29 de outubro de 2014

Vale do Loire, França: roteiro de 4 dias da Caroline Saraiva

Há alguns dias, postei lá na nossa fan page no Facebook o link para o post sobre a minha viagem bate-e-volta ao Vale do Loire, a partir de Paris, na França. 

Eu fiz esta daytrip muito a contragosto, porque, na verdae, o que eu queria mesmo era passar um mês inteiro rodando de carro pelo interior da França

Aí, conversa vai, conversa vem, a Caroline Saraiva me contou que também fez uma viagem pelo Vale do Loire, num roteiro de 4 dias, e também achou pouco! 

Claro que eu já fiquei louca pra saber do roteiro dela, e pedi que ela compartilhasse conosco :)

Com vocês, então, Caroline Saraiva no Vale do Loire:


Eu e meu marido amamos viajar e sou fissurada por planejar essas viagens. Por isso, sempre sigo as dicas da Claudia e de seu blog e fiquei muito feliz e honrada pelo convite feito por ela para relatar nossa viagem ao Vale do Loire! 

Temos uma filhinha de 03 anos, a Lara, mas dessa vez ela ficou com os avós e fomos apenas eu e o marido. 

Depois de muito planejar, finalmente havia chegado o dia da nossa tão sonhada viagem à França! Ficamos seis dias em Paris e o próximo destino seria o Vale do Loire. 

Faço aqui uma observação com relação às fotos do relato. Não são muitas e nem as melhores porque são as que foram tiradas com o celular, já que perdemos (ou fomos furtados) nossa máquina digital no último dia de viagem. Por isso, faltarão fotos de algumas atrações e de algumas cidades. 

Dia 1

Alugando carro

Saímos do apartamento que alugamos em Paris por volta das 8hs em direção ao Aeroporto de Orly, onde alugamos o carro que usaríamos nos próximos dias. 

Optamos por alugar lá depois que li a dica em um roteiro onde diziam que seria melhor retirar carro nesse aeroporto, já que ele fica na saída de Paris e, dessa forma, evitamos pegar o trânsito louco da cidade. 

Para nós foi excelente, porque realmente não pegamos trânsito nenhum e antes de ir para o Vale do Loire iríamos conhecer o Chateau de Versailles, que fica a cerca de 25km do Orly.

E para ajudar, nosso vôo de volta saía desse mesmo aeroporto, o que facilitou muito na devolução do carro. 

Fomos para o Orly pelo RER (não me lembro qual) e foi super tranquilo. 

Chegando lá, tudo é muito bem sinalizado, todas as locadoras de carro ficam no piso inferior próximas umas às outras, por isso não tem erro. 

Alugamos pela Europcar que foi indicada por algumas pessoas e o preço também foi o melhor dentre os que pesquisei. Como não temos GPS, alugamos com um, o que eu indico fortemente já que, para achar os castelos e as cidade do Loire, acho imprescindível! 

Pagamos 86,60 euros por 4 diárias em um Renault Megane completo, mais 10,00 euros a diária do GPS

Castelo de Versailles

Carro retirado, tudo pronto para partirmos e mais ou menos 30 minutos depois chegamos à Versailles

O Chateau é maravilhoso!!! Tudo muito grandioso e suntuoso. 

Ficamos lá cerca de 4 horas e prosseguimos para Chartres, que fica a 70km de Versailles e seria a primeira cidade do Vale do Loire a visitar. 

Na hora de planejar o roteiro, pesquisei as cidades que preservavam mais o aspecto medieval e tentei fazer com que déssemos o mínimo de voltas possível, tentando encaixar sempre uma cidade próxima à outra. 

Procuramos também evitar pedágios, já que adoramos as estradinhas do interior da França e ainda economizaríamos um pouquinho né, rsrsrs. 

Chartres

Chegando a Chartres, estacionamos o carro e fomos procurar pela Cathedral Notre Dame de Chartres, igreja finalizada em 1250 e que, apesar de enfrentar tantas guerras, conseguiu preservar todos seus belíssimos vitrais medievais. 

Outro detalhe que impressiona nessa catedral são as diversas esculturas de pedra no Pórtico Real

Além da catedral, pode-se visitar também o Centro Internacional do Vitral, o Musée des Beaux-Arts, que exibe tapeçarias do Renascimento, e a Igreja da Abadia de St. Pierre

A cidade é muito linda, com várias ruelas e casas de madeira e pedra, super tranquila e com alguns restaurantes e brasseries com todas as delícias da França. 

