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Ushuaia de carro: roteiro de 35 dias de viagem em família desde Foz do Iguaçu

Ushuaia de carro: relato de viagem em família até Ushuaia, na Argentina, com roteiro completo de 35 dias desde Foz do Iguaçu (ida e volta)
Ushuaia de carro

* Por Renata Pistoresi

Ushuaia de carro: relato de viagem em família até Ushuaia, na Argentina, com roteiro completo de 35 dias desde Foz do Iguaçu (ida e volta), totalizando 13.244km rodados, dicas de hoteis, restaurantes, passeios e muito mais

Eu sou a Renata e, junto com meu marido Rodrigo, e meus pequenos companheiros de viagens Mateus (6 anos) e Isadora (4 anos), nos aventuramos pela Argentina, e pela Patagônia Argentina.

Conhecer Ushuaia e o Glaciar Perito Moreno era um sonho antigo, mas nessa viagem descobri que a Argentina é muito mais do que esses lugares que eu tanto desejava conhecer.

Eu amo mapas, e apesar de não ter viajado tanto assim pra fora do Brasil, tenho muitos roteiros em mente!

Um outro sonho é viajar de motorhome e conhecer a Europa, e faríamos isso em dezembro de 2021, estava tudo certo, passagens compradas, motorhome reservado, mas, com o surgimento da nova variante do covid, fechamento de mercados natalinos na Alemanha (iríamos para Frankfurt inicialmente), 20 dias antes resolvemos adiar para o próximo ano, e então para onde iriamos? 

Não pensei 2 vezes e falei para meu marido: Argentina, até Ushuaia de carro! 

Já estava programando (na minha mente!) para 2022, em dezembro, período em que conseguimos viajar por um período maior de tempo, e como em 2020 fizemos todo o sul da Bahia de carro, sabíamos que daríamos conta de uma distância maior. 

O Rô ama dirigir, e eu não dirigi nada! Mentira, dirigi uns 100km só pra ele não dizer que eu não dirigi, então foram 13.244km rodados com meu marido e companheiro de viagens ao volante, e nossos pequenos de companhia!

Moramos no Paraná, em Nova Esperança, próximo de Maringá, e estamos a 450km de Foz do Iguaçú, ou seja, bem perto da fronteira com a Argentina.

Com as crianças ainda não tínhamos ido a Foz do Iguaçú, então começamos por lá!

Os posts do pequeno viajante sobre a região você encontra aqui: Post índice da Patagônia

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viagem a Ushuaia de carro

Dia 1

18/12: Casa até Foz do Iguaçú 447km - Hospedagem no Wyndham Foz do Iguaçu

Saímos de casa por volta de 11h e já paramos em Maringá para almoçar, e de lá seguimos para Foz. 

Chegamos ao fim do dia e jantamos no hotel mesmo para começar os passeios no dia seguinte. Tinha espaço kids e as crianças brincaram bastante antes de irmos dormir. Ficamos hospedados no Wyndham e achei mediano, bom custo-beneficio, no centro, já que nosso interesse era passear!

Dia 2

19/12: Foz do Iguaçu

Tomamos café da manhã (bom pelo padrão do hotel) e fomos ver as Cataratas, estacionamos o carro, e como chegamos antes do horário dos ingressos comprados online resolvemos fazer o voo de helicóptero, primeira vez que voamos de helicóptero, e foi lindo demais ver as Cataratas de cima, experiência única ver o quão pequenos somos diante da natureza e o quão lindo é. 

Saindo de lá, fomos até o Parque das Cataratas, e com ônibus próprio do parque seguimos adentro, descemos no primeiro ponto para irmos caminhando e avistando de vários pontos, estava muito calor, devia fazer 40 graus na sombra, foi cansativo, mas muito bonito ver e ver através dos olhos das crianças, eles ficaram admirados de tanta beleza. 

Depois subimos próximo ao ponto dos ônibus que nos levaram de volta à entrada do parque e lá fizemos um lanche, pois o restaurante era ambiente fechado, e algo que evitamos nas viagens durante a pandemia, são restaurantes assim, preferimos os abertos sempre. 

De volta à entrada, atravessamos a pé para o outro lado onde fica o Parque das Aves, e  nos encantamos! O trabalho que eles fazem de resgate de aves de cativeiro, maus tratos, venda ilegal é muito bonito! Todos os animais chegaram dessa forma, e os que nasceram ali foi porque os pais vieram dessa forma! As crianças mais uma vez se encantaram em poder alimentar os pássaros e conhecer tão de pertinho! Eu sou apaixonada por tucano e arara, são lindos e exóticos, e contemplar eles ali de pertinho foi uma experiência deliciosa.

Eu nunca levei meus filhos em zoológico (exceto no Beto Carrero, porque é junto ao parque), eu não gosto dessa forma de conhecer animais, não digo que nunca vou levá-los, porque eles pedem, mas eu explico que é mais bonito e correto com os animais conhecer eles nos ambientes naturais, em seus habitats, mesmo que seja aos poucos.

E no final as crianças brincaram em uma lagoinha artificial com chafariz próprio para brincadeiras, ótimo para se refrescarem do calor e gastarem as energias (sim, eles sempre têm muita energia!)

Ao sair, atravessamos de volta ao Parque das Cataratas para buscar o carro no estacionamento e fomos procurar um restaurante, mas a maioria já estava fechada, eles costumam fechar às 15h e reabrir no jantar, conseguimos encontrar a Chopperia Rafain no centro e fizemos um “almojanta” lá.

Leia mais sobre Foz do Iguaçu aqui no blog

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Dia 3

20/12: Foz do Iguaçu

Tomamos café da manhã no hotel e fomos fazer exame PCR para poder entrar na Argentina no dia seguinte. E de lá seguimos para a Usina Hidrelétrica de Itaipu, estava bem tranquilo, era uma segunda-feira, fizemos o tour pela usina em ônibus com guia explicando todo o funcionamento, e foi muito interessante aprender sobre a construção, o funcionamento de uma obra de engenharia tão grande e importante para nosso país e também para o nosso vizinho Paraguai, pois ela é binacional. 

As crianças também gostaram do passeio, pois tem parte do percurso em ônibus de 2 andares aberto, o que fez a alegria delas. Após fomos conhecer o Templo Budista que era próximo, e almoçar, mas não me lembro do restaurante, e depois fomos conhecer a Mesquita, que é a maior mesquita da américa latina.

De tarde fomos na roda gigante Yup Star, que havia estreado recentemente, e como ela fica bem próxima do Marco das 3 Fronteiras (Brasil – Paraguai – Argentina), terminamos o dia lá e foi ótimo porque além de ser um lugar bonito, tinha um playground que as crianças puderam aproveitar e o restaurante Cabeza de Vaca, no qual jantamos. 

Esse marco é um espaço privado, no qual se paga ingresso, mas que vale a pena para um final de dia, apesar de estar cheio.

Veja também: Foz do Iguaçu - nosso 10 passeios favoritos

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Dia 4

21/02: Foz do Iguaçu a Uruguaiana - RS 646km - Pernoite Hotel Presidente em Uruguaiana

Após o café da manhã seguimos sentido à Argentina! 

