29 de junho de 2011

as monções nos pegaram em Agra!

Eu lembro de ter estudado as tais das monções nas aulas de geografia no Colégio Alberto Ribas, lá em Jaguarão, mas não sabia exatamente do que se tratava até chegar ao Nepal. 

Também lembro de ver notícias nos telejornais brasileiros sobre as enchentes que assolam a Ásia na época das monções. 

Pois a cena que vivenciamos ontem era idêntica àquelas que a gente vê na TV. 

Alguns dias chove o dia todo uma chuvinha bem fininha, noutros chove uma chuva média por algumas horas, tipo uma manhã inteira, e em outros chove torrencialmente por uma meia hora. O certo é que chove. Todos os dias. Sem trégua. 

E não é só a chuva: tem também o eterno mormaço pré-chuva, coisinha de 42, 43 graus C, e o céu eternamente cinza, daqueles em que é praticamente impossível tirar os óculos, tamanha a claridade! 

Não que eu esteja reclamando, afinal de contas, pra falar a verdade, a chuvinha até que refresca, e não atrapalha tanto os passeios - a pior parte é com relação às fotos, que não ficam tão bonitas como quando o sol resolve dar as caras.

Até aí, tudo certo. As tais das monções não vão estragar a nossa viagem, tanto que a gente já as previa, dada a época do ano. 

Todo mundo anda na rua com chuva como se nada estivesse acontecendo, nenhum passeio é cancelado, no stress

O pequeno viajante inclusive já ganhou uma sombrinha colorida que ele arrasta para todo lado, até para as intermináveis poças de água podre de suja que resultam das chuvas. Os banhos de chuva, então, são um capítulo à parte: cada molho que nós tomamos é uma curtição maior para ele! 

Mas a nossa chegada em Agra foi triunfal. Caótica. Alarmante até.


a sombrinha nova


Mal saímos da estação de trem, carregados de mochilas, e o mundo desabou do lado de fora do nosso auto-riquixá. 

Sem problema, uma chuva a mais ou a menos, same, same, como dizem os nativos. 

Ocorre que, lá pelas tantas, a caminho do hotel, as crianças brincando na água podre começaram a "brincar" de nos atirar água. 

Não contente, Shiva decidiu colocar um pouco daquela água no motor do nosso riquixá, numa das ruas alagadas que atravessávamos, o qual obviamente imediatamente se apagou, ficando nós 3 devidamente alagados no meio da podridão! (só quem conhece a Índia pode ter ideia do tamanho da podridão...)

O Peg desceu para ajudar o motorista a nos empurrar para fora dali, para tentar fazer a droga do veículo pegar de novo, mas não teve jeito - tivemos que procurar outro riquixá no meio da enchente, transferir todas as nossas armas e bagagens e seguir viagem até o hotel, Ensopadinhos da Silva Xavier.

This is India, man!   


e eis que atolamos...


empurrou, empurrou, mas não pegou!


força aí, Peg!


cenas que a gente vê na TV!


Um comentário:

  1. "Pôneis malditos, pôneis malditos venham com a gente atolar. Odeio barro, odeio lama, que nojinho! Não vou sair do lugar."
    Maria

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