29 de outubro de 2015

roteiro de viagem de carro por Minas Gerais: 14 dias entre Ouro Preto, Serra do Cipó, Inhotim e São Thomé das Letras, pela Helen, Fernando e seus trigêmeos

Se vocês olharem o post com os nossos 9 sonhos de viagens em família, verão que, no Brasil, nós sonhamos aqui em casa com 2 destinos: Minas Gerais e a Amazônia

Nunca estive nestes 2 lugares, e quero muito passar pelo menos uma semana, de carro, passeando por Ouro Preto, Tiradentes, Mariana...e, claro, aproveitar para conhecer Belo Horizonte e o famoso Inhotim

Ultimamente, também tenho visto muitas fotos lindas da Serra do Cipó no Instagram, e a vontade de conhecer este Parque Nacional tem aumentado!

Então, quando a Helen Waldemarin me contou que ia fazer uma roadtrip de 2 semanas passando por todos esses destinos em Minas Gerais, eu praticamente intimei ela a nos contar tudo em detalhes aqui no blog kkkkkk...

Obrigada, Helen! Teu post ficou lindo, cheio de dicas úteis, e vou te dizer uma coisa: tem gente que vai ficar envergonhada quando souber que tu viajas com TRIgêmeos, enquanto alguns preguiçosos por aí acham "complicado" viajar com um filho!


Gostamos muito de Minas Gerais e, devido à proximidade desse estado com o Rio de Janeiro, onde moramos, já fomos várias vezes para alguns lugares por lá. 

A verdade é que, além de diversos destinos legais, gostamos muito da hospitalidade do povo mineiro, e da comida (nham nham)!

Por isso, quando vislumbramos a possibilidade de tirarmos uns dias de férias que tinham "sobrado" em outubro desse ano, após pesquisar um pouco o custo de passagens e aluguel de carro, decidimos fazer um roteiro de carro em Minas, no "entorno" de BH, saindo de carro do Rio.

A escolha se baseou em alguns pontos:

- amamos viajar de carro, e o maridão estava cobrando uma esticada de carro por aqui, sem incluir trecho de avião;

- com a crise atual, preferimos tentar enxugar um pouco os custos da viagem. 

Para nossa família, com 2 adultos e 3 crianças de 6 anos (trigêmeos), os custos de passagem + aluguel de carro pesam um pouco no orçamento. Principalmente porque não conseguimos alugar carro simples, pois não cabem 3 cadeirinhas (e nem as malas de 5 pessoas), e no Brasil aluguel de carro maior é bem "salgado"...ou seja, no nosso caso, viajar de carro próprio reduz efetivamente o orçamento da viagem! E como curtimos muito, "junta a fome com a vontade de comer", como se diz por aí.

Roteiro

Como tínhamos 14 dias no total (graças ao encaixe das férias com o feriadão de 12/10), pudemos organizar o roteiro como gostamos, com alguns destinos que queríamos conhecer, e hospedagem de 3 a 4 dias em cada local, para minimizar a maratona e o carrega/descarrega de malas.

Após avaliar e estudar um pouco, decidimos incluir Ouro Preto, que o Fernando ainda não conhecia, Inhotim, que eu estava suuuuper ansiosa por conhecer, e a Serra do Cipó, da qual já tinha ouvido maravilhas de alguns amigos (sempre que possível incluo Parques Nacionais nos nossos roteiros, pois acho muito legal conhecer as áreas protegidas!). 

Nosso roteiro foi completado com uns dias em São Thomé das Letras, que é um destino que já conhecíamos, e de que gostamos muito, e onde encontramos com outras pessoas de nossa família.