PCR negativo em mãos e declaração juramentada preenchida no site do governo argentino. O PCR somente para mim e meu marido, as crianças não precisaram, mas a declaração deve ser preenchida para todos os viajantes. 

Tivemos que estacionar o carro e meu marido foi sozinho na fila para apresentar os documentos, e após entramos na fila de carro, e no guichê foram conferidos os passaportes com os ocupantes (para a Argentina pode viajar com RG, mas o meu e do meu marido são antigos e, para não termos problemas, fomos com os passaportes), e os certificados de vacinação emitidos no app do Conecte SUS. Nós ficamos com tudo no celular, mas indico imprimir e ter uma pasta, fica bem mais fácil.

Fizemos também seguro viagem América Latina com adicional Covid que está sendo exigido (o que torna os seguros viagens bem mais caros, mas que se faz muito necessário caso precise), seguro do carro para américa latina também (o próprio corretor de seguro faz isso), a carta verde (um documento do carro que deve ser emitido para a América Latina também) e emitimos a PID (Permissão Internacional para Dirigir), porque queríamos ir para o Chile, onde é exigida essa permissão. A Argentina não exige, por ser Mercosul. Providenciamos hidrante para incêndio e 2 triângulos, pois são exigidos na Argentina, mas em nenhum momento foi solicitado ou vistoriado.

O trâmite de entrada deve ter levado 1:30h, no máximo. E então estávamos em terras Argentinas! 

Em uma hora de viagem e já fomos parados pela Polícia Caminera, eles olharam passaportes, documento do carro e certificado de vacinação, e seguimos viagem. 

Na viagem, ao todo fomos parados 6 vezes, e em nenhuma eles solicitaram propina (havia lido que é comum eles fazerem isso, mas depois soube que é mais no norte onde costuma acontecer!).

Paramos para abastecer depois de viajar por pouco mais de 1h, e que maravilha colocar gasolina na Argentina. Além do favorecimento do câmbio, ainda é bem mais barato que no Brasil, lembrando que a gasolina deles não tem mistura como a nossa! 

O valor médio da gasolina comum é $ 78 pesos/litro e aditivada $ 96 pesos/litro, aí você calcula x0,030, o que dá um média de R$ 2,34 comum e R$ 2,88 aditivada, mas chegamos a pagar 0,027 no peso, então por vezes saiu por menos ainda o litro.

Os postos mais encontrados são YPF, Puma e Axion. Todos com uma boa loja de conveniência, com ótimas empanadas, e alguns com pratos e lanches fast food. 

Quanto mais descíamos a Argentina, melhores eram os postos, mas também mais cheios. São poucos, pequenos (em relação aos que temos no Brasil), mas com o necessário para paradas e alimentação, e o principal: banheiros limpos! Foi somente uns 2 durante toda viagem que não gostamos de ter que usá-los. 

Nos dias de estrada não nos preocupávamos muito em procurar por almoço, comendo o que tinha em postos e fazíamos uma boa refeição na janta. Sempre tínhamos água, bolachas e petiscos no carro.

Nesse primeiro dia ainda estávamos com receio de procurar hotel na Argentina, não é um trecho muito agradável, e preferimos atravessar a fronteira novamente e dormir em Uruguaiana, e também ficamos gripados em Foz, e achei melhor comprar mais remédios no Brasil. 

Estava muito calor, e esse choque térmico de calor e ar condicionado não nos fez bem, e como fizemos teste de Covid para entrar na Argentina, sabíamos que era gripe mesmo, que melhorou com o passar dos dias.

Dia 5

22/12: Uruguaiana - RS a Buenos Aires 676km - Deco Hotel Recoleta

Tomamos café da manhã no hotel, fomos na farmácia e seguimos para fronteira, foi mais rápido e diferente da fronteira com Foz, cada fronteira tem sua forma de atender. Mas passamos pelo guichê a pé e depois pela vistoria do carro e seguimos viagem sentido Buenos Aires (BA). 

Chegamos no final do dia, e já começamos a sentir o efeito de dias mais longos, anoitece por volta de 21hs no verão.

Nosso hotel já estava reservado no bairro da Recoleta, com estacionamento (essencial para quem viaja de carro). Fizemos nosso check-in, guardamos as bagagens, tomamos um banho e saímos para nossa primeira noite em BA. 

Logo perto do hotel meu marido pesquisou e encontrou alguns restaurantes debaixo de um viaduto, um lugar incrível, não me lembro como se chama o local, mas fica no cruzamento da Av. Carlos Pellegrini com Posadas, e tem uma gastronomia maravilhosa. 

Achei demais, porque debaixo de um viaduto que era para não ter nada, eles fizeram um lugar lindo com vários restaurantes, posto de combustível e até loja de carro. 

Fizemos uma boa refeição, provando a Parrilhada em terras Argentinas (não me agradou muito porque não como os miúdos), mas as outras carnes são muito boas! Meu marido e meus filhos amam churrasco, então passamos muito bem durante toda viagem rsrs...

Saiba mais: Buenos Aires no blog

Dia 6

23/12: Buenos Aires

Descansados após 2 dias de estrada, tomamos café da manhã no hotel, que era bem simples. Mas gostamos do quarto, pois eram 2 ambientes, e banheiro com um bom tamanho, e ótima localização.

Saímos a caminhar e já entramos em uma linda igreja bem próxima ao hotel, de lá seguimos para a Calle Florida, uma rua bem tradicional, demos uma volta na Galeria Pacífico e fomos sentido Avenida 9 de Julho (a avenida mais larga do mundo, possui 9 faixas!). 

Passamos em frente ao Teatro Municipal (fechado para visitação devido à pandemia), e fomos até o Obelisco, onde há um jardim feito nas letras BA, muito lindo, bem cartão postal! 

Caminhamos sentido à Casa Rosada, passando pela Catedral Metropolitana (Igreja onde o Papa Francisco era Arcebispo antes de se tornar nosso Papa), e pela Praça 13 de Maio, onde fica a Casa Rosada. 

Contornamos e vimos o Centro Cultural Kirchner, atravessando para o Puerto Madero, nosso destino para almoçar, pois lá tem ótimos restaurantes, e é um lugar lindo para caminhar! 

Um antigo porto foi revitalizado, trazendo bons restaurantes e vida noturna para o bairro. Escolhemos o Cabanã Las Lilas para nosso almoço, restaurante do grupo Rubaiyat, que possui o Figueira Rubaiyat em São Paulo, que já conhecemos e havíamos gostado muito, e acertamos em cheio na escolha. 

De lá fomos fazendo o caminho de volta ao hotel, passando pela Calle Florida novamente, e chegando em uma praça com playground, parada essencial quando se viaja com crianças! Chegamos no hotel já no início da noite e compramos pizza para comer no quarto mesmo e descansar.

Algo que me impressionou em todo o país são os monumentos, têm por toda BA, e por qualquer cidade grande ou pequena, eles erguem monumento pra tudo, é um povo bem patriota, por toda parte vemos bandeiras também.

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Dia 7

24/12: Buenos Aires

Após o café da manhã, saímos sentido Recoleta, mais especificamente o Cemitério da Recoleta, isso mesmo, o cemitério de BA é um ponto turístico! Primeira vez que fazemos turismo em cemitério, e foi bem surpreendente, há histórias por trás de cada túmulo, histórias essas que chegam a ser engraçadas, além de famosos enterrados lá, como Evita Perón. 

