4 de fevereiro de 2014

Grand Canyon, lado sul - modo de usar

O Grand Canyon tem 446Km de comprimento, 29Km de largura e 1.6Km de profundidade, então vocês podem imaginar o tamanho deste parque nacional (de fato, é maior que muitos países!). 

Como eu já conhecia o parque (fui em 1994), tinha uma ideia de como eram as coisas por lá, mas a maioria das pessoas que pensa em visitar o Grand Canyon não tem nem ideia de onde ir, ou por onde começar a planejar a sua visita - então vou explicar brevemente como se "organiza" esse parque nacional, para facilitar a sua vida.

Existem 3 lados "visitáveis" no parque: 

o lado oeste, que fica fora do parque nacional e é uma reserva indígena, onde fica a famosa Skywalk, aquela passarela suspensa transparente onde você pode "flutuar" sobre o canyon - esse é o lado "pega-turista" do parque, mas muita gente vai lá porque fica bem mais perto de Las Vegas; 

o lado norte, que é mais selvagem e tem menos infraestrutura - é o lado menos visitado e estava fechado quando fomos, por causa do inverno; 

o lado sul, que é o mais bonito e, por isso, o que tem mais infraestrutura e é mais visitado - milhões de visitantes por ano! 

Veja aqui o melhor mapa (o oficial) do parque. 






Nós fomos no lado sul, e abaixo segue o nosso "diário de bordo", com o "modo de usar" do parque:

De Kayenta, porta de entrada (e saída!) para o Monument Valley (contei sobre a nossa visita ao MV aqui), pegamos a estrada #160 na direção sudoeste, para Tuba City. De Tuba City descemos um pouquinho para o sul pela #89 e logo pegamos a #64 a oeste, até a entrada leste do Grand Canyon, que fica em Desert View.

Já na estrada #64, vimos uma placa que dizia Little Colorado River Gorge Scenic Overlook, e decidimos entrar para ver do que se tratava - foi uma ótima decisão!  É um desfiladeiro imenso, com paredões maiores que o prédio mais alto do mundo, e lá embaixo passa o Rio Little Colorado.












Adoro essas descobertas inesperadas no meio do caminho, esses lugares maravilhosos que a gente acaba conhecendo sem querer e, melhor ainda, grátis!!!!

Continuando pela estrada #64, logo chegamos na entrada leste do Grand Canyon, onde pagamos a taxa de U$ 25 por veículo que é cobrada para circularmos pelo parque nacional, e que vale por 7 dias.





A primeira parada dentro do parque nacional foi em Desert View, onde fizemos umas comprinhas - é muito melhor comprar souvenirs e lembrancinhas no Grand Canyon do que em Monument Valley, onde tudo é ridiculamente mais caro (os índios exploram um horror!).

Em Desert View também fica a Watch Tower, que é bem interessante e tem banheiros.

Claro que ficamos lá um tempão babando na nossa primeira vista do Grand Canyon.



















A segunda parada foi em Navajo Point, onde assistimos um pôr do sol alucinante. 

Os poucos turistas que andam por aqui essa época, muitos chineses e japoneses, estavam extasiados como nós, correndo de um lado para o outro, tirando centenas de fotografias.

Foi talvez o pôr do sol mais incrível que eu já assisti. A cada segundo a iluminação ia mudando, e os últimos raios de sol que conseguiam atravessar as nuvens batiam nas rochas do canyon e deixavam as pedras pink e laranja. A neve branquinha, o céu azul e as árvores verdes completavam o colorido daquela cena inesquecível. Não tem como descrever, então veja as fotos, que mostram um pouquinho do que nós vimos:










A grandiosidade do canyon é mesmo indescritível - só vindo aqui para ver e entender do que eu estou falando...

Seguimos para a nossa terceira parada, ainda tentando aproveitar o finzinho de luz do dia, em Lipan Point. Mais fotos incríveis. E, no caminho, um bando de veados na estrada, lindos, no meio da neve - uma cena surreal...pena que não deu tempo de tirar fotos :-(




Escureceu, então seguimos direto para Grand Canyon Village, que é a "vila", quase uma cidade, que fica dentro do parque nacional. 

