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Roteiro de carro de 29 dias entre Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo da família da Maria Inês

Roteiro para viagem de carro entre Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo
Roteiro de carro de 29 dias entre Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo

Relato de viagem em família por Minas Gerais, Bahia e o Espírito Santo, desbravando, dentre outros lugares, o Santuário do Caraça, em Minas Gerais, Diamantina, a Vila do Biribiri, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, a Chapada Diamantina, na Bahia, Taipu de Fora, em Barra Grande, na Península de Maraú, Arraial D’Ajuda e o Arraial D’Ajuda Eco Parque, e a Rota do Lagarto, no Espírito Santo. 

A Maria Inês, assim como nós, ama viajar com a família, e já escreveu relatos completíssimos de 2 viagens que fizeram aqui no blog: 



Desta vez, ela criou um roteiro incrível de 29 dias rodando de carro com a família por Minas Gerais, a Bahia e o Espírito Santo, e nos conta todos os detalhes neste post.

Com a palavra, a Maria Inês:

Olha eu por aqui novamente contando nossas aventuras!

Já me sinto em casa! Já fiz dois relatos para a Claudia, e é uma satisfação enorme estar por aqui de novo! Então vamos lá! 

Moramos na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, e nosso destino principal era a Chapada Diamantina, na Bahia, portanto teríamos que atravessar todo o estado de Minas Gerais para chegar até lá, o que não é nenhum sacrifício, visto que tenho uma paixão imensa por Minas!

Ah, esqueci de explicar que fomos com o nosso carro! A partir disso comecei a estudar no Google Maps algumas paradas pelo caminho, para que as “pernadas” de carro não passassem de 500Km por dia, já que é só marido Ney que dirige na estrada, eu fico com a tarefa de dirigir nas cidades.

Foram 29 dias de muitas aventuras e 5.584Km rodados!

Sendo assim, tracei o seguinte trajeto:

Niterói X Santuário do Caraça/MG
Santuário do Caraça/MG X Diamantina/MG - Vila do Biribiri
Diamantina/MG X Parque Nacional Cavernas do Peruaçu/MG
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu/MG X Ibicoara/BA (1ª cidade da Chapada Diamantina)
Ibicoara/BA X Mucugê/BA
Mucugê/BA X Lençóis/BA
Lençóis/BA X Taipu de Fora/BA
Taipu de Fora/BA X Arraial D’Ajuda/BA
Arraial D’Ajuda/BA X São Mateus/ES
São Mateus/ES X Pedra Azul/ES
Pedra Azul/ES X Niterói


Esse roteiro ficou excelente para a nossa família, visto que contemplou boa gastronomia no Santuário do Caraça; unidades de conservação, já que visitamos vários parques nacionais, estaduais e municipais; pinturas rupestres, que sou apaixonada por essa arte; cachoeiras e praias; parque aquático, e muita, muita trilha, afinal, somos uma #FamiliaMateira!

Nesta viagem nos acompanhou nosso sobrinho João, que é estudante de biologia na UFF, então foi muito legal ouvir as suas explicações a respeito do meio ambiente.

Santuário do Caraça


Saímos de Niterói no dia 26/12/2018 bem cedinho e seguimos para o Santuário do Caraça, onde já estivemos anteriormente.

Ficamos no Caraça até o dia 29/12. Lá é um lugar mágico, um lugar de paz, com trilhas e cachoeiras, além do mais, o lobo-guará aparece todas as noites para comer na frente da igreja, onde o Padre oferece um tabuleiro com comidas para ele. O lobo é aguardado pelos hóspedes, que ficam em silêncio, e com as suas máquinas apontadas para o tabuleiro, e o lobo sobe as escadarias cautelosamente, com uma escandalosa elegância, observando o ambiente, e fica ali, na nossa frente, se alimentando.

Dá para imaginar a minha emoção?! A minha e de todos os outros, inclusive dos monitores, funcionários e do padre, que ainda, depois de tantas aparições, se emociona com a visita ilustre!

                                                                                      





E no Santuário do Caraça foi assim todos os dias: tomar aquele delicioso café da manhã, partir para as trilhas e banhos de cachoeira, voltar para o almoço com comida caseira e farta, fazer mais uma trilha por perto, voltar para o jantar, e aguardar a chegada do lobo-guará, comendo pipoca com chá, que é gentilmente oferecido pelo padre!

Dormir no Caraça é ter a certeza de um amanhecer espetacular! O lugar tem acomodações simples, afinal era uma escola de padres que virou atração turística, com pensão completa, e ainda te dá a oportunidade de observar, na minha opinião, o mais lindo de todos os canídeos, com aquela pelagem laranja e preta toda felpuda!

Fica a dica: na hora do jantar, fique de olho nos monitores, eles avisam se o lobo chegar!

Vila do Biribiri


No dia 29/12 nos despedimos do lobo-guará e partimos para Diamantina, mais precisamente para a Vila do Biribiri, uma vila bucólica que fica dentro do Parque Estadual do Biribiri.

Essa era a vila dos moradores que trabalhavam na fábrica têxtil Companhia Industrial de Estamparia, atualmente desativada. O povoado é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, e conta com a Pousada Vila do Biribiri, onde nos hospedamos, e algumas casas para alugar, além de dois restaurantes, uma igreja e outras casas de moradores.