De todas as cidades que visitamos, achei essa a mais charmosa. 




Ficamos na cidade umas 3 horas, o que deu pra passear um pouquinho por lá e ver os principais pontos. 

Como só teríamos 4 dias no Vale do Loire, não podíamos passar muito tempo em cada lugar. Acho que o ideal para se aproveitar as cidades e não visitar apenas os castelos seria 5 dias, no mínimo. 

Blois

Saindo de Chartres, partimos para Blois, cidade em que ficaríamos nas próximas 2 noites.

Escolhemos Blois para ser nosso ponto de partida para os Castelos de Chambord e Chenonceau e para a cidade de Amboise pela proximidade com esses lugares. 

Hospedagem em Blois

O hotel em que ficamos foi o Hotel Louise de Savoie, antigo Le Savoie - achei um ótimo custo benefício! 

Pagamos 121,00 euros por 2 diárias em um quarto com banheira, sem café da manhã. O quarto não era muito grande, mas era limpo, confortável e silencioso. 

O hotel fica em frente à estação de trem, o que é bom para quem chega por esse meio de transporte, mas acaba sendo um pouco afastado do centrinho da cidade, daí não se tem muita opção a pé. 

Aliás, assim como todas as cidades que visitamos no Vale do Loire, Blois não tem absolutamente NADA para se fazer após às 20hs. Foi bem difícil encontrarmos alguma coisa pra comer depois desse horário. 

A sorte é que, em frente ao hotel, tem um restaurante (não lembro o nome) que fica aberto até mais tarde. 

Para quem gosta de balada, o Vale do Loire não é o lugar ideal. 

Não chegamos a ir a Tours, que é uma cidade universitária a 30 minutos de Blois e dizem ser mais agitada. Mas todas as outras que visitamos e passamos são paradas! Meu marido até brincava que pareciam cidades fantasma - depois das 18hs não víamos praticamente ninguém na rua, rsrsrs. 

Ah, estava esquecendo, o hotel não tem estacionamento, mas podemos estacionar na estação ferroviária que é aberta, contanto que se retire o carro até as 9 horas. 

Chegamos ao hotel à noite, já por volta das 21hs, deixamos nossas malas no quarto, fomos comer no restaurante que mencionei e já voltamos para o hotel para tomar um banho e dormir, já que o dia tinha sido puxado e ainda tínhamos 3 dias pela frente. 

Dia 2 

Acordamos cedo e corremos para o estacionamento da estação ferroviária com medo de levar multa, rsrsrs. Mas foi super tranquilo, chegamos e retiramos o carro sem problemas. 

Como não havíamos fechado o café da manhã no hotel, paramos em um supermercado para comprar algumas coisas para comer e tomamos café no carro mesmo. Essas compras em mercados são ótimas para economizar. Nesse dia compramos também água, suco e sanduíche para o almoço. 

Castelo de Chambord

Nosso primeiro destino seria o Castelo de Chambord. Muito bonito e suntuoso, é o maior castelo do Vale do Loire e possui estacionamento gratuito e guia em português. 

O início da construção do castelo se deu em 1519, ordenada pelo Rei Francisco I. Ele possui 156 metros de comprimento, 56 metros de altura, 77 escadas, 282 chaminés e 426 divisões. 

É também em Chambord que se encontra a famosa escadaria dupla, formada pelo entrelace de 2 escadas em caracol que sobem à volta do núcleo oco central. Duas pessoas que utilizem cada uma um dos lances das escadas podem ver-se pelo vão, mas nunca se encontram. Sugere-se que Leonardo da Vinci possa ter sido um dos inspiradores para o projeto. 

Para entrar e conhecer com calma o castelo, acredito que 3 horas sejam suficientes.





Castelo de Chenonceau

Saindo de Chambord, fomos para o Castelo de Chenonceau, também conhecido como castelo das mulheres, fazendo referência às mulheres que ali habitaram. 

O Rei Henrique II ofereceu o castelo à sua amante favorita, Diane de Poitiers, e foi ela quem mandou construir o jardim do castelo, um dos mais espetaculares e modernos da época. Quando o rei faleceu, sua viúva Catarina de Médicis desalojou Diane e coube a ela tornar os jardins ainda mais belos e dar prosseguimento às obras de arquitetura. Já em 1589, ao perder seu esposo Henrique III, Louise de Lourreine retirou-se no castelo, adotando o luto branco como ditava a etiqueta da época. Essa foi a última representante da realeza a viver no castelo.

