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Ilha de Páscoa com crianças (ou não): tudo o que você precisa saber para planejar a sua viagem

Tem vontade de visitar a Ilha de Páscoa? Pois neste relato você encontrará todas as dicas que precisa para conhecer a mais remota ilha chilena: como chegar, o povo Rapa Nui, como se deslocar pela ilha, onde ficar, onde comer, dicas de roteiro e as principais atrações turísticas!

Ilha de Páscoa com crianças

Sempre tive vontade de conhecer a Ilha de Páscoa e, depois deste post escrito pro Pequeno Viajante pelo Leandro, a vontade só aumentou!

Vocês também têm vontade de visitar a Ilha de Páscoa? Pois neste relato encontrarão todas as dicas que precisam para conhecer a mais remota ilha chilena: como chegar, o povo Rapa Nui, como se deslocar pela ilha, onde ficar, onde comer, dicas de roteiro e as principais atrações turísticas!

O texto do Leandro ficou tão completo que já estou torcendo pelos próximos posts dele aqui no blog! 💙 

Com vocês, a Ilha de Páscoa por @leandrotangari - sigam ele lá no Instagram para ver mais fotos das aventuras desta família viajadeira:

A nossa viagem à Ilha de Páscoa aconteceu em novembro de 2016. 

Conhecer a ilha e seus moais sempre foi para mim um grande sonho, desde minha infância. A história do lugar é cheia de perguntas nunca esclarecidas e mistérios, e as belezas natural e arqueológica são únicas no mundo. 

Foi assim que decidimos que iríamos colocar aquele destino nos nossos currículos. Talvez tenha sido um dos lugares que nos deixou maior sensação de agradecimento e satisfação. 

Ilha de Páscoa com crianças
Ilha de Páscoa com crianças

Como chegar na Ilha de Páscoa

Chegar à Ilha de Pascoa vai envolver, invariavelmente, um voo da Latam que sai de Santiago rumo ao Aeroporto de Hanga Roa (o único da ilha - aliás, a pista dele toma quase 1/3 do território kkkkk). 

A passagem partindo de São Paulo (com conexão em Santiago) tem um preço bem salgado, que ficou um pouco melhor após a fusão Lan-Tam, mas mesmo assim continua caro (muitas vezes mais caro que um trecho para a Europa). 

Porém, a Ilha de Páscoa está em território chileno, o que torna a viagem um trecho dentro da América do Sul no sistema de milhas da Latam. Assim, consegui uma pechincha Ribeirão Preto - São Paulo - Santiago - Ilha de Páscoa por 20 mil pontos o trecho por pessoa. 😜

O voo Santiago - Ilha de Páscoa é operado em aviões de grande porte (a Latam geralmente usa os moderninhos 787 dela), com 2 partidas diárias. 

Duas vezes por semana, o voo continua até o Tahiti (pousando em Papeete), uma boa ideia para quem tem mais tempo e $$$ para esticar as férias, depois de uma semana na Ilha de Páscoa. 

O voo é longo, umas 6hs de Oceano Pacífico e, pasmem, a terra firme mais próxima é Santiago, ou seja: se, ao chegar na Ilha de Páscoa, o aeroporto estiver fechado, o avião tem que fazer meia volta e voar as 6hs de volta até Santiago!!! Por isso, utilizam somente aviões de grande porte com autonomia para longas distâncias. 

É difícil casar um voo com conexões confortáveis, e nossa ida tinha uma estadia em Santiago de mais de 12hs (de 21h até 09h). 

Como estávamos com a Mariana (na época 4 anos), e sem a menor disposição de dormir no chão do aeroporto (coisa que já fizemos bastante rsrsrsrsrs), reservamos um hotel bem próximo - Hotel Diego de Almagro Aeropuerto, que tinha transfer de graça para o aeroporto. 

O preço não foi muito caro e o hotel é confortável - serviam café da manhã a partir das 4hs da manhã. Nos pegaram e deixaram no aeroporto sem tropeços. 

Existe um outro hotel praticamente dentro do Aeroporto de Santiago - Holiday Inn Santiago Airport Terminal, com preço beeeem mais caro. 

Outra opção (que fizemos na volta) é pagar uma sala vip - tem uma que funciona 24hs e é filiada ao grupo Lounge Key (essas coisas mudam, pesquisem antes). Dependendo do seu cartão de crédito, cobram 27 dólares a entrada. 

