Meteora, Grécia: o que você precisa saber
Em maio de 2014, resolvemos apresentar a Grécia ao nosso pequeno viajante, e seguimos de Ohrid, na Macedônia, até a fronteira entre Bitola (do lado macedônio) e Niki, do lado grego, durante uma viagem de motorhome pelos Bálcãs.
Viajamos de motorhome pelo norte da Grécia para conhecer Meteora e Tessalônica, no norte do país, e tem um videoclipe lindooo desta viagem aqui no blog - assista clicando aqui.
Do lado grego, pegamos a estrada até Kalambaka, cidade-base para quem visita os templos de Meteora, onde dormimos no 'Meteora Garden Camping'.
No dia seguinte, passeamos por Kastraki e ainda seguimos até Larissa, onde fizemos free camping ao lado de um posto de gasolina.
Continuando, fomos até Paralia Katerinis e então Thessaloniki, nosso último destino na Grécia, antes de voltarmos à Macedônia, cruzando a fronteira desta vez em Bogorodica.
Neste post, vou contar mais detalhes de como foram nossos dias na região de Meteora e Tessalônica, no norte da Grécia.
Veja também aqui no blog 👇
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| conhecemos Meteora e Tessalônica, na Grécia, numa viagem de motorhome pelos Bálcãs |
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| apresentamos a Grécia e os seus monastérios ortodoxos ao pequeno viajante em 2014 |
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| existem vários recuos na estrada entre Varlaam e Holy Trinity que rendem fotos lindas |
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| o que torna Meteora extraordinária é a perspectiva das formações rochosas vistas de diferentes ângulos |
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| Torre Branca, o principal ponto turístico de Thessaloniki |
Relato de viagem: Meteora e Tessalônica
Durante o nosso almoço em Ohrid, na Macedônia, o lugar era tão inspirador que tivemos uma idéia 'genial': como estávamos 2 dias adiantados no nosso roteiro de 34 dias pelos Bálcãs, pensamos em como iríamos 'gastar' esses 2 dias: em Sofia, na Bulgária, que ficava pertinho de Nis, na Sérvia, por onde passaríamos nos dias seguintes, na própria Sérvia ou - e aí veio a idéia genial - na Grécia???
Veja mais: Roadtrip pelo Leste Europeu: roteiro de 34 dias pelos Bálcãs
Como nós somos meio malucos, optamos pela opção mais distante, mais fora do nosso caminho e mais complicada, já que não tínhamos sequer um mapa ou um guia da Grécia - lembre que isso foi em maio de 2014, época em que o acesso a essas informações não era tão facilitado como é hoje - e foi para lá que seguimos, com a ajuda de sempre dos nossos leitores.
Nós não tínhamos nem idéia de como seguir de Ohrid, onde estávamos na Macedônia, para Meteora, que era o lugar que queríamos ver na Grécia.
Eu apenas lembrava de ter visto fotos incríveis sobre os monastérios suspensos de Meteora.
Durante a nossa viagem pelos Bálcãs, encontramos na Bósnia uma excursão de brasileiros que comentaram conosco que estavam vindo de Meteora, e eu fiquei com aquilo na cabeça.
Então, quando pensamos em como gastar nossos 2 dias extras, logo me veio Meteora na cabeça!
Mas pra que lado seguir???
Recorri então à ajuda providencial dos amigos virtuais, já que estávamos com uma péssima conexão de internet e seria impossível fazer muitas pesquisas. Como sempre, em 5min já tinham me passado mais informações do que eu poderia precisar para irmos até lá e conhecermos os monastérios!
Tocamos então para Bitola, uma cidadezinha no sul da Macedônia, perto da fronteira, que é uma graça, com uma rua de pedestres super charmosa, por onde infelizmente só passamos reto, a caminho de Niki, no lado grego da fronteira.
A passagem pela fronteira, que eu esperava que fosse complicada, já que Macedônia e Grécia tinham uma briga feia com relação ao nome do país - na época, a Macedônia era inclusive chamada de FYROM (Former Yugoslav Republic of Macedonia, ou Antiga República Iugoslava da Macedônia) - foi a jato (contarei mais sobre essa disputa abaixo).
