16 de setembro de 2016

Mt. Rainier National Park, em Washington State, Estados Unidos - modo de usar

Já comentei aqui no blog (várias vezes kkkkk) que sou a maior fã dos parques nacionais americanos - conhecemos muitos e não saberia dizer qual o meu preferido - amei todos. 

Quando montei o nosso roteiro para esta viagem, dei um jeito de incluir os 3 parques nacionais de Washington State, nos arredores de Seattle, que estavam na minha "lista de desejos", e fiquei super satisfeita com o nosso trajeto, embora o tempo disponível não tenha sido nem perto do suficiente.  

Visitamos o Olympic National Park (sobre o qual já publiquei esse post), North Cascades National Park (ainda vou escrever sobre ele), e o Mt. Rainier National Park, nos Estados Unidos, além, é claro, dos incríveis parques nacionais canadenses, entre eles Banff e Jasper

Veja aqui nosso roteiro (que você pode separar e fazer "por partes"): roteiro de 26 dias pelo oeste do Canadá, das Montanhas Rochosas a Vancouver Island, incluindo Seattle e arredores

Neste post, vou contar sobre o nosso passeio pelo Mt. Rainier National Park, estabelecido em 1899, e que recebe mais de 2 milhões de visitantes a cada ano.

Assista o vídeo:




O Mt. Rainier está na placa de todos os carros de Washington State, e pode ser visto praticamente de qualquer ponto da parte ocidental do estado. 

É a 5ª montanha mais alta dos EUA continental e, sem nenhuma dúvida, a mais linda de todas. É uma montanha de proporções bíblicas, um vulcão ativo, a que os locais se referem simplesmente como "a montanha". 

Começamos o dia bem cedo no Silver Springs Campground, um camping público bem pertinho de um dos portões de entrada do parque nacional, onde havíamos passado a noite anterior, depois da nossa visita à Mt. Rainier Gondola, em Crystal Mountain.

Aliás, se você estiver interessado em saber, de Crystal Mountain até Sunrise são exatos 43Km/1 hora (sem paradas, é claro!). 


mt rainier national park
Reflection Lakes

mt rainier national park
Narada Falls

Portões de entrada

O parque nacional tem vários "portões de entrada" por onde você pode ingressar na área protegida (são 4 no total). Nós passamos por 3 deles. 

Acredito que o gate mais conhecido seja a Nisqually Entrance (entrada por onde nós saímos do parque), por ser a mais facilmente acessível desde Seattle, na ponta sudoeste do parque. Fica aberta o ano todo, mesmo no auge do inverno, e leva direto à região do parque conhecida como Longmire

A entrada pelo canto noroeste do parque é a mais inacessível, na área conhecida por Carbon River.

A entrada mais a sudeste do parque leva o nome de Stevens Canyon Entrance, e leva à região de Ohanapecosh

Nós ingressamos no parque pelo canto nordeste, em White River Entrance, na Highway 410, pois era a entrada mais próxima do nosso trajeto do dia anterior, quando tínhamos visitado Mt. Rainier Gondola, em Crystal Mountain, ali perto. 

Esta última é a entrada mais próxima da região do parque chamada Sunrise.  




Visitor centers

O parque também tem diversos "centros de visitantes", em Sunrise, Ohanapecosh, Paradise e Longmire - se possível, comece o seu passeio por um deles. 

Esses visitor centers são sempre ótimos, com muitas informações, mapas, saídas de caminhadas guiadas, exibições, lojinhas, lancherias, estacionamentos, banheiros, etc. 

Alguns deles são verdadeiros museus!

O centro mais acessível para cadeirantes e carrinhos de bebê é o de Paradise - que, diga-se de passagem, é espetacular. Comentarei mais sobre ele adiante. 


Paradise Visitor Center

Onde ficar

Como mencionei antes, nós pernoitamos no Silver Springs Campground, um camping público bem pertinho do portão de entrada White River do parque nacional.

Outros campings na área do Rainier National Park, você encontra aqui

Se você não estiver viajando de motorhome, como nós, pense em fazer reservas antecipadas de hospedagem

Veja algumas boas opções clicando aqui, todas próximas ao parque. 

Nas pequenas cidades e vilarejos localizados perto do parque, você também encontrará, além de hospedagem, mercadinhos, postos de gasolina e restaurantes. 