A Vila do Biribiri fica distante 15Km de Diamantina e, como passamos 2 dias inteiros por lá, dividi nossos passeios em: 1 dia para Diamantina, e o outro dia para conhecer o Parque Estadual, suas cachoeiras e trilhas.

Uma curiosidade a respeito deste local: chegamos por lá no dia 29/12 e a energia elétrica da CEMIG havia chegado poucos dias antes…no dia 19/12!! Antes disso, a energia era proveniente da pequena usina hidroelétrica que gerava energia para a fábrica e a para a vila!! Legal, né!



Diamantina 


Em Diamantina conhecemos o Museu do Diamante e todo o modo de extração, a Igreja Matriz de Santo Antônio, a casa onde Juscelino Kubitschek nasceu, a casa onde Chica da Silva viveu com seu esposo e teve seus treze filhos.

Seguimos para o Passadiço da Glória, onde hoje funciona o Instituto de Geociências da UFMG, e nos perdemos por lá, tudo muito interessante! Muito agradável também é passear pelas ruelas de Diamantina, tomando um café mineiro com bolo de fubá a cada esquina!

Ah, as comidas mineiras...



Na Vila do Biribiri, as cachoeiras ficam ao longo da estrada que liga a portaria do parque à vila, então é só parar o carro nos estacionamentos próprios e seguir as placas que você vai encontrar.

As mais famosas são as cachoeiras do Sentinela e a dos Cristais, mas tem vários poços e riachos para serem explorados também ao longo da estrada!  



No último dia de 2018 a natureza nos presenteou com um arco-íris no final da tarde! Foi lindo!

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu


E 2019 chegou, e chegou também o dia da nossa partida rumo ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais.


No dia 01/01 tomamos o rumo de Itacarambi, para no dia seguinte explorarmos o parque.

Nos hospedamos na Pousada Recanto das Pedras, da queridíssima Kescia! Um lugar muito simples, que acabou de inaugurar 2 chalés e os demais quartos são na casa dela. A gentileza e a solicitude da Kescia impressionam qualquer pessoa! Sabe aquela pessoa mineira de alma!? Que te agrada em tudo?! É ela! E a comida feita no fogão a lenha, depois que nós chegávamos cansados da viagem e das trilhas no parque!

Sensacional!



Pois bem, no dia seguinte acordamos cedo e o nosso guia Alexandre (38 99156-4945), indicado pela Kescia, já nos esperava na pousada para iniciarmos o primeiro e único dia no parque.

Infelizmente não me programei direito para explorar o parque, que necessita de uns 4 dias inteiros para conhecer todas as suas trilhas, grutas e cavernas!

Então fica a dica: programe mais de 1 dia para conhecer o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.


Então, já que só teríamos 1 dia no parque, o Alexandre sugeriu fazermos a trilha da Lapa do Índio, Gruta Bonita, e depois a Gruta do Janelão, que é o cartão postal do parque.

Passamos pelo centro de visitantes para o nosso cadastro e algumas regras são passadas, como algumas proibições e outras recomendações.

Começamos nosso passeio pela Lapa do Índio, onde tem algumas pinturas rupestres bem interessantes. A Gruta Bonita é ornamentada por diversas estalactites, estalagmites, cortinas, e muitos outros espeleotemas - sensacional!

As principais pinturas estão na Lapa dos Desenhos, que infelizmente ficou para uma próxima vez.

Na subida para a Gruta do Janelão, tem mais pinturas rupestres, de coloração vermelha, amarela e preta, com representações de aves, gaiolas, e outros desenhos que você aí você vai usar sua imaginação para interpretar melhor!

A arte rupestre me encanta, me deixa intrigada e me surpreende a cada vez que vejo! O que essas pessoas queriam dizer com esses desenhos? Queriam avisar ao próximo grupo que chegaria por ali? Queriam deixar sua marca registrada, como se fosse uma espécie de patente? Era uma forma de comunicação, mas com qual intenção?


Depois de ficarmos por ali muito e muito tempo apreciando as pinturas, seguimos para a Gruta do Janelão - que lugar impressionante! Nenhuma foto vai mostrar a grandiosidade do local!

A Gruta do Janelão é tão grande em comprimento e altura, que partes do teto desabaram, então foram se formando enormes dolinas. Fiquei sem ar com o espetáculo que a natureza estava nos mostrando naquele lugar.

O Rio Peruaçu corre por dentro da Gruta, e por vezes lagos se formam, mas não é possível se banhar.

Outros espeleotemas vão surgindo, e no final do que é possível caminhar dentro da gruta, está a Perna da Bailarina, a maior estalactite do mundo, com 28 metros de altura.

A gruta é tão grande que existem vários microclimas dentro dela. Mas não é uma caverna fechada e escura, é um lugar que chega a ter 100 metros de altura em alguns pontos, com aberturas no teto permitindo a entrada da luz do sol, iluminando a maior parte da gruta.

É um lugar grandioso, que só estando lá pessoalmente para se ter a ideia do esplendor que a natureza construiu nesses últimos milhões de anos.

Vale muito a pena ir até lá! Fica a dica!

A Kescia nos preparou um lanche para comermos ao longo do dia com sucos, frutas, pães e bolos, e o Alexandre, sempre atento aos nossos passos e cuidando para que nada fosse deixado para trás, e ainda tirou fotos lindas da nossa família! Que dia maravilhoso!