Dessa forma, conseguimos montar um roteiro mais heterogêneo, com cultura, história e natureza, e com programas para as crianças e para nós adultos! ;)

No final, o roteiro ficou assim:

Dia 1: Rio de Janeiro - Ouro Preto
Dia 2: Ouro Preto
Dia 3: Ouro Preto
Dia 4: Ouro Preto - Serra do Cipó
Dia 5: Serra do Cipó
Dia 6: Serra do Cipó
Dia 7: Serra do Cipó
Dia 8: Serra do Cipó - Mário Campos (Inhotim)
Dia 9: Inhotim
Dia 10: Inhotim
Dia 11: Mário Campos - São Thomé das Letras
Dia 12: São Thomé das Letras
Dia 13: São Thomé das Letras
Dia 14: São Thomé das Letras - Rio de Janeiro

Veja aqui o mapa do roteiro


Hospedagens

Escolher acomodações para a nossa família é sempre uma tarefa e tanto... 

Com 2 adultos e 3 crianças, essa não é uma atividade fácil, especialmente para conciliar uma opção que gostemos, que caiba a família inteira e não "custe um rim"!

Para conseguir resolver essa etapa, tenho usado uma estratégia que tem funcionado bem, mas que é um tanto trabalhosa. 

Para levantar boas opções, pesquisei no Booking e no Trip Advisor hospedagens que tinham boa avaliação, independente da disponibilidade para a época que íamos viajar. 

Depois de fazer uma lista de possíveis hospedagens, fui checar direto nos sites para verificar se tinham opção de hospedagem para famílias, e enviei e-mail perguntando sobre disponibilidade e tarifas. 

Para hospedagens de que gostei e não possuíam informações sobre hospedagem para famílias, mesmo assim enviei e-mail para verificar.

Essa estratégia é a melhor que encontrei até agora...aparentemente muitos estabelecimentos não disponibilizam no Booking os quartos familiares que têm, e em outros casos, não informam que comportam 2 adultos e 3 crianças. 

Na prática, quando faço pesquisa no Booking incluindo toda a família na pesquisa, aparecem pouquíssimas opções, mas se tento diretamente com os estabelecimentos, acabo conseguindo.

Vale explicar também que, em geral, preferimos ficar em pousadas/hotéis do que em apartamentos pelo café da manhã e pelo serviço de quarto. Um luxo que gostamos de ter...rsrsrs!

E preferimos pousadas em áreas verdes àquelas na cidade, se possível com varanda, assim, depois que as crianças dormem, podemos relaxar um pouco do lado de fora...e essas pousadas também são as preferidas pelas crianças. 

Como diz o Francisco: “Vamos ficar no hotel na natureza mamãe?” 

Então vamos a uma breve descrição das nossas escolhas para essa viagem:

Ouro Preto


Fica fora do centro histórico, mas a 5 minutos de carro. 

Tem chalézinhos conjugados, tipo apartamentos, com 1 quarto com uma cama de casal e uma de solteiro, uma antessala com uma cama de solteiro e um sofá-cama de solteiro, cozinha americana com pia, mesa, fogão (cookpit) e frigobar, e banheiro, com pia do lado de fora e sanitário e box dentro. 

Na área externa tem um jardim bem cuidado com um pergolado bem agradável. 

O café da manhã é servido no apartamento no horário agendado e é muito bom: café, leite, achocolatado, frutas, iogurte, pães, geleia, manteiga, frios. 

Depois é só deixar a chave que eles limpam tudo! :)




Serra do Cipó


Fica após a vila, um pouco antes do acesso à Cachoeira Véu da Noiva. 

São apartamentos com varanda, com 2 quartos, sendo um com uma cama de casal e outro com 3 camas de solteiro, e um banheiro, com pia, sanitário e box

Tem um jardim bem cuidado, quadra de vôlei de areia, parquinho infantil, piscina, sauna e uma piscina pequena fechada, levemente aquecida. 

O café da manhã é servido no salão e é bom. 

Só sentimos falta de ar condicionado, pois estava muito quente e, mesmo refrescando à noite, dentro do quarto ficava quente.




Inhotim


Após algumas buscas, essa foi a opção escolhida. 

Fica em Mário Campos, a 15km de Brumadinho, onde fica o Inhotim. 