Se quiser, pode também pernoitar numa das várias opções de hospedagem dentro do parque nacional - com o alerta de que os preços são um pouco mais salgados lá dentro e as vagas esgotam super rápido no verão!

Reservas podem ser feitas no site do parque: Mt. Rainier National Park.


hospedagem luxuosa em Paradise

se for acampar, não esqueça de levar os "10 essenciais"

Roteiro

Como sempre, o tempo disponível para viajar nunca é nem perto do que seria suficiente para vermos tudo o que eu gostaria. 

Passaríamos apenas 1 dia no Mt. Rainier Ntl. Park, e então pesquisei bastante para descobrir o que era "mais imperdível" lá dentro. 

Acabei montando um roteirinho por dentro do parque que considero muito bom para uma 1ª visita ao local - cobrimos todos os principais pontos do parque em apenas algumas horas, e ainda deu para fazer algumas mini-trilhas! 

É esse o roteiro que vou detalhar aqui abaixo. 

Como entramos pela White River Entrance. a solução que encontrei foi irmos em direção ao sul e depois dobrar na direção oeste, em sentido horário, portanto, passando por Sunrise, Stevens Canyon, Paradise e Longmire, dentre muitos outros lugares de beleza estupenda, antes de sairmos pela Nisqually Entrance

Para entender tudo bem direitinho, veja o mapa do parque.



Reflection Lakes

arco-íris em Narada Falls


Ingresso no parque

Passando o portão de entrada em White Riverpagamos a taxa - park fee - de U$ 20 (pelo veículo, e não por pessoa), na cabine que fica na estradinha que sobe para Sunrise

Essas cabines, onde você pode abonar sua taxa para ingressar no parque, estão espalhadas também em outros pontos do parque nacional - você paga na 1ª vez em que passar por uma delas e depois é só deixar o comprovante de pagamento em local visível no para-brisa do seu veículo. 

O ingresso é válido por 1 semana



comprovante para afixar no para-brisa

Sunrise

São 16Km montanha acima em curvas cotovelo para chegar até lá - na subida, você vai maldizendo a vida; na descida, vai se vangloriando por ter ido até lá!

Esta estrada só fica aberta de julho até o começo de outubro!

É uma das áreas mais famosas do parque, e a fama é plenamente justificada. 

Justamente por ser a estrada mais alta do parque - a altitude chega a 1950m - a neve dura muito lá em cima e também nas montanhas ao redor daquela área. Todos os picos por lá têm o topo nevado :)

A mistura de lagos muito verdes, vegetação subalpina, muitos glaciares (no total, são 25 glaciares no parque!), montanhas com picos nevados e campos de florzinhas silvestres é de embasbacar. 

As vistas lá de cima são nada menos que espetaculares, assim como os close-ups do próprio Mt. Rainier, que parece estar tão perto que dá pra tocar!

De lá dá para ver também os lindíssimos picos do Mt. Baker e do Mt. Adams



ah, as estradas que levam a Sunrise...


mirantes no caminho para Sunrise

e esses lagos???


Trilhas

Do centro de visitantes/banheiros/restaurante/estacionamento (imenso!) de Sunrise saem diversas trilhas, e nós fizemos uma delas, curtinha, excelente para fazer com crianças - o Lipe se divertiu!

Esta trilha de 1 milha vai até um local, conhecido como Emmons Vista, de onde é possível avistar, retinindo sob o sol, o Emmons Glacier - o maior glaciar dos Estados Unidos continental, acredita???

Além do glaciar, deste mirante você também avista o próprio Mt. Rainier, em toda a sua glória. 

Basta estacionar na Sunrise Lodge Cafeteria e pegar a cabeceira da trilha. 

Vimos até veadinhos na trilha!


mapa das trilhas na região de Sunrise




o maior glaciar dos Estados Unidos continental




estacionamento infinito em Sunrise

cafeteria em Sunrise

Outra trilha boa para famílias por ali é a Sourdough Ridge Trail, de apenas 1 milha.  

Como pretendíamos terminar esse dia no iFLY Seattle, tínhamos que seguir viagem logo, e ficamos só na vontade de fazer outras trilhas por ali. 

Aliás, se você estiver se perguntando, de Sunrise até o iFLY Seattle são 238Km/4hs no total (sem paradas, segundo o Google Maps); de Ashford (cidadezinha que fica na saída do parque) até o iFLY são 110Km/1h30min.

