16 de abril de 2016

vencendo medos na primeira viagem internacional do pequeno Tonico, por Rodrigo Junkes

O Rodrigo Junkes é um leitor querido que nos acompanha há bastante tempo - pelo menos desde 2013, quando usou as nossas dicas em uma viagem a Barbados

Depois que o Tonico nasceu, a cada viagem que ele me escrevia pedindo dicas, eu respondia dizendo que queria um post sobre as viagens da família com o mais novo pequeno viajante do pedaço. #chata

E, então, é com alegria que eu anuncio pra vocês que ele finalmente resolveu desencalhar e contar aqui no blog como foram as primeiras aventuras on the road do pequeno Antônio. 

Ele explica como o casal se adaptou para viajar com o mais novo integrante da família, fazendo viagens curtas para destinos "fáceis" (e essa é uma recomendação que eu sempre dou também) e sobre o planejamento para a primeira viagem internacional do Antônio: Las Vegas


Nada mal começar a "vida viajante" em Vegas, não é???

Com a palavra, Rodrigo Junkes:

Para quem tem menos paciência de ler textos longos, os primeiros parágrafos falam mais sobre nós e adaptação. Se quiserem saber direto tudo sobre o vôo, partam para os parágrafos relativos à viagem.

Acompanho o blog Felipe, o pequeno viajante, desde 2012 quando decidimos fazer a primeira viagem internacional e para um local não tão conhecido - Barbados. Com poucas informações na internet, somente aqui eu poderia buscar tantas informações e tranquilizar nosso passeio. Até hoje no Google Street View não existem dados. Nesta viagem noivei e no ano seguinte viajamos em lua de mel para a Europa. O que aprendemos nestas viagens muito nos serviu para o que vou lhes relatar. Se você não criar coragem e não enfrentar seus medos, você nunca vai viajar e conhecer o mundo.



Adaptação para viajar com um bebê 

Quando o Antônio nasceu (junho/2015), já estávamos querendo viajar de novo e então a dúvida: levar, não levar ou nem viajar? Ainda que muito você leia positivamente sobre viagem com crianças e bebês na internet (e vai ver que na viagem tudo é muito bom), pessoalmente na época de preparação você vai escutar muita gente puxando pra trás e perguntando "Por que? Para que? E se algo acontecer?". 

Não se arrisque, mas também não tenha medo. Teste seus limites e os do seu bebê antes.

O Tonico sempre foi muito calmo, nunca ficou doente. Acho que isso tem relação com o jeito que estamos criando ele. Nosso foco é obviamente protegê-lo, mas não blindá-lo. Respeitamos as indicações médicas, mas também não o deixamos em quarentena. Testamos seus limites para seu próprio bem. Ele vai no colo de quem pedir, brinca no chão, no barro, na grama ou na areia, um sereninho leve de vez em quando...Quando falamos que ele nunca adoeceu, os pessimistas sempre nos respondem "esperem isso...esperem aquilo...esperem entrar na creche..." 

Nada (e isso é uma graça) até agora. Acreditamos que a criança que fica isolada demais vai sofrer quando ser exposta.



Feito o relato sobre nós, vamos ao processo de convencimento da viagem. 

Queríamos viajar e o destino possível seria o Chile. O medo era o tempo de vôo. Temperatura, pressão, umidade, espaço limitado...Precisávamos testar! E assim, com 2 meses e meio, levamos o Tonico pra passear em Porto Alegre. Um vôo curto, mas suficiente para entender determinadas reações. Na ida e na volta ele dormiu o vôo todo. O único detalhe a se preocupar foi nos pousos e decolagens com um pouco de leite para o ato de engolir e equilibrar a pressão dos ouvidos. Nos passeios todos reagiu como quando estava em casa (muito similar ao que já li a Claudia defender aqui no blog muitas vezes sobre viajar com crianças).

Um mês depois fomos a família toda de carro para Gramado. Com o pneu furado na Rota do Sol, levamos mais de 8hs pra chegar. O negócio foi assustador para nós (sem apoio e sem suporte naquela escuridão até o resgate chegar). Menos para o Tonico, que estava tranquilão e só queria brincar!

O último teste foi em janeiro (7 meses). Fomos até São Paulo de bate-volta num domingo para visitar uma feira de calçados a trabalho. O Tonico já era maior e mais ativo, e dependeu mais da gente durante o vôo. Queria brincar, queria olhar pros lados, se mexer. Só que, da mesma forma, nada muito diferente do que você já faz em casa ou quando passeia de carro.



Planejamento e preparações para a viagem

Nosso destino virou para Las Vegas em função das passagens baratas que encontrei. Nossas passagens (eu, Aline e Antônio) custaram R$3.478,00 ida e volta partindo do aeroporto mais próximo da nossa casa. 

A companhia aérea principal foi a Copa Airlines.


Sobre a Copa Airlines

Procurei muita informação sobre viagem com bebês. Muitas companhias oferecem bercinhos e/ou regalias similares. A Copa infelizmente nada oferece. Cobram 10% da passagem adulta e o bebê deve viajar no seu colo. Eu estava assustado. O que fiz foi adotar a tática de reservar poltronas da janela e corredor mantendo o meio livre. E, de 4 vôos de 7 horas (2 pra ir e 2 pra voltar), somente em 1 deles demos o azar de alguém ocupar o assento. No resto dos casos, o banco vagou e o Antônio viajou deitado, sentado ou de pé neste assento.

