4 de julho de 2017

Japão - o roteiro da viagem de 18 dias do Rodrigo e da Elisângela

Nos últimos posts, vocês viram a primeira parte do relato de viagem ao Japão do Rodrigo e da Elisângela, com as dicas essenciais do casal para você planejar uma viagem ao país na época da floração das cerejeiras e os passeios ao parque temático Tokyo Disney Sea e ao Monte Fuji

Agora chegou a hora de ver o roteiro de 18 dias completinho da viagem deles, que está excelente! Leitura realmente obrigatória para quem está pesquisando dicas de roteiros de viagem pelo Japão!

Rodrigo e Elisângela, muito obrigada por compartilharem conosco as dicas espertíssimas de vocês! Ficamos esperando agora pelo relato da próxima viagem à Nova Zelândia 😏

Leia também as outras partes do relato do casal:

Japão - dicas para planejar uma viagem durante a floração das cerejeiras
* Tokyo Disney Sea - como é o parque temático da Disney que só existe no Japão
* Monte Fuji - relato de um passeio bate e volta de Tóquio ao Lago Kawaguchiko

1º dia – Miyajima

Já iniciamos o dia com o JR Pass sendo útil de novo! 

A partir da Hiroshima Station, pegar trem JR Sanyo Line para Miyajimaguchi Station (25 min). De lá, pegar o JR Ferry (também incluído no JR Pass). 

Já chegando, vemos o famoso Tori (portal que marca a entrada dos santuários xintoístas) sobre as águas, um dos cartões postais do Japão, em frente ao Santuário Itsukushima.

durante a maré baixa

na maré alta

Miyajima é bastante turística. Tem também templos muito bonitos, com destaque para o Daisho-In. 

Na chegada, há uma pequena vila cheia de lojinhas e com opções de alimentação. Foi onde comemos nosso primeiro okonomiyaki (um tipo de panqueca famoso em Hiroshima), e compramos uma boneca de gueixa. 

A ilha ainda é cheia de bambis soltos (eles são sagrados). 

Ao chegar, é interessante observar a maré. Dá para ir ao Tori gigante se a maré estiver baixa. 

Também há um morro de uns 500 m, o Monte Misen, de onde se tem uma vista da região, e há também mais templos menores neste morro. 

Dá, com certeza, para passar 1 dia todo em Miyajima e, de repente, pode até faltar tempo...como? Vou contar agora!


souvenirs

rua da vila de Miyajima

foto do topo da ilha

mapa do cume do monte

mapa de Miyajima

 O perrengue inicial

Resolvemos subir o Monte Misen de teleférico, comprando ingresso só pra subir (pra descer eu preferi fazer a pé, numa das 3 trilhas que há para o topo). 

Lá em cima há uma caminhada de uns 700m para ir aos principais templos do topo e mais uns trechos em subida de degraus.


templo Sankido no alto do Monte Misen

templo Reikado no alto do Monte Misen

Depois, mais uns 2Km em descida. 

A ideia era descer direto para o Daisho-in e ver os mini templos pelo caminho. Vimos tudo o que há lá no topo, porém, foi bem cansativo. Imagine...um dia depois de terminar a viagem mais longa que se pode fazer neste mundo, descer um morro de 500m...haja joelho pra aguentar! 

Então, a não ser que você goste muito de trilha, tenha ótima forma física, ou não ligue para abdicar de muito tempo para ver as coisas interessantes que há na parte de baixo da ilha, a dica é: se quiser subir o Monte Misen, vale a pena, mas é melhor subir e descer de teleférico! 

Ficamos “quebrados” logo no primeiro dia da viagem, e vimos o belo Daisho-in na correria, tanto que quando terminamos de ver já estávamos sozinhos no templo, e já tinham até fechado o portão! 

Saímos do templo literalmente pulando a cerca!!!


olha a cerca enorme que tivemos que pular para sair do templo!







2º dia – Hiroshima

Nem precisa mais explicar por que o bate-e-volta de Kyoto para Hiroshima é uma coisa meio complicada. Haja tempo para ver tanta coisa bonita em Miyajima, e Hiroshima também é surpreendente! 

Para andar em Hiroshima usamos muito o turístico ônibus vermelho, incluído no JR Pass - ele de novo, nos ajudando! 

O site do ônibus traz todas as informações.

ônibus turístico em Hiroshima

A primeira ideia que se faz de Hiroshima é a de uma cidade triste, com a lembrança da terrível bomba atômica. Porém, eu achei uma cidade ideal para ter a primeira lição do que é o Japão. Superação! 

A cidade é muito bonita, limpa, prédios modernos, alto-astral! Tem uma rua fechada - Hondori, com muitas lojas e restaurantes e, em paralelo, a Aioidori, com lojas maiores de departamentos. 

Não tivemos tempo de entrar em nada. Fomos para a principal atração da cidade, que é o Parque da Paz, cheio de símbolos para o que se tornou a cidade: um lugar onde o que mais se pode querer é não ver o absurdo da guerra ocorrer de novo.

O Museu da Bomba Atômica, junto ao Parque da Paz, tem informações que chocam, mas que nos dão noções importantes do que era o cotidiano das pessoas e do que lhes causou a bomba. 

Mas a cidade não é só isso. Tem ainda o Castelo reconstruído após a guerra (não entramos, mas a região no entorno e a própria visão do castelo já vale a visita), e o Shukkeien Garden

O jardim, cujo nome significa "paisagem encolhida" tenta recriar em miniatura grandes paisagens - foi criado em 1620, é lindo e foi onde vimos a primeira cerejeira abrindo as flores. 

Acabamos indo para Kyoto no final da tarde, já com saudades de Hiroshima. Se tivéssemos mais um dia, andaríamos com mais calma, iríamos ao Museu da Mazda, etc...


Monumento à Paz das Crianças

Memorial da Paz (Cúpula da bomba atômica)

Parque e Museu Memorial da Paz

Castelo de Hiroshima 





Mais uma viagem de shinkansen...silêncio total a bordo, como manda a educação japonesa. 

É de notar que até os fiscais do trem e as moças que passam vendendo algum snack ou bebida não saem do vagão de costas para os passageiros. Eles, chegando lá na frente, viram-se para os passageiros, curvam-se, e a porta automática então fecha...é mágico ver isso!

Uma observação é que, em meu planejamento inicial, eu pensava em ter feito Miyajima com um dia inteiro (como ocorreu) e Hiroshima em uma manhã, saindo na hora do almoço para, de passagem, visitar o castelo Himeji, na cidade de mesmo nome (aí não deu), e de lá seguir para Kyoto. 

Mas ficamos até o fim da tarde deste segundo dia para ver as coisas descritas em Hiroshima. Então, fomos direto para Kyoto e aplicamos o plano B, deixando para ir a Himeji em outro dia, como um bate-e-volta a partir de Kyoto (Himeji já é bem mais perto de Kyoto, e possibilita, numa boa, esse bate-e-volta). 

Gastamos um pouco mais de tempo (do todo da viagem) para fazer isso. Realmente, apenas uma manhã seria muito pouco tempo para andar em Hiroshima. Isso é importante para se pensar ao fazer um roteiro. Acho que hoje, eu teria feito com uma noite a mais em Hiroshima (3 ao invés de 2). 

Porém, não sei se manteria a ideia inicial de fazer Himeji de passagem. O ponto ruim, neste caso, é depender dos lockers da estação Himeji para guardar as malas (seria necessário que houvesse disponibilidade de lockers desocupados e, em caso positivo, gastar um dinheiro para usá-los para guardar as malas). 

Acho que a ideia do bate-e-volta gasta mais tempo, mas é mais segura para evitar possível problema de não ter onde deixar a mala.

Veja também:



3º dia – Kyoto

Kyoto é a cidade que melhor traduz o Japão tradicional que todos imaginamos. É também muito visitada pelos próprios japoneses, pelo sentido que a cidade representa para eles. 

Segundo o guia Lonely Planet, são em torno de 1600 templos budistas e 400 santuários xintoístas, sendo 17 patrimônios reconhecidos pela UNESCO. 

Apesar disso, a primeira coisa que vimos, e que impressionou pela modernidade, foi a estação de trens, com bela arquitetura, uma escada com luzes que vista de longe forma um telão, diversos shoppings subterrâneos (que só conhecemos aos poucos, um pouco a cada dia, de tão grandes), além da praça principal fora da estação, do lado norte, com a enorme Kyoto Tower (não subimos) e prédios modernos e grandes lojas.


Kyoto Tower, em frente à Kyoto Station

escada luminosa da Kyoto Station

Veja ainda: Quioto e Nara - roteiro de 5 dias

Hospedagem em Kyoto

Ficamos num hotel do lado sul, o Kyoto Plaza Hotel, a uns 500m da estação, e um generoso café da manhã com opções tanto ocidentais quanto orientais. 

Foi uma boa opção, pois a Kyoto Station foi ponto de partida para bate-e-voltas (para Nara, Himeji e Osaka) e para pegar o metrô e o ônibus (necessário em alguns casos, tendo em vista que a rede de metrô de Kyoto não é tão abrangente como a de Tokyo). 

A cidade não tem prédios grandes como Osaka ou Tokyo, mas é bem espalhada. Exige, em muitos casos, disposição para boas caminhadas!

É de se destacar que, na época das cerejeiras, Kyoto é cara de se hospedar (foi a cidade mais cara de hospedagem em que ficamos, quase 500 reais de diária numa das opções mais econômicas que achei perto da estação!), e os preços sobem sensivelmente a cada dia que entra dentro da previsão da floração das cerejeiras! 

Reservamos hotel com 3 meses de antecedência e as opções já estavam, em maioria, esgotadas! Tivemos que fazer 2 reservas para fechar o período de dias que ficaríamos lá! 

