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Roteiro de 44 dias entre Roma, Cairo, Abu Dhabi, Dubai, Omã, Bahrein, Catar, Azerbaijão e Geórgia

Roteiro de 44 dias de viagem em família entre Roma, Cairo, Abu Dhabi, Dubai, Omã, Bahrein, Catar, Azerbaijão e Geórgia

Roteiro de 44 dias entre Roma, Cairo, Abu Dhabi, Dubai, Omã, Bahrein, Catar, Azerbaijão e Geórgia

Roteiro de 44 dias de viagem em família entre Roma, Cairo, Abu Dhabi, Dubai, Omã, Bahrein, Catar, Azerbaijão e Geórgia
Como vocês já sabem, estou organizando nossa viagem para o Cáucaso. Então, quando vi que uma amiga virtual craque em fazer roteiros fantásticos estava lá, imediatamente pedi que ela escrevesse um relato do roteiro da família para publicar aqui no blog - e ela simplesmente arrasou: de presente pra vocês, segue aqui um roteiro incrível por vários países do Oriente Médio, Cáucaso e, para completar, dicas muito especiais do Cairo e de Roma!

Eu já havia praticamente copiado e colado o roteiro dela na Bulgária e na Romênia, e desta vez não vai ser diferente: já peguei várias dicas ótimas deste relato pro meu roteiro pelo Azerbaijão e Geórgia - e olha que, sem falsa modéstia - para que eu queira copiar o roteiro de alguém, tem que ser bom mesmo!

Como eles são super discretos, não quiseram se identificar, e esse post é "anônimo", mas as dicas dessa amiga são sensacionais - um roteiro de copiar e colar, cheio de detalhes interessantes, informações úteis e dicas de viagem perfeitas e muito honestas!!

Se você tem interesse em conhecer qualquer um destes destinos, não perca este roteiro de 44 dias entre Roma, Cairo, Abu Dhabi, Dubai, Omã, Bahrein, Catar, Azerbaijão e Geórgia 👇

Para ler mais sobre estes destinos:

1 Voando de Curitiba

19/12/2025 – voo LATAM partindo de Curitiba às 10h, com horário alterado em 15 minutos.

Duas malas de mão e duas malas médias, além das nossas mochilinhas de costas. Como sempre, a bagagem demorou horrores para chegar em Guarulhos.

Aguardamos até às 12h30 para fazer nosso check in no balcão da British Airways, pois eles só abrem 03h30 antes do horário do voo.

Sala vip da American Airlines, já que estávamos em executiva. Nosso voo atrasou 01 hora e o embarque foi confuso e tumultuado, mal respeitando as preferências.

Atendimento de bordo meia boca, entretenimento também, pratos limitados para a executiva, faltando opções para os últimos pedidos, mas assento bom e confortável.

2 Roma, Itália

20/12/2025 – chegamos a Londres às 06h40 da manhã, faltando 01 hora apenas para o nosso embarque. Por sorte, passamos a segurança com o fast track.

Embarque no horário, mas atraso de 30 minutos para decolar.

Chegando em Roma, alugamos um Renault Simbioz junto à Herz do aeroporto. Ficamos no Hotel Isola Sacra, pertinho do aeroporto de Fiumicino. Boa estrutura geral, mas quartos fracos.

Lanche rápido no hotel, onde provei uma sopa de grão-de-bico com lulas, e fui dormir enquanto Manu e Claudio foram para Ostia Vecchia.

Reservamos jantar no hotel para às 19h, por sorte, pois estava cheio de gente, inclusive locais, com comemorações de final de ano.

3 Cerveteri e Roma, Itália

21/12/2025 – café da manhã no hotel, saímos sem a Marina às 08h30 para a cidade de Cerveteri, onde fica o Cemitério Etrusco – Necropoli della Banditaccia, um dos maiores cemitérios etruscos do Mediterrâneo e Patrimônio Mundial da UNESCO, sendo conhecido pelas suas tumbas monumentais em forma de túmulo que imitam casas.

O negócio ali é caminhar e caminhamos por cerca de 01 hora e meia, mas poderíamos ter caminhado mais. Na saída, ainda paramos brevemente no centrinho de Cerveteri, onde visitamos o Museu da Necropoli, mas achei fraco.

Voltamos para o hotel, fizemos check out e rumamos para a cidade de Fiumicino, onde almoçamos frutos do mar no Bi Bi Kiu Village.

Depois, foi voltar para o aeroporto, Terminal 3, para devolvermos o carro e fazermos check in. Aguardamos o voo em um Premium Lounge.

Nosso voo pela Egyptair atrasou praticamente 01 hora e foi bem bagunçado para entrar no avião, um avião velho, diga-se de passagem, mas que serviu refeições quentes.

Chegamos mais tarde que o previsto no nosso destino e pegamos fila para o visto, tirado na hora, e para o controle de passaporte. Sem finger, ainda assim as malas não tinham chegado quando alcançamos as esteiras de bagagem.

Voltávamos ao Cairo, capital do Egito, após 02 anos apenas, para uma brevíssima e certeira passagem. Por isso mesmo, o hotel escolhido foi o ótimo Le Méridien Cairo Airport, junto ao aeroporto do Cairo, onde chegamos por volta de meia noite.

4 Cairo, Egito

22/12/2025 – saímos do hotel às 09h, para aguardar o nosso velho conhecido Emad, que chegou às 09h15.

Cumprimentos de boas-vindas e rumamos para o nosso destino ali, o GEM – Grande Museu Egípcio, onde chegamos praticamente 01 hora depois, face ao trânsito caótico da capital egípcia.

Localizado em Gizé, próximo às pirâmides, foi aberto em novembro/2025, após mais de duas décadas de obras, e é o maior museu arqueológico do mundo dedicado a uma única civilização.

Abriga mais de 100 mil artefatos e conta com uma coleção completa de Tutancâmon, além da barca solar de Qeóps e do busto de Nefertiti.

É exuberante, enorme, moderno e repleto de Egito. Conta com restaurantes, vários banheiros, ar condicionado gelado e até uma Ladurée, servindo cafés e chás, além de uma aérea, ainda vazia, que comporta mais restaurantes e lojas.

Simplificando: é um museu digno de faraó.

Como não tínhamos tomado café, optamos por almoçar cedo, enquanto a maioria das pessoas ainda não tinha parado para almoçar, para evitar filas, e foi mais que acertado. Chegamos às 11h30 no Bitter and Sweet e, quando saímos, em torno das 12h15, a área dos restaurantes já estava cheia. Antes das 13h, filas e mais filas por ali.

O Emad nos pegou às 15h e chegamos no hotel às 16h. Vimos tudo, mas muita coisa só em um passar de olhos. Dá para ficar um dia todinho ali, ou mais.

Conseguimos um late check-out até às 16h e, após, pagando 10 euros por quarto, por hora ficada a mais. Pagamos 60 euros para os dois quartos e saímos às 19h. Até banho conseguimos tomar.

Novamente voamos pela Egyptair, mas agora com um atraso de 30 minutos, em um avião mais moderno e com telas individuais. Novamente, serviço de bordo com comida quente.

Chegamos ao nosso destino, finalmente, às 04h30 da manhã: Abu Dhabi.

Grande Museu Egípcio
Grande Museu Egípcio

Grande Museu Egípcio
Grande Museu Egípcio

5 Abu Dhabi

23/12/2025 – Abu Dhabi é a capital dos Emirados Árabes Unidos, uma federação de 7 pequenos Emirados, localizada na Península Arábica, limitando-se ao sul e oeste com a Arábia Saudita, ao norte com o Golfo Pérsico e a leste com Omã.

Tem cerca de 10 milhões de habitantes e Dubai é sua cidade mais populosa.

São 07 monarquias que se uniram em uma federação em 1971. Cada uma é governada por um Emir. Possui a sétima maior reserva de petróleo do mundo e a maior reserva de gás natural do planeta.

O nome das suas capitais é o mesmo nome de cada Emirado: Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm Al-Quwain, Fujairah e Ras Al Khaimah (este último, juntou-se aos demais em 1972).

O idioma principal é o árabe e a religião, o islamismo. A moeda é o Dirham dos Emirados Árabes Unidos (1 AED = R$ 1,55) e o fuso é de 07 horas a mais que Brasília.

Além de capital, Abu Dhabi é a maior cidade dos Emirados, reúne a maior parte das atividades políticas, industriais e culturais da região.

Fica fora do continente, em uma ilha do Golfo Pérsico, e tem um pouco menos de 4 milhões de habitantes.

O visto de turismo de múltiplas entradas é necessário para brasileiros, mas só se a estadia durar mais de 15 dias, sendo fornecido no aeroporto. Deste, ficamos livres.

O inverno é a alta temporada aqui, justamente o período por nós escolhido, já que no verão as temperaturas podem chegar ou ultrapassar a 50 graus.

Em um primeiro momento, o que me chamou a atenção foram as avenidas largas, muito espaço entre as construções e o limite de 140 km/h na cidade.

Chegamos ao nosso hotel, Dusit Thani, uma rede de hotéis conhecida por ali, às 05h30.

E até que acordamos cedo para sair para passear às 13h, o que foi “facilitado” pela simulação de incêndio às 11h30. Marina ficou.

De táxi, fomos para o WTC Mall (World Trade Center Mall), um centro comercial como qualquer shopping mediano, que tem como diferencial estar conectado ao Souk at WTC, o típico mercado de rua árabe, só que aqui erguido dentro de um centro comercial e decorado para parecer um souk tradicional.

Sem muitas opções, acabamos almoçando na praça de alimentação do Mall, bem ao lado de um Lulu, a rede de supermercados existente em todo lugar por ali. Descobrimos que Lulu significa pérola em árabe.

Cansados, mal dormidos, saímos para caminhar em ruas praticamente vazias: todo mundo usa carro por ali. Fomos até a área do Corniche, o extenso calçadão no litoral da cidade, com ciclovia, jardins bem cuidados e bancos com vista para o Golfo Pérsico, além de praias de areia branca e alguns cafés.

A maior parte das praias de Abu Dhabi são privadas e deve-se pagar para entrar, mas aqui não. No Corniche as praias são públicas, a areia é branca, a água quente e a limpeza impecável. A Praia de Corniche tem cerca de 2Km de extensão e é a mais famosa aqui, tendo uma área reservada para mulheres e famílias.

Desta região beira-mar, tem-se visão do hotel Fairmont ao fundo, do outro lado do mar.

Cansados, voltamos ao hotel e jantamos cedo no restaurante indiano do nosso hotel, um hotel de influência indiana, o Restaurante Namak. Muito bom.

Abu Dhabi
Corniche de Abu Dhabi

6 Warner Brothers World, Abu Dhabi

24/12/2025 - dia de começar a visitar um dos muitos parques temáticos de Abu Dhabi, o Warner Brothers World, o segundo maior parque temático coberto do mundo.

Fechado pois, nesta região onde o verão é para poucos. a regra são os grandes parques temáticos fechados e com ar condicionado gelando, o que infelizmente vim a descobrir in loco. Assim, a primeira dica: mesmo com temperaturas agradáveis (neste dia o termômetro girava em torno dos 22º/24ºC), SEMPRE leve casaco para lugares fechados onde se irá permanecer por algum tempo.

Como a regra por ali são as roupas compridas e fechadas, independentemente das temperaturas, tanto para homens quanto para mulheres, o ar condicionado está sempre ligado e em temperaturas baixas.

O que me salvou neste dia foi o lenço que sempre carrego na bolsa nestes países onde há a obrigatoriedade de cobrir a cabeça em alguns lugares. Não fosse isso, eu não teria aguentado passar o dia ali.

Chegamos no parque às 09h50, um pouco antes do horário de abertura que é às 10h, o que foi ótimo para dar tempo de caminhar até a entrada, comprar ingressos e tirar fotos. O horário de fechamento varia de acordo com o dia da semana, entre 19h e 20h (sextas e sábados).

Aproveitamos e já compramos o ingresso que engloba 3 dos grandes parques indoors de Abu Dhabi: o Warner, o Sea World e o da Ferrari, pagando cerca de 180 dólares por pessoa. Todos na ilha de Yas.

Antes da entrada, uma lanchonete aberta oferecia opções simples de comida e bebidas. Lá dentro, nada abrindo antes das 11h/11h30 da manhã, no que se refere a bebidas e alimentação.

O parque foi aberto em 2018 e conta com 6 zonas diferentes baseadas em franquias da Warner: Gotham City (Batman), Metropolis (Superman e a Liga da Justiça), Cartoon Junction (desenhos animados como Pernalonga, Patolino, Tom e Jerry e Scooby-Doo), Bedrock (Flintstones), Dynamite Gulch (homenagem ao sudoeste americano) e Warner Bros Plaza (zona central do parque com temática de Hollywood).

E nestas áreas muitas montanhas-russas, passeios aquáticos, simuladores 4D, atividades interativas e até espetáculos ao vivo.

Nestes países árabes é muito comum que a vida/as coisas aconteçam tarde, e isto se refletiu no parque, mesmo sendo fechado: antes das 12h, atrações quase sem filas. A partir daí, filas aumentando com tempos de espera de até 02 horas.

Como não tínhamos tomado café, paramos logo após às 11h30 para almoçar na zona central do parque, em um fast food com cadeiras para fora, onde pudemos assistir ao show que acontecia ali às 12h, com temática de Natal.

Muitos personagens por todo o parque, de acordo com as suas diferentes zonas.

Uma coisa que me chamou a atenção: as mulheres locais, em sua maioria, cobertas. Braços, pernas e cabelos cobertos. Sabia que era assim, mas não esperava que fosse seguido tão à regra. Aqui, praticamente não encontrei muçulmanas com o rosto coberto, o que se repetiu em todos os dias que estivemos em Abu Dhabi.

Assim, roupas discretas, para nós visitantes, são aconselhadas, mesmo porque em alguns lugares elas são o requisito para admissão. Não era o caso aqui, mas os costumes locais devem ser observados. Roupas compridas (lá pela canela ou mais), mangas, curtas ou não, ou pelo menos nada de alcinhas, blusas sem decote e calças folgadas. Nada justo ou revelador e nada de transparências. Até para homens as bermudas adequadas são as abaixo dos joelhos e nada de regatas.

Mulheres de preto e homens de túnicas brancas, esta era a regra geral entre os locais.

Outra coisa a se notar: a grande quantidade de mulheres dos países asiáticos mais pobres trabalhando como babás para as árabes do petróleo. Essa era a regra geral. E a quantidade absurda de indianos, o grande grupo de turistas por ali.

Não fui em muitos brinquedos, pois movimentos bruscos e coisas que giram me fazem muito mal, mas destaco entre todos eles, tanto os que fui ou os que só eles foram, o Heroes of the Cosmos, um brinquedo que lembra o Soarin’ do Epcot, mas mais radical; o dos Flintstones, com carrinhos que caem na água; o da Liga da Justiça, que lembra o brinquedo do Homem Aranha na Universal e o do Tom e Jerry, onde as meninas ficaram quase 02 horas na fila, e que lembra o Guardiões da Galáxia da Disney.

Como tive bastante tempo por ali, esperando eles saírem das atrações, pude entrar nas lojinhas (comprei uma caneca do Pernalonga para minha coleção), ver shows e ver um povo tão diferente passando por ali.

Às 18h estávamos saindo de táxi em direção à região de Yas Marina, local de muito luxo, parques temáticos e do famoso circuito de F1. Táxi é o melhor meio de locomoção por ali. Todos os locais turísticos sempre têm vários táxis esperando ou disponíveis. Se não tiver, a espera é mínima. Todos usam taxímetro e são baratos.

Paramos junto ao Píer de Yas Marina (Yas Bay Waterfront) e a região é linda. Vistas lindas, região chique, tudo que importa por perto. A melhor região para se hospedar, com certeza.

Junto ao píer, vários restaurantes. Escolhemos o Asia Asia, para o nosso jantar de Natal: 495 Dirhams por pessoa para um menu degustação asiático e mais 165 para a harmonização dos pratos com saquê, espumante e vinhos. Só a Marina não fez a harmonização, pois ali a idade mínima para beber é 21 anos.

Ceia diferente e aprovada!

Depois, caminhamos um pouco por ali, para ver tudo que interessa, e voltamos, de táxi, para o hotel. Uma dica de hotel no píer: o hotel Hilton, super bem localizado e que pareceu bom.

Abu Dhabi
Parque da Warner em Abu Dhabi

Abu Dhabi
Yas Marina em Abu Dhabi

Abu Dhabi
Yas Marina em Abu Dhabi

7 Grande Mesquita Sheik Zayed e Museu do Louvre Abu Dhabi

25/12/2025 – saímos às 09h40 para visitar a famosa Grande Mesquita Sheik Zayed, com rígido código de vestimenta: saias, só longas, calças compridas e largas, manga longa, sem decotes, nenhuma transparência e cabeça coberta. Já homens precisam estar com braços e joelhos cobertos.

Seguimos o código à risca e pudemos entrar com nossas próprias roupas. De todo modo, na entrada da mesquita, várias lojas de locação e venda de roupas adequadas, pelo que ninguém precisa ficar sem visitar.

A mesquita é a principal atração ali e é realmente impressionante. É uma das mesquitas mais impressionantes de todo o mundo árabe. Fotos e mais fotos e ainda assim não acho que consegui captar toda sua beleza e grandiosidade.

Milhares de toneladas de mármore branco, candeeiros de cristal Swarovski, tapete persa gigante, entre outros, mostram a grandeza do local em que predomina o branco. É uma das poucas mesquitas ali onde não-muçulmanos podem entrar. Tem capacidade para 40 mil fiéis.

O acesso à mesquita se dá por um centro comercial subterrâneo chamado Souq Al Jami. As visitas são gratuitas, mas devem ser feitas com horário agendado, o que pode ser feito no site da mesquita. Nós agendamos horário e incluímos o museu, que fica ali, na visita.

Ficamos até às 11h para o tour gratuito das 11h, já que o das 10h não ocorreu. Aí a guia ficou reclamando da quantidade de gente... e o nosso tour atrasou 40 minutos.

Achei imprescindível este tour, já que nos leva a locais onde a simples visita não nos permite entrar. Ao final, uma rápida passada no pequeno museu da mesquita, que demanda ingresso separado.

Às 12h45 estávamos chegando ao Mina Fish Market, popular por oferecer uma experiência “compre no mercado e cozinhe no restaurante”.

Depois de uma breve passada no mercado, escolhemos o restaurante Al Askandarani para um delicioso almoço, nosso almoço de Natal: camarões jumbo, lagostas e mariscos. Comida farta e saborosa.

O local é bem interessante e conta com vários restaurantes. Vale a visita e a experiência.

Na sequência, rumamos para o Museu do Louvre Abu Dhabi, uma das principais atrações por ali. Fica no Novo Distrito Cultural dos Museus, na ilha de Saadiyata. São 6.400 metros de galerias em um design moderno e inovador.

Mas, sinceramente, esperava mais. Achei fraco, principalmente comparado com o de Paris. Um detalhe: eles ficam com cortadores de unha na checagem de segurança e devolvem ao final.

A visita até que foi rápida ali, mas como estávamos no Distrito Cultural dos Museus, onde se encontram os museus mais prestigiados da cidade, o Claudio não quis ir embora sem visitar mais algum deles.

Quando chegamos ao Louvre vimos que havia um serviço grátis de Shuttle entre os museus que passaria a cada 10/15 minutos. Resolvemos pegá-lo... foram quase 30 minutos de espera, para uma van em que cabem cerca de 07 pessoas. Por sorte, éramos os primeiros da fila. Não indico de forma alguma: melhor caminhar entre os museus ou pegar um táxi ou uber.

Assim, chegamos ao Monumento (Museu) da Paz na Abrahamic Family House, um lugar de paz e de encontro de diferentes religiões, onde coabitam uma mesquita, uma igreja católica e uma sinagoga. Código de vestimenta é requerido e os cortadores de unha não entram.

Antes de ir embora, paramos para um café no bom Café e Pizzaria que eles têm ali.

E na saída, talvez pela grande quantidade de gente nesta área, tivemos o nosso único perrengue para conseguir táxi, com gente furando fila. Eles sempre têm locais determinados para a parada e espera dos táxis, mas apareceram alguns turistas sem noção furando a fila e pegando os táxis no final da fila, assim que surgiam.

Por sorte, a maioria dos taxistas respeitou a ordem.

Mais tarde, praticamente sem fome, fomos lanchar no bar irlandês do nosso hotel, o McGettigan´s. Na verdade, nosso objetivo ali era tomar uma boa cerveja.

Abu Dhabi
Grande Mesquita Sheik Zayed

Abu Dhabi
Grande Mesquita Sheik Zayed

Abu Dhabi
Louvre Abu Dhabi

8 Sea World, Abu Dhabi

26/12/2025 – dia de Sea World, com o ingresso já adquirido no Parque da Warner. Na entrada, descobrimos que temos que obedecer a mesma ordem de entrada no primeiro parque para os 3 parques englobados no ingresso, senão o leitor na catraca não nos deixa entrar.

É indoor, foi inaugurado em 2023 na ilha de Yas e não tem orcas. São 8 reinos temáticos e imersivos, com foco educacional em resgate e reabilitação marinha, mas muito parecido com o de Orlando.

Saímos às 09h30 e chegamos às 10h, na abertura do parque. O trânsito em Abu Dhabi é bem tranquilo, via de regra, algo que deve ser considerado. Nós nos arrependemos de não termos alugado carro.

Andamos um bocado ali e, neste dia, cientes do frio dos parques fechados, todos levamos casacos.

Vimos o show dos leões marinhos às 11h45, no melhor estilo do Clyde & Seamore´s de Orlando.

Sem café, de novo, graças ao Claudio que não come nada pela manhã, paramos para almoçar no restaurante com buffet de comida asiática em frente aos flamingos. Muito bom, cheio e que nos custou mais tempo que o previsto por ali.

Não queria ter parado naquele momento para comer, pois sei bem como o show dos golfinhos lota. O teimoso do meu marido parou, o que nos obrigou a parar. Quando chegamos às 12h45 para o show dos golfinhos às 13h, o local, com capacidade para 2 mil pessoas, estava lotado. Teríamos que esperar o próximo.

Entre várias coisas, às 13h30 assistimos algumas projeções no centro do parque onde fica o enorme globo terrestre, às 14h30 vimos um show de sereias que beirava o ridículo e ainda entramos na gelada área dos pinguins.

Finalmente, às 16h, o tão esperado show dos golfinhos, em que se deve chegar 30 minutos antes para conseguir lugar. Bem mais fraco que o de Orlando.

Na sequência, pegamos um táxi até o Abu Dhabi Mall, um de seus maiores e mais renomados centros comerciais, oferecendo variedade de lojas e opções gastronômicas. É um local com arquitetura moderna e elegante, mas achei fraco.

Um shopping bonito e moderno, mas nada demais dentro do que que eu esperava encontrar nos Emirados Árabes. Talvez o problema tenha sido minhas expectativas, mas todos concordaram comigo. Os nossos melhores shoppings de Curitiba dão de 10 nele.

Jantamos ali, no Restaurante Bosporus, um restaurante de influência turca com pastas variadas e deliciosas.

Ali, Marina se deparou com os famosos perfumes árabes e começou a comprá-los, mesmo sem muito lugar nas malas.

Abu Dhabi
Sea World, Abu Dhabi

Abu Dhabi
Sea World, Abu Dhabi

9 Qasr Al Watan e Zayed National Museum

27/12/2025 – comemos alguns doces na cafeteria do hotel e saímos às 10h para o Palácio Presidencial ou Qasr Al Watan, um imponente testemunho da arquitetura árabe tradicional.

Também exige código de vestimenta, um pouco menos rígido que a mesquita, já que basta as saias estarem abaixo dos joelhos e os ombros cobertos.

Chega-se, passa-se por um raio-X, onde as roupas adequadas também são checadas, e aí pega-se um ônibus até o palácio.

Ele é enorme e suntuoso, se bem que não esperava menos que isso. Destaque para o Grande Salão, porta de entrada do palácio onde emerge uma cúpula central magnífica com um espetacular lustre com 350 mil peças de cristal e um chão revestido de mosaicos.

Outros destaques são seus jardins meticulosamente projetados e a Grande Sala da Biblioteca Nacional dentro do Palácio.

Por fora, é branco lembrando a grande mesquita. Está aberto ao turismo desde 2019.

No local, fora, também há um café com algumas comidinhas.

A visita pela manhã foi bem tranquila, com pouca gente, mas pelo que vi na hora de pegar o ônibus de volta, deve ter momentos em que enche bastante, pois haviam filas e mais filas organizadas com cordas, caso necessário.

Ali, praticamente ao lado, o famoso Emirates Palace Mandarim Oriental, um dos hotéis mais luxuosos do planeta, famoso por servir o café com ouro. Entramos para conhecer e a segurança era nenhuma. 

Achei estranho um hotel tão luxuoso onde qualquer um pode circular pelas áreas comuns, inclusive fiquei sabendo que há a possibilidade de um day pass que permite que o turista tenha acesso a todas as suas áreas públicas, incluindo piscinas e praia.

Não pagaria uma fortuna por tanta falta de privacidade.