De lá fomos em um shopping próximo para as crianças escolherem um brinquedo cada um já que seria noite de Natal (o Papai Noel já havia passado na nossa casa antes da viagem com os pedidos das cartinhas), mas sempre deixamos eles comprarem alguns brinquedos no decorrer da viagem para se entreterem quando estamos no hotel e no carro (sim, eles não se cansam, toda vez que voltamos para o hotel e queremos descansar as pernas, eles querem brincar!). 

Saímos andando em direção à Biblioteca Nacional, um prédio moderno muito bonito, mas uma pena que também estava fechada devido à pandemia. 

Fomos em direção à Plaza de Las Naciones, antes almoçamos em frente à UBA (Universidade de Buenos Aires), uma construção muito bonita, e então fomos na Plaza onde fica a Floralis Genérica, uma escultura metálica criada pelo arquiteto argentino Eduardo Catalano, que presenteou a cidade de BA com ela.

Saímos caminhando pela avenida dessa plaza, uma avenida linda, e estava um dia muito tranquilo, parecia feriado, passamos pelo MALBA (Museu de Arte Latino-Americana de BA), descansamos um pouco nas mesinhas externas, e chamamos um uber para nos levar até a Plaza Mafalda para as crianças brincarem em um playground super legal! De lá fomos para o hotel descansar um pouco e nos arrumar para nossa ceia de Natal.

Saímos de carro e passamos no centro onde tem a estátua da Mafalda, pois eu queria ver, e de lá fomos caminhar ainda de dia pelo Porto Madero

Não havíamos feito reserva e escolhemos um restaurante pelo custo, pois achamos alguns com valores muito altos, mas como era noite de Natal, não teríamos preços normais do dia a dia, não foi a melhor comida, mas valeu a pena pela vista linda do Porto Madero na noite de Natal.

Leia mais: Buenos Aires

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Dia 8

25/12: Buenos Aires

Seguimos de carro até o Caminito, um bairro super charmoso de BA, fica na periferia, onde também fica o estádio La Bombonera do Boca Juniors

Como era dia de Natal, estava bem vazio, e não havia visitação dentro do estádio, só conhecemos por fora, e ainda assim valeu a pena ir até lá, as arquibancadas saem para cima da calçada, é um estádio bem vertical, e os comerciantes da região são super simpáticos. 

Ficamos caminhando pelas ruas, e almoçamos em um restaurante onde havia um casal dançando tango no palco montado na calçada do próprio restaurante. A comida não era nada demais, mas foi legal a experiência, o que fez com que desse mais vontade de assistir um show de tango em um teatro (estávamos indecisos por causa das crianças, já que eles começam após as 22h).

Estava muito calor, demos umas voltas de carro e paramos para caminhar em um parque, que estava bem cheio de locais, um programa bem comum para quem mora lá em domingos e feriados. Saímos de lá e fomos procurar um playground para as crianças brincarem, e depois fomos descansar no hotel. 

De noite saímos para jantar novamente em um dos restaurantes debaixo do viaduto, e de lá fomos assistir ao show de tango no Tango Porteño na Av. 9 de Julho. Escolhemos este por ser próximo do hotel, pois há várias opções pela cidade. Foi muito legal o show e as crianças também curtiram, mas dormiram antes do término!

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Dia 09

26/12: Buenos Aires a Bahía Blanca 636km - Pernoite Sofia Soberana Hotel Boutique

Café da manhã no hotel e dia de pé na estrada!

A partir daqui nossa regra de abastecimento era: chegou em meio tanque, tem que parar e abastecer, pois há trechos de 300km sem nenhum posto, e não tem como correr esse risco! Vimos que motoqueiros andam com galões extras, pois em muitos trechos o tanque deles não é suficiente.

Nosso destino era Ushuaia, mas dividimos a viagem para não ser cansativo demais para as crianças, então faríamos 2 dias de estrada até Puerto Madryn, ficamos 1 dia lá e mais 2 dias até Ushuaia. 

Descemos pela Ruta 3, ótima rodovia, com retas sem fim (meu marido ama dirigir em estradas assim), rodamos uma média de 700km por dia, mas chegamos até mais de 1000km em um dia e menos em outros, tudo a depender de onde planejamos dormir. E ainda tinha ótima internet por lugares que nem posto tinha!

Só reservei hotel em Buenos Aires e Airbnb em Ushuaia com antecedência, pois em BA foi no período de Natal e Ushuaia de Ano Novo, que são datas mais disputadas. 

Os outros dias eu ia reservando pelo caminho. Pesquisas no Booking ou pelo próprio Google Maps - eu abria o mapa e procurava hotéis, pois muitas cidades não tinha no Booking ou outros sites de reserva, e muitas vezes de hotel em hotel. 

Um engano nosso foi ler em sites e Instagrams e acreditar que, por ser baixa temporada (eles consideram o verão baixa temporada), seria fácil conseguir os hotéis, mas não é baixa temporada, os argentinos viajam muito nesse período. Aliás, eu achei que eles têm uma cultura muito viajante! Muitos argentinos com quem conversávamos conhecem muito bem o Brasil, mais lugares do que nós mesmos! E eles viajam muito de carro, trailer e motorhome.

Nesse dia fomos até Bahía Blanca, e tivemos que procurar de hotel em hotel, até que encontramos um flat ótimo e muito confortável (um dos melhores que pernoitamos durante toda a viagem).

Dia 10

27/12: Bahía Blanca a Puerto Madryn 666km - Hotel Tolosa

Eu amei ainda mais esse flat pois o café da manhã foi servido no quarto (uma regalia que me faz mais feliz é um café da manhã no quarto de hotel!).

Pé na estrada, e começamos a rodar pela Patagônia Argentina, a vegetação verde foi dando lugar às estepes patagônicas, e os inúmeros Guanacos aparecendo pelas estradas (por algum tempo pensamos ser Lhamas, até que descobrimos que eram Guanacos), por vezes rodamos muitas horas sem nada à vista além das estepes e Guanacos. 

Algo que me intrigou e continua me intrigando são as cercas colocadas nas terras ao longo da rodovia, por mais que eu observasse, não encontrei lugar onde não tivesse cerca, quilômetros e quilômetros e toda terra onde a rodovia corta possui cerca, sempre todas iguais, fico imaginando a trabalheira de fazer aquilo e o porquê, já que muitos lugares não tinha nada além da vegetação rasteira, da estepe.

Fomos até Viedma, onde almoçamos de frente para o rio que divide os estados de Buenos Aires e Rio Negro. Estava muito calor ainda - Patagônia para mim era sinônimo de frio! Ledo engano meu. 

Foi bem gostoso esse restaurante porque tinha um playground bem ao lado onde as crianças puderam brincar bastante antes de continuarmos. 

Fomos até Puerto Madryn, onde eu havia feito reserva pelo Booking. Puerto Madryn é uma cidade litorânea, com longas faixas de areia, me lembrou muito as praias do litoral sul paulista, cheia de argentinos em férias de verão (e eu ali procurando o frio!). 

De maio a dezembro as baleias franco-austral estão lá para procriarem, eu fiquei decepcionada quando soube que elas já tinham ido embora!

