12 de maio de 2016

como ir do Chile para a Argentina - de San Pedro do Atacama até San Antonio de Los Cobres pelo Paso Sico


Passamos 6 dias maravilhosos no Atacama, e esse post é sobre o nosso 6º e último dia lá - justamente o trajeto mais bonito do famoso deserto chileno, quando retornamos de San Pedro até San Antonio de Los Cobres, na Argentina, pelo Paso Sico, passando por Socaire, pelas Lagunas Miscanti e Miñiques, pelo Salar de Talar e suas Piedras Rojas, pela Laguna Tuyajto e, após cruzarmos o Paso Sico, já em terras argentinas, por Olacapato e La Polvorilla.


Quando começamos a planejar o roteiro da nossa viagem, tínhamos certeza de 2 coisas: queríamos conhecer a Quebrada de Humahuaca, no norte da Argentina, e passear pelo Atacama, no Chile

Mas como ir de um destino a outro? 

Pesquisando daqui e dali, e depois de conversar com a Marisa, que fez esse roteiro, chegamos à conclusão - que hoje sei que foi acertadíssima - de que o ideal seria ir para o Chile pelo Paso de Jama e voltar para a Argentina, depois dos nossos passeios pelo Atacama, pelo Paso Sico


Introdução

São 2 pasos de frontera localizados na divisa entre os 2 países, bem ao norte da Argentina e do Chile, cada um deles com paisagens mais sensacionais que o outro - então de fato siga a nossa recomendação que você não vai se arrepender: vá por um e volte pelo outro! 

E não me faça a pergunta fatal: não tem como escolher um só, são os 2 belíssimos e complementares. Se você fizer só um dos trechos, vai perder muito. 

Arrisco a dizer, inclusive, que são os 2 passeios mais bonitos de uma viagem ao Atacama:



2. de San Pedro no Chile até San Antonio de Los Cobres na Argentina pelo Paso Sico. 


Se você só tiver 2 dias para ver o Atacama, faça esses 2 trechos! 

Também já escrevi sobre o ótimo albergue com quarto e banheiro privativos onde nos hospedamos por 5 noites em San Pedro, o Hostal Lackuntur.



Roteiro de 6 dias no Atacama

Para entender melhor o nosso roteiro no Atacama:

No nosso 1º dia lá nós visitamos o Salar de Tara e os Monjes de la Pacana

No 2º dia, passeamos pelo povoado de San Pedro de Atacama. Não deixe de ler o post que escrevi com as nossas dicas práticas, e também indicações de onde comer em San Pedro, clicando no seguinte linkdicas práticas para você se virar em San Pedro de Atacama e comer bem e barato



Diário de bordo

Segue, abaixo, o diário de bordo do nosso 6º e último dia no Atacama (28/12):

O roteiro do dia foi: San Pedro de Atacama - Socaire - Lagunas Miscanti e Miñiques - Salar de Talar - Piedras Rojas - Laguna Tuyajto - Paso Sico - Olacapato - La Polvorilla - San Antonio de Los Cobres.

De acordo com o Google Maps, seriam 343Km, num trajeto de 6h20min até o nosso destino naquela noite, o ótimo Hotel de Las Nubes, em San Antonio de Los Cobres, sobre o qual você lê clicando aqui

É claro que as previsões do Google não levaram em consideração o fato de que precisaríamos parar 347 vezes para fotos no caminho, né?!?



Distâncias desde San Pedro de Atacama

* 36Km até Toconao
* 87Km até Socaire
* 210Km até Paso Sico
* 343Km até San Antonio de Los Cobres 

Saímos de SPA pouco antes das 10am com o carro carregado, tanque de combustível cheio, várias garrafas de água mineral (algumas congeladas, para aguentarem mais tempo geladinhas) e muitas empanadas quentinhas para a viagem. 

Pegamos a Ruta 23 em direção a Toconao e a primeira parada foi na Quebrada de Jeré, que pode ser vista de cima da ponte de Toconao. 



Quebrada de Jeré


Seguimos para Socaire, onde é possível almoçar. 

Passamos novamente pelo Trópico de Capricórnio (já tínhamos passado por esse Trópico antes, na Quebrada de Humahuaca, na Argentina), e logo chegamos a Socaire. 



Socaire

O Salar do Atacama está sempre do lado direito da estrada. 

Em Socaire visitamos a pracinha e a igreja e, na saída da cidade, uma outra igrejinha linda! 

A altitude lá é de 3.260m. 

