27 de setembro de 2013

de El Calafate até Puerto Natales pela mítica Ruta 40 argentina: enfim, o Chile!

Dia 12
(continuação)

El Calafate (Argentina) ---> Puerto Natales (Chile)

Como contei no post anterior, deixamos em El Calafate, na nossa cabana no Normana Inn (aos cuidados do Pablo), algumas coisas que não precisaríamos no Chile, comidas que não podem entrar lá, calibramos os pneus do nosso Golzinho e partimos rumo a Puerto Natales, com a ideia de passar por La Esperanza (163km) e então seguir para Río Turbio.

Todos os argentinos com quem falamos nos recomendaram essa rota, que é toda asfaltada, cruzando a fronteira chilena em Paso Dorotea, ao invés de Cerro Castillo, porque as estradas são melhores e a gasolina bem mais barata do lado argentino.


Mas então nos encantamos com a RN40 e, chegando a Cerrito, decidimos continuar pela Ruta 40 até Tapi Aike, ao invés de fazer toda a volta até La Esperanza

Dessa forma, além de trafegar pela mítica Ruta Nacional 40, que corta a Argentina de norte a sul, ainda poupamos uma baita quilometragem e gasolina! (nossa cota de 200km/dia certamente será em muito excedida!!!)



Também poupamos tempo, porque, mesmo sendo a estrada de “rípio”, a velocidade média foi 80km/hora. 

Não entendemos porque eles recomendam tanto evitar essa estrada...além das paisagens maravilhosas, passamos por vizcachas (lebres), zorros colorados, muitos guanacos, ovelhas, ñandús (emas), pássaros de todo tipo, inclusive um condor...parecia até um safári!!! (perdoem se confundi as espécies, era o que nos parecia...)



Acredito que a razão deles quererem que a gente evite esse trecho da estrada (são 70km) e façamos uma baita volta até La Esperanza (mais ou menos o dobro!) é que os argentinos pensam que brasileiros jamais saberiam dirigir numa estrada de chão batido com neve e gelo, ainda mais num Gol "sin clavos" nos pneus! 

E realmente tem bastante gelo na estrada, mas o Peg já pegou a manha e diz que a única tática é ir devagar e "manejar con precaución"!



A paisagem é muitooooo bonita, e lembra a Mongólia, uma vasta imensidão, planícies a perder de vista.

De Tapi Aike até Río Turbio a estrada é linda de morrer. Durante boa parte do caminho o Parque Nacional Torres del Paine (PNTDP) nos acompanha ao lado direito, com umas montanhas lindas demais, cheias de neve, uma paisagem surreal...




Em Río Turbio lembre-se de abastecer o carro, porque a gasolina argentina é MUITO mais barata do que no Chile e esta será sua última chance de encher o tanque bem baratinho!!!

Gasolina em Río Turbio: 130 pesos argentinos por 22 litros (cada litro custa 5,97 pesos).

Primeiro tem que parar na aduana argentina para dar a saída do país e, um pouco mais à frente, chegamos na aduana chilena. 

Nas duas você tem que descer do carro e ir lá dentro com caneta, carteira de identidade ou passaporte, carteira de motorista e autorização do automóvel. 

Preencha os formulários, apresente para o funcionário, pegue os carimbos e VIVA, você está no Chile!



É muito importante lembrar que a vigilância sanitária chilena é rigorosíssima: eles não deixam passar nada mesmo! Então deixe para fazer o “rancho” de mercado que você tem que levar para Torres del Paine em Puerto Natales!

Eles até que foram bem tranquilos desta vez, nem pediram para abrir o porta-malas, mas em outra ocasião, quando chegamos ao Chile vindos da Bolívia/Peru, foi um stress bárbaro, até o cajado de madeira que eu usei para fazer a Trilha Inca eles queriam confiscar!



É a nossa terceira vez no Chile; a primeira foi no norte, do Atacama até Santiago; a segunda já foi na Patagônia, alguns anos atrás, numa viagem de esqui; depois fizemos uma escala em Santiago na ida para a Nova Zelândia que deixou um gostinho de quero mais...

Esse 'paso de frontera' se chama Paso Dorotea, e fazia muito frio e tinha bastante neve e um pouco de gelo na estrada. Puerto Natales fica poucos quilômetros depois de cruzar a fronteira - a paisagem segue linda, com montanhas a perder de vista.