Pegamos um táxi facilmente no hotel e fomos até o Marina Mall, outro shopping que, em que pese grande e com vários atrativos como área de esqui e aquário com paredes de vidro, não me impressionou. Ainda, nenhum shopping “uau” por ali. Fica perto do hotel Mandarim Oriental.

Aproveitei e comprei alguma maquiagem na loja da Guerlain e almoçamos no Cipriani, que achei caro pelo que ofereceu.

Caminhando a partir do shopping, fomos até o Hotel Fairmont Bab Al Bahr, ali pertinho, o hotel que tanto se destaca na paisagem da cidade, principalmente quando se está na região da beira-mar, e que lembra, em muito, o famoso Atlantis com unidades nas Bahamas e em Dubai.

Ali, o negócio foi mais exclusivo e não pudemos simplesmente circular.

Em seguida, de táxi, fomos para o Zayed National Museum, com suas cúpulas futuristas e recém inaugurado em 2025. Ele é dedicado à vida do Sheik Zayed bin Sultan Al Nahyan, o pai fundador dos Emirados Árabes Unidos.

Conta com exposições sobre a história, cultura e valores do país.

Achei bem interessante e bem detalhado. É um museu nacional que realmente supre as necessidades do turista em aprender sobre o país que se está visitando. Uma pena o atendimento fraco inicial, como em todo lugar por ali, aliás.

Doze mulheres atendiam na entrada, onde ficamos mais de 15 minutos para entrar, sendo que éramos os terceiros da fila...

Dali, a pé, pois a região é muito bonita e feita para isso, com caminhos entre os museus, fomos até o Museu de História Natural, o maior do gênero no Oriente Médio.

Como já visitei vários museus de história natural na minha vida, eu e Marina preferimos ficar no gostoso café do museu para comermos doces em formato de frutas, uma maçã e uma framboesa, no melhor estilo Cédric Grolet, e tomar um chá/café. E realmente acho que não perdemos nada, pois a visita deles foi rápida.

Este tipo de museu acaba sendo sempre muito da mesma coisa.

Pegamos um táxi até o Qasr Al Hosn, localizado no coração da cidade.

É o antigo forte construído por volta de 1795, tido como o edifício mais antigo ali. Há várias exposições dentro do complexo do forte que retratam a evolução de Abu Dhabi.

Tínhamos tentado visitar no primeiro dia que passeamos na cidade, mas estava fechado, em obras. Sorte nossa, pois agora estava anoitecendo e, na medida em que por ali caminhávamos, as luzes foram se acendendo o que deixou tudo ainda mais bonito e mágico, como um oásis em meio à selva de pedra.

O ingresso para entrar é comprado fora do forte. Só perguntar por ali.

Como estávamos perto do souk do primeiro dia, paramos ali para comprarmos lembrancinhas e para as meninas comprarem mais perfumes (mais baratos que no shopping).

De volta o hotel, jantamos novamente nele, agora no restaurante principal, com um enorme buffet com grande variedade de comida. Muitas opções, muita coisa boa, mas mais variedade que qualidade.

A região em que estávamos hospedados não possuía muitas opções de bons restaurantes por perto. Por isso, disse e repito: a melhor região para se hospedar é a da ilha de Yas.

Abu Dhabi
Palácio Presidencial - Qast Al Watan

Abu Dhabi
Palácio Presidencial - Qast Al Watan

Abu Dhabi
Hotel Fairmont Bab Al Bahr

Abu Dhabi
docinhos no Museu de História Natural

Abu Dhabi
Antigo Forte - Qasr Al Hosn

10 Ferrari World, Abu Dhabi

28/12/2025 – dia do meu aniversário e dia de visitar o Ferrari World, o maior parque coberto do mundo.

Entramos na mesma ordem do primeiro dia, para que os nossos ingressos fossem aceitos e, logo depois, cometemos um grande erro...

O parque da Ferrari abriga a montanha russa mais rápida do mundo, a Formula Rossa, que atinge 240Km/h (pelo menos era assim no dia em que visitamos: 03 dias depois, a Arábia Saudita inaugurou outra mais veloz).

Por óbvio, é a principal atração. Assim, logo que entrei no parque falei para irmos direto nela, já que as meninas queriam a experiência. Por óbvio, com o parque abrindo, as chances de ficar menos tempo na fila seriam maiores. Ela já estava com uma fila de 40 minutos e o Claudio não quis e não quis e pronto. Preferiu aproveitar as outras atrações ainda vazias. Um grande erro e NÃO INDICO. O negócio aqui é ir nela assim que entrar no parque.

Mas voltando ao parque: ele oferece uma variedade de passeios radicais em 44 atrações diferentes, simuladores de corrida e exposições sobre a história da F1, além de muitas atividades interativas.

Assim, começamos com o simulador com um campeão, no caso o Sebastian Vettel, e depois uma volta pela Itália, em um brinquedo igualzinho ao Soarin´.

Achei os simuladores e experiências fracas e menos organizados do que nos parques da Disney e/ou Universal.

Além disso, algumas experiências devem ser pagas à parte, como a do simulador para dirigir um carro de F1, em que 05 ou 06 pessoas podem competir entre si, o que fizemos e descobrimos como é difícil, e o kart, deslizante e exigindo uma certa habilidade.

Algo que me chamou a atenção: a pouco quantidade de banheiros (tinha que se andar muiiito até achar algum) e as suas condições de limpeza meia boca, algo anormal em Abu Dhabi.

Almoçamos em um bom restaurante italiano ali, o Grand Tour Emilia, recém inaugurado e mais ajeitado. Muito bom!!!

Existem muitas opções no parque, para todos os bolsos.

E daí as meninas foram atrás da Formula Rossa que, às 14h45, estava com QUASE 03 HORAS DE FILA!! Agora, as considerações acima fizeram sentido?

Além disso, os fura-filas que existem por ali, os fast tracks, estavam esgotados para ela. Sem opção, elas foram para a fila e eu e o Claudio fomos para algumas outras atrações além de andar por ali. Por tudo ali.

A Formula Rossa é uma montanha russa que começa indoor, mas sai e quando sai há um lugar em que se pode ver e acompanhar ela pegar toda sua velocidade.

Ah, passamos também na loja da Ferrari com tudo caro, muito caro.

Saímos do parque, sabendo que podíamos retornar e, junto a ele, sem sair para fora, chegamos ao Yas Mall, de longe o mais chique, sofisticado e melhor shopping da cidade.

As melhores opções de lojas, além de restaurantes, cafés e comidinhas estão aqui. São mais de 370 marcas internacionais e 68 opções de restaurantes. Finalmente, encontrei o shopping que esperava encontrar ali.

Era domingo e estava ENTUPIDO de gente. Caminhamos, caminhamos, paramos no L´eto para beber algo refrescante, e caminhamos, caminhamos...

As meninas, por sorte, saíram uns 30 minutos antes do previsto. Pegamos um táxi até o Circuito de F1 de Yas Marina, o renomado circuito automobilístico projetado para abrigar o GP de F1 e que é palco de corridas desde 2009.

Está aberto para visitas guiadas, mas, no dia, estava reservado para particulares. Descobrimos que grupos de pessoas podem reservá-lo, ou até uma única pessoa, pagando o que é pedido, para ficarem “brincando” por ali.

Assim, só nos restou entrar na área vip, agora aberta a todos, e assistir o pessoal que pagou correndo no circuito.

Depois de fotos e de um tempo por ali, de táxi fomos até o luxuoso hotel W Abu Dhabi Yas Island, em cima do circuito e onde os pilotos se hospedam. A vista do que acontece no circuito é muito boa. Excelente opção de hospedagem.

Aproveitei para jantar ali e comemorar meus 58 anos junto ao Papas Taverna, um restaurante grego muito bom e com atendimento excepcional. Até parabéns e bolo eu ganhei, mesmo não sendo comum comemorar aniversários por ali, vim a descobrir, já que na religião muçulmana isso não é incentivado.

Outra opção no W Hotel é o restaurante Garage, com comidas de várias partes do mundo e com melhor visão do circuito. Mas eu queria sossego.

Abu Dhabi
Ferrari World

Abu Dhabi
Circuito de Abu Dhabi

11 Dubai

29/12/2025 – saímos às 10h30 do hotel, com o táxi normal chamado por eles praticamente na hora, só que com um porta-malas maior, em direção a Dubai.

Dubai é a cidade mais populosa dos Emirados, conhecida pelos shoppings de luxo, pela arquitetura ultramoderna e pela animada vida noturna.

É conhecida como a “Pérola do Golfo”, pois em seus primórdios, o porto localizado na cidade ajudou a região a se tornar um centro de pesca e de cultivo de pérolas, o que a tornou uma cidade portuária importante.

Fica a 139Km de Abu Dhabi, por isso a decisão de ir de carro, ainda mais em um local com estradas maravilhosas e super espaçosas.

Pagamos cerca de R$ 400,00 o nosso táxi para chegar em Dubai.

Chegamos às 11h55 no hotel escolhido pelo Claudio, o Hyatt Regency Dubai Creek Heights, localizado na Healthcare City, o local que concentra hospitais e clínicas de saúde na cidade.

Fora o fato de termos conseguido vista para o Burj Khalifa das nossas janelas dos quartos, não vi outra razão para ficarmos hospedados ali. Achei distante de tudo, mas, ao mesmo tempo, uma região de fácil acesso a tudo.

Era cedo para o check in. Na verdade, conseguimos fazê-lo, mas os quartos ainda não estavam prontos.

Assim, ao invés de deixar nossas malas na recepção e sair para a cidade, preferimos parar em um dos restaurantes do hotel, o que estava disponível no horário, para comer alguma coisa, já que não tínhamos tomado café da manhã, e depois sair de vez sem nos preocuparmos em comer algo na rua.

O restaurante asiático do hotel estava disponível. Comemos noodles, hamburguer e sushis e foi o tempo de nossos quartos ficarem prontos.

Era a época do réveillon e tudo, absolutamente tudo, estava cheio, entupido de gente. Não lembro de ter visitado algo tão cheio de gente, fora os parques da Disney.

De táxi, que pegávamos facilmente na frente do hotel, fomos até o Souk Madinat Jumeirah, um souk que remete aos mercados árabes antigos ao ar livre, com requinte e sofisticação. Tem mais de 75 lojas abertas o ano todo, todos os dias.

Além disso, muitas opções de alimentação, desde simples lanches e doces, até refeições mais elaborados. Arrependi-me de não ter ido almoçar ali.

O lugar é realmente lindo e vale a incursão, não só para ver, mas parar comprar também. Opções locais é que não faltam ali. Além disso, sua parte externa rende belíssimas fotos, com vários restaurantes à beira do canal e vistas do famoso Burj Al Arab.

Ainda, conta com hotéis próximos e integrados ao complexo e que, para mim, ganhavam no quesito localização em relação ao nosso.

Na sequência, pegamos um táxi, na frente do souk, para o Palm Jumeirah Mall, o famoso shopping em Palm Jumeirah, uma de suas ilhas artificias.

Construído entre 2001 e 2008, o arquipélago tem o formato de uma palmeira, com um tronco e uma coroa de 17 copas, formando uma barreira para as ondas.

Palm Jumeirah é a menor das 3 ilhas que compõem Palms Islands, mas é a mais visitada por conta de suas atrações. Há hospedagens à beira-mar, incríveis restaurantes e ótimas cafeterias. Uma de suas principais atrações é o Atlantis The Palm, o famoso hotel com parque aquático e aquário.

Nosso objetivo era o The View Palm Jumeirah, o observatório no 52º andar da Palm Tower, a 240 metros de altura.

A dica aqui é comprar o ingresso antecipadamente. Mas como o Claudio não gosta de “programar” as coisas antes, chegamos e nos deparamos com uma fila monstruosa.

Eu mencionei que a cidade estava EN-TU-PI-DA de gente?

Assim, acabamos por comprar o ingresso VIP, o fura-filas que, viemos a descobrir, é prática usual por ali e o que mais funciona pra tirar dinheiro dos turistas. Ingresso normal a 250 Dirhams e o vip, 500 por pessoa.

Esta não foi simplesmente uma opção. Não havia mais nenhum outro tipo de ingresso disponível ali, nem mesmo o que engloba entrada + experiência com comida. Ou seja: comprar ingresso antecipadamente, bem antecipadamente, é uma NECESSIDADE em Dubai.

Com o ingresso, aguardamos menos de 30 minutos, sentados no Starbucks que fica na entrada, junto aos guichês. Na verdade, pouco após comprarmos nosso ingresso para às 16h, nem o ingresso VIP tinha mais.

De elevador chega-se ao 52º andar e, de escada, ao 54º andar, onde a vista é melhor por ser aberto e não ser inteiro de vidro. Belas vistas que, ao entardecer, tem o seu melhor momento.

Daqui, consegue se ver claramente a palmeira e seu formato.

Pegamos um táxi, que demorou um pouco para conseguirmos, mas achei compreensível ante a quantidade de gente, e fomos para a região de Dubai Marina, um bairro residencial de alto nível, com shoppings, hotéis luxuosos e uma marina artificial construída no Golfo Pérsico.

É a região mais agitada da cidade, com arquitetura extremamente moderna e uma atração aqui é o The Walk, um calçadão cercado de restaurantes, sorveterias e cafés. Pena que estava cedo para comermos algo e ninguém estava com fome, pois é um ótimo local para uma refeição ou apenas um café.

Saindo dali, talvez por ser o horário de pico, ente 18h/18h30, foi bem difícil pegar táxi. Normalmente, os locais turísticos têm lugares específicos para táxi, que funcionam com uma fluidez razoável, com o pessoal bem organizado em filas. Mesmo cheio de gente, funciona, só que às vezes demora.

Aqui, não tinha este lugar pra pegar táxi. Fomos caminhando, tentando pegar algum, mas todos que passavam estavam cheios. Quando resolvi abrir o aplicativo para pedir em Uber, finalmente conseguimos um táxi.

Ressalto que aqui os aplicativos de transporte que mais funcionam são o Bolt e o Careem.

Nossa última parada do dia foi junto ao Mall of the Emirates, o segundo maior complexo de compras do mundo e que conta com o Ski Dubai, uma área de esqui coberta onde pode-se esquiar, fazer snowboard e até ver pinguins.

Enorme e bem melhor que a maioria dos que vimos em Abu Dhabi, só não achei melhor que o Yas Mall. Junto a ele, um Hotel Sheraton e um Hotel Kempinski. Gostei da região para hospedagem.

Passei na loja da Dior, onde fui super bem atendida mas, conversando com o vendedor, decidi por esperar para comprar a bolsa que eu queria em Roma, onde além de provavelmente ser mais barata, eu não teria uma coisa a mais para carregar durante toda a viagem.

Jantamos em uma Cheesecake Factory, no melhor estilo americano, com bons preços e porções fartas.

Resumo do dia: cidade cheia além do suportável, trânsito infernal e tudo funcionando de modo a favorecer quem pode pagar mais.

Dubai
Souq Madinat Jumeirah com o Burj Al Arab ao fundo

Dubai
 “palmeira” vista do alto da Palm Tower no The View Palm Jumeirah

Dubai
Dubai Marina

12 Museu do Futuro, The Frame, Burj Khalifa e jantar no deserto

30/12/2025 – café da manhã muito bom e variado no restaurante árabe do hotel, um dos dois restaurantes do hotel com café da manhã disponível.

Saímos às 08h45 para tentar comprar ingresso, já que o Claudio não conseguira na noite anterior pela internet.

Chegamos ao Museu do Futuro antes do horário de abertura que é 09h15. Aproveitamos para tirar fotos e conversamos com a segurança que disse que poderíamos entrar, mesmo sem ingresso comprado previamente.

Ele é reconhecido como um dos museus mais lindos do mundo. Tem um design futurista em uma estrutura assimétrica de aço e vidro na entrada, por fora.

Ao entrarmos nos informaram que não haviam ingressos disponíveis até o fim de 2026!!!

Reclamamos porque a segurança não informa nada disso na entrada e porque o site também não informa. Aí disseram que ingressos vip eles tinham, ou seja, tudo funcionando na base de quem pode pagar mais tem vantagens.

O ingresso normal era 69 Dirhams e o VIP, 399.

Muito brabos com esta sacanagem de vaga pra quem paga mais, reclamamos e, “de repente”, checando, eles conseguiram 04 desistências para que nós 04 pudéssemos entrar com o ingresso normal. Sacanagem é pouca!!

E isto me incomodou muito em Dubai, um local lindo, mas que me incomodou pela quantidade de turistas e porque quem paga mais usufrui do melhor, como em qualquer lugar, mas porque eles fazem questão de frisar e fomentar isso. Tudo é feito para que isso aconteça e de forma escancarada.

No interior do museu, exposições tradicionais, teatro e atrações temáticas, além de um protótipo de robô que conversa com a gente em 4 ou 5 línguas distintas e que foi a coisa mais legal e interessante que vi ali.

Tem 7 andares, mas apenas 5 estão abertos para visitação. Seu elevador simula uma nave espacial.

A entrada é controlada por horários, por isso a necessidade de comprar o ingresso com antecedência, e os visitantes vão andando por recintos distintos, 04 no total, com guias em cada um deles. Deve-se validar seu ticket comprado pela internet logo na entrada, para só assim ter acesso às salas do museu.

Dali, de táxi, fomos para a The Frame, a maior moldura do mundo, com 150m de altura e 93m de largura, e que representa o passado, o presente e o futuro de Dubai através de diversas animações.

Na parte superior há um mirante onde é possível observar as duas partes da cidade, a velha Dubai e a Dubai futurista.

Aqui, ficamos 01h30 na fila para conseguirmos entrar.

Duas atrações fracas. Tanto o Museu do Futuro quanto o The Frame. Muito mais bonitos por fora do que interessantes por dentro. Muita propaganda para pouca coisa.

Ao sair, uma dica: volte para a entrada do The Frame para pegar táxi. Na saída eles quase não param. Na entrada, há fila e tudo é organizado.

Pegamos o táxi para a atração que o Claudio conseguiu agendar, depois do perrengue de ontem, o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo.

Ele tem 828 metros de altura e 160 andares. O horário mais badalado é o do pôr do sol, quando o local fica cheio de gente, o que prejudica a experiência. Em dias claros se enxerga as águas do Golfo Pérsico.

No complexo do Burj Khalifa há um Mall, a Dubai Ópera e um Sofitel.

Nossa entrada foi agendada para 13h/14h e, neste caso, o Claudio propositalmente comprou a entrada VIP. E, dentre as opções, a VIP Platinum, pois é a única que te permite chegar ao ponto mais alto de visitação do Burj, no 154º andar. Esta experiência custou 5 mil reais para nós quatro e ainda contou com um buffet de canapés e docinhos e uma bebida alcoólica por pessoa, além de bebidas não alcoólicas.

Chegamos e fomos esperar a nossa entrada em um lounge. Fomos chamados e passamos todos da fila, uma fila de umas 03 horas mais ou menos. E ainda assim, demoramos uns 20 minutos para chegar ao 154º andar.

A outra experiência vip é chamada Gold e inclui chegar ao 148º andar, tâmaras e café, algo muito típico ali. Como estávamos acima, pudemos descer até o nível gold para conhecer.

O restante do pessoal que compra o ingresso normal, chega apenas ao 124º andar.

Em qualquer um destes andares, a vista de Dubai é 360 graus.

O nosso ingresso ainda nos dava direito a uma experiência virtual chamada Dubai Raising Falcon onde, com óculos 4D, voa-se sobre o Burj e se cai de paraquedas.

Só pode ser feita por quem comprar o ingresso ou a experiência previamente pela internet. Só que não se marca horário, pelo que a fila pode ser demorada, já que é só uma pessoa por vez.

Pegamos 02 pessoas na nossa frente e ficamos mais de 01 hora ali, seja esperando a nossa vez, seja fazendo a experiência, um de cada vez.

Tínhamos horário agendado longe dali. Assim, logo que saímos, fomos até o local marcado para pegar táxis. Ele fica junto ao shopping, mas bem distante de onde estávamos. Andamos um bocado no mall para chegar nele.

Umas 100 pessoas na nossa frente e filas de táxi que entravam aos poucos.

Acabamos pegando um táxi por fora, mais caro e fora da fila, mas que também ficam disponíveis por ali parra quem topar pagar mais. Extremamente confortável, mas caro. Pagamos 320 Dirhams até o nosso destino, junto ao Bab Al Shams Hotel, um hotel do deserto a cerca de 62Km de Dubai, cerca de 01 hora de carro, ainda mais no horário de pico em que estávamos.

Tínhamos agendado um jantar no deserto, no restaurante que fica neste hotel, o Al Hadheerah, um restaurante ao ar livre para se vivenciar uma noite árabe com muita comida, de qualidade, além de shows.

O jantar estava marcado para começar a partir das 19h e o local foi uma grata surpresa. Mesmo com glamour, a rusticidade do deserto estava presente.

O restaurante fica mais afastado do hotel. Chega-se a ele passando-se por algumas lojas com produtos típicos e espera-se em uma sala com decoração típica até que chamem o nome da reserva.

Daí chega-se à área do restaurante propriamente dita, enorme, em um cenário tradicional árabe dentro das dunas do deserto. O garçom que iria nos servir se apresentou, trouxe algumas pastinhas de entrada, as tradicionais mezze, pegou nosso pedido de bebidas e logo em seguida o buffet foi liberado. E que buffet!

Ilhas e mais ilhas de comida, desde frutos do mar de qualidade, culinária local com o famoso cordeiro Ouzi, assado embaixo da terra, saladas, grelhados, massas e sobremesas. Uma abundância poucas vezes vista.

E, enquanto comíamos, os shows começaram a acontecer: danças típicas, dança do ventre, artistas com fogo, dervixes (dançarinos com saias) rodopiantes, entre outros.

Por sorte nosso garçom nos avisou antecipadamente para subirmos em uma das construções junto ao local do restaurante, em torno das 21h, já que às 21h15 aconteceria o famoso show de camelos e cavalos que se desenrola fora da área do restaurante e, por isso mesmo, só bem visualizado ali de cima.

Subimos e não tinha ninguém. Começou o show e encheu de gente. Por sorte, estávamos na frente. Após, camelos ficam disponíveis para fotos, bem como falcões.

Pedimos uma condução para o pessoal que nos recepcionou no restaurante e lá pelas 22h um Bolt chegou para nos levar. Aqui, não pagamos nem 200 Dirhams pela volta.

Dubai
The Frame

Dubai
vista do alto do Burj Khalifa

Dubai
show no jantar no deserto

13 Sharjah e Bur Dubai

31/02/2025 – saímos do hotel às 10h20. De táxi fomos até Sharjah, a cerca de 30 minutos de Dubai. Na verdade, ela praticamente se confunde com Dubai: é só atravessar um túnel e já muda de nome.

Sharjah é outro Emirado, ao lado de Dubai e Abu Dhabi, e já foi a cidade mais importante desta zona mas, face à proximidade com Dubai e o auge de Dubai nos anos 80, Sharjah foi perdendo peso e se tornou cidade dormitório de muitos trabalhadores de Dubai.

De todo modo, os 17 museus que ficam ali fazem com que a cidade seja considerada pela UNESCO como Capital Cultural do Mundo Árabe. É uma cidade-museu, com quase 1/4 dos museus de todos os Emirados.

Sua história remonta a cerca de 6 mil anos, tendo sido documentada em um mapa do século II a.C. pelo geógrafo grego Ptolomeu.

Nosso objetivo principal ali era visitar o Museu da Civilização Islâmica e não nos arrependemos.

Ele abriga uma das mais significativas coleções de arte islâmica do mundo árabe. No seu prédio funcionava um histórico souk, tendo sido transformado em museu em 2008. O seu domo é todo coberto de ouro.

As informações detalhadas sobre a religião muçulmana e sua história são muito interessantes e explicativas. Passamos cerca de 01h30 ali.

Depois, fomos caminhando pela beira-mar para melhor conhecer a área em que estávamos, a Heritage Area, área com diversos edifícios restaurados com materiais originais. Em sua praça central, o Mercado Al Arsah e, em seus arredores, o forte Al-Hisn e o tradicional Emirate Handicraft Center, além do próprio Museu da Civilização Islâmica.

Dali, pegamos um táxi com um motorista paquistanês fedido e voltamos para Dubai, apenas passando em frente ao belo Central Souq, o mercado central da cidade composto por 2 naves centrais conectadas entre si por uma ponte elevada. É também conhecido como blue souk, graças a seus belos azulejos azuis que chamam a atenção de quem passa por ali.

Voltamos a Dubai para conhecer a velha Dubai. O táxi nos deixou em Bur Dubai, o distrito antigo mantido no meio da modernidade que tomou conta da cidade.

Na região é possível observar várias construções tradicionais, assim como mercados, mesquitas e o Forte Al Fahidi, considerado o prédio mais antigo da cidade, construído em 1787.

Aqui, o Bur Dubai Souk Market ou Old Souk, com uma infinidade de temperos exóticos e muito aromáticos, colares de ouro e uma grande variedade de produtos. É um souk mais tradicional e mais muvucado, não se adequando muito ao esplendor da cidade nova. Nele, as meninas compraram lenços e saíram com eles amarrados na cabeça, ao melhor estilo árabe.

Atravessando o souk, caminhando chegamos à região de Al Bastakiya, a área de antigas casas com pátios internos e que foram reformadas para mostrar o esplendor de tempos passados.