Para mim, esse é o mais bonito dos castelos que nós conhecemos, com uma linda galeria sobre a ponte, a qual foi utilizada durante a 2ª Guerra Mundial como hospital pelos franceses. O que achei diferente e interessante em Chenonceau também, foi a cozinha que mantém diversos utensílios de época e preserva uma aparência de cozinha ainda ativa. 

Antes de entrar, paramos em um pequeno gramado que existe próximo à estradinha que vai até o castelo para poder almoçar. É um lugar muito agradável, com grandes mesas de madeira e um pequeno riacho ao lado. 

Com 1h30min já dá pra conhecer o interior do castelo e dar uma volta nos jardins. Claro, se tiver mais tempo disponível, pode-se passar um dia todo lá, fazendo passeios de bicicleta ou de barco, mas, como nosso tempo era curto, não pudemos aproveitar esses passeios. 

Aconselho a entrar tanto em Chambord quanto no Chenonceau, ambos são lindos e vale a pena. 






Amboise

Nossa próxima parada seria na cidade de Amboise, que fica cerca de 13km de Chenonceau, onde visitaríamos o Castelo de Amboise e Clos Lucé, que é a casa onde viveu e morreu Leonardo da Vinci, e que hoje é um museu com réplicas de obras do mesmo. 

A cidade por si já é uma gracinha, bem charmosa. Chegamos e fomos direto para o Clos Lucé, porque fechava às 17hs. 

É um museu muito interessante e agradável, pois além das réplicas de várias obras de Da Vinci, tem um agradável jardim e podemos entrar na casa onde esse gênio viveu e se inspirou.

Da Vinci mudou-se para Amboise a convite do Rei Francisco I, que era um amigo muito próximo e lhe presenteou com essa casa, distante poucos metros do Castelo de Amboise.

Alguns historiadores afirmam que há uma passagem secreta subterrânea que liga Clos Lucé ao Castelo, para que o rei visitasse Da Vinci sempre que quisesse, sem chamar atenção. 

É muito legal andar por ali e imaginar Da Vinci realizando suas inúmeras pinturas e invenções. 








Quando saímos desse museu, o Castelo de Amboise já estava fechado, e por isso não conseguimos conhecê-lo por dentro. 

Passeamos um pouco pela cidade, tiramos algumas fotos e voltamos para Blois

A intenção, quando montei o roteiro, era ficarmos até escurecer em Amboise, pois vi relatos de pessoas dizendo que a cidade fica ainda mais bonita iluminada, mas como ainda faltavam umas 2 horas para escurecer e estávamos cansados, acabamos mudando de idéia. 

A distância entre as 2 cidades é de 35km e levamos uns 40min para chegar ao hotel. Tomamos um banho e saímos de novo para comer alguma coisa. 

Como disse anteriormente, essas cidades ficam muito desertas à noite e foi difícil encontrarmos um sanduíche para comer. Depois de muito rodar, achamos uma lanchonete (não me lembro do nome), fizemos um lanche e voltamos para o hotel para dormir e recarregar as energias. 




Dia 3

Acordamos e, nesse dia, resolvemos tomar um café da manhã mais tranquilo no hotel. Antes de ir, li vários relatos de pessoas recomendando não tomar o café da manhã do hotel, porque era caro e tinha pouca variedade. Mas sinceramente, depois de passar 6 dias tomando café da manhã em Paris, onde se pagava 8,00 euros por um croissant, uma baguete, suco e chocolate quente, até que achei o café do hotel legal. 

Custava 9,00 euros por pessoa e, além dessas opções que tínhamos em Paris, haviam frutas, iogurte, chá, ovos, geléia e frios. E ainda podemos comer à vontade, hahahaha. 

Montrésor

Depois do café, fizemos o check out e fomos para a primeira cidade do dia, o vilarejo de Montrésor, distante 60km de Blois

Infelizmente não tenho muitas (ou quase nenhuma) fotos desse dia, pois não usamos muito o celular, só a máquina mesmo e por isso ficarei devendo... 

Acho que Montrésor é a cidade que mais preserva o aspecto histórico, com a maioria das casas de pedra e ambiente bem pacato. A cidade é minúscula, tendo praticamente 2 ruas, rsrs. Por não ser muito conhecida, fica bem vazia, o que ajuda na hora de visitar. 

