somos bebedores de cerveja, mas achamos a degustação espetacular (quase pedimos outra kkkkkkk). O ambiente é excelente, não deixe de ir lá. Ah, detalhe, é caro...bem caro...Alasca, né? 

Tem também o restaurante Ray’s Waterfront, fica dentro do porto, de frente para o mar. Jantamos lá na noite seguinte e foi bom, mas não lembro o que comemos, só lembro que não foi ruim. 

Ande pelo centrinho de Seward, há outros restaurantes. Há lojinhas também, compramos uma bota impermeável para a Mariana por uma pechincha.  

Procure pela igrejinha luterana, pare para umas fotos.  O camping onde param os motorhomes também rende uma caminhada com vista legal para o mar gelado. 

O clima em Seward estava bem fechado, o que é o mais comum ali, uma garoa que ia e voltava. Dificilmente dá tempo bom em Seward.




Alaska guia de viagem
  

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Seward Highway

Dia 5 - Seward

Acordamos bem cedo para iniciar o nosso passeio de barco pelos fiordes. 

Fomos pela National Park Tour (6 hour cruise). Tudo ali está contido no Kenai Fjords National Park, e esse passeio náutico foi um dos pontos altos da viagem. Fazia um tempo bem fechado no dia, com neblina e tudo, logo pensei que nosso dia não iria ser bom...Mas, na realidade, o tempo fechado permite os animais virem à tona, e vimos várias baleias bem próximas ao barco. 

O cenário é muito bonito, com falésias de pedra e pinheiros chegando à beira-mar. 

A viagem é longa, dura 6 horas, mas tinha um narrador muito cabeça. Não fica cheio, muitas famílias com crianças. Termina num glaciar enorme. Leve roupa de frio, luvas, e use a segunda pele. 

O passeio é caro, e é bom fechar o negócio antes de sair do Brasil, porque costuma ficar sem vaga. Como eu disse, não foi barato: para nós 3 ficou U$ 435, mas vale a pena. Até servem um café, mas precisa levar uns lanchinhos extras. 

Tiramos o resto do dia para conhecer o Alaska Sealife Center, um daqueles aquários cheios de espécies. Esse é bem organizado, e custa U$ 25 por pessoa. Valeu a pena. 

Depois demos uma caminhada pela “orla” de Seward, a beira-mar ali tem um visual legal...

Na indecisão, acabamos indo jantar no restaurante Ray’s Waterfront, e ainda fomos outra vez no Seward Brewing Co. depois, onde rolou outra degustação de cervejas completa rsrsrrsrsrs...


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Seward


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Dia 6 - Exit Glacier e Glenn Highway

Acordamos cedo outra vez porque teríamos um dia bem cheio. O plano foi sair de Seward, refazer a Seward Highway até Anchorage e ir rumo ao leste na Glenn Highway até Glacier View, onde tínhamos uma reserva numa pousada. Como eu já disse, foi hora de ver o que ficou faltando na ida (e não foi pouca coisa). 

Saindo de Seward, fomos ao Exit Glacier (não fomos no dia anterior pela chuva). O clima estava melhor, mas ainda fechado. Para chegar ao glaciar, precisa sair da estrada e pegar uma via secundária até o visitor center e, de lá, vai a pé por uma trilha (bem tranquila) de uns 2Km. 

Uma guarda florestal estava de plantão (uma senhora de uns 70 anos), e dissemos a ela que queríamos comprar um spray de barulho para espantar ursos, mas ela nos disse que não era necessário, que não teríamos problema nenhum. Ela nos pareceu bem sincera...Acreditamos... 

A caminhada para o Exit Glacier e a própria estradinha que chega lá já são uma atração à parte, e consegue-se chegar bem perto do paredão de gelo. No visitor center funciona um pequeno museu, pare para dar uma olhada. 

Não saia de Seward sem ver o Exit Glacier!!!


Alaska guia de viagem

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Exit Glacier

Pegamos então a estrada rumo ao norte. Engraçado como achamos mais mil lugares para parar e ver a paisagem no caminho de volta.  

Vou citar os locais de parada: 

Alaska Wildlife Conservation Center (milha 79) - Um pequeno zoológico com animais recuperados do ambiente selvagem por lesões ou doenças e que não podem ser reincluídos na natureza. Tem ursos, porco espinho, mooses, etc. Aproveitamos muito a parada.  