Aqui, outro souk, mais ajeitado, o Souk Al Seef, parecendo cenário de filme árabe, inundado por lojas, bons restaurantes, galerias de arte e cafés, além de um hotel, o Curio by Hilton. Passear por seus becos, em meio às construções de arenito, nos faz ter uma ideia de como era a vida em Dubai no passado.

Definitivamente, se alguém pensa em comer algo por ali, o lugar é este e não o Old Souk.

Acabamos parando para comer algo, já tarde, junto ao restaurante House. Cheio, local e com pratos típicos e carne de camelo. Lógico que provamos: muito similar à carne de gado, só mais suave. A consistência muito macia me incomodou um pouco.

Uma coisa muito comum por ali é a limonada de menta, coisa que as meninas tomavam direto.

Depois do almoço, ainda passamos na Turkish Delight Royal e compramos alguns doces, além de termos provado alguns tipos do chocolate de Dubai, aqui chamado de Dubai Kunefa. Eles podem ser de chocolate ao leite, meio amargo, 70%..., depende do lugar. Nenhum deles me impressionou, mas levamos alguns doces e tâmaras cobertas por chocolate e recheadas com pistache.

Era dia 31 de dezembro, o dia em que a cidade fica mais cheia de gente, tudo em razão do show de fogos e luzes junto ao Burj Khalifa. A partir das 17h e até às 03h da manhã, a área central da cidade, junto ao Burj, fica fechada para carros.

Já passava das 16h e tínhamos que voltar ao hotel. Os poucos táxis que passavam na área dos táxis já estavam ocupados e os que não estavam com gente, estavam se recolhendo.

Estava quase chamando um carro de aplicativo quando finalmente conseguimos um táxi para o nosso hotel.

Para nos hospedarmos ali, tivemos que participar da ceia montada por eles e que começava às 19h.

Por cerca de 2 mil reais por pessoa teríamos bebidas alcoólicas e não alcoólicas à vontade, shows que se sucediam e poderíamos acessar toda a área de alimentação do hotel, todos os seus restaurantes e mais os quiosques que montaram, para comer o que quiséssemos, dentro do cardápio especial elaborado para a data.

Começamos pelo restaurante asiático, fomos para o mexicano com comida latina e até coxinha e terminamos no indiano, passando pelos quiosques de frutos do mar frios, no melhor estilo inglês, e fast food.

Uma abundância e uma qualidade notas 10.

Lá pelas 22h, subi e fui olhar o Burj da minha janela. Dava para ver perfeitamente dali. Fomos acompanhando tudo até a contagem regressiva, quando do conforto da janela dos nossos quartos, assistimos a todo o famoso show de fogos.

Neste quesito, a localização do nosso hotel foi perfeita.

Dubai
Sharjah, Emirados Árabes

Dubai
Bur Dubai

Dubai
show de fogos do Burj Khalifa visto da janela do nosso quarto

14 Dubai Miracle Garden, Burj Al Arab e Global Village

1º/01/2026 – saímos logo após às 10h e enfrentamos um café da manhã lotado.

Acabamos indo no café do restaurante mexicano, similar, sem muitas diferenças.

Às 10h40 chegamos ao Dubai Miracle Garden, o maior jardim de flores do mundo no meio do deserto, com mais de 72 mil m2, 150 milhões de flores e 250 milhões de plantas.

Ele fica distante do centro. Demoramos cerca de 40 minutos. Optamos por chegar cedo para evitar a multidão de turistas. Estava cheio, mas deu para fotografar e aproveitar.

Há flores em todo lugar e formando esculturas de animais, personagens e objetos, dando a tudo uma aura de encantamento.

No local, ainda, algumas opções de bebidas e comidinhas. Ficamos pouco mais de 01 hora ali e vimos tudo.

Como estava cedo, o Claudio sugeriu irmos conhecer o Burj Al Arab, coisa que eu tanto queria.

Inaugurado em 1999, é um hotel em forma de vela que já foi considerado o melhor do mundo, tendo sido classificado como o único 7 estrelas do planeta. Sua estrutura, fontes impressionantes, lojas e o lobby mais alto do mundo são alguns dos seus destaques.

Para tornar a experiência especial, queríamos tomar um chá ali, no melhor estilo inglês. O concièrge do nosso hotel disse que poderíamos simplesmente chegar, se tivesse vaga. O Claudio viu no site e havia vaga para às 13h.

Pegamos um táxi e quem diz que nos deixaram entrar? O segurança da primeira guarita simplesmente disse que sem comprovação da reserva não poderíamos entrar.

Saímos do táxi e fomos tentar fazer a reserva, mas o site travava. Aí o Claudio foi ligar e descobriu que praticamente em frente à guarita do segurança grosso tinha um quiosque Inside Burj, onde poderíamos nos informar do que estava disponível, além de comprar e agendar ali.

Custava ele ter nos direcionado a ela? Realmente, o tratamento ali é vip para quem está hospedado. O restante da plebe é quase gado.

Já passava do horário do chá e conseguimos apenas um tour para conhecer o Burj, já que estávamos ali. BURJ, em árabe, é torre.

Agendamos o tour das 13h30. Um carrinho nos levou até um lounge onde nos foi dado um número por família. Na medida que os carrinhos maiores iam chegando, os números eram chamados e aí começava o tour.

Nele, a história do hotel, seu lobby e visita à suíte imperial. Há a possibilidade de pagar o tour com um café com ouro ou coisa do gênero. Só que aí o preço inicial de 259 Dirhams por pessoa sobe pra mais de 300 e, sinceramente, não queria deixar mais 1 centavo ali. E nem um café vale isso.

Tudo lindo e majestoso. Acho que nunca vi algo assim, mas as frescuras realmente me incomodaram.

De táxi, rumamos para o Global Village, também afastado e na região do Miracle Garden. E soubéssemos que iríamos passar tão pouco tempo no jardim, o ideal teria sido ir após o almoço ao Miracle Garden e aí emendar com o Parque Global Village. Fica a dica.

O único senão é saber quão cheio fica o jardim mais tarde, já que o Global Village só abre às 16h, por isso não há como chegar antes nele, no começo da manhã, como aconselhável ao Miracle Garden.

Em razão das altas temperaturas, e por ser um parque aberto, tem este horário de abertura e, ainda assim, só funciona de outubro a abril/maio.

Ele é um enorme parque temático com pavilhões de mais de 80 países com artesanato, culinária típica, produtos típicos e originais, shows e um parque de diversões. Para o parque de diversões deve-se pagar ingressos à parte.

Chegamos cedo, compramos o ingresso que é muito barato e fomos para a fila de checagem de segurança. O parque é muito local. Foi o lugar com mais locais que eu vi, talvez por isso, antes de abrirem o raio-X, mulheres passavam pelas filas checando a vestimenta. Aqui, roupas largas e cobrindo os joelhos, ombros cobertos e nada de transparências.

Até que não estava cheio quando chegamos, mas assim que começou a anoitecer, parece que o “mundo” chegou ali. Estava realmente muito cheio.

Comemos muitas coisinhas típicas por ali, as meninas fizeram tatuagem de henna e ainda compramos máscaras faciais coreanas. É boa parte do mundo reunida em um só lugar.

O ponto negativo? Dois. Poucos lugares para sentar e pouquíssimos banheiros.

Quando já tínhamos percorrido quase tudo e o parque estava super lotado, resolvemos sair.

Pegamos o táxi facilmente, somente esperando um pouco na fila. Já no hotel, subimos até o seu lounge/bar no 34º andar, com boa vista da cidade, para tomar alguns drinks autorais. As meninas ainda tiveram estômago e pediram uma guacamole.

Dubai realmente é uma cidade à parte entre os países muçulmanos tradicionais: a idade mínima para beber é 21 anos. A Marina não podia nem entrar nos bares em outros lugares. Aqui, sequer perguntaram a sua idade.

Dubai
Dubai Miracle Garden

Dubai
Miracle Garden

15 Gold Souk e Dubai Mall

02/01/2025 – café da manhã tarde e lotado. Depois de uma espera, conseguimos o restaurante árabe.

Eu e Manu passamos uma horinha na piscina do hotel, um pouco mais, repleta de russos/ucranianos, e voltamos para o quarto.

Banho e táxi até o Gold Souk, ou seja, o Souk do Ouro.

Ele fica em Deira, uma região conectada com Bur Dubai por barcos. Deira é o antigo centro de Dubai e um dos lugares mais importantes da cidade, devido ao seu caráter comercial.

Um destaque aqui é justamente o Souk do Ouro, um local com uma enorme variedade de joias e mercadorias feitas a ouro. São lojas e mais lojas que comercializam joias, uma ao lado da outra. Fica até difícil escolher em qual entrar.

Muita coisa para ostentar, acabamos em uma loja grande pois eu queria pulseiras discretas para usar junto com meu relógio. Comprei duas.

Logo depois, paramos em outra loja, na lateral e não na “rua” principal onde estávamos, Perlina, e que justamente por isso, por ser menos vista por quem passa ali, tinha mais margem para negociação. Não se compra nada ali sem negociar. Aqui, as meninas compraram suas pulseiras, uma para cada.

Em todas estas compras teríamos a devolução do imposto, IVA. Por isso, após cada compra fizemos os devidos registros, apresentando nossos passaportes nas respectivas lojas. Aí eles fazem todo o processo e nos dão um documento para ser apresentado no aeroporto antes de partirmos.

Com os perfumes aconteceu a mesma coisa. Em tudo isto teríamos a devolução de 5%.

Pegamos um táxi e fomos, novamente, para a região do Burj Khalifa, mas agora para o Dubai Mall, o shopping localizado aos pés do Burj Khalifa.

Ele é o maior shopping do mundo. Tem mais de 1400 lojas, muitas de grife, pista de patinação, pista de kart, praça de alimentação, cinema, simulador de voo, mirante mais alto do mundo e o Dubai Aquarium, um dos maiores aquários do mundo e que, entre outras coisas, oferece um zoológico subaquático e um passeio de barco com fundo transparente, além de mergulhos nos tanques.

E, pra variar, estava ENTUPIDO de gente. Foi o local mais cheio de gente que vi em Dubai. Na área externa, com vista para o Burj, mal dava pra se mexer.

Tínhamos tomado o café da manhã no final da manhã e ainda não tínhamos almoçado. Assim, estávamos procurando um lugar para um “almojanta” e, também, um local para ver o famoso show de luzes do Burj Khalifa, que acontece sextas, sábados e domingos.

Acabamos no restaurante Icarus, um restaurante com culinária internacional, servindo desde de comida árabe e grega, até japonesa. Grande e aberto, com excelente visão para o Burj e para o canal que passa por ali.

Conseguimos uma mesa com vista parcial, com uma única condição: assim que algumas das mesas com melhor vista para o Burj vagassem, nós poderíamos passar para elas.

Teríamos um longo tempo ali, até mesmo porque o show de luzes do Burj Khalifa acontece às 20h30. Ficamos cerca de 03 horas ali, consumindo... barcas de sushi e sashimi, 2 garrafas de vinho, drinks, pastas árabes, tudo para justificar a nossa estada ali e o lugar privilegiado. Conseguimos ficar no lugar com melhor vista.

Neste meio tempo, vimos 3 shows de águas que acontecem no canal entre o local onde estávamos e o Burj, a partir das 18h, de meia em meia hora.

Aproveitei para dar uma rápida saída e comprar os chocolates de Dubai para os sobrinhos, a cerca de R$ 80 cada barra, e uns cristais mentolados, que abundam ali e que ao se colocar na água ajudam a destrancar a respiração e a garganta em casos de resfriado.

Vimos os shows sentados, comendo, bebendo, batendo papo. Tudo perfeito.

Ao final, a Manu e o Claudio ainda foram ao aquário do shopping e eu e a Marina fomos procurar a loja da Hermès, que fica no fim de tudo que se pode imaginar, sendo que caminhamos cerca de 30 minutos para chegar lá. Só para ela conhecer e mais nada.

Estávamos saindo do Dubai Mall lá pelas 22h e as filas para o táxi estavam monstruosas.

Como já tínhamos passado por isso, fomos para o lado dos transportes vip e pegamos um até o nosso hotel.
Dubai
show de luzes do Burj Khalifa

16 Souk Al Seef e viagem para Omã

03/01/2026 – café da manhã no último horário junto ao restaurante mexicano e resto da manhã no quarto, ajeitando as malas e tomando banho, até o horário do nosso late check out, às 14h30.

Deixamos as malas no hotel e voltamos para a área do Souk Al Seef, para almoçar em um restaurante bem tradicional e que não tínhamos conseguido entrar da primeira vez em que estivemos ali.

Esperamos, junto com os outros turistas que estavam esperando sua vez e, em cerca de 40 minutos entramos para almoçar no Restaurante Al Khayma Heritage, talvez a melhor e mais gostosa seleção de mezze, as entradas/pastas frias árabes, que comi na vida.

Ainda passamos rapidamente no Centro Cultural Sheik Mohamed, praticamente em frente ao restaurante, para ver uma casa típica da antiga Dubai.

Voltamos ao hotel e após às 17h estávamos chegando ao aeroporto de Dubai. 

Fizemos o tax refund, bastou mostrar as pulseiras, e tivemos que aguardar o horário do check in da Air Oman (abre apenas 03 horas antes do voo, sendo que o nosso era às 22h20), esperando cerca de 01h30 no Starbucks da entrada da área de check in.

Lógico que o aeroporto estava lotado. Estávamos no Setor 5 do Terminal 1 do aeroporto de Dubai, o principal do Oriente Médio.

Tivemos que despachar as malas de mão, aguardamos em uma Sala Vip Priority e o voo atrasou cerca de 40 minutos.

Não tivemos um voo agradável, sorte que era rápido, 45 minutos. Espaço minúsculo para as pernas, poltronas que praticamente não reclinavam e um russo vomitando atrás da Marina, além de um indiano muito fedido sentado na nossa frente.

Chegamos tarde, mas foi tudo muito rápido na chegada. Como ficaríamos menos de 15 dias e nossos passaportes tinham validade superior a 06 meses, não precisamos do visto que pode ser pego na entrada do país.

Pessoal muito simpático, tanto para organizar filas, como na imigração. Por sorte, nossas malas chegaram rápido.

Estávamos em Muscat, ou Mascate, a capital de Omã, uma monarquia absoluta da Península Arábica, com um relevo composto por deserto, oásis às margens de rios e litorais extensos no Golfo Pérsico, no Mar Arábico e no Golfo de Omã.

O país tem cerca de 5 milhões de habitantes, é rico em petróleo e gás natural e depende de aquíferos para abastecimento de água. O idioma é o árabe, a religião predominante é o islamismo, a moeda é o Rial Omani (1OMR = R$ 14,76) e o fuso é de 07 horas a mais que Brasília.

Já a capital é uma cidade portuária que fica no Golfo de Omã e é cercada por montanhas e deserto. Com uma história que remonta à antiguidade, é relativamente pequena, mas bem espalhada ao longo da costa. Há quem diga que parece várias cidades aglutinadas debaixo de um mesmo nome e, viemos a descobrir, é a mais pura verdade.

Demos bobeira na hora de pegar o táxi. Seguimos um taxista até um local onde não haviam táxis, somente o dele. Devíamos ter pego um táxi no andar de baixo do desembarque, fica a dica.

Claudio assim que entrou pediu para colocar o taxímetro e ele disse ok. Chegando ao hotel, ele pediu 10 Rials, sem mostrar o taxímetro (muitas vezes ele está no celular dos motoristas), para uma corrida de 05 Rials, já que o nosso hotel, o JW Marriott Hotel Muscat, ficava próximo ao aeroporto.

O Claudio brigou, chamou ele de mentiroso e deu 5 Rials e pronto.

Estávamos chegando ao hotel à 01h da manhã.

Omã
 Mascate, Omã

17 Mascate, Omã

04/01/2026 – acordamos tarde, por óbvio, e saímos do hotel às 11h, pegando um táxi junto à maquininha na recepção do hotel. Aplicativo de carro local e com taxímetro. Aqui, os táxis eram bem mais caros do que nos Emirados.

Mascate pode ser resumida assim: há a Nova Muscat, uma extensa área com prédios modernos, avenidas largas e algumas praias; Ruwi, o coração de negócios e zona de grande influência indiana; Mutrah, a zona antiga, com o homônimo souk e a avenida litorânea (Corniche) e a Velha Muscat, no extremo oposto da nova, onde se localizam os fortes e o palácio Al Alam.

Neste primeiro dia, cansados, fomos para a Velha Muscat, e ficamos “amigos” do motorista, Issa, pegando seu contato, o que nos ajudou por algumas vezes. Do nosso hotel até a cidade velha, cerca de 30 minutos de carro em avenidas largas e com poucos carros.

Paramos no Museu Nacional de Omã, situado próximo ao palácio Al Alam e com bela vista para o Forte Al Jalali. O museu conta a história do país, inclusive discorrendo sobre a passagem dos portugueses por ali.

Conta com uma fraca cafeteria, onde paramos para comer algo.

Já o forte, bem como o Palácio Real Qasr Al Alam, somente pode ser visto por fora.

O forte foi construído pelos portugueses durante o século XVI e está em posição estratégica junto ao porto.

Já o palácio é um excelente exemplo da arquitetura islâmica moderna, sendo o local de morada do sultão, razão pela qual não está aberto a visitações. O local serve como residência oficial e cerimonial.

Seus belos jardins podem ser vistos por entre os imponentes portões.

Mesmo no inverno, Omã foi o local mais quente que tínhamos visitado até então, com cerca de 26ºC neste dia. Do mesmo modo, o lugar mais vazio: não se via quase ninguém nas ruas limpíssimas e onde o branco predominava, exceto um ou outro turista.

Outra constatação: aqui, tanto os locais quanto os turistas estavam sempre mais cobertos do que em qualquer outro país que visitamos.

Finalmente estávamos em um verdadeiro país, em uma verdadeira cidade do deserto.

Fomos caminhando até nossa próxima atração e, pelas ruas da cidade velha, nenhum restaurante ou café, nada.

O Museu Bait Al Zubair, já próximo à Nova Muscat, é de propriedade particular e ocupa 3 casas lindamente restauradas, com exposição de fotos, armas, joias e artefatos, mostrando a vida e a história de Omã.

Bem melhor que o primeiro, ainda conta com um bom restaurante, inclusive com alguns pratos típicos.

Ainda caminhando, chegamos ao Muscat Gate Museum, situado sobre um dos portões da antiga muralha da cidade de Omã, mas estava fechado em reformas.

Chamamos o motorista e voltamos para o hotel, onde, mais tarde, jantamos hamburguer em um dos seus restaurantes.

Omã
 Mascate, Omã

Omã
Muscat Gate Museum

18 Nizwa, Castelo Jabreen e Forte Bahla

05/01/2026 – dia de acordar cedo para passear pelo país.

Tomamos o café da manhã no hotel, não incluso na diária, mas excepcional. Muito bom, dos melhores que já tivemos.

Nosso passeio fora contratado desde o Brasil. Saímos às 08h e às 09h20 estávamos chegando em Nizwa, a cerca de 160Km de Mascate.

Na estrada, não vimos nenhuma construção chique ou suntuosa, mas só vimos casas grandes e bonitas, no melhor estilo árabe, denotando uma boa qualidade de vida. Realmente, Omã é um país do deserto, muito mais “raiz” que os visitados até então.

Cidade com uma forte herança religiosa e cultural, foi a capital de Omã nos séculos VI e VII e é uma cidade onde as cúpulas e minaretes das mesquitas se erguem sobre edifícios cor de areia cercados pelas Montanhas Hajar.

Por não ser litorânea, sempre teve uma forte ligação com sua herança cultural e religiosa.

Nossa primeira parada foi junto ao super local Souq de Nizwa. Aqui, provamos tâmaras, descobrimos que existem mais de 255 tipos delas e que em árabe é chamada... tamara; compramos um tahine local, bem diferente daquele que chega aqui no Brasil e que normalmente é maravilhoso nos países árabes; compramos alguns temperos locais e ainda provamos o doce típico do país, a halawa, um doce meio gelatinoso feito com açafrão, nozes, água de flores e temperos omanis. Detestamos!

Ah, e uma coisa muito típica e única em Omã e que vimos em todo lugar: olíbano ou franckincense. Resina aromática preciosa, conhecida como a “rainha dos óleos”, é usada há milênios em incensos, perfumaria e medicina tradicional por suas propriedades anti-inflamatórias, calmantes e regeneradoras.

Tudo isto devidamente escoltados e orientados pelo nosso motorista/guia, Amjad.

Importante frisar que muitos lugares do souq não aceitavam cartão.

Algo muito típico em Omã: praticamente todos os homens vestem túnicas brancas. Um ou outro vestem túnicas azuis claras/cinzas, mas 99% vestem branco e sempre com algum tipo de kufi, o gorro curto e arredondado típico, que varia em cores e estampas. Ainda, são árabes mais escuros, mais morenos que os que encontramos nos Emirados.

Já as mulheres vestem túnicas vibrantes e coloridas, quando não estão vestidas totalmente de preto, com as cabeças cobertas por lenços bem decorados.

Na sequência, chegamos ao Forte de Nizwa, sua principal atração.

Datado do século XVII, com sua torre de vigia redonda e suas altas muralhas, é o mais turístico dos fortes omanitas.

O local é grande e demanda um bom tempo. No forte, ainda, apresentações de música típica e o omani bread, o finíssimo pão omani feito na hora e recheado com queijo ou ovo misturado ao queijo, as formas mais comuns de comê-lo.

Depois, foi seguir pela estrada até o Oman Across Ages Museum, em Manah, próximo a Nizwa, um museu inaugurado em 2023, novo, suntuoso e com multimídias e realidade virtual. Pretende contar a história de Omã desde a pré-história até a era atual. Exige código de vestimenta padrão dos países árabes.

Vale mencionar que os banheiros em Omã eram um problema à parte, diferentemente dos Emirados, onde eram extremamente limpos e sempre tinha gente limpando após o uso. No novo museu era ok. Mas em outros locais ou museus, eram bem ruinzinhos.

Seguimos viagem até o famoso Castelo Jabreen (Jibreen), a cerca de 10Km a sudoeste de Bahla, cidade perto de Nizwa (40Km).

Entre as centenas de fortes e castelos espalhados pelo país, este é, provavelmente, o mais espetacular de todos.

Construído no século XVII, conta com muitos quartos e áreas de recepção, janelas com treliças intrincadas, tribunal, biblioteca, varandas em madeira, tetos pintados e um depósito de tâmaras, entre outras coisas.

São dois blocos separados com um espaço central compartilhado. Oferecem áudio no celular, mas é fraco e não pega bem.

Paramos para comer, tarde, em Bahla, em um fraco restaurante de comida do Yêmen. Simples e fraco. Os locais comiam em salas no chão. Nós optamos por uma das poucas mesas presentes.

Na sequência, o famoso Forte Bahla, classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial.

As ruínas do imenso forte, com suas paredes e torres de tijolos de adobe e fundações de pedra, são um exemplo extraordinário deste tipo de fortificação e atestam o poder da tribo dominante na região, entre os séculos XII e XV. Nele há torres eólicas, mesquitas, casas e poços. As partes mais antiga do forte datam de 5 a.C.

Compramos o ingresso que incluía visitar o forte e a fraca mesquita adjacente, pequena e que funciona como uma escola do alcorão. Requer código de vestimenta, como qualquer mesquita, mas não vale a visita nem os Rials gastos.

Em compensação, o pequeno Museu do Mel, no forte, merece a visita, não apenas para comprar, mas para provar os diferentes tipos de mel, algo bem típico por lá.

E, a partir daí foi retornar até Mascate, com duas paradas:

- Parque Falaj Daris - a cerca de 10 minutos da cidade de Nizwa, é Patrimônio Mundial da UNESCO e um ótimo lugar para ver um canal de falaj, o método de irrigação antigo e altamente eficiente que canaliza água de fontes subterrâneas ou montanhas para vilas e plantações. Ele irriga o oásis de palmeiras de 8Km da cidade de Nizwa e as fazendas agrícolas ao redor;

- Falaj Al Khatmeen - fica em Birkat Al Mouz, uma das mais famosas aldeias em ruínas no sultanato. São dois conjuntos de ruínas e toda a zona está mergulhada em enormes plantações de tâmaras e bananas, em um ambiente parecido ao de um oásis. Aqui, o antigo falaj que é usado até hoje para irrigar as plantações e fornecer água para as vilas. Ele ainda sustenta a agricultura local. Fica a cerca de 25 minutos de Nizwa e é uma parada que nos faz recuar no tempo.

Dia longo. Chegamos no hotel e jantamos no Pink Salt, seu restaurante de carnes, mas com algumas opções de frutos do mar.

Omã
Souq de Nizwa

Omã
Forte de Nizwa

Omã
pão omani

Omã
Castelo Jabreen

Omã
Forte Bahla

Omã
Falaj

19 Mascate, Omã

06/01/2026 - saímos do hotel às 09h30, com o Issa, para conhecer a Mesquita Sultão Qaboos, talvez o principal ponto turístico da capital.

