19 de dezembro de 2010

a vida marinha de noronha

os golfinhos rotadores

A vida marinha em Fernando de Noronha é simplesmente impressionante!

Nós não temos dúvidas de que, no Brasil, não existe um lugar com tanta diversidade e com tanta possibilidade de chegar o mais perto possível desses animais encantadores que nos enchem os olhos e os cartões de memória da nossa máquina fotográfica como em Noronha.

O rapaz aí do lado é quem puxa a fila até o Mirante dos Golfinhos, o ponto de contemplação da Baía dos Golfinhos, onde os golfinhos são observados de 55 metros acima do nível do mar e a uma distância em linha reta de 100 a 500 metros.



O acesso é feito por uma caminhada de 1 km, a partir do estacionamento onde começa também a Trilha da Baía do Sancho. Quanto mais cedo da manhã, melhor para visitação, das 5h30min às 8h observa-se a chegada e a organização (por seus saltos) dos golfinhos na enseada. O mar azul de diversas tonalidades indecifráveis estava calmo. De repente "a invasão"!

Conforme os dados do Projeto Golfinho Rotador, a Baía dos Golfinhos do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha é o local no mundo mais provável de se encontrar altas concentrações de golfinhos oceânicos.



Em 94% dos dias do ano, grupos de 3 a 2046 (350 em média) golfinhos-rotadores entram na Baía dos Golfinhos para descansar, reproduzir, cuidar de seus filhotes ou buscar proteção contra ataques de tubarões.

Pois é, centenas deles vagarosamente adentram a baía como se fossem uma multidão entrando num estádio de futebol para assistir a um show de algum pop star. No caso, os pop stars são eles. É uma festa! Vêm saltando e girando. De cima, no mirante, é possível ouvir o som de quando eles batem na água, e é emocionante! Desta vez, em Noronha, o nosso primeiro contato, mesmo que somente visual, se deu aqui, no Mirante dos Golfinhos, mas o melhor ainda estava por vir.

 
No passeio marítimo, saindo do Porto de Santo Antônio com duração de mais ou menos 3 horas, navegando mar adentro em direção às ilhas secundárias do arquipélago, passamos por dez praias, desde a Biboca até a Ponta da Sapata.

Além de vermos a beleza da ilha lá de dentro do mar e de compartilharmos da companhia do comandante do nosso barco - uma figura raríssima que atendia pelo nome de Pirata - que além de dar informações super bacanas sobre a ilha, as praias e os golfinhos, estreitou os laços de amizade com o nosso pequeno viajante; ficamos a apenas 2 metros das criaturas mais carismáticas que conhecemos, os golfinhos!

primeiro observando

para depois dar tchauzinho

de repente a rapazeada chega e acompanha o barco bem de pertinho



Da proa do barco é possível ouvir os sons emitidos por eles, aquele estalido seguido de eco que é gerado pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça.

Se as fotos que foram tiradas desse momento já são extraordinárias, a filmagem ficou ainda mais legal. E onde entra o Felipe nisso tudo?

O cara estava radiante, abanava, fazia pose, chorava, ria...era uma bagunça só naquele barco. Obviamente com muito cuidado para que nada de errado acontecesse num dos momentos mais comoventes da viagem, o encontro do pequeno viajante com os golfinhos rotadores de Fernando de Noronha.


dizem que as crianças aprendem o que elas vivem...se é assim o Felipe tá sabendo tudo sobre golfinhos!


as tartarugas gigantes

A Praia do Sueste é o local!

Enquanto o pequeno viajante se refastelava com sua piscininha nas areias tomadas de algas da Baía do Sueste, fomos ao encontro das tartarugas gigantes de Fernando de Noronha.

As algas estavam para o Felipe assim como as tartarugas estavam para nós.

A Baía do Sueste é um dos pontos de descanso e alimentação das tartarugas marinhas na ilha, e mergulhar lá é certeza absoluta de encontrá-las às dezenas.

A sensação de nadar ao lado de uma tartaruga de 1,50m de comprimento é surreal! Mesmo que tu tenhas à disposição um par de nadadeiras para te auxiliar na velocidade dentro d'água, não te enganes, as tartarugas te deixarão na poeira!!

É, aconteceu comigo, e olha que não sou ruim dentro d'água, hein!

