4 de novembro de 2015

Inhotim pela Helen, Fernando e seus trigêmeos

Na semana passada vocês leram aqui o post que nós publicamos com o roteiro de viagem de carro de 14 dias por Minas Gerais, feito pela Helen, o Fernando e os trigêmeos aventureiros do casal. 

Naquele post, a Helen prometeu outro, específico sobre o passeio da família ao Inhotim e, como boa pagadora que é, aqui está: nesta postagem, eles contam tudo sobre a visita que fizeram ao famoso museu mineiro, que eu sonho conhecer!

Obrigada, família querida! A Helen está se saindo uma blogueira de primeira com esses posts detalhadíssimos, e já ganhou o título de "sócia" aqui do pequeno viajante :)

Com vocês, o Inhotim:

Como já detalhei no outro post, incluímos Inhotim em nossa viagem de carro por Minas Gerais porque já tinha ouvido e lido maravilhas sobre esse lugar.

Planejamento

Apesar de muitas pessoas optarem por ficar em Belo Horizonte, como nós preferimos lugares pequenos a capitais, optamos por ficar ali por perto mesmo, em Mário Campos, que é um município vizinho a Brumadinho, onde fica o Inhotim.

No outro post, apresentei nosso roteiro completo e informações sobre as hospedagens onde ficamos, inclusive a de Mário Campos.

Seguindo as dicas de quem já visitou Inhotim, sem crianças, mas principalmente com crianças, nos organizamos da seguinte forma:

1. Separamos 2 dias inteiros para aproveitar por lá, já que o “parque” é bem grande e em 1 dia não dá pra aproveitar tudo;

2. Compramos o ingresso do 1º dia incluindo o transporte com carrinho de golfe e o do 2º dia sem o transporte;

3. Compramos os ingressos pela internet, no próprio site do Inhotim, para evitar filas na entrada, mas, na prática, em nenhum dos 2 dias que fomos tinha fila grande na bilheteria. 

A compra é bem fácil e organizada e, após concluir o processo, recebi um email com um link para acessar os vouchers, que imprimi e levei comigo (tem que levar impresso). 

Ao lado da bilheteria tem um guichê onde apresentei os vouchers na chegada, e me entregaram as pulseirinhas de papel. 

As pulseiras têm cor diferente para quem comprou apenas ingresso para acesso e para quem comprou também o direito ao uso dos carrinhos de golfe.

4. Escolhemos 5ª e 6ª feira para a visita, para evitar finais de semana e a 4ª feira, dias em que, em geral, o lugar fica mais cheio.

Após estudar um pouco o Inhotim através de posts de pessoas que foram lá, achei que a melhor estratégia para nós, que viajamos com 3 crianças de 6 anos, seria fazer um planejamento da visita, organizando previamente o roteiro que faríamos lá dentro, e as galerias que queríamos conhecer.

Nas pesquisas que fiz, me apaixonei por 2 posts específicos, apesar de ter usado dicas de incontáveis artigos:

Inhotim com crianças: Roteiro Sugerido com Dicas para Aproveitar o Máximo o Passeiodo Rotas Capixabas, que tem um roteiro detalhadinho feito com criança no primeiro dia deles no Inhotim

Visitando Inhotim com criança: Alice no País das Exclamações - do Viaje Na Viagem, também com criança, sendo que o roteiro feito no Inhotim se baseou no 1º post citado, e inclui algumas sugestões para o 2º dia

Com base nessas informações, e estudando o mapa disponível no site do Inhotim, montei nosso roteiro,  praticamente copiando o roteiro do Rotas Capixabas para o 1º dia. 

Como encontrei poucas informações publicadas sobre o Eixo Rosa, estudei no próprio site do Inhotim as galerias e obras, e montei nosso roteiro para o 2º dia.

Nesse planejamento, priorizei as 5 obras citadas pelo Inhotim no artigo Cinco Obras para curtir com crianças, que também foram ponto de partida nos passeios relatados nos 2 posts acima. 