Na ida, a conexão foi curta (3hs) e não tive a opção de retirar o carrinho. Na volta (10hs de conexão), a Copa me questionou se eu tinha ou não interesse de retirar o carrinho. Como todos os vôos deles se concentram no Panamá, por padrão de operação as bagagens são retiradas no destino final. Achei muito 10 essa opção de flexibilidade quanto ao carrinho.

De resto, comida saborosa, atendimento exemplar. A companhia é muito boa e tem muito a crescer. Eu diria que os contras são os "problemas" com assentos dos bebês e também o fato de dizerem que os aviões mais apertados para viagens internacionais são os deles. O almoço talvez deveria ter maior quantidade, já que é muito similar ao que servem no café da manhã ou jantar. Não manjo muito de aviões e atendimentos das aéreas, mas pra quem já viajou muito de "latão", eu voltaria fácil a voar com eles.



Documentação

Como nosso destino foi os EUA, precisávamos emitir passaporte e visto para o Antônio. Fizemos o passaporte segundo o procedimento do site da Polícia Federal. Foi tudo muito fácil e tranquilo. Levamos a foto pronta. Ele apenas precisou estar presente, não são tiradas digitais nem nada.

O visto era nosso problema. Ir a São Paulo só pra fazer o visto do bebê? Eu e a Aline já tínhamos o visto, quando então descobrimos que, para menores (acho que 12 anos), o visto é pré-aprovado se os pais já tem. Basta apresentar documentação e está aprovado. E a documentação necessária é bem pequena! 

Não acreditei que seria tão fácil e recorri a uma empresa que presta o serviço de despachante. Quando eles me mandaram a lista de documentos, comprovei que o negócio seria muito fácil mesmo. Pedi a um amigo que mora em SP se ele faria o favor pra mim e ele aceitou. Ele disse que foi atendido no horário e em meia hora estava liberado! 

Os documentos enviados foram:

* Passaporte (enviei pelo Correio num custo de R$ 30,00);

* Formulário DS-160 (enviei por e-mail, só pedi para cuidar com a qualidade da impressão em função do código de barras);

* Confirmação e instruções do agendamento (instruções gerais de como chegar, o que entregar, etc...);

* Foto 5 x 7cm colorida (enviei pelo Correio a mesma foto do passaporte); e

* Cópia do Visto Americano válido dos pais (mandei cópia do meu visto).


Ainda como backup mandei cópia do visto da Aline e nossa certidão de casamento. O visto dela é com nome de solteira e o Antônio tem no documento o nome dela de casada, mas nem foi necessário.

Ainda sobre a documentação da Aline, como compramos as passagens com o nome de casada, ela preferiu refazer o passaporte. Ela viajou então com o passaporte de casada vazio e o passaporte de solteira com o visto. Em todos os lugares apresentávamos os dois passaportes, os atendentes nos perguntavam o porquê de um passaporte a mais (já que eram 3 pessoas e 4 passaportes), explicávamos o porquê e tudo ficava certo.

Esse era outro medo que vencemos na viagem. Por garantia, levamos impresso essa informação. A maior surpresa foi fazer o check-in da Gol no aeroporto de origem e a Gol "travar" nosso check-in porque precisava autorizar nossa viagem para os EUA nesta condição de 2 passaportes da Aline. Esperamos uns 10min e tudo se resolveu. Foram 10min tensos e talvez desnecessários. Não sei exatamente o que poderíamos ter feito para antecipar este susto, mas fica a informação.















Fuso horário

Após o vôo, o meu segundo medo era a adaptação ao fuso horário. O Antônio costuma dormir por volta das 10hs da noite e acorda 6hs da manhã para comer. No horário de Vegas, corresponderia às 6 da tarde e 2 da manhã! Apenas a primeira noite ele acordou e queria brincar. 

Alugamos uma casa e o chão era de carpete. Fechamos um espaço numa espécie de chiqueirinho e um de nós dormia dentro daquele espaço e deixava ele ali à vontade. Podia brincar no escuro ou simplesmente desabar para um dos lados e dormir. Tirando essa noite, nas demais foi como se não existisse fuso. Acho que ele precisou do primeiro dia de sol brilhando para se adaptar.

Como última dica, serviu mais para a Aline do que para o Tonico. Minha mãe produziu um colchão retrátil. A ideia era utilizá-lo para deitar no chão do aeporto enquanto esperávamos as conexões. Também usamos para ele dormir durante os vôos e ficava mais fácil mexer com ele sem acordá-lo durante pousos e decolagens que ele obrigatoriamente tinha que ficar no colo.



Obrigada, Rodrigo! Ótimas dicas! Essa tática de reservar os assentos da janela e do corredor, deixando o meio vazio, nós já usamos várias vezes e sempre deu certo kkkkk...

Adorei o post, vê se aparece por aqui mais seguido com as tuas dicas de viagem com o fofurinha do Tonico :)

Em dúvida sobre viajar ou não com o seu bebê? Veja como foram as primeiras viagens do nosso pequeno viajante, do 1º ao 3º mês de vida.

Para ler todos os nossos posts sobre Las Vegas e arredores, clique aqui

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