30 de maio de 2017

Viajando de motorhome pela África do Sul e Suazilândia - a experiência da família da Mirtes rodando 7082Km pelos 2 países

No último post, publicamos o relato da Mirtes, do blog Juntos na Estrada, sobre a viagem de motorhome da família pela Suazilândia

Agora, chegou a vez de dar a palavra à Mirtes para que ela nos dê dicas da viagem de motorhome que ela fez com a família pela África do Sul

Foram 7082Km rodados em 30 dias pelos 2 países, e o que eu mais gostei foi que eles acabaram concluindo o mesmo que nós: viajando de motorhome a gente "economiza" muito tempo e a viagem "rende" muito mais, sem falar na delícia que é ter liberdade no roteiro e a flexibilidade de não precisar de reservas antecipadas. 

Leia também: Roteiro de viagem pela África do Sul em 30 dias de motorhome

Acho que a mosquinha das viagens de RV picou a Mirtes


Nas férias de janeiro desse ano (2017), eu, marido e filha de 10 anos fizemos uma viagem maravilhosa pela África do Sul com uma passadinha pela Suazilândia

Conhecer a África era um sonho antigo, e que não estava nos planos por agora, mas...rá! Surgiu a oportunidade e nem pestanejamos em nos jogar. Estávamos ansiosos por uma roadtrip de motorhome, muito influenciados pelas aventuras do Pequeno Viajante, e como o país tem uma infra ótima de estradas e campings, vimos a oportunidade perfeita de realizar os dois sonhos.

Foram 28 dias de motorhome, e mais um em hotel, e olha, foi pouco para tudo o que queríamos ver e fazer! 



Esqueça a ideia de que a África do Sul é apenas safáris, museus sobre o apartheid e as praias e pontos turísticos da região de Cape Town

O país é enorme e cheio de surpresas e, nos 7082Km que rodamos, vimos e fizemos de tudo um pouco: trilhas entre montanhas, passeios a praias lindas, atividades de aventura com tubarões, tirolesas e boias, visitas a museus encantadores e a uma vila africana e, claro, muito safári!!! 

Além disso, vimos paisagens das mais diversas, passamos por cidades grandes e modernas, outras pequenas e completamente inspiradas na colonização inglesa, e ainda muitas outras com as fortes tradições africanas. 

Estar em um motorhome ajudou muito a conseguirmos seguir o roteiro, pois rende uma ótima economia de tempo com fazer e desfazer malas, parar para comer e dormir, preparar a família para algum passeio. 

Tudo fica muito simplificado! 



Informações gerais

Os brasileiros não precisam de visto para entrar nem na África do Sul nem na Suazilândia, bastando o passaporte válido, e os procedimentos de migração são bem simples para os dois países. 

Mas atenção! Ao entrar na África do Sul foi solicitada a certidão de nascimento de Letícia, documento que nós não tínhamos levado (já que nunca nos foi pedido) e foi um baita susto! 

No final das contas, a carteira de identidade dela resolveu a questão, e nós tivemos que apresentá-la também na entrada da Suazilândia e na saída da África do Sul. 

Já no Brasil descobrimos que as regras mudaram em junho de 2015, e o país passou a exigir a apresentação da certidão de nascimento para todos os menores de idade que entram ou saem de lá, sejam sul-africanos ou estrangeiros. Não me perguntem nem o motivo da exigência nem o fato da carteira de identidade ter sido aceita, já que contém as mesmas informações do passaporte, mas não esqueçam de levar a certidão para evitar problemas.



A África do Sul exige a CIV – carteira internacional de vacinação para a febre amarela e, se você ainda não tirou a sua, não perca tempo, primeiro porque estamos tendo surtos da doença em alguns estados brasileiros, e é prudente que você se vacine, independente de onde more, e segundo porque o procedimento para a CIV é muito simples e você já fica tranquilo para esse e outros destinos (o número de países que exigem a CIV tem aumentado) para o resto da vida – já que desde o ano passado a vacina passou a não ter limite de tempo de validade, bastando uma única dose na vida. 

Quanto à malária, grande parte da África do Sul está livre desta doença, e no nosso roteiro apenas a região do Kruger Park e a Suazilândia possuem incidência. 

Depois de buscar informações, resolvemos não tomar a medicação profilática, mas nos proteger da picada do mosquito. Levamos repelente daqui, daqueles mais recomendados e de duração mais longa, mas compramos um sul-africano assim que chegamos lá, e nas áreas com risco redobramos a atenção com repelente e calças compridas.



Na África do Sul a moeda é o Rand, e na Suazilândia o Lilangeni (no plural, Emalangeni), e a segunda é pareada à primeira. 

Quando fomos, a cotação era de, aproximadamente, 4 rands (ou 4 emalangeni) para cada real. A melhor moeda para levar é mesmo o dólar, que pode ser trocado nos bancos – geralmente as melhores cotações – ou nas casas de câmbio. Mas, se for ficar poucos dias na Suazilândia, nem precisa se preocupar em comprar emalangeni, porque lá o rand é amplamente aceito, do mercadinho à bilheteria do museu nacional.



Quanto à segurança, é preciso atenção, como em qualquer país com desigualdades sociais tão fortes, mas não nos sentimos inseguros em nenhum lugar. 