O acesso é por uma rodovia de mão dupla, sinuosa, mas boa. 

Ficamos em um chalé com 2 quartos, sendo um com uma cama de casal, e outro com 2 beliches e uma cama de solteiro, uma salinha com uma pia, frigobar e uma mesa plástica com 2 cadeiras, e um banheiro com pia, sanitário e box

A decoração do chalé é bem simples e rústica. 

A área externa é bem grande e com muito verde. Tem um parquinho, piscina e sala de jogos. 

O jantar e o café da manhã estão incluídos na diária e são servidos em um varandão perto da piscina. O jantar é self-service, muito bom, comida caseira com salada e pratos quentes servidos no fogão à lenha.





Passeios

Ouro Preto

Chegamos em Ouro Preto à noitinha, fizemos o check-in na Pousada Chico Anjo e, depois de nos instalarmos, saímos para jantar no Restaurante El Paso, no centro histórico, e a pizza estava muito boa.

No dia seguinte, após passar no Centro de Informações Turísticas, estacionamos próximo à Igreja de São Francisco de Assis

Conhecemos a igreja e depois fomos até o Museu da Inconfidência, que tem várias salas com peças da Inconfidência Mineira e do Brasil Império. 

Como as crianças tinham "estudado" recentemente na escola sobre Tiradentes e sobre a Independência do Brasil, aproveitei para explorar com eles esses temas e também a questão da escravidão, e eles ficaram super interessados. 

Após sairmos do Museu e darmos uma olhada na Praça Tiradentes, pegamos novamente o carro e fomos até a estação de trem comprar os ingressos para o passeio no dia seguinte, seguindo indicações que tinha de comprar antecipadamente.

Pegamos novamente o carro e estacionamos próximo à Matriz Nossa Senhora do Pilar e fizemos a visita à igreja e ao pequeno museu que existe nos fundos, no subsolo. 

Pegamos novamente o carro e estacionamos na área mais central da cidade, na Rua Direita, próximo à Praça Tiradentes. 

Almoçamos num restaurante por quilo lá mesmo (não anotei o nome) e fomos andando até a Casa dos Contos

Optamos por não entrar na exposição, pois as crianças já estavam um pouco cansadas do roteiro igreja - museu. Mas fomos conhecer a exposição na antiga senzala, que tinha visto que era interessante para crianças. E eles realmente ficaram interessados, curiosos e chocados em ver os artefatos, incluindo as peças usadas na época da escravidão. 

Demos uma pequena volta no parque que fica atrás da Casa dos Contos, que tem trilhas com calçamento, mas, como estava muito sol, não nos animamos de andar muito. 

Pegamos novamente o carro e fomos visitar a Mina du Veloso, uma das minas de ouro de Ouro Preto que foi adaptada para o turismo. 

A Mina du Veloso fica em uma das ladeiras da cidade, no meio de um bairro residencial, mas tem placas indicando o local. 

Conseguimos estacionar fácil e entramos na casa onde fica a Mina. 

Na frente tem uma pequena lojinha de souvenirs e o balcão onde compramos as entradas. De lá já fomos para a parte de trás da casa, onde fica a entrada da Mina, assim, no quintal da casa... 

Colocamos os capacetes, com touca de TNT por baixo, posamos para algumas fotos e entramos na Mina com o nosso guia. 

A mina é como um corredor, e em algumas partes é preciso abaixar um pouco o corpo porque o túnel é mais baixo do que uma pessoa (inclusive do que eu, que tenho pouco mais de um metro e meio!). 

Todo o percurso tem iluminação elétrica e luzes de emergência, para casos de falta de luz. 

O guia foi todo o percurso explicando como foi construída a mina e como era feita a exploração do ouro, mostrando os tipos de rocha, etc. 

As crianças (principalmente o Francisco) ficaram muito interessadas e fizeram um milhão de perguntas pro guia (coitado...rsrsrs). Eles amaram a aventura de andar por dentro da mina, de capacete, etc. 

Foi um programa que eles amaram!!! 

