30 de abril de 2016

Atacama - Geisers del Tatio, Povoado Machuca, Piedra del Coyote e Vale da Lua

Esse post faz parte da nossa série diário de bordo no Atacama - uma série de postagens aqui no blog com todas as nossas dicas para você se dar bem no famoso deserto chileno. 

No nosso 1º dia lá nós visitamos o Salar de Tara e os Monjes de la Pacana

No 2º dia, passeamos pelo povoado de San Pedro de Atacama e resolvemos alguns assuntos burocráticos por lá (como trocar dinheiro, visitar o centro de informações turísticas para pegar mapas da região, etc). 

Não deixe de ler o post com as nossas dicas práticas, e também indicações de onde comer em San Pedro, clicando no seguinte linkSan Pedro de Atacama - dicas práticas para você se virar por lá (e comer bem e barato)


Agora, chegou a vez de contar a vocês como foi o nosso 4º dia no Atacama, quando conhecemos, dentre outras coisas, os Geisers del Tatio, o Povoado Machuca e seus flamingos, voltamos à Piedra del Coyote e ainda fomos ao Vale da Lua, onde assistimos a mais um entardecer esplêndido no deserto!


Se você vai para o Atacama de carro, como nós fomos, recomendo que leia, antes deste, os outros posts que já escrevemos sobre o Deserto, para não perder nenhuma dica:

Segue, abaixo, o diário de bordo do nosso 4º dia no Atacama:


Geisers del Tatio

Acordamos 4:30am e saímos as 5am em ponto para os Geisers del Tatio, levando jaquetas e toucas, toalhas e biquínes.

A estrada que vai para lá é a B-245 direção norte, de terra mas muito boa. São 90Km até lá e dava para ir a 80Km/h.

Logo que saímos do 'hostal' vimos várias vans passando por nós e fomos atrás delas - é uma boa tática ir atrás das vans que já conhecem bem a estrada, pois ela é cheia de curvas.

A estrada é bem sinalizada, com placas indicando os geisers em todo o caminho.

Chegava a ser engraçado de ver aquele monte de luzinhas na estrada, no meio da escuridão, todas indo pro mesmo lado.

Também é estranho perceber como o carro às vezes perdia completamente as forças - o caminho é em subida o tempo todo, com muita altitude!

Verifique antes de sair de SPA como está o nível de gasolina, pois você fará no mínimo 180Km nesse passeio, e não tem onde colocar gasolina no caminho!

A altitude nos geisers é de 4300m - esse é o passeio de maior altitude no Atacama, então deixe para fazê-lo nos últimos dias, quando já estiver bem aclimatado.

Chegamos nos geisers, depois de comprar os ingressos (5000 por adulto e 1000 por criança), às 6:30am e ainda não havia amanhecido. Saímos de lá às 7:45am e o sol já estava alto no céu.

É um passeio imperdível conhecer os geisers













Eu já estive no famoso Old Faithful em Yellowstone e também visitando os maravilhosos geisers da Nova Zelândia, e ainda sim fiquei impressionada com a imagem que vimos em El Tatio

Mas uma coisa deve ser dita: as paisagens no Atacama são sempre tão incríveis que a paisagem do trajeto de ida e volta até lá deixa a desejar (na ida a gente nem vê nada, porque tá escuro). É linda, como sempre são as paisagens por lá, mas não é 'a mais bonita' - ao contrário, é a mais simplezinha. 


Sobre a altitude: a 4300m não sentimos nada de diferente, nenhum desconforto...apenas ficávamos um pouquinho ofegantes quando fazíamos um esforço físico maior. 

Sobre o frio: de manhã cedo, logo que chegamos, antes do sol aparecer, fez uma friaca do cão! Luvas, mantas e toucas são realmente necessárias se você for bem cedo como nós, além de, no mínimo, 4 camadas de roupas. Estava tão frio que nem tiramos o Lipe do carro logo que chegamos: deixamos ele lá deitadinho dormindo no banco de trás, enrolado num cobertor! Mas logo que o sol deu as caras já aqueceu um pouco e tirei as luvas e uma jaqueta. 

E esse é outro ponto que eu não quero esquecer de mencionar: foi muito legal - inesquecível - chegar lá antes de amanhecer e ver aquela paisagem surreal da fumacinha dos geisers subindo pela noite afora, mas isso não é absolutamente necessário. Não tem problema nenhum de você chegar lá tipo 7:30am, porque esse foi, de fato, o horário mais bonito - quando o sol já tinha aparecido e a fumaça dos geisers ainda estava forte. 

E ainda com a vantagem de grande parte da multidão das vans de grupos de excursões já ter ido embora. Se você vai até lá por conta própria, aproveite desta mega vantagem de poder ver os lugares sozinho, sem multidões.  












Veja como foi o nosso passeio neste vídeo:



Pozón Rustico

Do campo de geisers seguimos para o Pozón Rustico, que é exatamente o que diz o nome: um poço rústico com água termal morninha.