Fomos com o seguro saúde do cartão de crédito (Visa Platinum) e também não tivemos problemas nem necessidades de acioná-lo. 

Quanto à internet, ainda no aeroporto compramos chips Vodacom na sua loja própria, e tivemos sinal de razoável a bom em praticamente todo o país, com exceção do Kruger Park que, como esperado, só tinha sinal nos portões de entrada, e mesmo assim não era bom. 

Na Suazilândia ficamos apenas 2 noites e acabamos não buscando internet lá. 



O motorhome

Alugamos o motorhome pela Maui, que é bem conhecida na Austrália e Nova Zelândia, e toda a negociação foi feita por e-mail. 

O atendimento não foi dos melhores, digamos que as atendentes são econômicas com as respostas...mas também não tivemos problemas. 

A retirada foi feita no aeroporto mesmo, na hora que chegamos, e a devolução também foi no aeroporto, na véspera de voltarmos.

Alugamos um modelo para 4 pessoas, e foi ótimo para nós. Havia duas mesas que viravam camas de casal, e eram bastante confortáveis. 

O valor já incluía o kit cozinha completo, inclusive com taças de vinho – que são imprescindíveis numa viagem à África do Sul, as roupas de cama e toalhas de banho, e achamos que valeu a pena. Adorei o fato dele ser cheio de armários e porta-trecos! Tudo tinha seu lugar certinho e não foi difícil estabelecer uma rotina nele.




As estradas da África do Sul são muito bem conservadas e sinalizadas, e se não fosse mão-inglesa teria sido tudo muito mais fácil rsrsrs...

Mas sério, Thiago nunca tinha dirigido um motorhome ou qualquer veículo maior, e muito menos na mão-inglesa, mas apesar da insegurança inicial, em uns três dias já estava totalmente adaptado. 

O trânsito todo se inverte e é mesmo muito estranho andar do “lado errado” da rua, mas o nosso cérebro tem uma capacidade de adaptação incrível e logo sai deduzindo tudo.



A estrutura de campings também é muito boa, embora, é claro, a gente tenha ficado em campings de todo tipo, uns muito bons e outros nem tanto. 

Não fizemos nenhuma reserva antecipada, utilizando o app Caravanpark no celular para localizar o camping mais próximo de onde queríamos dormir. 

Os sul-africanos têm uma cultura de camping muito forte, embora eles usem muito mais traillers que motorhomes, mas as férias escolares são em dezembro, e em janeiro os campings estavam bem vazios. 



Nosso roteiro

Fechar um roteiro terrestre para a África do Sul em 28 dias foi um desafio e tanto! 

Como disse, o país é enorme e diverso, as distâncias são muito grandes, e dependendo de onde se está, você vai querer parar a todo instante para uma foto. 

Foram 7082Km no total e ficou muuuita coisa de fora. 

Além disso, a estrutura turística é muito boa e ampla, e é uma pena que a maioria dos brasileiros se concentre apenas nas regiões do norte, por conta do Kruger Park e de Johanesburgo, e do sul, por Cape Town e pela Rota Jardim

Tivemos bons campings em todas as regiões, e as opções de passeios são tantas que é de enlouquecer! Juro, nunca fiquei tão excitada com o número de opções para montar um roteiro quanto na África do Sul! 





Chegamos e partimos por Durban, na província de KwaZulu-Natal, e nossa rota (quase) circular descia até Cape Town, primeiro pelo interior, depois pelo litoral, e depois subia novamente pela região central do país, passando por Johanesburgo e Pretória, chegando até o Kruger Park, quando descemos novamente pela Suazilândia e voltamos a Durban

Algumas coisas entraram no roteiro já lá, e outras acabaram saindo. Foi a viagem com roteiro mais aberto que fizemos, e foi uma experiência muito boa. 

Ter liberdade no roteiro é fascinante, principalmente quando se visita uma região com tantas opções de experiências e atividades.






No próximo post, continuamos com o relato da viagem da família da Mirtes - aguarde que vêm aí todos os detalhes do roteiro de 30 dias!

Você já foi à África do Sul? Tem alguma dica legal? Conte pra gente, deixe as suas dicas nos comentários!

Para ver muitas fotos desta viagem linda, dê uma espiada lá no Instagram, no perfil @blogjuntosnaestrada.



Veja o post da Mirtes sobre a Suazilândia e também o roteiro de viagem pela África do Sul em 30 dias de motorhome.

Para ler mais sobre a África do Sul, não perca este post incrível sobre o país da Zani Raphaelli, contando da viagem da família com filhas gêmeas de 3 anos em slow travel e muitos esportes radicais

A minha viagem de 6 dias e 1534km rodados pela África do Sul está aqui.

Para ler mais sobre a África do Sul, não deixe de visitar o blog de viagens em família da Mirtes Juntos na Estrada.


Não esqueça de curtir a fan page no Facebook para acompanhar as nossas aventuras! 

Assista todos os nossos minifilmes neste link do Facebook, e os vídeos você assiste no YouTube ou no Vimeo - aproveite e já se inscreva lá nos nossos canais!

Nosso snapchat é @pequenoviajante

Veja fotografias e dicas das nossas viagens nInstagram.

Você também nos encontra aqui:


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...