Ali, encontrará umas poltronas melhores, chuveiros, comida, e outras coisas que poderão te proporcionar uma noite com um pouco mais de dignidade do que o chão da sala de embarque te oferece (repito, não tenho nada contra, e já fizemos algumas vezes rsrsrsrsrsrs). 

O Aeroporto de Hanga Roa é muito simples. Basicamente só recebe o voo da Latam que chega e volta de Santiago e, como falei antes, 2 vezes por semana este voo continua até Papeete. 

Havíamos combinado um transfer até o hotel previamente. Uma van nos pegou e foi deixando os turistas nas respectivas acomodações.

Não sei ao certo se há um serviço de táxi por ali, e as locadoras de carro não têm guichê no aeroporto (entregam o carro no hotel). Então, pelo dito, dê uma planejada para não passar aperto. 

Ilha de Páscoa com crianças
Voo Santiago - Hanga Roa

Ilha de Páscoa vista de cima - toda a ilha está na foto

A Ilha de Páscoa

A Ilha de Páscoa é, nada mais nada menos, que um conjunto de vulcões inativos no meio do Oceano Pacífico. 

É muito isolada, talvez a ilha mais distante de terra firme do mundo, a 4 mil km de qualquer outra civilização. 

Além de isolada, é pequena, incrivelmente pequena. O maior diâmetro não passa de 20Km. 

Hanga Roa (cerca de 3,5 mil habitantes) é a cidade-base na ilha, onde estão os hotéis, restaurantes, etc. É uma pequena vila, com algumas ruas pavimentadas. 

A ilha conta com um sistema de estradas simples, mas em bom estado de conservação, e é bem fácil circular com um carro. Não existe sistema de transporte público. O governo chileno conserva bem o lugar e tudo está contido num parque natural bem vigiado. 

Como é um território chileno, fala-se espanhol, e a moeda corrente é o peso chileno. 

A comida também segue o padrão chileno, com aqueles pãezinhos redondos no café, pisco, ceviche... 

A estrutura da ilha não parece muito precária - vi um hospital lá (nem cheguei perto rsrsrsrs), tem alguns mercadinhos, um banco, um correio, tudo muito simples. 

Todos os hotéis (pousadas) são rústicos e pequenos, desista de achar um resort com piscina de borda infinita. 

Os preços na ilha são de chorar, tudo é muito caro. Desde as pousadas aos restaurantes. As refeições que fazíamos nós 3, à noite, não saíam por menos de R$ 300,00 (sem incluir vinho). 

O Chile em si já é caro para brasileiros, e a Ilha de Páscoa é cara em relação ao Chile continental. Mas, paradoxalmente, não é uma viagem em que se gasta tanto, uma vez que se come pela manhã no café do hotel, devora-se os biscoitos que você comprou na vendinha à tarde, e à noite será o único gasto com o jantar, que pode ser substituído por uma empanada (sim, lá vende, é Chile...rsrsrsrsr). 

Uma semana na ilha é bem suficiente para ver tudo com calma e curtir a praia de Anakena

O clima é subtropical, a latitude é a mesma de Florianópolis. A temperatura fica entre 20 e 25 graus o dia todo e venta muito, pela manhã talvez precise de um casaco. Em novembro chove pouco, época que fomos, pegamos céu azul o tempo todo. 

A ilha pertence a um parque natural do Chile, cobra-se 60 dólares por pessoa por 5 dias. Eles te dão um ticket, que é carimbado com a data inicial. Tem que mostrar este ticket o tempo inteiro na ilha. Compra no aeroporto, na sala de desembarque, e eles aceitavam dólares na época. Mariana, de 4 anos, não precisou pagar. 

Quando chegar à ilha, vai começar a perceber que as únicas cores dali são 3: o azul do mar e do céu, o verde da grama que cobre praticamente a ilha toda, e o cinza das pedras vulcânicas e dos moais. 

As cores são intensas e difíceis de domar na câmera, por isso, se você curte fotografia, vai precisar de mais tempo para visitar os lugares em diferentes partes do dia. Pode parecer que sim, mas não editei muito as cores das fotos, principalmente da água do mar. Inclusive, em algumas vezes, reduzi o azul, porque estava ofuscando o resto.

Eu JURO kkkkkkkk... 

rua de Hanga Roa

O povo Rapa Nui 

São os habitantes originais da ilha. 