É, ao mesmo tempo enorme, mas intimista, imponente e acolhedora e muito bonita. Destaque para o enorme e lindo lustre central, com mais de 3 mil cristais Swarovski, e para o tapete persa da sala de oração, que é o segundo maior tapete de peça única no mundo (perde para o de Abu Dhabi e pesa 2 toneladas).

Lógico que tem que atentar para o código de vestimenta. Inclusive há policiais na entrada checando se todos, principalmente as mulheres, estão trajadas adequadamente.

Importante notar que as visitas acontecem apenas entre 09h/11h e alguns guias gratuitos estão disponíveis no local.

Saindo da mesquita, rumamos para a região de Mutrah, a zona antiga da cidade.

Nossa primeira parada foi junto ao Fish Market, fraco e sem muita coisa interessante para ver. Dizem que o restaurante na parte de cima vale a parada, mas como era 10h30 da manhã, nem isso conseguimos checar.

E, a partir do mercado, começamos a caminhar pela orla marítima, Corniche. Ele tem uma extensão de 3Km e vai desde o Mercado de Peixe até o Al Riyam Park.

Caminhando, chegamos ao Souk Mutrah, com o mesmo nome da região onde estávamos, e que é o mais interessante da cidade. Típico souk, um pouco menos “glamouroso” que os visitados nos Emirados, mas que vale a parada. Aqui, compramos um pouco de açafrão em pistilos.

Vendedores extremamente simpáticos, achamos curiosa a moeda de 1/2 Rial e um vendedor simplesmente nos presenteou com uma.

Algo que chama a atenção em Omã é a quantidade de turistas italianos: eles parecem dominar o local.

Saindo do forte caminhamos até o Mutrah Fort, erguido em uma colina junto à cidade e casas de Mascate e que foi construído pelos portugueses. Deu pra perceber a grande influência portuguesa na região, né?

Ele data do século XVI e oferece vistas panorâmicas da baía e do Corniche. A subida até o forte é bem íngreme, por entre as ruas da cidade, e não é para qualquer um.

Saindo do forte, voltamos para a região do souk para pegar um táxi e teria sido melhor se tivéssemos chamado e esperado pelo Issa.

Como é difícil acertar taxistas em Omã! Todos querem ganhar em cima.

Achamos um para nos levar até um monumento que o Claudio queria ver e que não encontrou. Aí, pedimos para o motorista nos levar até o típico e super bem indicado Restaurante Rozna.

Mal começou o caminho até o restaurante e ele parou e nos conduziu a outro táxi, guiado por um amigo. Só que este amigo não queria colocar o taxímetro, pelo que nos recusamos a entrar.

Voltamos para o táxi original que começou a sugerir outros restaurantes... tudo porque não tinha tempo para nos levar ao Rozna. Tinha horário para pegar outros turistas.

Ele acabou conversando com outro taxista no caminho que nos levou até o restaurante. Da zona onde estávamos, até o Rozna, eram uns 40 minutos.

Restaurante enorme e super típico, erguido em uma “construção do deserto” e repleto de turistas.

Atendimento demorado e comida priorizando o famoso tempero omani, de que eles tanto se orgulham e que é uma mistura de temperos, tipo uma masala indiana, mas que é tão forte que mascara o gosto da comida. Nenhum de nós curtiu muito: a comida omani não fez a nossa cabeça.

Mas aqui provamos tudo de típico que podíamos: arroz com tubarão seco, carneiro enrolado em folha de bananeira e assado embaixo da terra... só não comemos camelo porque já tínhamos provado em Dubai.

Sem muito mais o que fazer, retornamos para o hotel. Claudio e Manu ainda aproveitaram a piscina.

Mais tarde, fomos jantar no restaurante principal do hotel, mas mais petiscamos, já que ninguém estava com muita fome.

Omã
Mesquita Sultão Qaboos, Omã

Omã
Mesquita Sultão Qaboos, Omã

Omã
exterior da Mesquita Sultão Qaboos em Mascate, Omã

Omã
Restaurante Rozna

20 Passeio de barco em Omã

07/01/2026 – desta vez, calculamos um pouco de tempo demais para Omã, pelo que nossos últimos dias ficaram bem tranquilos.

Acordamos tarde e tomamos um café com doce e/ou sanduíche junto à cafeteria no térreo do nosso hotel, antes de sairmos para nosso passeio de barco agendado para às 13h. O Issa nos levou.

Esse é um passeio bem turístico lá. Só que ao invés de pegar um barco comum, com mais gente, reservamos um barco privativo na Al Seed Marina, junto à Daymaniyat Tours. Pagamos em torno de 210 Rials para nós 04.

Optamos por não sair da Almouj Marina, a mais utilizada para estes passeios, justamente por ser mais longe e demandar mais tempo de barco. Tudo que puder me poupar minutos de barco é importante.

Só achei o negócio mal organizado. Era para sairmos às 13h, mas saímos às 13h30 e isto porque pedi para nosso “capitão” sair de uma vez, para poder voltar antes do mar ficar mais agitado e eu não enjoar. Tinham marcado um casal errado com a gente e, ao invés de direcioná-los para o pessoal da empresa, o capitão estava tentando resolver ele mesmo.

Em cerca de 40 minutos em um mar bem batido, que inclusive molhava muita coisa dentro do barco, inclusive nós, chegamos à região das Ilhas Daymaniyat, uma reserva natural marinha protegida, famosa pelas águas cristalinas, tartarugas marinhas e corais.

Entre maio e outubro abriga alguns tubarões-baleia. É considerado um dos melhores locais de mergulho de Omã.

O passeio contratado é um passeio de 04 horas que passa por algumas ilhas. Paramos em uma maior, com muitos turistas, onde o Claudio e a Manu foram snorkear. Ventava muito e a sensação térmica não era das melhores.

Depois, o nosso motorista queria parar no meio do mar, mas dissemos que era impossível pra mim ficar em um barco no meio do mar. Assim, ele largou o Claudio no mar, próximo à ilhota onde ficamos esperando por ele.

Local bonito, nada mais que isso. Imperdível? Jamais. Estrutura meia boca e nada único ou “uau”.

Tinham alguns sanduíches, sucos e salgadinhos no barco.

Ficamos menos tempo que o previsto e às 17h já estávamos de volta.

Esta noite jantamos no hotel: o bar da primeira noite oferecia a noite japonesa, às quartas, com sushis e sashimis à vontade (variedade não muito grande, mas muito saborosos), edamame de entrada, mochi de sobremesa e um drink por pessoa, alcoólico ou não.

Para a Marina poder participar, mentimos que tinha 21 anos: por mais que não fosse beber, e não bebeu, ela não poderia entrar por ser um bar. Como ela era a mais interessada pela comida japonesa, arriscamos.

Omã
Ilhas Daymaniyat

Omã

21 Bahrein

08/01/2026 – acordamos tarde, almoçamos junto ao restaurante da piscina e desfrutamos de um late check out.

O Issa nos levou ao aeroporto e, desta vez, conseguimos embarcar com nossas malas de mão com a mesma Air Oman.

Sala vip muito boa, Prime Class. Nosso voo saiu praticamente no horário, às 19h20.

Cerca de 01h40 de voo e chegamos ao Bahrein, nosso próximo destino, com 01 hora a menos de fuso.

O reino do Bahrein é um pequeno país insular no Golfo Pérsico. A ilha é famosa, desde a antiguidade, pela pesca de pérolas, consideradas as melhores do mundo no século XIX. É constituído por cerca de 35 ilhas e ilhotas, sendo que apenas 3 são habitadas.

Foi uma das primeiras áreas a se converter ao islamismo, durante a vida de Maomé. Após um período de domínio árabe, foi governado pelo Império Português. O idioma é o árabe, a religião predominante é o islamismo e a moeda é o Dinar Bareinita (1BHD = R$ 15,12).

Na chegada, pessoal muito simpático, como em Omã, pegamos o visto junto ao pessoal da imigração.

Estávamos em Manama, a capital do Bahrein e também sua maior cidade. Tem pouco mais de 600 mil habitantes e está conectada à Arábia Saudita por uma enorme ponte, a mais cara já construída na região do Golfo, a Ponte Rei Fahd.

É uma cidade multicultural que combina desde um skyline com edifícios ultramodernos até patrimônios da humanidade em seu entorno.

Suas ruas já testemunharam mais de 4 mil anos de civilização humana, desde os antigos comerciantes de Dilmun (uma das mais antigas civilizações comerciais do mundo) até os magnatas financeiros de hoje.

É uma movimentada cidade portuária e todo o país pode ser conhecido tendo Manama como base.

Aqui ficamos hospedados no Hotel The Domain, um bom hotel com um quarto ótimo, banheiro enorme e antessala, mas um hotel que não conseguiu me cativar. Apenas para maiores de 16 anos. Talvez se tivéssemos ficado em outra região da cidade...

Nesta viagem, as opções de lugar em que o Claudio escolheu os hotéis, deixou a desejar.

Minha primeira impressão: todo mundo, em todo lugar, desde o aeroporto, até o taxista e no hotel, sempre fazendo questão de frisar que o Bahrein é um país muçulmano mais aberto, menos tradicional. Só que aqui, mais que em qualquer outro país muçulmano que visitamos nessa viagem, encontramos mulheres mais cobertas. A maioria de preto e com os rostos cobertos, apenas os olhos de fora.

Vimos em outros países, mas aqui era quase que uma constante.

Na verdade, eles falam isso porque eles são quase que o “puteiro” da Arábia Saudita, viemos a descobrir.

Como os dois países são separados por uma ponte de 25Km apenas, os árabes, com um regime bem mais fechado, vêm até o Bahrein para beber, correr de carrões pelas ruas de Manama e “pegar” a mulherada, principalmente as estrangeiras que aqui chegam para isto. 

Os carros com placas da Arábia Saudita quase que ultrapassam em número os carros bareinitas.

Bahrein
Manama, Bahrein

22 Manama e arredores, Bahrein

09/01/2025 – bom café da manhã no hotel, com buffet e pedidos à la carte, no último andar, com bela vista para a cidade e a área litorânea.

Acertamos com o motorista que nos trouxe do aeroporto e ele veio nos pegar às 10h30 no hotel, com um carro confortável, grande (já que serve o aeroporto) e com água, suco e salgadinhos. Seu nome, Ali (pronunciavam Éli).

Começamos o dia passando pelo Al Ali East Burial Mound Filed, a cerca de 14Km da capital.

O local é um campo de antigos túmulos da civilização Dilmun, que remontam há mais de 4 mil anos. São mais de 4.400 túmulos ali, mas não se vê muita coisa, além de montes de terra espalhados pelo local.

Este é o maior de todos os cemitérios Dilmun no Bahrein. Vimos da estrada mesmo e continuamos, pois não tem muita coisa para ser vista.

A civilização Dilmun foi uma próspera cultura da Idade do Bronze, conhecida como um centro comercial crucial entre a Mesopotâmia e o Vale do Indo, descrita em mitos sumérios como a terra paradisíaca onde o “sol nasce”.

Na sequência, seguimos para o Forte Shaikh Salman bin Ahmed Fateh, ou simplesmente Forte de Riffa, na cidade de Riffa, a cerca de 20Km da capital.

Ele é um forte do século XIX que é um ponto de referência histórico e que oferece uma vista ímpar do deserto. Situado no alto de uma colina com vista para o vale, já funcionou como residência real e fortaleza militar, sendo que hoje oferece pátios preservados, exposições culturais e vistas panorâmicas.

Na verdade, viemos a descobrir, estas cidades ao redor de Manama nada mais são que distritos, bairros da própria capital, no melhor estilo do que encontramos em Miami, por exemplo.

Dali fomos para a Mesquita Al Khamis. Datada do século XI, é uma das mais antigas mesquitas do mundo árabe. Conta com icônicos minaretes gêmeos e é um testemunho da arquitetura islâmica inicial.

Hoje funciona mais como um museu a céu aberto e está boa parte em ruínas. Por ser sexta-feira, o dia de guarda para os muçulmanos, estava fechada para visitação.

Algo a mencionar: no Bahrein eles falam bem melhor o inglês que em Omã.

Conversando com o Ali, descobrimos que o rei tem 4 esposas e 12 filhos, mas eles evitam falar do rei e da família real. Senti que o negócio é meio que proibido por ali.

Depois foi a vez de visitar o Forte do Bahrein, ou Qal´at al-Bharain. Ele é patrimônio mundial da UNESCO, oferecendo um vislumbre do antigo passado da ilha. Data da era Dilmun e tem sido um importante local arqueológico há décadas.

O local é grande, conta com café agradável com bom banheiro, e uma visita aqui não apenas proporciona uma experiência histórica, como também vistas panorâmicas da paisagem ao redor.

No museu do forte, as meninas chamaram a atenção do pessoal que atendia ali. No Bahrein, o “assédio” sobre as mulheres é bem mais constante do que em qualquer outro lugar que visitamos nesta viagem. Nada ostensivo, mas percebe-se os olhares e comentários.

Por ser sexta-feira, a cidade estava com cara de domingo.

Nosso motorista nos deixou em Water Garden City, região ao norte da capital, próxima ao famoso Seef District, e que foi criada a partir de aterros sobre o mar que aumentaram a área da capital em cerca de 20%. Antes, há cerca de 40 anos, tudo ali era mar e hoje oferece marina, áreas residenciais, restaurantes à beira-mar e esportes aquáticos.

Aqui, escolhemos o restaurante mais cheio, o Alkofeia, que oferece culinária local autêntica em um ambiente local. Pena que foi extremamente demorado. Mas tanto o restaurante, a comida e o local onde fica, valem a pena.

Aqui ainda presenciamos um parabéns local, repleto de significados, embalado por vários garçons munidos de instrumentos musicais.

Terminando o almoço tardiamente, comemos sorvetes de mochi em um café japonês ao lado e acabamos optando por caminhar. Ninguém caminha por ali, mas nós caminhamos, até porque, além dos táxis serem um problema, quase não haviam táxis na sexta-feira.

Todos os táxis tem uma placa no vidro alertando que o taxímetro é obrigatório e que sem ele a corrida não deve ser paga. Só que na prática não é bem assim.

Assim, saímos caminhando e, após 50 minutos, chegamos ao fraco Manama Souq, um tradicional mercado com uma profusão de cores, aromas e vozes e em que o seu portão de entrada, o Bab Al Bahrain, é um marco histórico que costumava abrigar o departamento de alfândega antes da expansão da costa.

Como tínhamos visto alguns souks na viagem e este deixava a desejar, não ficamos muito por ali.

Vale mencionar que na nossa caminhada até o Souk, saímos de uma Manama moderna e rica para uma Manama velha e bem pouco atrativa, repleta de indianos e lembrando, um pouco, a muvuca do Cairo.

Pouca oferta de táxis, conseguimos um que acertou o valor, mas que não ligou o taxímetro. Era isto ou caminhar mais.

Às 15h30 estávamos chegando ao Museu Nacional do Bahrain.

Moderno e localizado à beira-mar, oferece uma jornada de 5 mil anos pelo passado do país.

Suas exposições cobrem uma ampla gama de tópicos, enquanto sua arquitetura externa é mais um atrativo com esculturas na parte de fora e o mar contornando o museu.

Bom museu. Ficamos um pouco mais de 01 hora por ali e na saída passamos no seu café para beber algo.

Hotel e nova saída, agora para o chique, lindo e moderno Avenues Mall. Situado ao longo da baía do Bahrain, conta com mais de 130 lojas e é bem diversificado.

Aqui, jantamos mais uma vez em uma onipresente, por aquelas bandas, Cheesecake Factory.

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Forte de Riffa

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Forte do Bahrein

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Forte do Bahrein

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Water Garden City, Bahrein

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Water Garden City, Bahrein

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Restaurante Alkofeia, em Manama, Bahrein

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Museu Nacional do Bahrein

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Museu Nacional do Bahrein

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Manama à noite vista da região do Avenues Mall

23 Manama, Bahrein

10/01/2026 – saímos do hotel às 09h, com o Ali, para a visita agendada às 10h junto ao Circuito de Shakir, ou seja, Circuito Internacional do Bahrein, o moderno circuito onde as corridas de F1 acontecem uma vez por ano.

Do nosso hotel até ele, foram cerca de 35 minutos. Eles orientam a chegar com, pelo menos, 5 minutos de antecedência.

Como tínhamos tempo, passeamos um pouco por ali, onde era permitido, e ficamos na loja aguardando nosso tour.

Agendamos o Big Circuit Tour, mas não pudemos entrar na pista, o que faria parte do pacote, já que estava alugada para particulares.

Ainda assim foi interessante e pudemos ver várias coisas, como uma parte dos boxes e a torre de mídia. O tour completo não chega a durar 01 hora.

O Ali estava nos esperando e como já estávamos praticamente nos arredores de Manama, aproveitamos a localização para conhecer as atrações por aqueles lados.

Começamos pelo Museu do Petróleo do Bahrein e o pelo adjacente Primeiro Poço de Petróleo aberto no país. O museu estava fechado, mas pudemos ver o poço que jorrou óleo pela primeira vez em 1931.

Ambos ficam na parte centro-sul do Bahrain, na base de Jebel Dukhan, a montanha mais alta do país. Abundam poços de petróleo nesta região/área.

Esta região é bem desértica, quase não se veem casas nem moradores, mas descobrimos algo curioso: várias tendas espalhadas por ali, pois é uma popular região de férias.

Os locais alugam tendas, ou levam as suas, e ficam com suas famílias por ali. Crianças brincam entre si e alguns food trucks funcionam à noite. Isto acaba sendo uma opção de férias de inverno, para sair da cidade quando o calor permite.

Um pouco mais adiante, mas ainda nesta região, chegamos à Árvore da Vida, ou Shajarat-al-Hayat, a árvore de algaroba com cerca de 400 anos e que atrai cientistas e visitantes por ter sobrevivido no deserto sem água.

Ela fica em uma colina a aproximadamente 40Km de Manama. É uma das principais atrações do país e há quem acredite que a árvore fazia parte do bíblico Jardim do Éden.

Tanto os poços, quanto a árvore e as tendas ficam todos em uma área bem desértica do país.

De volta à capital, paramos para conhecer a sua grande mesquita, mas que por algum motivo, neste dia, estaria fechada até às 14h.

Assim, o Ali nos deixou no bonito e agradável Distrito de Adliya, ali perto.

Este distrito é conhecido pelos restaurantes e pela vibrante vida noturna, especialmente o bloco 338. É bem popular para os turistas, pois além de bonito e ajeitado, tem boas opções para todos os gostos.

Cansados de tanta comida diferente, almoçamos junto ao ótimo italiano Fatto Trattoria.

Depois do almoço, caminhando, voltamos para conhecer a mesquita, não sem antes termos um carro com sauditas parando para nos assediar, no único momento em que o Claudio estava do outro lado da calçada.

A Mesquita Al Khamis oferece visitas guiadas em tours de aproximadamente 01 hora. É necessário o uso de saia longa e sem nenhuma transparência (não pode ser calça), razão pela qual nós 3 tivemos que usar as abaias, os longos e esvoaçantes mantos, fornecidas no local, para o tour das 15h.

A mesquita data do século XI e é uma das mais antigas do mundo árabe. Conta com icônicos minaretes gêmeos e é um testemunho da arquitetura islâmica inicial.

Mas o que mais gostei aqui foi o tour em si. Nossa guia era uma advogada egípcia que se orgulha da sua religião e que explicou muita coisa interessante. Entre elas:

- os sapatos devem ser tirados antes de entrar em uma mesquita por questão de higiene, já que por ali todos se ajoelham e quase se deitam no chão para rezar;

- sexta-feira é o dia de guarda para eles por ter sido o dia em que o homem foi criado de acordo com o Antigo Testamento;

- Meca é o lugar sagrado por ter sido o local onde Adão teria começado a igreja.

Tivemos sorte de chegar dentro da mesquita na hora em que o muezim estava chamando para uma das 5 orações diárias. Vimos o chamado, que acontece cerca de 20/25 minutos antes do horário da reza, e vimos a reza, devidamente acomodados no andar superior da mesquita, no lugar onde as mulheres rezam, separadamente dos homens.

Após a oração, perguntamos para a guia porque homens e mulheres rezam em áreas distintas da mesquita. Em todo o momento, em todas as visitas em mesquitas, todos sempre fizeram questão de frisar que para os muçulmanos homens e mulheres são iguais.

Ela nos disse que é para uma questão de conforto para as mulheres: já que para rezar eles se ajoelham no chão e encostam os rostos no chão, a postura do bumbum levantado geraria um certo desconforto para as mulheres se acaso houvessem homens desconhecidos próximos a elas.

E assim, a visita de 01 hora durou cerca de 01h30, mas não reclamo. Achei bem interessante.

Dali, fomos até o Bahrein World Trade Center, o local dos prédios com um design em forma de vela e turbinas eólicas que são uma maravilha arquitetônica.

Com 240 metros de altura, as torres gêmeas se destacam no horizonte. Aqui, na sua base, o shopping Moda Mall, um shopping luxuoso, mas onde o que se vê são basicamente joalherias, pouca coisa a mais.

Caminhamos de volta até o hotel, de onde saímos mais tarde para conhecer o Hawa Al Manama, um festival cultural realizado no coração de Manama. Pega a região do souk e várias ruas históricas na região. Estende-se por uma grande área e estava repleto de gente e barraquinhas de comida, além de alguns restaurantes.

Ele acontece de dezembro a janeiro. Achei muvucado e nada demais. Tanto que não comemos nada ali em que pese termos andado um bocado por entre as ruas e barraquinhas.

De volta ao hotel, de onde fomos e voltamos a pé, jantamos em um dos 2 restaurantes que funcionam em seu rooftop: o lindo, chique e caro italiano. A vista ali de cima e o ambiente do restaurante são matadores.

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Circuito do Bahrein

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Circuito do Bahrein

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Árvore da Vida

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Mesquita Al Khamis, Bahrein

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Mesquita Al Khamis, Bahrein

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Mesquita Al Khamis, Bahrein

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Bahrein World Trade Center

24 Manama, Bahrein

11/01/2026 – saímos do hotel em torno das 10h30, após o hotel ter tido dificuldades em encontrar um taxista que nos levasse com taxímetro. Tínhamos dispensado o Ali e nos arrependemos.

Marina ficou no hotel e nós fomos até a ilha de Al Muharraq, uma cidade histórica e antiga capital do Bahrein e que fica a cerca de 5Km da capital. Nela estão muitos dos edifícios significativos para a indústria das pérolas no país.

Hoje, o Caminho da Pérola, onde se percorre as ruas e ruelas que foram importantes para esta indústria e que são identificadas com postes de luz em formatos de pérolas, é Patrimônio Mundial da UNESCO, com destaque para a sua arquitetura tradicional.

Antes, porém, passamos rapidamente no Forte Arad, um forte histórico datado do final do século XV, conhecido localmente como Qal´at Arad. Ele serviu de guarnição militar durante a ocupação portuguesa e fica em um dos canais estratégicos entre as ilhas de Bahrein e Muharraq.

Mas estava fechado em restauração.

Seguimos, assim, até uma passarela onde nosso taxista nos deixou: pegamos um elevador que funciona diariamente das 09h/18h, só fechando às quintas, e que liga, de um lado, o Forte Abu Maher, construído em meados do século XIX e que faz parte da Rota das Pérolas e, do outro, a região do Caminho da Pérola propriamente dita.

Vimos o forte do alto, nada demais, e seguimos para o outro lado.

Ali, nada é muito turístico. Na verdade, tudo pareceu meio largado. As construções estavam em ordem, tudo bem conservado, mas tudo meio que “abandonado” ao mesmo tempo, sem ninguém para explicar nada, e onde se podia entrar se estivesse aberto, sem explicações ou nada do gênero.

Esperava algo “uau” e não foi o que encontrei. Andamos cerca de 01h30 ali não só pelo Caminho, mas também por esta área da cidade. Muita coisa largada e bem local. Decepcionante até.

No Caminho da Pérola, destaco:

- Casa Al Ghus - casa que pertenceu a um dos mergulhadores de pérolas mais relevantes do país;

- Casa Badr Ghulum - casa de um terapeuta de medicina popular tradicional e barbeiro, ele atendia aos membros da comunidade de pescadores, pobres ou ricos. Ainda hoje, no quintal, muitas ervas utilizadas para a medicina natural;

- Casa Al-Jalahama - casa histórica que pertenceu à família que desempenhou papéis cruciais na economia das pérolas no país, variando de mergulhadores a grandes comerciantes;

- Casa Fakhro - a casa histórica mais notável do percurso, representando a riqueza dos grandes mercadores de pérolas do início do século XX. Seu proprietário era um proeminente comerciante de pérolas. Grande e muito bonita, aqui a arquitetura típica da época fica ainda mais evidente.

Passamos ainda pelo Centro Shaikh Ebrahim, um espaço cultural dedicado à filosofia, à literatura e à poesia. Aqui também se vê vários espaços dedicados à caligrafia árabe. E pelo Mercado Al Qaisariya, um mercado com mais de 100 anos de história e que desempenhou papel fundamental no comércio de pérolas. Hoje, oferece uma mistura de lojas tradicionais e modernas, mas bem fraquinho.

Terminamos nosso passeio ali na região do Siyadi Majilis, um marco histórico que servia como ponto de encontro para o comércio e negociação das pérolas e que hoje funciona como o Museu da Pérola.