Na saída da Macedônia, só carimbaram os nossos passaportes, e nem quiseram ver o Lipe.
Uns 300m adiante, no bem mais chique posto de fronteira grego, em Niki, a mesma coisa: carimbaram os 3 passaportes sem ver o Felipe, que estava lá atrás no motorhome e, ao verem que o motorhome tinha placa da Eslovênia, não pediram nem o documento do veículo.
Passamos pelas 2 fronteiras em menos de 5 minutos e logo estávamos em território grego! 😀
Vimos muito feno e pequenos templos na beira das estradas gregas, como os que a gente vê na Tailândia, ou mesmo aqui na Serra Gaúcha, especialmente nas estradinhas em áreas rurais.
Tudo muito verde.
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| a passagem pela fronteira entre Macedônia e Grécia, que eu esperava que fosse complicada, foi muito tranquila |
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| logo que chegamos à Grécia, já víamos as placas apontando para Tessalônica, a melhor porta de entrada para o norte da Grécia |
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| Niki é a cidade situada no lado grego da fronteira |
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| pequenos templos na beira das estradas gregas, como os que a gente vê na Tailândia, ou mesmo aqui na Serra Gaúcha, especialmente nas estradinhas em áreas rurais |
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| vimos muito feno nos campos do norte da Grécia |
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| vilarejos no norte da Grécia |
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| a caminho de Meteora, Grécia |
Um pouco mais adiante, pegamos freeways gregas excelentes, onde a velocidade máxima permitida era 130km/hora.
Passamos por Florina, Grevena e seguimos para Kalambaka.
Até então, eu pensava que Meteora era uma cidade, onde ficavam situados os famosos monastérios construídos em cima de montanhas de pedra.
Não é.
Meteora é o nome dessa região grega, entre as cidades de Kalambaka (maiorzinha, com muitos hotéis e restaurantes) e Kastraki (uma pequena aldeia), onde ficam os famosos monastérios "suspensos" em cima dos rochedos.
Uma visão impressionante!
Chegando em Kalambaka, já vimos vários campings.
Demos uma volta no centrinho da cidade, bem movimentado, cheio de turistas, hotéis, restaurantes e lojinhas de souvenirs, vimos os rochedos iluminados - uma visão incrível à noite! - e fomos para o Meteora Garden Camping, com piscina, por € 16 a noite.
O camping era ótimo, no mesmo estilo de outros campings gregos que eu já havia acampado na Ilha de Creta: simples, mas com todas as comodidades, inclusive wifi.
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| Meteora Garden Camping, Grécia |
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| playground no Meteora Garden Camping |
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| camping kidsfriendly na Grécia? temos! |
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| o camping em Meteora era ótimo - simples, mas com todas as comodidades |
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| banheiros no Meteora Garden Camping na Grécia |
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| área para lavar louças no camping de Meteora |
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| o Meteora Garden Camping tinha até churrasqueira! |
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| um pequeno viajante na piscina não quer guerra com ninguém! |
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| deixamos o adesivo do pequeno viajante no Meteora Garden Camping - se você passar por lá, tem que me mandar uma foto! |
No dia seguinte, saímos do camping com o mapa que a moça de lá nos deu, direto para Kastraki, onde começa a estradinha que percorre os monastérios de Meteora, num percurso de aproximadamente 20Km, entre idas e vindas.
Inicialmente, o mapa da área parece confuso, mas, depois que a gente se orienta, fica bem fácil de se localizar e identificar os monastérios.
O acesso a alguns deles, aliás, é bem fácil.
No 1º monastério que visitamos, pagamos € 3 por pessoa pelos ingressos.
👉 Leve dinheiro em espécie para as entradas (normalmente alguns euros por monastério) - os ingressos são baratos, mas nem todos os monastérios aceitam cartão.
Chegue cedo na alta temporada, porque os estacionamentos dos monastérios principais enchem rapidamente.