Saindo da Mina, fomos até o Mirante São Sebastião, que tem uma bonita vista da cidade, e paramos num supermercado para comprar umas coisas, e nessa noite comemos na pousada mesmo para descansar e acordar cedo para o esperado passeio de trem no dia seguinte.

Uma nota interessante: conseguimos estacionar com certa facilidade em todos esses locais que falei. 

No centro histórico, é necessário comprar a folhinha de estacionamento rotativo, que é vendida em bares e lojinhas, anotar a hora de chegada, e deixar no painel do carro. Essa facilidade nos "economizou as pernas" nas ladeiras da cidade, especialmente estando com criancas.

Igreja São Francisco de Assis, em Ouro Preto

Matriz Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto

pose na escadaria da Casa dos Contos

trilhas no parque atrás da Casa dos Contos

Museu da Inconfidência

ladeira típica do centro histórico de Ouro Preto

família pronta para entrar na Mina du Veloso

Ouro Preto vista do mirante do Morro de São Sebastião

No segundo dia, acordamos cedo e às 9hs já estávamos estacionando próximo da estação ferroviária de Ouro Preto. 

O trem saía às 10hs, mas nos aconselharam a chegar cedo para conseguir vaga no estacionamento e para podermos escolher o lugar no trem. 

Esperamos um bom tempo porque o embarque só é liberado 15 minutos antes da partida, e um pouco antes eles organizaram a fila. 

É bom ficar esperto se chegar cedo e se informar onde será a fila e já ficar por perto. Nós fomos os primeiros a chegar na estação, mas ficamos sentados do lado oposto da plataforma, e, quando vimos, a fila já tinha algumas pessoas na nossa frente. 

Mas, mesmo assim, quando embarcamos conseguimos um ótimo lugar, até porque nesse dia, uma sexta-feira, o trem não estava lotado. 

Seguimos as dicas que recebemos e fomos direto para o último vagão (de onde é possível tirar fotos do trem fazendo as curvas) e nos sentamos do lado direito do trem, que é onde tem as vistas mais bonitas. 

Logo que o trem sai, ainda em Ouro Preto, o lado esquerdo compensa mais, porque dá para ver algumas vistas bonitas da cidade, mas no restante do percurso as paisagens mais bonitas estão efetivamente do lado direito. 

Nós viajamos no vagão comum, com janelas (que não abrem por questão de segurança), mas existe também a opção de viajar no vagão panorâmico

No trem eles disponibilizam copinhos de água mineral à vontade (grátis) e também tem banheiro. 

A viagem dura uma hora e vai seguindo por áreas rurais, passando ao lado de um rio, e por umas áreas bem íngremes e até um precipício. Tem algumas vistas interessantes. Em termos de vista, gostamos bem mais desse passeio do que do de Tiradentes a São João del Rey e do de São Lourenço

A equipe é muito simpática e vem conversar com os passageiros (e posar para fotos) durante a viagem.

Chegando em Mariana, pedimos informações e seguimos a pé até o centro histórico. 

Tinha planejado parar um pouco com as crianças no parquinho da estação, mas ele estava fechado :(

Caminhamos até a Catedral da Sé de Mariana, onde assistimos ao conserto da organista. Foi bem interessante, mas não indico para quem estiver com crianças muito elétricas, pois leva aproximadamente uma hora e as crianças cansam um pouco. Os meus são tranquilos, mas no final já estavam cochichando no meu ouvido se ainda ia demorar, e acabaram deitando no banco da igreja (rsrsrs). 

A organista é super simpática e vai explicando as músicas que vai tocar, sua origem, época, etc. No final, os ouvintes são convidados a subir até o local onde fica o órgão para ver de perto e tirar as dúvidas. 

Novamente o Francisco fez várias perguntas (rsrsrs) e as crianças gostaram muito de ver o órgão de perto e de ver como funcionava, com os sons diferentes que saíam. 

