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O que fazer em Mariana, Minas Gerais

O que fazer em Mariana, Minas Gerais


O que fazer em Mariana, Minas Gerais

O que fazer em Mariana, Minas Gerais

Entre montanhas que guardam séculos de histórias e ruas de pedra que ecoam passos do passado, Mariana surge como um convite a desacelerar e olhar ao redor com atenção. 

Primeira capital de Minas Gerais, a cidade combina o charme do período colonial com a simplicidade acolhedora do interior - um lugar onde cada igreja parece contar um segredo, cada praça guarda encontros e cada esquina revela um novo detalhe.

Visitar Mariana é mais do que conhecer um destino turístico: é mergulhar em um cenário onde o tempo parece caminhar em outro ritmo. Entre sinos que ainda marcam as horas e construções que resistem há gerações, a cidade oferece uma experiência autêntica para quem busca cultura, história e paisagens que encantam sem esforço. 

Nós conhecemos Mariana como um passeio bate e volta desde Ouro Preto - são apenas 13Km/30min entre uma cidade histórica e outra - e você ainda pode encaixar uma visita à famosa Mina da Passagem no caminho - se estiver disposto a desembolsar salgados R$ 250,00 pelo ingresso por pessoa.

Neste texto, você vai descobrir o que faz de Mariana um destino tão especial - e por que ela merece entrar no seu roteiro em Minas Gerais.

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Praça Minas Gerais vista de uma das janelas do 2º piso da Casa de Câmara e Antiga Cadeia

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cidade de Mariana vista do alto da Igreja de São Pedro dos Clérigos

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Mariana, Minas Gerais

O que fazer em Mariana | Minas Gerais

Este foi o nosso roteiro em Mariana, Minas Gerais:
  • Pelourinho
  • Praça Minas Gerais
  • Casa de Câmara e Antiga Cadeia (visita gratuita)
  • Igreja de São Francisco de Assis (visita paga R$ 10,00 por pessoa)
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo (visita paga R$ 10,00 por pessoa)
  • Rua Direita
  • Igreja da Sé de Mariana (entrada gratuita)
  • Praça da Sé
  • Praça Gomes Freire
  • Restaurante Lua Cheia (buffet por quilo com preço justo, comi uma carne suína com quiabo deliciosa)
  • Igreja de São Pedro dos Clérigos (vista linda da cidade lá de cima - fomos até lá de carro)

PS. Não visitamos a Mina da Passagem (no caminho entre Mariana e Ouro Preto) porque achamos os preços dos ingressos excessivamente caros (R$ 250,00 por pessoa), e eu não tinha certeza de que conseguiria 'aguentar' lá dentro, pois tenho um pouco de claustrofobia e esses passeios em minas e cavernas nunca são muito confortáveis pra mim. Então preferi visitar outra mina em Ouro Preto, que tinha ingressos mais em conta, caso eu tivesse que sair correndo lá de dentro hehehe...

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a Mina da Passagem fica no caminho entre Ouro Preto e Mariana

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centro histórico de Mariana com suas ladeiras

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museu em Mariana

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arredores da Praça Gomes Freire em Mariana

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Igreja de São Pedro dos Clérigos, no alto do morro, vista do centro histórico de Mariana

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Praça Gomes Freire em Mariana

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Mariana, centro histórico

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casarão histórico em Mariana

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casario colonial no entorno da Praça Gomes Freire em Mariana

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Praça da Sé de Mariana

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interior da Igreja da Sé de Mariana

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Rua Direita em Mariana

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casario no centro histórico de Mariana

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vale a pena conhecer o Scotch & Art - Antiquário e Bar em Mariana

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Scotch & Art - Antiquário e Bar em Mariana

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Igreja de São Pedro dos Clérigos em Mariana

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do alto do morro onde fica situada a Igreja de São Pedro dos Clérigos tem-se uma vista linda da cidade

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centro histórico de Mariana visto da Igreja de São Pedro dos Clérigos

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casario colonial do alto do morro onde fica localizada a Igreja de São Pedro dos Clérigos

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centro histórico de Mariana

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carne suína com quiabo deliciosa no Restaurante Lua Cheia em Mariana

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foi fácil encontrar vaga para estacionar gratuitamente no centro histórico de Mariana

Impressões de Mariana | MG

Chegamos em Mariana e fomos direto ao Pelourinho - foi fácil encontrar vaga para estacionar gratuitamente por ali.