Floresta Petrificada - Infelizmente não tenho anotado o lugar exato. Mas a história foi de um terremoto que rebaixou o terreno e salgou a terra por invasão da água do mar (isso na década de 60). As árvores foram mumificadas (uma versão polar do Deadvlei). Ficou uma floresta sem folhas e um monte de corvos negros nela (dá para ter medo rsrsrsrsrs). Por curiosidade, esse terremoto foi o mais forte já registrado na história da humanidade (é o que falam). 

Cidade de Wittier e o Lago Portage - Você terá que sair da estrada principal em Portage rumo a Wittier, uma estradinha muito cênica, margeada pelo Portage Creek, que nasce do Lago Portage. Wittier está no final desta estrada e fomos lá primeiro para depois ir ao lago. Agora vem o inusitado: a cidade de Wittier inteira mora em apenas um prédio!!!!! Antiga base naval americana na segunda guerra, que acabou virando um porto e uma vila. De tanto frio que faz, todos se mudaram para um prédio. Outra bizarrice: chegando lá, tem um túnel de 10Km de pista simples e pelo mesmo lugar passam as 2 mãos de trânsito (ida e volta) e uma estrada de trem, que se alternam em horários diferentes. Fiz a funcionária jurar que não viria um trem na contramão kkkkkkk. O túnel já vale a visita. Wittier tem um porto bem legal, e comemos lá numa pequena pizzaria na beira da estrada na chegada. Voltando de Wittier, fomos à beira do Lago Portage, onde tem um pequeno porto, e de lá sai um passeio de barco até o glaciar que o origina. Chegamos fora do horário de partida e teríamos de esperar mais 3 horas pelo próximo, então não fomos (sensação de tijolo no coração até hoje). Não perca essa saidinha da estrada até Wittier, foi legal...Só confere os horários de abertura do túnel no sentido da volta, para não ficar de castigo esperando muito tempo.  

Voltando a Anchorage - Voltando para a estrada principal, continuamos até Anchorage novamente e, como já eram umas 19hs (com sol quente ainda), paramos e jantamos no Bear Tooth Theatre Pub, que era no caminho. Servem cheeseburgers caprichados com batatas-fritas (daqueles com 4.500 calorias que só os americanos sabem fazer). É muito bom, mas, se tiver que escolher apenas um lugar para comer em Anchorage, vá na pizzaria do primeiro dia.


Alaska guia de viagem

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Glenn Highway - Passamos em Anchorage, e viramos à esquerda na Glenn Highway, que vai de Anchorage até Glennallen. Foi a estrada mais bonita da viagem. 

Quando entramos nela para valer (passando de Palmer), já eram umas 22hs. O crepúsculo dura muito nesses lugares de latitude muito alta no verão (aquele momento dourado com sol se pondo vai durar horas). 

Foi o que nos aconteceu naquele dia: as montanhas iluminadas pelo sol vermelho, depois roxo, foram talvez a melhor experiência da viagem. Da estrada, avistamos um glaciar que estava à direita, o Matanuska Glacier (fomos até lá no dia seguinte).  

Chegamos em Glacier View, que não é uma cidade propriamente dita, é um território com coisas espalhadas. 

Nossa pousada lá foi no Majestic Valley Lodge, que encontrei na internet e não está nos sites de busca (reservei pelo site do hotel mesmo, coisa que eu não costumo fazer pelo risco de tomar um cano e não poder reclamar no Brasil). 

Chegamos com a Mariana apagada no banco de trás, fui ver a hora e já passava de meia noite!! Daí a explicação de não ter ninguém na recepção quando chegamos e a funcionária apareceu com a cara amassada, fiquei meio sem entender kkkkkkk estava de dia ainda ué...Brasileiro não sabe lidar com essas coisas. 

A pousada funciona em 2 prédios, um principal com a recepção e um restaurante, e um anexo onde estão os quartos. É bem pequena, com uns 10 quartos apenas. Só estávamos nós de hóspedes.  

O quarto era pequeno e meio abafado. No anexo dos quartos também tem uma sala de estar ampla com sofás e café numa máquina Nespresso. Ambiente legal para uma reunião e para conhecer novas pessoas, mas só tinha a gente mesmo. 

No dia seguinte, era o aniversário da Mariana de 5 anos. A Fabiana tinha comprado balões em Anchorage (escondido dela) e algumas guloseimas e já tínhamos achado um pequeno restaurante na estrada, a alguns km dali, onde compraríamos um pedaço de bolo. 


