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Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir

Planejando uma viagem pela Lapônia? Curioso sobre essa região desolada e inóspita do planeta? Aqui está o que você precisa saber antes de ir - a Lapônia vai muito além do Papai Noel!
Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir
Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir

Nós não sabíamos muito sobre a Lapônia antes de irmos para lá. Na verdade, antes de começar a pesquisar para esta viagem, eu pensava que a Lapônia ficava apenas no norte da Finlândia, e nem suspeitava que houvesse uma Lapônia Sueca, por exemplo. 

A verdade é que, além de Estocolmo, IKEA, ABBA e almôndegas, eu sabia muito pouco sobre a própria Suécia, embora já tivesse estado lá, em Gotemburgo, praticamente no século passado!

Leia mais:

O que fazer em Estocolmo
Roteiro de 5 dias na Finlândia

A Lapônia é imensa, e há muitoooo a explorar por lá. Ela se espalha ao redor do Círculo Polar Ártico na parte norte de 4 países: Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. 

Quando fomos à Finlândia, fiquei morrendo de vontade de esticar até a Terra do Papai Noel, Rovaniemi, na Lapônia Finlandesa, mas não tivemos tempo. Desta vez, não deixamos por menos: tivemos a chance de desbravar um bom pedaço das Lapônias Norueguesa e Sueca, e aproveitamos!

O Ártico Sueco tem muito mais do que tundra congelada e renas - há um povo indígena incrível, uma beleza selvagem e muita cultura local, além de um amor pela vida ao ar livre que surpreende, considerando que o clima de fato não colabora com os Lapões! A região tem uma beleza selvagem de tirar o fôlego, e agora eu quero compartilhar algumas dicas com vocês!

Se você está planejando viajar para a Lapônia, ou simplesmente curioso sobre essa região desolada e inóspita do planeta, aqui está o que você precisa saber:

Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir

Sobre as nossas viagens pela Finlândia, Noruega e Suécia, já publicamos também:
  1. O que fazer em Estocolmo: dicas práticas para conhecer a capital da Suécia
  2. O que fazer em Oslo: dicas práticas para visitar a capital da Noruega
  3. O que fazer em Bergen: guia para conhecer a cidade mais famosa da Noruega
  4. Roteiros Vikings na Noruega: onde encontrar atrações da Era Viking
  5. Trilha Preikestolen com crianças na Noruega
  6. Como é voar para a Escandinávia na classe econômica da Air France
  7. Roteiro de viagem pela Escandinávia com crianças: Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Estônia
  8. Aurora boreal, sol da meia-noite e noite polar: a Noruega e seus incríveis fenômenos da natureza
  9. Trolls da Noruega: tudo o que você precisa saber sobre eles para viajar à Noruega
  10. 5 dias na Finlândia, em pleno inverno: Roteiro completo incluindo Helsinque, Porvoo e Vantaa
  11. Roteiro de 5 dias na Finlândia: post índice
  12. Hotel Helka em Helsinque: opção de hospedagem para conhecer a capital da Finlândia e arredores
  13. Porvoo: a cidade medieval mais linda da Finlândia num bate e volta de Helsinque
  14. SuperPark Vanta: o playground da Finlândia para pequenos viajantes

Um pouco de geografia: o que é a Lapônia, afinal?

A Lapônia é uma vasta região do norte da Europa, localizada, na sua maior parte, dentro do Círculo Polar Ártico. 

Geograficamente, a região no norte da Escandinávia conhecida como Lapônia está dividida e abrange o território de 4 países: Finlândia, Suécia, Noruega e Rússia.

Ela corresponde à região onde vivem os Sámi, tradicionalmente conhecidos como Lapões.

Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir
é muito comum encontrar a bandeira Sami junto com as bandeiras da Noruega e Suécia na Lapônia

Na Finlândia, o nome da área é 'Lappi' e a maior cidade da Lapônia Finlandesa é Rovaniemi, conhecida como a terra do Papai Noel. 

Na Noruega, as províncias de Finnmark e Troms, além de parte de Nordland, são também consideradas partes da Lapônia.

Do lado sueco, a Lapônia é chamada 'Lappland', e equivale a 1/4 da área total da Suécia, tendo como principal cidade Kiruna. 

Na Rússia, a península de Kola é parte da Lapônia. 

A vegetação típica, bem escassa, é a tundra, com algumas florestas ao sul e muitos lagos e rios. O clima predominante na região é o ártico. Mesmo pobre em vegetação, a região é rica em recursos minerais, o que já gerou muitas disputas com os povos nativos.

Outras importantes fontes de renda na Lapônia são a pesca, o turismo e a caça.

mapa que mostra a Lapônia Sueca

Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir
mapa que mostra a região conhecida como Lapônia

Casa do Papai Noel em Rovaniemi

Quando a gente fala em Lapônia, todo mundo pensa imediatamente na Casa do Papai Noel, em Rovaniemi, na Lapônia Finlandesa.