Voltamos à pousada para o “almo-janta” preparado pela Kescia e ainda tivemos energia para um sorvete à noite em Itacarambi!





A entrada no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é grátis, mas só é permitida com a presença de um guia credenciado.

As visitas devem ser agendadas com antecedência, visto que as trilhas tem uma capacidade diária de receber visitantes, portanto se programe e comunique o seu guia o que você pretende conhecer para que ele faça a sua reserva. 

Rumo à Chapada Diamantina


No dia 03/01, seguimos bem cedo rumo à Chapada Diamantina, para a cidade de Ibicoara na Bahia!

Aí que o perrengue das estradas brasileiras começou!! Rsrsrs

Pegamos o caminho sugerido pelo Google Maps, dando prioridade para as rodovias federais, e quando chegamos na cidade de Juvenília, na divisa de Minas com a Bahia, a rodovia, que já era com asfalto muito ruim, se transformou em uma rodovia de terra muito, muito ruim, não era um atalho ou uma rodovia vicinal, era uma via principal, uma rodovia federal e utilizada pela população local, os carros, caminhões, motos e ambulâncias passavam por ali.

Foram 70Km de sacolejo pela frente!

Ibicoara na Chapada Diamantina


Chegamos em Ibicoara à noite, e nos hospedamos no Hotel Raio de Sol. A Sandra, proprietária do hotel, é a pessoa mais alto astral que conheci! Sempre sorrindo! O hotel estava lotado, ainda bem que reservamos com antecedência, mas o guia para o passeio do dia seguinte eu não havia reservado, então a Sandra nos encaixou em um grupo e deu tudo certo. Seria apenas 1 dia em Ibicoara para conhecermos a Cachoeira do Buracão, a mais famosa cachoeira da Chapada Diamantina. 

Nossos passeios fizemos sem a contratação de agências, pois estávamos com nosso carro, mas houve a necessidade da contratação de guias. Mais adiante vou dar a minha opinião sobre a contratação ou não de guias para os passeios.

Fica a dica: para visitar a Cachoeira do Buracão, é melhor se hospedar em Ibicoara, ao invés da hospedagem em Mucugê, pois a cachoeira já fica distante da cidade de Ibicoara umas 2 horas, então se você se hospedar em Mucugê, que fica 1 hora de Ibicoara, fica mais longe ainda. 

E, no dia 04/01, deixamos nossas malas arrumadas com a Sandra e partimos com o guia Reis (77 99196-3457) para a Cachoeira do Buracão, considerada por muitos como a mais bonita de toda a Chapada! 

O trajeto do centro de Ibicoara até o início da trilha que leva até a cachoeira levou cerca de 1h40min em uma estrada bastante complicada, com muitos buracos e bifurcações, mas o Google Maps te leva até a entrada do parque sem problemas.

A Cachoeira do Buracão fica dentro do Parque Natural Municipal do Espalhado, a entrada custa R$ 6,00 por pessoa e é obrigatória a presença de um guia. Você pode chegar até a portaria sem o guia contratado, mas, deste ponto em diante, um condutor tem que te acompanhar até a cachoeira.

Depois de estacionarmos o carro, seguimos o rio e passamos por vários pontos de banho, vários pontos para fotos, até que chegamos ao local onde deixamos nossas mochilas e vestimos os coletes salva-vidas para entrarmos no canyon de água cor de chocolate.

Confesso que deu um pouco de medo, aqueles paredões enormes e estreitos e a água um pouco gelada e escura, o Reis ficou com nossos celulares para as fotos e foi pelo paredão nos incentivando a continuarmos a nadar, até que depois de uma curva eu me deparei com aquela cachoeira enorme na minha frente e com um poço lindo! Todo o medo se foi e a satisfação de ter ido até ali apareceu! Que lugar legal!

Nadamos até a queda e a cachoeira mostrou toda a sua força nas nossas costas! Sensacional! O Reis, que estava com nossos celulares, tirou várias fotos, e fez vários vídeos da minha família! Ficamos ali por muito tempo, brincando e relaxando! Foi muito legal!

Nadar até lá é um pouco difícil, em função de estarmos contra a correnteza, mas nada impossível de se fazer.



No retorno até o estacionamento, voltando pela trilha, ainda paramos na Cachoeira das Bromélias, que inacreditavelmente tem água quente!! Sim! Coisas da Bahia! Cachoeira com água quente meu povo! Novamente foi um sucesso!

E depois de muitas fotos e vídeos engraçados, e muito banho de água quente, voltamos para o estacionamento e paramos em um restaurante na entrada do parque para um almo-janta e um pôr do sol maravilhoso!



Passamos no hotel e pegamos nossas malas com a Sandra e seguimos para Mucugê já tarde da noite, cansados porém satisfeitos da nossa aventura do dia!

Por isso a sugestão da hospedagem em Ibicoara por pelo menos 1 noite. Já pensou ter que acordar as 6hs para sair de Mucugê e chegar no Buracão às 8:30hs e depois de um dia inteiro de passeio ter que retornar de novo para Mucugê? Nem pensar!

Mucugê na Chapada Diamantina


Em Mucugê nos hospedamos na Pousada Recanto das Flores, super aprovada, com quartos novos, ótimo banho e café da manhã dos deuses. Bem pertinho do centro histórico e também da estrada. Foi acertada a nossa escolha. 