A sorte foi que, para alguns dias, havia disponibilidade no hotel e para os demais dias, havia disponibilidade numa parte mais nova, o anexo do mesmo hotel, que aparece como outro hotel nos sites de reserva - Kyoto Plaza Annex

Facilitou a troca de quarto durante o período em que ficamos por lá. Por isso, fica a dica de reservar com antecipação para Kyoto!

Leia também: Hotéis bons e baratos em Quioto, Hiroshima, Takayama e Tóquio

Nosso erro em Kyoto - o perrengue das gueixas

Vou contar logo qual foi a nossa bobeira em Kyoto:

Há dois festivais de apresentação da dança das gueixas, uma coisa típica de Kyoto e visualmente muito bela! 

O Lonely Planet destaca o Miyako Odori e o Gion Odori

O primeiro é só no mês de abril (época das cerejeiras) e o segundo só em novembro. Portanto, um espetáculo difícil de assistir. 

Procurei logo por informações para esse evento no guichê de informações turísticas da Kyoto Station e a moça recomendou uma outra apresentação diferente. 

É preciso distinguir que há, no bairro das gueixas (Gion), uma apresentação que mescla diversas outras exibições culturais que não nos interessavam, como cerimônia de chá, formas de fazer penteado, e dança por apenas 3 gueixas etc...

Passamos, ainda, num outro ponto de informações turísticas, já perto de Gion, e lá a surpresa foi que nos confirmaram que havia um dia em que poderíamos comprar os ingressos! O detalhe é que eu teria que voltar lá nesse escritório de informações para buscar o ingresso impresso. No fim do dia, pra minha surpresa, recebi e-mail deles de que não foi possível confirmar os lugares para esse dia que já tinham me vendido, então me deram opção de tentar outro dia (em que eu não estaria mais na cidade) ou voltar para buscar o dinheiro de volta. 

Ficamos sem ver o show e ainda tivemos que gastar tempo pra voltar atrás do dinheiro dos 2 ingressos, que não era pouco - 7000 yens, quase 70 dólares!

Moral da história: se for do seu interesse ver a apresentação das gueixas, é melhor comprar o ingresso antes, pela internet! Segue o link para o espetáculo que eu queria ter visto, do mês de abril, aqui

O que fazer em Kyoto

Bom, começando a falar agora sobre como foram nossos dias em Kyoto e arredores:

No primeiro dia, tivemos chuva. Fomos, como primeiro templo a visitar, o Toji, patrimônio da UNESCO e pertinho do nosso hotel. 

O pagoda (torre) de 5 andares do templo é considerado a torre de madeira mais alta do Japão, com 54,8 metros de altura! 

O lugar é realmente especial, com muitas cerejeiras. Pena que a grande maioria ainda não tinha aberto (a floração estava atrasada, como contei no post anterior - relato de viagem ao Japão). 

Apenas umas poucas árvores já tinham florescido. Se você estiver em Kyoto e a floração estiver plena, não deixe de ir nesse templo!


pagoda do Templo Toji


Com chuva, uma das melhores opções da cidade é o Mercado Nishiki, na região central da cidade. 

É lugar interessante para almoçar, e bom de ir cedo, já que a maioria das coisas já está fechando no final da tarde. O interessante é que não são só comidas, mas também algumas lojas com souvenir. 

Descobrimos, por exemplo, lojas que vendem só hashis (os palitinhos para comer sushi) bem sofisticados, bem como outros mimos bem típicos para os japoneses: marmitas decoradas, lojas de coisas que eles são fãs como Snoopy e Hello Kitty

Tem tudo que se possa imaginar desses personagens, e em Tóquio também achamos depois.


marmitas decoradas

Snoopy de todos os tamanhos

hashis chiques

Aproveitando, então, os parênteses para falar dos gostos e hábitos japoneses: no Japão, também são muito comuns as toalhinhas. Incrível, mas foi outra coisa que notei: não é comum achar papel nos banheiros públicos. Para enxugar as mãos, eles já têm as próprias toalhinhas.

Outra coisa que surpreendeu foi que não é tão fácil achar lixeiras em espaço público. Eles detestam lixo - faz sentido, né? Quem é que gosta?

No Japão, eles dão um jeito de remover o lixo sem deixar acumular em todo lugar, mesmo que sejam lixeiras. A gente até vê lixeiras sempre ao lado de máquinas automáticas de venda de bebidas, o que é uma coisa bem comum, mas fica entendido que ali é para jogar a latinha. 

Uma coisa que também tenho que contar, e me surpreendeu em um parque por lá: eu tinha acabado de fazer a minha refeição (estava com os pratos onde vinha o bentô e a caixinha do suco para jogar fora), e perguntei para uma funcionária do parque onde poderia jogar fora aquilo. Ela, sorridente, prontamente, pegou o lixo das minhas mãos e disse que já resolveria aquilo!!! Onde você vai estar num lugar e alguém de repente, com toda a educação e gentileza, vai querer se preocupar com o seu lixo? Japão!

E o que mais deu para fazer nesse primeiro dia chuvoso?

Na chuva desse primeiro dia, ainda fomos conhecer o santuário xintoísta Shimogamo-jinja, que é patrimônio da Unesco. 


É meio afastado, tivemos que caminhar mais de 1km para chegar e mais de 1km para voltar ao metrô, e estava vazio. Não foi algo impactante para mim, mas gostei de conhecer. Também é bom poder ver lugares assim, sem multidão de turistas. Muitos templos são realmente buscados mais pelos que seguem o budismo, e isso é interessante.


Veja aqui um vídeo que gravamos sobre os rituais praticados nestes templos. Tratam-se dos rituais xintoístas Omairi (tocar o sino e fazer a prece) e Temizu (o da purificação pela água), sendo que o da purificação deve ser feito primeiro ☺



4º dia - Kyoto

Continuando a falar de Kyoto, e dos destaques para o que vimos nos dias seguintes: 

Bom, já que a floração de cerejeiras estava atrasada, a estratégia foi a seguinte: primeiro vamos ver os lugares que não são “top” para ver as cerejeiras, e deixar para ir depois nos lugares mais recomendados para isso. Como sabíamos? O Japan Guide nos ajudou! 

Fushimi Inari

Então, fomos antes ao santuário Fushimi Inari (o famoso santuário xintoísta dos milhares de toris vermelhos). 

Uma longa caminhada montanha acima, de imersão naquele lugar cheio de estátuas de raposas, que tantas famílias dedicaram para os agradecimentos pelo sucesso alcançado. 

Uma dica: fica muuuito cheio de gente. Notamos isso ao comparar a hora em que saímos em relação a quando chegamos. Mas o bacana é conseguir fazer fotos sem aparecer outras pessoas no caminho, só você e os toris, além de poder sentir melhor a espiritualidade só do local. 

A dica, para isso, é chegar o mais cedo possível.

o lugar fica cheio rápido!

passando pelos famosos toris vermelhos

a entrada do Fushimi Inari

há variações de caminhos em alguns pontos

subindo sem parar

uma das várias estátuas de raposa, mensageira dos deuses

há pequenos templos no caminho

Na volta para a estação, já que estava no caminho, ainda conhecemos o templo Tofuku-ji, próximo ao Fushimi Inari, e que não é tão badalado, mas também gostei.

Após almoçar, andamos da estação até outros 2 templos que formam o complexo Hongan-ji (patrimônio da Unesco). 

No mapa parecia pertinho, mas isso tomou um tempão andando. Mesmo assim, achei que valeu a pena, pela imponência desses templos, que estão entre as maiores construções em madeira do mundo.




Templo Kinkaku-ji

Outro lugar de destaque, onde fomos neste mesmo dia, foi o Kinkaku-ji (o templo dourado). 

Neste caso, precisamos ir de ônibus (compramos um passe diário ilimitado, na frente da Kyoto Station, próximo ao local de paradas dos ônibus, e que compensava se usasse o ônibus 3 vezes ou mais, e lá você pega um mapa para entender as linhas), pois não há metrô que chegue perto.

Para saber mais: 

Informações sobre ônibus em Kyoto
* Mapa

A dica para o Kinkaku-ji é ir de tarde, se possível num dia de sol. Achei que a iluminação realçou bem a imagem do templo e do lago em frente a ele. É incrível que é um lugar já bem mais resumido. Além do templo dourado não há muito mais o que ver lá, então foi bom contemplá-lo no máximo de beleza possível! Este é um templo pequeno, em que a gente não entra, mas apenas contempla. Impressionou como estava cheio de gente (bem mais do que eu imaginava!), mas ele realmente é lindo! 

Olhem só a foto:


Já escurecendo, em ritmo de maratona, pegamos mais um ônibus (para fazer render o nosso passe diário de ônibus!) para o Jardim Botânico de Kyoto. Mas esse não impressionou não. Tulipas e cerejeiras quase todas fechadas. Acabamos visitando a estufa, vendo flores e plantas tropicais. Ir tão longe para ver plantas do Brasil...acontece!!!!


Neste ponto já estávamos aprendendo uma coisa que ia valer para o resto da viagem (pelo menos para Kyoto e Tóquio): é tudo muito grande, e mesmo com ótimo serviço de transporte, sempre é preciso andar bem. Não dá pra ver tantas coisas num mesmo dia, pois as cidades japonesas são realmente enormes e muitas atrações exigem várias horas (como é o caso do Fushimi Inari).

Saiba mais: Quioto e Nara - roteiro de 5 dias

5º dia – Nara

Resolvemos fazer o bate-e-volta para a primeira capital do Japão – tudo para dar mais um dia para ver se as cerejeiras de Kyoto resolviam abrir. 

Nara, à primeira vista, foi uma surpresa. 

Eu imaginava uma cidade bem pequenininha. Mas, como acabei de falar, no Japão, tudo é muito desenvolvido. Chegamos na estação da JR, pois tínhamos que ir pra lá aproveitando o nosso Japan Rail Pass. 