Mas passeando no fim da tarde pelo cais já vimos lobos marinhos amontoados uns em cima dos outros descansando pelas escadas da passarela que avança no mar! Grata surpresa, pois amo ver bichos em seu habitat natural, e poder ver junto das crianças não tem preço! 

Depois jantamos no próprio hotel e descansamos! Aqui escurece quase 22hs, e daqui pra frente os dias foram cada vez mais longos.

Algo que nos salvou muito pela Argentina foi que, quase todos os hotéis ou apartamentos possuem banheiras no chuveiro, e isso fazia a alegria das crianças em um fim de dia cansados de passear ou viajar. Aliás, a primeira coisa que eles iam procurar ao entrar em cada quarto era o banheiro para ver se tinha!

Dia 11

28/12: Puerto Madryn a Península Valdés 338km (ida e volta)

Tomamos um bom café da manhã no hotel (esse já era melhor!) e fomos para Península Valdés, uma área natural protegida, Patrimônio Mundial, paga-se ingresso para entrar, e segue até o Centro de Visitantes que super vale a visita, pois, além de centro, é um museu sobre animais marinhos e aves, e possui um observatório. 

De lá fomos para o único lugar habitado da península, Puerto Pirâmides, uma vila de praia, era um dia lindo de verão, com banhistas no mar. Almoçamos de frente para o mar! Meu filho foi molhar os pés e disse que a água estava gelada!

Tinha 2 caminhos, optamos por Caleta Valdés, bem no meio da península beira mar, rodamos 75km em estrada de ripio (pedrinhas), e apesar disso são boas para andar, sem buracos, basta ter cuidados. 

Lá vimos Pinguins de Magalhães e Elefantes Marinhos. 

Primeiro foram os elefantes marinhos - há lanchonete, banheiros, guardas, tudo muito bem organizado e sinalizado. Fizemos uma pequena trilha e lá de cima avistamos muitos elefantes marinhos na beira da praia, foi muito lindo vê-los, ficamos observando, fotografando e então voltamos até o carro e fomos em outro ponto ver os pinguins, e eles estavam bem ali na nossa frente, caminhando próximos de nós, foi incrível! 

Na volta paramos para avistar a Isla de los Pájaros, haviam muitos, muitos pássaros mesmo. Esta Isla é mencionada no livro 'O Pequeno Príncipe', pois o autor morou na Argentina e sobrevoava por essas terras.

De volta a Puerto Madryn, fomos dar uma volta no calçadão beira-mar, Mateus brincou em jump infantil e jantamos por ali mesmo, um restaurante bem gostoso. De lá fizemos uma paradinha básica no playground e de volta para o hotel dormir.

Ushuaia de carro

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Dia 12

29/12: Puerto Madryn a Comodoro Rivadavia 557km - Austral Hotel Express 

Dia de estrada, mas no caminho fizemos parada em Punta Tombo, onde vimos uma das maiores colônias de Pinguins de Magalhães

Uma reserva linda, super bem conservada, museu de animais marinhos e aves novamente, e um restaurante bem gostoso onde almoçamos comida por kg, aliás foi o único na Argentina que comemos por kg. 

Hora de caminhar com os pinguins e saímos seguindo a trilha super bem sinalizada, com placas inclusive de que a preferência é sempre deles: os pinguins! Caminhamos lado a lado, observando casais e seus filhotes! Os pinguins são aves marinhas e só vêm à terra para procriarem! Mais uma descoberta, eu que achava que só veria pinguins em regiões frias, lá estavam eles num sol escaldante!

De volta para a estrada seguimos até Comodoro Rivadavia, onde nos hospedamos num hotel com um ótimo restaurante, mas um péssimo quarto com 2 ambientes que pareciam 2 caixinhas de fósforo.

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Dia 13

30/12: Comodoro Rivadavia até Rio Gallegos 778km - Hotel Aire de Patagônia

Como no dia seguinte passaríamos pelo Chile e não havíamos encontrado informações concretas, achamos melhor fazer o teste PCR para não termos problema, fizemos então em Comodoro antes de seguir viagem.

Pé na estrada, e ao passar pela cidade Comandante Luís Piedrabuena, mais da metade do caminho, fomos parados pela Polícia Caminera para meu marido fazer bafômetro! Foi a primeira vez na vida que ele teve que fazer. Mas os policiais foram bem educados, e higiênicos para a realização do teste, que obviamente deu negativo e seguimos até Rio Gallegos.

Chegamos na cidade e tivemos que procurar por hotel pessoalmente, mas logo no segundo já conseguimos! Compramos pizza bem próximo do hotel e fomos dormir. E agora sim as temperaturas começaram a ficar mais amenas, e cada vez com mais vento.

Dia 14

31/12: Rio Gallegos a Ushuaia 580km - Apartamento pelo Airbnb

Um conhecido do meu marido disse que próximo de Rio Gallegos havia um navio naufragado, e lá fomos nós procurar pelo Marjory Glen, um navio que naufragou em 1916 e desde então permanece no mesmo local. 

Ventava muito, muito, quase não conseguia caminhar até ele, mas com persistência nós conseguimos vê-lo bem de pertinho, as crianças ficaram fascinadas, e nós também!

Seguimos viagem, o dia seria longo! A fronteira era próxima de Rio Gallegos, saímos da Argentina e para entrar no Chile tinha uma baita fila, ficamos lá mais ou menos 1hora e meia, não foi necessário o PCR, pois só tínhamos autorização para cruzar e entrar em terras Argentinas novamente no mesmo dia. 

As estradas são ótimas, e logo chegamos ao Estreito de Magalhães, onde se atravessa de balsa (que, na verdade, parece um navio de tantos carros e caminhões que cabem lá dentro!). Como já tinha uma fila em andamento, resolvemos aproveitar e já atravessar, o problema foi que, do outro lado não encontramos nada, nenhum lugar para comer! 

Nossa, comecei a ficar mal por causa das crianças, pois sempre temos bolacha e água no carro, mas precisávamos de uma refeição, principalmente eles, e foi bem difícil. A sorte foi eles terem dormido, mas nem banheiro, não conseguimos! Entramos em uma cidade ou vila, não sei ao certo, mas era igual filme de terror, uma cidade fantasma, não tinha uma alma, só o vento fazendo barulho. 

Resolvemos então seguir, pois não tinha o que fazer, sempre na esperança de encontrar um posto, ou qualquer lugar para comer, acho que rodamos quase 500km sem parar para as crianças não acordarem, e somente antes da fronteira vimos um restaurantezinho, e uma senhora chilena muito simpática, disse que tinha cachorro quente, e depois as crianças pediram somente salsicha e ela serviu eles também, comi um queijo quente, que naquele momento foi o melhor da minha vida rsrs...

Mais tranquilos, seguimos para a parte burocrática de saída do Chile e logo depois entrar na Argentina novamente, e seguimos rumo a Ushuaia. 

Depois de um tempo, as estradas patagônicas começaram a dar lugar a uma natureza linda, cheia de árvores, lagos, estradas cênicas! 

Chegamos em Ushuaia já eram 21hs, e o sol estava brilhando como se fossem 16hs! Paramos para tirar fotos no portal e lá estavam alguns motoqueiros brasileiros chegando também, que tiraram foto nossa!