Dividimos nossos passeios dessa forma: no dia 05/01 o dia amanheceu um pouco nublado e até frio para os padrões cariocas, então aproveitamos para irmos até o Museu do Garimpo. Lugar legal, onde o educador conta a história do garimpo de diamantes na região e mostra as grunas e as tocas dos trabalhadores.

Bem interessante!


Em seguida o tempo melhorou e seguimos para o Pantanal de Marimbus. Isso mesmo, tem um pantanal na Chapada!

É um passeio de canoa pelo pantanal, com uma parada para banho no rio. Bem divertido!

Vimos várias espécies de pássaros e vimos também a ninféia, que é a miniatura da vitória-régia! Esse passeio também pode ser feito por Lençóis, que disseram ser mais legal, pois depois do pantanal ainda tem a Cachoeira do Roncador, então fica para a próxima!

Pagamos R$ 30,00 por pessoa, e na entrada da fazenda tem um quiosque onde experimentamos uma esfirra de palma, que é uma espécie de cacto comestível, tem um gosto parecido com o espinafre misturado com quiabo! Bem interessante de novo!




Nosso passeio do dia terminou na Vila de Igatu, um distrito de Andaraí, e conhecida com a Machu Picchu baiana!!

O lugar é lindinho, com casinhas de pedra e vários restaurantes estilosos, mas prepare seu carro, a estradinha até lá é de subir rezando para o carro não desmontar de tantos buracos e pedras!!

Mas vale a visita, o lugar é encantador!




No dia 06/01, seguimos até o Poço Azul.

Para esse passeio, nos foi sugerido fazê-lo na nossa ida até Lençóis, pois fica bem no meio do caminho entre Mucugê e Lençóis. Porém nós ficamos com receio de irmos com todas as nossas malas no carro sacolejando até lá e ainda deixaríamos tudo dentro do carro. Então decidimos ir e voltar até Mucugê mesmo, porque não queria arriscar.

Esqueci de dizer, mas antes do Poço Azul fomos conhecer o Cemitério Bizantino, que fica em Mucugê - não sou muito fã de cemitérios, mas para quem gosta deve ser legal!

As sepulturas são todas branquinhas…


E assim fizemos: fomos até o Poço Azul pela estrada de asfalto, e pegamos uma pequena parte de estrada de terra, o Google Maps nos levou direitinho, chegamos lá por volta das 11h e infelizmente todos os horários estavam reservados até as 16h.

A funcionária nos deu 3 opções: irmos até o Poço Encantado, que fica mais 70Km adiante em estrada de terra, ou irmos até o Olho D’Água, que fica a 10Km de distância, ou nós poderíamos ficar ali pertinho no Rio Paraguaçu tomando banho de rio de água quente!

Adivinha qual foi a nossa preferência?! Banho de rio de água quente! Foi uma curtição.

O rio estava bem rasinho, e ficamos nadando e aproveitando o dia ensolarado! Almoçamos por lá em um restaurante self-service dentro do complexo do Poço Azul, até que chegou nossa hora de entrarmos no poço.


Grupos de até 10 pessoas podem entrar juntos e permanecer lá dentro por 30 minutos.

Só tenho uma palavra para descrever este lugar - espetacular!

A luz do sol incide sobre a água, que fica com uma coloração azul intensa! A água é bem fria, mas compensa, pois é de uma transparência inacreditável! Dá para ver os troncos das árvores caídos lá no fundo.

De fevereiro até outubro a incidência solar dentro do poço é maior, então a água fica ainda mais transparente.

Pagamos R$ 30,00 por pessoa, e a propriedade oferece banheiros limpos e uma área de descanso. Lá dentro ainda tem uma lanchonete.

Nosso dia foi incrível! Voltamos para Mucugê a tempo de um arrasta pé na praça da cidade, afinal era domingo!




Outra dica: Chegue cedo para visitar o Poço Azul, se tiver tempo livre vá até o Olho D’Água, e depois se programe para visitar o Poço Encantado, mas não deixe de dar um mergulho no Rio Paraguaçu, como fazem os locais!


Lençóis na Chapada Diamantina


No dia seguinte, seguimos para Lençóis, e nos acomodamos na Pousada Bela Vista, um local simples, porém bem próximo ao centrinho.

Não passamos muito tempo curtindo os meios de hospedagem, então damos preferência para locais mais simples e econômicos. E a Pousada Bela Vista nos atendeu perfeitamente.

Como ainda daria tempo para curtir o pôr do sol do alto do Morro do Pai Inácio, cartão postal da Chapada Diamantina, largamos tudo na pousada e corremos para lá.

Na estrada já dá para ter uma noção das formações rochosas do lugar! Leve um agasalho, pois ao cair da noite, o vento frio chega!

Que vista! Que imensidão de lugar é a Chapada Diamantina. Lá de cima dá para ter uma pequena noção de como aquele lugar é grandioso!

O Morro do Pai Inácio fica dentro do Parque Natural Municipal do Morro do Pai Inácio, a entrada custa R$ 12,00 por pessoa, tem estacionamento e uma barraquinha de água de coco e pastel.

Várias fotos depois, voltamos para Lençóis para curtirmos o centrinho, que fica lotado à noite, com vários restaurantes com música ao vivo.