É na vila que ficam vários hotéis, restaurantes, lojas, um mercado imenso onde eu comprei uma estufa elétrica (tá super frio e tem previsão de neve essa noite!), tem wifi (!!!), escritórios, o imenso Visitor Center com lojas, muitos estacionamentos, banheiros, cafeteria, e o Mather Campground e a Trailler Village, onde ficamos.

O camping é bem simples para custar U$ 35, mas só de estar DENTRO do Grand Canyon a sensação já é ótima! Tínhamos água, luz e esgoto, além da paisagem - pra que mais???

A estufa que eu comprei disparou o alarme contra incêndio do motorhome e não conseguimos usar kkkkk, e no dia seguinte eu fui lá e devolvi no mercado - acho incrível essa política de devoluções nos EUA, e o respeito pelo consumidor: não pedem nem a nota, muito menos perguntam o motivo da devolução - se eu tivesse devolvido um tijolo na caixa dava na mesma, por que eles nem conferiram. Eu simplesmente disse que não queria mais a estufa e eles me devolveram o dinheiro.

Ainda bem que o gás aguentou toda noite (já estava terminando!). Atenção: não tem como colocar gás no motorhome no parque (pelo menos no inverno) - o lugar mais próximo é Tusayan.

Se você precisar usar internet wifi gratuita no parque, tente no estacionamento da Market Plaza ou na General Store que fica ali mesmo (um mercado enorme!) - foi o lugar onde nós encontramos! Nos hotéis e restaurantes também deve ter...aliás, na General Store tem de tudo, é um super imenso, ótimo lugar para comprar souvenirs!







Acordamos no dia seguinte no meio de muita neve no camping (nevou a noite toda!) e fomos ver o sol nascer em Mather Point - não tem lugar ruim para ver o sol nascer e se pôr no canyon, mas Mather Point é especial, super acessível (inclusive para carrinho de bebê) e dá para ir a pé desde o Visitor Center.








Passeamos pela área do Visitor Center (lojas, banheiros, café, filme, exibições, informações...) e depois fomos para o lado oeste do parque, em direção a Hermits Rest - no verão só pode vir para este lado de ônibus do próprio parque, mas no inverno (outra vantagem de vir no inverno, além da beleza da paisagem com neve!) pode-se ir de carro particular ou, como no nosso caso, de RV. 

Infelizmente tinha muita cerração e não dava para ver nada - ainda bem que aproveitamos ontem e o nascer do sol hoje! Vá ao Grand Canyon com tempo: não programe um bate e volta, porque se você chegar lá e tiver cerração, não verá nada - mega frustração!







Passeamos pela Grand Canyon Village, praticamente uma cidade dentro do parque, e decidimos então continuar viagem e seguir para Tusayan, na estrada #64, 6 milhas ao sul do parque, onde assistimos o filme IMAX "Grand Canyon - Hidden Secrets", imperdível, na nossa opinião.

Tem toda hora, na meia hora, custa U$ 27,18 para 2 adultos, criança não paga. É um ótimo complemento para uma visita ao canyon. Não tem como não achar - o prédio do cinema é o maior da cidade e fica na rua que atravessa Tusayan. 

Se você vem do sul, passará por lá antes de chegar ao parque. Nós vínhamos de Monument Valley, ao leste, e estávamos descendo para o sul do Arizona. 


Loja Nat Geo e Visitor Center: o engraçado é que já tínhamos ouvido falar desse filme IMAX em Tusayan, que foi produzido pela National Geographic, mas o que nós não sabíamos é que, no mesmo local do cinema, tem uma lancheria e uma loja da Nat Geo!

Já contei que as minhas lojas preferidas no mundo são as da Nat Geo de Cingapura e de Londres...pena que a de Tusayan não é do mesmo nível :-( veja aqui









Você já esteve no Grand Canyon? Ficou tão impressionado quanto nós? Deixe aqui as suas dicas de como desfrutar melhor deste que é um dos lugares mais incríveis do planeta!! 

Já leu nossos posts "modo de usar" sobre o Monument Valley, Antelope CanyonZion National Park?

Visite o site oficial do Grand Canyon, aqui

Próximas paradas: Flagstaff, Sedona e arredores - continue viajando conosco!

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