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Roteiro de viagem pelo sul da África, incluindo Lesoto, Botswana, Zimbabwe, Zâmbia, Malaui, Moçambique, Suazilândia e África do Sul

Dicas de viagem pelo sul da África: Lesoto, Botswana, Zimbabwe, Zâmbia, Malaui, Moçambique, Suazilândia e África do Sul.
Roteiro de viagem pelo sul da África
Chobe Park, Botswana

Eu adoro seguir um perfil no Instagram @theworldfacinatesme, da Thais Caldeirinha. Comecei a segui-la quando vi um print do Google Maps de um roteiro que ela estava fazendo pela Rota da Seda, meu sonho maior de viagem, e ela já acumula na bagagem mais de 100 países!

Agora ela acabou de voltar de uma viagem pelo sul da África, e eu insisti que desta vez ela me passasse as anotações da viagem dela para publicarmos aqui no blog, porque sei como é difícil encontrar esse tipo de informação sobre viagens pela África, ainda mais em português, e sei que as anotações dela vão ajudar muitaaaa gente que sonha com uma viagem assim, de forma independente! 

Com vocês, Thais Caldeirinha, do IG @theworldfacinatesme (não deixem de seguir ela no IG, para ver mais fotos incríveis):

Roteiro pelo sul da África


A minha viagem por alguns países do Sul da África iniciou por Johannesburgo. De lá fomos com carro alugado até Lesoto. Voltamos a Johannesburgo e pegamos um voo para Maun, na região do Delta Okavango, no Botswana

Após passarmos pelo Delta do Okavango, fomos ao Parque Chobe, no norte do país. De lá, cruzamos por terra para o Zimbabwe, na região das Victoria Falls

Após isso, cruzamos a Zâmbia, desde Livingstone, Lusaka até o Malaui. Chegando no Malaui, ficamos na capital, chamada Lilongwe, e seguimos viagem com carro alugado até Cape Maclear (Monkey Bay), região sul do Lake Malaui. 

Voltamos a Lilongwe para pegar um voo a Maputo, no Moçambique

Depois, cruzamos para a Suazilândia e finalmente voltamos para Johannesburgo, finalizando a viagem de 19 dias.

Roteiro de viagem pelo sul da África

Dicas gerais de transporte pelo sul da África


Quando comecei a planejar minha viagem à África, pensei imediatamente em alugar um carro. Na minha última viagem à África, visitei a Namíbia e foi muito fácil dirigir por lá. 

1) Se você está planejando viajar da África do Sul para o Botswana, eu recomendo fazer um vôo de 1:30hs com a Botswana Air (de Joanesburgo para Maun), ao invés de dirigir 12hs. Você vai economizar muito tempo e o preço da passagem é praticamente igual ao aluguel do carro para 2 pessoas e é 1 dia perdido dirigindo. 

2) Um aluguel de carro 4x4 custa aproximadamente US$ 1300 por semana (incluso 2 taxas de fronteira (Lesoto e Botswana) + entrega do carro em um país diferente).

3) Tenha cuidado para não se confundir com os preços online (quando você fizer a pesquisa, ele mostrará somente o preço do aluguel do carro, mas você precisa adicionar outros custos a ele). Você precisará pagar pelo aluguel do carro + taxa de devolução em local diferente da retirada + taxas de travessia de fronteira + taxa de contrato. O valor da taxa de devolução do carro em outro país é geralmente o dobro do preço da locação do carro 😖

4) O melhor GPS para usar na África é o Here WeGo: muito simples, é só baixar os mapas offline e pronto, funciona muito bem. De backup, baixei os mapas no Google, mas não funcionou em alguns países. 

5) Nem sempre as empresas sul-africanas têm os melhores preços, então pesquise. Usei bastante o Drive South Africa

6) Não é aconselhável andar à noite após as 18hs e dirigir carros também. A maioria dos motoristas não pára nos semáforos vermelhos. Na África do Sul, é por causa de roubos, mas em Botswana, por exemplo, é por causa dos animais na estrada. 

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passeio de Mokoro no Delta Okavango

Johannesburg - África do Sul 


Chegamos em Johannesburgo e o staff do nosso hotel literalmente começou com o terror sobre a falta de segurança na cidade, que não era recomendado sair sozinho e muito menos após as 18 horas. Ir até o Soweto então, sozinhos, nem pensar. 