A noite acontece na Rua de Pedra e Rua da Baderna! Prepare o bolso, as coisas em Lençóis são mais caras!



Os 3 dias seguintes seriam destinados à parte da Chapada Diamantina que é possível visitar a partir da cidade de Lençóis, e para isso contratamos o guia Cid para nos guiar em 2 dias, visto que 1 dia de passeio seria dedicado à Fazenda da Pratinha, que, ao meu ver, não é necessária a condução de um guia especializado.

O Cid (75 992290256) nos cobrou R$ 50,00 por pessoa, nos conduzindo no nosso carro, mas ele tem um veículo próprio que usa para o guiamento.

No dia 08/01 o passeio foi em direção à Serra das Paridas, e novamente nós estávamos perseguindo a arte rupestre!

O sítio arqueológico da Serra das Paridas está localizado em uma propriedade particular, e os ingressos devem ser comprados no centro de Lençóis. Nós pagamos R$ 25,00 por pessoa, e um guia local, além do Cid que nos acompanhava, fica na lojinha para nos dar mais explicações sobre a propriedade.

Tomamos um café fresco para aguardar passar a chuva que teimava em cair! ´

Que lugar legal! Tem esse nome “Serra das Paridas” em função de uma pintura de uma mulher parindo! Nem preciso dizer que adorei, né! Mas fiquei triste em saber, pelo guia, que este passeio não é o mais solicitado pelos turistas, que inclusive dispensam a ida até lá e preferem seguir para outra etapa do roteiro.

Uma pena, não sabem o que perdem!




De lá, seguimos para a Cachoeira do Mosquito, que também fica em uma propriedade particular, e cobra um ingresso de R$ 20,00 por pessoa. 

Para se chegar até lá é preciso fazer uma trilha fácil, descendo até a base da cachoeira. Foi sensacional o banho de águas frescas e fortes! 

Fizemos um pequeno lanche e seguimos aproveitando o banho, e o Cid tirando várias fotos da nossa família e nos dando explicações a respeito das andorinhas que fazem ninho atrás da queda d’água! 

Novamente um show da natureza! 

Almoçamos no restaurante da propriedade, uma delícia! 



À tarde, seguimos para o centro de Lençóis, para o Caldeirão do Serrano, uma cachoeira bem próxima ao centro e por isso mais frequentada pelos locais.

Vou dizer a verdade, achei o local sujo e mal conservado. Acho que fiquei mal acostumada com a beleza das outras cachoeiras da Chapada! Mas vale a visita!

Noite chegando, jantamos e fomos dormir cedo para a aventura do dia seguinte.


O dia 09/01 era um dos mais esperados por mim! A Cachoeira da Fumaça!

Muitos me desaconselharam ir até lá nesta época, pois estava com pouca ou nenhuma água, mas eu queria ir assim mesmo, para curtir a trilha e a vista espetacular que se tem lá de cima. E tirar aquela famosa foto na pontinha da pedra, quase despencando no desfiladeiro!


Seguimos até o Vale do Capão para iniciarmos uma trilha de 12Kkm ida e volta, mas os 2Km iniciais são de matar!

A Cachoeira da Fumaça fica dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, e na sua entrada o visitante pode fazer uma doação para a Associação dos Condutores de Visitantes do Vale do Capão, que cuida da manutenção das trilhas, visto que o parque não possui muita infra-estrutura. 


Para seguir até a cachoeira, eu indico a contratação de um guia, pois você pode se perder facilmente no percurso.

Começamos a subida por volta das 10h e chegamos ao topo 13h, uma subida longa e exaustiva, levamos um lanche com frutas, muita água, pão e biscoitos, que foi a salvação!

De fato, como eu esperava, valeu cada gota de suor para chegar até o topo da cachoeira! Que lugar magnífico, que vista, que sensação maravilhosa! É nesta hora que vemos o quão pequenos somos neste mundo! Que vista deslumbrante!

Claro que tirei a tão famosa foto na pontinha da pedra! Eu e muitas outras pessoas! E viva as redes sociais que proporcionam, de alguma forma, que todos possam viajar nas viagens alheias!





O calor era grande lá em cima, e o Cid nos levou para um banho em um poço perto da cachoeira que só os guias sabem da existência!

Na descida, tivemos uma ilustre companhia na trilha, uma cobra coral verdadeira! Isso mesmo, no meio da trilha, lá estava ela! Na verdade nós é que estávamos atrapalhando seu banho de sol, nós é que somos os intrusos, não é verdade!

Voltamos para Lençóis mais quebrados do que nunca, porém satisfeitos com o dia de aventuras. Nos despedimos do Cid, porque no dia seguinte faríamos o passeio da Fazenda da Pratinha, sem a sua companhia.


Fica a dica: na trilha para a Cachoeira da Fumaça, leve um lanche reforçado e muita, mas muita água, você vai precisar! E fique de olhos abertos na trilha, pois pode ser que você encontre um animal lindo como nós encontramos!

No dia 10/01 seguimos em direção à Fazenda da Pratinha, com o Google Maps ligado, e chegamos facilmente.

O local é um complexo com a Gruta e a Lagoa da Pratinha, a Gruta Azul, restaurantes, banheiros e vestiários.