Vi alguns restaurantes no povoado - se você quiser comer, programe-se para almoçar lá, pois é o único lugar no caminho todo onde existem restaurantes - os grupos de excursões almoçam sempre lá nos passeios às Lagunas. Nós almoçamos as empanadas que havíamos levado quando bateu a fome. 

A paisagem por estas bandas já é bem diferente, parece menos desértica, com mais verde e até flores, e vulcões com os picos nevados por todos os lados. 







amo essas igrejinhas com teto de palha!

Lagunas Miscanti e Miñiques

Seguimos para a Laguna Miscanti e a Laguna Miñiques ainda por estrada pavimentada. 

A altitude fica acima dos 4.300m

20Km depois de Socaire tem que pegar uma estradinha de terra à esquerda, um desvio de 7Km (ida e volta são 14Km). 

A paisagem nessa estradinha é impressionante. Céu muito azul e pasto muito amarelo com vulcões nevados ao redor. 





A entrada nas Lagunas custa 3.000 pesos chilenos por pessoa (adulto) e não pode pagar com pesos argentinos nem dólares, então traga pesos chilenos! Como nós não pensamos nisso, gastamos todos nossos pesos chilenos comprando uma pilha de empanadas antes de sair de SPA, e chegamos lá sem dinheiro. 

A solução foi apelar para uns chilenos que estavam saindo quando chegamos. Eles nos trocaram U$ 10 por 6.000 pesos e pudemos pagar nossos ingressos! Ufa, que sorte!! 

É uma estratégia que eu definitivamente não recomendo, mas foi a alternativa que encontramos. 

Tem adesivo do pequeno viajante na portaria das Lagunas! Quero ver quem vai nos encontrar lá!





O passeio pelas Lagunas é maravilhoso, foi uma das minhas paisagens preferidas na viagem, como vocês podem ver pela quantidade de fotos abaixo. 

As cores são espetaculares. As lagoas azuis, com bordas brancas, são de tirar o fôlego, tanto pela altitude, quanto pela beleza. 

O percurso dentro do local das Lagunas é pequeno - aproximadamente 4Km ida e volta para ver as 2 lagoas. 

Depois tem que voltar os mesmos 7Km pela estradinha de terra de novo para voltar à Ruta 23, que continua pavimentada por mais alguns Kms até que termina o asfalto e começa uma estrada de terra. 

Seguem fotos da primeira Laguna que vocês vão encontrar lá:











Fotos da segunda Laguna:





 

Salar de Talar e Piedras Rojas

25Km depois do fim do pavimento tem uma placa dizendo Aguas Calientes/Laguna y Salar de Talar - ali são as Piedras Rojas!

Lugar impressionante, mesmo considerando que estávamos no Atacama, onde nada, absolutamente NADA é ordinário! 

É uma laguna verde dentro de um salar bem branquinho com vulcões nevados e montanhas ao redor e, abaixo, formações rochosas vermelhas lindíssimas. 

Tem que fazer um offroad para chegar perto da lagoa e das pedras vermelhas. 

Sai da estrada principal e anda uns 500m para chegar bem perto das tais 'piedras rojas' - muito cuidado pra não atolar ali na areia fofa. 

Nós estacionamos o carro já em cima das piedras rojas e ainda andamos um pouco a pé para chegar bem na beirinha da laguna.  
















Laguna Tuyajto

Alguns Kms depois vem a Laguna Tuyajto - linda de morrer, eleita a mais bonita de todas, com aquelas montanhas coloridas, que parecem uma pintura de Salvador Dalí, ao redor. 

Muito, muito vento nesses lugares! Tem que ter bastante cuidado para não deixar o vento levar a porta do carro!

Logo depois da Laguna Tuyajto vem uma outra laguna cheia - mas te digo de cheia - de flamingos cor de rosa! Em nenhum outro lugar vimos tantos flamingos reunidos nesta viagem. 





Monument Valley chileno

Poucos Kms depois da laguna dos flamingos - 44Km depois do fim do pavimento, tem um lugar que nós apelidamos de Monument Valley chileno - foi o lugar que mais impressionou o Peg neste dia. 

É um local que não vi em nenhum blog ou guia de viagens, não tem nome nem nenhuma placa sinalizando - ninguém me falou desse lugar, em resumo, e é um dos locais mais incríveis do Atacama! Imperdível! 

Pena que acho que as excursões não trazem os turistas até ali. Vão até o Salar de Talar/Piedras Rojas ou, no máximo, até a Laguna Tuyajto e dão volta para SPA, perdendo o melhor da festa :(

Para ver a paisagem mais bonita, tem que sair da estrada principal e pegar uma estradinha à esquerda e fazer um percursinho de aproximadamente 2Km ida e volta, passando pelas formações rochosas. 