Isso significa que rodamos, dentro do parque, mais de 150Km - e não vimos boa parte dele - dá para ter uma idéia do tamanho dessa área???

Aliás, é bom ressaltar que tudo isso que eu estou falando são apenas as partes acessíveis DE CARRO do parque. Existem outras muitas centenas de kms dentro do parque nacional de TRILHAS, inacessíveis para carros. 


cafeteria em Sunrise


Visitor Center em Sunrise

trilhas em Sunrise

turma se preparando para a 1ª trilha do dia em Sunrise



O que nós não vimos

Descemos de Sunrise, passamos por Cayuse Pass e não vimos alguns dos pontos altos do parque que ficam nessa área, por pura falta de tempo. 

Se você tiver 2 dias para passear por Mt. Rainier Ntl. Park, considere incluir no seu roteiro: Tipsoo Lake (trilha pavimentada) e Chinook Pass: a famosa Pacific Crest Trail cruza a estrada aqui, numa linda ponte de pedra. 

No meu guia Lonely Planet The Pacific Northwest´s Best Trips, o roteiro que eles sugerem na região é de, no mínimo, 2 ou 3 dias, numa rota de 570Km começando e terminando em Seattle.



Stevens Canyon

Seguindo pelo nosso roteiro, passamos por outra das entradas do parque, a Stevens Canyon Entrance, que é ideal para quem vem do sul, da região de Packwood, porque fica na esquina sudeste do parque.

Esta área é conhecida como Ohanapecosh, e é lá que fica o Grove of the Patriarchs Trail, uma das trilhas curtas (1.5 milha) mais populares do parque, com árvores de mais de 1000 anos de idade. 

O estacionamento para quem quer fazer essa trilha estava lotado, e pudera, porque essa região do parque é deslumbrante. 

Ainda nesta área, outra parada que vale a pena é no Box Canyon, onde você encontra trilhas, banheiros e uma área de piquenique. 



estacionamento da trilha completamente lotado



Box Canyon





Stevens Canyon - Cânion do Steven, em bom português - é sensacional. 

A estrada que corta o canyon, em formato de U (ou V), fica fechada durante o inverno, por causa das frequentes avalanches, mas no verão é um must see

A vontade que nós tínhamos era de parar a cada poucos metros para mais fotografias, porque, a cada poucos metros que avançávamos, a paisagem ia ficando ainda mais deslumbrante.

Foram muitas selfies por ali kkkk...



contornando Stevens Canyon






Reflection Lakes

Logo adiante, você chegará em Reflection Lakes, a parte mais fotogênica do parque. 

Não é por nada que estes lagos ganharam este nome: eles refletem, como um espelho, o próprio Mt. Rainier :)

Aliás, vocês já devem ter percebido que este é um post fotográfico, né? 

Não consegui selecionar menos de 100 fotos para mostrar tuuuuudo a vocês!












Paradise

Assim como Sunrise, Paradise é o outro highlight do parque. 

O lugar recebeu esse nome porque a nora do explorador pioneiro do parque, James Longmire, que visitou esse lugar pela primeira vez lá pelos 1880, exclamou "oh, what a paradise!" quando chegou lá...

Aliás, se você for conhecer apenas um pedacinho do parque, provavelmente será Paradise, que é o mais acessível, aberto o ano todo (se o tempo permite), e um dos pontos mais famosos, mesmo sendo um dos lugares onde mais neva no planeta!

Paradise é, também, o ponto de partida para as escaladas ao topo do Mt. Rainier, e fiquei encantada de ver escaladores nos glaciares, a centenas de metros de distância!

A dica é estacionar no Upper Parking Lot, onde fica o icônico Paradise Inn, construído em 1916, e o Visitor Center.

Quando chegamos lá, o estacionamento, embora imenso, estava completamente lotado. O jeito foi estacionar no acostamento, estrada acima, o que é permitido. 

E olha...tivemos que andar algumas boas centenas de metros pela estrada até chegar ao último carro estacionado no acostamento para podermos estacionar. Quando voltamos para o motorhome, mais tarde, a fila já estava muuuuuuito adiante de nós! 



estacionamento lotado em Paradise

Paradise

Paradise Visitor Center

Paradise Visitor Center



o jeito foi estacionar no acostamento da Valley Road para ir até o Paradise Visitor Center

Onde comer

Almoçamos na lancheria do Visitor Center de Paradise, na Paradise Camp Deli.  