Chovia lá fora, e dentro do nosso motorhome rolava um café com vista para os monastérios de Meteora 💓
Compramos um livro sobre Meteora por € 4 e 3 ímãs por € 5.
No final da tarde o tempo melhorou.
Vistamos também alguns mirantes incríveis que haviam nos indicado, com as melhores vistas dos monastérios suspensos nas rochas.
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| conseguimos um mapa turístico de Meteora com a moça do camping |
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| chegue cedo na alta temporada, porque os estacionamentos dos monastérios principais enchem rapidamente |
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| estacionamento de um dos monastérios de Meteora |
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| pagamos em média € 3 por pessoa pelos ingressos dos monastérios de Meteora |
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| leve dinheiro em espécie para as entradas - os ingressos são baratos, mas nem todos os monastérios aceitam cartão |
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| simmm, os monastérios de Meteora também têm lojinhas de souvenirs: compramos um livro sobre Meteora por € 4 e 3 ímãs por € 5 |
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| chovia lá fora, e dentro do nosso motorhome rolava um café com vista para os monastérios de Meteora |
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| das vantagens de viajar de motorhome com criança 💓 |
Lembre que Meteora não é um lugar para colecionar monastérios - é um lugar para escolher alguns e passar o resto do tempo olhando a paisagem entre eles.
Jantamos na Taverna Paradisos, em Kastraki: comemos moussaka e souvlaki por € 25. O wifi do restaurante era ótimo e ele estava bem movimentado.
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| Taverna Paradisos, em Kastraki |
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| comemos moussaka e souvlaki em Kastraki |
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| alguém já te avisou que é proibido ir à Grécia e não experimentar uma moussaka? |
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| no final da tarde, estávamos prontos para pegar a estrada novamente |
Decidimos então pegar a estrada e fomos dormir em Larissa, estacionados ao lado de um posto de combustíveis, onde o frentista disse que poderíamos estacionar.
No dia seguinte, seguimos em direção ao litoral, para ver as praias no Mar Egeu.
Escolhemos para conhecer Paralia Katerinis, que estava cheia de alemãs de topless aproveitando o calor. Enfim uma praia de areia, depois de tantas praias de pedrinhas pelas quais já havíamos passado no nosso roteiro 'balcânico'! 😜
Depois seguimos para Thessaloniki, evitando as estradas pedagiadas, porque os pedágios gregos nas highways estavam abusivos - tipo € 5 a cada 20Km! 😔
Em Thessaloniki, fomos meio que no faro direto até a Torre Branca, principal ponto turístico da cidade.
No final da tarde, depois de passear bastante por Thessaloniki, resolvemos seguir viagem e voltar para dormir na Macedônia.
Cruzamos a fronteira Grécia - Macedônia novamente sem nenhum problema, em Bogorodica.
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| depois de pernoitar em Larissa, fomos até o litoral, para ver as praias no Mar Egeu |
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| Paralia Katerinis |
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seguimos viagem para Thessaloniki evitando as estradas pedagiadas, porque os pedágios gregos nas highways estavam com preços abusivos
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Que roupa usar nos monastérios de Meteora
Nos monastérios de Meteora, o código de vestimenta é levado a sério.
Mesmo sendo um dos destinos turísticos mais famosos da Grécia, eles continuam sendo mosteiros ortodoxos em pleno funcionamento, e visitantes com roupas inadequadas podem ser impedidos de entrar.
Para mulheres, o ideal é usar saia abaixo do joelho (ou vestido longo), ombros cobertos, e evitar shorts, minissaias, roupas muito justas ou decotadas.
A boa notícia é que, na maioria dos monastérios, eles emprestam uma saia longa na entrada para quem estiver de calça ou short. Muitas viajantes entram usando calças compridas e colocam a saia por cima.
Para homens, o recomendado é usar calça comprida ou bermuda abaixo do joelho, camiseta ou camisa com mangas (não é obrigatório manga longa), evitar regatas e shorts muito curtos.
A regra prática é simples: joelhos e ombros cobertos. Isso é suficiente para entrar em praticamente todos os monastérios de Meteora sem problemas.