Você chega em Mariana e já se depara com uma praça com 2 igrejas monumentais - na mesma praça! E, entre elas, fica o Pelourinho de Mariana, símbolo do poder da Coroa Portuguesa.

Aí eu fiquei me perguntando: mas gente, por que construíram 2 igrejas juntas, na MESMA praça?

E encontrei a resposta num guia local que passava por ali e nos explicou que isso aconteceu por causa da organização religiosa e social das cidades coloniais. 

Explico: a praça onde ficava o Pelourinho (que era o símbolo do poder da Coroa Portuguesa) era o centro político e religioso da vila, e diferentes irmandades construíram as suas igrejas ali.

Ao redor da antiga praça do Pelourinho - hoje chamada de Praça Minas Gerais - ficaram, lado a lado, 2 igrejas:

  • Igreja de São Francisco de Assis
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Cada igreja era construída e administrada por uma irmandade religiosa distinta, que competiam entre si por prestígio religioso e social:

  • A Igreja de Nossa Senhora do Carmo era ligada à Ordem Terceira do Carmo, geralmente formada por membros da elite;
  • Igreja de São Francisco de Assis era da Ordem Terceira de São Francisco, outro grupo importante da sociedade local.

No século 18 havia uma 'rivalidade estética' entre as irmandades - elas competiam simbolicamente para ver quem tinha a igreja mais bonita; quem organizava as procissões mais ricas e quem tinha a talha mais sofisticada.

Por isso, muitas vezes as igrejas ficavam bem próximas, criando quase que um 'diálogo arquitetônico', em que as 2 igrejas parecem 'conversar' entre si.

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uma selfie neste que é considerado um dos conjuntos urbanos mais bonitos do barroco brasileiro

A Praça Minas Gerais foi planejada pelos urbanistas do século 18 para criar um efeito cenográfico urbanístico bem típico do barroco: 2 igrejas posicionadas frente a frente ou lado a lado, ambas com escadarias monumentais, fachadas curvas, torres que equilibram a composição visual e, entre elas, um espaço aberto para procissões. 

A praça funcionava como palco das procissões e, durante as festas religiosas, as irmandades saíam de uma igreja, cruzavam a praça e seguiam para a outra. Assim, a praça virava literalmente um teatro de fé.

O resultado obtido em Mariana é considerado um dos conjuntos urbanos mais bonitos do barroco brasileiro.

Muitos historiadores dizem que essa praça de Mariana é uma das únicas no Brasil em que 2 igrejas monumentais formam um cenário quase teatral, lembrando as praças barrocas da Itália. Quando você está no centro da praça, seu olhar naturalmente vai de uma igreja para a outra.

Um detalhe curioso dessa praça é que ela foi construída de forma que, dependendo do ponto de vista onde você está, uma igreja parece 'responder' à outra arquitetonicamente - um 'truque' barroco muito interessante. O efeito de perspectiva faz com que, dependendo do ponto da praça onde você está, uma igreja pareça mais dominante, e a outra surge como contraponto visual.

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a Praça Minas Gerais foi organizada como um cenário barroco, quase como um palco teatral

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o conjunto urbano de Mariana é considerado por historiadores da arte um dos mais perfeitos cenários barrocos do Brasil - comparável a pequenas praças barrocas italianas

Mas fiquei me perguntando também porque justamente a principal igreja da cidade  - a Igreja da Sé de Mariana - não está situada na praça mais monumental.

A grande igreja da cidade é a Catedral Basílica da Sé de Mariana. Mas ela fica situada em outra praça, a Praça da Sé, enquanto que o conjunto barroco mais famoso da cidade está na Praça Minas Gerais.

Por que isso aconteceu?

Essa dúvida foi o Google que me respondeu: a antiga Matriz (que depois virou Catedral) começou a ser construída no início do século 18, quando a cidade ainda estava se organizando. Ela é, portanto, mais antiga que as Igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo na Praça Minas Gerais. 