Alaska com crianças (ou não): guia de viagem completo do Leandro

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Dia 7 - Matanuska Glacier e Talkeetna

Acordei bem cedinho e saí de fininho. Peguei a Glenn Highway sozinho e fui até o restaurante que tínhamos visto na ida (almoçamos nele depois, excelente). Comprei umas tortas de maçã e framboesa para fazermos a festinha. 

Nessa minha volta solitária, vi a Lion’s Head Rock!!! Uma foto clássica dessa estrada que não vimos na ida porque estávamos indo no sentido contrário. Então, se for fazer a Glenn Highway direto até Glennallen, fica esperto para não perder, pois, se não olhar para trás, não vai encontrá-la! 

Fizemos uma mesa com balões, guloseimas e uma vela de 5 anos. Momento de felicidade total. Demos os outros 45 brinquedos comprados no Walmart rsrsrsrrs. Foi o segundo aniversário dela no exterior (o de 3 anos foi em Dubrovnik, mas aí já é outra história). 

O hotel tem uma área externa bem cuidada, com um gramado com vista para as montanhas. Fizemos a festa da Mariana numa mesa de picnic ao ar livre, com montanhas nevadas ao fundo (melhor que qualquer buffet em São Paulo rsrsrsrsrs).

Fizemos o check-out e fomos achar o tal do Glaciar de Matanuska - pesquisamos na internet sobre ele. Antes disso, uma parada OBRIGATÓRIA para uma foto da Lion’s Head (foto que ficou na capa do meu Facebook por muito tempo). 

O Glaciar de Matanuska é enorme e facilmente acessado a pé. Está dentro de uma propriedade particular que cobra U$ 60 por carro que entra (não fica pensando nem convertendo em reais, não...paga e entra). 

Tem que sair da Glenn Highway (na milha 102) e pegar uma estrada secundária não pavimentada com umas descidas bem íngremes. Numa chuva mais forte deve ficar intransitável, e tenho dúvidas se um motorhome passa ali. 

Chegando na sede da fazenda, paga-se a taxa e pedem para assinar um longo contrato sobre riscos do glaciar, etc. Mais à frente, o carro fica estacionado e você faz uma caminhada até o glaciar de uns 100m. Tem que andar sobre água de desgelo com bastante lama, então use botas impermeáveis. Logo estará sobre o gelo, e terá fotos de dar inveja.  

Não deixe de ir ao Matanuska, não se intimide pela entrada escondida e o caminho sem asfalto. Existem excursões guiadas até umas grutas de gelo, lugares incríveis, mas não tínhamos tempo e não é um programa compatível com crianças. Para quem gosta dessas coisas, vale a pena pesquisar. 

Saindo do Matanuska, almoçamos num restaurante que chama Grand View (foi onde comprei o “bolo de aniversário” da Mariana), na Glenn Highway, comemos pizza, e foi muito bom. O preço não é extorsivo. 

Continuamos no caminho inverso da Glenn Highway e depois subimos para o norte, rumo à nossa próxima cidade: Talkeetna.  

Chegamos em Talkeetna no fim da tarde. A cidade é um ovo também, mas bem movimentada. Tem uma rua principal cheia de barzinhos e uma feira ao ar livre. A cidade termina no Talkeetna River e, na sua beira, dá para ver, bem de longe, a cadeia de montanhas do Denali National Park.  

Talkeetna é famosa por aparecer nas séries de televisão que mostram o Alasca, e tem um tal de um gato que dizem que é o Prefeito da cidade, mas não consegui ver o bicho. 

Ficamos o resto do dia de bobeira lá e fomos para a nossa hospedagem escolhida em Talkeetna - a Talkeetna Hideway Guesthouse

É um local bem pequeno, com 6 ou 7 quartos. Nosso quarto era o único com banheiro privativo. Era bem pequeno, mas nos coube bem. O proprietário não fica muito no lugar, só o vi no check-in, pediu para deixar a chave em cima da mesa quando fôssemos embora e assim foi feito... 

Tem uma cozinha comunitária que não utilizamos. Fica bem escondida, no meio de uma mata, e assusta um pouco quando você chega, mas logo se acostuma. Custou U$ 140 a diária. Caro para um hostel, porém não encontrará nada mais barato em Talkeetna. 