O complexo Siyadi consiste em 3 edifícios interrelacionados: a Casa Siyadi, uma antiga residência; o Majilis, que era a área de hóspedes e de negócios e que hoje comporta o museu e a Mesquita Siyadi.

Esta área estava bem ruim, com muitas obras e, justamente por isso, demoramos um bocado para conseguir transporte, mesmo chamando um Uber.

Fomos para o Marassi Galleria, um novo e luxuoso shopping center, inaugurado em 2024 em uma região nova e chique junto à capital. Esta região não tem mais de 05 anos.

Ele abriga o maior aquário do Bahrein.

Ah, o dono do shopping é o mesmo dono do Burj Khalifa e do Dubai Mall.

Almoçamos ali no New Shanghai, um excelente restaurante chinês, com boas opões de dumplings e pato laqueado.

Antes de ir embora, passei no Angelina, a famosa casa de chá e doceria parisiense e que é encontrada em praticamente todos estes países em que estávamos viajando.

Queria muito provar o seu chocolate quente, o que não consegui fazer em Paris. Mas eles estavam sem chocolate... pelo menos provei o famoso doce Mont Blanc, à base de marrom glacê e em uma versão com damasco. Muito bom.

Na hora de ir embora, ficamos esperando um táxi no andar de cima e nada. Só carrões e mais carrões da Arábia Saudita.

Descemos para o térreo e conseguimos 01 táxi finalmente!

Voltamos para o hotel onde, mais tarde, jantamos no outro restaurante do rooftop, a Steak House. Muito bom, mas porções pequenas e caro.

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Caminho da Pérola, Bahrein

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Casa Fakhro - Caminho da Pérola

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Mont Blanc no Angelina do Marassi Galleria

25 Doha, Catar

12/01/2026 – saímos às 07h30 do hotel, com o Ali, para o aeroporto.

Nosso voo era às 11h, pela Qatar Airways. Aeroporto grande, bonito, novo e vazio.

Rápido check in, em que pese o mau humor dos atendentes, esperamos nosso voo na Sala Vip Pearl, muito boa. Detalhe: só conseguimos entrar na sala vip com o nosso cartão VISA, pois eles têm restrições de acesso para cartões de alguns países do mundo, incluindo a América Latina.

Voo de cerca de 40 minutos em econômica, com bom espaço e suco de laranja de boas-vindas.

Tudo no horário, chegamos ainda cedo ao nosso destino, o Qatar ou Catar, um dos menores países do Golfo Pérsico.

É um Emirado absolutista e hereditário e que combina milênios de cultura do Oriente Médio com comodidades e experiências modernas.

O idioma é o árabe, a religião predominante é o islamismo, a moeda é o Rial Catariano (1QAR = R$ 1,55) e o fuso é de 06 horas+ que Brasília.

Brasileiros não precisam de visto para turismo, para estadias de até 30 dias. Mas é necessário passaporte com pelo menos 06 meses de validade.

Estávamos em Doha, sua capital e cidade mais populosa com cerca de 2,3 milhões de habitantes. Está localizada na costa do Golfo Pérsico, no leste do país.

Dá para ter Doha como base para explorar tudo que interessa no país, pois mesmo as coisas mais longe não passam de pouco mais de 100Km.

Tudo muito organizado na saída do aeroporto para pegar os táxis na cor azul Tiffany. Já deu pra perceber que as coisas por ali são mais sérias e bem direcionadas para o turismo.

Mesmo com um pessoal menos simpático que em Omã e Bahrain, gostei de como as coisas funcionam. Todos os táxis aceitam cartão.

Aqui, ficamos no excelente hotel Mandarin Oriental, com localização perfeita junto a Mscheireb Downtown, o bairro mais novo de Doha e o distrito urbano mais inteligente e sustentável do mundo.

Conta com um sistema de ar-condicionado natural que mantém as ruas frescas, independente da temperatura. Tem seu próprio meio de transporte (mix de bonde e pequeno trem de superfície) movido à luz solar e de uso gratuito.

Nesta região, a praça Barahat com seu teto retrátil inteligente (é a maior praça coberta ao ar livre do Oriente Médio) e os Museus Mshereib. Fica perto do Souq Waqif.

Quanto ao hotel, excelente atendimento: mesmo antes do horário, conseguimos fazer check in para um dos quartos, largar as malas e sair para almoçar. Quartos ótimos e banheiros nota 10.

Logo que se sai do hotel, chega-se a uma alameda pedonal repleta de restaurantes e cafés, sendo que alguns deles são vinculados ao próprio hotel, pelo que podemos comer e colocar na conta.

Soubemos, pela recepcionista do hotel que o restaurante Izu at Mandarin Oriental, que fica ali, é famoso e concorrido. Chegamos em um horário após às 13h30 e conseguimos uma mesa, já que o “fervo” mesmo é à noite.

Cheio de locais, homens de branco e turbantes coloridos e mulheres de abaya, quase sempre pretas, mas muitas com diferentes bordados.

Cardápio com qualidade ímpar, comi um rigattoni com trufas e dividi uma crème brulée.

Dali, foi sair caminhando até a região dos Museus Mshereib, museus que traçam a história de Doha desde a sua origem de vila de pescadores até hoje. São todos gratuitos, só precisa se cadastrar ao entrar.

Prestam homenagem a 4 edifícios históricos:

- Bin Jelmood House - voltado para a história da escravidão e à sensibilização sobre o fim da exploração humana. De longe, o melhor dos quatro;

- Company House - fica na antiga sede da primeira companhia de petróleo do país e narra a história da transformação econômica do Qatar;

- Mohammed Bin Jassim House - erguido na casa construída pelo filho do fundador do Qatar moderno, foca na transição do Qatar de uma vila de pescadores para um centro urbano moderno, destacando a vida do Sheik Mohammed Bin Jassim Al-Thani. É a história da região original do Msheireb;

- Radwani House - construída em 1920, esta casa com pátio interno trata dos costumes locais, vida familiar e adaptação às conveniências modernas.

Saindo dali, passamos pelo Forte de Doha, fechado, e chegamos na famosa região do Souq Waqif, uma das zonas mais autênticas da cidade, com suas ruas repletas de barracas que liberam aromas e cores típicas dos países árabes. Os tecidos e vestidos em estilo árabe, ali, são maravilhosos.

É uma verdadeira viagem no tempo. Tem desde lojas de antiguidades a mercados de especiarias e vários restaurantes que cobrem a culinária de toda a região.

Só é importante ficar atento, já que muitas lojas fecham entre 13h/16h, principalmente no verão.

Tudo aqui é lindo e organizado. Mesmo sendo super típico e autêntico, a organização predomina.

E aqui já tinha constatado, de forma definitiva, que o Qatar e Doha, especificamente, são dos lugares mais incríveis que já visitei na vida.

Apaixonei-me completamente pela mescla perfeita entre o antigo e o moderno, o tradicional e o novo. De longe, o melhor, mais bonito e interessante lugar que visitamos. Perfeito e com regras rígidas de conduta, tanto que não se pode ingerir bebida alcoólica ao ar livre e códigos de vestimenta são observados inclusive em shoppings centers. Mas tudo funciona e flui.

Não dava nada por estes países “fabricados para turista ver”, mas o Qatar me conquistou.

Continuamos caminhando pela região do Souq e o atravessamos até chegar ao Centro Cultural Islâmico Abdullah Bin Zaid Mahmoud, um dos marcos da cidade com seu edifício em forma de espiral e que se destaca ao longe.

O local do centro cultural é, na verdade, o lugar da antiga Mesquita Al-Fanar, ainda em funcionamento, cujo minarete de formas particulares é inspirado na Grande Mesquita de Samarra (cidade no Iraque). Aliás, o edifício é conhecido pela sua forma de “bolo de casamento”.

Mas o mais interessante ali não é a mesquita, mas sim o Centro Cultural anexo à mesquita, com muitas informações e vídeos modernos, inclusive em português, explicando e ensinando sobre a religião muçulmana.

A visita foi bem interessante e instrutiva. Na saída, o edifício já estava iluminado para o começo do anoitecer, destacando ainda mais seu design único.

Voltamos para o hotel, caminhando pelo souq, e ainda passamos pela área dos camelos, ao ar livre, onde muitos camelos que já foram utilizados pela polícia e pela guarda real, hoje descansam e estão disponíveis para fotos.

Passamos também pela área do Falcon Souq, com os majestosos falcões, acessórios de falcoaria (algo muito tradicional por ali) e até um hospital de falcões. Em alguns momentos do dia há apresentações com falcões.

Chegando ao hotel, eu e a Manu fomos ao seu bar, o Ambar Bar, para drinks de cortesia. Tínhamos 04 drinks para desfrutar nos bares/restaurantes do hotel. O Claudio estava ruim, com tosse, e a Marina é menor de 21 anos.

Pegamos 02 drinks e nos encheram de snacks.

Mais tarde, fomos provar a comida catari junto ao restaurante Saasna, na mesma alameda da região do hotel.

Bem típico, comemos badawi lamb, um prato beduíno com carneiro; o shrimp saloona, um ensopado clássico com camarão e um tipo diferente de chicken biryani, o frango com arroz de influência indiana. Tudo escolhido com a ajuda do nosso garçom.

Tudo bem típico, muitos temperos, mas nada marcante.

Primeiro dia, de uma estadia rápida, encerrado com sucesso.

Nesta viagem, até então, o Claudio tinha pecado na escolha das localizações de hotel, exceção feita à Doha

Em contrapartida, tinha escolhido muitos dias para alguns lugares não tão impressionantes, como Mascate e Manama, enquanto optou por uma estadia curta em Doha, disparado o melhor lugar da viagem.

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 vista ao longe do Centro Cultural Islâmico Abdullah Bin Zaid Mahmoud, antiga Mesquita Al-Fnar, em Doha

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Souq Waqif, Doha, Catar

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camelos no Souq Waqif

26 Doha, Catar

13/01/2026 – após um excelente café da manhã no hotel, chegamos às 10h30 para visitar o Museu Nacional. Estava fechado, pois fecha às terças-feiras.

Estávamos na região do Corniche, seu calçadão à beira-mar, rodeado de palmeiras. É considerado a “Riviera Árabe”. Liga o Museu Nacional do Qatar ao moderno bairro de West Bay.

Aqui, também, o The Pearl Monument, a enorme escultura de concha com uma pérola, à beira-mar, projetada no antigo local onde mergulhadores buscavam pérolas.

Dali fomos para o lindíssimo Museu de Arte Islâmica, uma verdadeira joia tanto por dentro quanto por fora. Este, fecha às quartas-feiras, é bom mencionar.

Este museu possui o maior acervo de arte islâmica do mundo e é um dos principais pontos turísticos de Doha. Nele é possível admirar mais de 14 séculos de coleções premiadas. Conta também com um restaurante fino (Alain Ducasse).

As vistas do Corniche e da bonita área de West Bay, a partir da área externa do museu são belíssimas e rendem lindas fotos.

Na saída, muitos táxis não oficiais oferecendo corridas, bem como dhows, os típicos barcos desta região.

Preferimos pedir um Uber que nos levou até o bagunçado, confuso e enorme Museu Sheikh Faisal Bin Qassim Al Thani, já fora de Doha, a cerca de 45 minutos da capital, em Al-Shahaniya.

Conta com 3 edifícios, inclusive um hotel, e é um dos maiores museus privados do mundo. Abriga mais de 30 mil itens, desde uma frota de dhows até carros antigos, diversos itens relacionados ao Terceiro Reich, roupas tradicionais e da realeza catari, tapetes, armas, joias, moedas e até uma casa síria reconstruída, além de aviões.

Ainda tem uma pequena fazenda com alguns animais e um café com uma loja de souvenir.

Tem de tudo um pouco, mas acaba sendo muita coisa “jogada”, sem muita sequência e praticamente sem nenhuma explicação. Não gostei e não achei que valeu a “viagem”.

Tínhamos acertado com o motorista do Uber para ele nos esperar. Assim, voltamos com ele até Doha, onde paramos no lindo Al Hazm Mall, um dos mais bonitos shoppings da cidade, lembrando a Galleria Vittorio Emanuele II.

Estrutura em mármore com detalhes esculpidos a mão, área externa elegantíssima, cafés e restaurantes em meio a jardins impecáveis e oliveiras de até 600 anos. Dentro dele, além de lojas de grife (não muitas), uma biblioteca toda em madeira que remete aos tempos antigos.

É lindo, têm algumas lojas de grife carésimas, como a loja da McLaren, mas, no todo, não tem tantas opções assim. É mais bonito que variado, se posso dizer assim.

Tem código de vestimenta para entrar. Aqui, apreciamos no Noir, um típico chá inglês.

Depois, de Uber, fomos para a Grande Mesquita de Doha (Imam Muhammad Ibn Abd al-Wahhab), localizada em uma área mais elevada com vista para a cidade, com arquitetura moderna e capacidade para mais de 30 mil fiéis.

Oferece oração, bibliotecas e um belo design. Por dentro, foi a mesquita menos luxuosa e impressionante que visitamos. Em compensação, a visita guiada ali foi a melhor que fizemos, rivalizando com a visita à mesquita de Manama.

Chegamos no horário da última visita e tivemos o guia só para nós: um alemão de ascendência marroquina e hoje radicado no Qatar. O uso de abayas foi necessário e são fornecidas na entrada.

Ele explicou muito sobre a mesquita e sobre a religião. Frisou sobre a aparência interna espartana, já que o foco, para as mesquitas do Qatar, não é o luxo, mas sim a oração.

Ao discorrer sobre a religião, perguntamos porque um homem pode ter até 04 mulheres e as mulheres não podem ter mais de 01 marido. Ele explicou que isso é bem pouco comum, já que o homem deve dar as mesmas coisas para todas as suas esposas e todas devem estar de acordo com a situação.

Explicou, ainda, que só o homem pode ter mais mulheres por uma questão biológica, já que a mulher só pode engravidar de um homem por vez, o que diminuiria a chance de uma linhagem maior, bem como mais de um marido inviabilizaria saber quem é o pai verdadeiro da criança.

Ficamos um bom tempo por ali, muito maior do que o previsto para a visita. Nosso guia curtiu estar com brasileiros e também nos fez várias perguntas.

Depois, de Uber, fomos até a Vila Cultural Katara, um enorme complexo de entretenimento que nasceu com o objetivo de ser um lugar onde as pessoas se reúnem para experimentar as culturas do mundo.

Além de abrigar grandes eventos como o Doha Tribeca Film Festival, a vila ainda abriga lojas, artesanato tradicional, jardins, duas mesquitas, cafés, docerias, planetário, sala de ópera, galerias de arte, restaurantes e muito mais. Resumindo: é enorme, chique e tem de tudo, o que talvez explique a quantidade de locais circulando por ali.

Aqui, destacam-se a Mesquita de Katara, inspirada no Palácio Dolmache (Turquia) e que encanta os visitantes com seu lindo mosaico de azulejos azuis, vermelhos e amarelos; a Mesquita Dourada e o Anfiteatro, inspirado na Grécia, e que acomoda 5 mil espectadores. Ainda, abriga o 21 High Street, um shopping a céu aberto e com ar-condicionado, que conta com uma Galerias Lafayette nele.

A vila fica a cerca de 20 minutos de Doha.

Caminhando por ela, chega-se a uma área com alguns hotéis de luxo, mais restaurantes e uma bonita e chique área à beira-mar, com charmosas cadeiras e barracas de praia.

Já tinha anoitecido e passeamos um bocado por ali. Com tudo muito cheio e ainda sem fome pelo almoço tardio, voltamos para o hotel de onde saímos mais tarde para, novamente, escolher um dos restaurantes da alameda ao lado do hotel para o nosso jantar.

Ficamos com o chinês Liang at Mandarin Oriental, onde pudemos tomar os últimos 2 drinks de cortesia e comer os melhores dumplings da minha vida. Além de verdadeiras obras de arte, uma variedade de sabores deliciosa. Amei!

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Museu de Arte Nacional do Catar

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Museu de Arte Islâmica em Doha

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Museu de Arte Islâmica em Doha

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Doha e os dhows

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The Pearl em Doha

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Al Hazm Mall, Doha

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Al Hazm Mall, Doha

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Grande Mesquita de Doha

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Vila Cultural Katara

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Vila Cultural Katara

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dumplings no Restaurante Liang

27 Doha, Catar

14/01/2026 – às 10h estávamos chegando ao Museu Nacional do Qatar. Hoje, conseguiríamos visitá-lo, mesmo estando com cerca de metade da área fechada, em obras.

Ele também é conhecido como Rosa do Deserto. Conta a história do país em 3 partes: antiguidade, era moderna e vida contemporânea. Seu projeto foi tão ousado que ganhou o prêmio Agha Khan de arquitetura em 1980.

Mas com parte fechada, a visita ali foi rápida, cerca de 01 hora.

Na saída, o Claudio conversou com um dos muito taxistas, não oficiais, que estavam oferecendo serviços por ali, e pegamos o Said, de Bangladesh, para fazer um tour para as áreas mais distantes, onde não chegaríamos caminhando.

Começamos pela área da The Miraculous Journey, a famosa instalação artística controversa do artista britânico Damien Hirt.

São 14 imensas esculturas de bronze, de 5 a 11 metros de altura, representando a jornada humana desde a concepção até o nascimento. Estão na frente do Sidra Medical and Research Center.

Dali, chegamos na Education City, local onde se concentram os prédios do polo educacional e de pesquisa de classe mundial, criada pela Fundação Qatar.

Abriga, entre outros, filiais de universidades de prestígio mundial, centros de pesquisa e a Biblioteca Nacional do Qatar.

O prédio moderníssimo da biblioteca é a casa de mais de 1 milhão de livros. Ele também abriga a coleção de textos, manuscritos e mapas mais importantes da civilização árabe islâmica.

Outra atração aqui é a Mesquita Al-Rayyan, uma mesquita moderna com 2 minaretes e 5 colunas representando os pilares do islã. Pode ser visitada por turistas.

Continuamos nosso tour com o Said até Pearl Island.

Na costa de West Bay, é o local onde as famílias cataris ricas moram. Conta com marinas elegantes, hotéis de renome internacional, pontos de compras com as lojas mais luxuosas do mundo (cerca de 190) e uma variedade de cafés e restaurantes.

O destaque aqui vai para o Qanat Quartier, uma comunidade pitoresca onde o charme de Veneza se une ao refinamento de Doha. Edifícios baixos de cores pastéis, canais intrincados e praças amigáveis para pedestres, além de uma linda praia com restaurantes de alto padrão e gelaterias te fazem sentir em Veneza, mesmo com o toque árabe sempre presente.

Uma dica na região é o lindo e imponente Hotel St. Régis.

Vale lembrar que West Bay é o moderno bairro onde a atração é apreciar a grandiosidade das construções e se sentir pequenininho diante delas.

E, do lado de Pearl Island, Gewan Island, outro empreendimento de luxo exclusivo, com um inovador calçadão ao ar livre climatizado, o Crystal Walk, que mantém as temperaturas entre 21ºC e 23ºC, mesmo no calor mais extremo.

São 450 metros de área com árvores artificiais com mais de 10 mil toneladas de cristais e um chão com partes de vidro transparente onde se vislumbram peixes, algas e conchas, o fundo do mar também em cristal.

Residências, espaços de entretenimento e lojas chiques completam o cenário único que impressiona pelo luxo e bom gosto.

Saindo dali, fomos até a Al Maha Island, em Lusail, ao norte do Doha, um local que existe/foi criado a menos de 20 anos. Lógico que o estilo moderno, luxuoso e futurista é o predominante.

Entre outros, aqui estão o estádio que foi o palco da final da Copa de 2024, o Lusail Iconic Stadium, o parque temático Lusail Winter Wonderland e o Circuito Internacional de Lusail, palco do GP do Qatar de F-1, mas que não é aberto à visitação.

Aqui, também, dois hotéis icônicos que se sobressaem no skyline de boa parte de Doha, dividindo as duas torres Katara. Estas torres foram erguidas em forma de duas espadas/cimitarras cruzadas (ou uma meia lua), inspiradas no símbolo nacional do Qatar, e abrigam o Fairmont Doha de um lado e o Raffles Doha do outro, este último, um reconhecido hotel 6 estrelas.

Depois de tudo isso, o Said nos deixou no Gate Mall, um dos muitos shoppings centers dali, para eu poder provar o chocolate quente do Angelina.

Não é dos seus shoppings mais chiques, mas tem o Angelina Café servindo não apenas doces, como refeições. O Claudio entrou reclamando, dizendo que pagaríamos caro por nada e saiu amando. Tudo ali vale cada centavo.

Na sequência, pegamos um táxi e fomos até o Sports Museum, a cerca de 30 minutos dali. Oficialmente conhecido como 3-2-1 Qatar Olympic and Sports Museum, é o principal museu esportivo do Qatar, localizado na Aspire Zone e integrado ao Estádio Khalifa, um dos principais a receber os jogos da Copa.

Entra-se pela lateral, subindo como se estivéssemos em uma pista de corrida. O museu é enorme, interativo e muito, mas muito bom e demanda tempo.

Nesta mesma região, ou melhor, nesta mesma enorme área, o The Torch, um hotel 5 estrelas que imita uma tocha, sendo que no seu 47º andar está um café giratório aberto ao público, e o Villagio Mall, o shopping conhecido por sua atmosfera única que reproduz os canais de Veneza, com direito a passeios de gôndola.

Fomos até o shopping e, novamente, as meninas passaram na Sephora. Segundo elas, a Sephora nos países árabes tem coisas que não chegam aqui. Ah, e lógico que tinha uma Cheesecake Factory ali.

Depois, fomos pegar um Uber até o Souq Waqif, para comer em um dos restaurantes mais famosos dali e da capital catari, o Parisa. Estar nele é uma verdadeira viagem à antiga Pérsia através de seus aromas e sabores. Fica no meio do Souq Waqif, seu interior é magnífico e a comida, além de bem típica, é nota 10, com menos condimentos e mais sabor da matéria-prima. Realmente, merece a visita.

Encerramos nossa estadia no Qatar com chave de ouro e meu coração já estava apertado. Simplesmente, não queria ir embora dali.

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The Miraculous Journey

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Qanat Quartier

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Torres Katara com os hotéis Fairmont e Raffles

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Doha, Catar

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Restaurante Parisa em Doha

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Restaurante Parisa em Doha

28 Baku, Azerbaijão

15/01/2026 – café da manhã tarde e resto da manhã no quarto, esperando nosso late check out.

Tudo calmo, até o Claudio receber uma mensagem da companhia aérea avisando que o nosso voo iria adiantar, já que o espaço aéreo do Irã tinha fechado e, com isto, o tempo de voo aumentaria consideravelmente até o nosso destino.

Corremos com tudo e quem diz que o táxi chegava?

Simplesmente, estava chovendo no deserto!! Sim, mais uma vez, ao deixarmos uma cidade/um país que amamos, parece que o clima chora com a gente. Já falei isso algumas vezes e hoje as meninas até repetem.

Nenhuma chuva abundante, mas o suficiente para deixar o trânsito caótico. Por sorte o motorista de táxi era indiano e correu de um jeito não muito aconselhável para nos deixar no aeroporto.

Novamente, estaríamos voando com a Qatar Airways. Check in até que não muito demorado, a parte chata e mais demorada ficou por conta da checagem do visto necessário.

Rápida passada no freeshop onde compramos um Toblerone de frutas vermelhas que somente era comercializado em Doha e no freeshop deste aeroporto. Ainda, rápida passada na sala vip Maha. Rápida mesmo, fosse pelo horário, fosse por estar cheia e não ser nada demais.

O voo saiu em um meio termo entre o horário inicial e o horário que nos avisaram que sairia. Mas ao invés de durar cerca de 02h40, durou pouco mais de 04 horas em razão do desvio do espaço aéreo do Irã.

Estávamos indo para o Azerbaijão, república constitucional presidencial e unitária, governada sob o sistema de partido dominante. É uma antiga república soviética cercada pelo Mar Cáspio e pelas montanhas do Cáucaso.

A língua é o azerbaijano/azeri, língua pertencente ao grupo das línguas turcas. O horário é de 07h+ em relação a Brasília, a moeda é o Manat Azeri (1 MA = 3,18 Reais) e a religião predominante é muçulmana, mesmo com boa parte da população feminina andando com roupas completamente ocidentais.

Chegamos tarde em Baku, a capital do Azerbaijão localizada às margens do Mar Cáspio. A cidade tem cerca de 2,3 milhões de habitantes e um dos seus charmes é a fusão que ela traz entre o super moderno e contemporâneo e o antigo.

O nome Baku é algo como a “cidade dos ventos” e ela é uma cidade luxuosa e, ao mesmo tempo, com uma riqueza cultural e histórica.

Muito de sua riqueza vem do petróleo, o que a tornou uma cidade cosmopolita e futurista.

Aqui, ficamos hospedados no ótimo Hotel Fairmont The Flames, localizado em uma das famosas Flame Towers, um complexo de 03 torres em forma de chamas que é uma obra-prima da arquitetura moderna e o marco mais famoso de Baku. As torres são avistadas por quase toda a cidade

A mais alta das torres atinge 190 metros de altura e era justamente o nosso hotel, com vistas panorâmicas para o Mar Cáspio. Seu design teria sido inspirado pelo passado histórico de culto ao fogo por parte dos habitantes locais e seria uma homenagem ao passado Zoroastra do Azerbaijão.