Importante: use sapatos com boa aderência - Meteora tem muitas escadas de pedra e trechos escorregadios, principalmente se tiver chovido.
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| nós chegamos a Meteora com roupas completamente inadequadas - shorts acima dos joelhos - por sorte eles emprestam saias longas |
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| nos monastérios de Meteora, o código de vestimenta é levado a sério |
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| dress code para visitar o Holy Monastery of Grand Meteoron |
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| pelo menos os tênis estavam ok!!! |
Roteiro em Meteora
Se você tem 1 dia inteiro em Meteora, eu focaria em 3 monastérios.
Tentar visitar todos os 6 monastérios de Meteora significa passar mais tempo dirigindo, estacionando e subindo escadas do que realmente aproveitando o lugar.
Dica do pequeno viajante: confira os dias de fechamento - cada monastério fecha num dia diferente da semana, e comece seu roteiro cedo - se sair às 8hs, você evita grupos de excursão e encontra estacionamento com mais facilidade.
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| você não vai querer passar mais tempo subindo escadas do que realmente aproveitando o lugar, né? |
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| se você tem 1 dia inteiro em Meteora, foque em visitar 3 monastérios |
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| aproveite as vistas dos mirantes de Meteora |
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| vale a pena visitar o interior de alguns monastérios em Meteora, eles têm afrescos lindos! |
👉 Great Meteoron
Comece pelo Great Meteoron, o maior monastério e mais importante de Meteora.
É o que oferece mais contexto histórico sobre o monasticismo ortodoxo, além de um museu interessante. Fica mais cheio de manhã.
👉 Varlaam
O Varlaam fica bem perto do Great Meteoron, então você evita deslocamentos.
Para mim, é o monastério com o melhor equilíbrio entre arquitetura, vistas e atmosfera.
As varandas têm algumas das melhores vistas panorâmicas de Meteora.
👉 Almoço em Kastraki
Vá almoçar em Kastraki, que é mais charmosa e tranquila do que Kalambaka. Um almoço simples em uma taverna local é a melhor opção.
👉 Rousanou
O Rousanou é o mais fotogênico dos monastérios de Meteora.
Ele parece literalmente suspenso sobre a rocha, e exige subir menos escadas do que o Great Meteoron e o Varlaam.
O interior é bonito e a visita é mais rápida.
Melhores mirantes de Meteora
O segredo de Meteora está tanto fora quanto dentro dos monastérios.
No final da tarde, visite os mirantes da estrada entre Varlaam e Holy Trinity. Chegue 1h antes do por do sol para pegar aquela luz dourada linda!
Os 2 pontos imperdíveis são:
- Meteora Sunset Viewpoint - por do sol
- Mirante logo acima da estrada entre Rousanou e Holy Trinity, de onde se vê o conjunto das formações rochosas
Existem vários recuos na estrada entre Varlaam e Holy Trinity que rendem fotos lindas!
Entre um monastério e outro, pare nos mirantes e caminhe alguns minutos. Muita gente entra nos monastérios, sai e vai embora correndo.
O que torna Meteora extraordinária é a perspectiva das formações rochosas vistas de diferentes ângulos.
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| recuos na estrada também rendem fotos lindas em Meteora |
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| mirante na estrada entre Rousanou e Holy Trinity |
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| o segredo de Meteora está tanto fora quanto dentro dos monastérios |
Sobre Meteora: o que você tem que saber antes de ir
Meteora nasceu da busca por isolamento e proteção: entre os séculos 14 e 15, monges ortodoxos construíram monastérios no topo de pilares de rocha para escapar da instabilidade política dos Bálcãs.
O resultado é um dos lugares mais improváveis da Europa: 6 monastérios ainda ativos, literalmente suspensos sobre uma paisagem geológica única.
As enormes colunas de rocha de Meteora foram formadas há milhões de anos por processos geológicos.
O nome Meteora significa 'suspenso no ar' ou 'elevado' - uma referência aos monastérios construídos no topo dessas formações rochosas.