Logo depois, chegamos ao Salar El Laco, muito lindo, branquinho, com uma laguna no meio e pasto muito amarelo ao redor. 

Ali no Salar El Laco, que fica 20Km antes da fronteira argentina - Paso Sico - tem um posto verde e branco de controle da polícia chilena (Carabineros de Chile). 

Ali, nos pediram o documento do condutor, documentação do veículo e CNH e perguntaram para onde íamos. Só e tchau






Paso Sico

Poucos Kms depois, chegamos à fronteira Chile - Argentina, assinalada por uma placa. Mas o posto de fronteira, conhecido como Paso Sico, onde se faz os trâmites burocráticos, fica 11Km da fronteira de fato


Do fim do pavimento no Chile, até o posto de aduana, já no território argentino, são 98Km

Se você vai ir da Argentina para o Chile, vai chegar ao Monument Valley chileno 54Km depois da aduana argentina, pelas minhas contas. E as Piedras Rojas estarão 19Km depois do 'Monument Valley'. 

No posto de fronteira, onde chegamos por volta das 4:20pm, foi uma função de novo - 3 trâmites diferentes e mais uma revista no carro, com a grande diferença que não havia absolutamente ninguém lá, então não tinha nenhuma fila e foi super rápido. Vários carimbos e perguntas depois, eles estavam abrindo a cancela da Argentina para nós. Aproveite para ir ao banheiro ali, é bem limpinho. 

Ficamos lá pouco mais de 30min e às 5pm já estávamos na estrada de novo. 

Aviso aos navegantes: acho importante avisar que eles pediram, na hora do controle do veículo, o meu CPF, pois o carro estava no meu nome e esse é o documento que consta no CRLV - o CPF. 

Agora me digam: quem leva CPF numa viagem ao exterior? Nós apresentamos, como documento pessoal, o passaporte! Mas eles queriam o maldito CPF! Por pura sorte eu trouxe TAMBÉM o meu RG (carteira de identidade), onde casualmente consta meu CPF! Então achei importante alertar que tem que trazer na viagem o documento que consta no CRLV do veículo que você estiver dirigindo - não o do motorista, mas o do proprietário do veículo

Outra coisa: trouxemos várias maçãs do Chile para a Argentina, sem nenhum problema. O problema é o controle sanitário para entrar no Chile - na Argentina não tem problema. 






Seguimos do Paso Sico para San Antonio de Los Cobres pela Ruta Nacional 51 - são 123Km de puro 'rípio', em boas condições e muita, mas muiiiiita poeira! A estrada é tão boa que dá pra ir a 120Km/h. 

Ouvi muitos brasileiros dizendo que vieram e iriam voltar de novo pelo Paso de Jama, que é asfaltado, pois não queriam pegar os 220Km de estrada de rípio do Paso Sico. Eu discordo totalmente. 

O Paso de Jama é lindo, mas o Paso Sico tem atrações igualmente imperdíveis, como todas as que eu mencionei acima, e quem vai e volta pelo mesmo caminho perde - pelo menos - metade da festa. É como ler só a metade do livro, um verdadeiro desperdício. 

Do lado argentino, que continua super árido, as grandes atrações diminuem, mas a paisagem continua linda. 


sabe um guri duro de terra e poeira? é assim!

Olacapato

A primeira "atração" do caminho, nesse lado da fronteira, é Olacapato, 60Km a oeste de San Antonio de Los Cobres, famoso por ser o povoado mais alto da Argentina, a 4.090m de altitude. 

A área por ali é cheia de "cidades fantasmas", acampamentos de mineiros abandonados. 

Nem dá para acreditar que tem gente que de fato vive ali na puna, acima dos 4.000 metros de altitude, um lugar mais adequado às lhamas, vicunhas e guanacos, que abundam por lá! 

Logo depois começam a aparecer os trilhos do Tren a las Nubes, que acompanham a estrada, e a paisagem fica mais verde, com morros muito bonitos. 









Viaduto La Polvorilla

A atração seguinte é La Polvorilla - um viaduto impressionante sobre um desfiladeiro desértico com 64m de altura e 224m de extensão a 4.220m de altitude.

Esse viaduto fica 16Km a oeste de San Antonio de Los Cobres, que está a 3.775m de altitude. Foi a cidade mais alta onde pernoitamos nesta viagem. 

Leia também o post sobre o hotel onde pernoitamos em San Antonio de Los Cobres: Hotel de Las Nubes

Como chegar lá: 13Km antes de chegar em San Antonio de Los Cobres pela RN 51 tem uma entrada à esquerda para pegar a RN 40. É ali que tem que entrar para ir até o viaduto. Você vai andar mais 3Km pela Ruta 40 até chegar lá. 