Nela há o Castelo de Montrésor, fundado em 1005 por Foulques Nerra de Anjou. No século 19, o conde polonês exilado, Xavier Branicki, comprou o castelo e sua família vive até hoje em uma parte dele. Não é um castelo grande e suntuoso como Chambord ou Chenonceau, mas achamos a visita bem interessante, já que, de todos os castelos em que estivemos (exceto Versailles), esse foi o que tinha mobiliário mais completo, trazendo mais realidade ao lugar e tornando mais fácil imaginar como era viver lá nos séculos passados.

Saindo do castelo, passeamos um pouco pela cidade, passando por um pequeno jardim que margeia o rio da cidade. Caminhando por ali, pudemos observar as casas margeando o rio e as pessoas trabalhando em suas hortas e jardins. 

Loches

Saímos de Montrésor e fomos em direção a Loches, que fica a 17km de distância.

Loches é uma cidade muito interessante, com a parte antiga cercada por muralhas. Nela está o castelo iniciado pelo conde de Anjou Foulques Nerra (o mesmo do Castelo de Montrésor) por volta de 988. Depois Luis XI decidiu transformar o local em uma prisão. O ingresso dá direito a visitar o Logis Royal (castelo) e a torre. 

Particularmente, não vi muita graça na parte do castelo. Estava tendo uma exposição de trajes antigos usados pela realeza e, não sei se por esse motivo, o castelo não tinha nenhum mobiliário. 

Já a torre é muito interessante, com as celas dos prisioneiros, salas subterrâneas, jardim medieval e até mesmo uma sala de tortura preservada. 

Além do castelo e da torre, a cidade em si é bem interessante, com várias ruazinhas de pedra, tendo uma rua central estreita e comprida com vários restaurantes e lojinhas de souvenires

Aliás, foi nessa cidade que fizemos nossa melhor refeição. Entrada, prato principal e sobremesa muito saborosos por 14,00 euros por pessoa. 

Na parte antiga da cidade não entram veículos motorizados, então tivemos que estacionar na parte mais nova e ir andando para a parte antiga.


entrada 

sobremesa (torta de limão)

Chinon

Depois de um agradável passeio e almoço, partimos para nosso último destino, a cidade de Chinon

Essa cidade fica cerca de 60km de Loches, é uma das mais ricas em história do Vale do Loire e possui várias vinícolas. 

Hospedagem em Chinon

Ficamos hospedados no Hostellerie Gargantua, um hotel antigo, semelhante a um pequeno castelo. 

Pagamos 59,00 euros a diária em um quarto com banheiro privativo, sem café da manhã. Honestamente, não gostei muito. Quando chegamos, estávamos loucos por um banho, e não havia nenhuma toalha no banheiro. Desci para pedir toalhas e não havia ninguém na recepção. 

O hotel tem um restaurante no anexo ao lado e tive que ir até lá para encontrar o funcionário, que foi bem educado e atencioso, se desculpou e pediu a uma funcionária que nos levasse as toalhas. Cerca de 15 minutos depois, as toalhas finalmente chegaram. 

Mas, na verdade, esse não foi um grande problema - o que menos gostei no hotel foi que o quarto em que ficamos tinha muito cheiro de mofo e não estava muito limpo. Como foi para passar apenas uma noite, não nos importamos tanto, mas não me hospedaria lá novamente.

A localização do hotel é muito boa, ficando a poucos minutos a pé de restaurantes e lanchonetes. Não possui estacionamento, mas o hotel dispõe de 2 vagas que podem ser utilizadas pelos hóspedes, pagando cerca de 10,00 euros a diária. 

Como já estávamos no final da viagem, e a grana curta, fomos procurar uma vaga na rua mesmo. Encontramos rapidinho uma vaga para estacionar uma quadra depois do hotel. 

Nesse dia, como sabíamos que o hotel não tinha elevador, colocamos apenas uma muda de roupas em cada mochila e a necessáire com escovas, pasta de dente, etc e deixamos as malas (que já estavam bem pesadinhas com as compras) no carro. 

Após finalmente conseguirmos tomar um banho, saímos para jantar. Novamente tenho que dizer aqui que encontrar algo aberto no Loire à noite é muito difícil. Não eram nem 22hs ainda e muitos restaurantes já tinham parado de servir. Encontramos uma pizzaria em uma rua paralela à praça que ficava aberta até mais tarde. Comemos, tomamos um vinho e voltamos para o hotel para descansar e aproveitar bem o nosso último dia de viagem. 