Essa é a terra onde habita 'Joulupukki' (mais conhecido como Pai Natal ou Papai Noel) e todo o seu séquito de duendes. Segundo a lenda, o Pai Natal sai da Lapônia na noite do dia 24 de dezembro, véspera de Natal, com o seu trenó puxado por renas carregado de presentes, e os distribui a todas as crianças do mundo que se comportaram bem durante o ano.


Esse lugar, onde mora o Papai Noel, se chama Santa Claus Village, conhecida como a Vila do Papai Noel, e um casal de amigos que esteve lá com os filhos, o Ricardo e a Denise, voltaram encantados. 

Normalmente, as pessoas preferem mesmo viajar para a região no inverno, para poder aproveitar as atividades de neve, que incluem passeios em trenós puxados por cachorros huskies ou renas, motos de neve ou caminhadas em raquetes de neve. Também querem ver a casa do Papai Noel e curtir a aurora boreal, um dos fenômenos mais impressionantes da natureza. 

Leia mais sobre aurora boreal aqui:

Aurora boreal, sol da meia-noite e noite polar: a Noruega e seus incríveis fenômenos da natureza

Nessa região, também é possível se hospedar em um iglu com teto de vidro para assistir o fenômeno das luzes dançantes deitado na sua caminha, ou ainda se hospedar em um hotel de gelo, onde todos os móveis são feitos de gelo, até as camas, que são forradas com peles de renas. Abaixo coloquei links para algumas das opções de hospedagem por lá que estão na minha lista de sonhos. 

Para curtir tudo isso, você realmente deve ir para a Lapônia Finlandesa no inverno, entre dezembro e março, quando as temperaturas médias por lá ficam abaixo de -15º C.

Nesta época, além das atrações invernais e Natalinas, os dias são super curtos, e então é possível ver o espetáculo da aurora boreal. 

Leve roupas térmicas, apropriadas para a neve e temperaturas negativas e aproveite!


Nós não estivemos lá, pois visitamos apenas o sul da Finlândia no auge do inverno e, nesta última viagem, conhecemos as Lapônias Norueguesa e Sueca no verão, mas não a Finlandesa. 

Veja nossas aventuras na Finlândia no inverno aqui: Roteiro de 5 dias na Finlândia

aventuras no inverno na Finlândia

Onde ficar na Lapônia Finlandesa

Há anos eu planejo uma viagem para a terra do Papai Noel - um dia sai! - e, enquanto essa viagem não se materializa, vou colecionando hotéis na minha bucketlist. 

Vou colocar aqui abaixo a lista de alguns que eu sonho conhecer - já adianto que a minha opção, se tivesse grana, seria o último da lista: Arctic SnowHotel & Glass Igloos 😍
  • Arctic SnowHotel & Glass Igloos: iglus com teto de vidro e hotel de gelo, a 30 minutos de carro do centro de Rovaniemi. Todos os quartos têm piso aquecido, teto térmico de vidro e vista do céu. O hotel tem bar de gelo e 3 restaurantes. Eles oferecem até serviço de alarme para avisar quando a aurora boreal pode ser vista!
Arctic SnowHotel & Glass Igloos

Northern Lights Huts

Santa Claus Holiday Village

Golden Crown
 
Ice Hotel

Northern Lights Huts

Lapônia não é só Aurora Boreal

É claro que uma das maiores atrações para quem viaja ao Círculo Polar Ártico é a indescritível aurora boreal, um dos maiores espetáculos da mãe natureza.

Mas planejar toda a sua viagem em tono da possibilidade de assistir o espetáculo das luzes dançantes é meio temerário, especialmente em se tratando de uma região cujo clima é tão imprevisível quanto as luzes em si.

Para ver as luzes, você precisa de uma tempestade solar perfeita, céus claros, um local sem poluição luminosa e ainda um pouco de sorte. Conheço muita gente que viajou para o Círculo Polar com planos específicos de ver o arco-íris noturno nos céus e voltou com uma enorme decepção.

Passavam os dias fuçando nos aplicativos de celular que preveem as erupções solares e, quando caía a noite, o céu estava totalmente encoberto, sem chances de ver as luzes no céu.

Minha recomendação, portanto, é: planeje a sua viagem pela Lapônia pensando nas atividades diurnas que você quer fazer, aproveite tudo o que o destino oferece e, se as luzes dançarem para você, será um bônus mágico.

Para ler sobre o sol da meia noite, como fotografar esse fenômeno (que só ocorre no verão), a noite polar e a aurora boreal, todos fenômenos que podem ser experimentados na Lapônia, veja este post que já publicamos aqui no blog sobre esses incríveis fenômenos da natureza: Aurora boreal, sol da meia-noite e noite polar: a Noruega e seus incríveis fenômenos da natureza

tivemos a sorte de ver aurora boreal muitas noites durante a nossa viagem pela Islândia,
mas o fenômeno não é tão fácil de ser avistado

Lapônia muito além do Papai Noel

O inverno é a altíssima temporada, é encantador, sem dúvidas, mas não é a única época boa para ir à Lapônia. 