A visita à Gruta Azul, Gruta da Pratinha e o banho na Lagoa da Pratinha estão incluídos no ingresso e custam R$ 40,00 por pessoa. Mas!! Tem sempre um porém, não é mesmo! A flutuação de 30 minutos dentro da Gruta da Pratinha custa R$ 40,00 por pessoa, a tirolesa custa R$ 20,00 por pessoa, e o passeio a cavalo também é cobrado a parte.

Não é permitido mergulhar na Gruta Azul, somente contemplação e fotos.

Nossa filhota Malu e o João fizeram a flutuação e acharam muito legal, avistaram várias espécies de peixe e até uma tartaruga!

Lá dentro da caverna, os visitantes são orientados a apagar as luzes da lanterna, e então fica uma escuridão total! O local estava cheio, mas a fila anda rápido, porque antes da flutuação, os visitantes passam por uma espécie de treinamento com o equipamento que é fornecido por eles - colete salva-vidas, óculos e snorkel.

A tirolesa é outra atração que as crianças adoram! Enfim, crianças satisfeitas, pais tranquilos! Embora eu tenha achado os preços bem altos!

O almoço foi dentro do complexo no restaurante self-service, mas na beira da lagoa existe outro restaurante a la carte.




Dica da Pratinha: leve seu snorkel e seus óculos de mergulho, pois na lagoa dá para ver vários peixinhos que ficam dentro da gruta!

No final do dia, voltamos para Lençóis, que é tombada pelo IPHAN desde 1973 em função do seu conjunto arquitetônico e paisagístico.

Fizemos algumas comprinhas de lembranças da cidade e seguimos para a pousada!


Contratar guia na Chapada Diamantina ou não


Agora vamos à questão da contratação do guia de viagem, ou condutor local de visitantes, como eu prefiro chamar.

Na minha mais humilde opinião, eu só vejo vantagens na contratação, pois o condutor local conhece o lugar muito mais do que você, mesmo que você tenha passado meses no planejamento, e saberá lhe dizer sobre os animais e sobre a dinâmica do local, se vai chover em breve, qual o melhor local para banhos e fotos, ou coisas do tipo.

Ele também vai te contar, nas palavras dele e na vivência dele, histórias que você não vai ter lido em nenhuma revista especializada e nem tampouco nos melhores blogs de toda a blogosfera; o condutor local trabalha com o turismo, e tira desse recurso o sustento da sua família e transforma esse valor que você pagou em outros recursos na região em que ele reside, o chamado efeito multiplicador; programar uma quantidade de recursos para o pagamento de um condutor local de visitantes não irá atrapalhar tanto assim seus planos de viagem, enquanto que, para ele, é o seu pagamento que fará toda a diferença nas contas do final de mês!

E a contratação de um condutor local fará também toda a diferença nos seus roteiros, independente se é obrigatória ou não a contratação. Afinal, quem entende mais de hospitalidade do que um condutor local!?

E você?! Concorda comigo? Deixe seu comentário ali embaixo! Vamos debater sobre o assunto!

Taipu de Fora, Barra Grande, Península de Maraú


No dia seguinte - 11/01 - nos despedimos da Chapada Diamantina e seguimos em direção ao litoral da Bahia!

Taipu de Fora, em Barra Grande, na Península de Maraú!

Mais uma vez, foram muitos quilômetros de estradas ruins e de terra. Nas minhas pesquisas com relação ao acesso para Taipu, várias pessoas relatando uma condição quase intrafegável das estradas de acesso. Então nós chegamos a cogitar deixar o carro em Camamu e seguir até Barra Grande de lancha e depois seguir até Taipu de Fora de táxi. Mas, se existe o serviço de táxi desde Camamu até Taipu e Barra Grande, se um táxi passa por essa estrada, o meu carro passa também!

E seguimos adiante com nosso carro - de fato, a estrada é muito ruim, mas nada que um pouco de paciência e perícia não te façam chegar até lá! 

Para se chegar até Barra Grande/Taipu de Fora, uma das opções é ir de lancha desde Camamu, e várias empresas fazem esse trajeto.

Para quem fica somente em Barra Grande, pode até ser legal, mas, para quem deseja ir até Taipu de Fora, é melhor ir com seu próprio meio de transporte.

Existe um serviço de jardineira que faz esse trajeto Barra Grande/Taipu de Fora, mas custa R$ 15,00 por pessoa somente a ida, ou seja, para ir e voltar você terá de desembolsar R$ 30,00! Nem pensar!

Fica a dica: vá para Taipu de Fora de carro e, se você vier da direção norte, entre por Camamu; se você vier da direção sul, entre por Ilhéus.

Pode parecer mais demorado, mas a estrada é bem melhor. 

E assim, com paciência e perícia, chegamos em Taipu de Fora tarde da noite.


Nos hospedamos na Pousada Brisa do Mar, dos queridos Sérgio e Mário.

Uma pousada bem legal, bem decorada, com uma piscina no tamanho certo, muito bem localizada, a poucos passos da praia de Taipu de Fora.

O Sérgio e o Mário são pessoas boníssimas, super gentis e agradáveis, e nos trataram com muita simpatia! Nos sentimos em casa!


E nossos 3 dias em Taipu foram assim: durante o dia muita praia, muito protetor solar, aluguel de snorkel para mergulhar durante a maré baixa e ver a vida marinha abundante que existe por ali, aluguel de bike elétrica para passear na areia, ou simplesmente ficar ali pegando um jacaré naquela água transparente e quente, ou sentar em uma das barracas de praia e curtir as férias!