Ficamos em um bairro considerado seguro, em Sandtown, bem na Mandela Square (do aeroporto até Sandtown são 30km). Não é recomendado ficar na região do centro. 

Tudo é muito espalhado pela cidade, e como seguiríamos viagem até o Lesoto, fazia sentido alugar um carro. 

Na verdade, o staff do hotel tinha razão quando falavam sobre a segurança, mas não é uma situação tão alarmante nos pontos turísticos. Acho que eles queriam mesmo é descolar uns $100 dólares de tour guiado. 

Como não temos esse perfil, fui à procura de um tour daqueles hop on, hop off, que pelo menos iria nos levar a todos os pontos principais, e do ônibus teríamos uma ideia se podíamos descer ou não. 

Resumindo: pagamos 18 dólares (240 Rands) cada ticket e fomos em todos os pontos turísticos, exceto Soweto. Há também a opção de ir ao Soweto, e o ticket custa o dobro. 

Apesar de Johannesburgo ser a maior cidade da África do Sul e ser considerada uma cidade de "oportunidades" e expansão nos dias atuais, a grande maioria do comércio fecha entre 16:30 e 18:30hs (incluindo lojas e restaurantes dentro de grandes shoppings). 

No dia seguinte, decidimos ir com o carro alugado até o Soweto e foi totalmente tranquilo. A rua da Casa do Nelson Mandela é bem turística, tem vários camelôs vendendo souvenirs e alguns cafés. Para estacionar também foi bem tranquilo e sempre aparece gente se oferecendo para cuidar do carro. 

Soweto é uma área que foi delimitada aos negros durante o Apartheid, portanto o bairro fica no subúrbio de Johannesburgo e é plano. Isso diferencia bastante das favelas que conhecemos no Brasil - as construções se misturam entre casas simples e barracos de metal. 

Roteiro de viagem pelo sul da África

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Lesoto


Você sabia que dentro da África do Sul há 2 países? Um se chama Lesoto e o outro Suazilândia ou Essuatine (o Rei mudou o nome do país recentemente). 

"Lesoto, um país independente mas totalmente dependente da África do Sul" - essa foi a minha conclusão sobre o Lesoto. O solo é muito árido e pobre, além das altas temperaturas e falta de chuvas por longos períodos. A maior parte dos alimentos e outros bens são importados da África do Sul. 

O reino de Lesoto (ex-Basutolândia) se autodenomina como "Lesotho, kingdom in the sky", em português, "Lesoto, o reino no céu". 

É o único país no mundo em que toda a sua superfície está a mais de 1.000 metros acima do nível do mar. 

Algumas nacionalidades possuem isenção de taxa de visto, mas os brasileiros devem pagar 150 dólares por um single entry. É bem fácil solicitar o e-visa para visitar o Lesoto neste link

O Lesoto é relativamente pequeno, possui extensão de um pouco mais de 30.000km2 e uma população de 2,1 milhões. Se você olhar o mapa do país, verá que há aglomerações bem espalhadas, tornando difícil a locomoção de uma cidade a outra por transporte público. 

O comércio, no geral, fecha muito cedo (entre 17 e 18hs), então precisa se planejar. 

A noite as vias não possuem iluminação! Tem muitos barracos por toda a cidade, e a população é muito pobre. 



Como chegar ao Lesoto


1) De Johannesburgo aluguei um carro. De ônibus é necessário ir até Bloemfontein e de lá pegar outro ônibus até Maseru (capital do Lesoto). Ou também há voos até a capital Maseru. 

2) Pagamos 50 dólares por dia em um Toyota Yaris - é necessário pedir um documento que a locadora autoriza o carro a entrar no Lesoto. 

3) De Johannesburgo são 379km - aproximadamente 5hs.  

4) Gasolina custa aproximadamente 1 dólar por litro. 

5) Não é necessário um 4x4, pois as estradas são até que OK, mesmo sendo secundárias. Muitas partes com buraco, então é recomendável dirigir durante o dia. Algumas estradas de terra com muitas pedras, caso você opte por fazer um mini rally dentro do Lesoto (optamos por alguns quilômetros de rally, pois gostamos de aventura 😂).

