28 de outubro de 2014

África do Sul com filhas gêmeas de 3 anos em slow travel e muitos esportes radicais, por Zani Raphaelli

A Zani Raphaelli entrou em contato conosco, contando que mora em Porto Alegre com o marido e as filhas gêmeas de 3 anos, e que a família adora viajar, sempre no estilo slow travel

Já estiveram em Noronha, Ceará, Uruguai e África do Sul, e agora estão de viagem marcada para a Costa Rica. Em cada lugar que vão, praticam muitos esportes radicais, como kite surf, stand up paddle, surf e esqui. 

Como a Zani mesmo disse, é uma loucura praticar esportes radicais com as crianças por perto, às vezes em condições super adversas de ventos fortes, por exemplo, mas com certeza é super gratificante viajar com a família, em contato direto com a natureza, e fazendo o que se gosta. 

Claro que eu não perderia a oportunidade, e pedi a eles um relato da viagem da família à África do Sul

Segue, abaixo, sem mais enrolação, o relato da Zani, contando um pouco das histórias desta família #mundo@ventura! 

A título de esclarecer quem somos e como pensamos o tema "viagens", cabe uma pequena explanação. 

Somos uma família composta por um casal (Zani Raphaelli e Duda Misoczky) e filhas gêmeas (Catharina e Roberta), atualmente, com 3 anos. Praticamos esportes radicais como kitesurf, surf, stand up paddle, esqui, snowboard, snowkite, entre outros, na companhia das pequenas. 


Na verdade, temos um jeito peculiar de viajar com as crianças, que não deixa de ser um slow travel, porque temos como lema ficar, no mínimo, mais de 2 ou 3 dias numa cidade, uma semana ou mais numa região e no mínimo 15 dias em um país, a fim de conhecer um pouco mais dos hábitos locais, tentar realmente entrar no clima daquela cultura distinta que se está visitando naquele momento e, principalmente praticar nossos esportes radicais ao ar livre na companhia das filhas. 


Já éramos assim, viajamos por 7 anos sozinhos, antes da chegada das meninas, ficando quase sempre 30 dias em cada país, de onde tiramos lições e conhecimentos inesquecíveis. Enfim, somos uma família vivendo em um #mundo@ventura!

Entrei em contato com o blog Felipe, o pequeno viajante, a fim de divulgar nossa história, visando inspirar famílias com mais de um filho que temem viajar com crianças, seja pela logística, pelo trabalho, pelo gasto, para que mudem de ideia. Também, a fim de inspirar mães que se anulam na vida esportiva, aventureira e de viajante após a chegada dos pequenos, pensando que, com filho, não dá para fazer coisas desse tipo. E, ainda, pelo fato de que muitas mães me perguntam como eu consigo viajar com as filhas e ainda praticar esportes radicais ao mesmo tempo, o que acabou despertando em mim – que já sou apaixonada por escrever, a vontade de contar nossa história.





Claudia, mãe do Felipe, foi bastante receptiva e já me pediu na hora algo documentado da viagem feita para a África do Sul

Por isso, para ilustrar essa trip fabulosa, procurando nos arquivos já existentes, encontrei este texto que fiz na época da viagem à South Africa (maio de 2013, quando as gêmeas tinham 1 ano e 10 meses), que fala um pouco do sentimento de estar lá e mostra, de forma geral, uma parte do que é o sudoeste do país, acompanhado por algumas fotos.

Para quem tem dúvidas de como é a África do Sul, posso dizer que tudo, até agora, me surpreendeu bastante. Em Western Cape, as pessoas são abertas ao diálogo, educadas, amáveis, convivem harmonicamente entre si, tendo como pano de fundo a natureza estonteante deste lugar. A geração atual quer tirar as lições do apartheid e não repeti-lo de forma alguma. 

Cape Town é limpa, organizada e fácil de se orientar. 