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Dia 8 - Sobrevoo do Denali

Acordamos em Talkeetna no nosso hostel e fomos direto para o aeroporto da cidade. Havíamos contratado um sobrevoo sobre o Monte McKinley.  

Logo ao norte de Talkeetna, existe uma grande cadeia de montanhas que é a continuação das Rochosas Canadenses. Nessa cadeia de montanhas, está localizado o Monte Denali (ou McKinley), que é o ponto mais alto da América do Norte. Isso tudo fica dentro do Denali National Park (que seria nosso próximo destino). 

Existem muitas opções de sobrevoo, com vários trajetos e preços. Compramos um que dava a volta no Monte McKinley e depois pousava no banco de neve no alto da montanha para um passeio (sim, pousa o avião no banco de gelo no topo da montanha). 

Fizemos pela Talkeetna Air Taxi e escolhemos o passeio chamado “Mountain Voyager with Glacier”, que achamos o de melhor custo-benefício. Há opções sem pouso na montanha que são mais em conta. O preço para nós 3 ficou em U$ 999. Eu sei, doi... 

A empresa é bem organizada e bem falada nas redes sociais. Fechamos o negócio ainda no Brasil. Chega-se no horário marcado no escritório deles, que fica no Aeroporto de Talkeetna. Funciona como um voo doméstico, um funcionário faz o check-in e te dá um cartão de embarque. Ficam todos esperando num pequeno espaço até a hora do voo. 

O passeio é feito em aviões monomotores em que cabem umas 10 pessoas. Vai um piloto só - no nosso caso foi uma mocinha de uns 30 anos, simpática, de porte pequeno, bem magrinha, vestindo roupas descoladas, como se estivesse indo ao shopping no domingo à tarde (deu um pouco de pânico quando vi), mas ela passou muita segurança quando fez uma breve explicação. Contou que pilotava desde os 13 anos com o seu pai, e desde então foi só o que fez na vida.  

Eles fornecem capas de sapato para descer na neve. Não esqueça de levar os óculos de sol, pois lá em cima, apesar do verão, estará coberto de neve, e o sol reflete o branco do gelo, podendo fazer queimaduras oculares (ai...). Eles forneceram óculos para a Mariana.  

Se o tempo fechar na montanha, eles não fazem o passeio e devolvem o dinheiro. Graças a São Pedro, isso não nos aconteceu, mas é muito comum acontecer. 

O passeio foi sensacional, o pouso no alto da montanha foi surreal. Descemos e ficamos um bom tempo caminhando na neve. A Mariana dormiu na primeira parte do voo, mas, quando desceu, brincou bastante na neve. Comentei com a pilota que, naquela viagem, a Mariana tinha visto neve pela primeira vez. Ela fez “Oi??? Como assim???” 

Deve ser bizarro para alguém do Alasca conhecer uma pessoa que chegou aos 5 anos de idade sem conhecer a neve. Ela ficou abismada de não nevar no inverno no Brasil. 

A descida na montanha é feita numa pista de neve fofa, e o avião tem trenós nos trens de pouso, é bem suave.

Apesar da neve toda lá em cima, não faz tanto frio, e um casaco mais reforçado e a segunda pele para as crianças vão segurar bem. Use botas impermeáveis, ou ponha as capas de sapato que eles fornecem, ou vai se molhar todo.  

A volta foi tensa na decolagem, ela literalmente joga o avião numa descida e decola após tomar velocidade, mas a moça não brincava em serviço e chegamos sãos e salvos. 

A empresa me pareceu bem séria e recomendo fazer o passeio com eles. Não há muito o que se preocupar com os aviões - lembre-se que é aviação civil em território americano, bem fiscalizada e regulada. Se o orçamento permitir, não deixe de fazer. 

Alaska com crianças (ou não): guia de viagem completo do Leandro

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Saindo do aeroporto, passamos mais uma vez pelo centrinho de Talkeetna, tem o Nagley’s Store (onde mora o tal do gato Prefeito), dê uma passadinha. Tem ainda a Denali Brewing Co, mais uma cervejaria artesanal no Alasca, e é a mais famosa delas. Se for apreciador, eles vendem fardos de latas, compramos alguns e trouxemos para o Brasil (na época em que ainda tínhamos franquia de 2 malas de 32kg por pessoa), são excelentes. 