Incluí ainda outras obras indicadas nesses e em outros posts como interessantes para as crianças.

No nosso planejamento, considerei que não iríamos entrar em todas as galerias do caminho, para não forçar demais as crianças.

Durante o passeio,  como não poderia deixar de ser, fizemos algumas adaptações na hora. O que vou passar a seguir é o que fizemos na prática.

É importante ressaltar que nós não fazemos questão de almoçar de verdade quando estamos viajando, e optamos por lanchar no Inhotim e deixar para "comer comida" à noite, na pousada. 

Como no Inhotim existem poucas opções de restaurantes, quem tem necessidade de uma refeição no almoço precisará planejar o roteiro lá considerando estar próximo de um dos restaurantes na hora em que quiser almoçar.  

Nós tomamos um bom café da manhã, levamos lanchinho e biscoitos para as crianças e comemos em uma das lanchonetes na hora em que a fome estava começando a apertar, o que nos deixou mais livres...

O Inhotim

Quem já leu bastante sobre o Inhotim já deve saber perfeitamente das informações que passarei aqui. Mas, para quem está começando a organizar a visita agora, são informações muito úteis para planejar o passeio.

O Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, descreveu o Inhotim assim, quando esteve lá pela primeira vez: Me senti num parque temático de arte contemporânea. Um Universal Studios Islands of Adventure cabeça - em que as atrações não são brinquedos, mas galerias de artistas.

O Inhotim é bem por aí, muitas galerias de arte, obras e esculturas, distribuídas por uma área bem grande, que é um parque, com paisagismo maravilhoso!

Existem 3 eixos, que são os “caminhos”, que podem ser vistos no mapa abaixo, disponibilizado para impressão no site do Inhotim:

Eixo Laranja

Eixo Amarelo

Eixo Rosa

As galerias e obras ficam distribuídas ao longo desses eixos.

mapa disponibilizado no site e entregue impresso na recepção

Existem 5 rotas dos eixos que são percorridas por carrinhos de golfe, sendo 4 delas no Eixo Laranja e uma no Eixo Rosa.

São rotas predeterminadas (marcadas no mapa em pontilhado branco dentro dos Eixos), e não muito longas, ou seja, cada rota tem um ponto inicial e final, e os carrinhos percorrem apenas esse trecho, e não rodam pelo parque inteiro. Para utilizar o carrinho é necessário comprar o ingresso extra.

Pelo que vi, existe também opção de contratar um carrinho exclusivo, mas não sei exatamente como funciona nesse caso.

Achamos bastante útil usar o carrinho quando fizemos o Eixo Laranja, pois, além de economizar tempo e pernas em trechos mais longos, andar de carrinho de golfe foi uma diversão e tanto para as crianças.

Informações importantes

* No Eixo Laranja e no Eixo Amarelo existem bebedouros em diversos lugares. 

Não esqueça de levar garrafinha e ir reabastecendo com água fresquinha ao longo do passeio. 

Já no Eixo Rosa não vimos nenhum bebedor, então quando for explorá-lo vá mais preparado.

* Existem várias lanchonetes e alguns restaurantes distribuídos pelo Inhotim, mas nem todos abrem todos os dias, então se informe na recepção sobre o que está aberto no dia da sua visita para evitar surpresas.

* Se o dia estiver quente, não esqueça do boné e protetor solar - a gente anda muito por lá e alguns trechos são mais abertos.

* Use sapatos confortáveis, considerando que vai andar bastante. Apostamos em tênis para a família toda e não nos arrependemos.

* Se estiver calor, leve roupa de banho (e bóias, se necessário), pois existem 2 obras/galerias onde é possível entrar na  piscina. 

Se estiver com criança, leve também roupa de banho para o adulto. Segundo informação que me passaram lá, crianças só podem entrar na água se houver um adulto junto "dentro da água". Não é necessário levar toalhas, pois eles fornecem lá.