Já imaginou sair de cobertor na rua ?? 😃 

O traje tradicional no Lesoto é a manta Basotho, ou seja, um cobertor de lã. Os cobertores estão sempre presentes durante todas as estações, e são usados por homens e mulheres. 

O país vive da agricultura e criação de ovelhas, então é comum encontrar pessoas vestidas com um cobertor pelas ruas, conduzindo ovelhas, por exemplo. 

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Delta Okavango - Botswana 


O Delta Okavango é acessível por via terrestre ou aérea (nesse caso, você deve voar para Maun, no Botswana). 

Maun é uma cidade bem pequena e há poucas opções de hotéis. Sua infraestrutura é completamente diferente de outros países africanos, pois é muito limitada. 

Por exemplo: você precisa escolher suas refeições com antecedência para que eles possam prepará-las, incluindo café da manhã, que, na maioria dos hotéis, não está incluso na diária. Não espere muito com relação à culinária local, pois as opções são bem limitadas. 

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Passeios no Delta Okavango


Você pode escolher entre:

1) Lancha; 
2) Voos panorâmicos de avião ou helicóptero (helicóptero parece ser a melhor opção, porque eles abrem a porta e voam muito mais baixo, possibilitando tirar boas fotos e com a melhor vista); e
3) Mokoro (pequenas canoas para 2 pessoas no máximo, que cruzam pelo Rio Okavango - abaixo a foto. 

Dica: O passeio de Mokoro é vendido pelos hotéis por US$ 80 por pessoa, no entanto, há uma maneira muito mais barata e fácil de fazê-lo pela metade do preço, além do que, você vai dar o seu dinheiro para os locais, em vez dos proprietários do hotel. 

Primeiro, você precisa encontrar o Okavango Kopano Makoro Community Trust (OKMCT), que fica no mesmo pátio da Horizon Helicopters (você pode encontrar no Google Maps). A caminhada é aproximadamente 8 minutos do aeroporto - na mesma estrada! 

Então lá você vai pagar 68 pulas (US$ 6,80) por pessoa para entrar no Boro Gate (há várias entradas para o Rio Okavango, e esta é a mais próxima do centro da cidade de Maun). 

O Boro Gate fica a 1h de distância do OKMCT, e é impossível ir sozinho, pois você não vai encontrar o seu caminho até lá e não tem nos mapas ou GPS. 

Importante: OKMCT não tem transporte para o Boro Gate, mas você pode pedir para eles ajudarem a contratar um carro - no nosso caso, a pessoa que nos atendeu ligou para o marido fazer o transfer - não é necessário 4x4. 

Primeiramente, ela nos passou o preço de um 4x4 de uma agência de turismo local, e era o dobro do preço. Eu disse que era muito caro e nós acabamos pagando 50 dólares para ir e voltar, em carro normal, mas eu acho que dá para negociar mais e chegar nos 40 dólares. 

Uma vez que você chega na comunidade do Rio Okavango, deve-se pagar 200 pulas (US$ 20) para o passeio de Mokoro e mais 25 pulas (US$ 2,50) para cada assento (é um assento de plástico para colocar dentro do barco, para que seja mais confortável) . 

Uma vez que o passeio começa, você vai passar 1:30hs pelos canais do rio até chegar em um local para o safari a pé, que leva também aproximadamente 1 hora de caminhada e mais 1:30hs para voltar. 

Certifique-se de chegar cedo, para que você tenha mais chances de ver os animais, traga protetor solar, repelente, muita água, comida e um chapéu (as canoas são abertas e tem muito sol). 


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Chobe Park - Botswana 


De Maun nós pegamos uma van na rodoviária para a cidade de Nata. São 295km - 4:30hs, custa 80 pulas (U$ 8) por pessoa, partiu às 9:00 e chegou às 13:30hs.

Entre Maun e Nata está localizado o segundo maior salar do mundo, chamado de Makgadikgadi Pan, que é constituído por diversos salares e só perde para o Salar do Uyuni na Bolívia.