A vista noturna é absurdamente linda e foi com ela que fomos brindados, além de frutas, bolo e castanhas, quando chegamos ao nosso quarto. Realmente, minha primeira impressão sobre Baku foi a melhor possível, não só pela vista “matadora” do nosso quarto, mas desde todo o percurso do aeroporto até o nosso hotel. Desta vez, o Claudio acertou a localização. Mais perfeita, impossível.

Mas como nem tudo é perfeito, em que pese a excelente localização, achei o atendimento fraco, por ser um hotel de luxo, e também achei o hotel mais velho do que eu gostaria.

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Flame Towers de Baku

29 Baku, Azerbaijão

16/01/2026 – saímos do hotel às 09h30, caminhando em uma cidade fria (cerca de 2ºC), linda e ensolarada.

Alfabeto praticamente igual ao nosso, salvo pelos cedilhas nas letras “c” e “s”, ao melhor estilo turco, e pela letra “e” ao contrário e de ponta cabeça, pronunciada entre o “e” e o “a”. Realmente, pelo som, é muito parecida com o turco.

Depois, vim a descobrir, que o azeri e o turco têm uma relação entre si quase como o português e o espanhol.

Nosso hotel ficava no alto e começamos a caminhar em direção à parte mais baixa da cidade, passando pelo Caminho dos Mártires, um memorial dedicado aos mortos que lutaram pela independência do Azerbaijão, principalmente contra a Armênia. Andando pelo caminho, chega-se ao Monumento da Chama Eterna, representando o espírito inquebrável dos mártires.

Continuamos nossa caminhada pelas avenidas e ruelas de Baku, passando pelo Parque da Filarmônica de Baku, famoso por sua fonte cercada por esculturas de anjos e praticamente ao lado da Cidade Velha, nosso objetivo por ali.

A Cidade Velha ou Old Town ou Icheri Sheher de Baku é Patrimônio da Humanidade pela Unesco e o local mais charmoso da cidade, com construções e ruelas com arquitetura local e super bem conservadas, além de ser murada em boa parte.

Aqui, começamos comprando ingresso para o complexo do Palácio dos Xás de Shirvanshahs, em um quiosque junto à muralha de entrada.

O complexo data do século XV e inclui, entre outros, o palácio principal, o cemitério, a mesquita do palácio, os mausoléus dos Shirvanshahs, o haman (banho subterrâneo), o Museu da Torre da Donzela e o Museu Tahir Salahov´s House.

O ingresso inclui todos estes lugares.

Dentre tudo, destaco:

- o Palácio dos Xás - um dos tesouros arquitetônicos do país e o maior monumento de arquitetura estilo Shirvan-Absheron do Azerbaijão. É o maior monumento da Cidade Velha e era a residência dos Shirvanshahs, a dinastia que governou a região por quase 800 anos;

- o Haman - o histórico banho turco com suas instalações típicas;

- o Museu Tahir Salahov´s House - erguido na casa de um dos pintores mais famosos do país, destaco por ser fraco e não valer a entrada. Sequer há explicações no local;

- Maiden Tower ou Qis Qalasi ou Torre da Donzela - um dos símbolos mais importantes da cidade. Tem mais de 800 anos e oferece vista incrível da cidade. Teria sido construída pelo rei, a pedido de sua filha, para que ela aceitasse se casar com um homem bem mais velho. No final, com a construção, a princesa saltou da torre na perspectiva do casamento eminente. São 9 andares que contam com algumas exposições e explicações.

Aproveitando que estávamos na cidade velha, paramos para almoçar em um dos vários restaurantes por ali, o Pendir Corek. Bem típico e cheio de gatos, o cheiro dos bichanos chegou a incomodar. Já o atendimento foi bem cordial e nos deixou ali mesmo.

Muitos pratos com carneiro, romã e grão-de-bico, a base da culinária local.

Definitivamente, o melhor da Cidade Velha é se perder por suas ruas e ruelas, caminhar por ela descobrindo pequenos tesouros como as casas ricamente decoradas por fora com desenho de gatos nas janelas, ou a casa “chinesa” com desenhos azuis nas janelas.

Saímos da cidade murada em direção à Fountain Square, no centro de Baku. A região é repleta de restaurantes e cafés, é bem cosmopolita, o lugar onde todo turista gosta de passear e onde os locais se reúnem.

Repleta de gente e restaurantes, além de alguns hotéis, chegamos à Baku Tours/Best Baku Tours, agência com que o Claudio estava mantendo contato desde o Brasil, mas que ficava em um prédio antigo e bem estranho.

O objetivo ali era, além de pagar, confirmar o passeio do dia seguinte e a nossa ida para a Georgia, já que nem o consulado deles no Brasil conseguia nos dar certeza da passagem terrestre pela fronteira entre os dois países.

Eles nos confirmaram tudo e, mesmo sem muita certeza, deixamos tudo marcado.

Seguimos caminhando, um bocado, para explorar a capital azeri:

- Baku Book Center - uma bonita livraria, moderna, com um café gostoso com opções diferentes, como matcha lime e chocolate quente com laranja. Vale mencionar que tanto nos restaurantes quanto no café, para ir ao banheiro eles nos passam códigos numéricos para abrir as portas;

- City Museum - um museu fraco e dispensável, com tudo na língua local;

- Museu Nacional de História do Azerbaijão - acolhe mais de 3 mil objetos que cobrem o período que vai desde a história antiga até o período moderno. Está instalado em uma grande mansão em estilo renascentista italiano. O pessoal que nele trabalha está lá pra “mamar nas tetas do governo”: batendo papo, falando no celular, levando criança pro trabalho, uma bagunça.

Muitas romãs e morangos para vender nas ruas. Na verdade, romã é o que mais tem por ali.

Caminhando, ainda, chegamos na área de Baku Bulvar ou Baku Boulevard, o local utilizado tanto pelos moradores quanto pelos visitantes que querem relaxar, passear e apreciar a vista do Mar Cáspio. Estende-se por 16Km ao longo da costa.

A cidade é muito linda, como já falei, mas esta região, em particular, é ainda mais agradável.

Nesta região, ainda, lojas, restaurantes e cafés, além do Parque da Mini Veneza, onde passamos rapidamente para fotografar, e o Baku Eye, uma roda-gigante que proporciona belas vistas da cidade.

Esta é uma zona que atrai muitos turistas que passeiam nos barcos ao longo dos seus canais. Há ilhas maiores e outras menores interligadas por pontes pedonais. E, ali do ladinho, o grande Deniz Mall, à beira do mar Cáspio e com um design contemporâneo que lembra a Ópera de Sidney, destacando-se ao longe na área do Baku Bulvar.

Dentro, achei fraco e sem grandes atrativos.

Na saída, ao invés de pegar o funicular para o nosso hotel, pegamos um táxi. Eu, particularmente, não conseguia mais caminhar.

Jantamos no restaurante no térreo do nosso hotel, mediano.

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Baku, Azerbaijão

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Baku Old Town

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Baku Old Town

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Baku Old Town

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Baku Bulvar

30 Bibi-Heybat Mosque, Parque Nacional de Gobustan e Yanardag

17/01/2026 – passeio agendado com a Best Baku Tours, agendado para às 09h, mas que já começou atrasado por causa deles.

Cerca de 05 minutos de carro e já chegamos na bonita Bibi-Heybat Mosque, já fora de Baku, a mesquita que é um dos 3 maiores santuários do mundo muçulmano, abrigando o túmulo de descendentes diretos do profeta Maomé.

Mas como o local de visitação é um para os homens e outro para as mulheres, eu e as meninas não vimos quase nada.

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Bibi-Heybat Mosque

Pegamos a estrada, passando por vários poços de petróleo, e cerca de 30 minutos depois, logo após às 10h da manhã, chegamos ao Parque Nacional de Gobustan, localizado a cerca de 64Km a sudoeste de Baku.

O parque é Patrimônio Mundial da Unesco e uma reserva arqueológica que abriga formações rochosas e arte rupestre antiga, incluindo algumas das pinturas rupestres mais bem preservadas do mundo.

São cerca de 6 mil gravuras rupestres que datam de até 40 mil anos atrás. Caminha-se por ali, mas nada absurdo, e ainda tem um pequeno museu na entrada. Ao todo, ficamos cerca de 01 hora.

Mas a visita não foi só isso, saindo do parque, ali do ladinho, pegamos um 4x4 caindo aos pedaços e imundo de lama, contratado pelo nosso motorista, para nos levar até o local das lavas vulcânicas.

Os Vulcões de Lama de Gobustan ficam em uma região com uma das maiores concentrações de vulcões de lama do mundo, formando uma paisagem quase que lunar.

Não é fácil caminhar por ali: as chances de se sujar são enormes. E, no verão, o pessoal se aventura até em piscina de lama/lava.

De volta ao nosso motorista e limpos, salvo os nossos sapatos, seguimos nosso passeio voltando para a região de Baku, onde passamos rapidamente pelo primeiro poço de petróleo mecanizado do mundo e perfurado entre 1846/1847 (não há unanimidade quanto ao ano). O Azerbaijão é um dos mais antigos países produtores de petróleo do mundo.

Dali, chegamos na região de Yanardag, uma área de reserva natural com uma colina onde chamas ficam queimando eternamente em razão do gás natural. Elas queimam ininterruptamente há mais de 4 mil anos. O fogo é alimentado por depósitos de gás natural localizados a mais de 8Km de profundidade no subsolo.

No local, além das chamas eternas, um interessante museu.

Fica a cerca de 25Km norte de Baku e é vizinha ao Templo do Fogo ou Ateshgah, na vila de Surakhani.

O templo é um antigo ponto de adoração zoroastra e um dos locais mais sagrados para o zoroastrismo, uma antiga religião monoteísta predominante na região sob os impérios persas, até a chegada do islã.

O país é conhecido como “Terra do Fogo” devido aos seus inúmeros depósitos de gás natural e petróleo, enquanto o zoroastrismo reverencia o fogo como símbolo entre o humano e o divino. Por isso, a religião encontrou ali um local de propagação e moldou a cultura azerbaijana durante o primeiro milênio antes de Cristo e no início da era cristã.

Ainda hoje o templo é local de peregrinação.

Só que antes de passearmos pelo templo e pela enorme área ao redor dele, com lojas, cafeteria, lanchonete e restaurante, paramos para almoçar junto ao típico restaurante de comida azeri Ateshgah, na entrada do templo.

Música local e bandeirinhas colocadas nas mesas de acordo com as nacionalidades dos clientes.

Antes de retornar para Baku, ainda paramos para visitar o Qala Museum, que mais é um complexo arqueológico e etnográfico ao ar livre e que funciona na vila de Qala. Abriga uma fortaleza do século XIV e um museu com grande variedade de artefatos, incluindo gravuras rupestres, túmulos e cerâmica de barro, além de animais, como camelos. Algo pra visitar só se tiver tempo sobrando.

De volta ao hotel, saímos mais tarde para provar alguns vinhos locais e experimentamos, mais uma vez, o péssimo atendimento do pessoal do nosso hotel.

Primeiro, que mesmo com 2 funcionários do hotel ao lado da porta, nenhum podia se mexer para nos ajudar a abri-la, uma porta pesada e que precisava das duas mãos que eu não tinha, por estar chamando um Bolt, o Uber local, no celular.

No Azerbaijão, o nosso celular da Claro simplesmente não funcionou e os funcionários do hotel não conseguiam auxiliar-nos a pegar um táxi. Com isto, tínhamos que chamar o Bolt enquanto tínhamos internet, dentro do hotel.

Voltamos para a região central, mais nova, onde tínhamos caminhado no dia anterior antes de chegar ao Baku Bulvar, para bebermos vinho no Kefli Local Wine & Sancks.

Petiscos e porções acompanharam a nossa seleção de vinhos azeris, com destaque para os vinhos das vinícolas Chabiant e Meysari, e para as uvas Madrasa, muito produzidas por ali, e Saperavi, conhecidas na região do Cáucaso.

Ainda passamos no Sekerci Cafer Erol, uma tradicional e chique loja turca com chocolates e marzipãs.

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Parque Nacional do Gobustão

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pinturas rupestres no Parque Nacional do Gobustão

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vulcões de lama do Gobustão

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vulcões de lama do Gobustão

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Yanardag, Azerbaijão

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Templo do Fogo ou Ateshgah, no Azerbaijão

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de volta a Baku

31 Baku, Azerbaijão

18/01/2026 – estávamos no frio, mas, neste dia, a chuva chegara com força, pra fazer a temperatura despencar.

Assim, como o Claudio queria ir para museus e percorrer o circuito de rua de F-1 de Baku, eu e a Marina preferimos ficar no hotel, ainda mais eu, que estava um pouco resfriada.

Para o almoço pedimos serviço de quarto e ainda tive que aguentar a música alta do brunch que acontecia a uns 8 andares acima.

Mais tarde, de Bolt, voltamos até a região da Fountain Square para jantarmos no tradicionalíssimo Firuze Restaurant. Decoração e comida local, além da cerveja local Xirdalan.

Algo muito comum no Azerbaijão: cebolas cruas servidas sem tempero e fortíssimas, em todos os pratos.

Voltamos andando, no frio, não só para aproveitar a beleza de Baku à noite, mas porque as roupas térmicas que compramos na Uniqlo do Japão eram absolutamente perfeitas. Finas e esquentando muito. Foi uma das melhores aquisições da minha vida de viajante.

Mesmo no frio, a cidade estava cheia e vibrante.

Ainda compramos sucos de romã com laranja e alguma coisa para o nosso café do dia seguinte no onipresente Costa Coffee.

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Baku à noite

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Baku, Azerbaijão

32 Shamakhi e Qafaz Tufandang Mountain Resort

19/01/2026 – check out e novo atraso do pessoal da Baku Tours. Saímos às 09h10min do nosso hotel.

Tinha nevado e estava nevando, razão pela qual as estradas estavam perigosas e escorregadias, ou seja, demoraríamos mais na estrada com a velocidade mais baixa.

Em torno das 11h, chegamos em Shamakhi/Samaxi, uma cidade histórica e antiga. Foi a sua primeira capital e é conhecida como Cidade dos Poetas.

Paramos aqui para conhecer a famosa Mesquita Juma, a primeira mesquita do Azerbaijão e também a maior e mais frequentada.

Enorme e muito bonita por fora, é espartana por dentro. Mas por sorte, pudemos entrar em todas as áreas. Na verdade, tinham turistas mulheres entrando até sem cobrir a cabeça.

Na viagem, passamos por várias cidades e nenhuma pareceu feia ou largada. Tudo muito ajeitado e bonitas construções, mesmo nas localidades mais simples. Já os carros, em boa parte, eram mais velhos do que o normal.

Nosso motorista, Rauf, ainda fez uma rápida parada junto ao Lago Nokhur, com uma enorme área turística e recreativa erguida ao seu redor. Barraquinhas de comida, pedalinhos, restaurantes, entre outros. O local é bem turístico e tem até hotel.

Aqui, tomamos um chocolate quente para nos aquecermos do frio e rumamos para o nosso hotel, também na mesma área de Gabala/Qabala em que estávamos.

Aí, mais alguns minutos de viagem e chegamos ao nosso destino do dia, em uma região de esqui.

Frio e neve eram a tônica aqui e o nosso hotel, o Qafaz Tufandang Mountain Resort, uma excelente opção: hotel novo e com estratégico acesso direto à estação de esqui, junto às montanhas do Cáucaso.

Almoçamos no ótimo restaurante do hotel e subimos ao 4º andar, de onde se sai para pegar os teleféricos. Já disse que o hotel ficava junto às estações de esqui?

No 4º andar, além do acesso para o esqui, um bar com comida mais casual.

Compramos ingressos para os 2 teleféricos. Começamos pelo da esquerda, mas a vista não estava boa. O tempo estava bem fechado em razão da neve abundante.

No topo, além da estação de esqui mais democrática, digamos assim, um café/restaurante que pareceu uma boa opção.

Depois, pegamos o teleférico da direita que nos levou para a área das pistas pretas, ou seja, as pistas mais desafiadoras e para os esquiadores mais experientes.

Lá em cima, um excelente restaurante, o Chalet Steak & Wine House. Deveríamos ter ido comer ali, não porque o restaurante do nosso hotel não fosse bom, mas para termos tido a opção de experimentarmos outro restaurante.

A vista pelos janelões do restaurante era linda. Se o tempo tivesse mais aberto, seria fantástica.

Sentamos e pedimos bebidas, para aproveitar um pouco o clima por ali, antes de termos que descer, já que os teleféricos fecham às 17h. Drinks autorais e diferentes além de sobremesas.

Fazia muito frio e, mais uma vez, as roupas térmicas da Uniqlo foram salvadoras.

Mais tarde, jantamos no restaurante do hotel. Tinha muita neve e estava muito frio, pelo que ninguém pensou em sair ou pedir um táxi para sair dali. E o restaurante era bom...

Excelente vinho, e caro, o Savalan Special Edition da região de Gabala, onde estávamos, nos acompanhou no jantar e fez os garçons nos darem um tratamento ainda melhor. Era o vinho mais caro da carta.

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Mesquita Juma em Shamakhi/Samaxi

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Mesquita Juma em Shamakhi/Samaxi

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Gabala/Qabala - estação de esqui no Azerbaijão

33 Shaki, Azerbaijão e Vazisubani, Geórgia

20/01/2026 – pretendíamos sair em torno das 08h30, mas em razão da neve e das condições das estradas, saímos um pouco mais tarde, às 09h. Os termômetros marcavam -7ºC.

Bom café da manhã no hotel, mas pecando pelo atendimento.

A primeira parte da nossa viagem foi bem perigosa. Nosso motorista inclusive deslizou muito em uma reta e rodou. Só não foi mais grave porque não tinha outro carro vindo por ali. Poderíamos ter morrido!

Em torno das 11h, chegamos a Shaki/Sheki, uma cidade a noroeste do país, perto da fronteira da Geórgia, e que é um dos seus principais destinos turísticos.

É uma antiga capital comercial, a capital do norte, cercada por montanhas e vales inter montanhosos. Nos tempos medievais, era conhecida como uma cidade de comerciantes e artesãos, já que era localizada na Rota da Seda.

Estávamos aqui para conhecer o Palácio e Fortaleza dos Sheki Khans, construído no final do século XVIII sem um único prego.

Tanto a fachada, quanto o interior, são muito bonitos. Pena que não se pode fotografar. Ah, e a visita só pode ser feita com guia. A nossa, começou às 11h.

O destaque, aqui, fica para os vitrais em mosaico colorido, em uma técnica conhecida como shebeke, em que são encaixados magistralmente.

Face à neve, não estava fácil caminhar por ali.

Antes de ir embora, ainda passamos no Caravanserai Sheki, uma das 5 hospedarias existentes ali nos tempos antigos do comércio e que serviam de ponto de descanso para viajantes e caravanas comerciais, especialmente na Rota da Seda. Hoje, foi transformado em hotel e no seu terreno há um pitoresco café de rua.

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Palácio Fortaleza dos Sheki Khans em Shaki, Azerbaijão

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Palácio Fortaleza dos Sheki Khans em Shaki, Azerbaijão

Depois, foi pegar a estrada até a fronteira com a Geórgia. Seguindo as orientações do pessoal da agência, levamos somente passaportes, comprovantes de estadia e saída do país, além de seguro viagem.

Antes das 13h30 estávamos na fronteira e caminhar ali não foi fácil. Face à neve, o chão estava molhado e difícil e, para cruzar a fronteira a pé, tivemos que subir um longo corredor externo, de mais de 800 metros e com muitas escadas, com nossas malas de rodinhas.

Passamos por 2 postos de saída ainda no Azerbaijão até chegar no posto da Geórgia.

E aqui, enquanto os postos do Azerbaijão eram feios e largados, o da Geórgia era bem arrumado e ajeitado. Estava cheio de iranianos tentando passar.

Assim que chegamos, explicamos que éramos do Brasil. Nem entramos na fila dos iranianos: apenas checaram nossos passaportes, E MAIS NADA, nem pediram seguro viagem.

Ah, os banheiros eram bem melhores aqui.

Aí o Claudio foi atrás do motorista que deveria nos encontrar ali, já que o carro com placa do Azerbaijão não poderia cruzar para a Geórgia. Os azeris só podem entrar na Geórgia de avião ou com caminhão.

Encontramos nosso motorista às 14h15 e ainda conseguimos parar em um mercadinho para comprar algumas batatas fritas e não morrer de fome.

Estávamos na Geórgia, outra antiga República Soviética, com aldeias na cordilheira do Cáucaso e praias no Mar Negro. O país fica na intersecção da Europa com a Ásia e tem uma população de pouco mais de 3,6 milhões de habitantes.

O idioma é o georgiano, uma língua totalmente diferente e isolada, com um alfabeto totalmente diferente, o Mkhedruli. Ele tem um dos 14 sistemas de escrita únicos no mundo. Ele é fonético e não possui letras maiúsculas ou minúsculas.

O horário é de 07h+ em relação a Brasília, a moeda é o Lari Georgiano (0,50 GEL = 1,00 Real) e a religião predominante é a ortodoxa.

Mas já em um primeiro momento pudemos perceber como a Geórgia é mais pobre que o Azerbaijão. Simplesmente não se via nada bonito na estrada. Nenhuma cidade ou casa mais ajeitada. Tudo parecendo pobre e/ou destruído.

Depois de um longo dia, finalmente o nosso destino, a vila de Vazisubani, na região vinícola de Kakheti. Esta é uma região localizada a leste da Geórgia, a cerca de 01h30 de Tblisi, a capital, e é conhecida por ser grande produtora de vinhos, incluindo os vinhos âmbar ou laranja, que são típicos do país.

Aqui, ficamos em um hotel cuja construção data de 1891, o Vazisubani Estate Hotel. O proprietário original era um viticultor e, ainda hoje, produz-se vinho na propriedade.

O hotel foi renovado, mas mantém as características de uma construção antiga. Charmoso, dali tem-se acesso à área de lazer, com um excelente restaurante e piscina de borda infinita.

Na neve, pode-se acessar esta parte caminhando por dentro de um túnel que liga a casa principal ao restaurante, protegendo do tempo frio.

O hotel estava envolto em neve. Tudo ao redor era neve. No restaurante, com suas enormes portas de vidro, a vista do Cáucaso era deslumbrante.

Sem comer praticamente o dia todo, fomos cedo para o restaurante do hotel. Fizemos uma degustação de 07 vinhos produzidos ali, escolhidos pela sommelier que nos explicava tudo, enquanto escolhíamos pratos do cardápio: carnes, salada e os típicos khachapuri e lobiani.

O primeiro é o prato mais conhecido do país e consiste em uma massa de pão aberta recheada com queijo, além de algumas variações regionais. O khachapuri de Adjarulli vem com ovo também. Já o segundo tem por base o lobio, um molho feito de feijão, nozes, coentro e alho. A massa recheada com ele é lobiani.

Se, por um lado, a comida da Geórgia nos agradou e muito, eu e a Marina tivemos um problema com ela: o constante uso de coentro.

No geral, os vinhos provados foram muito bons, mas o ponto alto da nossa refeição foi a vista que se tinha do restaurante para a piscina de borda infinita e, dela, para a paisagem que circundava tudo até as montanhas. Começamos com a luz do dia e terminamos com a escuridão da noite.

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Vazisubani Estate Hotel, Geórgia

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Vazisubani Estate Hotel, Geórgia

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Vazisubani Estate Hotel, Geórgia

34 Cachétia, Geórgia

21/01/2026 – café da manhã às 08h45 no restaurante do hotel, com linda vista do sol atrás da piscina. Café servido na mesa, pois éramos praticamente os únicos hóspedes no hotel.

Saímos às 09h40 com o motorista que conseguimos através do hotel. Um senhor simpático que falava uma ou duas frases em inglês e nada mais.

Pés de romãs pelas casas, muitos, tudo coberto de neve e com muitos centímetros a mais que o usual, nos disseram.

Era dia de vinícolas e não podíamos desperdiçar.

Começamos pela Tsinandali Estate, uma vinícola que também tem museu, jardins e um hotel da rede Radisson que pareceu bem bom, até melhor que o nosso.

O prédio principal é praticamente um palácio e a propriedade é um marco histórico conhecido como berço da vinificação clássica georgiana.

A propriedade era pertencente à família Chavchavadze, cujo príncipe, Alexander, poeta e viticultor, introduziu técnicas europeias de engarrafamento. O museu, no local, trata justamente da história da família.

Para entrar na propriedade, deve-se comprar ingresso junto aos portões.

Fizemos uma breve degustação e achamos os vinhos muito ruins. O que se salvou foi a chacha, a “vodka gerogiana”, que eles também produzem ali. Compramos uma.

O ingresso comprado na entrada serve não apenas para a visitação, como também uma degustação básica. Pagamos mais 90 Laris para fazer a degustação top, com 04 vinhos mais caros e, ainda assim, achamos bem ruins.

Saindo dali, fomos para a Shumi Winery, uma vinícola mais nova, fundada em 2001.