Roteiro

Agora vamos ao nosso roteiro,  dividido por dia:

Dia 1 (5ª feira): Eixo Laranja e parte do Eixo Amarelo

Já na chegada ao Inhotim, no caminho do estacionamento até a recepção, começa o deslumbramento com as alamedas cercadas de árvores, tudo muito bem cuidado!


chegando no Inhotim

já na chegada, surpresos com a beleza do Inhotim

Programamos para, nesse dia, fazer boa parte do Eixo Laranja. Na prática, fizemos o Eixo Laranja todo, e ainda parte do Amarelo.

No mapa abaixo, pode ser visto o roteiro que fizemos e as obras/galerias que visitamos. 

Na descrição, incluí a sigla de cada galeria/obra, para facilitar encontrar a mesma no mapa do Inhotim.


Trajeto feito no Inhotim no 1º Dia - em vermelho o trajeto feito caminhando na ida, e em verde claro o trajeto feito de carrinho de golfe na ida; em vinho o trajeto feito caminhando na volta e em verde escuro o trajeto feito de carrinho de golfe na volta. 

As galerias/obras visitadas estão com círculo vermelho claro.

Da recepção, pegamos o Eixo Laranja e fomos até o lago e aproveitamos a primeira linda paisagem dentro do "parque". 

Visitamos o Vandário (uma exposição de orquídeas muito especial) e fomos para o ponto dos carrinhos da Rota 1. 

Chegando no ponto, o funcionário nos aconselhou a visitar a Galeria Valeska Soares (G14) antes de pegar o carrinho, e já começamos a sair do programado (felizmente!). 

É uma galeria com jogo de espelhos, dança e música e as crianças adoraram! 

Voltamos até o ponto e embarcamos no primeiro de muitos passeios de carrinho de golfe do dia.


Vandário, com suas maravilhosas orquídeas de diversas cores

vista da “alameda” próxima ao Vandário

vista do lago próximo ao Vandário

acesso à Galeria Valeska Soares

O ponto de descida é em frente ao Galpão Cardiff & Miller (G11). As crianças ficaram um bom tempo olhando os vídeos e ficaram super intrigadas...

Da saída da galeria, fomos até o ponto da Rota 2 e seguimos de carrinho até a Galeria Carroll Dunham (G22). 

Visitamos a galeria, que é composta por quadros com árvores (as crianças quiseram passar 2 vezes pela galeria para ver as diferenças entre os quadros!), e seguimos até a Galeria Marilá Dardot (G17).

Essa galeria tem uma proposta bem legal: vasos em forma de letras que podem ser organizados no jardim formando palavras.


Clara toda feliz com a palavra que escreveu com os vasos da Galeria Marilá Dardot

Também é possível plantar nos vasos. Só achamos um pouco desorganizado: tinha vários vasos quebrados pelo jardim, o que pode causar um acidente,  principalmente com crianças.  E a área destinada para plantio estava um pouco desorganizada e não tinha ninguém para orientar e nem uma placa explicando onde ficavam as coisas. 

Tinha 2 tambores, cada um com um pouquinho de terra, e 1 (um mesmo!!!!) saquinho com sementes. 

Usei a criatividade, coloquei avental nas crianças,  dividi as sementes "irmãmente" e, no final, todo mundo ficou feliz!  Mas foi o único lugar por lá que me deixou um pouco decepcionada...


Maria, Clara e Francisco bem compenetrados plantando sementes de mini-girassol

meus jardineiros!!!

Saindo de lá, troquei as crianças no vestiário ao lado da piscina-agenda telefônica da obra Piscina, de Jorge Macchi (A15), e fomos nos refrescar um pouco. 

Apesar do calor, a água estava gélida,  mas foi ótimo! Ficamos por lá um pouco, nos trocamos, e seguimos caminhando até o ponto da Rota 3.


pausa para refrescar na Piscina, de Jorge Macchi

Paramos no caminho, em um dos milhões de bancos de tronco que existem espalhados pelo Inhotim, embaixo de uma sombra, e relaxamos um pouco enquanto as crianças comiam um lanchinho.

