26 de junho de 2016

roteiro de 4 dias em Mendoza, Argentina, visitando as melhores vinícolas da região, pela Daniela Xavier

Quando eu estava terminando de publicar a nossa série de posts sobre Mendoza, na Argentina, a minha amiga Daniela Xavier me disse que esteve na cidade e fez um tour completo pelas vinícolas de lá, em 2 dias inteiros. 

Como o nosso passeio pelas vinícolas dos arredores de Mendoza não tinha sido muito legal, fiquei super curiosa e pedi pra Dani contar pra gente aqui no blog sobre o tour dela :)

Para quem ainda não conhece, a Dani também tem um blog, onde ela escreve sobre viagens em família com foco em parques (temáticos, aquáticos, indoor, outdoor e estaduais) e resorts do Brasil, o Vem pro Parque! Não deixa de dar uma espiadinha no (lindo) blog dela e também no site Mania de Photo, onde ela faz design de fotolivros lindos! 

Com a palavra, Daniela Xavier:

Todos os anos eu e o maridão programamos uma viagem sem filhos e com casais amigos, para destinos que as crianças não curtiriam tanto. 

Ano passado escolhemos Mendoza, pois nada melhor nessa vida que um bom papo e um bom vinho de vez em quando, todo casal merece e precisa dar essas “escapadas” (me perdoem crianças, mas papais e mamães precisam dessa terapia pelo menos uma vez por ano, muito justo, não é?). 

E, como no meu blog não há espaço para esse tipo de viagem “sem parque”, adorei o convite da Claudia para contar nossa viagem aqui, e somar a nossa experiência ao seu rico relato sobre Mendoza.

Estivemos em Mendoza em outubro de 2015, estava um clima frio (entre 7 e 15 graus). 

Nos programamos para um final de semana prolongado (4 dias no total) e nossa intenção, além de conhecer a pequena cidade de Mendoza, era de conhecer quantas bodegas (vinícolas) fossem possíveis, e conseguimos, em 2 dias inteiros, visitar 6 bodegas de diferentes regiões. 

Fazer mais do que 3 bodegas em um dia realmente não vale a pena, pois o gostoso é terminar o roteiro com um belo almoço (que acontece tarde devido às visitas anteriores, portanto você termina seus passeios umas 17h). 

Visitar uma bodega para degustação de barriga cheia não é legal! E precisamos de um tempinho no hotel para um descanso e nos preparar para o jantar. Nos dias de chegada e partida, aproveitamos para caminhar na cidade e conhecer pontos turísticos próximos ao centro.

Preparativos de viagem

Programei toda viagem pesquisando muito na internet, no Trip Advisor, e selecionei um hotel com bom custo-benefício, não muito caro, apenas para dormir. 

Ficamos no Condor Suites Apart Hotel, muito bem localizado, e com uma pequena cozinha nos enormes apartamentos! Super recomendo, fiz a reserva e pagamento diretamente com eles por e-mail.

Aproveitamos para experimentar o voo direto da Gol para Mendoza tanto na ida quanto na volta, por isso teríamos que ir em uma quarta e retornar em um sábado, pois esse voo não operava aos domingos...caso contrário, seria ótimo ter tido mais um dia, fez falta.

Ainda no Brasil, contratamos (pelo whatsapp) o serviço de remis – um motorista para fazer nosso transfer e todos os passeios. Achei a indicação do mesmo remis em vários sites e blogs, então contratamos de olhos fechados o “famoso” Leonardo Harth

Selecionamos algumas bodegas que gostaríamos de ir e ele sugeriu outras de acordo com as rotas, nos passou um custo e topamos, pois não foi nada diferente do que gastaríamos com outro remis

Dá para se comunicar em português com ele numa boa. Além do transfer, ele fez reservas nas bodegas visitadas. 

Tivemos um pequeno probleminha com ele no final da viagem, no transfer de retorno ao aeroporto, ele queria cobrar mais, pois teria que usar dois carros, visto que estávamos com mais bagagens (vinhos). 

Na verdade, ele locou a van para outros turistas e não tinha carro para nos levar, apenas um carro comum, e teríamos que pagar pelo segundo - ficamos bem chateados e optamos por dispensá-lo e pegar um táxi (não tivemos o transfer de retorno).

