16 de abril de 2011

quando tudo dá errado: a epopéia dos vistos

Sabe quando tudo dá errado? Quando tu acorda de manhã e nada que tu vais fazer dá certo, e a gente pensa "pra que fui sair da cama hoje?" Quanto stress...

Dos países que nós queremos conhecer nesta viagem, pelo que andei pesquisando, precisamos ter vistos antecipados para Mongólia, China, Índia e Myanmar. Como já estava muito em cima da hora, acabamos descobrindo que é fácil conseguir o visto indiano em Kathmandu, no Nepal, e o visto para Myanmar em Bangkok, na Tailândia. Sobraram então, a serem providenciados, os vistos para a China e para a Mongólia.


Estes vistos só podem ser feitos em São Paulo, onde ficam as respectivas embaixadas/consulados. Já tinha um contato lá, o Moisés, despachante que já tinha providenciado para nós os vistos canadenses em 2009. O e-mail dele é moises01souza@yahoo.com.br, caso você precise (também tenho o telefone). Ele cobra uma taxa por passaporte. Ficamos relativamente tranquilos, porque já havíamos feito vistos chineses anteriormente, sem problemas.

Preenchemos todos os formulários, tiramos as fotos necessárias, juntamos os documentos que eles pedem, coloquei o dinheiro num sedex e enviei tudo pelo correio, numa correria medonha. Quando voltei do correio, fui ler meus guias, e descobri que, se você pretende ir ao Tibet, deve omitir esta informação quando for pedir o visto chinês, e eu tinha colocado lá, bem grande, no formulário, que nós pretendíamos conhecer Lhasa! Que droga, ficamos num baita susto, com medo que a embaixada chinesa nos negasse os vistos! Que nada, foi só stress mesmo, os vistos saíram ok.


Depois, problema no consulado da Mongólia: eles estavam sem os selos para fazer os vistos! Vê se pode?! Os selos estavam presos na Receita Federal, tem explicação!?! Têm coisas que só acontecem com a gente...já estava quase riscando Ulan Bator do nosso roteiro quando finalmente me ligaram, ontem, avisando que os malditos selos haviam aparecido. Ou seja, todo o stress foi só para dar uma dose extra de adrenalina... 

Moral da história: quando tudo começa a dar errado, o melhor é fazer tudo o que você pode para resolver os problemas e depois sentar e esperar, e tirar o drama da cabeça, não ficar se preocupando por antecipação, porque, como diz a avó do pequeno viajante, "no final tudo dá certo, se ainda não deu é porque ainda não terminou".

E o mesmo vale para os problemas que acontecem durante as viagens: quantas vezes nós estivemos totalmente perdidos no meio de Beijing, sem ter nem idéia de onde estávamos e pior, sem conseguir ler uma única placa com aqueles símbolos chineses, na M. total, e acabávamos sempre nos achando, ou encontrando até um lugar muito legal, que a gente nunca teria encontrado se não tivesse se perdido! Ao fim e ao cabo, depois de passado o perrengue, tudo vira história pra contar, e essa viagem com certeza vai render muitas histórias pra contar (já está rendendo!)...

Relax...

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