Vimos de tudo, pessoas viajando de carro, motorhome, moto, bicicleta e até mesmo a pé!

Havia reservado um apto pelo Airbnb, e os anfitriões nos aguardavam no local, foram super receptivos e nos deram dicas de onde poderíamos jantar (já que era noite de Ano Novo!) e aprendi uma nova lição: nunca chegar em uma cidade na noite de Ano Novo sem reservar restaurante! 

Paramos em uns 10 ou mais e nenhum tinha lugar e nem fazia para viagem, em um determinado restaurante chamado El Greco, eu entrei e pedi pelo amor de Deus para o atendente fazer pra viagem, eu nem escolhi, pedi o que ele pudesse fazer mais rápido, acho que ficou com dó de mim rsrs e mandou uma janta super caprichada. Claro que, estando na Argentina, seria carne, e nossa ceia de Ano Novo foi com picanha, chimichurri, maionese e fritas, e foi uma delícia, nossos anfitriões deixaram um espumante de cortesia e foi assim que brindamos nosso novo ano! 

Depois de um dia exaustivo, veio o descanso!

Ushuaia de carro

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Dia 15

01/01: Ushuaia

Dormimos até tarde e, para não sair na saga de encontrar comida, meu marido virou a cidade tentando encontrar algo que pudéssemos comer no café da manhã! A essa altura, já ficamos com medo de não ter almoço, pois, até então, estava tudo fechado rsrs...mas esse perrengue já tinha terminado! 

Saímos a passear pela cidade, caminhar próximo ao cais, e fomos almoçar em num restaurante chamado Casemiro Biguá, muito bom! 

Andamos mais pela cidade, tanto a pé como de carro, paramos em um playground e fomos dormir cedo. Foi um dia de descanso, depois de tantos dias na estrada.

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Dia 16

02/01: Ushuaia

Fomos ao Tren Del Fin Del Mundo, mas ele havia acabado de partir e o próximo seria dali umas 2 horas, então continuamos em frente até o Parque Nacional Tierra del Fuego

Compramos ingressos na bilheteria no parque, passamos pelo centro de visitantes para usar os banheiros e tinha mapa em português, pegamos e fomos fazer um circuito conhecendo os principais pontos do parque de carro e caminhadas mais curtas! Mas lá tem caminhadas para todos os gostos e tempo disponível. Um parque com paisagens de tirar o fôlego! Chegamos até o fim da Ruta 3, que termina dentro do parque, vimos golfinhos no lago, vimos o estrago que os castores já fizeram por lá, e muitas belezas, foi delicioso!

Saímos do parque já na metade da tarde, e o trem ficaria para outro dia. 

Fomos procurar restaurantes, mas então descobrimos que eles fecham por volta de 15hs e abrem no jantar, e o único lugar que encontramos foi o Hard Rock Cafe - ótimo, pelo menos um bom lanche estava garantido!

Como as crianças se cansam muito, não gosto de ficar acordando eles cedo, então nossos dias em viagens começam sempre por volta de 11hs, e como escurece muito tarde, aproveitamos bem o tempo.

Mais um playground, voltinhas pela cidade e fomos jantar no El Greco, o restaurante que nos atendeu na noite de Ano Novo, pois queríamos voltar lá e agradecer, sem contar que a comida lá é ótima!

Leia também: Parque Nacional Terra do Fogo, passeio de moto de neve, Cerro Castor e restaurantes em Ushuaia


Dia 17

03/01: Ushuaia

Fomos fazer navegação no Canal de Beagle, escolhemos o passeio mais longo, que vai até a Pinguineira, já próximo ao Oceano Pacífico. 

O Canal de Beagle divide a Argentina do Chile, e navegando por ele pudemos ver o farol mais austral do mundo, e Puerto Willians, a última cidade chilena, mas só de longe. 

Foi um passeio bem gostoso, vimos elefantes marinhos, pinguins, muitas aves! Um frio delicioso! Pra quem não percebeu ainda, eu amo o frio! Aliás eu e meu marido amamos passear no frio, e as crianças sempre com roupas adequadas acabam curtindo bastante! Na volta almo-jantamos no Kuar Restô, um restaurante muito gostoso de frente para a baía.

Veja mais: Viagem até Ushuaia, Posada del Fin del Mundo, passeio de barco pelo Canal de Beagle, Cerro Martial e restaurantes


Ushuaia de carro

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Dia 18

04/01: Ushuaia

Este seria nosso último dia, mas gostamos tanto que esticamos mais um dia para passearmos em lugares que ainda queríamos! 

E fomos então ao Tren del Fin del Mundo, um passeio gostoso, mas simplesmente por ser o trem mais austral do mundo, fora isso, nada demais! E só descobrimos no momento de comprar ingressos que, como o trem adentra o Parque Tierra del Fuego, você tem que comprar ingresso do trem e do parque, mesmo que não iríamos descer do trem! 

Mas tudo bem, já que compramos novamente, após o passeio de trem fomos ao parque novamente para ir no Correo del Fin del Mundo, pois, no dia que visitamos o parque, quando chegamos no correo, ele já havia fechado! As crianças (e nós!) super curtimos ver os postais e enviar para o Brasil, e carimbar nossos passaportes lá! Um programa bem turístico, mas que nos divertiu! 

Fomos almoçar no La Cabaña, uma casa de chá - ouvimos falar sobre ela e Isa escutou que parecia casa de boneca e ficava pedindo para ir lá, apesar do atendimento ser ruim. Comemos um fondue de queijo delicioso, e tinha muitos doces gostosos! Aliás, foi o único lugar que vi fondue no cardápio na Argentina. E tinha um pequeno espaço kids (bem pequeno!), mas suficiente para eu e meu marido podermos desfrutar de uma refeição mais tranquila rsrs...

Amo viajar com meus filhos, mas um tempinho para comer sem ser interrompida a todo momento também nos faz bem! 

Saindo de lá fomos ao Museo del Presidio, um museu dentro do antigo presidio de Ushuaia. 

A história do presídio e de Ushuaia se entrelaçam - para quem não sabe, para povoar Ushuaia, o governo nos anos 1900 construiu um presídio para presos perigosos ou reincidentes, e foram os próprios a construir, e com isso vieram familiares, guardas e trabalhadores e foi assim que começou a cidade, mas o presídio já foi desativado em 1947, pois operava em condições desumanas e atualmente é um museu que conta a história de toda a cidade, do presídio e de navegações antárticas.

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Dia 19

05/01: Ushuaia a Rio Gallegos 579km - Pernoite no Amerian Río Gallegos Apart & Suites

Partida de Ushuaia, mas não sem antes dar uma voltinha e tirar as últimas fotos por lá. 

Fomos até Rio Grande, onde almoçamos no Tante Sara (restaurante e padaria bem gostoso!) e continuamos a odisséia de sair da Argentina, entrar no Chile, atravessar o Estreito de Magalhães (dessa vez pegamos fila, mas aproveitamos melhor a travessia!), sair do Chile e entrar na Argentina, e seguimos até Rio Gallegos, onde dormimos em um hotel super confortável!



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Dia 20

06/01: Rio Gallegos a El Calafate 305km - Hospedagem no Linda Vista Apart Hotel

Nesse dia seria pouco tempo de estrada, então resolvemos conhecer a Zona Franca que existe em Rio Gallegos, que eu não gostei, achei pequeno e tudo bem carinho (na zona franca é tudo em dólar). 