Existem outras praias ao longo da Península de Maraú, como Algodões, por exemplo, e existem outros passeios como a Lagoa do Cassange, mas nossa vibe lá era curtir a praia de Taipu e descansar um pouco da correria que foram os dias anteriores.



Durante a noite, te aconselho a comer uma pizza no Taipu 73 Pizzaria, que faz a melhor pizza integral da vida!

Ou pegar o carro e seguir até o cais de Barra Grande, onde chegam as lanchas para apreciar o mais lindo pôr do sol de toda a Bahia, e depois se deliciar em um dos diversos restaurantes do centrinho de Barra Grande!

Ôh, vida boa!




Fica a dica: programe sua viagem para Taipu de Fora na época de lua cheia ou nova, pois nesta época a maré tem a sua maior baixa, e assim se formam as piscinas naturais que represam os peixinhos e você poderá observá-los melhor.

Nós fomos em lua crescente, ou seja, uma época não muito propícia à maré tão baixa, mas deu para ver tantos peixes coloridos que eu até me esqueci deste detalhe da lua!

O Mário tem a tábua das marés na pousada e nos avisou o horário que eu deveria alugar o snorkel. 

Agora a dica da dica: leve seu próprio equipamento de mergulho, como snorkel, óculos e pé de pato, daí você poderá ficar o tempo que quiser na água. Mas, se você não levar, é possível alugar na praia sem problemas.

Arraial D’Ajuda


Partimos de Taipu no dia 15/01 com direção a Arraial D’Ajuda, para um passeio bem esperado pelas crianças: o Arraial D’Ajuda Eco Parque - um parque aquático bem divertido e que me surpreendeu!

Em Arraial D’Ajuda, nos hospedamos na Pousada Manga Rosa, na esquina da Rua Mucugê, onde o agito noturno acontece.

E isso foi ótimo, porque em Arraial não tiramos o carro da garagem da pousada por mais 3 dias! Para irmos ao parque aquático, fomos a pé: descemos a escadaria atrás da Igreja Matriz e logo estávamos no parque, e à noite o agito dos restaurantes era na nossa esquina!




Em Arraial, dividimos nossos passeios desta forma: dia 16/01 - parque aquático; dia 17/01 - passeio de voadeira entre Belmonte e Canavieiras e também para descansar um pouco; dia 18/01 - parque aquático.

Arraial D’Ajuda Eco Parque


Compramos os ingressos pela internet com um bom desconto para o combo de 2 dias, e me certifiquei de que poderia utilizar esses ingressos em dias alternados, mas, durante o dia no parque, algumas promoções de ingresso de retorno são anunciadas no auto-falante. 

Pois bem, adoramos o Arraial D’Ajuda Eco Parque. Ele é bem menor do que o Beach Park, mas por isso mesmo que eu adorei!

Tem todos os principais brinquedos que as crianças gostam, e não tivemos que andar aquela lonjura toda para irmos de um brinquedo ao outro. Tem piscina de ondas, tem toboágua mais radical, tem rio com correnteza, tem brinquedo com bóia para ir toda a família, e tem um brinquedo que você desce com um tapete, que é muito legal!

Enfim, todo mundo vira criança neste lugar!




Os restaurantes e lanchonetes dentro do complexo praticam um preço justo pelas refeições e bebidas.

Você precisa "comprar" um cartão e carregar com a quantia de dinheiro que deseja, e depois debita desse cartão nos restaurantes - bem prático e mais seguro.

Também tem aluguel de armários e uma equipe de fotógrafos que tira fotos de sua família para que você possa comprá-las no final do dia - não resistimos e compramos 2 fotos, que estavam muito engraçadas!

No outro dia de parque, repetimos muitas vezes as atrações mais legais, mas não fomos na tirolesa, porque a fila era de, aproximadamente, 2 horas.

Fica a dica: assim que entrar no parque, vá para a tirolesa, senão depois a fila fica impraticável!



Agora vou falar do passeio de voadeira entre Belmonte e Canavieiras - o passeio que não aconteceu.

Isso mesmo, infelizmente minhas crianças acordaram indispostas, então tive que cancelar de última hora o tão esperado passeio com o Jailton (73 99438862), indicado pela própria Claudia.

Mas, como diz meu marido, temos que deixar alguma coisa por fazer, para termos motivos para voltar!

Mesmo não fazendo o passeio, recomendo o Jailton - ele me deu a maior atenção desde que o contatei por telefone. Me manda vídeos até hoje dos passeios que ele faz. 

Pois bem, neste dia, ficamos curtindo a piscina da pousada e depois ainda fomos dar uma espiada na Praia de Mucugê, que não achei nada demais, pois, para quem vem de Taipu de Fora, fica difícil aceitar águas que não sejam totalmente transparentes e quentes!

Leia mais: Roteiro pela Costa do Descobrimento, passando por Cabrália, Coroa Vermelha, Porto Seguro, Arraial D'Ajuda e Trancoso



No dia 19/01, seguimos em direção ao Espírito Santo, e paramos em São Mateus apenas para dormir.

Ficamos no Hotel Ibis, que mantém o mesmo padrão em todo o mundo, ainda bem!