Só achamos o preço meio salgado (R$ 30,00 adultos e R$ 15,00 crianças acima de 6 anos, sendo que menores de 6 anos não podem entrar). 

Almoçamos ali na praça mesmo em um restaurante por quilo e fechamos com um taxista o percurso de volta a Ouro Preto, incluindo a parada para visita à Mina da Passagem (que fica no meio do caminho) por R$ 70,00. Achamos bom pelo conforto...

O motorista estacionou na área da Mina, nos levou até a recepção e ficou lá nos aguardando fazer o passeio (e era muito simpático e atencioso com as crianças). 

Compramos os ingressos (R$ 39,00 para adultos e R$ 31,00 para crianças acima de 5 anos, sendo que menores de 5 anos não pagam). 

Essa Mina fica em uma fazenda, na área rural, diferente da outra visitada na véspera. Fomos caminhando da "bilheteria" até o local de acesso à Mina. 

No caminho tem uma pequena lanchonete e loja de souvenirs e um pequeno museu com equipamentos e maquinários antigos. 

O acesso à Mina é feito com um trolley, como chamam no site da Mina, que é um tipo de trenó sobre trilhos, puxado por cabos, bem simples e o mesmo que usavam quando a Mina era explorada. O carrinho desce uma ladeira e tanto, então é uma aventura bem legal para as crianças. 

A Mina da Passagem foi aberta com equipamentos e dinamite, e por isso é bem diferente da mina do dia anterior. Tem corredores bem altos e largos. Também possui iluminação elétrica. A guia desceu conosco no trolley, e já no desembarque começou a nos guiar e explicar como a mina foi contruída, como era feita a exploração do ouro, etc. 

Como as crianças estavam bem agitadas, ela emprestou a lanterna dela para eles e eles foram revezando e explorando tudo, rsrsrs. 

Essa mina tem um grande lago de água cristalina que se formou quando, na abertura da mina, chegaram até o lençol freático, e há uma empresa que oferece mergulho de cilindro no local para quem é habilitado. 

Fizemos a visita e subimos de trolley novamente. Quanto ao passeio na mina em si, achei mais interessante na Mina du Veloso, e achamos que a Mina da Passagem compensa mais pela experiência do acesso com o trolley. Se for possível, aconselho fazer os dois! ;)

Na saída, encontramos com nosso taxista e seguimos até Ouro Preto, e ele nos deixou na estação de trem, ao lado do nosso carro! Que conforto! 

Retornamos à pousada e, à noite, saímos para jantar no Restaurante Escada Acima, que funciona junto com o Café Geraes, na Rua Direita. Gostamos muito! Boa comida, bom atendimento e fundo musical de piano!

No dia seguinte fizemos o check-out de manhã e seguimos para a Serra do Cipó.

Estação Ferroviária de Ouro Preto

depois de aguardar um pouco, o trem chegou!

todos prontos pro passeio de trem de Ouro Preto a Mariana

passeio de trem de Ouro Preto a Mariana

chegada a Mariana com direito a foto com a tripulação

aguardando a chegada do trolley para conhecer a Mina da Passagem

caminho que o trolley faz pelos trilhos para chegar até a entrada da Mina da Passagem

conhecendo a Mina da Passagem com a guia

família na Mina da Passagem

Serra do Cipó

Apesar de ter encontrado muitas informações sobre a Serra do Cipó, não encontrei quase nenhuma sobre viagens com crianças para lá, e as principais informações que existem são sobre trilhas mais longas para algumas cachoeiras, com 15 ou mais quilômetros de caminhada, o que não encaixava com o perfil da nossa família.

Após muito pesquisar, decidi que faríamos apenas um programa por dia, e aproveitaríamos para relaxar um pouco também.

Chegamos à Serra do Cipó no início da tarde, paramos para almoçar no Restaurante Fogão de Lenha, na vila, e seguimos para a Pousada Varandas da Serra, onde ficamos até a noite. 

Saímos para jantar na Pizzaria Forno à Lenha.

