20 de janeiro de 2014

4 estados norte-americanos de motorhome, 25 dias, 3.400 milhas e 1 buzinada

Este texto, fruto de reflexões motivadas pelo que vivemos durante a nossa última viagem pelos EUA, foi escrito pelo Peg, e originalmente publicado no perfil dele no Facebook

Como gerou uma discussão bem legal lá, resolvi republicar aqui no blog também, porque ainda tem muitos leitores que não viajam conosco pelo Facebook :-(

"Nos 25 dias que rodamos pelos EUA, foram mais de 3.400 milhas percorridas, 4 estados (Nevada, Utah, Arizona e Califórnia), passando por dezenas (ou até centenas) de cidades - dentre elas Las Vegas, San Diego, Los Angeles e San Francisco, e ouvi APENAS UMA BUZINADA!!

Naquela circunstância, eu manobrava o nosso motorhome de 25 pés (7,6m) de comprimento no pátio de um posto de combustível, e uma senhora com cara de 'véia da Praça é Nossa', em seu Buick todo amassado, meteu a mão na buzina e, para desviar, passou por cima de um canteiro, levando plantas e terra presos ao pára-lamas (cena de filme).

25 dias e tomei uma única buzinada nos States! Em Porto Alegre, com 3 segundos de motor ligado, ainda na garagem do prédio onde minha mãe mora, já ouço neguinho querendo vender a p... da buzina.


Nem de longe sou um exímio condutor, mas tento ser, ao menos, razoável. Afinal, trabalho com trânsito (entre outras lamúrias).

Aqui (nos EUA), pedestre tem preferência, SEMPRE! (ciclistas e corredores nem se fala) Sinal amarelo significa 'já era para ter parado'. Velocidade máxima permitida para a via é respeitada, simples assim. 

Ficava até nervoso de ver uma baita fila se formar atrás desse elefante branco desajeitado e vagaroso que eu conduzia, mas, sendo proibido, os Mustang GTs da vida que estavam lá atrás NÃO ULTRAPASSAVAM!

Sem interpretações errôneas, já dirigi em mais de 15 países, dentre estes, alguns com trânsito reconhecido como dos mais ferozes do mundo, como Índia (de mão inglesa) e Egito. Assim, no que toca aos parâmetros de educação no trânsito, posso dizer que tenho uma bagagem considerável.


Minhas impressões sobre a educação dos americanos no trânsito, só pra relembrar, se referem apenas à Califórnia, Utah, Nevada e Arizona. 

E, antes que eu ouça que estou completamente equivocado, ressalto que foi nesta porção sudoeste do país que presenciei esses bons exemplos, que não diferem do que vi na Nova Inglaterra, New York, Filadélfia e Flórida, onde já dirigi também. 

Em suma, as coisas boas deveríamos copiar, sim, e muito. E é ruim me convencer do contrário, no sentido de que o americano não é educado no trânsito. 

Se copiássemos esse modelo de educação no trânsito, eu e meus colegas teríamos bem menos trabalho no ofício, sobretudo nos acidentes com vítimas...e todos chegariam em casa VIVOS."


E você, já teve alguma experiência no trânsito fora do Brasil? Quais foram as suas constatações? Conte para a gente!

Para saber sobre a nossa experiência de viajar de motorhome pelos EUA e Canadá, veja estes vídeos:





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Para ler mais, todas as nossas postagens sobre viagens de motorhome estão organizadas aqui

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13 comentários:

  1. Fiz uma grande viagem, apenas, para Miami e Orlando. O trânsito é uma maravilha, todo mundo respeita, todo mundo anda tranquilo, não tem ninguém costurando, praticamente não existem motoqueiros (vi apenas uns três ciclistas andando dentro da faixa, sem a palhaçada de usarem corredor entre os carros). Não existem panfleteiros em sinal/semáforo. Os caminhões não soltam aquela maldita fumaça preta e você não tem medo deles. Na Florida´s Turnpike eu ficava uns 20 ou 30 minutos atrás do mesmo carro... ninguém tem o desespero de correr ou ultrapassar... quando alguém queria ultrapassar e eu estava na esquerda, não colava no carro como muitos fazem aqui. Enfim, eu, que odeio trânsito, estrada e brasileiro, dirigi muito tranquilamente por lá.