Dia 4

A intenção nesse dia era visitar o Castelo de Chinon, algumas vinícolas e, por volta de 13hs, seguir para Paris, já que nosso vôo sairia às 19hs do Aeroporto de Orly. 

No entanto, o cansaço bateu e recebemos uma notícia triste de casa - a avó do meu marido havia falecido - o que nos desanimou e por isso acabamos vendo o castelo apenas por fora e visitamos só uma vinícola. 

Hoje me arrependo disso, porque o Castelo de Chinon tem grande importância histórica e não sei quando teremos essa oportunidade novamente. Foi construído para o rei inglês Henrique II, que usou o local como fortaleza. Foi lá também que o delfim Carlos VII se refugiou em Chinon na Guerra dos Cem Anos e se encontrou com Joana d’Arc, que o convenceu a lhe entregar um exército para expulsar os ingleses da França. 

A vinícola que visitamos é uma que fica logo abaixo do castelo, não paga para entrar e você pode degustar seus vinhos e espumantes. Uma dica que eu dou a quem gosta dessas bebidas é que deixe para comprá-las nos supermercados, porque é bem mais barato. 



Compras & perrengues

Compramos 6 garrafas de vinho e 1 de espumante e o mais caro que pagamos foi 9,00 euros, e a mesma garrafa, aqui no Brasil, custa mais de R$ 50,00. 

Os chocolates também são bem mais baratos do que aqui, vale muito a pena. 

Quando saímos da vinícola, colocamos Paris no nosso GPS e partimos para o final da nossa viagem. No caminho, paramos no supermercado para comprar algumas coisas e para arrumar nossas malas, já que tínhamos que colocar as roupas que estavam dentro das mochilas nelas. É nesse momento que tenho a última lembrança da minha querida máquina fotográfica...como não ia mais usá-la, guardei-a na capa e lembro-me de pensar “vou guardar logo porque não vamos mais usar”...e depois não a vi mais e, junto com ela, se foram todas nossas fotos da viagem...

Só demos falta da máquina no aeroporto, mas aí já era tarde. Ficamos muito tristes, mas depois acabamos nos conformando e pelo menos tínhamos as fotos do celular... 

Chegamos ao Aeroporto de Orly em cerca de 3hs, tempo suficiente para devolvermos o carro e fazermos nosso check-in com tranquilidade. 

Resumo

O Vale do Loire é uma região linda e repleta de história! É famosa pelos seus castelos, mas achei as cidades tão interessantes quanto. 

Fomos em setembro e o clima estava agradável, fazendo uma média de 20°C. 

As dificuldades que encontramos foram o horário que os comércios fecham (por volta das 19hs) e um pouco de dificuldade na comunicação, já que lá, diferente de Paris, quase ninguém fala inglês. 

Uma dica que eu dou é de se planejar para ficar pelo menos 3 dias e visitar não apenas os castelos, mas também as cidades. Outra dica é não entrar em todos os castelos, já que, por dentro, são bem parecidos e, depois de ver alguns, acaba ficando enjoativo. 

Não achei uma região cara, os preços eram semelhantes aos de Paris. 

No mais, é um lugar que vale muito a visita, inclusive com crianças. Espero poder voltar um dia com a Lara!
___________________

Obrigada, Caroline

Foi um prazer publicar o teu relato! Já fiquei louca por esta viagem! 

Volte sempre, a casa é sua! 

Para saber mais sobre a hospedagem  que a Caroline recomenda em Blois, o Hotel Louise de Savoie, antigo Le Savoie, clique aqui

Para saber mais sobre Chambord, Chenonceau e Cheverny (o Castelo do Tin Tin), leia o meu post Vale do Loire

Você também já esteve no Vale do Loire? Por favor, deixe suas dicas na nossa caixa de comentários!

Você também nos encontra aqui:


Um comentário:

  1. Eu já perdi uma câmera uma vez e foi horrível porque na época não existiam os celulares com câmera. Por isso, desde então tenho um procedimento: todos os dias, ao chegar no hotel, por mais cansados que estejamos, sempre descarregamos as fotos e vídeos no tablet e jogamos no dropbox. Às vezes, deixamos a noite toda fazendo o upload e só de manhã fechamos tudo. É um processo cansativo (ainda mais quando você só quer chegar, tomar banho e dormir) mas vale a pena! Funciona muito bem também qndo os cartões de memória estão cheios e é preciso abrir espaço para outras fotos e vídeos. Bjos, Maria

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