Uma coisa curiosa do Japão é isso: a linha ferroviária privada tem, quase sempre, a sua própria estação. E, neste caso, a estação da linha privada é bem mais perto da parte histórica da cidade. Uma saída foi comprar um ticket de ônibus local para poupar de uma caminhada de uns quase 2km. Conseguimos informações sobre isso no ponto de informações turísticas da estação da JR.


Em Nara, seguimos (e recomendamos) um roteiro passo a passo de lugares a passar, indicado pelo guia Lonely Planet

Fizemos, ainda, uma pequena variável para um lago com barquinhos e passarela ao redor, e isso foi ótimo! Um dos nossos melhores dias no Japão! Cerejeiras começando a florescer!

Destaques para Nara? Muitos!! 

O imponente Templo Todai-ji (com a enorme estátua do Buda no seu interior), os bambis sagrados soltos por todo lado (aqui pareceu ter mais bambis que em Miyajima; e, se quiser, pode comprar biscoitos apropriados para alimentá-los, que eles adoram, e vão te seguir até comer tudo!), lojinhas de souvenirs, o agradável templo xintoísta Kasuga-Taisha (onde vimos a celebração de um casamento tradicional japonês), tudo num parque muito arborizado e agradável. 

É passeio para um dia todo!



bambis sagrados

casamento tradicional

o imponente Todai-ji

portal de entrada do Todai-ji


lanternas de pedra no caminho para o Kasuga-Taisha


o Buda gigante dentro do templo

Tanto em Nara como em Kyoto foi muito comum ver os japoneses vestindo Kimonos (principalmente as meninas, vestidas de gueixas). 

Esse colorido das roupas deles também torna a sensação de estar no lugar muito agradável! 

Também foi muito comum, nesta época, ver casais japoneses com roupas tradicionais tirando fotos ao ar livre! Alto astral!

Na volta, passamos no supermercado junto à estação da JR e compramos o lanche da volta (sempre aproveitamos esses deslocamentos para, ganhando tempo, nos alimentar) - foi a única vez, em toda a viagem, que comemos...sushi! 

Delicioso!





6º dia – Kyoto

Iniciamos este dia indo a Arashiyama, uma região no oeste de Kyoto. Fomos no metrô elevado da JR, aproveitando o JR Pass (a San-in Line).

Arashiyama

É uma região que tem um rio - Katsura River, atravessado por uma ponte que leva a um ponto onde há também muitas cerejeiras. 

Ficamos surpresos para a quantidade de coisas para ver e fazer por lá. 

Inicialmente, a nossa referência para o local era o famoso bosque de bambus. Porém, há muito mais do que isso, e é um lugar que dá para passar até um dia inteiro. Em Kyoto, acho que se equipara, em movimento turístico, com a região de Higashiyama (no leste), sobre a qual falarei a seguir.


efeitos da luz do sol entre os bambus

o caminho entre os bambus

Feita a caminhada inicial no bosque de bambus (essa parte foi até menor do que eu imaginei, mas valeu pelo visual diferente que se tem ali dentro), fomos em direção ao rio, passando pelo parque que existe ali. 

A região é realmente muito agradável e com muito movimento, muitas lojinhas para turistas com todo tipo de souvenir.


muita gente faz um passeio de barquinho

o Rio Katsura, em Arashiyama

Acabamos por não ver nenhum templo nas proximidades (até me arrependo um pouco de não ter entrado no Tenryuji Temple, o templo do dragão celestial, que é patrimônio pela Unesco). 

Também não fizemos o passeio cênico do trem que sobe margeando o rio (me pareceu que este passeio deve ser mais bonito no outono, quando as folhagens ganham o destaque das cores amarelo e vermelho), e nem fizemos o passeio parecido que sobe o rio numa canoa. 

Aqui, preferimos permanecer por metade de um dia para poder ver mais coisas de tarde no resto da cidade. E também estávamos atrás de coisas mais diferentes.

Uma coisa diferente e que me cativou foi uma loja só de caixinhas de música, a Kyoto Music Box Museum. Eu já tinha visto caixinhas de música simples na Europa, mas essa loja é um lugar imperdível se você gostar desse tipo de coisa. Tem de tudo que é formato, material, muitas do estilo de mecanismo automático que funciona a corda, com belíssimo acabamento. Não resisti e fiquei consumista aqui.


cada caixinha de música mais bonita que a outra

em formatos de instrumentos, vitrolas, etc

quase tudo made in Japan

tem caixinha de música com porta-retrato

Também visitamos o parque dos macacos de Iwatayama

Os bichinhos têm a cara vermelha e olhos claros com expressões bem humanas. Tivemos que subir um morro para chegar lá, mas foi uma coisa interessante - um zoo ao contrário, em que os macaquinhos ficam soltos, e a gente é que pode ficar numa cabana enjaulado, podendo comprar frutas para alimentá-los, eles pegam a comida na nossa mão. 

O lugar também oferece uma vista panorâmica de Kyoto.


alimentando o macaquinho filhote



os grandões também têm fome

eles têm uma vista e tanto de Kyoto

subindo o morro para ver os macacos

Uma situação cômica que aconteceu com a minha esposa em Arashiyama foi de ela tomar um susto ao usar um banheiro público. 

Como sabemos, os banheiros japoneses são modernos e cheios de botões. Mas, uma coisa realmente misteriosa que todos os banheiros têm (até mesmo os banheiros dos trens) é o tal botão de emergência. 

Fiquei pensando: “Será que se eu apertar isso, o que acontece? Será que aparecerá, do nada, um japonês para me resgatar de dentro de um desses banheiros?” Pois é...minha esposa apertou sem querer esse botão, e aí disparou uma sirene! Ela saiu correndo dali! Ficar esperando para aparecer alguém e entrar no banheiro?? Essa parte a gente não descobriu, mas o susto foi engraçado kkkk...

Nijo Castle

Arashiyama foi fantástico, mas o dia nos reservava mais. 

Voltamos na mesma linha de metrô JR (a San-in Line) e, no caminho, paramos para visitar o Nijo Castle

Localizado na região central de Kyoto, é famoso pelo seu piso “rouxinol” – você vai andando e o piso de madeira faz um barulho que parece um monte de pássaros piando – que foi construído como medida de segurança, um alarme anti-intrusos à moda antiga, parece coisa de filmes de ninja! 

As paredes das salas são todas pintadas com desenhos de árvores e animais. Muito bonito também por fora, com belos jardins, e é todo cercado por um fosso.









Gion e Maruyama Park

Feita a visita a esse castelo, fomos conhecer o bairro Gion, o famoso bairro das gueixas, e o Maruyama Park, nas proximidades. 

Em Gion, um atrativo para as mulheres é a tradicional loja da Yogiya, que vende uns papeis que absorvem a oleosidade da pele, e uns sabonetes de alta qualidade - será esse o segredo da pele perfeita delas?

Não vimos nenhuma gueixa (acho que, para isso, tem que estar mais tempo em Gion, se hospedar ali, pois elas são discretas, ao contrário dos jovens que curtem se vestir assim só para andar pela cidade). Mas, como sempre, o povo vestindo-se de forma alegre, com os coloridos quimonos.


japoneses curtindo o por do sol no Rio Kamo, perto de Gion

No Maruyama Park, conhecemos o Yasaka Jinja, santuário onde as gueixas do Gion vão fazer suas orações. 

É caracterizado por suas várias lanternas, oferecidas pelos locais, em agradecimento pelos benefícios alcançados.


entrada do santuário Yasaka, em Gion

Yasaka Jinja

lanternas do templo

No meio do parque, uma visão que nos animou para os próximos dias foi a de uma enorme cerejeira, finalmente toda florida. Senti que ainda havia chances para a gente ter o “hanami” em Kyoto! 

Muitas pessoas também jantavam debaixo das árvores, que ganharam iluminação especial para a estação. Lanchamos ali no parque, aproveitando que havia várias barraquinhas vendendo vários tipos de comidas.


japoneses jantando no Parque Maruyama

 enorme cerejeira no meio do parque

Já de noite, mais um momento inusitado que só mesmo no Japão poderia acontecer. 

Já que aconteceu uma situação cômica com a minha esposa, tinha que acontecer algo comigo: de noite no parque, minha esposa tinha ido ver alguma coisa, eu estava sentado num banco da praça olhando, na câmera e no celular, as fotos que tinha tirado durante o dia. 

De repente, vem um jovem japonês e chega junto. Eu, com meu trauma brasileiro de lugares públicos, fiquei preocupado pensando que ele ia dizer algo do tipo “perdeu, perdeu, entrega a câmera”... 

Que nada! Aí eu entendi que ele queria só pedir para eu tirar uma foto com ele. E me agradeceu, cumprimentou, e foi embora. Povo simpático e surpreendente! Esse é o Japão!

eu e meu amigo de Kyoto

7º dia – bate-e-volta a Osaka e Himeji

Pois é, não deu para ver o Castelo de Himeji de passagem (vindo de Hiroshima para Kyoto, como era meu plano A), então tive que encaixar junto com a ida a Osaka. 

Veja também:

Castelo de Himeji - uma paradinha estratégica 

Himeji

Ainda bem que tivemos, mais uma vez, o Shinkansen para ganhar tempo, usando nosso JR Pass!

A ida para Himeji foi pelo seu imponente castelo, recém restaurado em 2015. 

É considerado um dos mais belos castelos do Japão, e também um que se conserva em estado original pois nunca foi destruído e reconstruído. Também chamado shiragagi ou "garça branca", devido à sua forma branca suntuosa. 