Entramos, claro, para experimentar, mas não achei grande coisa. E não foi só pela friaca que eu não curti; não gostei porque a água mal estava morninha e é meio suja, barrenta e muito rasinha. 

Não é um banho agradável, sabe? Isso pra não falar nos turistas gritões...porque os turistas brasileiros têm sempre que fazer bagunça e chamar a atenção de todo mundo??? 

Tem horas que dá até vergonha alheia...







Com relação ao "poço" para tomar banho, vale a mesma regra que para os geisers: quanto mais tarde você chegar lá, melhor = menos multidão.

Na volta, paramos várias vezes para ver coisas legais pelo caminho.

Existem muitos animais no caminho para os Geisers del Tatio, principalmente aves. Vimos um banhado cheio de uns patos pretos, conhecidos como "patos de la puna", pois vivem em altitudes superiores a 3.500m. 



Povoado Machuca

Mais adiante, chegamos a um povoado inacreditável: Machuca, com a sua linda igrejinha branca. Umas poucas casas de barro com teto de palha e só! 

Mal dá para acreditar que aquelas pessoas de fato moram ali. 














Flamingos

Logo na saída de Machuca, outra laguna cheia de flamingos

Lindos de ver, mas fotografe-os da estrada, pois é proibido aproximar-se da lagoa. 





Quebrada de Guatín

Finalmente, já perto de SPA, passamos pela Quebrada de Guatín, um daqueles vales rochosos incríveis que em qualquer outro lugar do mundo seria um mega sucesso turístico - no Atacama, é só "mais uma Quebrada"!

Chegamos de volta a San Pedro por volta das 11am. 



Piedra del Coyote

As 3:20pm saímos para os passeios da tarde: Piedra del Coyote (sim, de novo!) e Valle de la Luna

Já tínhamos ido à Piedra del Coyote no dia anterior, veja mais dicas sobre este passeio aqui: Pedra do Coiote.

Resolvemos aproveitar que o mesmo ingresso vale para os 2 passeios (se for usado no mesmo dia na Pedra e no Vale da Lua) e voltar à famosa pedra num horário mais cedo, na esperança de que não tivesse tanta muvuca e que as fotos ficassem mais bonitas - já contei que no horário do pôr do sol lá as fotos ficam contra o sol e não saem tão bem, como tivemos a oportunidade de ver no dia anterior.




O mirante fica na Ruta 23 (a entrada não é sinalizada, só tem uma cancela). Na verdade, são 2 mirantes no mesmo local, um com vistas mais bonitas que o outro!

Pois tivemos 2 surpresas: 

1) ao chegarmos lá, às 3:30pm, não havia ninguém na guarita de entrada cobrando ingresso, estava fechada, ou seja, entramos sem pagar - acho que eles só cobram no horário do pôr do sol. O preço normal é
3000 pesos por pessoa

2) foi a melhor coisa que fizemos: não havia uma viva alma que fosse por lá e tiramos fotos lindas sem ninguém para incomodar! 

Recomendo muito assistir o pôr do sol lá, que é de tirar o fôlego, mas recomendo mais ainda ir também mais cedo, para ter aquela pedra inteira só pra você e poder curtir aquele local impressionante em paz. 






Videoclipe

Clique abaixo para assistir ao vídeo de 1 minutinho que o Peg fez de um por do sol maravilhoso que assistimos lá na Piedra del Coyote, em time lapse:



Valle de la Luna

Saímos de lá do mirante direto para o Valle de la Luna, que fica bem pertinho.

Na bilheteria você compra os ingressos e pega um folheto com um mapa do Valle.

Os ingressos custam 3.000 por adulto e 2.500 pro Lipe. 

Pedi várias informações e elas (as atendentes) foram super simpáticas. 

Aproveite para ir ao banheiro - acho que só lá na bilheteria é que tem banheiros. 






Só é possível entrar no Valle por essa entrada, que fica bemmmm pertinho da cidade. 

No dia anterior tentamos entrar pela outra entrada, no lado oposto do vale, e estava fechada com uma cancela - depois nos informaram que foi fechada há 4 anos - tinha até uma placa por ali avisando sobre a existência de minas terrestres :(


Cuevas de Sal

A primeira atração no Valle de la Luna são as Cuevas de Sal, das quais eu lembrava perfeitamente de outra viagem. É um caminho por um vale que tem umas cavernas "forradas" de sal. 

É recomendado levar lanterna. A caminhada dura uns 30min. Tem estacionamento no local. 

Lugar lindo, com formações impressionantes. 











Anfiteatro

A atração seguinte é o trecho da estrada lindo de morrer onde fica o Anfiteatro, uma formação rochosa maravilhosa, uma das nossas preferidas não só desta viagem, mas da vida toda. 