Abaixo, descrevo nosso roteiro de 4 dias, nossas impressões, e espero ajudar os futuros viajantes.  Mas, antes de qualquer dica, a mais preciosa: leve na bagagem um remédio para “proteger” seu estômago, daqueles que tomamos em jejum, sabe? Pois em Mendoza começamos a beber bons vinhos às 10 da manhã e paramos apenas na hora de se deitar, e caso vire a noite em alguma balada, vai beber sem parar mesmo! Rsrsrsrs...

Dia 1 – quarta feira

Chegamos após almoço no hotel e saímos a pé pelo centro de Mendoza, existe um enorme calçadão que nos leva até a Praça Independência, repleto de cafés e restaurantes. 

Na praça existe um enorme luminoso com o nome da cidade, um ponto perfeito para tirar fotos lindas.


Nosso jantar foi no Restaurante Maria Antonieta, muito bem avaliado, preço justo, ambiente charmoso e uma refeição deliciosa. Recomendo, ficava a 500 metros do hotel, 7 minutinhos a pé.



Dia 2 – quinta-feira

Iniciando os trabalhos!

O remis nos pegou no hotel 8h, e o roteiro do dia foram as 3 bodegas da região de Luján de Cuyo

1. Pulenta Estate
2. Achaval Ferrer
3. Belasco de Baquedano (almoço)

Pulenta Estate é uma vinícola boutique, possui seus vinhos em áreas subterrâneas, é muito bonita e a paisagem é belíssima. Ficamos impressionados com a qualidade dos vinhos, e um em especial ainda está aqui na nossa adega, o Grand Cabernet Franc, com grande intensidade aromática que recorda a pimentão grelhado, eucalipto e especiarias! Vale a pena trazer e degustar com um belo bife de chorizo grelhado com pimentões!




Achaval Ferrer é líder na área dos vinhos Malbec. Também é considerada boutique pela pequena produção, mas é mundialmente conhecida pelos prêmios que já recebeu...vale a pena a visita, lá provamos um maravilhoso Malbec tirado da barrica (veja o vídeo desse momento aqui), foi onde tomei o melhor vinho Malbec de sobremesa e me arrependi de não ter comprado uma botelha, e também possui um azeite especial, apimentadinho (esse eu trouxe!), que fez sucesso por aqui.


Belasco de Baquedano foi indicada pelo remis, pois no lugar dela iríamos na famosa Catena Zapata, mas ele nos convenceu de que faríamos um melhor negócio vindo aqui. Dica de ouro! Infelizmente, a Catena Zapata é meramente comercial, atende grupos e não tem nenhum diferencial para valer a pena trocá-la pela Belasco, já que nosso tempo era curto em Mendoza. Depois explico como sanamos essa “carência” de Catena Zapata logo abaixo. Na Belasco de Baquedano, existe uma sala de aromas encantadora, que é única em toda América Latina! Foi muito divertido adivinhar cada aroma, pois o correto é se posicionar entre a parede e o totem, aspirar o aroma e tentar adivinhar qual é! Veja um vídeo desse momento aqui.




Ao contrário da Pulenta Estate, onde descemos para ver tudo, nesta apenas subimos inúmeros degraus...são vários andares com salas especiais de degustação e a vinícola é enorme! 

Como fomos para o almoço com degustação de vinhos em 5 passos, após conhecermos a sala de aromas, subimos, subimos e ganhamos um presente só com a vista do local. Lindo demais! 

O almoço em 5 passos é bem servido, vinhos e pratos completamente harmonizados, um presente ao paladar, aos sentidos e à alma! Saímos de lá pisando em nuvens e com algumas garrafas de Swinto para viagem, o vinho top da vinícola.

Após visitar 3 bodegas e um excelente almoço, retornamos ao hotel já no final da tarde, e nosso jantar foi no Restaurante La Lucia, outro muito bem avaliado, tradicional na cidade, onde fomos a pé, fica a 500 metros do hotel. 

Na caminhada de volta, mesmo com frio, paramos na sorveteria Famiglia Perin, na cidade desde 1947, e experimentamos o tradicional sorvete de doce de leite! Ahhh, do outro lado da rua tem a sorveteria Ferruccio Soppelsa com seu famoso sorvete de baunilha com Malbec! Ficamos na vontade, pois não deu tempo de ir até lá...



Dia 3 – sexta-feira

Neste dia o destino foi a região de Maipu, onde visitamos as bodegas:

1. Trapiche
2. Carinae
3. El Enemigo (almoço)

A Trapiche é uma das maiores e mais tradicionais vinícolas da Argentina, exporta para mais de 80 países. Seu prédio é pura história! No local tem uma antiga ferrovia com seu vagão, e toda a área de produção antiga está lá para visitação, muito legal, veja um pequeno vídeo da nossa visita aqui. A degustação é feita em um prédio enorme, no segundo andar, e a vista é linda.