O atual castelo tomou forma a partir de 1580. Foi, realmente, mais uma coisa que valeu muito a pena conhecer!




ao entrar no castelo, ninjas podem aparecer a qualquer momento

há um pequeno santuário no topo

escadas e mais escadas dentro do castelo


após sair, curtimos as cerejeiras ao redor

o mais bonito castelo do Japão

vista do alto do Castelo de Himeji

O que impressionou, além do tamanho, foi que o Castelo de Himeji fica no alto de uma colina, em posição bastante destacada na cidade. 

Dá pra passar quase um dia inteiro por lá, dentro do castelo, que tem uma rota única para seguir, além da visita aos jardins do castelo! A cidade também é agradável e nem parece tão pequena, pois dá pra perceber que concentra prédios mais bonitos e modernos bem na avenida que conduz ao castelo.

No início da tarde, voltamos para a estação e fomos para Osaka.


  
Osaka

Uma facilidade para quem tem o JR Pass, é que há uma linha circular da JR em Osaka. Ficou fácil para andar lá. Mas, com menos de um dia inteiro para ver uma metrópole dessas, tivemos que escolher poucos dos pontos turísticos que tínhamos em nossa programação. 

Deixamos de lado a ideia de subir no Umeda Sky Building, que é um prédio com um deck aberto na cobertura, de onde se tem uma vista livre da cidade (sem vidros para estragar as fotos). 

Também desistimos de parar no Kema Sakuranomiya Park, famoso lugar de cerejeiras, porque a floração ainda não estava no máximo. 

Osaka Aquário Kaiykan e tantos outros parques temáticos como Universal Studios? Nem pensar... 

Osaka merece no mínimo uns 3 dias, e fomos com menos de 1! Fazer o quê? Resolvemos, então, que este seria o dia dos castelos! Depois de Himeji, que tal visitar o castelo de Osaka? E lá fomos nós...

Castelo de Osaka

O Castelo de Osaka fica dentro de um belo parque. Tem uma diferença bem grande para todos os demais castelos, pois é todo moderno por dentro. Tem elevador moderno para acesso. É, na verdade, um museu histórico, com maquetes e vídeos em 3D que mostram batalhas históricas. 

No topo, há um mirante de onde se avista todo o parque e os enormes prédios da cidade.




o castelo está ao redor de um lago onde passeiam barcos

Um outro lugar que visitamos em Osaka foi a região central, de Minami, bastando, para isso, pegar a Yamatoji Line a partir da Shin-Imamiya Station (tudo com o JR Pass). 

Destaco que tivemos um acerto e um erro em Osaka: 

O erro foi não ter em mãos, ali, a sugestão de roteiro de percurso a pé, dada pelo Lonely Planet, para a região central de Minami/Namba (na pressa, esqueci de sair do hotel com essa informação que tinha nos ajudado tanto em Nara), pois há muitas coisas interessantes na região. 

O acerto foi ter ido no momento do por do sol ao Dotonbori. Sem as dicas do guia, fomos, então, direto em direção ao Dotonbori, até porque não tínhamos muito mais tempo nesse dia.

Dotonbori

Dotonbori tem um canal com ruas em paralelo, cercadas por prédios com grandes letreiros e telões bem luminosos. Uma cena bem legal e típica do Japão moderno! Foi interessante estar nesse lugar nesse momento, para ver as luzes se acendendo aos poucos, ver a transição da região ao entrar a noite.


ótimo lugar para saborear um takoyaki (bolinho de polvo)

um ícone do lugar é o telão da Glico, uma tradicional fabricante de doces

a região tem um canal onde passam barcos pequenos

chegando à região da Dotonbori

Ali, a dica gastronômica foi experimentar o takoyaki, o bolinho com recheio de polvo. 

Eu gostei muito. Polvo é igual a lula, que todo mundo sabe como é e já comeu em uma “paella”, a massa do bolinho é deliciosa, e parece que leva queijo e é bem macia e com sabor agradável. Recomendo! 

Terminando nossas caminhadas naquele mar de luzes de Osaka, voltamos para o metrô, voltamos para a estação de trem, e voltamos para Kyoto.

8º dia – Kyoto – lado leste da cidade

Deixamos, para o último dia inteiro em Kyoto, o lado leste da cidade. 

É onde há uma concentração maior de coisas próximas para ver, e também onde há mais destaques para ver as cerejeiras. Compreende toda uma faixa de quase 5km, e fizemos de norte a sul. 

Caminho do Filósofo

Começamos o dia fazendo o Caminho do Filósofo - Tetsugaku-no-michi. 

Trata-se de um canal sinuoso ladeado por cerejeiras que se estende no sopé das montanhas de Higashiyama (montanhas do leste). 

É repleto de cafés, lojas de artesanato e outras.

O nome deste percurso é em homenagem a Nishida Kitaro, um dos filósofos mais famosos do Japão, que praticava meditação enquanto caminhava por esta rota diariamente até a Universidade de Kyoto. 

É um caminho longo. Haja sorvete de chá-verde para dar energia! Tomei vários nesse dia!

Começamos pelo Templo Ginkakuji. Foi o ponto de partida, no extremo norte do Caminho. É um templo que foi idealizado, após a construção do templo dourado, de modo que, se aquele foi revestido de ouro, pretendia-se que este fosse revestido em prata. Acabou não se realizando o revestimento prateado, mas ganhou, assim mesmo, o apelido de “Silver Pavilion”. 

O destaque do templo é para o paisagismo, e o pavilhão em harmonia com o jardim e um “jardim da areia”. Há uma representação do Monte Fuji com areia. A área deste templo não é muito grande, mas bem detalhada.





É agradável observar tudo, mas a gente tem que controlar bem o horário, tendo em vista tudo mais que há pela frente.

Andando pelo caminho, estavam bem mais vistosas as cerejeiras.




Chegamos ao segundo ponto do dia, que foi o Templo Nanzen-ji

É um lugar que achei mais bonito e diferente que o anterior, um complexo de templos zen budistas caracterizado pelos arcos e aquedutos que ainda abastecem a cidade de água. Este espaço é aberto à visitação pública sem ter que pagar ingresso. Só há a necessidade de pagar para entrar e subir nas construções dos templos.






Pelo lado sul, dos fundos do Nanzen-ji, há uma saída para um lugar onde há um trilho de trem, o Keage Incline

No lugar, foi bonito de ver tanta gente e tantas cerejeiras. Esta trilha vai até um aqueduto, que também é um ponto de destaque das cerejeiras em flor. Alcançamos o Okazaki Canal.






Esta região, de Okazaki, é o local dos melhores museus, casas de concertos, e do Santuário Heian-Jingu

Também há um zoo no local, o que é uma boa opção para quem vai com crianças.

Inaugurado em 1895, por ocasião dos 1100 anos de Kyoto, o santuário foi dedicado ao primeiro e ao último imperador que governou o Japão com sede em Kyoto. 

Heian é o nome de fundação de Kyoto. Um grande tori marca a entrada. Há uma réplica do palácio imperial, em escala menor. Há, ainda, um belo jardim (pago) com cerejeiras.





Só tivemos tempo de entrar rapidamente no Santuário Heian-Jingu, sem entrar nos jardins. Já estávamos no meio da tarde e tivemos que seguir caminhando pelo lado leste de Kyoto, deixando de ver os templos Shorenin, Chionin e Kodaiji, que estavam no roteiro.

Fomos direto para o bairro Higashiyama, que é um bairro com ladeiras, ruas de pedra históricas e preservadas, e muitas lojas interessantes, algumas que vendem porcelanas coloridas e artesanatos. 

Ficam, como dicas, as ruas Ninen-Zaka e Sannen-Zaka. Seguindo esses caminhos, chega-se ao Templo Kyomizudera, o templo da água pura.



Kyomizudera

O Kyomizudera é um dos templos mais famosos de Kyoto. 

A sorte (dupla!) foi que estivemos lá numa época especial em que só fechava às 21 horas, e só por isso que deu tempo de visitá-lo; e ainda contava com iluminação especial, o que foi ótimo para não aparecer muito dos andaimes e tapumes das partes que estavam em restauração.




Um dos lugares emblemáticos do Kyomizudera é a Otowa Waterfall, à qual se chega descendo uma escada existente na parte de trás do templo. Há 3 filetes da água sagrada, que os visitantes podem beber. 

Segundo a lenda, cada uma trás um diferente benefício: saúde e longevidade; sucesso nos estudos e trabalho; ou um amor verdadeiro. Todavia, deve-se tomar de uma das fontes e fazer apenas um desejo, pois tomar de mais de uma fonte é considerado ganância. Qual você escolheria?

Foi um dia inesquecível! A visão do Kyomizudera iluminado de noite nos presenteou de forma mais que especial em nossa última noite em Kyoto!


Tiramos a manhã desse último dia para andar mais um pouco para o lado de Higashiyama. E também resolvemos voltar rápido em Arashiyama - fiquei com vontade de comprar mais uma caixinha de música em forma de carrossel, para o meu futuro pequeno viajante na lojinha tentadora!


mais um passeio nas ruas de Arashiyama

Kyoto cheia de cerejeiras no nosso último dia lá

último sorvetinho de chá-verde em Kyoto, na estação de Arashiyama

Impressões de Kyoto

Ficamos com saudades de Kyoto já na estação de trem. 

Acho que, do que não deu pra ver, fez falta (e poderia até ter visto na manhã deste último dia) o Templo Sanjusangendo, Patrimônio da Unesco, e que dizem ser impressionante pelas muitas estátuas da deusa Kannon

Também não conseguimos ver o Templo Byodo-in - que ilustra a moedinha de 10 yens, e também é Patrimônio da Unesco, no caminho de trem para Nara. 

Mas não é ruim que tenha faltado tanta coisa...já temos certeza de que queremos voltar a Kyoto numa futura viagem ao Japão (em breve, eu espero!). Por isso, já temos até uma listinha do que ver (tudo o que não vimos), fora tantos lugares especiais que chegamos a rever, como Arashiyama, Higashiyama, que voltamos já neste dia, e tantos outros destaques desta cidade magnífica!