Quando chegamos no ponto da Rota 3, avistamos os vergalhões de aço da obra Beam Drop Inhotim, de Chris Burden (A14), que já tinha visto em algumas fotos, e não resistimos uma esticadinha até lá.


obra Beam Drop Inhotim, de Chris Burden

Pegamos o carrinho e, como sugerido pelo post do Rotas Capixabas, pedimos para descer na Galeria Cosmococa

No caminho, o motorista deu uma reduzida na velocidade e nos mostrou a obra Elevazione, de Giuseppe Penone (A22), conhecida também como Árvore Suspensa, que é super interessante! 


impressionante obra Elevazione, de Giuseppe Penone, vista do carrinho de golfe

andar de carrinho de golfe foi uma das atividades preferidas das crianças!

Chegamos na Galeria Cosmococa (G15), que é suuuuper interessante e que as crianças AMARAM!!! Principalmente uma das salas dela!  São salas com experiências "sensoriais", mas vale a pena deixar pra descobrir na hora...

Andando dali em direção ao ponto da Rota 4, passamos pelo famoso Troca-Troca, de Jarbas Lopes (A6), os famosos fusquinhas coloridos e, obviamente, ficamos por lá um tempo, com as crianças explorando tudo! 

Até descobriram que o capô e a portinha de colocar combustível abrem! Fuçam em tudo!!!!!!


explorando o Troca-Troca, de Jarbas Lopes

Continuamos descendo pela "alameda" até a Galeria Fonte (G4), onde tem uma lanchonete e demos uma pausa para um lanche. 

Nessa lanchonete eles servem fatias de pizza e tem suco natural de laranja, refrigerantes e café.  Demos um pouco de azar, pois tinha acabado de chegar um grupo escolar e a lanchonete estava bem cheia. Como são poucos funcionários, levou quase meia hora o processo todo, entre pagar e receber o pedido...

Quando terminamos de lanchar, eram 14h30min e, considerando a programação que tínhamos feito, só teríamos mais 2 galerias para ver nesse dia.

Depois de olhar o mapa, decidimos aproveitar que tínhamos os tickets  de carrinho de golfe, e andar até o ponto da Rota 5, que é o único circuito de carrinho de golfe fora do Eixo Laranja,  e fica no Eixo Rosa. 

Sabia que lá tinha a obra onde é possível ouvir o som de dentro da terra, a Galeria Doug Aitken (G10), que não tinha planejado visitarmos pois achei que não daria tempo.


um dos muitos bancos de tronco maravilhosos que encontramos pelo Inhotim

Após descansarmos mais um pouco numa sombra deliciosa, e deixarmos as crianças brincarem um pouco, pegamos o caminho à esquerda, entrando no Eixo Amarelo. 

Nesse trecho, os jardins são lindos e existem alguns destaques botânicos: o Tamboril centenário (B1) e as Patas de Elefante (B2). 

Passamos pela escultura Gui Tuo Bei, de Zhang Huan (A11), e entramos à esquerda.


Tamboril centenário

Gui Tuo Bei, de Zhang Huan

A aparência externa de “meia bola de futebol” da obra By Means of a Sudden Intuitive Realization, de Olafur Eliasson (A8) atraiu as crianças, e entramos. E eles amaram! Luzes estroboscópicas com uma fonte de água... 

Coisas simples, mas que conquistaram as crianças e colocaram a obra entre as “Top 5” para eles!

Na saída, quando fui pedir informação à funcionária que estava cuidando dessa obra sobre o melhor acesso para chegar até o ponto da Rota 5 de carrinhos, recebi a triste notícia de que a Galeria Doug Aitken (G10) e a Galeria Matthew Barney (G12) estavam fechadas para manutenção, de forma que nosso plano de seguir até lá foi “por água abaixo”. 