A Shumi é conhecida por produzir vinhos de alta qualidade, sendo que já ganhou vários prêmios a nível mundial. Ela conta com 38 espaços diferentes, incluindo o primeiro Museu do Vinho da Geórgia, a Enoteca e o Pavilhão Etnográfico, entre outros. Ela está entre as 100 melhores vinícolas do mundo.

Ela é muito bonita e rústica ao mesmo tempo. Escolhemos a degustação vip, acompanhada de queijos, frutas secas e pãozinho de saperavi, a uva tinta ancestral da Geórgia e base para grande parte dos vinhos locais.

Foram provados 3 vinhos, 1 brandy e 1 vinhos de sobremesa.

A explicação foi mais bem feita, a degustação foi melhor que na Tsinandali, mas, ainda assim, nada chegou a realmente impressionar.

Os vinhos georgianos são, originalmente, vinhos simples, feitos nos quintais das casas. É muito comum cada família produzir seu próprio vinho e muito dessa tradição ainda influencia as vinícolas conhecidas.

Aqui, urge falar sobre o método local único de fazer vinho, o método qvevri, uma técnica de vinificação milenar da Geórgia, a mais antiga conhecida, e reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial.

Os primeiros registros de fabricação de vinho pela humanidade estão no Cáucaso e a Geórgia utiliza, ainda hoje, esta técnica de produção artesanal que confere aos seus vinhos uma característica única.

Esta técnica envolve fermentar, “maturar” e armazenar vinhos em grandes ânforas de cimento/barro, os qvevris, que são enterrados no solo para manter a temperatura estável e que resultam em vinhos com taninos marcantes e aromas complexos. Normalmente os qvevris tem formato oval para facilitar a circulação natural do líquido.

Em razão deste método é que ali existe o vinho laranja, ou âmbar: muitos dos brancos fermentados com casca resultam em vinhos laranja com taninos comuns no método Kakhetiano, feito com qvevris.

O sabor característico dos vinhos georgianos é único, mas nada tinha nos impressionado ainda. Na verdade, os vinhos provados na noite anterior, no restaurante do nosso hotel-vinícola, tinham sido os melhores até então.

Dali rumamos para outra vinícola, a Marani Telavi Wine Cellar, fundada em 1915. A mais bonita e preparada para o turismo dentre as que visitamos neste dia.

Estávamos na baixíssima temporada, algo que prejudicou alguns atendimentos. Na Marani, tudo correu 100%. Aqui, provamos 08 vinhos e levamos dois: 1 branco e 1 tinto.

Depois foi a vez da, talvez, mais famosa vinícola entre todas, a Winery Khareba, em Kvareli. Grande e com uma estrutura muito bem organizada, é famosa por seus túneis de vinho escavados na rocha, incluindo um túnel com 7,7Km de extensão.

Compramos o tour top e caminhamos pelo túnel com um ótimo guia. Vimos, finalmente, os qvevris e, além da degustação de 03 vinhos, fizemos uma degustação de “azeite” de uva, acompanhada de pão e queijos.

Aqui, em que pese a baixíssima temporada, o restaurante estava funcionando. Aproveitamos para almoçar pratos típicos, todos muito saborosos, pena o coentro em quase tudo.

Da Khareba levamos vinho e azeite. Saímos dali após às 16h.

Mais tarde, jantamos no hotel.

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Tsinandali Estate

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Tsinandali Estate

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Shumi Winery

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Marani Telavi Wine Cellar

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Winery Khareba

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Winery Khareba

35 Cachétia e Tbilisi, Geórgia

22/01/2026 – saímos do hotel às 10h, com um motorista que não falava inglês.

Estávamos indo em direção à capital, mas antes paramos para visitar a Mumisi Cellar Museum, situada na vila de Velistsikhe, uma das adegas mais históricas do país.

Estabelecida como um museu histórico privado, convida os visitantes a mergulhar no rico legado da vinificação georgiana.

Chegamos e estava fechada. Nosso motorista fez alguns telefonemas e a senhora responsável saiu da casa em frente para abrir o local. A visita ali começa pelo museu que abriga mais de 5 mil artefatos guardados ao longo dos anos, justamente por esta senhora que nos atendia. Enquanto esperávamos sua neta que falava inglês, ela apontava algumas coisas com uma ou duas palavras em inglês.

Viemos a descobrir, com a neta, que a sua vó herdou o local, pois ajudava a antiga proprietária, uma senhora de idade sem família. Com a propriedade, começou a guardar de tudo, desde tapetes antigos e móveis tradicionais até joias. O lugar chamado de museu me lembrou muito aquela série sobre “Acumuladores”.

Pois a senhora derrubou paredes e abriu buracos e encontrou antigos qvevris que até hoje armazenam vinho, já que a propriedade vinícola preservou esta característica até hoje. Ao final da visita, uma degustação dos vinhos locais, mas estes eram realmente de fundo de quintal, muito ruins.

Algo interessante, durante a nossa visita, foi a neta nos contar sobre a cultura do sequestro na Geórgia: antigamente, quando algum homem se interessava por alguma mulher simplesmente a sequestrava para depois desposá-la. Até hoje, para elogiar alguém, fala-se que a mulher é “sequestrável”.

Seguimos para o Chateau Zagaani, de longe o mais bonito e chique local de vinícola que vimos ali. Mas só pudemos ver por fora, pois estava fechado na baixa temporada.

Depois, foi pegar a estrada com um motorista que corria feito um louco e que parou duas vezes para abastecer (desculpa para fumar, já que todos ali fumam sem parar).

Antes de chegarmos ao nosso destino, ainda paramos em Sighnaghi, conhecida como a “Cidade do Amor”, famosa pelas ruas de paralelepípedos, arquitetura charmosa e muralhas do século XVIII, além de lindas vistas para o Vale e as montanhas do Cáucaso.

Fizemos uma parada para ter um vislumbre da famosa cidadezinha e conhecemos uma antiga guia turística, faladora e que adora conhecer os turistas que chegam ali.

Perto da cidade, o famoso Mosteiro de Santa Nino, onde a santa padroeira do país está enterrada. Por causa da neve, não fomos até ele. Na verdade, por causa da neve, quase não chegamos até a cidade.

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Mumisi Cellar Museum

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Sighnaghi, Geórgia

Finalmente, após às 14h30, chegávamos ao nosso destino, a capital Tbilisi, uma cidade que concentra prédios históricos, cultura e rica gastronomia, com claras influências do encontro entre Ocidente e Oriente. São mais de 3 mil anos de história.

Aqui, nosso celular voltou a ter sinal.

Na capital da Geórgia, ficamos no ótimo Swissôtel, uma rede suíça de hotéis de luxo adquirida pela rede Accor, bem no coração da grande cidade.

Instalados, comemos sanduíches no café da entrada do hotel, face ao adiantado da hora.

Daí, saímos para conhecer a cidade e, infelizmente, a primeira impressão que tivera da Geórgia só se concretizou: cidade feia, velha, com muita coisa pobre e precisando de reformas. País pobre e acabado, precisando de socorro. Poucas vezes um país me impressionou tão negativamente como a Geórgia. Não tinha vontade de caminhar nas ruas.

Muita gente nos disse que o ideal é visitá-la no verão, que fica linda. Não sei, mas talvez se estivéssemos no verão a impressão teria sido melhor.

Avenidas largas, com poucos lugares para travessia de pedestres. Uma ou outra faixa de pedestres ou sinaleiro e uma ou outra passagem subterrânea feia e suja.

Começamos a conhecer a capital pelo Museu Nacional da Geórgia, museu que ostenta uma coleção de artefatos que abrangem vários períodos e épocas da cultura georgiana, desde a Idade do Bronze até o século XX.

É um bom museu e bem grande, pena o pessoal despreparado que trabalha ali, batendo papo, falando no celular e comendo nas salas de exposição.

Cansados e sem vontade de passear à noite pela capital, eu e o Claudio nem jantamos. As meninas pediram serviço de quarto.

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Tbilisi, Geórgia

36 Tbilisi, Geórgia

23/01/2026 – às 10h saímos do hotel e já paramos, ali perto, no Bazari, ou Bazar Orbeliani, um espaço gastronômico moderno, inaugurado em 2021, que ocupa o local de um tradicional bazar de 1886.

São mais de 50 conceitos diferentes de comida em dois andares, além de um mercado com produtos frescos. Mas, pela manhã, muita coisa ainda estava fechada. Tomamos nosso café da manhã ali e partimos.

Uma coisa importante a frisar: sempre deve-se ter moedas de 1 Lari. Os banheiros públicos ali, em sua maioria, somente são acessados por catracas onde que é necessário depositar 1 Lari por pessoa. Pelo menos assim, são limpos. Fica a dica.

Dali, saímos caminhando em direção ao Centro Histórico ou Old Town, no coração da cidade e com mais de 2.400 anos.

Nele, muitas atrações e monumentos importantes. Fica na margem esquerda do rio Kura, que corre no meio da cidade. Aqui também se encontram muitos restaurantes, cafés e lojas.

De longe, esta foi a parte mais bonita e agradável da cidade.

Logo na entrada da Old Town, a Torre do Relógio de Rezo Gabriadze, construída em 2010, em homenagem ao trabalho do marionetista e cineasta georgiano Rezo Gabriadze.

Inspirada em seu trabalho, a torre tem um visual lúdico. De hora em hora (horas cheias), uma pequena janela se abre no topo da torre, um anjo sai e toca um sino. Além disso, duas vezes por dia há um pequeno espetáculo chamado “O Círculo da Vida”. Na parte de baixo, uma tela mostra todo o ciclo da vida de um homem.

Ainda no centro histórico, conhecemos a Basílica de Anchiskhati. Datada do século VI, é a mais antiga igreja ainda em funcionamento na cidade e é um importante ponto de peregrinação.

No mais, ruelas e mais ruelas encantadoras, com muitos bares e restaurantes, inclusive ao ar livre, em que pese as temperaturas próximas a zero.

Dali, seguimos para a moderna Ponte da Paz, uma ponte pedonal que fica sobre o rio Kura e que foi inaugurada em 2010. Foi erguida como um dos símbolos da modernidade de Tbilisi. À noite fica toda iluminada.

Ela é feita de aço e vidro e liga a parte velha da cidade ao Parque Rike, um espaço verde que é um importante local de lazer entre os moradores da cidade e que conta com um lago artificial além de teleférico, cafés, esculturas de arte e restaurantes.

No parque, pegamos o teleférico para o topo da colina onde está a estátua Mother of Georgia (Kartilis Deda), no melhor estilo Cristo Redentor.

Depois de desembarcar, é necessário pegar um caminho até a estátua, passando entre várias barraquinhas de comida e lembranças, um caminho em não tão bom estado, ainda mais com a neve.

A estátua tem 20 metros de altura e fica no topo da colina mais alta da cidade. Erguida em 1958, para comemorar os 1500 anos da fundação de Tblisi, tornou-se um grande símbolo da cidade e comumente representa todo o país. Além disso, é um ótimo local para apreciar a vista de toda a cidade.

O teleférico funciona das 10h/22h e, em todo local, vê-se vinho com sorvete para vender.

Lá embaixo, no parque e ao redor do teleférico, muita gente querendo vender passeios e muita gente com animais para tirar fotos: arara, macaco e falcão, por exemplo. Ah, para subir o teleférico, nada de cartão, só dinheiro em espécie.

Já embaixo, passamos para conhecer a imponente Igreja da Natividade da Virgem de Metekhi, datada do século XIII e um verdadeiro marco histórico no penhasco sobre o rio Kura. Fica ao lado da estátua equestre do rei Vakhtang Gorgasali e é muito simples por dentro. A única pintura é a da Virgem Maria rodeada pelos apóstolos em cima da porta de entrada, padrão em toda e qualquer igreja ortodoxa.

Continuamos a explorar a capital indo para a região dos Banhos de Enxofre do Abanotubani District.

Este distrito é vizinho da Cidade Velha e é conhecido por seus banhos de enxofre, usados para fins terapêuticos e medicinais por séculos, já que a cidade é rica em fontes termais sulfurosas em seu subsolo.

Os banhos ficam em grandes construções em forma de domo, construídas em estilo tradicional georgiano, com um trabalho intrincado de azulejos e vários detalhes em sua arquitetura. Há banhos públicos e privados.

A região é bem interessante e há muitos locais de banho ali, além de alguns restaurantes, tudo desembocando em uma pequena queda d´água praticamente no centro da cidade. Ligando um lado ao outro do córrego que se origina da cachoeira, pontes, sendo que duas delas estão cheias de cadeados coloridos em seus lados.

Entramos em duas termas/casas de banho para conhecer. A Termas Royal Bath, que pareceu bem chiquezinha, e a King Erekels Bath, com um exterior chamativo e que denota ser mais antiga.

Só pudemos ficar na recepção, mas as duas pareceram bem boas. Aluga-se um banho, digamos assim, de 02 até 05 horas. Cada um comporta até 06 pessoas.

Pegamos somente algumas informações e paramos no Gorgasali, um restaurante ao lado de um hotel de mesmo nome, mais para usar o banheiro do que para comer.

Descobrimos que o local é bem turístico e tem apresentações de música e danças típicas todas as noites.

Bebemos algo para aquecer e provamos o Kinkhali, o pierogi/dumpling deles, mas em uma versão maior que estes.

É uma massa cozida, redonda e recheada com carne de porco, boi ou carneiro, mas também com cogumelos, batatas ou queijo.

A parte em que o kinkhali é fechado fica bem grossa e cheia de massa. Viemos a descobrir, no decorrer da viagem, que ele é feito assim mesmo para que seja comido com as mãos. Pega-se o kinkhali por esta parte saliente e que deve ser dispensada, pois é pura massa.

Em que pese a presença do coentro em quase todas as opções disponíveis, achei bem gostoso.

Seguimos caminhando pela região até a Catedral de São Jorge, uma das principais atrações da capital.

A igreja é um belo exemplo da arquitetura bizantina. Inaugurada no século XIII, proporciona boa vista da cidade, além de ser um local importante para os georgianos, já que o santo é o patrono do país.

Na sequência, foi a vez de descermos ao subsolo até o Meidan Bazaar, que nada mais é que uma curta passagem subterrânea que vende autênticos produtos da Georgia, como vinho, chá, chocolates, temperos, doces, roupas e muito mais.

Aqui, provamos um doce onipresente nas ruas da cidade e que é vendido como um cordão de linguiças, só que em formatos arredondados. É o chuchkhela, feito com castanhas e amêndoas sobre as quais se pinga lentamente suco de uva engrossado e farinha. Gostosinho, mas nada demais.

Caminhando em direção ao Museu do Vinho, descobrimos uma região mais bonita, repleta de bares e restaurantes, tudo muito bem decorado e interessante.

Ainda, muitos lugares com degustação gratuita de vinho.

Passamos pela chamativa Cathedral of Dormition, já de volta à região da Old Tbilisi, uma bonita igreja por dentro, mas muito suja por fora, e que foi a sede dos patriarcas católicos da Georgia até o término da Catedral da Santíssima Trindade em 2004, seguindo para o Tblisi State Museum, um museu que agrega uma coleção de artefatos e obras de arte que contam a história da cidade e da região. Ele foi erguido no local de um antigo Caravansarai.

No seu andar inferior funciona o Museu do Vinho, onde a visita é guiada (pegamos a das 14h30) e onde se aprende sobre a rica história da antiga vinificação georgiana.

Não dava nada pelo lugar, mas a visita, o guia e as explicações foram bem interessantes. Vale a visita.

Voltamos para a área próxima ao Meidan Bazaar e comemos mais kinkhalis no bonito restaurante Picasse in Seidabadi, com um enorme cardápio, com comidas locais e de influência asiática.

Pegamos um Bolt saindo dali para a enorme e suntuosa Catedral da Santíssima Trindade (Sameba Cathedral), que, com sua chamativa cúpula dourada, é a maior igreja da Geórgia e uma das maiores ortodoxas do mundo.

Ela mescla estilos tradicionais e modernos e é mais bonita por fora.

A área onde ela fica é mais afastada do centro e na saída, pegar uma condução ali não foi fácil, ainda mais com o celular que resolveu não funcionar.

Com ajuda de motoristas que esperavam ali, conseguimos rotear e chamar um Bolt que nos levou até a Wine Gallery, uma casa de vinhos linda, charmosa e chique em uma região deploravelmente feia e acabada.

Degustamos rótulos variados e compramos 04 vinhos, sendo 2 laranjas, finalmente.

Ainda andamos até a região revitalizada da Fabrika, um espaço criativo e de co-working que funciona nas instalações de uma antiga fábrica têxtil da era soviética.

É bem frequentado por locais, pois hoje conta com alguns restaurantes e bares e é cercada por murais e grafites de diferentes estilos, em uma tentativa de melhorar a região. Mas ainda não surtiu efeito.

Voltamos ao hotel onde jantamos, mais tarde, no seu ótimo restaurante do último andar. Comida e preço nível A.

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Torre do Relógio de Rezo Gabriadze em Tbilisi 

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Tbilisi Old Town

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Ponte da Paz em Tbilisi

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Mother of Georgia Monument em Tbilisi

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Abanotubani District em Tbilisi

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Tbilisi, Geórgia

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Catedral da Santissima Trindade em Tbilisi

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Catedral da Santissima Trindade em Tbilisi

37 Gori e Uplistsikhe

24/01/2026 – saímos do hotel às 08h55, com um carro confortável e um motorista elegantemente vestido, tudo agendado pelo hotel.

O único senão, e estou sendo repetitiva: ele não falava praticamente nada em inglês.

Fomos direto para Gori, cidade a cerca de 80Km da capital, onde nasceu Josef Stalin. É uma cidade antiga, que existe há mais de 2 mil anos.

O destaque, aqui, é justamente o Museu Josef Stalin, inaugurado em 1957 e que conta com uma Casa Memorial, a Carruagem de Stalin e um edifício de 2 andares, onde são feitas as exposições.

A maioria das informações está em georgiano ou russo, pelo que mesmo estando curiosos sobre o que seria narrado ali, pouca coisa ficou compreensível.

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Gori e o Museu Josef Stalin

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Museu Josef Stalin

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Museu Josef Stalin em Gori

Dali, rumamos para Uplistsikhe, uma das cidades-cavernas mais antigas do mundo e um testemunho notável da herança ancestral da Geórgia.

É um assentamento escavado na rocha, uma combinação de cavernas naturais e artificiais, hoje concentrada no Museu e Reserva Histórico Arquitetural de Uplistsikhe. Fica a cerca de 12Km de Gori.

Já abrigou mais de 700 estruturas rupestres, das quais cerca de 150 sobrevivem ainda hoje, e é realmente grande e impressionante. Pena a infraestrutura do local: quase inexistente. Sem placas ou indicações, pedras altas e escorregadias, ainda mais na neve, a visita por ali afigurou-se mais perigosa do que eu gostaria. Com certeza a época certa para visitação não é o inverno.

Na sequência, tivemos um pequeno imprevisto com nosso motorista que estava “programado” para retornar a Tbilisi, enquanto que para o Claudio tinha ficado acertado o passeio que quiséssemos nesta região.

Alguns telefonemas e mais 100 Laris depois, ele nos levou ao Chateau Mukhrani, uma linda propriedade com castelo, vinhedos e vinícola, que é uma das vinícolas mais antigas e respeitadas da Geórgia.

Claudio tinha entrado em contato: eles estavam abrindo sábados e domingos para visitação. E para almoço, já que tem um belíssimo restaurante.

Assim, qual não foi nossa surpresa ao chegarmos e sabermos que não poderíamos entrar. Estavam fechados pois haveria um casamento.

Falamos com eles pelo telefone e conseguimos entrar para uma visita relâmpago, que não valeu os 25 Laris por cabeça que pagamos.

Sem ter comido nada, pegamos a indicação para um restaurante na vila onde fica a vinícola. Algo assustador, pois o lugar ao redor era realmente feio, pobre e acabado.

Mas seguindo a indicação do pessoal da vinícola, almoçamos no Restaurante 1907, um buraquinho por fora e bem típico por dentro. Atendimento cordial, comida boa e local. Foi aqui que aprendemos como comer o kinkhali com o nosso motorista.

Além de tudo, foi extremamente barato: cerca de 200 reais para 5 pessoas.

Mais tarde, já de volta a Tbilisi, jantamos no Bazari, agora com todos os restaurantes funcionando.

Cheio de gente e de opções, comemos shawarmas e cachorros-quentes diferentes e provamos algumas cervejas artesanais.

Ainda, antes de ir embora, comemos um doce que lembra muito um sonho, com diferentes recheios e que, pelo visto, é premiado.

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 Museu e Reserva Histórico Arquitetural de Uplistsikhe

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Uplistsikhe, Geórgia

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Uplistsikhe, Geórgia

38 Mtskheta e Chronicle of Georgia

25/01/2026 – acordamos tarde e tomamos café junto ao café da recepção do hotel.

Pegamos um táxi às 11h em direção à cidade de Mtskheta, a 25Km de Tblisi. Marina ficou no hotel.

A cidade é um importante centro religioso e cultural e abriga, entre outros:

- Monastério de Samtavro, situado no coração da cidade, nele está a tumba de Santa Nino, a matriarca da Geórgia e responsável por espalhar o cristianismo pelo país. Foi erguido pelo rei Mirian (sim, se Nino é um nome feminino e extremamente comum na Geórgia, Mirian, aqui, é masculino). Era domingo e o local estava ENTUPIDO de gente, com várias coisas acontecendo ao mesmo tempo e no mesmo lugar: missa, confissão, comunhão e algumas mulheres de preto que pareciam estar ali para benzer quem as procurasse. Abrange a Igreja da Transfiguração, a Igreja de Santa Nino e a torre da Fortaleza, entre outros;

- Monastério de Jvari, um monastério ortodoxo georgiano do século VI que é considerado Patrimônio da Unesco e é conhecido pela sua arquitetura impressionante. Pegamos um taxista na saída da igreja de Santa Nino (havia alguns esperando ali) e com ele acertamos a ida até o topo do Monte Javri, onde fica o monastério. Por 20 Laris ele nos levaria e esperaria para voltarmos para a cidade. Aqui, no século IV, Santa Nino, responsável pela conversão do rei Mirian, ergueu uma cruz de madeira milagrosa. Não é nada espetacular por dentro, mas é muito bonito por fora, destacando-se ao longe, na paisagem, e também proporcionando belíssimas vistas ali de cima.

O motorista nos levou de volta à cidade e nos deixou na entrada da rua pedonal que chega à Catedral de Svetitskhoveli, uma linda, grandiosa e imponente catedral do século XI, também Patrimônio Mundial da Unesco.

Em seu interior, fragmentos bem preservados de afrescos do século XVI. Ela foi construída no lugar onde a primeira igreja cristã foi erguida no país, também por ordem do rei Mirian.

Esta igreja original, por sua vez, teria sido erguida no local onde jazia o túmulo de uma devota, Sidonia, que teria morrido de emoção ao segurar o manto de Cristo. É também conhecida como Catedral dos Doze Apóstolos. Como de regra nas igrejas ortodoxas, em que pese enorme, não há praticamente lugares para sentar.

Saindo dali, caminhamos um pouco pela rua pedonal, repleta de restaurantes e barraquinhas de comida e artesanato. Aqui, o Claudio quis parar no Restaurante Aurum, quase em frente à catedral, para comer khachapuri com queijo e ovo, o mais tradicional, e beber vinho quente.

Depois foi chamar um Uber e enfrentar um trânsito horrível para retornar à Tbilisi, mesmo sendo domingo. Nosso motorista nos deixou junto ao famoso monumento Chronicle of Georgia, nos arredores da cidade.

É um monumento que é um registro histórico da Geórgia e de seu povo, encravado em 16 pilastras de mármore, com 35 metros de altura cada uma. O monumento narra os principais momentos da história do país e do cristianismo. Está inacabado e é conhecido como Stonehenge Georgiano.

O local estava um lamaçal só, já que o sol estava derretendo a neve acumulada, e ventava muito. O frio estava quase insuportável. Ainda assim, havia muita gente por lá, o que fez a nossa espera pelo Uber da volta ser mais demorada.

Mais tarde, saímos do hotel em direção ao centro antigo, para nosso último jantar por ali. Antes, logo na entrada do centrinho, paramos para ver o relógio da Torre de Rezo Gabriadze abrir às 18h.

Optamos por um dos muitos restaurantes da rua pedonal, o Pomegranate. Péssima escolha. Fraco e atendimento sofrível. Quase encerramos nossa estadia neste país que não nos cativou da maneira pior possível.

Uma última passada no Bazari, para comer o “sonho” brulée, com crosta e tudo, fez a despedida valer a pena.

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Monastério de Samtavaro em Mtskheta 

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Monastério de Samtavaro

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Mtskheta, Geórgia

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Monastério de Jvari em Mtskheta

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Geórgia

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Catedral de Svetitskhoveli em Tbilisi

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Chronicle of Georgia em Tbilisi

39 Roma, Itália

26/01/2026 – saímos às 03h da manhã do hotel, com o taxista previamente agendado por eles.

Mesmo tendo pago pela classe Premium, não vi praticamente diferença nenhuma na AJet, uma lowcost da Turkish Airlines. E ainda tivemos que despachar nossas malas de mão, o que me deixa profundamente irritada.