Chegaram da Oceania em embarcações pequenas em torno do ano 300 a 400DC. Foram muito numerosos no passado (podem ter chegado a 15 mil) e entraram em declínio. 

Em 1722, no primeiro contato com os europeus, eram cerca de 2 mil. 

A população Rapa Nui foi mais reduzida ainda nos séculos XIX e XX, em grande parte por emigração para outras ilhas do Pacífico (Havaí, Tahiti, etc). 

Em 1722, os holandeses foram os primeiros europeus a encontrar a ilha. Com as cerca de 2 mil pessoas ali vivendo, não existia nenhum registro escrito do que havia acontecido ali no passado, apenas histórias verbais passadas de geração a geração. Junto a estas pessoas remanescentes, os 887 moais estavam ali espalhados. Acredita-se que foram construídos entre os anos de 800 a 1200. 

Hoje, há menos de mil Rapa Nuis na ilha. Têm uma língua e cultura próprias, mas já bastante influenciados pela população chilena muito presente na ilha. Antes de viajar para lá, é imprescindível uma leitura sobre o assunto. 

Muitas especulações são feitas sobre o papel destes moais, mas são apenas especulações, não há registro escrito da época de suas construções e as datas são estimadas por carbono 14. 

Mistério puro, gente... 

Como os Rapa Nui chegaram até ali, é motivo de discussão. Pela análise genética da população e linguística, sugere-se que saíram de ilhas próximas da Nova Guiné e seguiram em mar aberto em embarcações precárias sem escrita ou bússola até chegar à ilha. 

É, sem dúvida, uma gente corajosa. 

Orongo

Como se deslocar na Ilha de Páscoa

A melhor maneira, sem dúvida, é alugar um carro. 

Vi muita gente de bike (inviável para nós com nossa pequena viajante). 

Não existem lá locadoras grandes como a Localiza, Budget, etc. As únicas, na época, eram a Insular e a Oceanic (aluguei com a primeira). Alugam uns jeepinhos da Suzuki. 

O preço é bom, não foi muito caro (US$ 165 por 5 dias). 

São bem informais - eu tinha alugado para o dia seguinte da chegada. Quando fiz o check-in no hotel, um senhor (que eu acho que era o dono da locadora) veio até o hotel e me entregou o carro um dia antes (me falou que já ia deixar lá de uma vez, porque estava muito ocupado no dia seguinte kkkk era bem simpático), assinei um papel bem simples e pronto. 

No dia da volta, ele reapareceu no hotel a pé e foi embora com o carro. Na devolução, não teve papel nem assinatura de nada. 

O tenso de alugar carro lá é que não há possiblidade de fazer um seguro na locação. Fiquei na esperança do seguro do meu cartão de crédito cobrir qualquer prejuízo no caso de um acidente. A ilha não tem trânsito, então colisões lá devem ser praticamente inexistentes. Roubos também são impraticáveis, dada a impossibilidade de esconder o objeto roubado numa ilha tão pequena. 

Vale a pena conferir antes se o seu cartão dará cobertura. Lembre-se que a oficina mais próxima para consertos mais complexos está a 4 mil km por mar aberto dali. O preço de “guinchar” o carro para o continente não deve ser legal. 

Tudo na ilha é muito próximo, e é bem fácil montar um roteiro e sair dele sem grandes prejuízos. Como eu disse, não existe trânsito, e as estradas são bem transitáveis. 

Com o carro na mão, esqueça o GPS - um mapinha simples te ajudará. O máximo que pode acontecer é você se perder por alguns minutos, mas, como a ilha tem apenas 20Km de diâmetro, logo você se reencontrará. 

Em Hanga Roa, a população toda se conhece, pergunte aos locais que não te faltarão informações. 

Aliás, esqueça o GPS, esqueça o telefone, o e-mail, o whatsapp...você está na Ilha de Páscoa!!! 

Só não esqueça da câmera com muito espaço de memória, porque vai ter muita foto. 

Ilha de Páscoa com crianças
vista da vila de Orongo, na escosta do vulcão Rano Kau

Leve dinheiro para a Ilha de Páscoa

Não vi muito a opção de pagar com o cartão de crédito lá, leve dinheiro. 

Outro detalhe, troque seus dólares ou Reais em Santiago, porque a cotação na ilha é pior e o câmbio somente é feito no único banco, que fecha nos fins de semana. 