Comemos pizza, purê de batatas e meatloaf com legumes - tudo estava muito bom (ou nós é que estávamos com muita fome!). 

Acredito que seja um dos melhores lugares para almoçar dentro do parque. 


Paradise Camp Deli



com a mão na massa na Paradise Camp Deli


Trilhas e centro de visitantes

Na região de Paradise o ponto forte são as trilhas cheias de wildflowers, dava para sentir o perfume!

No west end do Lower Parking Lot tem a cabeceira de uma trilha de 1.2 milha chamada Nisqually Vista - é outra das trilhas boas para famílias dentro do parque. 

Vale lembrar também que o Paradise Henry M. Jackson Visitor Center é excelente, super informativo! 

O horário de funcionamento é das 10am às 7pm no verão (de junho a outubro). 

Vale a visita não só pela lancheria/restaurante e pelos banheiros limpos mas, como falei antes, esse é um daqueles centros de visitantes que mais parece um museu, com um monte de exibições sobre o parque nacional, além de uma ótima lojinha de lembrancinhas.



Visitor Center

loja do Visitor Center


exibições no Visitor Center

"oh, what a paradise!"

trilhas em Paradise




muitas trilhas partem do Visitor Center em Paradise

Narada Falls

Nossa parada seguinte foi em Narada Falls, que fica 8 milhas a nordeste de Longmire.

Uma trilha de 0.2 milha, bem inclinada, sai do estacionamento e vai direto até a cachoeira.

Embora seja bem curtinha, e a descida seja seja super fácil, a subida é bem puxada para crianças - pense bem antes de descer. 

O arco-íris estava lindo, e essa é considerada a cachoeira mais popular do parque :) 

Um pouco mais adiante, você pode pegar uma estradinha one way para Ricksecker Point, onde diz “viewpoint”, e seguir até esse mirante, de onde as vistas alcançam 5 glaciares. 








Longmire

É em Longmire, pertinho da entrada mais acessível do parque (Nisqually Entrance), que ficam o famoso National Park Inn, um hotel com arquitetura no estilo "parkitecture", de 1917, e uma lojinha, além de um museu com entrada gratuita das 9am às 5pm - o Longmire Museum

Várias trilhas saem desta área do parque - com crianças, experimente a Trail of the Shadows (0.7 milha), cuja cabeceira fica na frente do museu, do outro lado da estrada. 

O Lipe adorou o carrão antigo exposto lá, que era usado para passeios pelos primeiros turistas a visitarem o parque nacional. 




Longmire Administration Building

Nesta mesma área existem muitos prédios da administração do parque. 

Mais adiante, chegamos a Kautz Creek, de onde se tem uma boa vista do summit do Mt. Rainier. 

Como contei acima, saímos do parque pela Nisqually Entrance, cujo portão foi construído em 1922. 

As árvores nesta área do parque têm mais de 700 anos!



trilha em Kautz Creek



Fora do parque

Já a caminho de Seattle, fora do parque nacional, ainda queríamos ver algumas atrações do caminho. 

Primeiro passamos por Ashford, a cidadezinha que fica na entrada mais acessada do parque e serve de base para muitos turistas visitarem a região. 

É lá que fica o Whittaker´s Bunkhouse, um hostel + café de propriedade da família Whittaker, do legendário montanhista local Lou Whittaker

De lá partiram muitas excursões de montanhistas dispostos a conquistarem as montanhas da região, depois de alguns espressos. 


portão de Nisqually Entrance


Elbe

Mais adiante, chegamos a Elbe, vilarejo com 29 habitantes, onde encontramos 3 atrações que fazem a visita valer a pena: 

1. a linda igrejinha luterana branca construída por imigrantes alemães em 1906; 

2. o trem a vapor que é patrimônio histórico da região - Mt. Rainier Scenic Railroad; e

3. as cerejas <3 span="">

De lá, seguimos direto para o nosso grande encontro com a Adri no iFLY Seattle Indoor Skydiving (que, na verdade, fica em Tukwila, no 349 Tukwila Pkwy).





No próximo post, continuamos viagem com o nosso diário de bordo em Washington State - não saia daí!

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