22 de setembro de 2011

os "highlights" da viagem

As Torres Petronas, em Kuala Lumpur, a moderna capital da Malásia, foram, eu acho, o último grande “highlight” desta nossa viagem.

“Highlights” são lugares que a gente sempre viu na televisão, revistas, cinema, fotografias, livros, e sempre sonhou conhecer ao vivo e a cores. Podem ser prédios, templos, regiões, ruínas, monumentos, experiências, maravilhas da natureza, enfim, cada um tem os seus...

Eu já conheço bem Amsterdam e Lisboa (nossos próximos destinos), e sei que são cidades lindíssimas, nas quais eu amaria viver, mas desprovidas daquilo que eu denomino “highlight”. Não me atirem pedras, eu explico.

Edimburgo, por exemplo, é uma cidade maravilhosa, na qual eu gostaria de morar um tempo mas, apesar dos seus castelos maravilhosos, eu não diria que é uma cidade de “highlights” – para vocês verem como os critérios usados para definir o que é um ponto alto na viagem são subjetivos – por essa razão eu comecei dizendo que cada um tem os seus! Para mim, conhecer o Loch Ness sim, seria um mega “highlight”, hehehe...




São pontos altos óbvios, nesta viagem, o Big Ben em Londres, Stonehenge, no interior da Inglaterra, o Hermitage em São Petesburgo e a Praça Vermelha em Moscou, a nossa estadia num ger na Mongólia (em que pese Ulaan Baatar tenha decepcionado), os templos nas planícies de Bagan, em Myanmar, o vulcão Bromo e Borobudur, na ilha de Java, Indonésia...







A China é um lugar de muitos “highlights” (isso é natural, porque tudo lá é grandioso), e a Praça da Paz Celestial e a Grande Muralha já estavam na nossa listinha há anos, desde a nossa primeira visita, assim como o Taj Mahal, na Índia.






Alguns lugares que nós imaginávamos que seriam pontos altos da viagem, contudo, como o Lago Baikal, decepcionaram (isso também acontece!). Não que o lago não seja lindo e os números impressionantes (é o lago mais profundo do mundo!!), mas não foi TUDO aquilo que nós esperávamos (assim como não foi também a própria ferrovia transiberiana).

Outros lugares, dos quais nós esperávamos muito pouco, se revelaram, como foi o caso de Datong, na China, com suas cavernas cheias de Budas e monastério pendurado. Outro “highlight” inesperado que encontramos pelo caminho foi a região dos Cotswolds, também no interior da Inglaterra, tão linda que nós a apelidamos de “a Toscana inglesa”! É muito prazeiroso quando isso acontece: a gente pensa “ah, vamos dar uma voltinha só por ali, quem sabe vale a pena”, e o lugar acaba se revelando tão excepcional que dá vontade de se mudar para lá...


Um dos pontos altos da viagem também foi totalmente inesperado (esses são certamente os melhores!): já tínhamos andado de elefante outras vezes, na Índia e na Tailândia, mas tomar banho com dois elefantes no Rio Mekong, em Luang Prabang, no Laos, foi um dos melhores momentos da minha VIDA!

A pior frustração foi o nosso visto (permit) negado para o Tibet, já que conhecer o Potala Palace, em Lhasa, era um dos meus grandes sonhos que seriam realizados nesta viagem. Fazer o quê?! Agora vou ter que voltar à China ou, se Deus quiser (e Buda, Shiva, Alá...), a um Tibet novamente independente!

Outra frustração relativa a “highlights” aconteceu também na China: nosso vôo de Beijing para Kathmandu, no Nepal, fazia escala em Kunming, nós inclusive passamos a noite lá em um hotel, mas não tivemos tempo de conhecer a famosa floresta petrificada – outro bom motivo para voltar...

O mau tempo também pode atrapalhar a “concretização”, ou visualização de alguns lugares que, acaso tivéssemos tido tempo bom, teriam sido emocionantes. Foi o que aconteceu em Pokhara, no oeste do Nepal, e em Darjeeling, no norte da Índia. Nós já viramos e mexemos, em 2004 fomos a Nagarkot e Dharamsala, outros famosos “mirantes” do Himalaia, e nunca tínhamos conseguido avistar nenhuma das montanhas mais altas do mundo. Pois ainda não foi desta vez: pegamos tempo ruim tanto em Pokhara quanto em Darjeeling, e o Kanchenjunga vai ter que esperar por nós mais alguns anos! Pelo menos desta vez não foi tão arrasador, porque conseguimos ver algumas das montanhas gigantes de dentro do avião e através das frestas nas nuvens em Pokhara, mas não foi nenhum Everest...

Alguns “highlights”, por outro lado, podem (é, podem sim!) deixar de ser “highlights”: é o caso de Varanasi. Quando visitamos a cidade pela primeira vez, anos atrás, foi amor à primeira vista, apesar das peculiaridades locais (mas isso é assunto para outra postagem) – pois desta vez foi uma decepção completa! Não sei se foi a sujeira, as moscas, os ratos, o Lipe no meio disso tudo, ou se foram as monções, que trouxeram tanta chuva que a água cobriu os ghats no Rio Ganges...mas a nossa Benares de anos atrás não era mais a mesma cidade apaixonante...

Enfim, toda essa introdução relativa a “highlights” foi para apresentar a vocês essa maravilha da arquitetura moderna, as Petronas Towers, em Kuala Lumpur, cujas fotos seguem na próxima postagem!!!

Outros grandes momentos da viagem:


















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