Diante dos pedidos insistentes das crianças para andar mais de carrinho de golfe, decidimos retornar o caminho que já havíamos feito de carrinho, no caminho oposto àquele que tínhamos feito na ida, mas agora entrando nas galerias que não havíamos conhecido.


mais bancos de tronco pelo Inhotim

Retornamos andando pelo mesmo caminho que fizemos até o ponto de carrinho da Rota 4, passando novamente pelos belos jardins com o Tamboril, e dessa vez visitando a Galeria Fonte (G4). 

Seguimos com o carrinho de golfe até o ponto final dele, e visitamos a Galeria Carlos Garaicoa (G18), que tem uma cidade de velas.

Pegamos o carrinho da Rota 3 e, após descer, fomos até o ponto da Rota 1 de carrinho, que ainda não tínhamos visitado, e que vai até a Galeria Psicoativa Tunga (G21), onde as crianças se interessaram muito pelas imensas “tranças” e pelas “cabeças de caveira”.

Pegamos o carrinho novamente e, após descer, antes de pegar o carrinho da Rota 1, fomos visitar a obra Viewing Machine, de Olafur Eliasson (A13), que é um caleidoscópio instalado no jardim. 

Pegamos o carrinho da Rota 1 e, após descer, seguimos até a Galeria Adriana Varejão (G7), e de lá seguimos, já às 16h30min, em direção à saída, cansados, mas bem felizes!


Viewing Machine, de Olafur Eliasson

Dia 2 (6ª feira): parte do Eixo Rosa e parte do Eixo Amarelo

Com base no que fizemos no 1º dia, à noite já reorganizei um pouco nosso roteiro para o 2º dia. 

Como no Eixo Rosa não tem lanchonete, apenas o Restaurante Oiticica, decidimos começar pelo Eixo Rosa, e depois seguirmos para o Amarelo, onde existem opções de lanchonete.

No mapa abaixo pode ser visto o roteiro que fizemos e as obras/galerias que visitamos. 

Na descrição, incluí a sigla de cada galeria/obra, para facilitar encontrar a mesma no mapa do Inhotim.


Trajeto feito no Inhotim no 2º Dia - em vermelho o trajeto feito caminhando na ida, e em verde claro o trajeto feito de carrinho de golfe na ida; em vinho o trajeto feito caminhando na volta e em verde escuro o trajeto feito de carrinho de golfe na volta. 

As galerias/obras visitadas estão com círculo vermelho claro.

Da recepção, já pegamos o Eixo Rosa, seguindo em direção ao lago. 

Visitamos a obra Bisected Triangle, Interior Curve, de Dan Graham (A4), seguimos dando a volta ao lago pela direita, visitamos o Narcissus Garden, de Yayoi Kusama (A17) e aproveitamos para tomar um café na cafeteria que fica no Centro de Educação e Cultura Burle Marx

Seguimos andando pelo Eixo Rosa, que vai beirando o lago, com lindas paisagens. 

Visitamos a obra Invenção da cor, penetrável Magic Square # 5, De Luxe, de Hélio Oiticica (A12), que tem cores vibrantes e já estava chamando a atenção das crianças desde o outro lado do lago...

Visitamos a Galeria Lago (G6), onde as crianças exploraram diversas esculturas, e em seguida a Galeria Marcenaria (G9).


obra Bisected Triangle, Interior Curve, de Dan Graham, no Eixo Rosa

observando o Narcissus Garden, de Yayoi Kusama


explorando a obra Invenção da cor, de Hélio Oiticica

Paramos para descansar em uns bancos em uma sombra ao lado das esculturas de bronze da obra sem título de Edgard de Souza (A16). 

As crianças se divertiram tentando entender as poses das esculturas, e apenas quando saímos de lá reparamos que, do lado oposto, tinha uma placa informando que não era permitido pisar na área de concreto no entorno das esculturas...oops...já era tarde...


imitando as esculturas de bronze de Edgard de Souza

Continuamos caminhando, conhecemos a obra Inmensa, de Cildo Meireles (A3), e seguimos em direção à recepção novamente, pelo Eixo Amarelo. 