No primeiro dia, como era um domingo, tinha programado fazermos a trilha do Circuito das Lagoas do Parque Nacional da Serra do Cipó, deixando as cachoeiras de fora do Parque Nacional para os dias de semana, pois vi diversas informações de que, nos finais de semana, elas ficavam muito cheias.

Preparamos água e uns lanchinhos, pegamos protetor solar, repelente, boné e seguimos até o Parque. Levei também a blusa com protetor solar das crianças, o que foi ótimo com o solão que estava!

O acesso ao Parque é por uma estrada de terra, que é acessada na entrada da vila, para quem vem de Belo Horizonte.

Após dirigirmos por uns 10 minutos pela estrada de terra, chegamos à portaria do Parque, onde nos indicaram o estacionamento, que fica logo após a portaria, e o Centro de Visitantes.

O Centro de Visitantes tem banheiros, bebedouro com água gelada e uma sala grande com exposição de fotos do Parque e um mapa gigante na parede, com marcação das trilhas. Lá havia também uma funcionária que fornecia explicações sobre as trilhas e entregava um mapinha com as trilhas do Parque. 

Confirmamos com ela que a melhor para nós seria o Circuito das Lagoas, que, na verdade, é composto por 3 trilhas, que somam 4km para ida e volta. 

É o circuito marcado em verde no mapa abaixo, que pode ser obtido no site do Parque.


Na prática, por sugestão dela, fizemos apenas a terceira trilha do circuito, que chega até o encontro dos rios, onde há um local para tomar banho. 

Ela também nos informou que a trilha era bem aberta e sem sombra, o que confirmamos no caminho. Segundo informação fornecida por ela, essa trilha tem 1km de extensão, 2km ida e volta.

A parte inicial da trilha na verdade é uma estrada, que corta as áreas de cerrado, e por isso não tem sombra. Entramos, como indicado, na terceira trilha à esquerda, que passa por um mirante, que é um ótimo local para ver as paisagens do entorno, sentar e refrescar um pouco na sombra. Dali, logo em seguida a trilha entra em uma florestinha, e logo chegamos na beira do rio, onde ficamos por um tempo. 

As crianças tomaram banho de rio, fizemos um mini-piquenique e relaxamos um pouco. Na volta, paramos novamente no mirante e depois retornamos. 

A trilha é muito tranquila, aberta, bem marcada, com plaquinhas. Se não fosse pelo sol e pelo calor, teria sido muuuito tranquilo, mas como estava bem quente, foi só tranquilo...rsrsrs.

Retornamos até o Centro de Visitantes, reabastecemos as garrafas de água, relaxamos um pouco, tiramos algumas fotos e pegamos o carro rumo à cidade.

Almoçamos no Restaurante Panela de Pedra, que tem uma comida mineira maravilhosa! 

trilha pelo Circuito das Lagoas do Parque Nacional da Serra do Cipó

mirante localizado no Circuito das Lagoas no Parque Nacional da Serra do Cipó

e quem disse que mirante é só para observar as vistas? também dá para brincar, principalmente se existem réplicas de pinturas rupestres e pontos cardeais!!!

paisagem do Parque Nacional da Serra do Cipó

o “Encontro dos Rios” no final do Circuito das Lagoas

banho de rio

piquenique para recuperar as energias para a trilha de volta

portaria do Parque Nacional da Serra do Cipó

De lá, pegamos o carro e fomos para o Juquinha, que é a estátua feita em homenagem a um andarilho da Serra do Cipó, ponto turístico obrigatório por lá. 

Contam que o Juquinha da Serra era suuuper simpático e trocava flores, plantas e raízes que colhia por qualquer coisa que os turistas dessem para ele, como comida, utensílios, etc. A estátua fica em cima da Serra, e o acesso é feito pela MG 10, passando a vila e seguindo em direção à Conceição do Mato Dentro

Dá uns 35km de distância, por uma estrada sinuosa, mas boa, que passa por áreas muito bonitas, com vegetação típica da Serra do Cipó. No caminho existem alguns mirantes para parar, observar a paisagem e tirar fotos! 