De Nata você precisa pegar outra van para Kasane, são mais 307km, custa 84 pulas (U$ 8,40) e são mais 3:30hs de carro. Partimos às 13:30 e chegamos às 5:00 da tarde. De alguma forma eles foram organizados e assim que chegamos em Nata, havia outra van esperando para Kasane.

No Botswana você não encontrará informações fáceis, parece que as pessoas não estão interessadas em ajudar ou elas simplesmente não se importam. Também é difícil encontrar informações online. Horários de ônibus também são impossíveis de encontrar, mesmo na "rodoviária", porque é apenas um ponto de ônibus/van.

Quando estávamos planejando a viagem, tivemos grande dificuldade de saber informações sobre as estradas desde o Delta Okavango até o Parque Chobe.

Há quem diga que não é recomendável alugar carro, pois há muitas áreas alagadas e de difícil acesso. No trecho entre Nata e o Chobe tinham muitos macacos e elefantes no caminho.

No geral, o que ocorre é o seguinte: não é recomendável alugar carro para ir ao Savuti por conta própria, pois a região é realmente alagada e difícil, mesmo com um 4x4.

Porém, se o seu planejamento for sair de Maun, ir pela estrada principal até Nata, e depois seguir ao norte até o Chobe Park, é possível fazê-lo por conta própria, pois a estrada é asfaltada (há trechos com muito buraco).

Deve-se tomar cuidado com os animais e viajar durante o dia. 

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Como ir ao Chobe Park 


Você tem 3 opções: 

1)  Reservar um hotel na área do Savuti, onde as diárias são altas - mínimo U$ 400 por dia e você precisará pagar um vôo para chegar lá. A maioria das tarifas dos hotéis desta área não têm o voo incluso. O voo dura aproximadamente 25 minutos e é feito por hidroaviões. O Oddball’s Camp é a única opção “budget” e, mesmo assim, o valor não é acessível, custa mais de U$ 1000 por pessoa em tenda compartilhada por 3 dias e alimentação inclusa.

2)  Se não quiser voar e tiver tempo, é possível fazer um 'mobile safari'. Você pode chegar em Maun e, com o safari móvel, seguir em direção ao Savuti fazendo safaris pelo caminho.

3)  Opção mais em conta: reserve um hotel perto de Kasane e visite a parte norte do Parque Chobe. Os preços dos hotéis variam e você pode escolher aquele que atenda às suas expectativas. Descobrimos um hotel com ótimos quartos, comida de qualidade e se chama The Old House - fica em Kasane e é possível reservar pelo Booking. Eles oferecem safaris por aproximadamente U$ 40 por pessoa e passeios de speed boat no horário da tarde. 

Dica: paga-se uma taxa de U$ 10 por pessoa para entrada no parque, então se fizer 1 safari e o speedboat no mesmo dia, sai mais em conta, pois você não precisa pagar a mesma taxa 2 vezes.


Zimbabwe


Do nosso hotel em Kasane (Botswana) usamos a companhia Wild Horizons para nos levar até Victoria Falls, no Zimbabwe.

Recomendamos o serviço desta empresa pois, além de serem muito eficientes, possuem vans limpas e com ar condicionado. Nos buscaram no hotel e levaram até a fronteira com o Zimbabwe (15 minutos de carro), para podermos emitir o visto Kaza Univisa (custo de U$ 50 por pessoa para ambos os países - Zimbábue e Zâmbia, e válido por 1 mês).

Depois disso, pegamos outra van, já no lado do Zimbabwe, e mais 60km para chegar até Victoria Falls.

O ticket para entrar em Victoria Falls, do lado do Zimbabwe, custa U$ 30 por pessoa.

O lado do Zimbabwe é o melhor lado das cataratas.

Procure hospedagem no centrinho, pois você poderá ir caminhando até Victoria Falls.

O custo, tanto de hospedagem, como de alimentação, é bem mais caro. Vale lembrar que a moeda utilizada é o dólar americano.

Não é necessário pagar um tour ou guia, tudo é facilmente feito por conta. Chegando no parque há vários mirantes, onde o turista consegue ver as cataratas por diversos ângulos.

Uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo, as Victoria Falls ficam entre o Zimbabwe e a Zâmbia, e ganharam este nome de David Livingstone, que foi o primeiro europeu a vê-las em 1855 e homenageou a rainha da época com o seu nome, Victoria.