Na verdade, visitar a Lapônia na primavera, verão ou no outono, quando o clima é mais quente, pode ser igualmente mágico. 

As montanhas ficam cheias de cores, com lindas trilhas para caminhadas sob o sol da meia noite, ciclovias, pesca nos lagos, preços mais camaradas, cidades e natureza deslumbrantes esperam pelos viajantes que se atrevem a ir conhecer a região durante esses meses de baixíssima temporada no Círculo Polar Ártico.

Foi o que nós fizemos, e vou contar os detalhes para vocês abaixo:

no verão, as motos de neve ficam estacionadas

viajamos de norte a sul pela Lapônia de motorhome

Roteiro pela Lapônia Sueca no verão

Durante a nossa viagem de motorhome pela Noruega e Suécia, viajamos pela Lapônia durante quase 2 dias, cruzando grande parte do território dos Lapões e Samis.

Pegamos a estrada às 10:30hs da manhã, depois do café, em direção à fronteira entre a Noruega e Suécia em Junkerdal, atravessando territórios da Lapônia.

Eram 1100Km que tínhamos que percorrer de motorhome, desde Bodø, na Noruega, onde desembarcamos do ferry vindos do Arquipélago de Lofoten, até Uppsala, nosso destino na Suécia, 70Km ao norte da capital Estocolmo.

Escolhemos Uppsala como nosso último destino na Suécia antes de devolver o motorhome porque, além do fato de que eu queria muito conhecer a cidade, ela fica a apenas 54Km da locadora McRent em Bålsta, sendo assim um ótimo local para ficarmos antes da devolução do motorhome.

Como eu disse, cruzamos a fronteira Noruega - Suécia no posto de fronteira em Junkerdal. Não tinha absolutamente ninguém lá, nem para olhar nossos passaportes! Só vimos que tínhamos cruzado a fronteira porque eu estava acompanhando nosso trajeto pelo Google Maps.

Depois, descemos do motorhome para tirar uma foto na placa 'Sverige' que encontramos um pouco mais adiante e uns mosquitos assassinos, criados a Toddy, nos atacaram kkkk...

Conclusão: se você cruzar a fronteira entre os 2 países pela Lapônia, só encontrará mosquitos esfomeados no seu caminho.

foto atravessando a fronteira entre Noruega e Suécia pela Lapônia
Nessa região, nos bosques e perto da água, sempre tem esses mosquitos carnívoros gigantes, então a primeira recomendação é que você leve repelente quando for à Lapônia no verão.

O clima também variou muito ao longo do dia - teve chuva, sol, calor e frio gelado - então a segunda recomendação para quando você for à Lapônia, mesmo no verão, é que traga jaqueta corta-vento e roupas quentes, além das roupas de verão!

Passamos por várias cidades na Lapônia Sueca, com nomes como Arjeplog, Sorsele, Storuman, Vilhelmina...em Storuman vimos uma igreja branca e preta com um campanário bem diferentão, em Vilhelmina vimos um museu Sami e, por todo o caminho, além de pontos de interesse Sami, também vimos muitos lugares com atividades de inverno, às moscas nesta época do ano, mas que devem bombar no inverno.

Ir à Lapônia no verão é uma experiência bem diferente!

ótimas estradas na Lapônia Sueca

igreja na Suécia

assentamento na beira de um lago na Lapônia Sueca

viajando pela Lapônia no verão

As renas do Papai Noel na Lapônia

A primeira grande "atração" do nosso 1º dia na Lapônia foram as renas selvagens que encontramos no meio da estrada.

A maioria das renas que se vê hoje em dia na Lapônia não são mais verdadeiramente selvagens...elas são criadas e pertencem aos Samis, que criam rebanhos de renas para obter carne, leite e peles. Acreditamos que estas eram selvagens porque estavam completamente sozinhas, sem um rebanho ou qualquer forma de fazenda ou assentamento humano por perto.

Ficamos uns 3 minutos andando no asfalto atrás delas, que pareciam estar fazendo 'jogging', a galope, e nada de saírem da estrada kkkk...achei que íamos andar atrás delas pelos próximos 1000Km, até Estocolmo!


Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir
Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir


Que fofura ver esses bichos ao vivo, livres para vagar na natureza! Mandamos abraços pro Papai Noel!

A Suécia é o país mais populoso da Escandinávia, com algo em torno de 9 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 17 mil são indígenas da etnia Sami, antigamente conhecidos como Lapões. Esse povo indígena do extremo norte do país forma uma minoria étnica e, assim como no norte da Noruega, muitos deles ainda levam uma vida nômade tradicional, criando renas.

As renas sempre foram parte central na cultura Sami e parte importante da vida econômica na Lapônia. 