O Juquinha fica ao lado esquerdo da estrada, e há uma pequena trilha de pedra para chegar até ele. Após algumas fotos, retornamos para o hotel, onde aproveitamos um pouco a piscina. 

À noite, fomos ao Bar Espeto, que fica no centro gastronômico existente ao lado do Restaurante Panela de Pedra, onde servem espetinhos de vários tipos, e há também opção de macarrão com legumes ou à bolonhesa, feitos na chapa.

vista da Serra do Cipó a partir de um dos mirantes no caminho para a estátua do Juquinha

o caminho de pedras que leva até a estátua do Juquinha

nosso trio recebendo “um abraço” do Juquinha

No segundo dia na Serra do Cipó, uma segunda-feira, fomos à Cachoeira Véu da Noiva, cujo acesso é bem próximo da pousada onde estávamos. 

Ela fica em uma área particular, fora do Parque Nacional, e na entrada tem portão com guarita onde é cobrado o ingresso, com opção para visita de 1h ou dia inteiro, sendo que pudemos optar por pagar por uma hora e, na saída, se tivéssemos ficado mais, poderíamos pagar o extra. 

Estacionamos e seguimos as placas até a cachoeira. A trilha, que deve ter uns 400m, tem muitas pedras e é um pouco íngreme, de forma que não é muito fácil para 2 adultos com 3 crianças. E o pior, no final, para descer até o poço da cachoeira, há uma "piramba de pedras" e decidimos não arriscar... 

Olhamos a cachoeira (que estava com bem pouca água devido à seca, mas é linda mesmo assim), e retornamos com água na boca. :( 

Felizmente, perto do estacionamento existem piscinas naturais, sendo uma para crianças, e convenci as crianças de que eles poderiam "nadar" lá. Senão a frustração teria sido enorme...

Paramos nesse trecho das piscinas naturais, onde tem banheiros, lanchonete e ducha, e ficamos por lá relaxando enquanto as crianças brincaram na água. 

Almoçamos em um restaurante por quilo na vila e retornamos à pousada. À noite, lanchamos no Cipo's Burguer, que fica no mesmo centro gastronômico ao lado do Panela de Barro, e que tem sanduíches deliciosos.

Cachoeira Véu da Noiva

pausa para um banho nas piscinas naturais na área da Cachoeira Véu da Noiva

No terceiro e último dia da Serra do Cipó, fomos até a Cachoeira Grande, que fica também em área particular na entrada da cidade. 

Estacionamos, pagamos a entrada e pedimos algumas informações. Nesse local não tem nenhuma estrutura de lanchonete, e nem banheiro vimos... 

Por outro lado, no terreno existem 3 quedas de água, e os acessos são relativamente fáceis

Inicialmente, o acesso é por uma estrada, bem marcada, sendo que nela existem as placas para as 2 primeiras quedas e, no final da estrada, fica a Cachoeira Grande, que é um dos cartões postais da Serra do Cipó. 

Optamos por ir passando pelas cachoeiras do caminho e deixar a Grande para o final. 

A primeira placa que aparece na estrada é para a Cachoeira do Tomé. A trilha é fácil e consideravelmente bem marcada, e chega até uma queda d´água onde não localizamos um local mais raso para as crianças tomarem banho. 

Observamos um pouco, tiramos algumas fotos e pegamos a trilha de volta até a estrada e depois de mais um tempo entramos na trilha para a Cachoeira Chica

Ali também não encontramos lugar mais raso, mas brincamos um pouco com as crianças, e seguimos a trilha até a Cachoeira Grande

A trilha chega na parte de cima da cachoeira e, para descer até o poço, é preciso descer por uma escada de pedras que fica um pouco escondida, no local onde há uma placa indicando Poço

A escada é íngreme, mas tranquila. Descemos e, após procurar um pouco andando nas pedras, encontramos um local mais raso onde deu para as crianças brincarem um pouco na água (ufa!!!!). 