A hora do rush não sufoca, pode-se respirar, há vias amplas para se trafegar, daquele jeito inglês, em uma linda estrada que rasga a Table Mountain ao meio, quando se vai em direção ao Cabo da Boa Esperança. Sente-se seguro, apesar das advertências de costume encontradas em qualquer cidade grande do mundo em que se vá. 

Há inúmeras praias ao longo da costa sudoeste, banhadas pelo nosso conhecido Oceano Atlântico, sendo que deste perfil parece mais bonito, não sei se é a síndrome aquela de que “a grama do vizinho é mais verde”. 


Table Mountain a partir de Milnerton (praia de Cape Town), vista de dentro do quarto do hotel que ficamos em Milnerton nos primeiros 4 dias, chamado Sunstays Lagoon Beach Apartments, altamente recomendado.



Bem, as praias...umas, emolduradas pela frente da divina Table Mountain, outras, pelas não menos esplendorosas costas dessa montanha, são todas com vasta areia branca, com água congelante (em torno de 11 graus no outono) de doer as canelas - a do Uruguai é quente perto. Umas delas, como Llandudno, por exemplo, conta com serviços grátis de manobrista no jardim de entrada (sim, jardim inglês de filme na chegada da praia com manobrista, que está ali simplesmente para auxiliar a estacionar), outras com estrutura de restaurantes na beira do mar, e todas com acesso inteligente para crianças, idosos e deficientes - são lugares eleitos pelas mais diversas classes sociais para a realização de criativos piqueniques, ou mesmo só para recreação, onde toda a família se diverte. 





Claro que, viajando com 2 crianças de pouco mais de um ano, seguindo a nossa filosofia de viajar, não fazemos turismo desenfreado de competição de quantos sightseeings se visitou, e sim, nos instalamos em algum lugar por ao menos 3 dias, sentimos a natureza e a vibração local, os sons, os odores, as cores, o clima, comemos comida típica, e procuramos fugir de locais lotados, buscando a proximidade com a natureza e o contato com as pessoas locais. 

Quem quer estar com os filhos por perto, e não abrir mão de viajar e de fazer esportes, tem de fazer assim. 

De qualquer sorte, aproveita-se muito, com certeza dá para ver o que este país tem a nos oferecer e, de quebra, ouve-se elogios como o de uma culta professora da Namíbia “you are very brave”, pelo fato de viajarmos com as crianças pequenas e estarmos em lugares inóspitos e não prováveis. 



Agora resta ver o que nos espera no oriente deste lugar incrível, que venha Eastern Cape

Depois disso, seguimos um pouco ao noroeste da África do Sul, em direção à Namíbia, na região de Skeleton Coast (Costa do Esqueleto) – conhecida assim por ser um lugar onde houve muitos naufrágios e, claro, é um local onde rolam ondas perfeitas. 

Após, fizemos uma passada rápida por Langebaan - lugar incrível para velejar e, embora não estivéssemos na temporada de vento, valeu muito a pena conhecer para voltarmos em uma próxima. 

No final, ainda cruzamos o país de carro de oeste a leste, em direção à “direita mais perfeita do planeta”, como é conhecida a onda de Jefrey’s Bay

Ao todo, foram 25 dias de aventuras na companhia das maiores parceirinhas da história, sempre prontas para as maiores diversões, roubadas, lugares desertos, desconhecidos, malucos e improváveis desse nosso mundão.




Muito obrigada pelo relato, Zani! Adorei o lema de vocês, eu ainda estou longe disso :(

E volte sempre, vamos adorar publicar as histórias desta família que é mesmo uma inspiração para os casais que pensam que a vida viajante acabou depois de ter filhos gêmeos!

Para saber mais sobre o Sunstays Lagoon Beach Apartments, hospedagem que a Zani recomenda em Milnerton, praia de Cape Town, clique aqui

Se você tem vontade de conhecer a África do Sul, e fazer um safári sem gastar os tubos, leia também o nosso post 6 dias na África do Sul – e 1534Km rodados na mão inglesa!!!

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