Existe uma ATM no banco, mas nem sempre tem dinheiro disponível para saque. Como a nossa estadia foi relâmpago em Santiago, acabamos trocando o nosso dinheiro na ilha mesmo. 

Revisando o texto, veio a ideia que isso pode ter mudado de 2016 para hoje. Pode ser que, atualmente, seguindo a tendência do mundo todo, estejam aceitando mais cartão de crédito lá.

Ilha de Páscoa com crianças
Ahu Tongariki de manhã - o sol nas costas dos moais e o Ranu Raraku ao fundo

Onde ficar na Ilha de Páscoa

Como eu disse, não há muita opção, e os preços são bem crescidos. 

Escolhi o Taha Tai (não me arrependo), uma pousada simples com um prédio central e alguns chalés. 

Café da manhã incluído (muito bom) na diária, num restaurante anexo. 

O quarto era bem básico e não tinha frigobar. 

Contava com uma piscina (sempre preferimos estadias com piscina para descansar no final do dia), mas nadamos nela só um dia e por alguns segundos (faz frio lá...). 

O gerente falava português e era bem simpático. Tinham transfer gratuito para o aeroporto. 

Existem outras opções, como o Iorana Isla de Pascua Hotel (fica ao lado, bem simpático também), e outras pousadas, todas com preço de 150 a 250 dólares a diária (sim, é caro, mas lembre-se que tudo aquilo foi trazido por 4 mil km de mar aberto do continente). 

Hanga Roa é bem pequena e tudo dá para fazer a pé, então não se prenda à localização do hotel. 

Ilha de Páscoa com crianças
Ahu Tongariki, saindo depois de ver o nascer do sol, Mariana acordando...

Restaurantes, night e agito na Ilha de Páscoa

À noite, o pessoal se reúne num descampado à beira mar com uns moais ao fundo para curtir o pôr do sol (eu vou detalhar isso à frente), depois se dispersam e nada muito agitado acontece. 

Existem alguns restaurantes de franceses que vivem na ilha que são muito bons. 

O nosso preferido foi La Kaleta, no qual jantamos umas 3 vezes. Serviam um ceviche excelente, com um ambiente muito legal. 

O “Au bout du Mond”, também de um francês, é bem procurado e avaliado no TripAdvisor - jantamos uma vez lá e foi bom. 

Outro local bom foi a Pizzaria Mama Nui, bem próxima do nosso hotel. Servem pizza - um restaurante de uma família que funciona praticamente na sala de visita deles. Mariana ficou brincando com os filhos do casal enquanto comíamos (a comida era boa e o preço não era muito exorbitante). 

Existem vários outros, saia andando a pé pelo centrinho de Hanga Roa que você os encontrará. Como eu disse, são caros... 

Ilha de Páscoa com crianças
Praia de Anakena

Roteiro na Ilha de Páscoa

Como a Ilha de Páscoa é bem pequena e fácil de circular, o roteiro é fácil de montar, inclusive pode-se voltar no lugar que você foi no dia anterior para tirar mais uma foto bem tranquilamente. 

Fizemos tudo em 5 dias inteiros mais a metade dos dias na chegada e saída. Recomendaria 7 dias inteiros para fazer tudo com muita calma e momentos relax. 

Vou citando cada atração separadamente abaixo. 

Na minha opinião, o roteiro deve ser feito na medida do tempo que cada lugar te exigir lá. Às vezes, vai querer parar e gastar algumas horas na paz junto aos moais, outras vezes vai querer voltar em outra hora, quando houver menos gente no local. 

Ilha de Páscoa com crianças
Praia de Anakena

Praia de Anakena 

A ilha é quase toda de falésias e pedras no litoral, e a Praia de Anakena é um dos poucos pontos com areia. 

A praia é S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L, com uma plataforma de moais à beira mar. 

A água é mais limpa que água de piscina. 

Tem um restaurante bem bacana, almoçamos nele algumas vezes (o preço não era dos piores). 

A praia fica no lado oposto da ilha em relação a Hanga Roa - após os passeios, à tarde, o dia terminava lá. 

O lugar é tranquilo de estacionar o carro, e fica cheio de gente na areia, nada grave que atrapalhe não. 

Leve óculos de natação, mesmo se não for nada adepto a mergulho, não vai se arrepender.