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| monges ortodoxos construíram monastérios no topo de pilares de rocha para escapar da instabilidade política dos Bálcãs |
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Meteora é um dos lugares mais improváveis da Europa, com seus monastérios suspensos sobre uma paisagem geológica única
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as gigantescas colunas de rocha de Meteora se formaram há milhões de anos por processos geológicos
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o nome Meteora significa 'suspenso no ar' - uma referência aos monastérios construídos no topo das formações rochosas
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Os primeiros eremitas chegaram à região por volta do século 11.
Eles viviam em cavernas e pequenas cavidades nas rochas, buscando uma vida de oração longe das cidades.
A grande transformação aconteceu no século 14, quando o Monge Atanásio de Meteora fundou o Mosteiro do Grande Meteoron, o 1º grande monastério da região.
O contexto era importante: o Império Bizantino estava em crise, os conflitos eram constantes nos Bálcãs e muitos religiosos procuravam lugares de difícil acesso para se isolar e proteger.
A história de Meteora é tão interessante justamente porque é muito mais prática do que lendária. O lugar não surgiu por causa de um mito grego, mas por uma necessidade de isolamento, proteção e vida religiosa.
Os monastérios foram construídos no topo das rochas por um motivo muito simples: necessidade de garantir a segurança.
O acesso era feito por escadas removíveis, cordas e redes içadas por guinchos, o que dificultava ataques de invasores e oferecia isolamento para a comunidade monástica.
Nos séculos 15 e 16, Meteora viveu o seu auge - chegou a ter 24 monastérios ativos, funcionando como importantes centros religiosos, culturais e de preservação de manuscritos durante o domínio otomano.
Com o tempo, muitos deles foram abandonados.
Hoje restam apenas 6 monastérios em funcionamento, que continuam pertencendo à Igreja Ortodoxa Grega e são Patrimônio Mundial da UNESCO.
O que torna Meteora tão especial não é apenas a arquitetura, mas a combinação entre geologia e engenharia. Construir comunidades inteiras no topo de pilares de rocha, sem acesso fácil, exigiu uma organização impressionante para transportar pedras, madeira, água e alimentos.
Acho que agora ficou mais fácil de vocês entenderem o porquê de tantas escadas, por que os monastérios ficam tão distantes uns dos outros e por que Meteora foi, durante séculos, um refúgio inacessível.
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Tessalônica: o que você precisa saber
Tessalônica, ou Thessaloniki é a 2ª maior cidade da Grécia e, para muitos viajantes, é a cidade mais fácil de gostar.
Ela mistura história, gastronomia e vida urbana de um jeito que Atenas nem sempre consegue.
Se você estiver indo para Meteora, faz muito sentido passar 1 dia em Tessalônica, porque ela é o principal centro do norte da Grécia, e fica a cerca de 3hs de Meteora.
Atenas é a cidade da Grécia clássica; já Tessalônica é a cidade da Grécia bizantina e otomana.
Tessalônica foi fundada em 315AC por Cassandro, que a batizou em homenagem à sua esposa Tessalônica, meia-irmã de Alexandre, o Grande.
Durante alguns séculos, Tessalônica foi uma das cidades mais importantes do Império Bizantino e, depois, do Império Otomano.
Essa mistura aparece na arquitetura, na comida e até no ritmo da cidade.
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| Tessalônica fica situada a cerca de 3hs de Meteora |
O que fazer em Thessaloniki 👇
- Torre Branca - o símbolo da cidade
- Praça Aristóteles - o centro da vida urbana
- Rotunda - começou como monumento romano, virou igreja e depois mesquita
- Igreja de São Demétrio - a principal igreja ortodoxa da cidade
- Ano Poli (Cidade Alta) - a parte mais charmosa, com ruas de pedra e vista para o mar
É uma cidade linda para caminhar pela orla, almoçar sem pressa aproveitando a ótima gastronomia grega, e terminar o dia vendo o por do sol no Golfo Termaico.
Tessalônica é a melhor porta de entrada para o norte da Grécia. Menos monumental que Atenas, com certeza, mas, ainda assim, são 2000 anos de história - romana, bizantina, otomana e moderna.