Victoria Falls é a maior queda d'água do mundo, com 1,7km de extensão no cânion do Rio Zambezi.

O volume de agua é de 1 milhão de litros x segundo, e as quedas chegam a 128 metros. 


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Zâmbia - Livingstone 


De Victoria Falls, no Zimbabwe, você deve apenas caminhar até a fronteira para obter o seu carimbo de saída do país. Depois, caminhar mais 1,5Km até a fronteira com a Zâmbia, e obter o seu carimbo de entrada. 

A melhor taxa de câmbio é na fronteira, por isso não perca. 

Você pode pegar um táxi por 60 kwacha zambiano ou cerca de 6 dólares para o centro de Livingstone, que é cerca de 11Km da fronteira. A cidade em si não tem muito a oferecer, mas é muito mais barata do que Victoria Falls. 

Você pode visitar o mercado local para comprar souvenirs. 

A maior parte dos turistas visitam a Zâmbia para conhecer a Devils Pool ou a Angels Pool (dependendo da época, a Devils Pool está fechada, devido ao volume de agua, então eles oferecem outra piscina natural, que é a Angels Pool). 

Na Devils Pool, os turistas tiram a famosa foto bem na borda da catarata, em uma piscina natural que se forma antes da queda. 

A entrada para o parque é US$ 105 por pessoa 😮, e você precisa ter um guia. O passeio de Livingstone, ida e volta, fica por US$ 125 por pessoa.  

Outra opção de passeio é o The Elephant Café, que custa US$ 185 por pessoa para tomar um café da manhã ou almoço e interagir com os elefantes. 

Precisa reservar com antecedência, pois servem um número limitado de pessoas. 

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Zâmbia - Lusaka 


De Livingstone para Lusaka de ônibus (melhor opção disponível) são cerca de 8 horas, e custou US$ 20 por pessoa. 

O ônibus sai às 9 horas e chega 17:30hs aproximadamente. 

Tivemos a sorte de ter ar condicionado no ônibus, mas eles param muitas vezes no caminho para deixar as pessoas em pequenas cidades ou na estrada. 

Lusaka também não tem muito a oferecer. A Zâmbia em si é um país com poucos atrativos e só recentemente se conscientizaram com relação à caça de animais. Portanto, estão introduzindo novamente alguns animais aos parques nacionais. 

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Malawi - Lilongwe 


Em 2005, foi considerado o país mais pobre do mundo, e hoje está em 4o lugar no ranking, com a ajuda do FMI, Banco Mundial e a melhora da economia local, que é basicamente agricultura (apesar do clima seco e árido - vimos pelo caminho muitas áreas de plantação de milho e tabaco). 

O Malawi foi devastado pelo vírus da AIDS e tem mais de 1 milhão de crianças órfãs pela doença. Mais de 40% da população vive com menos de U$S 1,20 por dia. 

Lilongwe é a capital do Malawi, eu fiquei extremamente assustada com a pobreza de lá. 

De Lusaka a Lilongwe (Malawi), são 12 horas de viagem de ônibus (parte às 6hs - chega às 18hs), e custa US$ 39 por pessoa com o Kobs Bus Service

No caminho, eles oferecem um pacote de biscoitos e um refrigerante 7 up. O ônibus para em torno de 10 vezes no caminho. 

Brasileiros pagam US$ 75 pelo visto de turista - tentei obter o visto de trânsito, que custa US$ 50, mas não permitiram. 

Recomendação de hotel: Hotel Kiboko - não existem muitas opções e, pelo que pesquisei, esse era o melhor custo benefício.

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Malawi - Cape Maclear 


De Lilongwe para Cape Maclear foram 4 horas, por causa do engarrafamento em Lilongwe, além da rota do GPS, que nos levou por caminhos secundários, estradas esburacadas, áreas rurais e cheias de buracos. 

Portanto, evite a rota mais rápida no Malaui, prefira a mais longa, que é por estradas mais conservadas. 

Cape Maclear está localizado na Baía dos Macacos, no sul do Lago Malawi. Uma boa dica é sempre ter água e algum lanche em seu carro, porque no caminho você raramente encontrará um lugar decente para comer. 

