17 de novembro de 2012

às vezes, as escolhas erradas nos levam aos lugares certos

 
 às vezes,
as escolhas erradas
nos levam aos lugares certos 

  
Nós definitivamente não temos medo de nos perder!

Verdade. A maior prova disso é que alugamos carro sem GPS na Inglaterra. E sair de Londres sem um GPS é tarefa praticamente impossível, para quem não sabe...hihihiihi...

Brincadeirinhas à parte, estou falando sério. A gente nunca teve medo de dar uma reviravolta total nas nossas viagens.

Acho que já contei aqui que, uma vez, estávamos viajando pela Bolívia e retornaríamos a La Paz para pegar nosso avião de volta. Ocorre que, de tanto ouvir os outros viajantes que encontrávamos pelo caminho falando do Salar de Uyuni e do Deserto do Atacama, piramos, descemos de um ônibus no meio do nada e mudamos totalmente nosso roteiro (e passagens aéreas) para conhecer o sul da Bolívia e o norte do Chile. Teríamos certamente morrido de arrependimento se não tivéssemos tido aquele surto de coragem/loucura naquele momento.

Para isso servem as viagens, eu acho. Para que a gente possa mudar de ideia a cada minuto.

Mesmo viajando com o Felipe já fizemos várias loucuras assim, e descobrimos que a frase acima está corretíssima: às vezes, as escolhas erradas nos levam aos lugares certos!

Na Rússia, como não conseguimos passagens para Tomsk, seguimos para outro lugar; na China, como não conseguimos vistos para o Tibet, seguimos para o Nepal. E assim segue a vida...e as viagens!

Ninguém morre se pegar o caminho errado de vez em quando. Às vezes, é se perdendo que a gente se acha. É até bom: existe jeito melhor de conhecer Veneza, Paris, Bruges, Salzburgo ou New York do que se perdendo pelas suas ruas? Tem melhor maneira de viajar pela Toscana, pela Capadócia, por Goa ou pelo interior de uma ilha grega do que se perdendo de motoca pelas suas estradinhas?

Essas fotografias abaixo nos lembram muito bem de uma situação que vivemos recentemente, na nossa viagem pela Nova Zelândia: depois de passarmos uma noite no Tapawera Settle Campground, acordamos no dia seguinte e seguimos por Lake Rotoiti, St Arnaud, Nelson Lakes National Park, Renwick (Highfield Estate e Vines Village), Blenheim, Marlborough Wine Region e Ohao Point, até chegarmos a Kaikoura.

Quando finalmente chegamos lá, onde pretendíamos passar a noite, já estava escurecendo, e não havia jeito de encontrarmos o lugar onde queríamos dormir. Finalmente, totalmente perdidos, encontramos uma alma boa num posto de gasolina (como sempre!), que nos deu a dica de irmos dormir no estacionamento do whale watching (free camping) - caso clássico de situação difícil que nos levou ao lugar certo.

Não poderíamos ter escolhido lugar mais incrível para passar a noite (de graça) e assistir ao amanhecer, tomando café da manhã na beira desta praia de areia preta lindíssima... 

PS. Para saber mais das nossas andanças pela Nova Zelândia, leia aqui.



  
Conclusão: não tenha medo de se perder; às vezes, é se perdendo que a gente se encontra.

Também não tenha medo se encontrar uma placa dessas pelo caminho: às vezes, as escolhas erradas nos levam aos lugares certos...



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Um comentário:

  1. Adorei seu blog! Que jeito legal de se viver: com a família e uma mochila, por aí, conhecendo o mundo, vivendo aventuras! Amei, amei, amei ;)

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