E leve a câmera, a praia é mais fotogênica do que a Gisele Bündchen kkkkkkkkkk...

Tem também a Praia de Ovahe, bem menor, encravada numa falésia. Estava com restrição por risco de desabamento da falésia. Vale a pena visitá-la, mas não é um lugar para ficar muito tempo. 

Ilha de Páscoa com crianças
Praia de Ovahe

restaurante da Praia de Anakena, repartido em pequenos bangalôs

Rano Kau 

Cratera de um antigo vulcão extinto. 

Bem perto de Hanga Roa, há uma estradinha que chega bem na beira da cratera. Eu achava que eram os moais a maior atração dali, mas não... 

A cratera do Rano Kau à beira-mar foi uma das coisas mais impressionantes que já vimos. De facílimo acesso...

Logo ao lado, está Orongo, que é uma atração arqueológica. Uma vila Rapa Nui antiga que foi descoberta e reconstruída. Fica na encosta do vulcão que olha para o mar, uma vista também sem igual. Tem uma pequena recepção para entrada com algumas informações (um mini centro de visitantes). 

Por ser um dos pontos mais altos da ilha, venta muito - se for mais sensível ao frio, leve um casaco. O vento arrancou meu boné de estimação e o levou para dentro da cratera. Foi um final bem digno para meu querido boné. 

No fundo desta cratera (tumba do meu boné), existe um grande lago de água doce, de onde vem o abastecimento da ilha. É proibido descer lá. 

Visite o Rano Kau no início de sua viagem, certamente vai querer voltar ali. 

Ilha de Páscoa com crianças
Vulcão Rano Kau e sua cratera à beira-mar

Ilha de Páscoa com crianças

Vila de Orongo

Rano Raraku 

Outro vulcão inativo, cujas encostas foram utilizadas para a construção dos moais. Não é por menos que é chamado de fábrica de moais. 

Ali existe uma grande concentração deles, e alguns em estágios incompletos de fabricação. A cratera não é tão impressionante e exige uma caminhada (nada grave). 

Existem uns caminhos já demarcados e é bem fácil de conhecer tudo sem ajuda de ninguém. 

O Ranu Raraku fica na frente do Ahu Tongariki (os 15 moais na plataforma olham para ele). O vulcão tem um visual bem legal de longe quando visto do Ahu Tongariki, principalmente no nascer do sol, quando a sua “fachada” é toda iluminada. 

A estradinha principal margeia o vulcão e rende várias paradas para contemplação e fotos. 

Tem uma lojinha de souvenir na entrada (caaaaaaros) e um mercadinho para comprar água e alguma comida que for necessária. 

A vista à fábrica de moais demora um pouco, e o sol da tarde fica melhor para as fotos. Reserve uma tarde inteira para ficar ali. 

Ilha de Páscoa com crianças
Vulcão Rano Raraku visto de longe

Ilha de Páscoa com crianças
Ilha de Páscoa com crianças

Ilha de Páscoa com crianças
Fábrica de moais e Mariana fazendo dengo no colo da mãe

Ahu Tongariki - plataforma com 15 moais de pé

O primeiro lugar que fomos fora da vila foi Ahu Tongariki, e a reação é WTF!!!

São grandiosos e num cenário perfeito. O nascer do sol ali é espetacular, então não deixe de ver um amanhecer lá. Fomos uma vez, apesar do frio e da coitada da Mariana dormindo em pé. 

Pela manhã, os moais vão ficar contra o sol e as fotos não tão legais se você fizer uma foto de frente com o mar atrás. Para isso, vale a pena voltar depois das 14hs para a melhor luz. Mas, ao nascer do sol, fotos oblíquas ou com eles de costas ficam sensacionais. 

O lugar é fácil de chegar e fica no caminho de muita coisa, certamente você vai parar ali outras vezes. Como eu disse, não tente engessar um roteiro na ilha. 

Quando estiver em frente ao Ahu Tongariki desligue seus olhos dele por um minuto e olhe para trás - eles “olham” para o Rano Raraku (o vulcão). 

Os 15 moais, por consequência, são avistados de cima do Rano Raraku, não saia de lá sem ver a cena. 