Pedra Azul, na Rota do Lagarto


Dia 20/01 seguimos viagem até Pedra Azul, na Rota do Lagarto, entre Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, Espírito Santo.

Estávamos nas montanhas capixabas, lugares lindos!

Confesso que não dava muita importância para o Espírito Santo, mas passei a seguir o Rotas Capixabas e me surpreendi com a quantidade de lugares interessantes para conhecer!


Nos hospedamos na Pousada Aargau, administrada por descendentes de suíços, um lugar aprazível, com piscina, restaurante, salão de jogos e vários chalés com lareira! Lindo demais!

Depois de passarmos mais de 20 dias curtindo o calor de Minas e da Bahia, agora era a hora de curtirmos o friozinho agradável da Serra Capixaba! 

A Rota do Lagarto é uma estrada cênica que interliga a BR-262 e a ES-164 e, ao longo desta estradinha de 8 quilômetros, existem vários restaurantes, pousadas charmosas e outros atrativos, como cafés e lojinhas de artesanato.

É nesta estrada que está a entrada para o Parque Estadual da Pedra Azul, e onde fica a famosa Pedra Azul, ou Pedra do Lagarto. 



Dependendo da incidência da luz solar, a pedra muda a sua coloração, ficando com várias tonalidades de azul e até mesmo esverdeada ou acinzentada, daí seu nome Pedra Azul.

Também é conhecida por Pedra do Lagarto, pois tem uma saliência na rocha em forma desse animal ,que parece escalar a pedra.

Por lá, o turismo de aventura e o turismo rural prevalecem, e antes de começar a sua aventura pelas áreas rurais da região passe na Associação Turística de Pedra Azul, bem na entrada da rota, pegue um mapa da região e se abasteça das dicas das atendentes!

Elas poderão lhe dizer o que está aberto ou não e o melhor horário para a visita, uma vez que é na própria fazenda que as visitas acontecem, então pode ser que estejam fechadas.

No dia seguinte, fizemos o passeio Cavalos Fjordland e colhemos morangos frescos no Sítio Herança Agroturismo, no esquema colha e pague, só não vale comer os morangos antes de pesá-los!

Fomos até o Apiário Florin, na expectativa de fazermos o passeio do apicultor por um dia, onde o visitante coloca aquela roupa de apicultor e extrai o mel das colmeias, porém não foi possível, pois esse passeio tem hora marcada para acontecer devido ao temperamento das abelhas! Mas foi legal assim mesmo, pois o proprietário Arno Wieringa, um holandês que vive no Brasil, nos explicou tudo sobre abelhas, mel e agronegócios!

Só não vale chamá-lo de alemão, que ele fica muito zangado!




Em seguida, mais adiante na estrada, paramos no Restaurante Sítio dos Palmitos, um local especializado em palmitos, é claro!

Lá eles vendem antepastos, macarrão, carpaccio e até sobremesa de palmito! Muito gostoso, não preciso nem dizer que fizemos compras para vários meses de tudo quanto é tipo de preparação com palmitos!

O maior prazer em levar comidinhas de viagem é que, quando vamos comê-las, parece que estamos revivendo tudo novamente, vocês concordam?!

Ainda sobrou tempo para irmos até o Sítio Lourenção, para comprarmos o famoso e original socol, um tipo de presunto cru feito de lombo de porco, de origem italiana, delicioso!



A manhã do dia 21/01 foi dedicada ao Parque Estadual da Pedra Azul.

É preciso estar na portaria do parque bem cedo, pois este só recebe 150 pessoas por dia para acesso às trilhas, e a entrada é gratuita.

Lá dentro, fizemos um cadastro e recebemos as orientações sobre as trilhas, que na verdade são trilhas circulares, e ao longo do trajeto existem placas informativas e indicativas do caminho a ser seguido para alcançar as piscinas naturais, que ficaram famosas nas redes sociais (mais uma vez as redes sociais fazendo as pessoas viajarem sem sair de casa)!

O tempo não estava tão bom assim, meio chuvoso, mas mesmo assim valeu o passeio! 

O restante do dia ficamos curtindo a pousada e sua área de lazer! Afinal, era nosso último dia de viagem, e ainda teríamos que arrumar as malas.

Quando viajamos de carro, muitas roupas e calçados acabam ficando dentro do carro mesmo...com vocês acontece isso também? O carro vira uma extensão da mala?!

Leia mais: Rota do Lagarto com crianças, pela Família Zenke



No dia 23/01/2019 retornamos para Niterói/RJ, depois de 29 dias de viagem e 5.584Km rodados em estradas incríveis e inesquecíveis!

Nossa viagem chegou ao fim, os nossos olhos cheios de paisagens novas, novos cheiros e sabores, novos amigos e muito conhecimento adquirido!

Mostrar o mundo aos meus (nem tão) pequenos é o nosso maior desafio, e ver o mundo através dos olhos deles é que nos enche de orgulho! 

A propósito, o nosso carrinho aguentou fortemente, e não furou um pneu sequer! 


Obrigada, Claudia, por mais essa oportunidade de mostrar a nossa experiência! E que venham mais relatos!

Você já esteve na Chapada Diamantina? Conheceu a Rota do Lagarto? Conte para a gente, deixe as suas dicas nos comentários!

Para ler mais:

Minas Gerais
Espírito Santo
Bahia


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maria ines

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