A cidadezinha é pequena e não tão charmosa quanto El Calafate, mas achei bem agradável. Não é um lugar para compras - vimos apenas um centro de artesanatos e uma loja da Salomon, o que é de se estranhar, já que a cidade é a base de todos “trekkers” e alpinistas que vão para Torres del Paine.

Ficamos no Hotel Hallef (U$ 65 - quarto triplo), na rua Ramirez, 604, que é ótimo - muito bom mesmo.


Instalações novíssimas, decoração bonitinha, quarto bem grande, limpo, ótimo chuveiro, atendimento simpático na recepção (aqueceram mamadeira pro Lipe), sacada no quarto, wifi que funciona, café da manhã incluído, tv a cabo com canais infantis, cofre no quarto, secador de cabelo, localização central...não tem estacionamento próprio, mas isso não é problema: deixamos o carro estacionado na rua, bem na porta do hotel. 

Fizemos as nossas reservas pelo Booking, na caixa de reservas que fica aí na barra lateral à direita, ou neste link aqui






Primeira providência: trocar dinheiro. 

Trocamos na casa de câmbio "La Hermandad", na rua Bulnes, 692. U$ 1 é equivalente a 505 pesos chilenos. 

É bem fácil de fazer as contas - exemplo: se uma coca-cola custa 750 pesos, tu sabes que é 1 e 1/2 dólar!

U$ 1 = 505 pesos chilenos


Segunda providência: fazer o rancho de supermercado que precisamos para passar 3 dias no PNTDP.

Nesta época do ano, baixa temporada, fica tudo absolutamente fechado no parque nacional e arredores, então é quase como se fosse um acampamento: você precisa levar TUDO o que vai consumir, até água, porque no hotel não tem restaurante aberto e nem nenhum mercado disponível!



Depois de comprar um super rancho, demos um passeio de carro pela "costanera" (avenida à beira-mar) e encontramos uma pracinha - bem na frente do Hotel Indigo - que o nosso pequeno viajante aprovou!










especialidades locais

Fomos jantar no "Picada de Carlitos". 

Não se deixe enganar pelo enorme cordeiro assando na “vitrine” - recomendo os pratos típicos locais: "paila marina" (ensopado de frutos do mar) ou "caldillo de congrio" (ensopado de congro). 

Num país de pescadores, comer frutos do mar é lei; numa vila de pescadores (como Puerto Natales), comer 'cordero' é quase um sacrilégio kkkkkk...


No Chile, o fuso horário é uma hora a menos do que na Argentina.

Preços em pesos chilenos: (U$ 1 é equivalente a 505 pesos chilenos)

Cerveja Austral em restaurante: 1200 pesos

Calafate sour em restaurante: 2500

Coca-cola 600ml em mercado: 749 pesos

Empanada de mariscos: 650 pesos

Janta no La Picada de Don Carlitos: 17000

Mamadeira: 2800

Nos próximos posts, mais sobre a nossa viagem pela Patagônia - fique ligado!

Cotações (no momento da nossa viagem):

R$ 1 = AR$ 3,47 / U$ 1 = R$ 2,42 / U$ 1 = AR$ 8,40 





Você também nos encontra aqui:


Veja mais fotografias desta viagem nas nossas redes sociais, em #felipeopequenoviajante e #operaçaofimdomundo2013

Assista todos os minifilmes da nossa aventura "patagônica" no Facebook (aqui) ou os filminhos maiores no YouTube (aqui).

Para ler mais, todas as nossas postagens sobre a Patagônia estão organizadas aqui

6 comentários:

  1. Eles exigem carteira de habilitação internacional na aduana, ou aceitam a cafeteira brasileira.?

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  2. Pessoal, muito legal o blog e o relato de vocês. Gostaria de saber quanto tempo levaram de El Calafate até Puerto Natales ? Saíram mais ou menos que horas e chegaram que horas ? Obg. Diego

    ResponderExcluir
  3. Obrigada, Diego! Não lembro que horas saímos e chegamos :-( mas coloca o trajeto que pretendes fazer no Google Maps, que ele te informa mais ou menos qto tempo leva!

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  4. Claudia, tudo bom? parabéns pelo Blog ele é 10.
    Você poderia me passar a empresa que você alugou o carro para ir ate Torres Del Paine?

    obrigada
    Camila

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    Respostas
    1. Oi Camila, foi a Nunatak, o contato deles está neste post aqui:
      http://felipeopequenoviajante.blogspot.com.br/2013/09/el-calafate-chegada-hospedagem.html
      Bjo

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