As bichanas são incrivelmente rápidas, elas deixam que nos aproximemos se não fizermos movimentos bruscos, mas diante da nossa tentativa de chegar mais perto elas vão se distanciando numa velocidade impensável para uma tartaruga - fora d'água, é claro! E para buscá-las...nunca mais!!

Munidos de nossos snorkels e de nossa máquina fotográfica, foi possível não só compartilhar da companhia desses gigantes, mas também rendeu fotos muito boas. Mas o que mais marca num encontro desses é a lembrança da observação, por alguns minutos, de cada uma delas deslizando pelo fundo do mar numa serenidade completa, nas águas da Baía do Sueste.

subindo para pegar um arzinho - o seu nado é lindo demais!

depois de pegar um fôlego foi impossível alcançá-la

na Praia do Sueste, a chance de encontrá-las é de 100%!!!

Gordo, como é que faz a tartaruga saindo do ovo???? hahahaha!!!!

as arraias

Essa deu medo! Todo mundo diz que as arraias são "inofensivas". Vai botar essa idéia na cabeça de um mergulhador de primeira viagem que tem apenas um mergulho de batismo na vida, a 15m de profundidade.

Olhá-las de frente realmente não é uma das maravilhas do mundo, eu diria até que é assustador, ainda mais quando a gente percebe que esse bicho aí é muito mais rápido do que nós. Mas depois de passado algum tempo de observação do comportamento da moça aí, e com uma distância razoável entre nós, deu pra curtir bastante a presença dela e daquele peixe puxa-saco que não a largava por nada. Eu diria até que foi bastante agradável, mas só até o momento dela se esconder debaixo da areia no fundo do mar, sinal de que estava na hora de desbravarmos outras bandas...


peixes e mais peixes

A vida marinha em Fernando de Noronha é farta, e a melhor opção de ver os peixes bem de perto é mergulhando na Praia do Atalaia. Agendando a visita com um guia, é possível permanecer por 30 minutos mergulhando numa piscina natural de, no máximo, 60cm de profundidade e formada de arrecifes e corais.

Não é permitido ficar de pé (se você desobedecer, um agente do ICMBio te dá um "apitaço" e manda flutuar), nem utilizar nadadeiras na piscina, para não danificar o fundo de coral, mas com um snorkel e uma flutuação razoável é perfeitamente possível "escarafunchar" todos os recantos.

em determinados pontos a piscina é tão rasa que não dá para chegar nem flutuando


o mergulho

Não vá a Fernando de Noronha se não gostar de água ou se não estiver disposto a mergulhar, pois definitivamente é embaixo d'água que estão os maiores atrativos da ilha.

Não é necessário ser um exímio mergulhador ou um competidor de apnéia para aproveitar tudo o que há de beleza marinha em Noronha - obviamente se um desses dois esportes estiver dentro de suas habilidades e hobbies, melhor.

Um simples snorkel e um colete salva-vidas (até para quem sabe nadar, pois resolve o problema da flutuação e do cansaço) são os equipamentos necessários para que o mergulho seja melhor aproveitado.

O aluguel desses equipamentos é barato e você passa o dia inteiro com eles, em qualquer ponto de mergulho, e a gente só devolve no final do dia, na pousada, onde os locadores, despreocupadamente, os buscarão dali a 1 ou 2 dias.

snorkel na Praia do Sancho



os tubarões

Que tal se deparar com um tubarão enquanto mergulha???

Esse é o receio de quase todos que entram no mar a fim de explorar a vida marinha. Diante da clássica pergunta sobre a existência de tubarões, a resposta é sempre a seguinte:

É claro que existem, mas em Fernando de Noronha a fauna marinha é extremamente rica, e esses predadores estão muito bem servidos com aquilo que eles mais gostam de comer, então não se preocupe, a sua carne é a última coisa que um tubarão aqui destas bandas vai querer comer, é carne de segunda!!!

Quando um local nos falou isso, confesso até que deu um certo alento e mais coragem de encarar um tutuba.

Claro, nós estamos em missão de paz, só na observação, e ele está procurando comida que o agrade, que não é carne humana, mas quando a gente dá de cara com essa cena aí embaixo, e percebe que a velocidade dele deve ser umas 500 vezes mais rápida do que a nossa, a gente pensa o seguinte: nem se eu tiver um motor na bunda agora eu escapo!

um "filhote" de tubarão


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