Antes de embarcar, fizemos uma rápida parada na sala vip Primeclass, básica.

O voo estava super pontual, mas em razão de problemas com um passageiro que estava esperando mais gente que não chegava, atrasou cerca de 30 minutos. Aeronave velha, é bom pontuar.

Chegamos em Istambul às 08h, sendo que foi a primeira vez que desembarcamos no aeroporto internacional da capital turca que fica do lado asiático, o aeroporto Sabiha Gökçen.

Muito mais cheio que o principal aeroporto turco que fica do lado europeu, estava absolutamente insuportável. Sala vip igualmente “entupida”, na hora de embarcar me senti em Congonhas.

Aeronave mais nova e voo super pontual, chegamos cedo em Roma, a capital italiana que mora em nosso coração, em torno do meio dia. Era nossa terceira vez lá, a segunda com as meninas.

Desta vez, iríamos explorá-la fugindo um pouco do óbvio.

Como estávamos comemorando nossos 30 anos de casados, o Claudio escolheu um hotel especial. Um 5 estrelas luxuoso e no centro, no coração da cidade, o Umiltá 36, nome que corresponde ao seu endereço na cidade.

Atendimento maravilhoso, quarto charmoso e muito bem pensado, com luzes que acendiam automaticamente ao entrar no banheiro ou no closet, potes de balas e doces de cortesia espalhados pela área comum, ainda tivemos a sorte de conseguir um quarto arrumado antes do horário do check in.

Deixamos as malas, saímos para almoçar e acabamos no ótimo e renomado Restaurante Baccano.

Já passava das 14h, o restaurante estava cheio ainda, mas foi tudo ótimo do começo ao fim.

Nele, o autodenominado melhor Carbonara de Roma, minha pedida. A Manu pediu um Cacio e Pepe, tradicional da cidade, e eu também provei. Para encerrar, um tiramissu montado na hora, na nossa frente, e uma roda gigante com pequenos sonhos e pequenas ampolas com diferentes recheios para que nós mesmos os recheássemos.

A batuta di Manzo, um tipo de steak tartare deles, pedida da Marina, também foi montada na nossa frente.

A partir daí, foi bater pé no centro da cidade. Acabamos no La Rinascente, um shopping com marcas de luxo, onde comprei mais uma jaqueta Monclair. Lindíssima, a mais bonita que já comprei.

Ali, ainda tentei achar a bolsa da Dior que vira em Dubai e deixara para comprar em Roma. Não me atenderam muito bem e disseram que as únicas disponíveis na cor e modelo que eu queria, eles tinham em Florença e Milão e que, por isso, não chegariam a tempo... Achei que nos acharam muito simples para se esforçarem em vender.

Já passava das 17h30 quando voltamos para o hotel.

Com frio e sem fome alguma, nem saímos para jantar. O almoço tinha sido tardio e muito completo.

Roma, Itália
Roma, Itália

40 Roma, Itália

27/01/2026 – acordamos em um lindo dia de sol e saímos para caminhar após um ótimo café da manhã no hotel.

Além de uma variedade poucas vezes vista em cafés na Itália, nossa hostess, Laura, era um caso à parte: além de super simpática, nos tratava pelo nome e guardava nossas preferências.

O único senão: alguns pratos cobrados à parte, como os ovos beneditinos. Um hotel assim não precisa disso.

Saímos à 10h30 e fomos conhecendo um pouco mais de Roma, esta cidade inesgotável, fora dos roteiros tradicionais:

- Igreja de Santa Caterina da Siena - erguida em estilo barroco tardio, possui uma única nave decorada com afrescos típicos do século XVIII, com destaque para o “Regresso de Gregório XI de Avignon”. Outro destaque é a exposição das bandeiras dos bairros da cidade em seu interior;

- Basílica de Santa Prassede - nela está exposta a coluna que, tradicionalmente, se acredita ser a coluna da flagelação de Cristo. Está em uma capela no corredor direito da Basílica.

Como Marina estava com muitas cólicas, paramos em uma farmácia para comprar Buscofen e, mais uma vez, conseguimos comprar medicamentos sem receita na Itália. Da última vez, tinha sido um colírio para conjuntivite.

- Basílica de Santa Maria Maggiore - esta é uma velha conhecida, mas que, pela grandiosidade, merecia o retorno, ainda mais porque as meninas eram pequenas quando ali estiveram, principalmente a Marina. Para nela entrar, deve-se passar por um raio-X e detector de metal. É uma das 4 Basílicas Papais de Roma e domina a cidade há 16 séculos. Teria sido a própria Virgem Maria que teria indicado o local de sua construção, em sonho, ao Papa Libério e ao patrício João. É linda e grandiosa, com destaque para o túmulo do Papa Francisco, simples e quase imperceptível, e pela manjedoura, o santo berço em que teria repousado o Menino Jesus. Vale lembrar que mais 7 pontífices estão sepultados ali;

- Estação Termini - no coração da cidade, a estação é o ponto de referência não só para turistas, mas para a população que vem diariamente à capital para trabalhar. Já foi conhecida como a praça de Termini, em razão das Termas de Diocleciano, ali perto. Vários restaurantes e lojas completam o cenário;

- Museu Nacional Romano - é, na verdade, um conjunto de 04 museus na capital romana: Termas de Diocleciano, Cripta Balbi, Palácio Massimo e Palácio Altemps. Compra-se um único ingresso para entrar em todos;

- Palácio Massimo - fica em frente às Termas e foi onde compramos o ingresso. Nele está uma das maiores coleções de arte antiga do mundo, com as mais belas pinturas, mosaicos e esculturas da época romana;

- Termas de Diocleciano - maior complexo termal da antiga Roma com capacidade para acomodar mais de 3 mil pessoas. Funcionou até 537 e é enorme, tendo sido edificado com tijolos revestidos de mármore e decorado com mosaicos e esculturas. Ocupava um terreno de mais de 13 hectares onde estavam academia, biblioteca, banhos frios, quentes e mornos. No seu interior, vemos uma imponente construção funerária, além de duas tumbas com grande decoração à base de frescos e estuque. Ainda, na parte descoberta, é possível passear por um claustro com jardins onde estão expostas cerca de 400 obras de arte que incluem estátuas, sarcófagos e relevos.

Na sequência, paramos para almoçar em um restaurante moderninho ali perto, o Target. Ótima comida e ainda regada por um Lambrusco que o Claudio adora.

Saindo dali, passamos pelo conjunto das Quattro Fontane, as 4 fontes renascentistas localizadas no cruzamento da Via del Quirinale com a Via delle Quattro Fontane, construídas entre 1588 e 1593, representando os rios Tibre e Arno, além das deusas Diana e Juno. Valem a foto. E continuamos nosso dia:

- Galleria Nazionale d´Arte Antica - funciona junto ao Palazzo Barberini e à Galeria Corsini e é uma das coleções de pintura mais importantes da Itália, abrigando obras-primas dos séculos XIII ao XVIII, incluindo Caravaggio, Rafael, Tiepolo, Rubens, El Greco e Bernini. Visitamos o seu principal local de exposição que é o Palazzo Barberini e não nos arrependemos: foi o local mais bonito do dia.

Paramos para a Manu tomar um sorvete de pistache junto ao Gallerist, sorveteria em vários pontos da capital italiana e que inova com algumas combinações diferentes. E continuamos caminhando:

- Museu dell´Arte Salvata - funciona na sala octogonal das Termas de Diocleciano, fazendo parte do mesmo complexo e tendo o mesmo ingresso. Neste museu estão obras que foram roubadas, saqueadas ou vendidas ilegalmente e que, agora, foram recuperadas, como as 3 estátuas de terracota que representam “Orfeu e as Sereias” e que o Museu Getty, de Los Angeles, devolveu à Itália;

- Basílica de Santa Maria dos Anjos e Mártires - em que pese ser uma “continuação” das Termas de Diocleciano, tivemos que visitá-la depois, já que fecha entre às 13h/16h. Desenhada por Michelangelo, é a única igreja renascentista de Roma e até hoje é reconhecida como um local dedicado às celebrações oficiais da República Italiana por sua importância histórica, religiosa e cultural;

- Fontana dell´Acqua Felice - ou Fonte de Moisés, na Piazza San Bernardo, é uma das fontes mais visitadas de Roma e foi construída para marcar o fim do aqueduto romano Acqua Felice;

- Museu e Cripta dos Capuchinhos - um dos melhores e mais impressionantes museus da capital italiana. Começa-se pelo museu, propriamente dito, com muitos quadros e fotos dos capuchinhos, além de obras de arte sacra, tudo contanto a história desta ordem religiosa e com direito até a um quadro de Caravaggio, “São Francisco em Meditação”. Mas o grande destaque aqui vem depois, na sequência do museu: a cripta ou ossuário da igreja de Santa Maria dela Concezione dei Cappuccini, um museu com ossos de mais de 4 mil esqueletos de frades capuchinhos. Seus corpos foram exumados e seus ossos usados como decoração das capelas. São 6 capelas realmente impressionantes e únicas. Adorei a visita macabra. Ah, a visita ainda foi feita com áudio em português.

No caminho de volta ao hotel, depois de termos feito tudo a pé durante o dia todo, passamos na loja da Dior, junto à Piazza di Spagna: não podia ir embora sem tentar comprar “minha bolsa” uma última vez. E não é que tive sucesso?

Eles me atenderam super bem e perguntaram quantos dias eu ainda ficaria na cidade. Aí disseram que pediriam a bolsa em outra cidade e que chegaria a tempo. Trocamos contatos e saí feliz. O pessoal do dia anterior ficou sem sua comissão...

Ainda paramos junto ao Limone, uma casa com produtos à base de limão siciliano e com algumas unidades em Roma. A parada foi para tomarmos o viralizado sorvete na casca de limão siciliano. Ainda aproveitamos para comprar um tipo de doce que lembra uma Nutella, só que de limão.

No hotel, fomos surpreendidos por uma garrafa de espumante e tartelete. Estávamos celebrando nossos 30 anos de casados neste dia 27 e o Claudio tinha pedido sugestões de restaurantes próximos. Pegaram a dica e nos surpreenderam.

Mais tarde, jantamos no VIB Frattina, um excelente restaurante onde aproveitei para comer uma massa com trufas, tanto frescas quanto no recheio da massa.

No caminho de volta ao hotel, paramos em uma das muitas casas com diferentes tipos de tiramissu e que hoje se sucedem no centro de Roma, a Pompi, que funciona desde 1960. Tudo muito gostoso, mas os tiramissus sem gosto de café, só com gosto de doce de pistache e morango. Como doce, ótimo. Como tiramissu, fraco.

Roma, Itália
Coluna da Flagelação na Basílica de Santa Prassede em Roma

Roma, Itália
Basílica de Santa Maria Maggiore em Roma

Roma, Itália
Basílica de Santa Maria Maggiore em Roma

Roma, Itália
Basílica de Santa Maria Maggiore em Roma

Roma, Itália

Roma, Itália

Roma, Itália
Palácio Massimo em Roma

Roma, Itália
Cripta dos Capuchinhos

Roma, Itália
Cripta dos Capuchinhos

41 Roma, Itália

28/01/2026 – a previsão do tempo se concretizou e saímos às 10h30, debaixo de muita chuva.

Rumamos direto para o Palazzo Quirinal, bem próximo ao hotel, e que é atual residência do presidente da Itália.

Sem informações e com cada um nos mandando para um lugar diferente, só faltou sermos presos quando o Claudio tentou entrar sem perceber os guardas.

Depois de muito vai e vem, descobrimos que deve ser agendado com meses de antecedência, coisa que nem o site te informa.

Deixamos de lado e rumamos para a área arqueológica Vicus Caprarius – Città dell´Acqua, um sítio arqueológico descoberto na área do subsolo da Fontana di Trevi (se entra praticamente por trás da fonte), entre os anos de 1999 e 2001.

São os restos de uma luxuosa residência da época imperial, mostrando as infraestruturas residencial e hidráulica romanas dos séculos I ao IV. Era um local que, além de tudo, abastecia água para a cidade.

Saindo dali e ainda embaixo de chuva, rumamos para a linda Igreja de Santo Inácio de Loyola, uma das mais visitadas na cidade.

No teto, efeitos de ilusão de ótica fazem com que os turistas enfrentem fila para fotografar com um espelho estrategicamente colocado embaixo da nave central. Paga-se 1 euro para que se ilumine a deixe a fotografia única.

Dali seguimos para a Biblioteca Casanatense, uma linda biblioteca histórica com mais de 400 mil volumes de acervo e que nos transporta para o desenho da Bela e a Fera. Depois, foi a vez da Basílica de Santa Maria Sopra Minerva, uma das principais igrejas dominicanas de Roma, próxima ao Panteão.

É a única igreja gótica de Roma e nela estão o túmulo de Santa Catarina de Sena e o Cristo de Minerva, uma escultura de Michelangelo próxima ao altar principal.

Como estávamos perto, rumamos para o Panteão/Pantheon, o edifício mais preservado da Roma antiga. Mesmo sendo minha terceira vez ali, ainda não tinha entrado nele.

Foi construído na época do imperador Adriano e conta com piso de mármore original além de mármore nas capelas internas. Ali estão os túmulos de Vittorio Emanuele II, o primeiro rei da Itália unificada, conhecido como “Pai da Pátria”, de seu filho, o também rei Umberto I e do pintor Rafael.

Só vale ficar atento, pois existe uma fila para quem paga em dinheiro, mais demorada, e outra que se ramifica em várias, para quem paga com cartão, nas maquininhas.

Neste momento do dia, a chuva já diminuíra e nos dava momentos de trégua.

Almoçamos ali perto na simples Antica Trattoria Agonale e eu aproveitei para comer pizza de alcachofra, que estava na época. Ah, e ainda tomei um Rossini.

Saindo dali fomos para a Piazza Navona, uma das mais famosas de Roma e cuja forma se assemelha a dos antigos estádios romanos. É nela que fica a embaixada brasileira, que tentamos conhecer, mas que por estar em reforma não seria possível. Na verdade, pede-se que se reserve para visitar.

Depois fomos até o Two Sizes, o local com o tiramissu mais hypado do momento e amei! Além de servirem porções menores, ideal para degustar mais opções, mesmo com sabores distintos como morango, pistache e caramelo, os tiramissus não perdiam o característico sabor de café. Tudo delicioso.

Dali fomos até o Palazzo Altemps, outro museu que está entre o grupo de museus do Museu Nacional Romano.

Com certeza, é um dos museus e palácio mais fantásticos de Roma. Mesmo mal organizado e sem muita sequência na visita, não dá para ignorar que abriga uma importante coleção de esculturas gregas e romanas, todas expostas em salas de grande beleza e decoradas com frescos em suas paredes e tetos. Nele também está exposta uma grande coleção de arte egípcia bem como a igreja de São Aniceto, uma de suas partes mais chamativas.

Ainda entramos rapidamente na Igreja de São Luís dos Franceses, onde tudo está escrito em francês, e que é famosa pela série de São Mateus de Caravaggio.

Por fim, ainda caminhando e com um pouco de chuva, chegamos ao famoso Castelo Sant´Angelo, que ainda não tinha visitado.

Este é um monumento que acompanha a história de Roma: sua construção começou no ano 135, para ser mausoléu do imperador Adriano. Teve outras funções no decorrer dos anos, desde fortaleza papal a prisão, até que, em 1277, foi construído um corredor fortificado de 800 metros que o conectava com a cidade do Vaticano.

Hoje ele está dividido em 5 andares acessados por rampas em espiral e hospeda um museu em que podem ser vistas desde esculturas da época romana, até quadros e objetos militares da época em que ainda era uma fortaleza.

O destaque, por fim, fica no seu grande terraço, no último andar, com belíssimas vistas 360º da cidade e, principalmente, do Vaticano.

Cansados e distantes do hotel, foi a única vez em que pegamos um Uber nesta estada em Roma, mas antes, ainda fizemos uma rápida parada na Basílica de San Giovanni Battista dei Fiorentini, que abriga a relíquia do pé de Santa Maria Madalena.

O Uber nos deixou na famosa e hypada sorveteria Amorino, para as meninas provarem o sorvete servido em forma de flor na casquinha. Achei o sorvete muito bom, mesmo tendo apenas provado.

Voltamos ao hotel de onde saímos mais tarde para, aleatoriamente, acharmos um restaurante. Acabamos no Il Chianti Osteria Toscana, um pequeno restaurante com comida da toscana, onde optei por outro clássico, uma lasanha que estava fantástica.

As meninas ainda tiveram estômago para uma parada no Don Nino, uma sorveteria e doceria com várias unidades na cidade. Ali, elas estavam atrás dos sabores variados de canoli.

Roma, Itália
Vicus Caprarius - Cittá dell’ Acqua

Roma, Itália

Roma, Itália
Palazzo Altemps

Roma, Itália
Castelo Sant’Angelo, Roma

42 Roma, Itália

29/01/2026 - saímos do hotel às 10h15 e rumamos direto para a Fontana di Trevi, a maior e mais famosa fonte barroca da Itália, onde turistas se aglomeram durante o dia todo. Era bem pertinho do hotel, praticamente por onde passávamos todos os dias.

A Marina queria tirar fotos ali e aproveitamos o sol para fazer a sua vontade. Entramos na fila, pagando 2 euros, e conseguimos tirar a foto sem muita muvuca. Este esquema de fila e pagamento ajuda bastante a conseguirmos as fotos desejadas, o que antes era praticamente impossível.

Dali rumamos para o famoso Palazzo Colonna, um conjunto de edifícios palaciais na região central de Roma. Infelizmente, só abre para visitação às sextas (para grupos), sábados e domingos e mediante reserva antecipada.

Nesta região, um rapaz nos chamou a atenção: em cima de uma caminhonete, ele podava arbustos e oferecia as flores para quem passava. O objetivo? Um simples sorriso de quem a recebia.

Estávamos na região super central da cidade, uma região muito bonita, e aproveitamos para explorá-la:

- Fórum de Trajano - dedicado ao imperador Trajano, foi um dos últimos fóruns imperiais construídos na cidade. Majestoso e bem conservado, vale a visita;

- Palazzos Venezia e Vittoriano - dominam a Piazza Venezia. O primeiro foi construído entre 1445 e 1457, em estilo renascentista, tendo servido como residência papal e abriga o Museu Nacional do Palazzo Venezia, com o famoso balcão de onde Mussolini discursava. Já o segundo foi inaugurado em 1911 e é um Monumento todo em mármore dedicado a Vittorio Emanuele II, o primeiro rei da Itália unificada. Inclui terraço panorâmico, pago à parte. A dica, aqui, é não deixar de tirar fotos nos belos jardins. Os dois podem ser visitados com o mesmo ingresso;

- Igreja do Santíssimo Nome de Jesus - igreja-mãe da Companhia de Jesus, abriga o túmulo de seu fundador, Santo Inácio de Loyola, e a relíquia do braço de São Francisco Xavier;

- Piazza del Campo dei Fiori - construída em 1456 onde havia um campo de flores, transformou-se em um lugar com oficinas artesanais, albergues e até mercado de cavalos duas vezes por semana. Aqui também aconteciam as execuções públicas, o que é lembrado pela estátua de Giordano Bruno no centro da praça: ele foi acusado de heresia e queimado ali em 1600. Hoje, durante a semana, de segunda a sábado, é montada uma feira/um mercado onde são vendidos alimentos, flores e produtos variados. Compramos trufas que estavam com ótimo preço;

- Galleria Spada - é um museu de arte belíssimo e diferente, além de bem pequeno, dentro do Palazzo Capodiferro. Exibe pinturas dos séculos XVI e XVII em 4 salas de exposição, que refletem o gosto de uma dinastia de cardeais romanos que escolhia obras para prazer pessoal. Nos seus jardins, a famosa Colunata Borromini, uma galeria de colunas que produz um efeito de ótica incrível, já que a convergência das paredes laterais do chão e do teto cria uma ilusão de ótica com efeito similar ao dos binóculos. Ela parece ter cerca de 30 metros de comprimento, mas na verdade possui apena 9 metros;

- Gueto Judeu - estabelecido em 1555 próximo ao Pórtico de Otávia, é um dos mais antigos da Europa. Entre outras coisas, a cozinha hebraico-romanesca é um destaque ali e, nela, as alcachofras, em especial a frita, ganham destaque. Por sorte, era a época e eu e as meninas nos deleitamos com alcachofras em diferentes preparos;

- Teatro di Marcello - antigo teatro romano a céu aberto, assemelha-se muito ao Coliseu, sendo uma espécie de Coliseu em miniatura, erguido em Campo Marzio. É muito bonito e achei mais bem conservado que o Coliseu;

- Igreja de Santa Maria in Aracoeli - construída sobre as ruínas do Templo de Juno, ergue-se no ponto mais alto da Colina do Capitólio. Chega-se a ela por uma longa escadaria de mármore de 124 degraus. É especialmente conhecida pelo Menino Jesus, escultura que teria sido esculpida na madeira de oliveira do Monte Getsêmani e à qual são atribuídos poderes miraculosos. Mas, acima de tudo, dali de cima pode-se desfrutar de uma bela vista de Roma;

- Basilica de Santos Ambrogio e Carlo al Corso - igreja barroca na Via del Corso, dedicada aos santos padroeiros de Milão. Destaca-se pela grandiosa cúpula.

Continuamos caminhado e eu simplesmente não podia ir embora da Itália sem tomar, mais uma vez, o sorvete da Venchi. Por sorte, tinha uma no nosso caminho e aproveitei. Aliás, aproveitamos.

Chegamos na Piazza del Popolo para ver um dos 13 obeliscos egípcios da capital italiana, o Obelisco Flaminio e, dali, subimos, caminhando, até a Villa Medici, onde tínhamos visita agendada para às 15h30, em inglês.

A Villa é uma suntuosa residência renascentista, construída entre 1564 e 1575, com jardins contíguos aos da Villa Borghese.

O local é enorme, lindo e imponente, mas a visita deixou muito a desejar. Focou na parte externa e mal visitamos o interior do prédio principal, que era o nosso objetivo ali.

Vale citar que no local também funciona um hotel, o que pode ser uma opção interessante para a capital romana.

No todo, o tour durou cerca de 01h15min.

Dali do alto, caminhando um pouco chegamos às Escadarias da Praça de Espanha, mas por cima, algo que nunca tinha feito antes. A praça é um dos locais mais concorridos de Roma, sempre repleta de gente, principalmente turistas. Já a escadaria foi construída no princípio do século XVIII, para conectar a praça com a Igreja de Trinità dei Monti, ali em cima.

Desci a escadaria até a loja da Dior para pegar minha bolsa que tinha chegado. Aos 45 do segundo tempo eu consegui!

Voltamos caminhando ao hotel de onde saímos tarde para jantar. Com poucas opções acabamos na Antica Osteria Fontana di Trevi, onde comi uma massa com o típico molho Alfredo italiano. Algo que nunca faço é optar por um molho branco, mas ali achei que devia.

Para encerrar nossa estada em Roma, eles ainda conseguiram parar no Luciano´s com sorvetes, doces e picolés em formato de Coliseu.

Era hora de dar adeus e, desta vez, explorando Roma mais que nunca, ficou difícil de se despedir. Não cansamos de adorar esta cidade.

Roma, Itália
Galleria Spada, Roma

Roma, Itália
 Colunata Borromini

Roma, Itália
Roma, Itália

Roma, Itália

Roma, Itália

Roma, Itália
Igreja de Santa Maria in Aracoeli, Roma

Roma, Itália
Igreja de Santa Maria in Aracoeli, Roma

Roma, Itália
Villa Borghese, Roma

Roma, Itália
Villa Borghese, Roma

43 Viagem de volta

30/01/2026 – café da manhã, despedidas da Laura e táxi agendado para às 09h, direto para o Aeroporto de Fiumicino, Terminal 1.

Primeira coisa a fazer foi ir junto às máquinas dispostas em área específica, para restituição dos impostos nas compras feitas ali: minha jaqueta e minha bolsa.

Check-in pela Iberia e espera junto ao fraco Premium Lounge, que é diferente do bem melhor Premium Lounge First, exclusivo para os passageiros da primeira classe ou se pagássemos 30 euros por cabeça, já que estávamos em executiva.

Uma bagunça: mesmo sendo a executiva interna da Europa, com um lugar vazio entre dois, nos colocaram cada um separado do outro, mesmo com lugares vazios. Pra piorar, 01 hora de atraso em razão do tráfego aéreo em Roma.

Em Madri, esperamos no já velho conhecido terminal 4S, com sua ótima sala vip: banho, descanso em quarto individual de até 02 horas e comida boa.

Nosso voo para o Brasil era apenas às 23h55. Achei a pior executiva em que já viajei com a Iberia.

44 Chegada ao Brasil

31/01/2026 – chegamos em São Paulo às 06h55 da manhã, em um aeroporto lotado e muita gente sendo parada na aduana.

Tivemos que esperar para despacharmos nossas malas na GOL até às 10h da manhã, já que nosso voo era às 13h15. Voo lotado e com overbooking.

Acabamos na sala vip do Bradesco, pois tudo estava lotado.

Viagem maravilhosa. Das que mais curti em toda minha vida. E encerrar em Roma foi a cereja do bolo.

Roma, Itália
Roma, Itália

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Claudia Rodrigues Pegoraro

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