Carinae: essa segunda bodega foi escolhida a dedo, por ser uma vinícola bem pequena, artesanal. Fomos recepcionados pela proprietária, a Brigitte, uma francesa muito simpática e apaixonada pelo que faz! Gostamos tanto dela e do ambiente que fiz um pequeno vídeo de sua apresentação aqui. Seus vinhos são especiais! Vale a pena comprar e trazer na mala, pois além de um excelente custo-benefício, não encontramos esses vinhos no Brasil.


El Enemigo: a terceira e última bodega do dia foi a melhor bodega de toda a viagem, a casa El Enemigo! E é aqui que sanamos a nossa carência de Catena Zapata! rsrsrs

Sabe por quê? Essa bodega especial é de Alejandro Vigil, criador de vinhos, enólogo chefe da Catena Zapata (veja aqui), em sociedade com Adrianna Catena, filha mais nova de Nicolás Catena, dono da Catena Zapata

Quer mais? Alejandro Vigil nos recebe em sua bodega como se nos recebesse em sua casa. E nós realmente nos sentimos em casa! Foi um almoço que durou cerca de 4 horas, e ao final eram tantas taças em nossa mesa que juro que eu não conseguia mais distinguir vinho algum!

Seus vinhos são verdadeiras obras-primas, provamos abundantemente vinhos premiados e que custam fortunas aqui no Brasil...muitos superaram as pontuações dos vinhos da Catena. Foi um almoço inesquecível. 

Meu amigo perguntou ao Alejandro se ele conhecia os “vinhos laranjas”, que são envelhecidos em barricas de barro, o mais antigo processo de envelhecimento do vinho e, ao invés de responder, ele trouxe uma garrafa sem rótulo, com o vinho laranja que ele estava produzindo em uma barrica de barro de sua casa, e colocou a garrafa em nossa mesa para avaliarmos. Enfim, na Casa El Enemigo tivemos uma vivência excepcional.





Depois de um almoço de horas no El Enemigo, demoramos para sentir a necessidade de jantar. Saímos tarde do hotel e fomos ao Anna Bistrô, muito charmoso e com um menu recheado de especialidades. Eles servem um mix de mini-sobremesas pra comer rezando, de tão bom!

Pensamos muito em, neste último jantar, ir conhecer o famoso restaurante de Francis Mallmann, o 1884

Quando falamos da nossa intenção ao remis, ele arregalou os olhos e nada disse...logo descobrimos o motivo...iríamos gastar cerca de uns 700 reais por casal, em apenas um jantar. Desistimos. E, segundo ele, os restaurantes que conhecemos, La Lucia ou Maria Antonieta, têm pratos tão bons e requintados quanto!

Dia 4 – sábado

Último dia! 

Como nosso voo era logo após o almoço, conseguimos aproveitar a manhã e caminhar até o Parque General San Martín, lindíssimo! Nada como caminhar pelas ruas de uma cidade para senti-la de fato.  

Na caminhada de volta, tomamos um café delicioso no Park Hyatt de Mendoza, em frente à Plaza Independência, onde voltamos para a despedida!



Sentimos falta de mais um dia na cidade. 5 dias teriam sido perfeitos, mas como citei acima, não havia retorno aos domingos do voo direto da Gol

No 5º dia, teríamos visitado bodegas da região de Valle de Uco, mais afastada de Mendoza (cerca de 100km), mas com vinícolas muito conhecidas como Salentein, Andeluna e a queridinha Bodega La Azul, com um almoço bem comentado... 

Vai ficar para a próxima, pois Mendoza é um lugar onde amantes do vinho devem retornar várias vezes, afinal, são mais de 1200 (mil e duzentas!) bodegas na região!!!

Abaixo, foto da nossa “adega de viagem”!

Obrigada, Claudia, pelo espaço, foi uma honra teclar para seu blog e dividir nossa viagem com seus leitores.



Eu que agradeço, Dani! Não entendo (quase) nada de vinhos, mas fiquei me babando nesses almoços! 

Quando voltarmos a Mendoza, vou contratar um remis e montar um passeio assim também, com reservas prévias nas vinícolas :)

Volte sempre para contar as tuas aventuras "off parques" aqui no blog!

Nossos posts de Mendoza:

* Hotel - La Casa de Amalia






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