13 de julho de 2012

sobre grandes livros, sonhos de consumo & escaladas no Everest

Nunca foi segredo o fato de que o meu ponto fraco são livros sobre viagens. É a minha perdição.

Adoro. Algumas mulheres são loucas por sapatos, outras por bolsas. Eu sou louca por livros de viagens. Gasto dinheiro demais nisso. Tenho muitos que nunca cheguei a folhear (mas o fato de estarem ali na estante, ao meu alcance, acalma o vício).

A Cultura, a FNAC e a Saraiva são alguns de meus lugares preferidos e, se ninguém me tirar de lá, fico HORAS lá dentro, me divertindo hor-ro-res. 

Também não é segredo para ninguém (embora todos na nossa família pensem, equivocadamente ou para não entrar em pânico desde já, que se trata de apenas mais uma maluquice irrealizável nossa) que o nosso (meu e do Peg) grande sonho de consumo é fazer a trilha que vai até o acampamento-base do Everest, no Nepal.

A gente ama o Nepal, talvez ainda mais do que a Índia (sem contar que é um lugar perfeito para se "aclimatar" para o enfrentamento com a Índia...). Já fomos lá 2 vezes, mas esta empreitada exige um preparo físico e um tempo que não temos agora, então vamos adiando o sonho...



Claro que nós nunca cogitamos em escalar o Everest: o campo-base é o "nosso Everest", como diria o Luciano Pires. Mas a simples caminhada até a base da montanha mais alta do mundo, na cordilheira do Himalaia, é um esforço físico tremendo, que demanda uma preparação e aclimatação à altitude que não são para qualquer mortal. 

Nos interessamos tanto pelo assunto, nos últimos anos, que acabamos virando fãs do Sir Edmund Hillary e também do Tenzing Norgay, primeiros homens a pisar no topo do mundo, e visitamos memoriais, museus e institutos de montanhismo dedicados à memória dos famosos alpinistas de Darjeeling, na Índia, onde foi cremado Tenzing, até o Monte Cook, na Nova Zelândia, terra natal de Hillary.
 
 a caminho do centro alpino de Mt. Cook Village

 o Monte Cook, onde Hillary treinava para suas façanhas no Himalaia

 o Everest é o tipo de aventura da qual o pequeno viajante está sumariamente excluído

 estátua do maior alpinista neozelandês

histórias e fotografias emocionantes sobre a vida de Ed Hillary neste museu de Mt. Cook Village

 no norte da Índia, em busca dos picos de 8.000 metros

 conhecendo a memória do sherpa Tenzing, no Instituto de Montanhismo do Himalaia, em Darjeeling

Enquanto o sonho maior não se viabiliza, vamos viajando também através dos livros. E os livros sobre escaladas, alpinismo e montanhismo já viraram hits aqui em casa. A gente compra todos os que encontra, e eu estou literalmente viciada, não consigo largá-los! 

Para quem quiser começar (e se viciar também!), recomendo que inicie com No Ar Rarefeito, de Jon Krakauer. Foi por este que nós começamos, e não paramos mais!

Na nossa última viagem, a São Paulo, compramos dois: A Escalada, do Anatoli Boukreev, e K2, do Ed Viesturs. Estou engolindo o primeiro, e já louca para devorar o segundo...


 como o vício começou


 consumismo saudável


velhas e novas aquisições


Na próxima visita às livrarias, vou procurar um outro que descobri (Left for Dead), escrito por Beck Weathers, um dos sobreviventes da tragédia de maio de 2006. Eu vi o maldito livro em Kathmandu, mas não quis comprar naquela ocasião para não ter que carregar mais peso na mochila, e agora não estou conseguindo comprar pela internet!

o próximo



No Ar Rarefeito: um Relato da Tragédia no Everest (Into thin air - A personal account of the mt. Everest disaster - no original) é um livro escrito por Jon Krakauer, lançado em 1996. Relata a expedição do autor na escalada ao Monte Everest em 10 de maio de 1996, que se tornou trágica após a morte de 12 dos alpinistas.

O livro é bom demais, dá vontade de ler todos os outros do mesmo autor e dos outros alpinistas que também escreveram as versões deles dos acontecimentos daquela escalada fatídica.

O Meu Everest: Realizando um Sonho no Teto do Mundo. Este é do brasileiro Luciano Pires, e conta a expedição dele ao Everest Base Camp, um dos meus sonhos de consumo em matéria de aventuras. É legal para quem tem interesse em fazer esta viagem, mas também para quem nunca pensou em colocar uma bota de trekking. Eu também já assisti a palestra dele, pedi autógrafo, sou muito fã!

http://felipeopequenoviajante.blogspot.com.br/2011/07/um-livro-maravilhoso-que-tem-tudo-ver.html

EM BUSCA DA ALMA DE MEU PAI - A jornada de um sherpa ao cume do Everest, Jamling Tenzing Norgay e Broughton Coburn.

Em 1953, dois homens alcançaram pela primeira vez o topo do Everest. Edmund Hillary, neozelandês da expedição britânica, tornou-se um herói em todo o Ocidente. Seu guia Tenzing Norgay, sherpa e budista, passou a ser visto por seu povo como um sábio: para os sherpas, as montanhas são a morada das divindades, e ele fizera uma peregrinação sem precedentes.

Seu filho Jamling Tenzing Norgay nasceu treze anos depois. Estudou na Índia e nos Estados Unidos e pouco viu o pai, mas guardou a paixão pelo Chomolunghma - nome sherpa do Everest. Em 1995, o cineasta David Breashers convidou-o para participar de uma expedição de filmagem ao cume do Everest e Jamling pôde realizar seu sonho. Por uma coincidência trágica, a estação de 1996 ficou na história do montanhismo pelos acontecimentos terríveis narrados por Jon Krakauer em No Ar Rarefeito.

Em busca da alma de meu pai é o relato da escalada do Everest do ponto de vista sherpa e budista, e é um retrato emocionante da cultura de um povo que costuma ser deixado de fora da história.

Nós lemos este livro há muitos anos, e lembrei dele agora não só porque está à venda em todas as livrarias daqui de Darjeeling, norte da Índia, terra do chá, mas também porque visitamos o Himalayan Mountaineering Institute, onde ficam o Museu do Everest, o lugar onde o Tenzing Norgay foi cremado e a estátua dele.

Há tempos sou fã do Tenzing: ele foi o primeiro homem a escalar o Everest, junto com Edmund Hillary. Ele era "o" cara. Como ele mesmo disse, ele era um sherpa, um carregador, e terminou a vida cheio de medalhas, sendo levado de um lado para outro de avião e se preocupando com imposto de renda, heheheh...

No instituto, que era o local preferido dele, existem vários cursos de montanhismo. O museu, como todos os museus da Índia, é fraco, com poucas informações (o Google é muito melhor!), mas foi emocionante ver as roupas e os equipamentos que ele usou para chegar ao cume.

Recomendo a leitura do livro, que foi escrito pelo filho dele: é emocionante!


Para saber mais sobre a nossa Great Kiwi Road Trip, dê uma olhadinha aqui.

Você também nos encontra aqui:

Um comentário:

  1. Olá!
    Só há pouco tempo é que descobri que "qualquer" pessoa com bastante preparação física pode ir até ao Base Camp. Até agora, achava que só os alpinistas poderiam.E agora, encontro este post :D Será um sinal?
    O que já ouvi falar, e está na minha wishlist, é a subida ao Kilimanjaro.
    Vcs já foram?
    Beijinho,
    Joana

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...