Não espere encontrar comida elaborada nessa região. Todos os alimentos são frescos e preparados do zero, então em todo lugar que você for, sua refeição levará cerca de 45 minutos para ficar pronta. 

Opções bem simples, basicamente arroz, feijão, salada, macarrão, peixe, frango ou carne (vaca ou cabra - normalmente pedaços de músculo, não encontramos nenhum que servisse filé, bife, etc). 

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Baobás


No caminho encontramos muitos baobás. 

O tronco dos baobás adota uma forma de garrafa durante a fase de maturidade, que em geral é estimada pelos 200 anos. 

Em boas condições, estas árvores podem viver até aos 800 ou 1000 anos. 

A capacidade de armazenamento de água nos tecidos do tronco pode alcançar os 100.000 litros, e esta reserva permite à árvore sobreviver às duras condições de seca.

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baobá no sul da África

Moçambique


Nós pegamos um vôo do Malawi - Lilongwe para Maputo, em Moçambique.

Porém, não há vôos diretos, e tivemos que fazer escala na África do Sul (Johannesburg).

Maputo é uma cidade grande, o país passou por uma guerra civil até pouco tempo atrás e também não é uma cidade tão segura. 

Como todos os outros países, a recomendação é evitar algumas áreas e não andar depois das 6 da tarde. 

É possível visitar Maputo em 1 dia completo. Fizemos tudo a pé, fomos em todos os pontos turísticos, e pegamos um tuc tuc até o Mercado de Peixe, onde escolhemos camarões, polvo e almeijas (vongole) por aproximadamente 20 euros. 

Lá mesmo você contrata uma pessoa para cozinhar os frutos do mar. Fique atento ao negociar os preços, pois eles querem extorquir o turista. 

No nosso caso, negociamos por 500 miticais tudo e, na hora da conta, a pessoa veio com os valores totalmente fora!! 

Não pagamos e batemos o pé no preço que havíamos combinado. 

Após o almoço, pegamos uma van local por 12 miticais, que nos deixou em frente ao Mercado de Artesanato

Não tivemos tempo de fazer a costa, mas vale a pena fazer o litoral. Tem uma barca para a Ilha da Ilhaca que sai próximo ao Forte. 

É apenas 1 horário na parte da manhã, com retorno no final da tarde. 

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Suazilândia ou Essuatine


De Maputo até a Suazilândia (Manzini), tivemos que esperar 5 horas (das 8 da manhã até 1 da tarde) só para ter a van cheia de passageiros. As vans só saem se estiverem cheias, caso contrário, não vale a pena para eles fazer esse percurso, que é longo. 

Pagamos 600 meticais por pessoa e a viagem durou uma eternidade, saímos às 13hs e chegamos às 18hs - fomos parados 2 vezes para controle de bagagens. 

Tem muita gente da Suazilândia que vai a Maputo para fazer compras de roupas para vender. 

Uma vez que estávamos em Manzini, no dia seguinte alugamos um carro na Avis Rent a Car, no Aeroporto King, e nos dirigimos para a Festa da Amarula - oferecida pelo Rei para a população. 

Na festa, as mulheres se vestem com roupas típicas, dançam e, à noite, é oferecida uma bebida feita de Amarula (eles chamam de Marula). 

Há outras festas realizadas pela família real - é o modo de juntar a população local. 

De Manzini para o aeroporto, pegamos uma carona com alguns moradores, na caçamba da caminhonete por 55Km.

Roteiro de viagem pelo sul da África
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Dados interessantes sobre a Suazilândia


1. O atual Rei da Suazilândia possui 15 mulheres e 60 filhos;

2. O seu antecessor tinha 60 esposas e 200 filhos; 

3. A cada uma das mulheres ele deve garantir o sustento da casa e dar "presentes" à família. Normalmente o presente é entre 15 e 20 vacas;

4. A fruta não tem nada a ver com o creme de Amarula;

5. 26% da população adulta tem HIV; 

6. É o menor país do hemisfério sul; e

7. Tem a 12ª menor expectativa de vida mundial, apenas 58 anos.

Se quiser ler mais sobre o sul da África, veja aqui:


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Claudia Rodrigues Pegoraro

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