Veja mais: Quioto e Nara - roteiro de 5 dias

Takayama

Então, pegamos o Shinkansen para Nagoya, e de lá trocamos para outro trem da JR (também incluído no JR Pass), o Hida View, que vai, aos poucos, subindo para as montanhas. Ele é um trem menos rápido, mas tem uns janelões bem amplos. A viagem segue subindo um rio. Um visual muito bonito! 

Chegamos no fim da tarde em Takayama. Interessante foi que, mesmo em abril, ainda havia neve nos topos de algumas montanhas ao redor, e eu adoro ver neve!

A primeira coisa que fizemos ao sair da estação de Takayama foi verificar, nas informações turísticas (guichê logo em frente da estação), sobre as opções de empresas para o bate-e-volta de ônibus para a vila histórica de Shirakawa-go, que era o principal passeio que pretendíamos fazer nessa região montanhosa do Japão.

A informação que eu tinha era do Nohi Bus

Havia, nessa empresa, duas opções de passeio, ambas passando em Shirakawa-go e mais em uma outra vila ainda menor e parecida (Suganuma ou Ainokura). 

Começando às 8:30hs, o passeio ia até 15hs e incluía almoço por 6690 yens. 

Acabamos por descobrir uma outra empresa que funciona no mesmo prédio de um albergue, na mesma rua da estação, andando uns 100m para o lado esquerdo (para quem sai da estação), o I-Site Takayama. A diferença é que nesse, o passeio é pela manhã ou pela tarde e te leva só ao principal, que é Shirakawa-go, não tem almoço, e sai mais em conta (não me lembro, mas acho que era uns 4500 yens). 

Achei mais interessante ir nessa segunda opção, por tomar menos tempo e ser mais econômico. Fomos logo reservar nosso passeio com o guia, um cara muito divertido, o Yamamoto. Foi melhor assim, pois liberamos o dia seguinte para andar bem por Takayama e no dia de partida para Tóquio, fizemos o passeio para Shirakawa-go pela manhã.

Fica a dica: chegando em Takayama, veja que tipo de passeio você prefere e, se ainda não estiver muito tarde, reserve logo o seu tour para Shirakawa-go, antes mesmo de ir para o hotel (porque chegam poucos trens por dia e, em geral, quase todo mundo que chega lá tem interesse em visitar Shirakawa-go).

Em Takayama, ficamos num hotel bem próximo da estação de trem, com café da manhã e padrão bem econômico, uns 250 reais de diária: Super Hotel Hida Takayama

Fiquei satisfeito com esse hotel.

Veja também:

3 dias entre Takayama, Hida-Furukawa e Shirakawa-go

10º dia – Takayama

Takayama é uma pequena cidade da região de Hida, no interior das montanhas do Japão. Tem um dos mais famosos festivais (Matsuri) do Japão, que acontece nos dias 14 e 15 de abril. Uma pena que, por uma semana, não pudemos ver.

Dica para quem for na segunda metade de abril:

Outra coisa interessante da região, é que, estando Takayama próxima da cidade de Toyama, seria um ótimo ponto (pela proximidade) para nos possibilitar fazer a Alpine Route

Alpine Route é uma rota cênica que inclui trilhas e travessias por vários meios de transporte e deslocamento, com destaque para uma estrada que fica, nessa época, cercada por paredões de neve! Uma pena que não pudemos aproveitar, pois a rota só abre completamente a partir do dia 15 de abril. Mais um passeio para a nossa próxima viagem ao Japão...

Ficam as dicas para quem está se planejando e pode esticar mais uns dias após a época das cerejeiras!

Nossos passeios em Takayama

Então, é isso, ficamos com um dia inteiro para conhecer Takayama. 

Já que não daria para ver o festival famoso, fomos num dos museus que mostram os carros alegóricos, coloridos, que desfilam pelas ruas e pontes da cidade nesses dias de festa. Fomos no Yatai Kaikan, que era próximo. Muito bom, com alguns carros alegóricos expostos, além de outras informações sobre o festival. 

Também há um outro museu maior - Matsuri no Mori, que parece ser mais legal, pois tem até uns robôs que tocam um tambor, mas fica um pouco fora da cidade, e acabamos por não conhecer.

Também visitamos um bonito santuário - Hachiman Shrine - do lado do museu. Depois disso, subimos uma trilha em meio a um bosque num morro no meio da cidade - Higashiyama Walking Course, pois eu estava curioso para chegar ao topo e ver o que seriam as ruínas de um antigo castelo. 

O legal foi ver um pouquinho de neve nas partes sombreadas, apesar de a temperatura estar a uns 9 ou 10 graus! Para a minha surpresa, no topo do morro só tinha um pequeno gramado, com uma ou outra pedra. Cadê o castelo? Eram só isso as ruínas? Ainda bem que tinha um banquinho, e lá então paramos para descansar e fazer um lanche.








Descemos de volta para a cidade e fomos ver a Old Town, as casas de madeira com os comércios da cidade, que são também um destaque. Entramos em uma casa onde havia a degustação de saquê. 

Compramos um copinho de porcelana, e podíamos tomar quantas doses desejássemos!




Uma dica para Takayama é controlar o tempo nessas caminhadas, pois fecha tudo bem cedo lá (por volta de umas 17hs)!

Um símbolo que vimos em muitos lugares foi um bonequinho que, no início, eu achei que se tratava de um ninja. Depois, soubemos que ele tem nome, o “Sarubobo”, que quer dizer macaco bebê. Ele, em geral, é vermelho e não tem rosto. É um tipo de amuleto para trazer sorte.

É interessante anotar também que Takayama tem uma carne bem famosa, o Hida Beef, um tipo de bife em que a gordura no meio da carne a torna bem macia e saborosa. Mas não experimentamos, pois é bem caro! Então, a solução, como para 90% das nossas refeições no Japão, foi recorrer ao Family Mart e Seven Eleven! Sim! Sempre eles! E também existem aqui! Ainda bem!

Leia ainda: 3 dias entre Takayama, Hida-Furukawa e Shirakawa-go

11º dia – Shirakawa-go e a chegada em Tokyo

Shirakawa-go, reconhecida como Patrimônio da UNESCO, é uma interessante vila em meio às montanhas, com casas com grossos telhados de palha, em formato de mãos em posição de oração - Gassho-zukuri - feitos para aguentar a grande quantidade de neve que cai lá no inverno. São casas onde a gente pode testemunhar a visão de um Japão rural antigo. 

É possível entrar em algumas delas. Entramos em uma, que já foi suficiente para ter uma noção de como é. Fomos na Kanda House, onde pudemos fazer uma degustação de chá, e ver, nos andares superiores, exposição de antigas ferramentas de trabalho rural.

Acordamos, tomamos café e fomos direto para o local marcado para sair o passeio, em frente da estação. Saiu com absoluta pontualidade! 

O Yamamoto, nosso guia (o mesmo com quem tínhamos contratado a excursão), tornou o passeio bem divertido. Ele foi quem nos explicou sobre o Sarubobo, e contou várias piadas, falando em inglês. Até contou que as pessoas todas vão pra Tóquio, mas ele quis ficar em Takayama pois o saquê de lá é melhor... 

Mas a boa notícia que ele nos deu, logo no ônibus, é que havia nevado e que iríamos ver Shirakawa-go com neve em pleno mês de abril!


nosso guia nos apresentando o Sarubobo

vista da região de Shirakawa-go, do mirante

as casas no estilo Gassho-zukuri

Paramos, inicialmente, em um mirante em que dá para ver a vila Shirakawa-go no meio de um vale. Depois descemos. 

Foi uma hora e meia em que deu para andar rapidamente pela vila toda. Havia até um iglu de gelo, o que faz a festa de turistas como nós! Degustamos um chá e voltamos para o ônibus, satisfeitos com o passeio diferente.

Veja também: Shirakawa-go - o jeito fácil de conhecer a vila mais fofa do Japão

a Kanda House, onde degustamos chá

telhados grossos para aguentar muita neve

tanta neve que ainda dava para fazer um iglu


Chegamos na estação de Takayama a tempo de voltar ao hotel, buscar as malas e pegar o trem.

Neste dia, eu havia planejado irmos de ônibus a partir de Takayama para ver o Castelo de Matsumoto (na cidade de Matsumoto), que também é próximo às montanhas, e muito bonito em suas cores pretas, bem diferente do Himeji. Mas seria uma correria enorme, e desistimos para ir direto para Tóquio. Foi mais uma coisa que ficou para a próxima viagem... 

Fizemos uma longa viagem, primeiro para Nagoya, e depois para Tóquio. Mais uma vez, passamos de trem ao lado do Monte Fuji e nada de ver o vulcão sagrado! Chuva e tempo nublado, assim como no dia em que chegamos no Japão! 

Chegamos lá já de noite. Levamos as malas para o hotel e saímos para andar. Aqui, era o contrário de Kyoto, pois as cerejeiras já haviam florescido e nossa corrida era contra o tempo para aproveitar os primeiros dias nos principais pontos em que poderíamos ver o “Hanami” na atual capital do Japão.

Hospedagem em Tóquio

O nosso hotel em Tóquio foi o Sotetsu Fresa Inn Nihombashi Kayabacho

Escolhi esse primeiro por causa do preço, bem em conta. Não fica numa posição turística (nesse sentido, eu acho que os bairros Asakusa, Akihabara, Ueno e Shinjuku são melhores). Mas, por outro lado, está a pouco mais de 1Km da estação central de Tóquio, além de estar bem mais perto de 2 linhas privadas (estações Kayabacho e Nihombashi), o que facilitou para chegar aos metrôs.