Seguimos então até El Calafate! E nos encantamos com a cidade! Eu amo uma cidadezinha com centrinhos comerciais e ruas bonitas de andar, amo a natureza mas também amo a cidade, e de um lugar que eu não esperava nada, foi uma grata surpresa! Mesinhas na rua, pessoal tomando cerveja e passeando, e o clima já começou a esquentar um pouquinho. 

Almoçamos assim que chegamos no primeiro restaurante que vimos com mesas de madeira na rua e espaço para as crianças brincarem e fomos conhecer nossa hospedagem - as responsáveis eram coreanas, mãe e filha super simpáticas. 

Saímos a caminhar pelo centrinho, era bem pertinho o apart da avenida principal. Descobri que calafate é o nome de uma fruta que se parece com cranberry, e que dá nome à cidade. 

Por último, paramos em um playground para as crianças se divertirem.

Dia 21

07/01: El Calafate

E foi dia de conhecer o Glaciar Perito Moreno

Que espetáculo, foi o que já vi de mais lindo na natureza. Já de longe, após comprar ingressos e adentrar o parque, você começa a vê-lo pelo caminho, tem paradas para admiração e fotos. 

Compramos ingresso para o passeio de barco que chega próximo ao glaciar pela face norte, e fomos almoçar num ótimo restaurante, o Nativos da Patagônia, dentro do parque com vista para o glaciar, com toda sua imponência!

No horário do barco voltamos lá e fomos fazer o passeio, ele chega bem próximo, mas com margem de segurança, pois os blocos se soltam a todo momento e faz um barulho estrondoso, você pode passar horas admirando sem se cansar! 

Esse glacial tem uma área do tamanho da cidade de Buenos Aires, e seus paredões chegam a 70m de altura! Perito Moreno não é o maior, mas é o único que se encontra em equilíbrio, muitos outros como o Upsala estão diminuindo drasticamente. 

Após a navegação, fomos caminhar pelas passarelas e vê-lo pelo lado sul, pois de barco vimos o lado norte dele, há vários caminhos, passarelas de madeira, muito fácil e gostoso de caminhar e admirar, você para a todo momento para fazer uma foto! 

O lado sul é onde fica o Lago Argentino, ele é de um azul lindo demais! Há passeios de caiaque e também sobre o próprio glacial, mas não fizemos por estar com as crianças.

Na volta paramos em outro playground (sempre procuramos diferentes quando ficamos mais dias na mesma cidade) e depois fomos jantar no Casemiro Biguá (o mesmo restaurante de Ushuaia), e meu marido e Mateusinho disseram que comeram o melhor cordeiro da vida deles (eu não como cordeiro, mas comi uma massa deliciosa!).

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Dia 22

08/01: El Calafate

Pretendíamos ficar 2 dias, mas resolvemos esticar mais um, de tanto que gostamos da cidade! 

Como o apart estava lotado, a D. Suzana nos ofereceu um outro hotel deles, novo e que ainda não estava recebendo hóspedes por ainda estar sendo finalizado, mas que já havia quarto mobiliado - fomos ver, gostamos e ficamos mais um dia então. 

Após a mudança de hotel, fomos em um playground para as crianças brincarem, meu marido brincar com o drone dele e depois ao Glaciarium, um museu que conta a história dos Glaciares e da região.

Recomendo fazer no mesmo dia do Perito Moreno, pois está no caminho, mas na nossa volta ele já estava para encerrar, então preferimos voltar no dia seguinte.

Há também passeios para os outros glaciares, eu gostaria de ter ido, mas seria quase um dia navegando, e não teria atrativos para as crianças, então preferimos não ir, mas acredito que vale a pena! Mais um motivo para voltarmos!

Almoçamos no Mi Viejo, um restaurante delicioso, meus filhos queriam comer cordeiro novamente e disseram que também era ótimo o de lá! 

E caminhamos bastante pelo centrinho, comprando geleias de calafate e alfajores!

Dia 23

09/01: El Calafate a Gobernador Gregório 546km - Pernoite Hotel Parador Ruta 40

Partimos de El Calafate rumo a El Chaltén, começando nossa aventura pela famosa Ruta 40.

Fizemos uma parada no Hotel e Parador La Leona, em frente ao Lago Viedma. Ele é famoso lá, foi o primeiro hotel dessa região para ir ao Perito Moreno. Depois de umas empanadas deliciosas com chocolate quente, seguimos para El Chaltén, e uns 180km de distância lá estava ele, já imponente, avistávamos o Fitz Roy, lindo de se ver, o céu estava lindo e foi possível vê-lo o caminho todo! Fizemos as famosas fotos no meio da rodovia com o Fitz Roy ao fundo! 

Aliás, todas as minhas fotos ele está lá, junto! E, seguindo dicas da Claudia, paramos no centro de informações, onde tem alguns joguinhos e atrativos para as crianças e fomos almoçar no Pangea (péssimo restaurante!) e procurar hotel, mas não encontramos! 

Eu já havia procurado por sites de reserva, por telefone, mas achamos que pessoalmente iríamos conseguir, mas não conseguimos! O tempo estava ótimo, e a cidade lotada de aventureiros em busca de trekkings e escaladas. Queria ter passado pelo menos uma noite para fazer alguma pequena trilha, mas não foi dessa vez. Essa foi a única cidade em que não conseguimos hotel, mais um motivo para voltar! Após as crianças brincarem no parquinho, seguimos viagem, não sem antes abastecer no YPF container, super diferente e com limite de abastecimento.

Estávamos subindo rumo a Bariloche.

Inicialmente nosso roteiro era ir ao Chile, em Puerto Natales e Parque Torres del Paine, mas as fronteiras estavam começando a ser reabertas, e havia exigência de vacina ou quarentena para crianças a partir de 6 anos, mas no Brasil não havia começado a vacinação ainda de crianças, e Mateus tem 6 anos, então, pela burocracia, nós desistimos do Chile (com aperto no coração, pois sempre planejei fazer Patagônia Argentina e Chilena na mesma viagem), e resolvemos então subir até Bariloche, que não estava nos planos até então, pois eu nunca havia pensado em Bariloche no verão!

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Dia 24

10/01: Gobernador Gregório a Epuyén 1016km - Pernoite Cabaña Aldea Los Huemures

Saímos pela manhã e fomos parar em Perito Moreno para almoçar, no restaurante e hotel americano, comida simples mas gostosa. 

Um fato chato que ocorreu foi que a Isa levou um cachorrinho de pelúcia e enquanto eu e ela fomos ao banheiro, meu marido e meu filho permaneceram na mesa, mas não prestaram atenção na moça que foi limpar a mesa e ela pegou. Eu pedi de volta, disse que estava lá na mesa e o pessoal do restaurante disse que não tinha nada lá! O que leva uma pessoa a pegar o brinquedo da criança na cara dura assim, fiquei muito brava. Eu jamais contaria um fato assim se não tivesse certeza, mas, graças a Deus, durante toda viagem, foi o único furto.