No norte da Suécia, existem grandes rebanhos de renas (ou caribus), que são cervos de grande porte, com chifres, que vivem em manadas em altas latitudes, como as regiões árticas do norte do Canadá, Alaska, Rússia, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia.

O povo Sami é pastor de renas há milhares de anos e, a cada ano, migram com os animais pela Lapônia. As renas ainda são uma fonte de renda extremamente importante para a população indígena.

Para quem vive no Círculo Polar Ártico, as renas são um meio de transporte, a carne é um superalimento e as peles proporcionam o calor que salva vidas no frio.

Não há praticamente nenhuma parte da rena que não seja utilizada pelos Sami: a carne é cozida, vendida no país e também exportada, o couro e as peles são usados para roupas e sapatos, transformados em luvas e outras peças de vestuário, e os chifres são transformados em quase tudo, de utensílios domésticos até objetos de arte. 

Os Sami criadores de renas ganham a vida através da venda desses produtos. 

Não é de se surpreender, portanto, que a rena seja também importante na culinária sami. A carne de rena é uma das especialidades da região, servida muitas formas, mas o prato mais famoso é o 'bidos', um ensopado feito com carne de rena cozida lentamente com cenouras e batatas. 

Por último, é claro, é importante lembrar que esses animais são fundamentais também para o turismo na região: nenhuma viagem à Lapônia é completa sem que o viajante veja pelo menos uma rena - seja no inverno ou no verão, selvagem ou parte de um rebanho.

nenhuma parte da rena é desperdiçada...as peles são usadas para vestuário...

Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de irLapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir

couros de renas à venda
 
mas é muito mais lindo vê-las selvagens na natureza!

O povo Sami da Lapônia

Li tudo o que encontrei sobre o povo Sami antes, durante e depois da nossa viagem - assim como sobre os Vikings


Os Sami são o povo aborígene da Lapônia, a última nação indígena da Europa, e o único povo indígena da Escandinávia. Tradicionalmente, o povo Sami vive em áreas chamadas 'Sápmi', literalmente 'Terra dos Sámi'.

O grupo étnico nativo Sami existe na região do Ártico há milhares de anos, e a Lapônia - chamada de 'Sápmi' em sua própria língua - é o coração e alma desse povo. Eles pertencem a uma das etnias indígenas mais antigas do mundo e têm uma língua e uma cultura muito próprias.

Os Sami vivem da terra, da caça, da pesca e da coleta daquilo que encontram na natureza - essas atividades estão no seu sangue e na sua cultura há milênios, mas nesse tempo eles aprenderam a usar o que a natureza oferece para sobreviver, sem abusar dos recursos naturais.

Pouco se sabe sobre a origem dos Sami - o certo é que eles formam um grupo à parte, que não tem semelhança genética com qualquer outro povo. Acredita-se que eles migraram da Ásia Central, talvez da Sibéria, e foram deslocados para o extremo norte da Europa.

diferentes tipos de moradias Sami que vimos durante a nossa viagem


Lapônia muito além do Papai Noel: o que você precisa saber antes de ir
os abrigos temporários que os Sami usavam durante as viagens eram chamados 'lavvo'

Os vestígios mais antigos de presença humana na região conhecida como 'Sápmi' são de 9.000 a.C., época em que a população era nômade e sobrevivia da caça de renas selvagens e da pesca do salmão. As moradias eram tendas móveis feitas de peles de animais.

Hoje em dia a maior parte deste povo tem uma vida sedentária - apenas uma minoria de criadores de renas ainda levam uma vida nômade. Ao invés de pastorear renas em esquis, como faziam antigamente, hoje em dia cuidam de seus rebanhos usando 'snowmobiles'.

Aliás, sabia que é muito possível que os Sami tenham inventado os esquis? Por muitos séculos eles carregam a fama de serem ágeis e rápidos sobre esquis, e há uma pintura rupestre em Alta, Finnmark, na Lapônia Norueguesa, que mostra um esquiador, há mais de 4000 anos atrás! É o registro mais antigo do esporte de que se tem notícia no mundo.

Para saber tudo sobre a invenção deste esporte, veja o que já publicamos sobre o Museu do Esqui de Holmenkollen no nosso post O que fazer em Oslo

Embora os Lapões tenham sido dominados pelos noruegueses e suecos na Idade Média, resistiram durante um bom tempo ao Cristianismo, que acabou predominando entre os Lapões apenas no século 18.

Nem todas as pessoas que vivem na Lapônia são Sami - na região, 9 entre 10 pessoas são Sami, e as maiores atrações turísticas na área são justamente aquelas voltadas à cultura Sapmi, como acampamentos nas tradicionais tendas Sami, chamadas 'lavvu', os passeios de trenó puxados por cachorros huskies, esqui e o pastoreio de renas.