Em Tóquio, teríamos mais 2 dias do JR Pass, ainda válido, por isso, não teria sentido querer buscar a todo custo a proximidade com as linhas JR ou da Yamanote Line - a linha circular da JR, que muitos blogs dizem que é uma ótima opção, mas na prática não é bem assim, pois demora quase uma hora para dar o giro completo. 

Então, em Tóquio, a gente tem de lançar mão de usar o metrô, com a linha que for a mais rápida para chegar aonde queremos (privada ou da JR).

Veja ainda: 

Hotéis bons e baratos em Quioto, Hiroshima, Takayama e Tóquio

Como andar em Tóquio

Uma dica: instale no seu smartphone o aplicativo gratuito Tokyo Subway Navigation

É só saber a estação mais perto de onde você está e a estação mais perto da atração aonde você vai. O aplicativo te dá o itinerário, mostrando onde você terá de trocar de estação. As estações também são identificadas com letras e números, de modo que tudo é muito fácil!

Outra dica é não ficar comprando bilhete para cada deslocamento para não perder tanto tempo. Melhor, para poupar tempo, é usar uma espécie de cartão pré-pago.

Nas máquinas que sempre estão próximas às roletas de entrada e saída do metrô, você pode obter um cartão desses, e que pode ser usado em todas as linhas (os cartões que me refiro são o Pasmo ou Suica, que são a mesma coisa, a diferença é que são vendidos por companhias diferentes). 

Obtive 2 Suica, fazendo um depósito de 500 yens para cada um. 

O procedimento é fácil e a máquina tem sempre uma opção para botar a linguagem em inglês. 

Daí, fui sempre carregando cada vez com 1000 yens em cada cartão. 

Como funciona? Na hora em que você entra no metrô, passa na catraca o seu cartão e aí vê no visor quanto tem de crédito. Quanto terá de pagar? Depende da distância percorrida. Muito justo! Aí, na saída, você passa o cartão de novo, e então aparece o saldo restante. Se não tiver crédito para pagar, você pode recarregar o cartão com mais dinheiro em máquinas próximas. No final da viagem, dá para devolver o cartão Suica no guichê da JR da estação Narita do aeroporto (recebendo de volta os 500 yens do depósito e o saldo do crédito restante, que será a diferença entre o dinheiro que sobrar menos uma comissão de 220 yens, se for superior à comissão, pois se não for você só recebe os 500 yens do cartão). 

Não sabendo explicar que você quer o “refund”, como se diz em inglês, dá pra mostrar para o pessoal da JR este artigo escrito em japonês, que eles entendem na hora. Foi o que eu fiz. 

A versão em inglês está aqui

A devolução do cartão Pasmo deve ser feita em estações de linhas não pertencentes à JR, mas não sei como seria o procedimento e a restituição de valores, pois usei o SUICA.

Leia mais: 



Primeiros momentos em Tóquio

Saímos para andar de noite pelas ruas que nos levavam à Tokyo Station, e ficamos logo admirados com uma rua com cerejeiras, fechada naquele momento e cheia de japoneses em festividades, muitos sentados no chão celebrando e fazendo refeições, com música ao vivo.


japoneses pelas ruas celebrando sob as cerejeiras


cerejeiras em full bloom, floração total

Fomos de metrô para o Parque Ueno. Lá, só nos decepcionamos um pouco pela falta de uma iluminação melhor para as cerejeiras, não tão boa como tínhamos visto em Kyoto. Mas o lugar estava cheio de jovens, também fazendo piqueniques debaixo das cerejeiras.

Pela quantidade de lixo recolhido (sim, lá não teve jeito e deu pra ver montes de lixo, porém agrupados organizadamente), deu pra perceber que as festividades com as cerejeiras já deviam estar acontecendo há uns dias. 

Não conseguimos andar o parque todo, pois já estava tarde, estávamos cansados, e voltamos ao hotel.



12º dia – Tokyo – bate-e-volta a Nikko

O dia começou bem chuvoso, e, apesar de estarmos numa corrida contra o tempo para ver a floração das cerejeiras antes do final, achamos que não valeria a pena ir para algum parque naquelas condições. Como este seria nosso penúltimo dia com o JR Pass, resolvemos dar uma escapada de Tóquio, aproveitando para conhecer Nikko e arriscando para ver se lá o tempo melhorava.

Eu já tinha até tirado Nikko do roteiro, sabendo da dificuldade que seria para ver tudo que havia listado para Tóquio com o tempo que ainda restava e, sobretudo, porque de Tóquio para lá são quase 2 horas para ir e mais esse tempão para voltar. E ainda pensava “mas já vimos tantos templos e santuários, será que vale a pena?” Porém, a decisão, nesse dia, de ir lá, valeu muito a pena!

Nikko é uma pequena cidade situada no alto das montanhas, 125Km ao norte de Tóquio, cercada por cachoeiras, lagos e florestas, e seu grande destaque era o santuário xintoísta Tosho-gu

Contendo também elementos budistas, foi construído em 1634 por um líder militar do clã Tokugawa, família que exerceu poder sobre o Japão durante 250 anos para servir de mausoléu ao seu avô, Ieyasu (um dos fundadores da vila Edo, hoje Tóquio). 

O detalhe é que Nikko era o lugar, no Japão, que Ieyasu havia escolhido para tanto, um lugar especial e bonito, portanto. Este santuário foi feito durante 2 anos com o trabalho de 15 mil artesãos de todo o Japão, para impressionar pelo seu esplendor. 

O que fez bater o martelo para decidirmos ir a Nikko foi saber que poucos dias antes tinha sido concluída uma etapa de restauração desse santuário.

Usamos, então, o JR Pass para ir a Nikko, pegando o Shinkansen Tohoku, de Tóquio, até Utsunomiya (54 minutos) e de lá mudando para um trem normal até Nikko (45 minutos). Tivemos sorte nesse dia, pois a chuva permaneceu até os primeiros instantes em que estávamos lá.

Assim como em Nara, há a estação da JR e a estação da linha de trem privado. Novamente, a estação da JR era mais longe das atrações. Optamos, então, novamente, por comprar um passe de ônibus para ir às atrações, para ganhar tempo e se cansar menos.

Outro destaque de Nikko é a Ponte Shinkyo, uma famosa ponte vermelha que fica no local onde, segundo a crença, o monge budista Shodo Shonin atravessou o rio Daiya sobre as costas de 2 serpentes gigantes e fundou o primeiro templo de Nikko. 


Ponte Shinkyo

pagode na entrada do Tosho-gu

construção com a famosa imagem do elefante, feita por um artista que nunca havia visto um



visão geral da frente do Tosho-gu









grandiosidade em cada construção


Nikko tem também o mausoléu do neto de Ieyasu (Iemitsu Mausoleum), e outras atrações, inclusive com belezas naturais de lago e montanhas. 

Se fosse possível, seria até uma boa ideia se hospedar e passar uns 2 dias inteiros lá! Mas concentramos nossa visita apenas no Tosho-Gu. 

Chegamos lá ainda com chuva e, como num milagre, a chuva foi parando quando iniciamos nossa visita, com as nuvens baixas dando um cenário bem místico para o lugar!

adiante, há escadas nos levando até a tumba de Ieyasu


Valeu a pena? SIM!!!! Tosho-gu realmente foi uma bela surpresa. É um lugar especial e que enriquece qualquer roteiro de viagem ao Japão! É uma atração que, sozinha, já vale todo um dia da viagem!

Por mais que tenhamos visto, até então, muitas coisas bonitas em Kyoto e arredores, Tosho-gu é um dos lugares mais especiais do Japão, cercado por uma floresta de cedros. Há muitos destaques e alguns deles são o Portal Yomeimon, e a figura dos 3 macaquinhos que representam um ensinamento budista (não ver o mal, não dizer o mal, não ouvir o mal).

Leia mais sobre Nikko aqui: 5 sugestões de bate e voltas a partir da capital japonesa

Voltamos para Tóquio e, como era dia de domingo, fomos para Harajuku, procurar os jovens que se vestem de forma colorida e divertida, muito comum por lá. Mas não vimos muitos deles; acho que acabamos chegando muito para o final da tarde. Resolvemos, então, andar na região. 

Atravessamos a Takeshita Street, um ótimo lugar para se comprar souvenirs. Um doce que encontramos e experimentamos em Harakuju foi um crepe em forma de cone, com recheios de frutas e sorvete, muito comum de se encontrar por lá. 

Vale a pena experimentar!


o crepe famoso em Harajuku



Fomos até a rua Omotesando, conhecida como a Champs Elysées de Tóquio, acho que pelo formato, pelas árvores e pelo bom nível das lojas, que lembram a famosa avenida de Paris. 

Lá, encontramos uma loja de brinquedos fantástica, de uns 5 andares, a Kiddy Land, onde se pode achar de tudo relacionado ao SnoopyHello KittyStar Wars, etc. Uma tentação para o consumo!

lojas bonitas na Omotesando Street

Kiddy Land, a ótima loja de brinquedos para crianças de 0 a 100 anos




13º dia – Tokyo

Parques com cerejeiras! Shinjuku! Shibuya!

Aproveitando o nosso último dia de JR Pass, resolvemos ir atrás das cerejeiras, e a grande escolha do dia foi de ir a um enorme parque no lado oeste de Tóquio, o Showa Kinen Park (o parque é acessível pela linha Chuo Line, da JR, na estação Tachikawa). 

É um parque um pouco afastado e, talvez por isso, não tenha o mesmo destaque de outros parques, como o Ueno ou o parque de Shinjuku. Até cheguei a pensar em desistir de ir lá no Showa, preocupado se valeria a pena o tempo de deslocamento, depois da decepção que tivemos no Jardim Botânico de Kyoto.