Ilha de Páscoa com crianças
Ahu Tongariki - foto à tarde, a favor do sol, com mar atrás

Ilha de Páscoa com crianças
amanhecer no Ahu Tongariki

olhando para trás no Ahu Tongariki - o Ranu Raraku iluminado pelo sol da manhã (e a Mariana ainda apagada rsrsrs)

Ahu te Pito Kura e os moais caídos 

É uma atração bem famosa, uma pedra redonda de uns 50cm de diâmetro chamada de umbigo do mundo. 

Assim...eu não achei lá aquelas coisas aquela bola kkkkkk...fica na borda sul da ilha. 

O interessante é que ali você encontrará vários locais com os moais caídos, isso mesmo: vários moais foram encontrados caídos, de cara no chão. 

Acredita-se que possa ter havido algum tipo de guerra entre as tribos e uma derrubou os moais da outra. Pura especulação. 

Os sítios dos moais caídos é bem mapeado em qualquer informativo que você encontrará na ilha. 

Passeio que deve ser feito com tempo, parando o carro com calma. Fará fotos incríveis. 

Ahu Te Pito Cura, umbigo do mundo - hoje é proibido tocar na bolota misteriosa

moais caídos

Ana Kakenga - a caverna das 2 entradas

Atração imperdível (aliás, depois de voar quase 4 mil km em mar aberto, numa ilha de 20Km qualquer coisa é imperdível, né kkkkkkk), que quase ficamos sem ver por um detalhe bobo (veja a seguir). 

É uma caverna subterrânea que termina com duas2 bocas na falésia cada uma, dando vista para o mar (uma coisa de doido). 

A entrada é por um pequeno buraco no chão, mas pequeno mesmo, a ponto de eu deixar a mochila no lado de fora. Dada a pequenez e insignificância da entrada, quando chegamos não fazia nem ideia onde era a bendita caverna. 

Para chegar lá, o carro fica a uns 3Km e tem que fazer uma trilha deste trecho a pé (nada muito pesado não, inclusive a trilha em si é uma atração). 

Estava quase desistindo de achar a entrada, até que chegou uma moradora local que me mostrou o local.

Leve lanterna!!! A luz do celular resolve em parte. 

Para os claustrofóbicos, depois que passa a entrada, tem um salão amplo, fica tudo bem. 

Não se intimide pela entrada, entre e não se arrependerá. 

entrada da gruta Ana Kakenga - mal me passava kkkkk

uma das saídas da Ana Kakenga

Ana Kai Kangata - a gruta dos canibais

Uma gruta bem maior, numa falésia. 

O acesso é por uma escadinha meio tenebrosa, mas dá para ir. 

Os arredores da entrada da gruta também têm um visual bacana, as falésias e o mar azulzinho, dá para fazer uma caminhada na beira das rochas. 

Vale a pena reservar um tempinho para ali, umas 2 ou 3hs para as fotos. 

A caverna tem algumas inscrições de desenhos primitivos. Vale a pena dar uma lida a respeito antes de ir. 

O acesso é fácil, não fica muito afastada da cidade. 

Ilha de Páscoa com crianças
gruta Ana Kai Kangata - reparem a escadinha tenebrosa começando à esquerda delas, a gruta mesmo é lá embaixo


Ilha de Páscoa com crianças
arredores da Gruta dos Canibais, quem consegue achar a Fabiana na pedra?

Papa Vaka

Fica no caminho para Ahu Tongariki. Coisa pequena, mas interessante. 

São pedras com desenhos espalhadas pelo chão. Está bem delimitado e protegido. 

O carro fica na entrada e você faz um caminho marcado entre as pedras. 

Vai te tomar alguns minutos e as crianças vão gostar. 

desenho pré-histórico em Papa Vaka

Ahu Akivi

Conjunto de 7 moais que têm a peculiaridade de estarem olhando para o mar e não para o centro da ilha (como todos os outros estão). 

A estrada que chega até ali não estava tão boa, com muitos buracos, mas a distância é pequena, devagarzinho chegará lá são e salvo. 

Não são aquela coisa toda do Ahu Tongariki, mas não deixe de ver. 

À tarde, uma foto com eles de costas e o mar no fundo vai ficar contra o sol, por outro lado vão ficar bem iluminados de frente. 

Não os visitamos pela manhã, mas imagino que deve ficar bem legal no início do dia. 

Ilha de Páscoa com crianças
únicos moais que olham para o mar, à tarde ficou contra o sol...