Nesse dia rodamos bastante, pois não encontrávamos cidade para pernoitar! Pensamos em pernoitar em Esquel, mas estavam todos os hotéis lotados, e continuamos a subir, jantamos em Epuyén, na beira da estrada, em um restaurante bem gostosinho, assim descansamos a cabeça e, alimentados, continuamos a procurar.

Nesse dia já havia escurecido, isso significava ser umas 22hs, então, ligando de hotel em hotel, conseguimos uma cabana entre Epuyén e El Bolsón.

Nessa parte da rodovia tem muitos hotéis, e foi uma maravilha essa cabana, super confortável, só não ficamos mais tempo porque já tínhamos nossa reserva em Bariloche. 

No dia seguinte, as crianças ficaram brincando e alimentando os carneiros com frutas tiradas diretamente do pé e dando aos bichos.

Dia 25

11/01: Epuyén a Bariloche 144km - Hospedagem em chalé pelo Airbnb

Saímos de manhã e fomos tomar café em El Bólson (20km), na Lo de Maria Pasteleria y Confiteria, um ótimo café que acabou sendo almoço!

El Bólson é uma cidade bem hippie, encantadora, tinha uma feirinha de artesanatos onde passeamos, uma praça bem conservada também. A cidade estava super cheia, e depois de passear continuamos subindo até chegar em Bariloche.

Durante grande parte da viagem, meu marido tinha trabalho a fazer, então ele sempre precisava de internet, mas nesses últimos dias foi bem difícil, tanto 4G como wi-fi. 

Essas cidades de Esquel, Epuyén, El Bolsón e muitas outras são ótimas para acampar próximo aos milhares de lagos, fazer trekkings de todos os níveis de dificuldades, contemplar a natureza, que é lindíssima, e atraem milhares de argentinos nas férias de verão, e no inverno também, pela neve e centros invernais.

Em Bariloche fomos conhecer nossa hospedagem via Airbnb, um chalé bem pequeno, mas suficiente para nós 4 e com boa localização, já que ficaríamos lá e iríamos passear por toda região, pois estava bem difícil encontrar hospedagens em outras cidades próximas que queríamos conhecer.

Fomos ao centro de Bariloche passear, e foi uma decepção para mim! A verdade é que eu não esperava uma cidade tão grande, então o centro é grande, muita gente, muitos jovens - os adolescentes que se formam no ensino médio costumam fazer excursões até lá!

Mas o Centro Cívico é bonito, a praça e igreja matriz também. No centro cívico há pessoas se apresentando, outros com seus cães São Bernardo e o barril pendurado no pescoço para turistas fotografarem - sou contra fazer isso, pois acho uma judiação o bicho ficar lá o dia todo para tirarmos foto!

Jantamos em um restaurante bem elogiado, Família Weiss, um alemão não muito alemão, pois não tinha muitas opções de comidas alemãs. Tinha uma comida gostosa, mas nada demais pela fila na porta - chegamos ao abrir, sem filas!

Mais dicas aqui: 7 dias perfeitos em Bariloche - nosso roteiro na neve, dia a dia


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Dia 26

12/01: Bariloche

Depois de dias de estrada e chegar em Bariloche com dias de verão (lá o tempo vai de 10 a 25ºC de um dia para outro!), resolvemos descansar de passeios e, de surpresa para as crianças, passamos um dia à beira do lago, na praia Bahía Serena, no Lago Nahuel Huapi, o maior lago de Bariloche, e eles amaram, e nós também! 

Escolhemos uma praia menor, com areia (meus filhos amam areia!), pois lá tem muitas com pedrinhas. Almoçamos no único restaurante da praia beira-lago, e na areia passamos o resto do nosso dia! Achei a água bem gelada, mas mesmo assim Mateusinho deu vários mergulhos, enquanto a Isa só brincava na beira porque não gosta de água gelada. Foi um dia de descanso delicioso! 

E sorte a nossa, porque no dia seguinte já começou a mudar o tempo!

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Dia 27

13/01: Ruta dos 7 Lagos 388km ida e volta

Saímos de Bariloche sentido a San Martín de Los Andes (aliás toda cidade argentina possui uma Av. San Martín!), e essa é a chamada Ruta dos 7 Lagos, lindíssima! Mas, na verdade, são 11 lagos no total! 

Resolvemos subir direto e fazer as paradas na volta, pois saímos um pouco tarde e pegamos um trânsito. 

Almoçamos no Dublin South Pub, porque tinha mesas na calçada, e estava um lindo dia, depois passeamos um pouco em San Martín, e me apaixonei pela cidade, que encanto! Já comentei que amo um centrinho charmoso para passear, e lá é assim, com as montanhas em volta da cidade, um cenário lindo! Já me imaginei lá no inverno, e os locais disseram que tem ótimos centros invernais, e é bem mais tranquilo que Bariloche.

Hora de voltar e fazer as paradas nos lagos, era só parar para ver e fotografar mesmo, pois 7 não é pouco quando se está acompanhado por 2 pequenos viajantes! Focamos somente nos 7 mesmo, porque os 11 não teria dado tempo nesse dia, e a cada curva e parada um lago e uma vista mais linda que a outra. 

Recomendo muito se hospedar em San Martín, tem muitas trilhas e lugares para conhecer e passear por lá, mas estavam lotados os hotéis, tínhamos que ter reservado com antecedência. Entre ida e volta rodamos 390km.

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Dia 28

14/01: Bariloche a Villa La Angostura 172km ida e volta

Saímos de Bariloche rumo a Villa La Angostura, um encanto de cidade também (mas ainda prefiro San Martín!). 

Mais perto, pois não percorremos toda a Ruta dos 7 Lagos, ela fica logo no começo. 

Almoçamos no Pioneros Parrillas Patagonicas, bem gostoso, e batemos perna pelo centrinho e na beira do lago. Vi que tem muitos hotéis na beira da rodovia para se hospedar, lugares que parecem ser deliciosos de ficar. 

Já voltando, adentramos em uma vila e paramos na beira do lago para as crianças brincarem e o Rô sobrevoar de drone. 

Durante toda viagem, onde era permitido, ele sobrevoava com o drone por algum tempinho. 

Chegando em Bariloche, fomos jantar no El Patacon, um restaurante lindo que tínhamos ficado com vontade de ir, e realmente foi um dos mais bonitos da viagem, e com uma comida muito boa! Era cedo, então estava bem tranquilo e as crianças puderam ficar brincando próximo da área da lareira.

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Dia 29

15/01: Exploramos os arredores de Bariloche! 

Li sobre o Vulcão Tronador, dentro de um parque, e lá fomos nós, um caminho lindo rodeado por lagos, mas, quando chegamos, só poderíamos voltar após as 16hs, então seria um dia só lá, e queríamos ir para outros lugares, então abortamos, voltamos e começamos a subir sentido à Cervejaria Patagônia para almoçarmos lá. 

Bariloche tem várias cervejarias e escolhemos a Patagônia para conhecer, e que lugar lindo! Nós amamos! Mesmo sem reservar com antecedência, conseguimos na hora para poder almoçar no restaurante (há opções de comer pelos jardins também, comprando nos quiosques), e conseguimos uma mesa com vista para o lago e as montanhas, meu Deus que lugar mais lindo, que vista maravilhosa, parecia estar almoçando de frente para um quadro! 