Visitamos a Galeria Praça (G3) e seguimos em direção à casinha branca que abriga a Galeria Rivane Neuenschwander (G13), conhecida como Continente/Nuvem, e é uma das 5 obras indicadas pelo Inhotim para crianças, mas infelizmente estava fechada para manutenção...

Continuamos até a Galeria Cildo Meireles (G5), que foi outro ponto alto da visita. 

As crianças se surpreenderam vendo todos os objetos na sala Desvio para o Vermelho e se divertiram muito andando pelo circuito na sala Através.


painel da Galeria Praça

Decidimos parar para lanchar, e como nesse dia apenas estavam abertas as lanchonete da Galeria Fonte (a mesma em que comemos no dia anterior) e da Galeria True Rouge (G2), para variar um pouco, decidimos ir em direção à segunda.


mais um banco de tronco, quase um parque de diversões!

Passamos novamente no caminho do Tamboril, que já havíamos passado 2 vezes na véspera, e viramos à esquerda, passando em frente ao Restaurante Tamboril, e seguimos até a lanchonete, onde fizemos uma pausa. 

Nós comemos uns salgados, enquanto as crianças comeram os lanches que havíamos levado, e tomamos suco.

Após essa pausa, as crianças fizeram questão de entrar na Galeria True Rouge (G2), curiosos com as peças vermelhas penduradas... 

Dali, retornamos pelo mesmo caminho que fomos e, agora sem fome, entramos para visitar a Galeria Mata (G1), e fizemos, a pedido das crianças, nova visita à obra By Means of a Sudden Intuitive Realization, de Olafur Eliasson (A8) (a das luzes estroboscópicas), que já tínhamos conhecido na véspera.

Depois, seguimos em direção à saída do Inhotim, e aproveitamos para visitar as lojinhas que ficam na entrada.

Saímos do Inhotim em torno de 15h, bem cansados, mas satisfeitos com a chance de conhecer esse lugar incrível!

Conclusão

Antes de ir, tentei selecionar algumas obras e galerias que tinham um apelo a mais para as crianças, mas durante a visita percebemos que eles ficam interessados por muito mais coisas do que imaginamos! 

Eles nos surpreenderam em diversos momentos, e mesmo aos monitores, se mostrando super interessados por algumas exposições que, a princípio, não pareciam tão interessantes para crianças. 

Uma técnica que usei foi usar a criatividade e ajudar que eles se encantassem com as coisas...e, quando a gente dá um pouco de corda, a criatividade das crianças não tem limite, né?! 

Tranças de corda viraram as tranças da Rapunzel, cabeças de caveiras viraram coisas em barcos piratas, etc...

Ou seja, não pense 2 vezes se tiver oportunidade de levar crianças ao Inhotim

Estude um pouco o roteiro, e solte a imaginação junto com os pequenos! O resultado será maravilhoso para todos!!!
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Helen, é exatamente assim! 

Sempre que viajamos com o Lipe, usamos a criatividade o tempo todo, seja num museu, seja numa trilha, e ele sempre encontra referências a piratas, super heróis ou zumbis por todos os lugares! 

É por isso que a gente sempre garante que viajar com o nosso pequeno viajante tornou as nossas aventuras muito mais divertidas! Nada como olhar o mundo com olhos de criança, não é???

Outras amigas que também foram ao Inhotim foram a Clau Bins, do blog Mezzo Mondo, e a Pati Papp, do blog Eu viajo com meus filhos

Você também já viajou por Minas Gerais? Conheceu o InhotimQual foi a sua obra de arte preferida? Por favor, deixe as suas dicas na nossa caixa de comentários! 

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E ainda, sobre uma viagem a Fortaleza com trigêmeos, leia aqui



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