Era o lugar mais esperado e aguardado por nós na viagem e não foi abafado por tanta expectativa. Esse era o local que nós mais lembrávamos da nossa viagem anterior ao Atacama em 2005, o que mais nos marcou, e parece ainda mais bonito hoje, pois está tudo branquinho de sal! Tão branco que o Lipe pensou que fosse neve! 

Veja aqui o roteiro da nossa viagem anterior ao Atacama: mochilão de 30 dias pelo Peru, Bolívia e Chile

   


Três Marias

Passamos direto pela duna gigante e fomos até as Três Marias, última atração do Valle

Elas estão diferentes do que lembrávamos: tem mais gente, mais sal, não se pode mais chegar perto delas e parecem menores. 

Será impressão nossa ou elas de fato 'quebraram'?

Tem estacionamento bem na frente das formações rochosas e o fato de proibirem os turistas de se aproximar muito, além de proteger as formações, ainda ajuda na hora de fotografar, já que não precisa ficar esperando os macacos se dependurarem nas pedras para tirar a sua foto! Fica todo mundo longe e assim tem espaço pra todo mundo. 









Duna de areia

As Três Marias são a última grande atração do Valle e de lá voltamos para a grande duna, onde queríamos ver a famosa "puesta del sol". 

Tem um estacionamento na base da duna.

O Peg subiu na frente, em 20min, para fazer um time lapse, e eu e o Lipe subimos atrás. Levamos 40min, com muitas paradas para descansar. 

Vejam que essa foi a última atração de um dia que começou as 4am, e ele já estava suuuper cansado, mas mesmo assim subiu tranquilo, brincando de fugir de mim. 

Tem que subir a última parte com muito cuidado até chegar bem lá em cima - achei meio perigoso para crianças e não larguei a mão do Lipe. 










Leve o de sempre: protetor solar e labial, óculos escuros, boné, muita água e mais um lanchinho para comer lá em cima (enquanto espera o pôr do sol) e um casaquinho pro seu filho, pois logo que o sol se vai bate um ventinho bem frio!

Há 10 anos atrás, subimos e descemos pela própria duna. Agora, não pode mais nem pisar na duna (para proteção). Há um novo caminho por trás dela e o lugar onde a gente senta para esperar o pôr do sol é bem ao lado da duna.

Para mim, o ideal é chegar no parque por volta de 4:30, 5pm, fazer os passeios com muita calma e começar a subir a duna por volta das 7pm. 

O pôr do sol acontece (nessa época do ano - dezembro) por volta de 8:15pm e é justamente depois que ele se põe que começa o espetáculo de cores no céu. 

O povaréu vai embora logo que o sol cai e é o maior erro, pois aí é que fica tudo bonito demais.

Se você sobe muito cedo a duna, além de aguentar o solaço fortíssimo na cabeça na subida, vai se encher o saco de esperar o pôr do sol lá em cima - mesmo com a paisagem montanhosa maravilhosa - como eu já disse, é um dos meus cenários preferidos no mundo, não é um lugar confortável para ficar esperando com uma criança, além de ser perigoso.













Gastos

* Geisers del Tatio - 11.000 pesos chilenos
* bebidas - 4.600 pesos chilenos
* frutas - 1.000 pesos chilenos
* Valle de la Luna - 8.500 pesos chilenos
* mercado - 5.000 pesos chilenos

E você, já esteve no Deserto do Atacama, no Chile? Fez estes passeios? 

Conte para a gente, deixe a sua dica na nossa caixa de comentários!












Se você quiser reservar um hotel ou pousada e ter a garantia do menor preço, nós indicamos o Booking, que é o site de reservas de hospedagem que nós usamos a vida inteira :)

Leia as nossas resenhas sobre os outros hotéis que usamos nesta viagem e reserve já o seu:

Hostal Lackuntur, em San Pedro de Atacama, no Chile

Hotel de Las Nubes, em San Antonio de Los Cobres, Argentina

Apartamentos Lo de Lili, em Tilcara, Argentina 

Hotel La Merced del Alto, em Cachi, Argentina

Hotel Alejandro 1º em Salta, no norte da Argentina 

Hotel Atrium Gualok em Presidência Roque Sáenz Peña, no Chaco argentino

Hotel Village Termas de Dayman, no Uruguai 

Veja como foi nosso passeio:






Todos os posts sobre esta viagem estão em Atacama e Norte da Argentina - se você quiser ler todos em sequência (do último para o primeiro), é só clicar!

Leia o nosso roteiro e orçamento para uma viagem de carro de 28 dias ao Atacama e Norte da Argentina, com passagens pelo Uruguai e Bolívia



Não foi a nossa primeira vez em nenhum destes países - já conhecíamos inclusive o Atacama e a Bolívia - então, se você quiser saber sobre as nossas viagens anteriores a estes países, é só clicar em UruguaiArgentinaChile Bolívia

Veja nosso roteiro de um mochilão de 30 dias pelo Peru, Bolívia e Chile

Também fizemos uma viagem incrível pelas Patagônias argentina e chilena

Leia sobre mal da montanha ou soroche

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