Mas, como é um trecho de rio de água corrente, com muitas pedras, e que fica fundo de repente, por segurança, fiquei na água com eles. Tinha muitos peixes nesse local e eles não ficaram muito à vontade não (rsrsrs), mas deu para refrescar e brincar um pouco. 

Fizemos um lanchinho, relaxamos um pouco e retornamos para o estacionamento. 

trilha para a Cachoeira Grande na Serra do Cipó

acesso para a Cachoeira do Thomé, na mesma área da Cachoeira Grande

Cachoeira do Thomé

Cachoeira da Chica, localizada na mesma área da Cachoeira Grande

Maria, Clara e Francisco brincando no entorno da Cachoeira Chica

Cachoeira Grande vista de cima, na área onde termina a trilha

Cachoeira Grande vista de baixo

Decidimos ir almoçar em um restaurante que fica no caminho para o Juquinha e que já tínhamos visto indicação nas pesquisas, o Restaurante Chapéu de Sol, e foi ótimo! Comidinha caseira mineira muito gostosa! 

Retornamos para a pousada e, à noite, comemos em um outro bar no centro gastronômico, onde tinha música ao vivo (não anotei o nome, mas fica nos fundos).

No dia seguinte, fizemos o check-out e pegamos a estrada rumo a Mário Campos, para a visita ao Inhotim.

É importante anotar que, na segunda e na terça-feira, haviam bem poucos restaurantes abertos na Serra do Cipó, tanto para o almoço quanto para o jantar, então ficamos com poucas opções, mas sempre encontramos algo. 

Outro ponto importante é que, quando fiz as pesquisas, vi que as cachoeiras perto da cidade ficam lotadas no final de semana, e por isso programei a visita a elas para segunda e terça-feira. 

Realmente, no domingo, quando passamos pela entrada da Cachoeira Grande e da Véu da Noiva, o número de carros estacionados era absurdo! 

Imagino que seja mesmo insuportável visitar essas cachoeiras no final de semana (pro nosso gosto), especialmente com crianças!

Inhotim (Mário Campos)

Chegamos na Pousada Villa da Serra em Mário Campos no final da manhã, fizemos o check-in e fomos almoçar no Restaurante Fazendinha, que é um restaurante de comida mineira que fica entre Mário Campos e Brumadinho

Voltamos para a pousada e ficamos relaxando por lá.

Nos 2 dias seguintes, acordamos e seguimos para o Inhotim e, de lá, retornamos para a pousada, onde as crianças aproveitavam para brincar no parquinho, na piscina e na área enorme da pousada, e depois jantávamos na própria pousada, que tem jantar incluído na diária.

Vou preparar um post específico sobre nossos passeios pelo Inhotim, incluindo nossa experiência por lá, por isso não vou passar mais detalhes neste post aqui.

São Thomé das Letras

De Mário Campos, seguimos para São Thomé das Letras, onde encontramos mais integrantes da nossa família. 

Dessa vez, diferente das outras vezes em que estivemos por lá, devido ao feriadão, as cachoeiras estavam lotadas, e acabamos preferindo descansar um pouco ao invés de visitar cachoeiras lotadas. 

Fomos apenas à Cachoeira do Sobradinho, que já conhecíamos, mas estava muito cheia, e depois fomos conhecer o Lago Esmeralda, que de esmeralda não tinha nada... :(

Até tentamos ir à Cachoeira da Eubiose, que é a melhor para crianças por lá, mas o número de carros estacionados nos desanimou... 

Após relaxar um pouco em São Thomé, retornamos para o Rio de Janeiro, muito felizes com nossos passeios, e com as crianças já perguntando sobre a próxima viagem!
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Me digam: não dá vontade de copiar e colar esse roteiro da Helen

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2 comentários:

  1. Que máximo !!! Vou copiar sem tirar nem por o seu roteiro, Helen !!!
    Posso ?!
    bj bj

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