Uma das maiores demonstrações da cultura Sami acontece através de 'duodji', o artesanato Sami. As ferramentas e roupas 'duodji' trazem elementos artísticos tradicionais, e as esculturas em madeira e a fabricação de facas são muito importantes - são peças caríssimas!

Veja essas facas e ferramentas que vimos à venda na Lapônia:

facas Sami que são verdadeiras obras de arte - com preços dignos de colecionadores de obras de arte mesmo!


Na Noruega, a maior parte da população é de origem nórdica, mas também existem cerca de 40 mil indígenas da etnia Sami vivendo por lá, antigamente conhecidos como Lapões. Esse povo indígena do extremo norte do país forma a maior minoria étnica da Noruega, e muitos deles ainda levam uma vida nômade tradicional, criando renas que lhes dão carne, leite e peles. 

A Suécia é o país mais populoso da Escandinávia, com algo em torno de 9 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 20 mil são Sami, formando uma minoria étnica que, assim como no norte da Noruega, ainda leva uma vida nômade.

Atualmente, os Sami são reconhecidos pelas convenções internacionais dos povos indígenas, e a população atual é de cerca de 80 mil, mas os Sami já estiveram em vias de ver a sua cultura extinta no século passado.

É verdade. Primeiro eram os missionários que ameaçavam as tradições indígenas, depois proibiram o uso da língua Sami em escolas, e em 1902 proibiram a venda de terras na Noruega a qualquer pessoa que não falasse norueguês.

Os Lapões possuem o seu próprio idioma, de origem fino-húngara. Li que existem no total 9 línguas Sami, e nenhuma delas é parecida ou sequer relacionada com o norueguês, o sueco ou qualquer outra língua escandinava. Os moradores do sul da Lapônia não são capazes de compreender o Lapão falado no norte, e as fronteiras linguísticas não correspondem com as fronteiras geográficas, então Lapões da Noruega e da Suécia podem falar a mesma língua, por exemplo. 

Hoje em dia, por lei, a língua Sami tem o mesmo status que o norueguês, os Lapões têm representação política, com Parlamentos próprios na Noruega, Suécia e Finlândia, e têm bastante autonomia legislativa nos 3 países para decidir sobre os assuntos de interesse local.

Para saber mais sobre os Sami da Lapônia Norueguesa, veja aqui: Cultura Sami

minha amiga Gleusa me mandou esta foto dela com uma mulher Sami, numa das viagens dela pela Lapônia

O que o filme Frozen tem a ver com a Lapônia e os Sami?

Uma curiosidade: você sabia que o compositor da música de abertura do filme 'Frozen' é Sami? 

Simmmm, a equipe de produção do filme da Disney, que incluía o compositor Christophe Beck, queria usar a música nórdica como inspiração para a trilha sonora do filme. Durante uma viagem de pesquisa na Noruega em 2012, eles descobriram Frode Fjellheim, um músico e compositor de raízes Sami.

Fjellheim aceitou produzir a música do filme em coautoria com Beck, e o resultado final, a música 'Vuelie', acabou se tornando a música de abertura do desenho. A música tem o 'joik' (música folk Sami) que Fjellheim aprendeu na infância, e o músico Sami ficou conhecido por levar o 'joik' para Hollywood.

Lapônia

Viajando pela Lapônia Sueca

Depois do espetáculo das renas galopantes na estrada à nossa frente, paramos num mercadinho para fazer compras em Sandviken Fjällgård - Sandviken 1, 938 94, em Arjeplog, na Suécia.

Vi por ali tudo o que eu precisava ver na Lapônia Sueca para ficar feliz: renas, tendas e bandeiras Sami, snowmobiles e a vegetação interminável de pinheiros e lagos.

Uma pena foi não termos encontrado nativos Sami nos nossos caminhos...fazíamos até brincadeiras e apostas de quanto tempo passaríamos sem cruzar por um carro na estrada ou ver um ser humano nas ruas. Nessa região do mundo, as pessoas não se aglomeram em cidades, vivem nos bosques, trilhas e lagos, acampando ou pescando, e os pouquíssimos e raros povoados parecem habitados apenas por fantasmas.

Paramos para abastecer em Bilisten Jäckvik, em Byavägen 10, 938 95, Jäkkvik, na Suécia. Abastecemos um total de 509,87 coroas suecas e deu 30,17l de diesel. Foi 16,90 coroas suecas por litro.

Na maioria dos postos de combustíveis, eles só aceitam abastecimento com cartão de crédito, e não em dinheiro. Todos os postos são self service nessa parte 'inland' e super despovoada da Lapônia Sueca, e as lojinhas de conveniência dos postos normalmente são de proprietários diferentes - por essa razão, é difícil encontrar um posto que aceite pagamento em dinheiro na Lapônia.

Os 'snowmobiles', que no inverno são o meio de transporte deles por lá, se chamam 'snøscooter' em norueguês e 'snöskoter' em sueco, e estão por todos os lados.