Como nossa viagem ao Japão tinha o principal propósito de testemunhar o Hanami, estávamos com uma longa lista de parques com cerejeiras. Também por isso, e pela facilidade de acesso, resolvemos que, na ida, desceríamos em mais um parque, o Inokashira, que fica a uma curta caminhada de uma estação de metrô na mesma linha que vai para o Showa.

Detalhe: Inokashira nem estava no roteiro. Foi uma ideia que tivemos lá na hora mesmo, já que nem tinha visto muitos relatos. 

Olhem o que encontramos:


Inokashira Park

cerejeiras cobrindo as margens do lago

O Inokashira foi um lugar muito agradável, e surpreendente! 

Um pequeno lago refletindo as cerejeiras que o cercavam. Demos a volta ao redor dele. As primeiras pétalas já caíam no lago formando um efeito muito bonito. Nesse lago ainda havia barcos para alugar, mas desistimos de fazer um passeio aqui, pensando que faríamos, em outra ocasião, no Chidorigafuchi (um parque maior, na região central de Tóquio, que acabamos sem tempo de conhecer). 

Seria uma ótima decisão fazer o passeio de barco no Inokashira mesmo, pois, por ser menos famoso e badalado, não tinha fila para alugar o barco.

muitos barquinhos para alugar


Seguimos para o Showa Kinen Park

Um parque imenso! Só conseguimos percorrer a maior parte porque alugamos uma bicicleta ali mesmo, próximo à entrada. Um espetáculo para os olhos! Foi um dos mais bonitos lugares onde vimos cerejeiras em Tóquio! Melhor que o Parque Ueno, que é bem mais famoso e mais falado!


uma bela fonte ainda na entrada do parque

Além das cerejeiras, havia muitos jardins de tulipas começando a florescer, além de um imenso campo de flores amarelas. Um espetáculo duplo! 

Um lugar que valeu a pena, e que ficamos por mais de 3 horas, tirando centenas de fotos - sem exagero!


estava acontecendo, ainda, o Flower Festival, o que prometia ainda mais uma atração neste parque

várias cerejeiras floridas



um show de cores




tivemos a chance de ver a combinação de tulipas com cerejeiras


diversos jardins de tulipas, que ainda estavam florescendo

as bicicletas foram importantes para conseguirmos percorrer quase todo o parque



Depois de tantos parques, decidimos partir para o oposto disso, e fomos ver o lado mais movimentado de Tóquio. 

Fomos à estação Shinjuku, uma das maiores, cheia de lojas imensas ao redor. Nem conseguimos ver muita coisa. Tinha que ter um dia inteiro para explorar, razoavelmente bem, esta região.

Shinjuku é, certamente, a região onde há a maior concentração de grandes arranha-céus de Tokyo, e também é um lugar de vida noturna bem animada! Talvez seja até uma ótima região para se hospedar também, tendo em vista que a região é cheia de opções do que ver e fazer até mais tarde da noite.

Em Shinjuku, fomos ao prédio da sede do governo de Tóquio, onde a subida é gratuita para ver a cidade. Há uma fila, sendo que é preciso passar por vistorias e raio-X para a segurança. Acho que, por causa disso, foi a fila mais demorada que pegamos no Japão. Em torno de meia hora. Assistimos ao pôr do sol lá de cima.


Tokyo Metropolitan Government Building

todos curtindo um belo pôr do sol

vista para a região de Harakuju, e o imenso Yoyogi Park

já de noite, com o Parque de Shinjuku lá atrás, do lado direito


Descemos já de noite e fomos de metrô para Shibuya, próximo a Shinjuku. 

Em Shibuya há um dos cruzamentos mais movimentados do mundo, sendo um verdadeiro espetáculo assistir a toda aquela movimentação que ocorre quando o sinal abre e o cruzamento parece virar uma praça. Atravessamos esse cruzamento algumas vezes, para um lado e para o outro, como não poderia deixar de ser. 


estátua do Hachiko

visão do cruzamento de Shibuya, do 2º andar do Starbucks


Assistimos por diversas vezes à multidão atravessando, sendo que um lugar recomendado para ter a melhor visão é o andar de cima do Starbucks, localizado numa das esquinas. 

E, é claro, tiramos uma foto com o Hachiko, ou seja, a estátua do cachorrinho, que também fica em Shibuya. 

Para quem não sabe, é o cão que ficou famoso por sua fidelidade, ao esperar por anos o retorno do dono, mesmo após este ter falecido, e inspirou o filme “Sempre ao seu lado”.

Veja também:

15 lugares para conhecer em Tóquio

14º dia – Tokyo Disney Sea

15º dia – Asakusa e Odaiba

Começamos mais um dia em Tokyo, desta vez com tempo bom, e fomos para Asakusa, um lugar onde permanece o visual de uma Tóquio antiga. 

Asakusa

O destaque é o templo Senso-ji, bastante movimentado de gente.

Um ótimo lugar para começar é o prédio de informações turísticas. Localizado no mesmo local da Asakusa Station, tem uma interessante arquitetura, e um deque de observação no topo, de onde se tem gratuitamente uma boa vista do bairro e do templo.


vista da Tokyo Sky Tree

esse aí atrás é o prédio de informações turísticas de Asakusa
vista da rua Nakamise e do templo Sensoji


A seguir, descemos para conhecer o famoso Senso-ji. 

É o templo budista mais antigo de Tóquio, datado em 645 d.C. Sua estrutura impressiona os visitantes, especialmente os seus portões de entrada, com suas icônicas lanternas vermelhas. 

Entre o Portão Kaminari-mon e o Hondo (salão principal) do Templo Senso-ji, há uma pequena rua chamada Nakamise-dori, repleta de barracas que vendem todo tipo de souvenir (é o melhor lugar de Tóquio para comprar essas lembrancinhas), tais como yukata, leques, artefatos budistas, cerâmicas, e alimentos. 

Experimentamos, ali, um biscoito de arroz grelhado muito tradicional do Japão, chamado Senbei. É salgadinho e crocante.


as grandes lanternas vermelhas são um ícone do Senso-ji

visão frontal do templo Senso-ji




mais uma vez, as meninas japonesas com seus bonitos vestidos coloridos

O local deste templo é, em Tóquio, onde vimos muitas jovens vestidas com os kimonos coloridos, o que nos lembrou Kyoto. 

Após visitar o templo, andamos em direção ao Rio Sumida, ali perto, de onde se tem uma fantástica vista da Tokyo Sky Tree, a segunda estrutura mais alta do mundo. Acabamos por não ir até a torre. É um ingresso caro para subir, mas acredito que, para quem tem tempo, é mais um ponto interessante para ver a cidade, bem do alto.

Na margem do Rio Sumida, no lado de Asakusa, conhecemos o pequeno mas bonito Sumida Park

É um parque de entrada livre, com muitas cerejeiras, e além da vista para a Sky Tree, também se pode avistar a Asahi Beer Tower, com uma estrutura no topo que lembra uma pimenta dourada.


arquitetura surreal em Tóquio

vista da Tokyo Sky Tree



a partir dali, pegamos este moderno barco

Do parque, pegamos um barco, o Tokyo Water Bus, num passeio de barco que passa por várias pontes (cada uma de uma cor diferente) do Rio Sumida. 

Escolhemos o percurso até o parque Hama Rikyu, e o ingresso do barco, de uns 900 yens, neste caso, já incluía a entrada de 300 yens para esse parque.

O Hama Rikyu tem uma beleza surpreendente. Ficamos mais de uma hora andando nele, mas valeu a pena. 

Trata-se de um parque paisagístico, na região central de Tokyo. Tem lagoas com pequenas ilhas e algumas cerejeiras, jardins tipicamente japoneses com belo paisagismo, e pontos de descanso, que fazem contraste com os grandes prédios ao redor do parque, do distrito de Shiodome.



um dos melhores lugares de Tóquio para ver cerejeiras


há jardins paisagísticos, passagens que passam por ilhazinhas em um belo lago repleto de peixes

recomendo a todos a sensação de estar cercado de flores

Saindo de lá, andamos até próximo da Tokyo Tower, uma torre construída nos anos 50, como um símbolo da recuperação japonesa após a Segunda Guerra. 

Não chegamos a subir a torre, que tem a mesma altura da Torre Eiffel e também teve o design inspirado no ícone de Paris.


Templo Zojo-ji, com a Tokyo Tower bem atrás

Ficamos ali por perto, e visitamos o Zojo-ji, um belo templo e é onde estão os túmulos de 6 gerações dos Tokugawa, antigos governantes xogum. 

Ao lado do templo, havia várias fileiras com estátuas do buda, dedicadas à proteção da saúde das crianças. Muito colorido e muita alegria no ar! Algumas cerejeiras ao redor para tornar o lugar ainda mais especial!

pequenos budas, dedicados às crianças

Odaiba

Saindo do templo, fomos até a estação Shiodome Station e pegamos a Yurimanote Line. É uma linha de metrô elevada, que passa por entre prédios modernos até atravessar a Rainbow Bridge, rumo a Odaiba, o nosso próximo destino. 

A dica, aqui é: procure sentar na frente do primeiro vagão do trem Yurikamome, que é automático, não tem condutor, ou seja, para quem está na frente vai ter uma bela janela de frente, para ter melhor vista do percurso, que é bastante cênico! 

Observação: há outros meios de ir até Odaiba, por exemplo, daria para seguir até lá de barco, mas achamos interessante ter essa visão diferente, de dentro do trem.


o trem corre por entre os prédios de Tóquio

faz uma longa curva em espiral para entrar na ponte

chegando ao cais, já dá pra ver a Rainbow Bridge

chegando em Odaiba

Odaiba é uma ilha artificial, construída a partir da junção de vários fortes erguidos no final do Período Edo (1603-1868) para proteger a capital japonesa de possíveis ataques vindos do mar. 