Lembra do que falei dos parquinhos para crianças? Pois é, o parquinho público de Talkeetna foi o mais completo de todos. Se estiver com crianças, não saia de lá sem uma visita. Fica próximo do centro, pergunte para os locais e terá a localização. Totalmente construído pela comunidade.  

Saímos de Talkeetna e fomos rumo ao norte, em direção à cadeia de montanhas do Denali. 

Denali National Park é um dos maiores parques naturais nos EUA e talvez a atração mais visitada do Alasca. Desde Talkeetna, você conseguirá avistar as montanhas ao fundo (e que vista...) e existem vários mirantes no caminho, todos com estrutura de estacionamento, banheiro, mesas, etc. 

São pontos de parada: Denali View South (milha 35), Trapper View (milha 115) e Denali View North (milha 163). Pare em todos e faça esse caminho com calma e tempo. Vimos alguns mooses na beira da estrada.  

Paramos em um restaurante chamado Denali Bake (milha 238), um lugar todo de madeira com a comida boa e não muito cara, sensacional. Ao lado tem umas lojinhas e uma sorveteria que a Mariana quase fechou o lugar de tanto comer. Vendem um sorvete todo colorido, sabor algodão-doce... 

Sonho de qualquer criança srsrsrsrrsrsrs. Só fiquei com medo da menina fazer xixi azul no outro dia. 

Continuamos a seguir para o norte até alcançar o Denali National Park. Não é tão simples circular no parque. Não pode entrar com o carro próprio e existe um sistema de ônibus com os quais se circula lá dentro. 

Ficamos num hotel pertencente ao parque nacional - Denali Park Village

Na realidade, é um complexo de alojamentos e campings. Fica próximo ao visitor center do Denali, de onde saem os ônibus que entram de fato no território do Denali. A estadia nestes alojamentos não é barata (U$ 120 a diária). 

Chegamos no Park Village no início da noite (que não era noite), fizemos o check-in na sede e fomos para o quarto em um dos inúmeros prédios de alojamentos. O lugar é enorme e movimentado. Muita gente nova, famílias e casais de idosos. Ao lado dos prédios de alojamentos, havia lojas, praças e locais de convivência. O astral do lugar é ótimo.  

O quarto em si era bom, com camas muito confortáveis e banheiros bem espaçosos, talvez o melhor quarto que tínhamos ficado até então no Alasca. Tem um restaurante no prédio da sede, extremamente caro (uma porção de batatas-fritas saía por U$ 35). 

Existe uma espécie de praça de alimentação logo na saída do Village com um Subway, e comemos ali. Eu já disse como os fast food no Alasca são ruins, né...esse não foi diferente.  

Uma ideia boa é levar comida de Talkeetna para comer à noite no Village, numa das mesas de picnic espalhadas por lá.  



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Dia 9 - Denali National Park 

Acordamos cedo e pegamos o carro para ir até o visitor center, de onde saía nosso ônibus para visitar o Denali National Park.

Compre os ingressos ainda no Brasil, pois costuma esgotar, principalmente se for em julho e agosto. Os ônibus, na primeira semana de junho, tinham acabado de voltar a funcionar (eles param tudo no inverno). 

Os ônibus têm um design retrô, pintados de verde e quadradões. Vão circulando nas estradas do Denali e revelando toda a sua beleza natural. O relevo chama atenção, e havia ainda muita neve no local, que completava o espetáculo. Vimos muitos cervos e ursos pardos. O ônibus faz várias paradas e você pode ficar no ponto e esperar pelo próximo.  Fomos no mesmo ônibus, uma vez que as paradas tinham tempo bem satisfatório. E eles não garantem se irá ter lugar nos próximos ônibus que passarem. 

Há opções de comprar vários trajetos pelo parque, pegamos um ticket de ida até Eielson e retorno. Tem como avançar mais, mas esse trajeto já rendeu 8 horas de ônibus, foi mais do que suficiente...

Leve comida e água, pois não tem muita coisa para vender lá.  

Esse passeio pelo Denali foi uma das melhores experiências no Alasca, nunca deixe o Alasca sem ir ao Denali!! 

Voltamos MORTOS de cansaço, pegamos o carro e voltamos para o Park Village. Jantamos no restaurante overpriced do hotel mesmo, tamanha era nossa fome e vontade de dormir. 


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Dia 10 - Fairbanks

Acordamos e fomos ao visitor center do Denali para pegar o ônibus que nos levou até um centro de criação e treinamento de cães de tração de trenós. 