Paramos depois em Storuman num posto OKQ8 - endereço: Blåvägen 264, 923 32 - para colocar diesel com dinheiro (finalmente um posto que aceitava 'cash'!). Colocamos 970,14 coroas e deu 60,52 litros, ou seja, 16,03 coroas por litro.

Paramos também num 'systembolaget' (loja que vende bebidas alcoólicas), em Volgsjövägen 44, 912 32, em Vilhelmina. Essa 'systembolaget' fica localizada junto a um supermercado Coop e, ao lado, tem um museu Sami.

mercadinho em Arjeplog, na Lapônia Sueca

posto de combustíveis em Jäkkvik, na Lapônia
 
systembolaget em Vilhelmina, na Lapônia Sueca

Museu Sami em Vilhelmina

Onde pernoitar com motorhome na Lapônia

Aprendemos sobre o conceito de Friluftsliv na Noruega, e ele se aplica perfeitamente à Lapônia.

A palavra significa 'vida ao ar livre' e, mais do que uma simples palavra, é um modo de vida, uma paixão por passar o tempo livre junto à natureza para se exercitar e relaxar, para recreação, exercício e restauração do equilíbrio.

Esses povos amam a vida 'outdoors', e são famosos por passarem grande parte do seu tempo livre explorando as montanhas, florestas e trilhas.

Ficamos super impressionados de perceber essa verdadeira paixão que eles têm por remar, nadar e pescar nos lagos de águas geladas...chegávamos a um lugar super remoto, daqueles que a gente pensa "quem se meteria aqui", e era só espiar atrás de um morro para encontrar uma barraquinha vermelha montada debaixo de chuva. Não passava um veículo por nós que não estivesse carregando uma bicicleta ou um caiaque.

É uma paixão invejável por desfrutar da natureza e dos cenários fabulosos, caminhar nas trilhas pelas florestas durante a madrugada, aproveitando o incrível sol da meia noite, famílias inteiras com bebês pendurados trilhando no alto das montanhas, enfim...viver ao ar livre.

E não vá pensando que eles fazem isso apenas no verão para aproveitar bastante, já que a estação de calor é curta: pelo enorme número de trilhas de cross country ski que vimos espalhadas por todos os cantos, deu para notar que esses povos valentes também não se encolhem para o frio!

Talvez justamente por isso, tanto na Suécia quanto na Noruega, e praticamente em toda a Lapônia, vige uma lei conhecida como Allemannsretten, ou Allemansratten, que nada mais é do que o direito de acesso comum às áreas rurais.

Essas leis datam de mais de 1000 anos atrás, e dão direito a todas as pessoas usarem das áreas comuns para acampar, caminhar, andar de barco, esquiar ou nadar em terras privadas, desde que você permaneça a pelo menos 70m de distância de qualquer casa e se mantenha longe de jardins, áreas cercadas ou terras cultivadas. Você pode acampar até mais de uma noite no mesmo local, mas não pode perturbar animais (domésticos ou selvagens).

Por isso, é muito fácil encontrar lugares para fazer free camping na Lapônia, assim como na Suécia e Noruega. 

Nós dormimos num acostamento, na beira da estrada, na região de Tappäla, Viksjö, quando cansamos de dirigir pelas estradas da Lapônia.

Neste trajeto, algumas outras opções de free camping são as seguintes:

Em Lillviken tem um Gratis bobilparkering (estacionamento de motorhomes gratuito), que fica 176Km/2:30hs de Bodo e 922Km/11:20hs de Uppsala.

Passando Storuman tem uma rasteplass (área de descanso na estrada), que fica 3hs/240Km adiante de Lillviken e 8hs/684Km de Uppsala.

Outras dicas de bobilparkering na Suécia

Lapônia
é muito fácil encontrar lugares para fazer free camping com motorhome na Lapônia

Onde ficar na Lapônia Sueca

Como estávamos viajando de motorhome e tínhamos onde pernoitar de graça, eu nem cogitei, mas o meu sonho de consumo de hotel na Lapônia Sueca é o Treehotel in Harads, com quartos pendurados nas árvores da floresta de Harads.

A arquitetura é impressionante, os quartos são ecológicos e tem vistas incríveis da floresta e da paisagem rural ao redor.

Treehotel fica a 40min da cidade de Boden e a 1h de Luleå.

Verifique os preços e disponibilidade aqui.

Treehotel na floresta de Harads, na Lapônia Sueca: sonho de consumo!

Estradas Suecas

Na Suécia, diferentemente da Noruega, o povo vive em vilas maiores e cidades. Então, entre elas, a gente fica praticamente sem ver casas.

Na Lapônia, como eu já comentei, dirigimos por horas sem ver uma alma viva ou passar por um veículo sequer nas estradas - a região é escassamente povoada. E vou confessar: a sensação de viajar por um lugar tão remoto e inexplorado da Terra me emocionou - essa é grande parte da beleza e charme da Lapônia.