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Praça da Sé em Mariana, Minas Gerais

Na época, o núcleo urbano se formou em torno da igreja que depois virou a Catedral, e a praça monumental surgiu depois - a Praça Minas Gerais foi sendo estruturada mais tarde, quando as irmandades ricas quiseram construir as suas próprias igrejas, que não eram paroquiais; eram igrejas de ordens terceiras (associações religiosas de leigos).

No século 18, as ordens terceiras eram extremamente ricas e influentes, e havia muita disputa de prestígio entre elas. Por isso, elas quiseram criar um espaço próprio, monumental, que demonstrasse o seu poder e devoção - daí a criação daquele cenário barroco espetacular.

A praça monumental acabou reunindo 3 símbolos coloniais:

  1. as igrejas das ordens religiosas
  2. o Pelourinho de Mariana (que representava o poder judicial da Coroa)
  3. a antiga Casa de Câmara e Cadeia (que representava o poder político municipal)

Ou seja, ali estavam representados os 3 poderes da sociedade colonial.

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muitos historiadores dizem que a Praça Minas Gerais é a praça barroca mais perfeita do Brasil

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no século 18, cada igreja era construída e administrada por uma irmandade religiosa diferente, que competiam entre si por prestígio religioso e social

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outra selfie na Praça Minas Gerais em Mariana

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na Casa de Câmara e Antiga Cadeia de Mariana a visita é gratuita

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o Pelourinho de Mariana era o símbolo do poder da Coroa Portuguesa

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a praça onde ficava o Pelourinho, símbolo do poder da Coroa Portuguesa, era o centro político e religioso da vila, e diferentes irmandades construíram as suas igrejas ali

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visita ao interior da Casa de Câmara e Antiga Cadeia de Mariana

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 interior da Casa de Câmara e Antiga Cadeia de Mariana

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Antiga Cadeia de Mariana

Mariana, Minas Gerais
dos janelões da Casa de Câmara e Antiga Cadeia de Mariana você tem as melhores vistas da Praça Minas Gerais 

Mariana, Minas Gerais
interior da Casa de Câmara de Mariana

Você sabia - os panos roxos da Quaresma

Fiquei intrigada com os panos roxos que víamos cobrindo todos os altares em igrejas de Minas Gerais, e também em muitas sacadas de residências, e fui pesquisar a respeito. 

Engraçado que tem coisas que a gente vê a vida inteira e nunca procura saber o porquê - mas daí, vendo aquele costume com tanta intensidade em Minas Gerais (acredito que essa tradição não é tão comum aqui no sul), fiquei curiosa e fui ler sobre. 

Pois descobri que os tais panos roxos são usados durante o tempo litúrgico da Quaresma na Igreja Católica.

A Quaresma é o período de cerca de 40 dias antes da Páscoa, iniciado na Quarta-feira de Cinzas e que termina na Páscoa.

Esse tempo é dedicado a penitência, reflexão e preparação espiritual para a ressurreição de Cristo.

Mas, afinal, porque os panos roxos??

Mariana, Minas Gerais

O roxo (ou violeta) é a cor litúrgica da penitência e da conversão.

Por isso, durante a Quaresma, muitos altares e imagens são cobertos, e algumas igrejas também cobrem cruzes e esculturas. Algumas pessoas também costumam pendurar os panos nas janelas e sacadas de suas casas, para marcar o período.

Isso cria um ambiente mais sóbrio e contemplativo.

Os panos normalmente permanecem até a Sexta-feira Santa ou até o início da Vigília Pascal, quando tudo volta a aparecer para celebrar a Páscoa.

A ideia simbólica é que as imagens ficam 'escondidas' durante o tempo de penitência e depois reaparecem na celebração da ressurreição.

Em Minas Gerais, por causa do estilo barroco de muitas igrejas históricas de lugares como Ouro Preto e Mariana, esse costume chama ainda mais atenção, porque os altares são extremamente dourados e ornamentados, então os panos roxos criam um contraste dramático, típico da espiritualidade barroca.

Mariana, Minas Gerais

Mariana, Minas Gerais


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Claudia Rodrigues Pegoraro

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