30 de janeiro de 2010

as crianças aprendem aquilo que elas vivem

“O melhor a fazer com as crianças quando você for viajar, é deixá-las na casa dos avós, a caminho do aeroporto.”

Será???? Eu sempre ouvi isso, antes de o Felipe nascer, e ficava com as minhas dúvidas. Tenho várias amigas e amigos que não conseguem nem imaginar viajar a qualquer lugar sem levar a babá a tiracolo – quando eu digo que viajamos com o Felipe, sozinhos, pensam que nós somos completamente loucos. Mas, por outro lado, sempre que viajávamos pelo mundo, encontrávamos casais europeus, principalmente, viajando com as crianças pelos lugares mais insólitos. Lembro sempre de um casal de ingleses que encontramos durante toda nossa viagem pelo Vietnam, com nada menos que 5 (!!!) crianças a reboque: eles pareciam completamente felizes e relaxados...Então essa era nossa grande dúvida existencial: será que conseguiríamos manter a rotina de viagens com a malinha sem alça que queríamos encomendar? Enquanto esperávamos o Lipinho, os amigos diziam: “Bah, agora, com o Felipe, acabaram-se as viagens, hein?!” E eu pensava: “Mas tem que ser assim???”

A resposta, hoje eu sei, é não. Nós viajamos durante toda a minha gravidez do Felipe. 2 semanas antes dele nascer estávamos na estrada (mesmo contra as recomendações expressas do obstetra). Amamos viajar. Mas viajar de verdade – excursões e resorts não nos atraem. O Felipe mudou a nossa vida para melhor, em todos os sentidos, inclusive as nossas viagens. Como ele tem prioridade absoluta para tudo, nós passamos a ter também, e isso inclui furar filas imensas em aeroportos, ter prioridade no embarque, passar na frente pela imigração, e outros benefícios que nunca pensamos que ele nos traria!!! Além disso, nem a maior cara amarrada do mundo resiste ao sorriso dele...É claro que o Felipe não vai lembrar da tempestade que nos pegou no meio da nossa visita às cataratas, na Garganta do Diabo, em Puerto Iguazu, e ele estava dormindo quando estivemos na Estátua da Liberdade, em New York, e quando passeamos pelo centro histórico de Quebec, no Canadá, mas agora sabemos que, para ele, o melhor lugar do mundo é junto conosco, onde quer que as nossas andanças nos levem!!

3 comentários:

  1. ahhhh, q texto lindo! to chorando como a dinda mais babona do mundo!!!!
    Não entendo como mesmo depois de todas estas andanças ele ainda não conhece Alegrete city!!! ou quem sabe ele está se preparando para passar uma temporada com a dindoca em Buenos Aires, durante o doutorado???
    Anália

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  2. Cláudia, tu sabe bem que eu era do time que "achava uma loucura", mas agora entendi tudo! seria a mesma coisa que eu não andar à cavalo com o meu filhote! Te admiro desde sempre e tu sabe bem que agora também! Beijos,
    Helena

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  3. Eu acho que vcs estão certíssimos!! Meus pais fizeram isso comigo e meus irmãos e hj além de algumas lembranças(Sim pós 2, 3 anos se lembra sim de flashs, cheiros...) nós 3 criamos o gosto por viagens, economizamos cada centavo pra sempre estar na estrada. A cultura que adquirimos escola nenhuma dá. Pais que não viajam com filhos pra mim tem preguiça do "trabalho", hj tenho uma bb de 1a e 10m já fomos a Disney, Itália, entre outros e se Deus nos permitir estamso apenas começando. Abraços

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