A região parece infinita, e a densidade populacional é uma das menores do planeta, de 3 a 4 habitantes por Km².

Existem na Lapônia Sueca 3 rios e 8.727 lagos (incluindo o mais profundo da Suécia), o que significa que, em algumas áreas, existem mais lagos do que seres humanos.

Mas, apesar de a Suécia ter muitos lagos, as rodovias são construídas não tão perto da água, então acaba que só dá para ver florestas.

Em compensação, as estradas são muitooooo mais rápidas do que as da Noruega - por essa razão, muitos turistas fazem como nós: sobem até Lofoten pela Noruega mas, na hora de descer, optam pelas estradas suecas.

pilota, co-piloto e malinha sem alça - repetindo a minha foto preferida ❤

Entre nós dois, rodamos, em apenas um dia, 742Km na direção da nossa 'casinha sobre rodas', atravessando a Lapônia de norte a sul.

5000Km em 15 dias na direção de um monstrengo desses pelas estradinhas sinuosas das montanhas norueguesas não é para qualquer um...mas quem aceitar a missão não vai se arrepender!

Tem alguma coisa nas 'roadtrips' que acorda a alma da gente...talvez seja o vento fresco no rosto entrando pelas janelas abertas, ou cantar as tuas músicas preferidas muito desafinadamente junto com teu filho, vendo a beleza da natureza passar por nós, ou dormir num acostamento numa estrada perdida no meio da Lapônia...seja o que for, fico querendo mais e mais!

Mais algum apaixonado por roadtrips aí? Qual a tua parte preferida?

aonde a estrada vai te levar na tua próxima aventura?

Compre comida antes de pegar a estrada na Lapônia

Viajando de motorhome, estamos sempre com os armários e geladeira cheios de comida, mas, se você resolver viajar pela Lapônia de carro, fica o aviso: abasteça o carro com alguns lanches e água para viagens mais longas.

Como já comentei, a falta de densidade populacional significa que, ao viajar pelas estradas da Lapônia, você não encontrará muito além de frutinhas do bosque ou cogumelos silvestres para fazer um lanche.

Você pode se arriscar neles, mas, como dizem os locais, existem alguns cogumelos silvestres que você pode comer muitas vezes, e outros, apenas uma vez 😜

Com relação à água, é potável e acessível em qualquer lugar que você vá. Leve uma garrafa e encha-a de água limpa, fresca e natural, onde quer que você esteja. Apenas certifique-se de que a água está fluindo, que não se trata de água parada!

um dos únicos mercadinhos que encontramos atravessando a Lapônia de norte a sul

esses rolinhos de canela são típicos da região, e você vai encontrar em qualquer mercadinho ou posto de gasolina na Lapônia, com o nome de 'kanelbulle'

antes de pesquisar para esta viagem, o pouco que eu sabia sobre a Suécia incluía as famosas 'köttbullar' (almôndegas)

Qual é a melhor época para ir à Lapônia

Depois de atravessar a Lapônia Sueca de norte a sul em 2 dias, posso afirmar que a região é de fato uma das últimas verdadeiras áreas intocadas da Europa.

A natureza lá é crua, selvagem e poderosa - imagine infinitas florestas de pinheiros que parecem acarpetadas por musgo, cachoeiras rugindo e pequenas aldeias na beira de lagos espalhados pela paisagem.

E, certamente, é uma beleza que dura o ano todo.

O inverno cobre tudo de branco, com um manto espesso de neve sobre as 'fjälls' (montanhas) e os vales, transformando a região num conto de fadas. A primavera e o verão trazem uma vida nova e verde, com cogumelos silvestres brotando do chão, pássaros cantando e os céus cor de rosa com o sol da meia-noite. No outono, as folhas ficam avermelhadas, dias mais claros trazem uma luz suave do sol, e as luzes do norte começam a dançar pelos céus, num ciclo infinito.

A Lapônia é imprevisível, e a natureza é quem determina o que pode e não pode ser feito nesta parte do mundo. Esteja bem preparado para enfrentar qualquer clima - não importa a estação.

No inverno, a Lapônia esfria. Frio como você nunca pensou que existisse. Faça sua pesquisa e faça as malas de acordo. Mesmo no verão, quando as temperaturas podem chegar a 28º C, a média ainda fica entre 14 e 17º C e, no início do outono, a temperatura já cai bem abaixo de 10ºC.

Então, mesmo que você vá no verão, como nós, leve roupas térmicas, uma jaqueta grossa e botas impermeáveis.

em julho, você verá muito verde na Lapônia

mas, mesmo no auge do verão, pegará dias frios também!

8 estações do ano na Lapônia

Descobrimos que a Lapônia tem 8 estações no ano!

Simmmmm...sei que muita gente acredita que os Lapões vivem num inverno constante, mas a verdade é que eles têm 8 estações diferentes ao longo do ano!!!