Vindo de San Antonio de Los Cobres, você vai rodar os 13Km pela RN 51 e aí vai dobrar à direita para pegar a RN 40 e andar mais 3Km até o viaduto. 

Tem outro caminho também, por onde voltamos de lá, passando pelos banhos termais de Pompeya, mas nem vou tentar explicar pra não confundir. Siga as placas "Viaduto La Polvorilla".







O viaduto é uma obra incrível de engenharia, um ícone do norte da Argentina e importante ponto turístico da região. 

Ele é a última parada do famoso Tren a las Nubes, que vem de Salta. É possível subir lá em cima por um caminho em ziguezague do lado direito, mas, a 4.220m de altitude, não tivemos gana de subir ainda mais kkkkk...

Nessa estrada, logo que pegamos a RN 40, furamos o primeiro pneu da viagem, depois de rodar 4.231Km, a caminho de 'La Polvorilla'. Até que demorou bastante, né?



San Antonio de Los Cobres

Chegamos as 8pm em San Antonio de Los Cobres, tapados numa poeira inexplicável, que entrava pra dentro do carro não sei por onde e pra dentro de nós até pelas orelhas! Não é por nada que esse lugar é chamado 'La Polvorilla'. 

Chegando ao centro da cidade, falei pro Peg "vamos tentar achar uma borracharia pra mandar arrumar o pneu ainda hoje?", e ele me respondeu "mas as 8 da noite nesse fim de mundo onde vamos encontrar uma 'gomeria'?" - foi quando olhamos pro lado simultaneamente e percebemos que estávamos passando exatamente na frente de uma borracharia! Inacreditável. 

Deus ajuda os viajantes perrengueiros - não tem como não acreditar que a tal 'gomeria' caiu do céu no nosso caminho, né? 


a bendita 'gomeria'

20min e 80 pesos argentinos depois, estávamos no nosso hotel, com o pneu devidamente consertado!

Para ler sobre o nosso hotel em San Antonio de Los Cobres, clique aqui: Hotel de Las Nubes

San Antonio de Los Cobres é uma cidadezinha pobre e feiosinha da 'puna', mas tem pracinha, mercado, posto de gasolina e um bom hotel com restaurante e com vista para o cerro que nos dá as boas vindas. 

Vale a pena conhecer para ver um jeito diferente de se viver, pelo viaduto, porque as paisagens até lá são lindíssimas e porque é caminho. 






Gastos

empanadas e bebidas - 13.000 pesos chilenos
* entradas Lagunas - 6.000 pesos chilenos (U$ 10)
Hotel de Las Nubes - 904 pesos argentinos (com desconto pro pequeno viajante)
* borracharia - 80 pesos argentinos
* janta no hotel - 561 pesos argentinos

E você, já esteve no Deserto do Atacama, no Chile? Cruzou do Chile para a Argentina - ou vice-versa - pelo Paso de Jama ou pelo Paso Sico?

Conte para a gente, deixe a sua dica na nossa caixa de comentários!


Se você quiser reservar um hotel ou pousada e ter a garantia do menor preço, nós indicamos o Booking, que é o site de reservas de hospedagem que nós usamos a vida inteira :)

Leia as nossas resenhas sobre os outros hotéis que usamos nesta viagem e reserve já o seu:

Hostal Lackuntur, em San Pedro de Atacama, no Chile

Hotel de Las Nubes, em San Antonio de Los Cobres, Argentina

Apartamentos Lo de Lili, em Tilcara, Argentina 

Hotel La Merced del Alto, em Cachi, Argentina

Hotel Alejandro 1º em Salta, no norte da Argentina 


Veja como foi nosso passeio:






Todos os posts sobre esta viagem estão em Atacama e Norte da Argentina - se você quiser ler todos em sequência (do último para o primeiro), é só clicar!

Leia o nosso roteiro e orçamento para uma viagem de carro de 28 dias ao Atacama e Norte da Argentina, com passagens pelo Uruguai e Bolívia



Não foi a nossa primeira vez em nenhum destes países - já conhecíamos inclusive o Atacama e a Bolívia - então, se você quiser saber sobre as nossas viagens anteriores a estes países, é só clicar em UruguaiArgentinaChile Bolívia

Veja nosso roteiro de um mochilão de 30 dias pelo Peru, Bolívia e Chile

Também fizemos uma viagem incrível pelas Patagônias argentina e chilena

Leia sobre mal da montanha ou soroche

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