O passeio é mais ou menos... 

Fazem umas explicações sobre a vida dos cães e umas apresentações. Somente se tiver mais tempo vale a pena ir.  

Depois, saímos do Denali e pegamos a estrada para o norte, rumo a Fairbanks, nosso último destino no Alasca. 

Depois que passa o Denali, a cadeia de montanhas termina e o caminho fica reto e monótono, sem muita coisa para ver. Foram 250Km sem muitas paradas. Uma atração é o ônibus utilizado no filme Into the Wild. Tem uma réplica nos fundos de uma outra cervejaria artesanal (49th State Brewing). Não fomos...  

Chegamos em Fairbanks, cidade bem menor que Anchorage, com cerca de 30 mil habitantes, com alguns prédios mais altos, avenidas largas e aqueles cruzamentos americanos típicos.  

Fomos direto para uma cidadezinha vizinha, chamada North Pole, onde tem uma loja bem grande de produtos de natal. Fica aberta o ano inteiro. Uma perdição para quem gosta de penduricalhos de árvore de natal. É famosa por ter o Papai Noel verdadeiro (esqueça o da Finlândia, você está na América). 

Foi uma coisa legal, a Mariana sempre teve muito medo de Papai Noel, e eu nunca tinha conseguido uma foto dela no colo de um (aqueles que ficam nos shoppings ela não chegava nem perto), mas esse Papai Noel era tão bonzinho que a convenceu de fazer uma foto (isso com ele falando em inglês e eu traduzindo para ela). 

Tamanha a simpatia do vozinho que o final da fobia dela foi ali. Em 5 minutos ela estava cochichando para eu fazer mais pedidos de presentes de Natal kkkkkkk. 

Ali também vendiam muitos brinquedos e presentes para crianças (mais caro que o Walmart). 

Tem também a possibilidade de mandar cartões postais com carimbo de North Pole. Custava 1 dólar por carta, e mandamos uns 5 para os avós, amiguinhas e primos, chegaram em duas semanas. No lado de fora da loja, tem uma criação de renas. 


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De North Pole fomos para os arredores de Fairbanks, e vimos um oleoduto gigantesco que fica ao lado de uma rodovia. Nada muito espetacular...é o Trans Alaska Oil Pipeline na Steese Hwy

Entramos em Fairbanks e fomos ao Pionner Park

É um parque temático muito bem elaborado, que me lembrou muito a antiga Cidade da Criança em São Paulo, com muitos brinquedos, carrossel, bate-bate... 

Fazia calor, a ponto de voltarmos para o carro para pegar algo mais leve para a Mariana vestir. Foi um momento dela se divertir. Ficamos ali um bom tempo. Tinha sorvete, barraquinha de pipoca, algodão doce, e tudo que criança gosta. Uma excelente forma de recompensá-la pelo bom comportamento na viagem.  

Depois do parque, foi hora de circular um pouco pelo centro de Fairbanks. Para entender esse lugar, primeiro dê uma olhada onde fica essa cidade, lá no meio do Alasca. Tudo ali congela abaixo de 35 graus negativos durante mais de 6 meses por ano. Estávamos nos 2 meses em que a temperatura fica acima de zero na cidade. É tudo muito vazio ali, meio cidade-fantasma. Fomos à praça central e andamos na avenida principal - era uma paradeira que chegava a dar um pouco de tristeza. Existe uma praça com um monumento e chafariz, meio depressiva... 

Já passava de 20hs (da tarde), e encontrei um Pizza Hut no GPS. Pensamos, comida rápida, fácil e barata. E lá fomos nós. Foi o pior Pizza Hut da minha vida (lembre-se do que falei sobre fast foods no Alasca). O lugar era grande, mas estava vazio (como tudo em Fairbanks), e o garçom não falava inglês. Com muito custo, consegui saber de onde vinha, da Bósnia...depois de muita negociação, ele entendeu que queríamos um cardápio, veio um papel todo amassado e confuso (foi surreal, gente kkkkkkkk o cardápio não tinha nexo), mas ele falou (apontou, né, porque não falava inglês) que geralmente só se pedia uma pizza lá, e me mostrou qual era. 

Ué...se só pedem uma, e nem cardápio tem direito, vamos nela, né? Veio uma coisa entre calabresa e portuguesa, não estava bom, mas era o que tinha no momento. Demos ótimas risadas com nosso novo amigo Bósnio, mesmo ele tendo servido a gente tão mal rsrsrsrsrsrsrs... 