Não dá pra desprezar, né???
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| ao fundo na foto, a Torre Branca, símbolo da cidade |
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| orla marítima de Tessalônica |
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| nosso pequeno viajante curtindo a orla de Tessalônica |
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| chegando em Thessaloniki, fomos direto até a Torre Branca, principal ponto turístico da cidade |
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| Tessalônica é uma cidade linda para caminhar pela orla |
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| a Nova Orla de Tessalônica é um dos lugares favoritos na cidade |
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| instalação artística em Nea Paralia, de frente para o Golfo Termaico |
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| estátua de Alexandre, o Grande, com seu cavalo Bucéfalo, na Nova Orla de Tessalônica |
Thessaloniki e São Paulo
Tessalônica é um lugar muito importante para o Cristianismo.
Foi lá que São Paulo pregou no século 1, e as cartas 1 e 2 Tessalonicenses, do Novo Testamento, foram dirigidas à comunidade cristã da cidade.
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Sobre o problema da Grécia com a Macedônia
O conflito entre Grécia e
Macedônia (hoje em dia chamada de
Macedônia do Norte) foi, principalmente, uma disputa sobre identidade, história e o uso do nome 'Macedônia'.
Não foi uma guerra, mas uma controvérsia diplomática que durou quase 30 anos ( entre 1991 e 2018).
O conflito era menos sobre território, e mais sobre quem poderia reivindicar o legado histórico da Macedônia e de Alexandre, o Grande.
Explico:
Quando a Iugoslávia começou a se desintegrar, em 1991, a então República da Macedônia declarou independência.
A Grécia reagiu, porque 'Macedônia' também é o nome de uma importante região do norte da Grécia, justamente onde fica situada Tessalônica.
Os gregos consideram que a herança da antiga Macedônia de Filipe II e Alexandre, o Grande, faz parte da história grega, e o medo dos gregos era que o novo país fosse se apropriar da herança histórica da Macedônia antiga, sugerir reivindicações sobre a região grega da Macedônia ou usar símbolos associados a Alexandre, o Grande.
👉 Alexandre, o Grande, nasceu em Pella, capital do antigo Reino da Macedônia, localizada na atual Grécia.
Os gregos defendem que os antigos macedônios eram parte do mundo helênico (grego). Já os habitantes da então República da Macedônia viam Alexandre como parte de sua identidade nacional.
Essa disputa apareceu em estátuas, nomes de aeroportos, rodovias e livros escolares.
Como não houve acordo entre os 2 países, a ONU admitiu o novo país em 1993 com o nome provisório de Former Yugoslav Republic of Macedonia (Antiga República Iugoslava da Macedônia, ou simplesmente FYROM).
A Grécia bloqueou durante vários anos a entrada do país na OTAN e na União Europeia.
Quando estivemos lá, em maio de 2014, a situação era essa.
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| quando estivemos lá, em maio de 2014, a República da Macedônia do Norte ainda era chamada de FYROM |
Foi somente anos depois, em 2018, que os 2 governos assinaram o Acordo de Prespa - pelo acordo, o país aceitou mudar o seu nome para República da Macedônia do Norte e, em troca, a Grécia retirou o seu veto à integração internacional do país. Esse acordo entrou em vigor em 2019.
Depois do acordo, o Aeroporto 'Alexandre, o Grande' foi renomeado, houve mudanças em símbolos oficiais e os 2 países passaram a distinguir claramente a antiga Macedônia grega da Macedônia do Norte moderna.
Hoje as relações entre os 2 países estão muito melhores, embora esse assunto ainda desperte emoções fortes entre nacionalistas dos 2 lados.
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| esta placa mostra a Região da Macedônia Central, no norte da Grécia |
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| essa é a Macedônia grega, berço do reino de Filipe II e Alexandre, o Grande, que não deve ser confundida com o país vizinho, a Macedônia do Norte |
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| nosso roteiro pela Macedônia grega riscado no mapa |
Está planejando uma viagem pelo norte da Grécia? Conta aí se este post ajudou a tirar as tuas dúvidas!
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