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    1. Eu e minha esposa fizemos uma viagem de carro de Miami até Key West no mês passado - são umas 4 horas -, estrada maravilhosa, tanto pelo visual, quanto pelo piso, com placas sinalizando constantemente as velocidades máximas e mínimas naquele trecho (como em todo os EUA), e, estando nós num trecho da estrada que só tem uma pista para cada mão, mantive a velocidade máxima permitida, e ninguém atrás de nós buzinou, piscou farol, ultrapassou (porque é permitida em alguns trechos), colou na trazeira, ou seja, todos mantiveram os veículos atrás na mesma marcha, mantendo distância, e quando a pista duplicou, quem quis, ultrapassou, mas a maioria permaneceu na mesma velocidade, sem "stress". Quando me perguntam do que sinto mais saudade das viagens internacionais, sinto saudade de muita coisa, mas dirigir por estradas largas, bem sinalizadas, com ótimas paradas de apoio, piso sem buracos e ondulações, a maioria respeitando o próximo, isto é o que me vem primeiro à mente. Gustavo Cotta

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    2. Morro de vontade fazer essa viagem pelos Keys, Gustavo!

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  2. Eu pego o trânsito infernal do Rio de Janeiro diariamente e não há um dia em que eu não compare a educação dos brasileiros com a dos americanos em Orlando. Quanta diferença!
    Se eu tentar agir como lá, num cruzamento sem sinal de trânsito, parando para outro motorista que chegou antes de mim passar primeiro, é capaz de levar uma batida na traseira do meu carro... :(

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    1. É verdade, Mônica!
      E o pior, esses mesmos brasileiros mal educados no trânsito do Rio se comportam direitinho em Orlando - dá para entender?!?

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    2. Olá Cláudia e Mônica! Se os brasileiros mal educados fizerem nos EUA o que fazem aqui, no mínimo, levarão uma multa pesada, e dependendo da infração, até parar na delegacia, o que é pior. Lá, como em todos os países do "Primeiro Mundo", combina-se educação desde o berço com multas pesadas para os que abusarem. Aqui, quando muito, paga-se a multa (olhe lá), não estando a maioria nem aí para a educação e civilidade. Gustavo Cotta

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    3. E isso é assim para tudo, né Gustavo? Não só para as infrações de trânsito mas para todos os ilícitos! É a certeza da punição que evita os ilícitos em geral. Como no Brasil a certeza é de impunidade, temos o que temos...

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  3. Morando na França há 4 anos, só usei 2 vezes a buzina, e isso porque realmente foi necessário - ou teria sido amassada pelo carro nas duas vezes. Corro e ando de bicicleta, e como pedestre, sou bem respeitada, mesmo sabendo da má reputação do trânsito aqui do sul. Já dirigi nas autoestradas italianas, que são excelentes, mas a educação no trânsito dos nossos vizinhos não é tão genial assim, pelo menos nas estradas.
    Minha mãe comentou comigo sobre o respeito aos limites de velocidade, que aqui é levado muito a sério, e digo que não é pura questão de educação: a multa é cara, francês é pão duro e por isso respeita, mas não é sempre, nem são todos.
    E dirijo no Brasil da mesma forma que dirijo por aqui - verdade que o trânsito brasileiro me estressa deveras, mas tento abstrair na medida do possível.

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    1. Pois é, Natalia, eu tenho certeza que é a certeza da punição que faz as pessoas respeitarem as leis - como no Brasil existe a certeza da impunidade, ninguém respeita! ;-)

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  4. Fazia tempo que queria ler este post. Já dirigi no Brasil (dah), na Noruega, nos EUA, em Cabo Verde, no Chile e na Argentina ... curiosamente, o lugar onde o povo é menos cortes no transito é aqui em Mendoza. Já são mais de três anos e eu sempre me espanto com os carros que avançam o sinal antes dele ficar verde (a turma fica de olho no outro semáforo), sempre que paro para um pedestre levo uma buzinada, que também levo se paro no amarelo :/ aqui nao é caótico, raramente engarrafa, quando muito fica lento ... nada comparado as cidades onde morei no Brasil e ainda assim falta direção defensiva e cordialidade.
    Neda

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    1. Neda, é verdade, nós também não achamos o trânsito muito bom no Chile e na Argentina não...a única vantagem, como tu mesma disseste, é que aí não tem caos, nem engarrafamentos, é bem mais tranquilo...

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