Ilha de Páscoa com crianças
Ahu Akivi, o sol da tarde os iluminou de frente

Museu Antropológico Sebastian Englert 

É gratuito e funciona numa construção moderninha dentro de Hanga Roa. 

A conservação não está lá aquelas coisas e tem muita coisa local exposta. O interessante são as informações sobre o local, a geologia da ilha, e a história recente. 

Reserve uma ou 2hs, e sugiro ir logo no primeiro dia, pois as informações fornecidas ali te ajudarão a aproveitar mais a ilha. 

Feira de artesanato 

Funciona num galpão no centrinho de Hanga Roa. 

Vendem basicamente souvenirs da Ilha de Páscoa, miniaturas de moais, ímãs de geladeira, etc. 

Caro, gente...muito caro! Acredito que nada ali foi realmente fabricado na Ilha de Páscoa. Dê uma voltinha despretensiosa ali, encontrará o ímã de geladeira ou o chaveiro que dará de presente. 

Mergulho na Ilha de Páscoa

Não temos experiência nenhuma em mergulho (afinal, somos mineiros, crescemos longe do mar rsrsrsrsrs), então não procuramos nada a respeito. Mas, para quem gosta, a ilha é incrível para mergulho. 

A água do mar é extremamente clara, e a fauna marinha ali muito rica. 

Tem muita empresa de mergulho no centro de Hanga Roa. Reserve um dia somente para isso e pesquise bem antes as agências que prestam esse serviço. Não tente fazer sozinho, o mar ali é bravo e imprevisível. 

Como eu disse na descrição da Praia de Anakena, leve óculos de nadar ou uma máscara para usar na praia mesmo, é um espetáculo. 

Ahu Tahai 

Plataformas de moais bem perto do centro de Hanga Roa. 

Estão colocados bem próximos do mar e tem um gramado enorme na frente. Todo mundo se reúne nesta grama para apreciar o por do sol, que é sensacional ali. 

Fica bastante gente mesmo, mas nada que incomode não, as crianças ficam correndo de boa. 

Leve repelente, porque os mosquitos atacam nessa hora.

Nessa reunião, é bem comum sentir cheiro de ervas ilícitas queimadas (nome educado que eu arrumei aqui para o que vocês estão pensando rsrrsrsrs)...é só sair de perto, não tem confusão não. 

Ilha de Páscoa com crianças
por do sol em Ahu Tahai

Ilha de Páscoa com crianças
Ahu Tahai, a cor mar ali não tem igual

Ilha de Páscoa com crianças
mar dando show

Danças típicas com jantares temáticos 

Na Ilha de Páscoa, existem eventos de danças típicas onde se serve um jantar típico Rapa Nui, com legumes e carnes assadas na terra. 

Era estratosfericamente caro, não me lembro quanto, mas coisa do tipo 400 ou 500 reais por pessoa. 

Não fomos...nós nunca fomos muito atraídos por jantares temáticos, mas quem curte pode ser uma experiência boa, só esteja preparado para deixar o rim direito lá. 

A nossa volta da Ilha de Páscoa

O aeroporto é muito simples e pequeno - engraçado que fica cheio de cachorros circulando na área do check-in (é surreal kkkkkkkkkk). 

Almoçamos numa lanchonete que fica na sala de embarque e não foi ruim. 

Voltamos num dos voos que vieram de Papeete. Todos que estão no voo têm que descer, passar pela imigração chilena na ilha, e depois reembarcar junto com quem está embarcando em Hanga Roa. 

Engraçado como as pessoas que estavam vindo do Tahiti estavam reclamando de ter que descer na ilha. Ouvi uma senhora reclamando “absurdo obrigarem a descer nessa ilha nojenta”, e pensei “pobre dela, não sabe o que está perdendo”. 

Chegamos em Santiago às 21hs e nosso voo para São Paulo só sairia pela manhã do outro dia. 

Como eu disse anteriormente, ficamos numa sala VIP, pagando algo em torno de 27 dólares por pessoa - seu cartão tem que te dar direito a Lounge Key, essas coisas mudam muito, pesquise antes. Eles tinham poltronas e sofás bem confortáveis. 

No dia seguinte, encaramos o SCL-GRU e GRU-RAO no A320 estilo lata de sardinha da finada TAM. 