Nessa altura, já se passavam das 22hs (o dia não acabava nunca), e fomos atrás do hotel que reservamos: Westmark Fairbanks Hotel. Um hotel de grande porte, num prédio grande e vertical. 

Custamos a encontrar porque as ruas ao redor estavam todas fechadas por obras, e o GPS nos jogava nos trechos interditados.  

Depois de muita peleja, chegamos. A recepção não foi simpática, umas funcionárias mal encaradas e sem paciência. Tentei ver o cardápio do restaurante, que ficava bem ao lado da recepção, mas o funcionário não deixou (estava fechado). Expliquei que queria programar as refeições do dia seguinte, mas mesmo assim não deixou. Resultado: não comi lá no dia seguinte. 

O quarto era legal, com uma janelona com vista para a cidade. Colocamos todas as malas naqueles carrinhos de empurrar para subir no elevador. Quando abri a porta do quarto, o telefone já tocava, atendi, e era o porteiro mandando descer com o carrinho, que não podia ficar muito tempo com ele. 

Poxa, tinha uns 5 carrinhos lá parados, precisava esse estresse todo? Gostei da estrutura do hotel, mas não gostei nem um pouco da atitude dos funcionários, todos eles. Custou U$ 134 a diária. Único hotel da viagem que não aconselho.




Dia 11 - Fairbanks

Seria o dia livre em Fairbanks, antes do nosso voo para Chicago à noite (23hs). 

Iniciamos o dia indo até o campus da University of Alaska Fairbanks. Muito impressionante a estrutura da universidade naquele fim de mundo. Tem um centro esportivo de dar inveja, uma fazenda experimental, um observatório (não deu para entrar) e um jardim botânico. Vai gastar umas 3hs para ver tudo. 

Fomos também ao Museum of the North, construção estilosa com acervo de história do Alasca e filmes informativos. Se não me falha a memória, era gratuito. Uma hora lá é o bastante. 

Outro lugar onde fomos foi ao Fairbanks Ice Museum, que está no centro da cidade. Ocorrem visitas guiadas numa câmara fria cheia de esculturas de gelo, mostram um filminho num auditório da década de 60, pode brincar num trenó que desce uma rampa de gelo lá dentro, e o passeio termina com uma demonstração de esculturas no gelo. O dono é um vozinho simpático. O lugar é meio caidinho, parece estar ali sem nenhuma intervenção há mais de 40 anos. Pode ir sim, mas não vá com muita expectativa. Importante lembrar que as visitas iniciam em horários predeterminados (confira antes para chegar na hora).

Como nosso último suspiro no Alasca, fomos à beira do Chena River para ver as pessoas saindo de rafting nos botes, e havia uma placa “I love Alaska” no fundo, onde fizemos nossa última foto no Alasca. 

Um conselho que faço a quem chegará em Fairbanks é ir até o Círculo Polar Ártico (como detalhei antes). 

Não tem muita coisa que valha a pena na cidade. A menos que visite após o mês de outubro, pois o lugar é um dos melhores no mundo para assistir a aurora boreal. No verão, como não anoitece, não tem nem sinal dela.

Daí chegou aquela hora trágica...hora de encher o tanque e dar uma limpada no nosso carro para devolver no aeroporto. Como sempre nos EUA, a devolução do carro foi bem fácil. 

O Aeroporto de Fairbainks é de médio porte, recebe muitos voos domésticos e do Canadá, tem portões de embarque com finger e tudo. Fizemos o check-in na United e o voo saiu no horário, num 737 com cadeiras desesperadamente apertadas, onde passaríamos a noite inteira (são mais de 6 horas de voo até Chicago), e não serviram nem água.  



Alaska com crianças (ou não): guia de viagem completo do Leandro

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Dia 12 - Chicago

Pousamos no Aeroporto Chicago O’Hare de manhãzinha, e ainda passamos alguns dias lá conhecendo a metrópole, mas isso já é assunto para outro post...
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O Leandro já contou aqui no blog sobre uma outra grande aventura da família, na Ilha de Páscoa - não deixe de ler aqui: 


Leia também o relato da Erika aqui no blog sobre a viagem da família dela pelo Alaska:

Sobre o Alaska, leia também





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Claudia Rodrigues Pegoraro

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