Num lugar onde a natureza determina a sobrevivência das pessoas, o calendário precisa viver em sintonia com as mudanças climáticas.

As estações são:

1 Outono (em Sami 'tjaktja'), entre setembro e outubro, com cores vibrantes e ar fresco. É a época de se preparar e estocar para o inverno e o começo da temporada de caça de elk e moose.  As luzes do norte começam a dançar. 

2 Outono-inverno (em Sami 'tjaktjadálvve'), entre novembro e dezembro, é o começo do inverno, quando a neve começa a aparecer na paisagem, os dias ficam mais curtos e a região começa a se tornar um playground mágico para crianças e adultos. 

3 Inverno (em Sami 'dálvve'), entre dezembro e março, quando toda a região se cobre com um manto branco e a flora e fauna hibernam, enquanto os humanos se divertem esquiando, caminhando com raquetes de neve nos pés, passeando com renas, cães e motos de neve. Os lagos congelados se transformam em pistas de corrida de carros e as temperaturas despencam a -40c. Não é para os fracos!

4 Primavera-inverno (em Sami 'gidádálvve'), entre março e abril, é a época do ano preferida dos nativos - ainda há uma grossa camada de neve, mas o sol aparece de volta, trazendo consigo um pouco de calor. Os dias ficam mais longos e as temperaturas já permitem que as pessoas fiquem mais tempo ao ar livre aproveitando as atividades típicas do inverno. Você verá os locais deitados sobre a neve em couros de renas tomando banho de sol!

5 Primavera (em Sami 'gidá'), entre abril e maio, o inverno começa a ir embora e a neve derrete, derretendo também o gelo nos lagos. Já é possível ver a cor verde nos morros e vales, e as flores silvestres começam a brotar. É a época em que começam a nascer os bebês renas!

6 Primavera-verão (em Sami 'gidágiesse'), entre maio e junho, a Lapônia se torna verde e cheia de vida de novo, as árvores se enchem de novas folhas e eles trocam os snowmobiles por botas de hiking e bicicletas e partem para aventuras nas montanhas. 

7 Verão (em Sami 'giesse'), entre junho e julho, o verão chega com toda a sua glória, e é época de aquecer os ossos depois de tantos meses de frio. O sol mal baixa no horizonte durante estes meses, permanecendo no céu a noite toda. Os nativos guardam os casacos de inverno, tomam banhos nos rios e fazem churrascos ao ar livre. 

8 Verão-outono (em Sami 'tjaktjagiesse'), entre agosto e setembro, é quando os primeiros sinais dos meses mais frios começam a aparecer, assim como as frutinhas selvagens e os cogumelos, que amadurecem nas florestas. As folhas começam a ficar douradas e vermelhas e os animais e humanos começam a juntar comida para esticar para o próximo inverno.

Lapônia
frutinhas selvagens na Lapônia Sueca

até as renas aproveitam o sol do verão na Lapônia

O que ficou faltando conhecer na Lapônia

Inicialmente, a minha ideia era ir até o Abisko National Park, um parque nacional na Lapônia Sueca que é mundialmente conhecido por sua natureza selvagem. 

Infelizmente, não tivemos tempo suficiente para ir até lá - ele ficava um pouquinho mais ao norte de Lofoten, e precisávamos começar a voltar para o sul, ou então perderíamos o nosso voo de volta para casa! Férias longas nunca são longas o suficiente!

Meu plano, se um dia eu conseguir voltar à essa parte do mundo, é ir no inverno e passar uns dias caçando aurora boreal no Parque Nacional Abisko. 

Sei que Tromso, na Noruega, e Rovaniemi, na Finlândia, são os sonhos de consumo da maioria dos turistas brasileiros nessa região ao norte do planeta, mas não o meu: na minha 'wishlist', Abisko, na Suécia, está no topo!

Como chegar à Lapônia Sueca

A Lapônia Sueca não é tão inacessível quanto parece, mesmo sendo um lugar realmente remoto!

É difícil imaginar que um mundo como a Lapônia Sueca realmente exista a apenas algumas horas da agitação de Estocolmo, e é uma surpresa descobrir que a viagem até lá é parte da diversão. 

Nós dirigimos todo o trajeto, até Estocolmo, como já contei, mas, se você quiser ir voando, os principais aeroportos são Lulea, Skellefteå Airport e Kiruna, com a SAS e a Norwegian Airlines voando para lá desde Estocolmo - acho difícil você encontrar um voo direto, sem conexão em Estocolmo, então aproveite para fazer uma parada lá e descobrir a capital mais bonita da Escandinávia!


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Durante a nossa viagem pela Lapônia, nós usamos a hashtag #LipenaSuécia nas nossas redes sociais 😊

Fiz várias pastas de "destaques" da Suécia lá nos stories do Instagram - espia lá que tem muitas dicas úteis!





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Claudia Rodrigues Pegoraro

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