Dicas práticas para visitar a Ilha de Páscoa

O clima na ilha não varia muito ao longo do ano, tanto na temperatura quanto nas chuvas. Não faz calor lá, fica em torno de 20 a 23 graus o tempo todo, com muito vento, ou seja, leve alguma roupa para frio. 

Chove muito na ilha, o que pode atrapalhar muito o passeio. Em novembro, quando fomos, pegamos céu azul o tempo todo. Sorte? Não consegui chegar à uma conclusão. O inverno lá tem fama de ser mais chuvoso. 

Como tudo na ilha é caro, vale a pena levar algumas coisas do continente (não fizemos isso...). 

Levar umas garrafas de vinho do Chile continental, estoque de biscoitos, chocolate, etc, é uma boa ideia, principalmente se estiver com crianças. 

Faz um friozinho com vento, mas o sol está ali te queimando. Em muitos lugares, tem aviso para evitar queimadura solar na ilha. Não dei muita importância no primeiro dia e resultado: me queimei feio no pescoço dentro do carro dirigindo... 

Então não dê bobeira com protetor solar lá, leve um chapéu e tome cuidado com o vento no vulcão, para não ficar sem o boné. 

Talvez muitos vão achar exagerado 5 a 7 dias na ilha, alguns fazem stopover de 2 dias lá, antes de seguir para o Tahiti. 

Depende muito de você. A Ilha de Páscoa era uma curiosidade minha desde a infância, e adoramos fotografia, então fizemos tudo com muita calma e perda de tempo. 

Se ficássemos mais 2 dias lá, ainda teríamos o que fazer. 

Outra coisa importante é o clima não ajudar tanto, ficar mais dias pode aumentar a sua chance de uma boa experiência. 

A ilha é remota, então, se tiver algum problema de saúde, ou fizer uso de alguma medicação, não se esqueça de levá-la. Os recursos médicos devem ser bem restritos lá. Evite situações em que possam ocorrer acidentes, não é o melhor local para se quebrar um osso. 

A Ilha de Páscoa tem muitos cavalos selvagens originários dos animais deixados pelos franceses no século XVIII. Certamente os avistará da estrada. Evite dirigir à noite para não ter acidentes com eles. 

Respeite os moais

Eles estão ali há cerca de mil anos, e são feitos de rocha vulcânica frágil. 

A existência deles não precisa ficar marcada porque uma pessoa quis fazer um selfie em cima da orelha do moai. 

Tem uma lenda urbana lá que fala que o governo baniu um europeu com uma multa de 17 mil euros após ele quebrar um pedaço de um moai. 

Trate tudo com respeito e deixe para as próximas gerações do jeito que está agora. 

Iha de Páscoa com crianças

Viajamos com a Mariana (na época com 4 anos), e a experiência não foi de forma alguma negativa para ela ou para nós. Vimos muitas famílias com crianças menores inclusive, quase todas de franceses (talvez pela proximidade do Tahiti). 

A Mariana viaja conosco desde muito pequena, então já se comporta bem em trajetos longos de avião e carro. 

Como a Mariana come o que a gente come sem muita chatice, não foi difícil manter a alimentação, mas imagino que uma criança mais restrita vai ter algum problema de achar comida “normal”. 

Hoje perguntamos para a Mariana se ela gostou ou não da Ilha de Páscoa. Ela fala que sim, mas com ressalvas. “Andei muito e vocês perderam muito tempo vendo aquelas pedras, e tinha muito cachorro”. 

Mas, se pudéssemos voltar no tempo, certamente levaríamos ela outra vez. 

Para concluir, serei totalmente sincero, não acho que a ilha seja um destino child-friend. 

Não há parquinhos em boas condições e a praia não é muito atrativa para crianças (mar agitado, com água que aprofunda logo na margem), e são passeios contemplativos que não vão prender muito a atenção da criançada. 

Por outro lado, eu fico imaginando que um pré-adolescente antenado em ciência e história adoraria aquilo ali (eu, por exemplo, nos meus 9 ou 10 anos, tinha o sonho de conhecer rsrsrsrsrs). 😅

Leve a sua criança, mas leve também paciência, um repertório de distrações e faça tudo com tempo.

Ilha de Páscoa com crianças



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Claudia Rodrigues Pegoraro

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1 comentários:

  1. Que post maravilhoso! Supercompleto! Esse lugar é um paraíso, a aura de mistério que ronda a origem dos Moais torna essa viagem algo imperdível que pretendo fazer num futuro.

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