Não fizemos o tour cervejeiro por motivos de estarmos com as crianças, mas valeu a pena, tomamos umas cervejas no almoço, um menu degustação e foi uma delícia. Saindo de lá ainda paramos em um mirante com a mesma vista, mas de um outro ângulo, e a vontade era de ficar lá contemplando.

Fomos ao Cerro Catedral (a maior estação invernal e de ski da América Latina), e a ideia era subir de teleférico para divertir as crianças, e obviamente como estamos no verão não havia neve, então o lugar é tranquilo, nada bonito, mas os teleféricos funcionam o ano todo. Só que haviam acabado de encerrar as subidas quando chegamos! Então verifique os horários quando for. 

Tomamos um café por lá e as crianças brincaram num pequeno playground, bem pequeno mesmo. Aliás, de toda a Argentina, Bariloche foi a única cidade praticamente sem playgrounds e, quando tinha, era bem sem graça. 

Nesse dia nossa janta foi no chalé, com macarrão ao molho de salsicha para alegria dos meus filhos e marido!

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Dia 30

16/01: Bariloche a Neuquén 445km - Pernoite no Howard Johnson Hotel

Dia da partida de Bariloche e de começar nossa jornada de volta ao Brasil, mas não sem antes voltar ao Cerro Catedral e subir o teleférico. Nada bonita a subida e nem lá em cima, mas estava bem frio, víamos até floquinhos de neve caindo, tomamos um chocolate quente a apreciamos a vista dos lagos, a vista sim é muito bonita. 

Na volta, mais uma parada para comprar alfajores e fomos almoçar no El Boliche del Alberto, um restaurante clássico de Bariloche, e foi uma boa pedida! 

Já era hora de pegar a estrada sentido a Neuquén, lá faríamos uma parada, pois meu marido precisava levar nosso carro na concessionária, e só tinha Mercedes em Neuquén no nosso caminho.

Chegamos lá e não havia nenhum hotel disponível em nenhum site, e nem por telefone. Fomos de hotel em hotel por 1:30h, até que conseguimos.

Achar hotel para 4 pessoas é sempre mais difícil, eu fico imaginando famílias com 3 filhos ou mais, como devem fazer então! Para casal sempre havia disponibilidade, e muitas vezes para 3 pessoas, mas nas cidades maiores os hotéis não permitem que a criança menor se hospede dormindo na cama dos pais. Fizemos isso por umas 2 vezes em hotéis de estrada, mas de cidades pequenas. Nas cidades maiores, nós pedíamos para a Isadora, que tem 4 anos, poder dormir na nossa cama, e não permitiam.

Dia 31

17/01: Neuquén a 9 de Julio 876km - Pernoite no La Clauquen

Após a ida até a concessionária, seguimos viagem sentido a Nueve de Julio

Já pesquisei hotel pelo Google e reservei pela manhã. 

Rodamos bastante nesse dia, passando por muitas plantações de girassóis! Eu nunca tinha visto tanto girassol assim, fiquei encantada! Paramos num determinado lugar porque eu queria uma foto, passei pelo mato, debaixo da cerca e fui lá no meio e meu marido me fotografando! Lindo demais de ver, e tinha uns gigantes, muito maiores do que qualquer um que eu já vi por aqui. 

Jantamos em um restaurante no centro da cidade e voltamos para a rodovia, pois o hotel era na beira da rodovia. No site parecia ótimo, mas não era, as fotos enganam! Mas passamos bem a noite. 

Antes de seguir viagem, voltamos para a cidade e fomos em um laboratório fazer teste PCR, pois a informação era que deveríamos apresentar na fronteira no Brasil.

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Dia 32

18/01: 9 de Julio a Paso de Los Libres 832km - Pernoite no Hotel Casino Rio Uruguay

Dia de seguir viagem até Paso de Los Libres (na fronteira com Uruguaiana/RS), e resolvemos dormir melhor, reservando no Hotel Casino Rio Uruguay. 

Jantamos e bebemos vinho no restaurante do hotel mesmo, o que foi ótimo, porque tinha um espaço kids que fez a alegria das crianças.

Sobre os vinhos, os preços são muito melhores que no Brasil mesmo, mas quem sempre escolhe é meu marido, eu só vou provando e aprovando ou não rsrs...

Dia 33

19/01: Paso de Los Libres a Foz do Iguaçu 630km - Hospedagem no Bourbon Cataratas

Dia de seguir estrada até Foz do Iguaçu

Já fazia muito calor, as estradas Patagônicas haviam ficado para trás há 3 dias. Chegamos no final do dia em Puerto Iguazú, e eu já havia reservado as próximas 2 noites em um resort de Foz para descansarmos e as crianças aproveitarem. 

Também aproveitamos para completar o tanque ainda na Argentina e aproveitar o preço bem menor do combustível. 

Chegando na fronteira havia fila, e quando chegou nossa vez eu havia me esquecido de preencher a declaração juramentada de saída, nossa que raiva de mim rsrs...e foi um homem bem chatinho que nos atendeu e mandou preencher e voltar para o final da fila de carros novamente! Ok, formulários preenchidos e lá fomos nós, e dessa vez um homem bem mais simpático nos atendeu.

De volta à nossa terra e entramos na fronteira direto, sem ter que parar e nem apresentar documentos, exames PCR, nada, nadica de nada!

Fomos direto ao resort Bourbon Cataratas, e saboreamos uma comidinha brasileira depois de 30 dias em terras argentinas! Mateusinho estava com muita vontade de comer feijão, e pode matar a vontade já logo na chegada!

Escolhi este resort porque tem espaço kids da Turma da Mônica, piscina com brinquedão e recreação, mas sei que outros também têm, há muitas opções em Foz. 

Não contamos antes para as crianças e eles amaram a surpresa, e já brincaram muito no espaço kids logo na 1ª noite.

Dia 34

20/01: Dia de descanso e comilança no hotel! 

As crianças aproveitaram tudo o que podiam, espaço kids, brinquedão na piscina, recreação, da manhã até de noite! Eu também pude relaxar com uma boa massagem!

Dia 35

21/01: Foz do Iguaçu para casa 450km

Hora de voltar para casa, e após o café de manhã fomos ao Duty Free na Argentina. Ele fica antes da aduana, então você pode ir mesmo sem passar pela imigração, e a nossa idéia era comprar uns vinhos para levar pra casa, já que os preços são ótimos lá, e para nossa surpresa e tristeza não vendem vinhos argentinos no Duty Free. A verdade é que eu fiquei mega decepcionada de passar um mês lá e não trazer um único vinho para casa, sendo que sempre tomamos vinhos argentinos aqui! 

Mas enfim, fizemos algumas compras para acabar com nossos pesos, almoçamos em Foz em uma churrascaria bem mais ou menos e pegamos estrada de volta para casa, onde chegamos cansados, porém felizes de uma viagem incrível por um país com um povo tão acolhedor e de uma beleza sem igual! 

A Argentina é um país e um povo que nós amamos poder conhecer! Eu sempre digo que não é sobre chegar lá, mas sobre o caminho a percorrer, e por isso viajar de carro é tão gostoso!

Obrigada pelo post completíssimo, Renata! Adorei e sei que vai inspirar muitos roteiros pela Argentina!

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Claudia Rodrigues Pegoraro

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