Após um grande projeto de modernização, passou a ser um dos cenários mais belos da cidade, com edifícios futurísticos e uma grande variedade de shoppings, restaurantes, museus e opções de lazer.

Eu não imaginava que fosse um lugar tão grande. O problema, como sempre, foi o tempo. Chegamos lá ao por do sol. Mas é um lugar onde dá para passar o dia todo.

Conhecemos, primeiro, o Odaiba Seaside Park, para ver a vista da Baía de Tóquio com a bela Rainbow Bridge

Uma atração ali é a Estátua da Liberdade, bem menor que a de Nova York, mas que já se tornou um dos ícones de Odaiba. Ela está ali desde 2000 e, assim como a original, também foi produzida na França. A Estátua foi construída para comemorar o “Ano da França no Japão” em 1998-1999, mas os japoneses gostaram tanto que pediram que a “mini Lady Liberty” ficasse ali.

a Estátua da Liberdade de Odaiba

Há também como atravessá-la a pé, o que, certamente, oferece vistas bonitas diferentes da cidade e da ilha. Mas precisa ter tempo para isso!

Um prédio que se destaca, perto deste ponto, é o da Fuji TV

É a sede da emissora, e o prédio conta com exposições, lojinha de souvenires da TV Fuji (os japoneses amam). 

O destaque, ali, é uma plataforma de observação que funciona na esfera futurista do edifício. Não entramos, por falta de tempo.


o prédio da TV Fuji

a ponte ao anoitecer

Fomos caminhando para dentro da ilha, em meio a vários jardins de tulipas. 

Vale anotar sobre o shopping Diver City, que tinha um robô gigante em frente, o Gundam. Pena que, quando fomos, havia sido retirado uns dias antes. Em compensação, um novo e mais moderno já foi prometido para estar lá a partir do outono de 2017. É esperar para ver na próxima viagem.

Odaiba também é um lugar bem cuidado e, nesta época, é cheio de cerejeiras e tulipas!

Andamos até a Palette Town, um complexo de shopping e centros de entretenimento, englobando o Venus FortToyota Mega Web, e a roda-gigante Ferris Wheel.



Para quem gosta de carros, uma atração imperdível é o Toyota Mega Web, que oferece uma grande exposição de veículos fabricados pela Toyota, com os modelos mais recentes e as tecnologias do futuro. 

Também há um museu de belos carros antigos de outras marcas. Quando fomos, tinha até um Delorean, do 'De Volta Para o Futuro', mas sem estar dentro de uma caixa de vidro, como um que eu já tinha visto no parque da Universal!

Últimos modelos da marca, algumas super máquinas e ainda um museu com carros famosos e de outras marcas. Um ótimo lugar para quem gosta de carros!

Fechamos o dia visitando o Venus Fort, que lembra o Venetian, um dos hotéis cassino de Las Vegas. 

É um shopping que imita um o estilo italiano antigo de Veneza e fica conectado ao Toyota Mega-Web.





16º dia – Tokyo

Deixamos este dia para tentar ver tudo o mais que ainda faltava, em nosso roteiro, para ver em Tokyo.

Meiji Jingu

Começamos por voltar a Harajuku, indo ao Meiji Jingu, um santuário em homenagem ao imperador Meiji, que foi o primeiro imperador do Japão a governar tendo Tóquio como a nova capital do país. 

Fica no meio de uma mata de um lado do Yoyogi Park e nem parece que estamos em Tóquio.


Tori na entrada do santuário Meiji Jingu

a entrada do santuário

coleção de barris de saquê doados em agradecimento

Não achei que é um lugar que se destaca muito comparado com tantos templos e santuários que já havíamos visitado. Algumas partes também estavam em restauração.

A ideia, em seguida, seria andar pelo Yoyogi Park, ao lado. Porém, por se tratar de um parque muito grande, deixamos de ir e fomos de metrô para Shinjuku

Shinjuku Gyoen National Garden

Queríamos ver um dos principais locais para avistar cerejeiras em Tóquio, no Shinjuku Gyoen National Garden.

Localizado a 10 minutos de caminhada, a sudeste da estação Shinjuku, este parque conta com um jardim tradicional japonês, além de um jardim paisagístico inglês e um jardim formal em estilo francês.



o paisagismo muito bem cuidado e o jardim japonês são os destaques


o parque de Shinjuku é mais um lugar para se cercar de cerejeiras



as pétalas caindo pelo chão começam a formar um tapete, e parecem um confete de carnaval

o parque tem lagos, bosques de cerejeiras, colinas onde as pessoas descansam e apreciam a harmonia entre a cidade e a natureza

É o parque de Tóquio mais bem avaliado no Japan Guide para ver cerejeiras. Realmente, é um parque lindíssimo, imponente, e bem do lado da parte mais movimentada da cidade. 

Demoramos mais de 2hs para percorrê-lo, e fizemos isso só parando para fotos. As cerejeiras neste parque de Shinjuku são bem grandes. Já estavam em fim de temporada, começando a apresentar folhinhas verdes em meio às flores. 

Com um vento forte, voavam inúmeras pétalas, a todo momento. Ainda assim, estava bonito demais!

Parque Ueno

Já de tarde, saímos de lá e fomos para o Parque Ueno, ver o que faltava conhecer e, sobretudo, visitar o Tokyo National Museum

Considerado o mais importante museu de Tóquio, foi construído dentro da área do parque, com porte semelhante a outros museus relevantes de outras cidades do mundo, durante a modernização do Japão ocorrida a partir do fim do século XIX. 

Abrange um grande acervo de arte oriental, com cerâmicas, esculturas religiosas, espadas samurai, belos quimonos e muito mais. 

O museu se compõe num complexo de vários prédios, numa fusão de arquitetura ocidental e japonesa.


a estátua da baleia, no Parque Ueno

o prédio clássico em estilo japonês, do Tokyo National Museum (Honkan)



O museu tem muitas estátuas, não apenas de origem japonesa, mas de outras partes da Ásia. Gostei muito dessa parte.

Gostaríamos de ter visto também outro museu: o Edo-Tokyo Museum, que remonta um cenário de Tóquio do período Edo até os seus dias atuais, mas, infelizmente, não deu tempo. Mais uma coisa que ficou para a próxima viagem ao Japão!

Akihabara

Saímos do museu e, já de noite, fomos para Akihabara, a meca dos eletrônicos e da cultura pop

É um bairro onde se encontram lojas e atrações relacionadas à tecnologia, games e cultura Otaku

Uma coisa diferente que vimos foi várias pessoas vestidas de Super Mário e outros personagens do game, fazendo um passeio com karts pelas ruas do bairro! É mais um passeio para turistas que só se vê em Tokyo mesmo! 

A Yodobashi Camera é uma enormidade! Tem muita, muuuuita coisa interessante aí! Ficamos lá o resto da noite e nem deu pra ver mais nada em Akiba.
Os destaques de “Akiba” (como também é chamado o bairro) são vários: Yodobashi Camera, a maior loja de eletrônicos; os Maid Cafes, e outras lojas com action figures, videogames, etc. 

É um lugar onde se pode passar o dia todo, mas tivemos poucas horas para ver as lojas. Hoje, eu recomendaria ir para lá como opção num dia chuvoso. Passamos a maior parte do tempo vendo a loja da Yodobashi, onde aproveitamos para comprar uns acessórios para câmera e coisas para a casa. 

Os preços não são baratos, mas há por lá muita coisa diferente, difícil de achar em outros lugares, de alta qualidade. Então, sempre vale a pena dar uma olhada.




pelas ruas de Akihabara...será que entramos em um game do Mario Kart?

paraíso da cultura pop!

tampa de privada tecnológica da Hello Kitty - bem caro!!!! só no Japão mesmo...

o bairro também é chamado de Electric City

17º dia – bate-e-volta ao Monte Fuji
18º dia – voltando para o Brasil

Dia de retorno nunca dá pra pensar em fazer grandes passeios. 

Tínhamos, ainda, muita coisa em nosso roteiro, a realizar, como o famoso mercado de peixes Tsukiji, o bairro de Ginza, região luxuosa de Tóquio, com lojas de departamentos consagradas e destaque para a arquitetura das construções e também para a iluminação noturna, e outros lugares que citei ao longo deste relato. 

Tokyo também nos ofereceria, se houvesse tempo, outras ótimas opções de bate-e-volta, como Yokohama, ou Hakone, por exemplo.

Porém, pelas poucas horas que ainda tínhamos, e já com o cansaço de fim de viagem, resolvemos apenas dar uma rápida caminhada para ver de perto o Palácio Imperial

Os jardins com paisagismo, com entrada pela Ponte Ote-mon, são a única parte do palácio aberta ao público, onde é possível ver um pouco da arquitetura do lugar. 

Como chegar lá: pegar a linha Maranouchi até Otemachi - saída C10.


foto com a nossa última cerejeira, já com muitas folhinhas verdes no lugar de flores

caminhando rumo ao Palácio Imperial

Voltamos para o hotel, pegamos um uber (bem eficiente em Tokyo) até a Tokyo Station. De lá, pegamos o Narita Express - o melhor lado da estação para acessar esse trem é Marunouchi, o lado que fica voltado para o Palácio Imperial, onde a estação tem uma fachada em estilo clássico ocidental.

Ao chegar no aeroporto, já sentíamos vontade de voltar...quem sabe no outono, para ver as cores amarelo e vermelho das árvores, quem sabe de novo nesta época de cerejeiras, para ver de novo toda a alegria dos japoneses nesta época de saída de inverno, apreciando a beleza de suas flores! 

Acho mesmo que o Japão merece não um, mas diversos retornos!

Leia também a primeira parte do relato do Rodrigo e da Elis: Japão - dicas para planejar uma viagem durante a floração das cerejeiras.

pegando o Narita Express, rumo ao Aeroporto de Narita

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